Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
OS FILHOS DO MEDO
Não está olhando para mim, Mike.
Não está me olhando nos olhos.
Isso é fraqueza.
Só os fracos fazem isso.
Poderia olhar nos seus olhos se quisesse, papai.
Mas não quero olhar nos seus olhos.
Devo acreditar que é apenas um fraco.
Deve ter herdado da sua mãe.
Talvez fosse melhor para você
ter nascido mulher.
Poderíamos ter chamado você de Michelle.
Sabe, a fraqueza é mais aceitável nas garotas, Michelle.
Desculpe, quis dizer Mike.
Sempre me esqueço.
Espere um pouco.
E se chamasse você sempre de Michelle?
Assim não me envergonharia tanto de você nem da sua fraqueza.
Poderia considerar que era uma garota
pelo jeito de vestir, seus vestidos, os chapéus pontiagudos e os xales.
Poderia ser a menina do papai.
Não me envergonharia tanto de me verem com você em público, não é?
O que acha, Michelle?
Não é uma boa idéia?
Não faça isso, papai.
O quê?
Disse alguma coisa?
Com essa vozinha de menina não pude ouvir o que disse.
Eu te odeio, papai.
- Fale mais alto, menina! - Te odeio!
Te odeio por que amo...
Tudo isso me faz sentir
culpa por dentro, ódio.
Meu coração não encontra palavras.
Então não fale.
Não fale comigo. Mostre o que sente.
Não diga nada. Não me interessa o que as meninas dizem.
Mostre!
Mostre a sua raiva. Assim poderei compreendê-la.
Olhe, papai.
Estou te vendo, Michelle.
Vejo tudo.
Este sou eu, papai.
Assim você me machuca por dentro.
Me conte tudo.
Conte tudo até o final.
Deve percorrer todo o caminho.
Não pare no meio.
Eu te observo.
Observo tudo o que faz, Mike.
Uau!
Um gênio. Esse homem é um gênio.
O Dr. Raglan agradece a todos pela presença.
Acho que o ônibus espera por vocês lá fora. Muito obrigado.
QUARTO DE HÓSPEDES G-5
Candy...
Sou eu, doçura.
Papai, papai.
SOMAFREE INSTITUTO DE PSICOPLASMA
Muito bem, doçura.
Está quente?
Largue a baleia. Vire-se.
Prenda o cabelo.
Meu Deus.
Sinto muito, Hal,
mas o Sr. Carveth ainda está aqui.
Todo esse assunto está começando a irritá-lo.
Bem, deixe-o entrar.
Sr. Carveth.
Muito obrigado.
Frank, há muito tempo que não nos víamos.
Em que posso ser útil?
Quero ver Nola.
Quero ver a minha esposa agora mesmo.
Sabe que ela ainda está em tratamento intensivo.
Não pode perturbar seu isolamento.
Por acaso não permite que Candice a veja nos fins de semana?
Sim, Frank, mas isso é diferente.
As visitas regulares da sua filha sempre fizeram parte do programa.
Sim, mas o programa acaba de mudar.
A que se refere?
Seu tom de voz parece hostil.
Minha filha foi brutalmente golpeada,
arranhada e mordida!
Foi a mãe que fez isso.
A mãe dela, que está sob a sua supervisão psiquiátrica.
Essa é uma acusação muito séria, Frank.
Candice lhe contou isso?
A Candice não diria nada sobre isso.
Age como se nada tivesse acontecido.
Mas foi a Nola
ou algum outro demente dos que esconde aqui.
Seja como for, ela não voltará a ver a mãe nos fins de semana.
A menina ficará comigo.
Afastar Candice a esta altura do tratamento
poderia conduzir Nola à loucura total.
É um momento crítico para ela, Frank.
Me parece que Nola perdeu o controle já há bastante tempo.
Não tem o direito de a separar da sua filha.
Quando quiser discutir esse assunto num tribunal,
terei prazer em comparecer.
Pelo bem da sua própria família, Frank,
estaremos prontos para fazê-lo.
Mas não nos provoque.
Traga Candy no próximo fim de semana. A mãe não lhe fará mal.
Tem de haver outra explicação para as marcas que viu.
Enquanto não der essa explicação,
Candy não voltará a este lugar.
Sim, Hal?
Prepare Nola Carveth para outra sessão esta noite.
Claro.
Chris,
coloque-a na fase 2, depois do jantar.
Ok, Hal.
DR. HAL RAGLAN O rosto da ira
Esse sujeito, Raglan, se aproveita das debilidades alheias.
Tem diploma de médico, não tem?
É um verdadeiro psiquiatra.
Sim.
Maldição! A psicoplasma é uma fraude.
É um espetáculo de segunda. Eu já o vi no palco.
Frank, não importa o que acha. Escute o que digo.
Chame Raglan e diga a ele de forma clara e firme.
Do contrário, será questão de tempo a polícia aparecer na sua porta
para lhe tirar a custódia da menina.
A lei favorece sempre a mãe.
Se puder reunir provas suficientes para demonstrar
que Raglan é um charlatão perigoso, que o Somafree está cheio de malucos,
que não é um lugar adequado para uma criança,
você estará em vantagem.
Mas se Candy não for ao Somafree neste fim de semana,
sua esposa poderá processá-lo imediatamente.
O tribunal poderia decidir contra você em apenas 7 dias.
Se eu der chance a Nola, ela machucará a criança.
Sei que fará isso.
Farei tudo o que devo fazer.
Seu pai chegou.
Acho que ele conhece bem esse zíper. Conseguimos.
Está pronta.
Gostaria de conversar qualquer dia desses, Sr. Carveth,
a respeito das atividades escolares da Candy.
Não veio à última reunião livre.
Está bem... em breve.
Obrigado.
Até amanhã, Candy.
Muito obrigado, Frank.
- Por quê? - Por trazer a minha neta.
Se fosse pela Nola, nunca veria Candice.
Juliana, isso não é verdade.
Nola e eu sabemos que a menina precisa da avó, ainda mais agora.
É muito amável.
Acho que sabe, agora, o que se sente.
- O quê? - Ser pai.
Ser culpado de tudo.
Ter seu passado distorcido, a ponto de não reconhecer mais a si mesmo.
A versão do passado de seus filhos.
Juliana, Candice tem só 5 anos.
Ela está ocupada com isso agora mesmo, acredite.
Trinta segundos depois de nascermos, já temos um passado.
E 60 segundos depois, você já começa a mentir a si mesmo sobre ele.
Acho que me deixei envolver por essa nostalgia nos últimos dias.
Deve ser a atmosfera. Pelo menos agora tenho um cúmplice.
- Preciso ir. - Sim, claro.
Tchau, papai.
Cuide-se. Nós ficaremos bem.
Eu volto logo, doçura.
Vou só buscar outra bebida e em seguida veremos essas belas fotografias antigas.
Mamãe.
Sim, Candice?
Sim, amor?
Você me machucou, mamãe.
Me bateu com a mão fechada e me arranhou com as unhas.
Me machucou.
Não bati, amor.
Deve ter tido um pesadelo.
Mães não fazem isso. Mães não machucam os próprios filhos.
Não?
Nunca?
Às vezes, sim.
Mas nesse caso são mães ruins, são mães fracassadas.
Como quem?
Como a mãe de quem?
Como a minha.
Fracassada e malvada.
Não eu não sou assim, Nola.
Está sendo muito injusta, amor. As mães nunca fazem essas coisas.
As mães não machucam os próprios filhos.
Você me machucou.
Me bateu e me arranhou.
Me atirou escada abaixo.
Me mostre o que eu lhe fiz.
Não pare agora, querida. Me mostre.
Me mostre a sua raiva, Nola. Mostre pra mim.
Me conte tudo.
Conte tudo até o fim.
Até o fim.
Esta é a minha preferida.
É a sua preferida?
Sim, é a mamãe no hospital, quando era pequenina.
Isso. Eu me lembro dessa foto.
Foi seu avô Barton quem tirou.
Me conte toda a história, de quando o vovô tirou a foto.
Por que minha mãe estava sempre no hospital?
Tinha dias em que ela acordava com a pele cheia
de marcas grandes e feias.
Os médicos se preocupavam muito por que não conseguiam descobrir
o que eram realmente aquelas marcas na pele dela.
Acho que não arrumei bem os pratos na cozinha. Vou ver os estragos.
Aproveito e volto a encher os nossos copos.
RESTAURAÇÕES CARVETH S. A.
Jerry.
Olá, Frank.
Realmente está atrasado.
Os Brenley acham que podem mudar-se para cá em maio.
Não terminaremos a tempo, com certeza. Talvez em junho.
Ouvi dizer que atrasarão a canalização
por que mudou o código de edificações.
Sr. Carveth.
Ligação para o senhor.
- Sim. - É o Sr. Carveth?
- Sim. - Sr. Frank Carveth?
- Sim, sou Frank Carveth. - Fala o Sgto. Martel, do destacamento 78.
Um dos nossos agentes descobriu uma janela quebrada
enquanto patrulhava a vizinhança.
Encontrou o corpo da sua sogra na cozinha.
A arma usada no crime estava no chão, ao lado dela.
Depois encontrou sua filha dormindo profundamente no quarto de cima.
Parece que ela não viu nada.
- Onde ela está? Gostaria de vê-la. - Está com o psicólogo forense, Dr. Birkin.
- Por quê? Estava histérica? - Não.
Pelo contrário. Manteve a calma o tempo todo.
Calma demais, me pareceu. Por isso pedi ao Dr. Birkin que a visse.
Para que nos dê opinião dele.
Enquanto isso, pode me dar nomes de quaisquer pessoas
que pudessem ter um motivo para matar essa mulher?
Não acho que este seja um simples caso de roubo frustrado
ou de estupro seguido de morte.
Juliana teve uma grande número de amantes. Nunca conheci nenhum.
E sobre o marido dela?
O nome dele é Barton Kelly. Trabalha para o governo em Halifax.
Divorciaram-se há mais de 10 anos.
- Dr. Birkin. - Você deve ser o pai da Candice.
Gostaria de levá-la para casa.
Por favor, me dê só 2 minutos. É importante. Sente-se.
Francamente, não creio que sua filha saiu totalmente imune do incidente.
- Acha que viu o que se passou? - Suspeito que sim.
Ou pelo menos viu algo que a traumatizou, que a confundiu,
que a perturbou de algum modo.
O policial que a encontrou disse que ela demorou muito para acordar.
No meu entender, isso implica um tipo de sono profundo anormal,
que muita gente, incluindo as crianças, utiliza
para escapar de algo muito difícil para enfrentar.
Ela diz que não se lembra de a terem levado à casa da avó
nem mesmo de tê-la visto.
Você acredita que em algum momento lembrará?
Sr. Carveth, acho que deve encorajá-la a lembrar.
Por quê?
Me preocupa que a menina venha a sofrer uma crise nervosa
se não conseguir assumir o que pôde presenciar.
Essas coisas acabam se manifestando de uma forma ou de outra.
Vi crianças de 5 anos como ela
com úlceras iguais à de um empresário adulto.
Bem, já entendi.
- Agora posso levá-la para casa? - Acho que sim.
Sim, não há problema.
Não quer que eu leia um conto?
Você não precisa ler.
Posso inventar uma história pra você.
E não quer me contar uma história
sobre o que se passou hoje na casa da vovó?
Durma, doçura.
Deixarei a luz do corredor ligada.
Maldição.
Nenhuma ligação. Está confinado. Você sabe disso.
Queria falar com o Dr. Raglan. Não veio me ver.
Já está a caminho.
Chris,
Alguma coisa errada? Sabe algo?
Então sou eu outra vez.
Nada anda errado, exceto comigo.
Não, isso é o que diz Frank, que sempre distorce minhas palavras.
Não tem paciência, não confia em mim, e não espera que eu me recupere.
Ele acredita
que estou me transformando na minha mãe.
Dia a dia, momento a momento, ele acha que estou tentando
fazer da Candy uma pequena Nola.
Ele está certo?
Não, não, não. É a última coisa que faria.
Quem está aí?
É o papai.
Frank me odeia, papai. Ele me despreza.
Acha que farei mal à minha filha
e sei que está pensando em como tirá-la de mim.
É muito injusto da parte dele. É muito arrogante.
Não seja tão dura com ele, Nola, querida.
Ele só tenta ser um pai responsável e protetor.
- Não. - Sim.
Faz apenas o que um bom pai deve fazer.
Está protegendo a filha, Nola
Não há nada de errado nisso, não é? Ele não quer vê-la magoada.
Não quer que ninguém a magoe, nem mesmo a própria mãe.
Há algo de errado com isso?
Não.
Afinal de contas, é o mesmo que fiz por você, não foi?
Frank está protegendo Candy assim como protegi você, não é?
Não é isso?
Não.
- Não? O que quer dizer com "não"?
O que quer dizer com "não"?
Te amo, papai.
O que quer dizer... quando diz "não"?
Não quero que pense que não te amo.
O que quer dizer com "não"?
Quero dizer que não fez.
“Não fez”?
Não fiz o quê?
Não me protegeu.
Não fez.
Não fez, não fez e deveria.
Você deveria.
Não deveria ter fechado os olhos quando ela me batia.
E não deveria ter levantado da mesa
quando ela distorcia minhas palavras. Deveria tê-la impedido.
Devia ter batido nela quando ela me batia.
Devia tê-la esbofeteado quando ela me esbofeteava.
Oh! Deus. Eu te amo.
Mas você não me protegeu.
E deveria.
Agiu como se não tivesse acontecido nada.
Virou os olhos.
Deveria ter me protegido.
Por que não fez? Por que não fez?
Você não me amava?
Vê, aí está.
Esse é o seu avô.
Barton.
Olá, Frank. Como vai? É bom ver você.
- Dê a sua mala. - Olá. Como vai, Candy?
Suponho que não se lembra do seu velho avô.
Por aqui.
Não era preciso vir. Podíamos ter nos encontrado no hotel.
Não queria que viesse sozinho.
Quanto tempo espera ficar?
Creio que podemos fazer o funeral amanhã, mas
os pais de Juliana talvez venham do Arizona.
E essa outra irmã está em Vancouver. Não sei como coordenar tudo isso.
- Em que hotel vai se hospedar? - No Park Plaza.
Me ocorreu ir ver aquela casa antiga novamente.
Ainda tenho a chave, depois de todos esses anos.
Juliana se vangloriava de nunca ter mudado a fechadura.
Nunca entendi por quê.
Talvez nunca tenha admitido que tudo havia terminado entre nós.
Ah, Frank, quando penso em você, em Nola e nesta
linda menina tendo que sofrer o mesmo que nós sofremos,
me dá vontade de chorar.
Sim, é assim.
Vim ver o Sr. Hartog, Sr. Jan Hartog.
Entre. Em frente.
Sente-se. Já estou terminando.
Sente-se. Só mais um segundo.
Maldita seja!
Esse é
o meu coração, estendido ali no chão.
- Seu coração? - Meu segundo coração.
Nosso primeiro coração faz o sangue circular, certo?
E o que faz circular os fluidos linfáticos?
Não sei.
Mover-se, caminhar, correr, agarrar, rolar no chão, qualquer coisa.
As pessoas têm esse outro sistema que nem sequer conhecem.
O sistema linfático, que é como o sanguíneo,
com suas próprias veias e artérias,
mas sem coração.
É preciso se mover para fazê-lo circular.
Acabam de me dar umas pílulas. Fazem isso todos os dias.
Tenho que me mover para que circulem pelo meu sistema linfático.
Meus Deus.
Estou molhado de suor.
Tomarei um banho em seguida.
Então, Sr.... Carveth,
como me encontrou?
Meu advogado conhece o seu.
Sim. Agora entendo.
Seu advogado também quer levar o Raglan ao tribunal?
Em princípio, sim.
- Meu caso é diferente do seu. - Diferente como?
Raglan ainda está tratando a minha esposa.
Reclamo por danos psicológicos e não lesões corporais.
Entendo. Deixe que ele passe mais tempo com sua esposa
e poderá reclamar também por lesões corporais.
Acredita que isso não impressionaria no tribunal?
Você gosta? Eu gosto.
Foi Raglan. É o resultado da psicoplasma
e se chama linfosarcoma.
Está em expansão.
É uma forma de cancro do sistema linfático.
Culpa Raglan por isso?
Raglan é o responsável.
Raglan estimulou meu corpo
para que se voltasse contra mim.
E conseguiu.
Tenho uma pequena revolução nas mãos
e não a estou enfrentando com muito êxito.
Seu advogado crê realmente que pode provar a responsabilidade de Raglan?
Está brincando? Não se pode provar algo assim num tribunal.
Para começar é um assunto, como dizer, metafísico?
Como se pode saber que não terei cancro aos 32 anos,
tenha feito ou não terapia de psicoplasma?
Não, todos vão rir de nós no tribunal.
Então por que vai ao tribunal?
Vingança.
Ainda que percamos, as pessoas desconfiarão da psicoplasma.
Será publicidade negativa.
Nem sequer se lembrarão se ganhamos ou se perdemos.
Só lembrarão do slogan:
"A psicoplasma pode provocar câncer."
Tem impacto.
Isso irá ajudar?
Talvez.
Não estou sozinho nisso.
Estou em contacto com muita gente que se tratou com psicoplasma.
Talvez formemos uma grupo.
Quero ajudá-lo.
Ok. Obrigado.
Dr. Raglan?
Sim?
Sou Barton Kelly, pai de Nola Carveth.
É um prazer conhecê-lo.
Lamento me apresentar sem avisar antes,
mas sua recepcionista não me quis ajudar.
Com certeza sabia que eu estava de saída.
Sabia que a mãe de Nola morreu ontem?
Que foi assassinada?
Sim, a polícia me avisou.
- Então já contou a ela. - Não, não contei.
Para isso eu vim. Para lhe dizer.
Sr. Kelly, a morte da sua esposa foi algo trágico e traumatizante.
Por isso, Nola não deve tomar conhecimento.
O quê?
Nola atravessa uma etapa crucial do seu tratamento.
Não acho que possa suportar.
Está dizendo que devo enterrar a mãe dela
sem lhe dizer uma palavra?
Sim, é isso que estou dizendo.
Você é um ignorante filho da puta, Dr. Raglan.
Deixei meu número de telefone
na recepção.
Se não tiver notícias da minha filha até amanhã à tarde,
virei para levá-la comigo.
Quer que o detenha?
Não, deixe-o assim.
Está bêbado.
Oi. Lamento chegar tarde.
- Parece que estão se divertindo. - Sim, muito.
Papai, a senhorita Mayer disse que estava com muita fome.
Podemos convidá-la para jantar em casa?
Podemos se ela quiser.
O que lhe parece?
Bem, eu...
Poderemos conversar quando Candy for para a cama.
Claro.
Quando Candy percebeu que estávamos sozinhas,
pediu para brincar de mãe e filha.
Obviamente precisa da figura materna que está lhe faltando.
Claro.
Às vezes me assusta a idéia de ter arruinado a vida da minha filha.
Não tem nem 6 anos.
Não é só você.
Não!
Às vezes, quando sou auto-indulgente, digo: "A culpa não é sua".
"Você foi pego".
"Envolveu-se com uma mulher que casou com você pela sua sanidade,
para que a transmitisse."
Mas as coisas tomaram o rumo contrário.
Alô?
Aqui é Barton Kelly, Frank.
Como vai?
Não muito bem.
Como você está?
Cometi um erro, Frank.
Voltei à casa antiga.
Não posso ir embora.
Estou bastante deprimido.
Barton, pegue um táxi.
- Peça que o leve... - Isso não é tudo.
Aconteceu alguma coisa com Nola.
O que quer dizer?
Fui àquele lugar para vê-la.
Nem sequer me deixaram falar com ela.
Disseram não pra mim, seu próprio pai!
Jesus.
Por isso, decidi voltar a Somafree.
Sairemos quando chegar aqui.
Assim que eu chegar aí?
Estarei à sua espera.
Sei que vai querer ir junto comigo.
- Não está longe daqui, não é? - Barton, me escute.
Não me parece a coisa mais inteligente a fazer.
Irei lá, com ou sem você.
Estou a uns 15 minutos daí. Espere por mim, Barton.
Já vou praí.
É um bom rapaz, Frank.
Iremos juntos e vamos dar um pontapé no rabo dele.
Estarei à sua espera.
Tenho a sensação de que terei que fazer o papel de babá.
Poderia? Só demoro 45 minutos.
Está bêbado.
Acabará se atirando de uma ponte se não o fizer cair na realidade.
45 minutos?
É só que vou demorar.
Obrigado.
Tome um café.
Tome.
Leia isto na minha ausência.
Se gostar, eu dou pra você.
45 minutos.
Dr. Hal Raglan O ROSTO DA IRA
Não deveria ter feito..
Nunca pensei que terminaria assim.
Nola?
Barton!
Sou eu!
Não posso acreditar.
A criatura estava na casa.
Estava ali o tempo todo. Revistamos o local,
mas não procurávamos algo tão pequeno e o perdemos.
Desperdiçamos nosso tempo checando um músico da Estônia.
Descobriu quem são os pais...
do menino? - Não.
Acho que a mãe é louca e não queria que ninguém visse o filho desfigurado.
Trancou o menino no sótão por anos e nunca disse nada para ninguém.
Não seria a primeira vez.
Alô.
- Alô? - Quem fala?
Ruth Mayer.
Quer falar com Frank Carveth?
Ruth Mayer? Da escola Krell Street?
Sim.
É a Sra. Carveth?
Você e meu marido têm uma reunião escolar de pais em particular?
Nem sequer me darei ao trabalho de lhe responder.
Sua puta!
Está destruindo minha família! Puta!
Nosso amigo tem uns olhos muito estranhos.
Têm íris, mas não têm retinas.
Creio que sua visão do mundo está bastante distorcida.
Tenho quase certeza de que vê tudo preto e branco.
Não vê as cores.
O lábio superior está dividido.
É um lábio leporino,
mas o paladar é normal.
A língua é muito grande e dura para poder falar.
Não tem dentes,
mas pode aplicar uma boa mordida
com essa estranha mandíbula aquilina.
Por que morreu?
Encontrei uma espécie de cavidade carnosa, já vazia,
entre os omoplatas dos ombros da criança.
Havia restos de um nutriente sólido,
parecido com as ovas de certos peixes
ou com a corcunda de um camelo.
Era um reservatório de energia que estava cheio quando nasceu.
Assim que o material nutriente foi absorvido,
acho que a criança simplesmente morreu de fome.
Ficou sem gasolina, por assim dizer.
E assim chegamos ao último ponto interessante.
Existe uma deformidade externa.
Quero dizer, além da ausência de órgãos sexuais.
É algo bastante sutil e estranho.
Me pergunto se algum de vocês percebeu.
- Não tem umbigo. - O quê?
Não tem umbigo.
- Esta coisa não tem umbigo. - Correto.
Quer dizer que esta criatura na realidade nunca nasceu.
Pelo menos do modo como nascem os seres humanos.
Jesus.
Você é o princípio do fim, senhorita Mayer.
O princípio do meu fim, da minha família, dos meus sonhos.
É tão triste.
E sinto culpa pelo meu papel nisso. Gostaria que não tivesse acontecido.
Gostaria que estivéssemos juntos outra vez, os três.
Está enganando a si mesma.
Neste exato momento está sonhando.
Frank me disse que a relação de vocês nunca funcionou bem.
Nunca foram um verdadeiro casal.
Seria melhor para todos se você...
se Frank se divorciasse e casasse comigo.
Deixaríamos você ver a Candy nos fins de semana.
Isso dá nojo! Nojo!
Tínhamos muito.
Tínhamos coisas maravilhosas que você jamais entenderá.
E voltaremos a tê-las se você deixá-lo em paz,
parar de envenená-lo contra mim e de se aproveitar da sua solidão.
Então ele vai me esperar.
Vai ajudar a me recompor ao invés de me abandonar.
Ele faria isso se você apenas o deixasse em paz.
Se você o deixasse em paz.
Se você o deixasse em paz...
Deixe-o em paz!
Desculpe, liguei algumas vezes. Não me atendeu.
Não quis falar com sua esposa de novo. Uma vez foi o suficiente.
- Nola ligou? O que disse? - Preciso ir.
Sua vida é muito complicada para mim neste momento.
Vejo você na próxima reunião de pais.
Papai.
Oh, Candy.
O que foi, amor? Por que não está dormindo?
Tive um pesadelo. Um que me assustou muito.
- Com o que sonhou? - Tenho medo de dizer.
- Por quê? - Meu sonho não quer que eu conte.
Candy, escute.
Sei o que se passou na casa da vovó. Sei o que viu lá.
Fui à delegacia de polícia
e vi a criatura lá, que atacou a sua avó.
Candy, ele está morto.
Eu o vi estendido sobre a mesa, a polícia estava lá, e estava morto.
Não pode mais fazer mal a você.
E não pode me fazer mal e a ninguém mais.
Você entende?
Está morto?
Sim.
Está tudo bem, amor. Tudo bem.
ESTRANHO SEGUNDO ASSASSINATO DE KELLY
O que acha?
Quantos pacientes temos na casa principal?
27.
Bem, quero que retire todos esta tarde
e que feche a casa.
Será doloroso para eles, Hal. Sobretudo para o Mike.
Então faça gentilmente.
Mas tire-os daqui.
Certo.
- Ponham tudo no porta-malas. - Não quero ir.
Mas precisa ir. Vamos. Só quero que suba no ônibus.
Verá o médico, Michael.
Não quero ir.
- Não me obrigue a ir. - Não estou obrigando.
Comporte-se como um bom rapaz e entre no ônibus, está bem?
- Oi, Jan. - Frank, oi.
Escute, acho conseguimos um ao vivo de verdade.
Vamos subir. Quero que conheça alguém.
Este é o sujeito de Chicago?
Não. É daqui.
Vive muito mais perto do que imagina.
O Sr. Carveth veio lhe ver.
Olhe quem está aqui.
O marido de Nola.
- O zangão preferido da abelha rainha. - Jesus, está muito pior.
Será como dinamite no tribunal.
A que se referia quando disse que Nola era a abelha rainha?
É a abelha rainha, claro. Ela é a estrela.
É a única por quem Raglan se interessa. Não contamos mais com os outros.
Nem sequer precisa pagar pelo tratamento.
Por que ela é a que veio a este mundo para provar
que a psicoplasma é o "método terapêutico perfeito".
Esse é o lema, certo?
Pode ser o meu papai? Ele já não quer ser.
Nem o meu verdadeiro pai.
E esse cretino, Dr. Raglan, não voltará a ser o meu pai.
Meu verdadeiro pai me rejeitou.
E o meu pai adotivo também.
É desgraçadamente genial, não acha?
Tranqüilize-se, Mike. Acalme-se e conte o que aconteceu em Somafree.
Ouça,
farei um acordo com você, ok?
Simplesmente seja o meu pai.
Por favor. Direi tudo o que quer saber.
Sangrarei por você. Quer que eu sangre?
É uma tolice, não é? É repulsivo pra você, dá pra perceber.
Não lhe interessa, então para quê fazê-lo, não é?
Além disso, ninguém substitui meu pai como o Dr. Raglan.
Nem mesmo meu pai verdadeiro.
E ele sabe disso.
Dr. Raglan sabe que sou fiel a ele,
e não se importa.
É um homem tão insensível!
Estive na apresentação na última segunda-feira.
Você e Raglan pareciam... muito próximos. O que aconteceu?
Ele nos expulsou. Todos nós.
Fechou a porta.
É verdade. Falei com alguns dos outros pacientes.
Todos foram expulsos de Somafree e os tratamentos foram suspensos.
Todos, menos a sua esposa. Ela ainda lá está.
Alguém sabe por quê?
Claro que alguém sabe. Eu sei. Ele quer ficar sozinho com ela.
Dr. Raglan quer ficar sozinho com sua esposa.
- Tchau, papai. - Tchau.
- Oi, Frank. - Oi, Wendy.
Depressa mas sem fazer ruído, crianças.
Rebecca, pode repartir as folhas azuis, por favor?
E você, Clayton, poderia repartir as folhas púrpura?
Bom, vamos.
Esta pessoa aqui?
Pode desenhar flocos de neve. É uma boa idéia.
Socorro!
- Qual o problema? - Estão batendo na senhorita Mayer.
As crianças más estão atacando-a.
Jogaram ela no chão e estão batendo nela.
Estão batendo na senhorita Mayer. Jogaram ela no chão!
NÓS PLANTAMOS SEMENTES DE ABÓBORA
Está tudo bem. Sou eu, Hal.
Onde está Chris? É ele quem costuma me acordar.
Chris precisou ir à cidade.
Estava sonhando?
Sim. Estava tendo um sonho maravilhoso.
Maravilhoso.
E doloroso ao mesmo tempo.
Minha filha voltava para mim.
E Frank também.
E Ruth Mayer?
Ela estava no seu sonho?
A professora da Candy?
Não me lembro.
Acho que devemos falar sobre ela.
Não sinto nenhuma vontade de falar sobre ela.
Não?
Por que não?
Não sei.
Devo estar me tornando mais forte por que, de certa maneira,
já não me sinto ameaçada por ela.
Aqui é onde minha mulher e minha filha passaram 9 meses,
antes da Nola se mudar para Somafree.
É a primeira vez que entro neste lugar.
Frank, o que estão fazendo aqui?
Me diga outra vez.
Não sei.
Pensei que talvez a Candy voltasse aqui.
Não é uma coincidência.
Essas coisas, essas criaturas
desapareceram todos ao mesmo tempo.
Eles a levaram.
POLÍCIA PROCURA ANÕES ASSASSINOS.
Precisa me ajudar.
Alguém está me seguido. Alguém está sempre me seguindo.
Descobriu alguma coisa?
- Descobriu por que os expulsaram? - Preciso comer algo, qualquer coisa.
Preciso comer alguma coisa, qualquer coisa.
O que descobriu? Por que fecharam Somafree?
- Fale comigo, agora! - Ok.
Raglan está prestes a descobrir algo importante e relacionado às crianças.
- Aborreceu-se com o resto de nós. - Crianças? Que crianças?
As crianças perturbadas do galpão,
as que estão sob os cuidados da sua esposa.
O que fez com a minha filha?
Onde ela está?
Carveth, de que diabos está falando?
Eles a levaram.
Mataram Ruth Mayer e trouxeram Candice pra cá.
Mataram Ruth Mayer?
Raglan, quero a minha filha de volta... agora.
Trouxeram ela pra cá, pra Nola?
Não sei.
Se a trouxeram pra cá, então deve estar lá em cima, no sótão.
É lá que eles vivem.
Frank, tenho um revólver.
Vão matá-lo se tentar separá-los da menina.
Por quê?
Por que eles sabem que ela é um deles.
Você é um demente.
Eles existem, Frank. Você os viu.
São só aberrações. Crianças deformadas.
Você os colocou aos cuidados da Nola.
Estou certo de que ela adora ser a mãe adotiva deles.
Não é mãe adotiva.
Ela é a verdadeira mãe deles.
Sua única mãe.
- Raglan, não vou lhe dar ouvidos. - São os filhos dela.
Para ser mais exato, são os filhos da sua raiva.
Só a cólera de Nola os motiva, seja a cólera
consciente ou inconsciente.
Quando Nola se enraiveceu com a Candy no último fim de semana,
estava muito irritada
e as crianças bateram nela.
Mas quando ela libertou sua fúria contra os pais, durante a terapia,
as crianças os mataram.
Eu sei, eu não queria acreditar.
Mas assassinaram Ruth Mayer
e poderiam nos matar, você e eu, e ela nem notaria.
Ela nem sequer sabe que a Candy está aqui.
- Quero Candice de volta. - Então faça à minha maneira.
Por favor.
É a maneira certa.
O que quer que eu faça?
Quero que vá a essa cabana
e convença Nola de que a quer de volta,
de que quer recuperar sua família.
Quero que se comporte como um marido terno e arrependido.
Por quê?
Por que se conseguir manter Nola serena e satisfeita,
as crianças ficam neutralizadas.
Se ela estiver relaxada, poderei entrar no sótão,
pegar Candy, carregá-la nos braços e sair de lá.
Pode fazer isso?
Não sei.
Frank, se algo der errado,
se Nola se enraivecer, se as crianças se enraivecerem...
Compreende?
Não serei a única vítima dessa raiva.
Raglan, não confio em você.
E o que isso importa?
Subirei 30 segundos depois de você entrar.
Frank, seja amável com ela.
Hal?
Sou eu, Nola. Frank.
Frank? Estou sonhando?
Pensei que tinha dito que não viria me ver enquanto estivesse internada.
Acho que foi um mal-entendido.
Por isso estou aqui.
Quero que possamos compreender um ao outro.
É a única mulher que amo neste mundo.
Sempre foi e sempre será.
Isso nunca mudará.
Quero que saiba disso.
Gostaria que fosse verdade. Como gostaria que fosse verdade!
Perdemos o contacto.
Foi por isso que tudo aconteceu.
O que precisamos é ter certeza de não perdermos mais o contacto.
O isolamento é parte da minha terapia.
O que me aconteceu é muito estranho
para compartilhá-lo com alguém da minha vida anterior.
Então me deixe ser parte da sua nova vida.
Me deixe ser parte dela.
Me mostre, me ensine, me envolva.
Estou pronto agora. Antes não estava, mas agora sim.
Candy?
Está pronto para mim, Frank?
Está realmente?
Parece que sou uma pessoa muito especial.
Estou no meio de uma estranha aventura.
Me deixe estar ao seu lado.
Quero ir com você, aonde você for.
Quer?
Quer?
Sim.
Então olhe.
Candy.
Candy.
Papai?
É hora de ir para a escola?
Não, amor.
Sou o Dr. Hal.
Seu pai está lá em baixo conversando com sua mãe.
Quer ver você.
Por Deus, Nola.
Não, eu te enojo?
Te repulsa?
Você me odeia.
Não veio aqui por que me ama.
Veio para levar nossa filha, para dá-la a outra pessoa.
Eu não faria isso.
Não faria isso com você.
Saia daqui. Procure o seu papai.
Seu mentiroso. Está mentindo.
Está mentindo! Eu sei!
Conheço você bem. Não conseguirá o que pretende.
Matarei Candice antes de permitir que a separe de mim.
Está me ouvindo?
Mato a Candice antes de deixar que a leve!
Faça com que parem.
Eles fazem o que você quiser que façam.
Quer que eles matem Candice.
Faça eles pararem, ou te mato.
Me mate, me mate, me mate!
Vamos para casa, Candy.
Vamos para casa.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.