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Zulu
Há algo que nos possa dizer que nos ajude a perceber...
... quem fez isto? - Não faço ideia.
É verdade que tem uma grande dívida com alguém?
Não sei do que está a falar.
É possível que o Tom esteja envolvido em apostas.
E que ele devia ter perdido ontem.
- Como está ela? - Dizem que teve sorte.
Achas que ele gosta de mim?
Tenho um capacete a mais. Anda daí.
- Foi o que pareceu. - Achas?
Como sabes, a nossa avaliação é que o Tomas nunca acordará.
É importante que tu e a tua família pensem numa forma de avançarem.
Tenho pena do Nils, mas ele era um rufia.
Muitos miúdos na escola tinham medo dele.
Recebi informações sobre os movimentos do telemóvel do Nils.
Entre as 17h47 e as 20h18, o telemóvel ligou-se à torre a norte,
o que bate certo com ele ter estado na corrida de speedway.
Depois das 20h18, o telemóvel está desligado ou ficou sem bateria.
E não volta a ser ligado.
Então, qual é a primeira coisa que faria ao chegar a casa?
- Carregar o telemóvel. - Sim, exatamente.
E como a caixa de piza não foi encontrada em casa,
podemos presumir que desapareceu algum tempo depois de comprar a piza.
Quero que vasculhem a área toda entre a pizaria e a casa do Nils.
O Tom, o Jesper e o Älgen devem dinheiro a alguém.
Ainda não sabemos quem.
Mas suspeitamos de manipulação de resultados
e que pode haver uma ligação com o homicídio do Nils.
Vamos pôr os três sob vigilância e ver aonde nos podem levar.
Um brinde ao Nils.
É terrível.
O que... O que disseram?
Perguntaram por nós? Os polícias?
Deixa-me pô-lo nestes termos: O que...
O que sabem eles?
Disseram que sabem que tenho uma grande dívida.
- Então, sabem das apostas. - Como saberiam?
- É claro que sabem, raios! - O que importa? Foi o meu filho que...
A única coisa que importa é que aqueles sacanas não se safem.
Mas, neste momento, Tom, temos de ser discretos.
Nunca se sabe o que os sacanas farão. São completamente loucos.
Está bem? Hã?
Não faças nada precipitado.
Não quero saber de nada! Não me resta nada! Percebeste?
Tudo bem. Tom!
- Raios! - Vou matar aquele cabrão?
- Vou matar o cabrão. - Não, não vais.
Que raio vou fazer? Que devo fazer?
Estou acabado. O que faço?
Mas eles são um gangue de motards. Nós somos três pessoas.
Conhece-los. Puxa uns cordelinhos.
Não! Ou acabas na choldra ou morto!
Percebes? São as únicas opções.
Foda-se! Pensa, Tom! Pensa bem.
Foda-se!
Que raio vos aconteceu? Seus cobardes de merda.
É impossível. Não podemos.
Tens de entender isso.
Pensei que pelo menos podia contar com vocês.
Sim?
Sim.
Está bem.
- Tom. - Está bem.
Fica, raios.
Raios partam.
Inger? Tem um tempinho?
Na verdade, preciso de...
Preciso de lhe perguntar sobre as suas impressões do Nils.
Céus... Não sei bem.
Acho melhor perguntar ao mentor dele.
Ele era indisciplinado? A relação dele com as outras crianças era problemática?
Há algo que me possa dizer?
Ele não era pior do que os outros, mas sim.
- Há um relatório sobre um incidente... - Está bem.
- Está bem. - Mas foi nada de grave.
Só exigiu um telefonema para casa.
O que se passou?
Ele tinha brigado com um colega de turma.
Mas sabe como são os rapazes daquela idade.
Então. Desculpe, tenho de ir...
- O médico-legista já disse alguma coisa? - Não, ainda não.
Está bem, sabemos algo mais sobre a dívida de jogo? A quem devem o dinheiro?
- Não. - Nada do Tom ou dos amigos?
É importante?
É da Polícia de Estocolmo. Pode ser sobre os tratadores de cães.
Nassir Hakim.
Olá, sou o Håkan Berg, do Departamento Nacional de Operações.
Tem um momento?
- Sim, claro. - Ótimo.
Temos uma vaga e surgiu o seu nome.
- Está bem. - Estava a pensar se estaria interessado?
Sim. Parece interessante. Fico feliz por pensar em mim para o cargo.
Ótimo. Vi o seu currículo. Acho que seria perfeito.
Sim, vou ver a candidatura.
Ótimo! Aguardo com expectativa a nossa próxima conversa.
- Obrigado. Adeus. - Adeus.
- Não houve problemas com Estocolmo? - Não.
Não? Ótimo.
- Olá, querido. - Olá.
Ouve. Volto já. Vou só falar com a Emma.
Está bem.
- Olá, Veronika. - Olá.
Como correu hoje?
Bem o suficiente, dadas as circunstâncias.
Tentámos que tudo parecesse o mais normal possível.
Quem quisesse podia fazer desenhos para o Nils e a Alice.
Ouve...
O Nils costumava brigar com as outras crianças?
A vida do Nils em casa não era fácil.
Vivia sozinho com o pai, sabes?
Tanto quanto sei, tu conhecia-os pessoalmente?
Não. Nem por isso. O Jesper trabalha com o Tom.
Mas não, não diria que os conheço.
É que...
Ouvi dizer que várias outras crianças tinham medo do Nils.
Sim, bem, ele...
- Ele podia ser muito desordeiro. - Está bem.
Relatei todos esses incidentes à administração da escola.
Mas eles não pareceram prestar muita atenção.
- Então, que incidentes foram esses? - Ele conseguia ser bastante cruel. E...
... bem, sobretudo com a Alice.
Está bem.
Mas, Veronika...
Posso pedir-te que não contes à Inger que eu disse isto?
- Está bem. Claro. - Até logo. Adeus.
Olá, Veronika. Entra.
Obrigada por teres vindo tão em cima da hora.
Aconteceu alguma coisa? Houve algum progresso?
Infelizmente, a situação mantém-se. Não registámos qualquer atividade.
Nós... recebemos uma correspondência para o coração do Tomas.
Há uma jovem que é compatível.
Veronika...
... o Tomas não vai acordar.
Está em coma há mais de um ano. Não vimos quaisquer melhorias.
O coração dele pode salvar a vida desta rapariga.
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS INFORMAÇÃO PARA A FAMÍLIA
- Podemos sequer estar aqui? - Sim. Faço parte da equipa.
Queres experimentar a mota?
Alguma vez conduziste uma mota?
Como o saberia? Então, sobe lá.
Eu ajudo-te.
Muito bem. Boa.
Põe o capacete.
Pronto. A embraiagem é aqui e a caixa de mudanças fica ali em baixo.
Puxas a embraiagem, vais largando devagar, e a mota anda.
E baixa a viseira.
Allan!
De que cor achas que deve ser o carro?
- Azul com riscas vermelhas. - Sim, certo.
- E vamos colocar os pneus? - Ainda não.
És muito boa!
Queres dar mais uma volta?
- Posso? - Claro! Volta a pôr o capacete.
Está bem, obrigada.
- Hora de ir para casa? - Sim.
- Nós tratamos disto. - Sim.
- Alguma coisa interessante? - Não, nada.
- Não saíram. - Está bem.
- Vai para casa! - Sim.
- Olá. - Olá.
- Deves estar completamente exausto. - Está tudo bem.
- Tens a certeza? - Sim.
Santo Deus, Nassir...
Por este preço, nem conseguirias um T1 em Estocolmo.
- A sério. - Isso diz algo sobre a procura.
Olá!
Sinto-me mesmo bem aqui. A sério.
Já parece nossa. Que achas?
É muito boa. É muito bonita.
- A sério. - Mas?
Nada de mas, é muito boa.
É muito bonita. Sim, eu gosto.
- Só temos de nos livrar daqueles dois? - Como fazemos isso?
Vou pôr-lhes drogas.
- Devo ter erva no carro? - Ótimo, perfeito!
Estás atrasado.
Eu sei, desculpa. Vou a caminho, só tenho de passar pela esquadra primeiro. OK?
- Tudo bem. - Obrigado.
- Adeus. - Adeus.
- Querias falar sobre alguma coisa? - Sim.
Não sei se te devia dizer isto.
- Sei onde ele está e está sozinho. - Onde?
Tenho a morada. Tens a certeza absoluta disto?
Sabes onde tens de sair para chegar ao...
Sim, claro.
Muito bem, qual é a situação?
Ele segue para sul na autoestrada 61. Temos alguém por perto?
O carro mais próximo está a cinco minutos.
Entendido.
Ele viu-me, fui descoberto.
Foi para um prado a sudoeste da autoestrada 61.
Sim.
Está bem.
Sim.
- Eram eles? - Sim.
Claro.
Ninguém vai conseguir encontrá-lo.
Se pagarmos o resto...
... fica tudo bem.
Não tivemos escolha, pois não?
Eu sei. Eu sei disso.
Está aqui alguém.
Olá.
- Quando chegaste a casa? - Agora mesmo.
Fui às compras.
- Estou lá fora com o Älgen. - Boa.
É muito bom, na verdade.
Não nos incomodes.
- Olá. - Olá.
- Posso entrar um pouco? - Claro.
Olá, Alice!
É bom ver que te sentes um pouco melhor.
Sabes que sou a mãe do Simon, certo?
Sou polícia
e fui ao pátio da escola quando tu caíste.
Posso fazer-te umas perguntas?
Pode ser. Não é, Alice?
Então, quero começar por perguntar se gostas da escola?
Os teus amigos são simpáticos?
Ouvi dizer que o Nils pode ser bastante indisciplinado
e que várias crianças tinham medo dele.
- É verdade? - Sim.
Tu também tinhas medo dele?
Ele alguma vez te fez alguma coisa?
Sim, várias vezes.
Porque não disseste nada?
Alice?
O que aconteceu mesmo quando caíste?
O Nils empurrou-me.
Não sabíamos disso.
Contaste isto a alguém? Que ele te intimidava?
- Contei ao Robin. - O teu irmão mais velho?
Olá.
Aconteceu alguma coisa?
Talvez possas responder a isso.
Que tens andado com o Dino, por exemplo?
O quê? Vocês nem namoram.
Estávamos quase a namorar, mas esquece.
Achei que podia confiar em ti.
- As pessoas estão a falar, Liv! - Desculpa.
Passámos tempo juntos uma vez e sabes que não gosto dele dessa forma.
Se ele não significa nada para ti, podes bloqueá-lo.
Para não termos de lidar com ele.
- Sim? - Sim.
- Queres que o faça por ti? - Não.
Ótimo. Obrigada.
Estás a brincar comigo? A sério.
- Ambos sabemos quem te liga. - Número desconhecido!
O que devo fazer? Para.
- Estás a brincar? - Estás tu a brincar comigo?
- Já chega! - Não aguento isto! Vá, atende!
Olá. És o Robin Mäkinen, certo?
Olha...
Não resistas, está bem?
Soubemos que não quer um advogado presente.
Tinha um grama comigo. Um grama de erva. O que vais fazer? Multar-me?
Bolas, azar. Nem sequer a venderia. É para consumo pessoal. Certo?
Mas até isso é ilegal. Só para que saibas.
É verdade que a tua irmã te disse que o Nils a maltratava?
Que raio tem isto a ver?
- É verdade? - Sim.
Quando é que ela te disse?
- Não sei. - Pensa bem.
Há duas semanas, talvez. Duas, três...
Está bem. O que é que ela disse?
Raios! Todo o tipo de coisas.
Ele batia-lhe, pontapeava-a, atirava-lhe coisas. Não sei o quê.
Porque não contaste isto aos teus pais?
- Acho que queres ver isto. - Muito obrigado.
Como reagiste quando ouviste o que a tua irmã te contou?
O que é que achas? Fiquei zangado, certo?
"Vou matar-te, sua ratazana.
Se voltas a tocar na minha irmã, mato-te." São mensagens que enviaste ao Nils.
Não lhe toquei! Não o fiz. Estão a brincar comigo? Não lhe toquei!
Acham que matei uma criança? Estão a brincar comigo?
Já foste acusado de agressão agravada.
- Foi arquivado! - O que fizeste na segunda à noite?
Gostaria de ouvir isso em pormenor.
A tua filha pode dar-me um álibi.
Estive na festa depois da corrida de speedway a noite toda.
Depois, fui para casa do meu amigo e dormi lá.
Liga-lhe. Liga à Liv. Pergunta-lhe.
Como correu com o Älgen?
Está tudo bem?
Não te disse para não nos incomodares?
Não sei sobre o que pensas que aquilo era.
Uma coisa que tens de compreender
é que tudo o que faço, faço-o por ti, certo?
Sim. Eu confio em ti, Jesper.
Não parece.
Tens falado com a Polícia muitas vezes, não tens?
Sim, porque eles perguntam pelo Nils.
Eu nunca disse nada sobre ti, Jesper.
Eu nunca faria isso.
Foste à festa depois da corrida de speedway?
Não me mintas. Isto tem a ver com o homicídio do Nils.
Então, estavas lá?
Sim.
Está bem, então mentiste-me.
- O Robin Mäkinen estava lá? - Sim.
A noite toda?
Sim, esteve.
Viste se ele saiu com alguém?
Não sei, o amigo dele, o Albin, talvez.
Está bem.
Não podes sair nem dormir em lado nenhum, até eu dizer que podes.
Mas, mãe, não aconteceu nada. Eu não bebi.
Afasta-te de todos os que têm ligações às corridas de speedway.
- Entendido? - O quê
Percebeste?
Sim, fala o Nassir.
Olá, fala Håkan Berg do Departamento Nacional de Operações.
- Sim, olá. - Vi a sua candidatura.
Ainda bem que reconsiderou. Ficamos um pouco preocupados.
Sim, bem... Por falar nisso...
Só precisamos de mais informações. Formalidades. Enviei-lhe um e-mail...
- Pode enviar isso e depois falamos? - Sim! Assim farei.
- Ótimo. Adeus! - Sim. Adeus.
- Quem era? - A esquadra. Nada de especial.
- O que disse o agente imobiliário? - Esqueci-me de ligar.
- Faço-o amanhã. Prometo. - Está bem.
Não tenho muita fome. Importas-te que vá correr e depois como?
- Sim. Claro. Está tudo bem. - Está bem.
- Mas está tudo bem? - Sim.
Só preciso de espairecer um pouco.
Há uma câmara de vigilância num edifício mesmo ao lado da pizaria.
Como é que não a vimos? Pensei que tínhamos vasculhado a zona toda.
Quero ver o conteúdo dessa câmara agora.
Está bem? Agora.
Ali está o Nils.
- Mas... - Quem raios é aquele?
Tradução: Dina Guimarães
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