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Se estiverem fora, não entram...

se não tiverem este cartão.

Que funciona assim.

Ah, é uma porta de segurança.

Pensei que fosse um terrário para manter o Matthew.

Dá para deixar o Matthew em paz uma vez?

Ora, ele nem está aqui.

Ah! Terrário!

Isto deve ajudar a resolver o problema...

de pequenos furtos que tivemos no escritório ultimamente.

Não está exagerando, só para ocultar o fato...

que você extravia as coisas?

Dave, pare com essa paranóia.

- Não cai bem em você. - Olhe.

Não sou paranóico. Coisas sumiram da minha mesa.

Sumiram.

- Nada foi roubado da minha. - Você não tem escrivaninha.

Não que você saiba.

- Nunca vai dar certo. - Por que não?

Dá para entrar sem o cartão-chave.

- Não dá. - Posso demonstrar?

- Por favor. - Dê-me o cartão-chave.

- Muito bem. - Fique aí.

Certo.

Agora tente abrir a porta.

- Não posso. - Olha só!

Você tinha razão.

Muito legal. Bill?

Ei, Dave. O que aconteceu?

- Fiquei para fora. - Como aconteceu?

- Realmente não importa. - Você tentou bater?

- Vou tentar. - Ótimo.

- Avise se der certo. - Sim, senhor.

- Dave, você tem um minuto? - Claro.

"Dave, você tem um minuto?"

- Claro! - Está bem.

Vou esperar até você ter um minuto.

- Sr. James... - Cuidado! Tenha cuidado!

Isso me custou 50 mil dólares.

Quero falar disso com você. A outra rádio está roubando nossas idéias.

Estão roubando tudo.

- Verdade? Como? - Para começar. Está preparado?

Informam o trânsito de um helicóptero.

- E? - Começamos a fazer isto há dois anos.

Há anos que as emissoras informam o trânsito de helicópteros.

Certo. Dois anos agora.

E estão roubando nossas chamadas, tipo...

"Mais notícias depois disto".

Acho que...

Espero que não roubem nossa idéia de informar sobre o tempo.

- Já fizeram isso? - Não, não fizeram isto, Dave.

- Que alívio. - Então, a gente se vê.

Não tive coragem de contar para o pobre coitado.

Atenção, pessoal.

Esta porta deve ficar sempre fechada.

Temos sistema de segurança para usar e não para circunvagar.

Não estamos circunvagando. Estamos apenas contornando.

Gente, eu só quero...

- O que está fazendo? - Pondo fita na maldita...

para não travar toda vez que vou ao banheiro.

- Leve seu cartão-chave. - Não sei.

Não pode esperar aqui trinta segundos?

Realmente espera que eu fique aqui segurando a porta?

Obrigado, mas prefiro você aqui fora cuidando da porta.

- Quê? - Deixa para lá.

Não pensei que esvaziar o joelho ia virar a Inquisição Dinamarquesa.

O que vai ouvir agora não passa desta escrivaninha.

Certo. Você tem a minha palavra.

Fui convidado para fazer comercial de televisão.

É para ducha perfumada?

- Quê? Não. - Qual é o grande segredo?

Quero que você ajude a negociar o acordo para mim.

Não é algo que o seu agente deve fazer?

Sim, mas não tenho mais agente.

- O que aconteceu? - Não sei.

Ele morreu, ou se aposentou.

- Qual dos dois? - Que interessa?

Ele não retorna minhas ligações.

Você pode me ajudar? Ser minha agente?

- Nem imagino como é ser agente. - É fácil.

Você negocia o meu salário e cuida da minha imagem como jornalista...

não me deixando fazer algo tolo ou embaraçoso.

- É comercial de quê? - Calça jeans.

- Isto é tolo e embaraçoso. - Lisa, o jeans é europeu.

Ah, aí é diferente. Italiano?

Melhor ainda. Tcheco-eslovaco.

Mas não sou qualificada para ser seu agente.

Claro que é. Você tem todas as qualidades.

Você é fria, lógica, sem coração e sem emoções...

parece mais um autômato do que um ser humano.

Obrigado, Bill. É gentileza sua.

- Mas não dá. - Por favor, Lisa.

Eu pago a comissão costumeira de um por cento.

Acredito que os agentes ganhem 10%.

Não em showbusiness.

Você deve estar pensando em vendas de hi-fi a varejo.

Você me pegou. Não posso enganá-la.

- Viu como você é inteligente? 5%. - Seis.

- Sete. - Fechado.

Então, assim...

pergunte quem é, qual o motivo da visita e deixe entrar.

- Sei como funciona. - Claro. Desculpe.

Desculpe.

Beth, não vai ver quem é?

Não preciso. O Matthew ouve a campainha...

ele levanta e deixa a pessoa entrar.

Não! Isto invalida a necessidade de ter...

uma porta de segurança, certo?

- Pois não, senhores? - Estamos procurando Bill McNeal.

Bem, este é o meu escritório e ele não está aqui.

Não? Desculpem.

Por que não vão lá fora. Uma hora ele aparece.

- Matthew... - Sim?

- Quem são eles? - Eu não faço idéia.

Então por que os deixou entrar?

Eles não tinham cartões-chave.

Significa que não pertencem a este lugar.

E algum de nós pertence? Realmente?

Pense bem.

Eu atendo!

Não sabe como estamos felizes de tê-lo a bordo.

- É um prazer. - Ele ainda não está a bordo.

Precisamos resolver algumas coisas.

- Claro. - A princípio, adoramos a oferta.

- Amamos! - Sim.

Mas li os contratos, e acho que...

- Eu aceito. - Bill.

Precisamos ter certeza que o Bill não fará algo...

que afete negativamente a sua imagem pública.

A menos que queiram isso.

Precisamos de garantias que tudo será feito com bom gosto.

Não se preocupe. Não haverá nudez.

É um alívio.

Mas se acharem que nudez é vital, eu topo.

Mas preciso de tempo para me preparar.

O Bill quer comunicar nosso desejo mútuo...

de cumprir termos favoráveis a todas as partes implicadas.

Não, quero comunicar que ficaria nu, sem cobrar nada extra!

Bill, boca fechada.

Ela é durona. Mas lembrem-se...

farei isto basicamente pelo preço que quiserem pagar.

- Não fará! - Prefiro não usar chapéu.

- Bill! - Certo!

Pensando bem, tentarei colocar o chapéu.

Dave, temos que tirar essa porta de segurança.

- Não, não temos. - Temos, sim.

Um passarinho bateu nela e morreu.

Verdade? Que horror.

Coitadinho.

Matthew, isto é uma codorna.

Não dá vontade de chorar?

Você nem sequer a descongelou.

Se alguém quiser roubar sua carteira, essa porta não segura.

Obrigado. E o meu cartão de crédito.

Obrigado. Não prova nada.

Agora, por favor, deixem a mim e a minha porta em paz.

Tem alguma coisa errada com o Bill.

Sim, eu sei, obviamente. Mas é mais do que isto.

Estávamos negociando uma coisa...

e ele virou um covarde hipócrita, que normalmente me divertiria, mas...

Silêncio. Alguém está à porta de segurança.

- Não é trabalho da Beth? - Sim...

mas não confio na Beth para manter a integridade do sistema.

WNYX. Quem é?

WNYX. Diga seu nome para eu abrir a porta.

- Dave, vou ver quem é. - Não!

Eles tocam. Eu pergunto "Quem é?" Eles dizem. Eu abro.

WNYX. Quem é?

Por favor, diga seu nome para entrar aqui.

- Por que não olha da janela? - Não!

- Você... - Eles tocam.

Eu pergunto quem é. Eles me dizem. Eu os deixo entrar.

Assim que funciona. É o sistema. O sistema será seguido.

Pelo amor de Deus, quem é?

Ei, precisa arrumar a campainha.

Estou tocando faz cinco minutos.

Eu entendo. Entendo que...

a porta de segurança é estranha, desafia nossas noções antiquadas...

de quem somos e aonde pertencemos.

Se prestarem atenção, posso mostrar...

que pode ser uma porta para um melhor escritório.

Aqui temos a porta de segurança.

Como podem ver, está trancada...

mantendo afastados os intrusos.

Podemos trabalhar sem medo.

Aqui, por outro lado, alguém segurou a porta com uma cadeira.

Um ladrão entrou. Estamos todos em perigo.

Ei, já vi esse cara por aí.

E se houver incêndio? Ficaríamos presos, queimados vivos...

como aquela gente do Titanic.

Em caso de incêndio, os detectores de fumaça estão na porta de segurança...

quando o alarme soar, a porta abrirá automaticamente.

E se houver incêndio do outro lado...

e para escapar só entrando no escritório?

Se isto acontecer e não tiver o cartão-chave...

vocês todos morrerão queimados.

Por isso é muito importante ter sempre o cartão-chave com você.

- E um terremoto? - Ai, bem...

no caso de terremoto, o edifício inteiro cairá...

e a porta será uma preocupação insignificante.

Mas a maior parte da atividade sísmica...

acontece por perto do assim chamado Anel de Fogo...

na Costa do Pacífico.

- Alguma pergunta? - Tenho uma pergunta muito séria.

Naturalmente, Matthew. No caso de...

um mago nos enfeitiçar... Espere.

Aonde vão? Aonde pensam que vão?

A Lisa teve problemas com o cartão-chave.

Eu ia mostrar como usá-lo devidamente.

Que bom. É isso aí.

Tenho trabalho a fazer. Não irei à filmagem com você.

- Mas é minha agente. - Você me fez passar de idiota hoje.

Porque eu não queria passar por idiota.

Fará papel de pai, e só dirá, "Caladas, você duas".

E se me fizerem usar um cardigã? Fico horrível.

Se tentarem fazer isto, diga não.

Não posso dizer não. Não sei dizer não a ninguém.

- Não entende? - Fique calmo.

Tentei avisar, mas você não me escuta!

Aqui, você fala o que quer.

Lisa, aqui é uma rádio.

Se me demitirem, e daí? Posso virar gari, raspar goma de mascar da calçada.

Seria uma troca lateral. Mas televisão...

Eu não vou com você...

porque é algo que você tem de fazer sozinho.

- É, mas eu... - Nada de "mas".

Você vai e vai se sair muito bem.

E quer saber por quê? Porque é Bill McNeal.

O mais pomposo, insuportável...

bastardo egocêntrico e convencido...

que já conheci em toda minha vida.

- Obrigado. - De nada.

Ei, Dave.

O que você está fazendo?

Observando se a porta fecha.

- Dave, está fechando. - Só fecha depois de ouvir o clique.

- Não clicou. - Talvez.

Talvez com esse papo todo, não ouvimos.

Pronto, agora está fechada.

Com licença, procuro Bill McNeal.

- Bill McNeal? - Ele faz o papel de pai.

Sou a agente. Ele disse que houve uma emergência.

- Farão outra tomada. Sente-se ali. - E som. E ação.

- Passe para cá! - São meus!

- Não são! - Caladas, vocês duas!

- Você os usou da última vez. - São meus!

Tenham calma, vocês duas.

Por tempo limitado, a GênioJeans está oferecendo...

um desconto de 50% em tamanhos femininos pequenos em certas lojas.

- Podemos ter um jeans para cada uma? - Isso mesmo.

E aproveitem para comprar...

a nova calça pescador que agarra no quadril.

Obrigada, Gênio Azul!

Alguém viu a minha lâmpada?

Corta!

Quero saber quem armou a porta para despedaçar quando eu a tocasse?

Não acreditei, mas acho que vocês tinham razão.

Não é verdade! Razão de quê?

Sobre o fato de alguém estar um tanto...

P-A-R-A... nóico.

Não estou paranóico.

Pois posso dizer, sem ironizar, que querem aprontar comigo.

- Por favor. - Ninguém sai daqui.

Eu sei, por isso estou fechando a porta.

Ninguém deixa esta sala até eu ouvir a confissão...

da pessoa, ou pessoas, que sabotou a porta...

para ela quebrar e me deixar com cara de tonto.

O motivo de estarmos todos aqui...

é que não sairemos daqui até que você admita...

- que anda paranóico ultimamente. - Muito.

- Quê? - Dave.

Queria que você se visse, como nós o vemos...

como um homem enlouquecido, desvairado, desnorteado...

com cabeça de macaco.

Eu sou bem paranóico, mas não me viro contra os meus amigos.

Não entre na deles. É o que querem que faça.

E eu também amo você.

- Eu também. Matthew? - Sim, Dave.

Compus uma canção para você. Chama "Frodo, o Gnomo Paranóico".

Excelente.

Frodo era um gnomo paranóico

- Não foi isso que combinamos. - Não.

- Por que não bateu o pé? - Comecei.

- Fui falar com o diretor. - E o que aconteceu?

Ele disse, "Sim, Bill, o que é?"

Aí me apavorei e pedi para pagarem menos.

Está bem. Sabe de uma coisa?

Eu cuido disto para você. Ei, bacanão!

- Você. - Um segundo.

Não, deixe comigo. Se quero ser tratado como um bebê mimado...

- eu devo agir como um. - Qual é o problema?

- Qual é o problema? - Qual é o problema?

O problema é, não tem fruta no meu camarim!

- É esse o problema? - Ultrajante, não é?

Deveria haver uma cesta de frutas lá.

Bem, não há!

- Pronto. - Sim.

- Foi um grande passo para mim. - Eu sei.

- Bill. - Sim?

Pensei que fosse fazer o papel do pai.

Eu ia fazer.

Como acabou sendo o Gênio Azul?

O ator que ia fazer esse papel ficou doente...

e eu tive sorte. "Aca-badabra!"

- E você acha legal. - Sim. Lisa!

O Gênio Azul tem três vezes mais falas que o pai.

Claro.

Lamento muito. Se tivessem instalado...

o vidro corretamente, nunca teria quebrado.

Sem problemas. Agradecemos muito.

Ótimo.

Viu, Dave? Não foi sabotado.

- Ele faz parte. - Do quê?

De todo o plano... Não sei qual é o plano...

- mas sei que está envolvido. - Quando foi a última vez...

- que tirou umas férias? - Uma coisa sabemos.

Alguém, em algum lugar, quer me deixar maluco.

Pronto. Vou fazer uma coisa.

Levá-lo para casa, colocá-lo na cama. Por hoje, chega.

Vá pegar suas coisas. Vá logo. Bom garoto!

- Era o que você queria? - Foi perfeito.

Odeio mentir para ele, mas assim ele dormirá melhor esta noite.

Ele anda meio paranóico.

Tome. Por que realmente essa coisa quebrou?

Acho que foi sabotagem de alguém para deixá-lo com cara de bobo.

Foi o que eu imaginei.

O que foi isso?

- O que foi o quê? - O que foi...

O que... Por que ele... Não importa. Você tem razão.

Obviamente... Preciso de uma boa noite de sono.

Então, vamos indo.

Onde está... Cadê a minha pasta?

- Eu pus... Acabei de... - Eu não disse, Dave?

- Pus aqui agora. - Por hoje, chega. Vamos.

Vamos dar um passeio em um carro grande.

Entre aqui, não tem problema. Pode ir.

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