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Bom dia, em que posso ajud�-la?
Escrit�rio do Dr. Laurent
Vou passar ele imediatamente, senhorita Caldwell.
- � a Martha? - Sim.
Martha, o que aconteceu? Voc� precisa de algo?
N�o est� em casa? Onde voc� est�, ent�o?
O qu�? Uma surpresa?
Voc� est� na esta��o! Sem d�vida, � uma grande surpresa.
Se a chegada de sua prima Jenny te encorajou, voc� deve agradecer a ela.
Martha.
Martha, querida, voc� n�o precisava vir.
Voc� est� bem?
Meu nome � Marcus, senhorita Jenny. Sou o motorista da fam�lia.
Bom dia, Marcus.
Deixe comigo.
Essa � toda bagagem, senhorita?
Sim, eu enviei o resto. Vai chegar amanh�.
Estamos com muita sorte! Tem sido um sucesso em todos os lugares.
Principalmente na Am�rica Latina e no Canad�.
Veja!
� uma grava��o que fizemos na estrada.
Um souvenir da nossa turn�.
Como solista eu j� era popular, mas nosso sucesso foi � fruto do trabalho duro do coro.
Como est� o tio Ralph? Ele est� melhor?
Seu cora��o, como de costume.
Vamos ver o que acontece.
Coitado! Pelo menos aqui ele pode relaxar e ficar mais animado.
- Por que voc� parou? - O motor est� superaquecendo. � melhor parar.
N�o d� para chegar em casa? N�o estamos longe.
Longe o suficiente para prejudicar o motor. Vou ver se consigo algu�m para nos ajudar.
Costuma ser t�o movimentado assim?
N�o, Marta, sem casamento! Uma carreira e uma vida conjugal n�o andam de m�os dadas.
Quem era?
Infelizmente, n�o tive sorte. N�s vamos ter que continuar.
Voc� encontrou algu�m, Marcus?
N�o. Por que pergunta?
- Estranho! Algu�m se aproximou do carro. - Tem certeza? N�o vi ningu�m!
Um momento, voc� poderia tirar os �culos, por favor?
Posso coloc�-los? O nevoeiro pode mexer um pouco com a imagina��o.
Fez uma boa viagem, senhorita Jenny? Eu sou a Sra. Britton, a governanta.
- Martha escreveu dizendo que � insubstitu�vel! - Muito gentil senhorita, por favor, entre.
Rosalie, leve as malas.
� bom estar de volta.
- Jenny! - Tio Ralph!
Aqui estamos todos juntos. Como costumava ser.
- Tenho algo para voc�!
Zumbis, vodu, dem�nios e bruxas. O suficiente para roubar-lhe o sono de um m�s.
Voc� � muito gentil. De fato, � um presente incr�vel!
- Comprei no Brasil, eles s�o muito raros. - Tenho certeza que sim.
Tenho uma surpresa para voc�, tamb�m, Martha.
Eu encontrei em casa, em Londres, entre os pap�is velhos de seu pai.
Tenho certeza que escutar isso vai te fazer se sentir bem.
"Pais, crian�as e professores da St. James School.
Tenho a honra de apresentar a senhorita Martha Caldwell.".
Voc� se lembra o que eu fiz na escola para apresentar o recital de Natal?
- Voc� estava l� tamb�m? - Se minha mem�ria n�o falha, Martha tinha 13 anos de idade.
"Obrigada a todos! Agora, vou recitar um peda�o de Alice no Pa�s das Maravilhas".
Martha e eu sempre fomos muito pr�ximas, especialmente depois da...
Depois da perda que ela teve. Horr�vel perder os pais em um acidente como aquele.
Seu pai foi capaz de salvar sua vida. Ele a jogou pela janela a tempo.
Foi terr�vel!
Martha viu seus pais morrerem nas chamas.
Desde ent�o, ela n�o consegue mais falar.
Ela nunca teve coragem de entrar em uma esta��o desde ent�o.
Eu sabia que voc� seria capaz! Hoje, voc� deu o passo mais importante de todos.
E ao longo desta estrada voc� deve continuar.
Uma forte emo��o ligada a uma mem�ria do passado...
pode dar-lhe a coragem que precisa e ajud�-la a recuperar sua voz.
Boa noite a todos!
- Estamos habituados com sua falta de tempo! - Boa noite, Laurent.
Como est�?
Ah, voc� n�o conhece a Jenny. Jenny, este � o Doctor Laurent.
Ele � o �nico solteir�o na cidade, e �...
uma pedra no sapato de todos os maridos da cidade.
N�o ou�a seu tio! Ele encontra o diabo em todos os lugares.
O que aconteceu?
O fus�vel deve ter queimado.
Sra. Britton, a luz...
- Christina, voc� nos assustou! - Mas � meu anivers�rio, tio, voc� n�o precisa ter medo...
s� porque as luzes se apagaram. Era para ser uma surpresa.
Obrigado, Martha.
Feliz anivers�rio, querida! Vamos ver se consegue assoprar todas as velas.
- Sua sobrinha � ador�vel! - Sim, ela � uma avalanche humana
Desde que seus pais foram embora, se n�o fosse a senhorita Martha...
Eu n�o sei como eu cuidaria dela.
- Boa noite.
Tchau, Martha, e obrigado pelo bolo!
- Uma surpresa e tanto, doutor.
- Voc� deveria estar na cama a esta hora - Eu sei bem disso.
Mas n�o vale a pena viver mal, apenas para viver mais alguns dias.
Voc� � um s�dico!
- Certo, mas n�o se esque�a do t�nico. - N�o, eu n�o vou.
- Adeus, doutor! - Boa noite.
Adeus, Martha, estou muito feliz por voc�! At� logo.
Tio Ralph?
Marcus?
Marcus, � voc�?
Voc� viu a senhorita Jenny? Bati em sua porta, mas ela n�o respondeu.
Bom dia! Bom dia, Martha!
Vou deix�-la com voc� por algumas horas, se voc� n�o se importar.
Veja o que o farmac�utico me deu!
N�o � bonito? Olhe s� seu rabo.
Bom dia!
- Chegou uma carta para a senhorita.
Venha aqui!
Deixe de ser t�o desobediente.
Vou te colocar de castigo!
Aqui est� voc�!
� um gato muito desobediente, n�o acha, Martha?
Vou ter que domestic�-lo. N�o, seu malcriado...
Tem tinta em suas patas. Est� coberto de tinta vermelha!
Manchou meu vestido e minhas m�os.
O que foi, Martha?
Vamos recapitular!
Nenhum de voc�s viu ou ouviu algo...
Comece a escrever!
De acordo com o m�dico-legista,
O assassinato ocorreu entre 11h e meia-noite.
Voc� foi o �ltimo a deixar a casa, doutor.
Sim, era quase onze horas, eu lembro de ter visto no rel�gio.
Que horas eram quando voc� voltou com o carro?
Eu n�o sei exatamente.
- Quando eu coloquei o carro na garagem j� era tarde. - O que voc� fez depois?
- Fui dormir nos quarto dos empregados. - Notou algo suspeito? - N�o!
- S� que... - V� em frente! Voc� n�o tem nada a perder.
- � dif�cil dizer...
- Tenho certeza de que vi um carro estacionado com as luzes apagadas. - Voc� seria capaz de reconhecer este carro?
- Sim, era o meu carro, Inspetor. - E por que voc� voltou para a casa?
Eu percebi que tinha deixado minha bolsa no hall de entrada.
Ent�o, vi que as luzes estavam apagadas e pensei que todo mundo
estava dormindo. N�o quis incomodar ningu�m.
- Voc� concorda com o doutor? - N�o � verdade que todas as luzes estavam apagadas.
A da Sra. Britton, por exemplo, estava acesa. Eu vi.
E o doutor olhou diretamente para aquela janela.
Sra. Britton parecia que estava esperando por ele.
Ent�o, o doutor Laurent saiu do carro e entrou na garagem.
Depois de um tempo ele saiu e sinalizou para ela descer,
ela recusou com um gesto e apagou sua luz.
Isso � tudo, Inspetor.
- Tem algo a acrescentar srta. Britton? - N�o, eu n�o vou acreditar nessas besteiras.
- Essas insinua��es... - Inspetor!
Est� certo! A bolsa estava mesmo no hall de entrada.
- Est� suspeitando de algu�m aqui presente? - N�o, professor.
Estou convencido de que o assassino � um man�aco Talvez um man�aco sexual!
Por que est� dizendo isso, inspetor?
Ontem � noite, tr�s horas antes do que aconteceu com a senhorita Jenny, outra jovem foi assassinada.
A uma curta dist�ncia daqui e seu corpo foi jogado em uma vala.
Sra. Britton, r�pido!
Senhorita Martha, o que houve?
- O que aconteceu, doutor? - Algu�m estava aqui, espiando a senhorita Caldwell.
Veja! Reconhece?
Com certeza foi aquela pessoa que o perdeu.
Se minha hip�tese estiver correta, quem quer que seja est� atr�s da senhorita Caldwell.
Eu s� o vi por um segundo, mas seus olhos s�o como os de um louco, ou de um viciado em drogas.
Duas mulheres j� forma mortas e eu quero evitar que a senhorita Caldwell seja a terceira.
- Martha! - Sinto muito, mas voc� est� vulner�vel.
Voc� deve ter muito cuidado! Faremos o nosso melhor para proteg�-la.
� claramente um s�mbolo de magia negra.
O bode, segundo a tradi��o demon�aca, representa Satan�s.
Eu diria que � um tipo de encarna��o do diabo.
N�o, querida, isso ainda acontece hoje em dia.
O culto ao dem�nio nunca deixou de existir.
As seitas satanistas continuam a crescer.
Existem pessoas que t�m o inferno em suas almas.
Voc� se lembra do caso de bruxaria, em Bel-Air, h� alguns anos?
Um homic�dio fruto de um ritual e ningu�m sabia explicar...
�s vezes, o Mau explode em manifesta��es desconhecidas.
Posso estar errado, mas o homem que perdeu isto deve ser um satanista.
Lamento ter lhe perturbado, senhorita Caldwell. S�o regras que temos que seguir.
A bagagem chegou hoje �s 16:15.
E est� endere�ada � Jenny Ascot.
E quanto o destinat�rio � falecido,
tenho que pedir para algu�m chegar o conte�do da bagagem.
Est� tudo em ordem, senhorita?
Por fim, preciso que assine este recibo. Aqui!
Martha! Voc� veio me ver?
Fico feliz que esteja aqui!
Eles sempre me deixam sozinha durante a tarde.
Ah, uma coisa! O gato desapareceu...
Martha! Estava entrando no carro quando te vi correndo at� aqui.
O que aconteceu? Voc� parece estar inquieta.
E por que saiu sem o Marcus ou a Sra. Britton?
Voc� foi muito imprudente.
Voc� n�o percebe o risco que corre?
Vamos, Martha, te levo at� em casa.
- Adeus, Christina, meus cumprimentos ao seu tio. - Volte logo, Martha.
Eu tenho um presente para voc�. Comprei com as minhas pr�prias economias.
Gostou?
Prometa que vai carreg�-lo sempre com voc�.
Eu estava na delegacia quando te vi correr at� a igreja.
N�o sei se devo dizer isso a voc�, Martha...
Algo passou pela minha mente.
Quando reconstru�ram o assassinato de Jenny, tinha algo que n�o fazia sentido.
Trata-se de algo particular e que pode mudar o rumo das investiga��es.
Desculpe, senhorita. Fui comprar cigarros e quando voltei n�o te encontrei.
O nevoeiro estava t�o espesso,
que n�o conheci procur�-la. Posso lev�-la para casa?
Pode ir, Marcus. Eu vou acompanhar a senhorita.
Martha, agora, preste aten��o!
Lembro-me perfeitamente que, quando sa�,
eu fechei a porta da garagem.
E o port�o � autom�tico, ent�o... como o assassino conseguiu entrar?
N�o tem qualquer sinal de que for�aram a fechadura.
Ent�o, algu�m deve ter aberto por dentro.
Nesse caso... N�o pode ser...
Infelizmente, o comiss�rio saiu. Acredito que ele v� retornar mais tarde.
No entanto, se for algo urgente, voc� podem falar comigo.
N�o, n�o � urgente. Telefonarei pela manh�.
A prop�sito, doutor,
parece que temos algumas novidades sobre o man�aco sexual.
Por aqui, professor.
O que acha que � aquilo?
Acredito que tenha acontecido uma Missa. Aqui est� a prova: uma h�stia negra.
As digitais indicam apenas uma pessoa.
- O estranho que espiava minha sobrinha? - Exatamente.
Chamei o senhor aqui por uma raz�o.
Sua presen�a � muito importante dado o seu conhecimento nesta �rea.
Qual rela��o estes dois crimes podem ter?
Normalmente, os satanistas matam mulheres,
As mulheres est�o simbolicamente ligadas � M�e de Cristo,
Portanto, se n�o sucumbirem � Satan�s, elas s�o
seres vis e, ent�o, as v�timas ideais para sacrif�cios.
- Parece que n�o se trata de um man�aco sexual, mas sim de algo pior.
- Como havia imaginado... Morfina! Voc� ter� que cuidar muito bem de Martha.
N�o, obrigado.
O doutor Laurent n�o vem hoje a noite?
A pol�cia descobriu o esconderijo do assassino,
mas parece ter desaparecido no ar.
Assim como o dem�nio.
Entendi. Voc� diz que a porta estava fechada e que o assassino n�o poderia entrar.
Ent�o, temos que supor que algu�m,
talvez Jenny, tenha aberto a porta por dentro.
Al�?
Al�?
Ouvi apenas um leve suspiro e ent�o desligou.
Deve ter sido engano. Bem, � hora de dormir!
Querida, se importa de preparar o meu t�nico?
Sra. Britton, certifique-se de fechar tudo... Portas e janelas.
J� est� tudo fechado. Pode ir dormir se quiser.
Ah, claro, a garagem!
Sinto em dizer que o carro est� com problemas e que n�o vou poder ajud�-la.
- E voc� resolve me dizer isso agora? - � o carburador.
Eu n�o estava ciente at� poucos minutos atr�s.
Tudo bem, eu vou! Voc� cuida da casa e tenta consertar o carro.
Boa noite.
Bom dia, sra. Britton.
- Bom dia. - Tudo bem na vila?
- A senhorita Martha est� bem? - Algo mais?
Pe�o desculpas por perguntar isso, mas, como Prefeito, preciso esclarecer certas coisas.
Deve ter visto como o medo paralisou esta cidade.
N�o h� uma alma nas ruas.
Quanto ao Comiss�rio, bem...
aposto que voc� tem uma ideia melhor de quem tenha cometido esses crimes.
Sim, eu tenho uma ideia de quem possa ser, mas... quem n�o tem?
Por que voc� n�o pergunta a opini�o do Padre Martin?
Sra. Britton, posso ir junto?
Estou com pressa! Tchau.
- Boa noite. - Boa noite.
Acabei de chegar de Barcelona e vim diretamente para fazer uma surpresa.
Aconteceu algo, professor?
A sra. Britton foi at� a cidade, antes mesmo do caf� da manh�.
Martha estava se sentindo mal e ficou repousando
at� as cinco horas da tarde.
Quando saiu, percebeu que a Sra. Britton ainda n�o tinha voltado.
Ent�o, ela veio correndo me avisar.
S�o 19:35. Por que n�o chamaram a pol�cia?
Mandamos o Marcus procur�-la.
Talvez ela tenha ficado na cidade...
Para visitar algu�m.
Martha, n�o piore a situa��o, voc� precisa se acalmar.
O que houve com sua cal�a, doutor?
Parece que � sangue.
N�o � nada! Tratei um trabalhador que sofreu um acidente. Deve ser o seu sangue.
Poderia atender, doutor, por favor?
Al�. N�o, � o doutor Laurent. Pode me dizer, sargento.
Na mata... cerca de dois quil�metros daqui.
Sim.
Martha!
Podemos remover o corpo?
Continue a procurar na floresta, fa�am bloqueios nas estradas e
aborde qualquer pessoa que pare�a suspeita, entendeu?
Esse satanista est� escondido em algum canto.
- Tenho certeza que vamos prend�-lo. Aposto meu sal�rio.
Com licen�a, inspetor, mas a �nica coisa que est� fazendo � nos deixando sem sono.
Achamos algo aqui.
Eles encontraram uma lata de carne. Nada mais.
Como explica essa incr�vel descoberta?
Os c�es est�o famintos. Est�o procurando durante muito tempo.
Estamos perdendo tempo aqui. Estou certo de que a �nica pista � aquela.
Martha, cuidado! O que est� acontecendo?
Est� melhor?
A prop�sito, eu queria lhe dizer que eu falei com o Dr. Laurent,
e concordamos que voc� precisa ficar longe daqui por um tempo.
Amanh�, depois do funeral da Sra. Britton, Laurent vai lev�-la at� Barcelona.
Voc� certamente vai se sentir mais segura.
N�o, Martha, eu vou ficar aqui.
Quero acompanhar de perto este caso.
Pode aproveitar o tempo para redecorar o apartamento.
Voc� queria fazer isso h� um tempo.
Agora, vamos rezar pela alma de Annie Britton.
Fiquei sabendo que vai embora esta noite. Faz bem, Martha.
Nem eu me sinto tranquila, neste lugar.
Desculpe, Martha, mas teremos que mudar nossos planos.
Teremos que ir amanh� de manh�.
Aconteceu um acidente na cidade vizinha, que vai me custar a noite inteira.
- Posso pedir para Marcus acompanh�-la. - N�o, Ralph, ela n�o pode ficar sozinha.
Seria muito imprudente. Em suas condi��es, � melhor que fique acompanhada.
Martha, voc� prometeu que levaria o Snoopy para onde fosse.
Christina, acho que esse n�o � o melhor momento.
Martha disse que est� indo embora, por isso colocou-o dentro da mala.
Consult�rio do Doutor Laurent.
Ol�, Martha. O doutor n�o est�.
Ele foi cuidar de um paciente e s� deve retornar amanh�.
Voc� est� precisando de algo?
Obrigado.
Martha, o t�nico acabou...
Boa noite, senhorita Martha.
Eu vi a casa na escurid�o e imaginei que um fus�vel tinha queimado,
ent�o, resolvi ver se est� tudo bem.
Posso fazer algo para ajudar?
Ah, entendo! Vou at� a cidade e pedirei ao farmac�utico preparar mais.
Senhorita, me preocupa muito deix�-la sozinha.
Veja! As portas da vila est�o abertas. Melhor verificarmos.
Voc� fica aqui.
Respire! Voc� est� bem?
N�o se preocupe, o perigo j� passou. Conseguiu reconhec�-lo?
Por onde ele entrou?
Foi uma pane el�trica no circuito do cemit�rio.
- Como est�, inspetor? - Estou com uma febre que mataria um cavalo.
O que aconteceu dessa vez?
A Senhorita Martha disse ter visto uma luz no cemit�rio, pouco antes de ser atacada.
- Que algu�m estava mexendo no circuito el�trico. - Vamos ver, ent�o. Est� tudo pronto?
- Coloquei homens em todos os cantos do cemit�rio. Ele n�o vai escapar.
- Certo, ent�o, n�o vamos perder mais tempo. - Preparem-se!
Estamos prontos.
Podem entrar.
Vamos.
Inspetor, veja! Agora voc� entende?
Ali est� ele, inspetor.
Solte o cutelo ou ordenarei que atirem.
Se voc� confessar, poderemos ir dormir.
- Voc� reconhece isso? - Sim.
- Voc� quer explicar o que isso significa? - � uma medalha, um s�mbolo sobrenatural.
- Voc� faz parte de uma seita? - Sim, uma seita que segue o Senhor da Mat�ria.
H� cerca de vinte na �rea de Londres, mas isso n�o n�o � contra a lei.
Sacrif�cio humano e assassinatos em rituais... Voc� j� ouviu falar sobre algo do g�nero?
- Voc� sabe que as matou. Confesse logo - J� disse que n�o as conhe�o.
Continue.
Do come�o...
- Bom dia, doutor, dormiu bem? - N�o, mal consegui fechar os olhos.
- Ele confessou? - N�o consigo tirar nada dele.
Ele � louco. Tudo o que eu sei � que se chama Ruddie Mason, � ingl�s e idolatra um certo dem�nio.
- Isso deve ser suficiente - Sim, para prend�-lo.
Mas n�o para encerrar o caso e poder dormir tranquilamente.
Ali�s, doutor, o que posso fazer para melhorar minha tosse?
Leva cerca de oito dias para curar a gripe, e para garantir que ele n�o volte, v� para cama.
Inspetores n�o podem fazer isso.
- Martha est� l� dentro. Voc� pode impedi-la de v�-lo?
Sinto muito, mas n�o posso fazer nada quanto a isso.
O seu testemunho � de extrema import�ncia.
Vou fazer algumas perguntas e voc� me responder� com: "sim" ou "n�o".
Tire seus �culos.
Voc� j� viu este homem?
Coragem, Martha! Diga tudo o que sabe.
Ele � quem voc� e Jenny viram na estrada?
E a mesma pessoa que voc� viu no funeral?
Essa � a �ltima pergunta.
Voc� o reconhece como o homem que entrou em sua casa, ontem � noite?
Ela viu apenas a silhueta dele pelo vidro da porta.
Voc� acha que pode ser a silhueta deste homem?
Obrigado, senhorita Caldwell. Pode ir.
Estarei fora por seis meses, ent�o vou poder recuperar o atraso com alguns livros.
Levarei todos. Voc� poderia embrulhar este? � para o Sr. Ralph.
Martha, veja o que eu encontrei.
N�o fique pensando nisso, ainda mais agora que tudo acabou.
Quer que eu coloque o cavalete para voc� pintar?
Estou feliz por voc� n�o ter ido embora.
Donald!
Vamos, Donald, vamos!
Voc� � maravilhosa, Martha.
Tamb�m tenho um presente para voc�, mas voc� vai ter que adivinhar o que �.
Sua respira��o est� bem, mas sua press�o, n�o.
Bem, Ralph, posso ser sincero com voc�. Deve evitar todo tipo de estresse.
Na minha idade, um cora��o como o meu deve estar preparado para tudo.
� a Martha que me preocupa.
Ela est� t�o deprimida ultimamente.
Sempre sozinha.
Nesta idade, isso � terr�vel.
O que ajuda � a pequena Christina. - Sim, sempre juntas.
Olhe s�!
Parecem m�e e filha.
- Adeus, Ralph.
- Doutor. - Sim?
- � a sua secret�ria. Disse que � urgente. - Obrigado.
Al�. Sim. Preocupada? Claro, ela est� gr�vida.
Eu estarei l� em poucas horas. N�o posso ir agora. Obrigado!
Te encontrei.
- Sua vez. - Muito bom, Christina.
- Ol�, Martha - Ol�, Doutor.
N�o, obrigado, tenho que ir ver uma paciente.
Est� doente?
- Gr�vida, ela est� gr�vida. - Os m�dicos sempre tem que correr para algum lugar.
Christina? N�o estou entendendo.
Martha.
Como ela desapareceu?
Christina, apare�a! Chega de brincadeiras.
- J� avisou o Marcus? - Eu n�o sei onde ele est�.
- Doutor, ainda podemos fazer a aut�psia? - Sim, ainda � poss�vel.
Se tiv�ssemos esperado mais alguns dias, com certeza n�o conseguir�amos.
Fico surpreso com o senhor, por comprar uma casa perto de um cemit�rio. � meio macabro.
Imagino que tenha suas raz�es, n�o �, Martha?
O resultado da aut�psia confirma a sua vers�o.
- Aquele pobre menina morreu de overdose de hero�na. - Voc� achou a marca de agulha - Sim?.
Que sorte aquela menina ter morrido. Sinto muito.
Leia o depoimento dele.
Eu conheci uma garota h� dois dias e acampamos um pouco fora da cidade.
Deixei-a sozinha e fui procurar uma garrafa de u�sque.
Quando eu voltei, ela j� estava em coma por causa
de uma dose grande de hero�na. Ela morreu em poucos minutos.
N�o tive tempo para dizer ajuda e fiquei com medo de algu�m ter nos visto juntos,
por isso joguei seu corpo numa vala e cobri com algumas pedras.
Certo. Pode lev�-lo para sua cela.
E agora?
Vamos ter que recome�ar tudo.
O verdadeiro assassino da Jenny Ascot, da Sra. Britton e Christina,
est� por a�. E s� Deus sabe o que ele vai fazer agora.
Rosalie
- O que est� fazendo? - Esses livros eram de Christina.
Eles acabaram ficando aqui. Estava pensando em entregar para senhorita Martha.
D� para mim! Minha est� repousando, porque teve uma noite horr�vel.
- Rosalie, a senhorita Martha est� pronta? - Sim, j� est� descendo.
� importante que voc� lembrem exatamente todos os movimentos que fizeram naquela manh�.
Sei o qu�o terr�vel isto �, mas pe�o sua colabora��o pela �ltima vez.
O doutor Laurent lhe explicou tudo, n�o foi?
Agora, vamos tentar reconstruir o que aconteceu.
Onde voc� estava, Marcus?
- No quarto dos empregados. - E voc� n�o ouviu Rosalie lhe chamando?
- Eu estava consertando uma porta com uma furadeira. - E ent�o voc� correu para o jardim?
- Sim. Quando eu ouvi o grito, vim imediatamente.
Agora, volte ao quarto e tente repetir exatamente todos os movimentos que fez.
- Voc� estava dentro de casa? - Sim, eu n�o sai at� a Martha me avisar do desaparecimento.
E voc�, doutor?
Depois de falar com Ralph, fiquei apenas alguns minutos conversando com as duas, no jardim.
Me telefonaram do hospital para fazer um parto de emerg�ncia.
- E eu n�o tinha muito tempo sobrando. - Ent�o, voc� entrou no carro e foi embora?
- Poderia acompanhar o doutor? - Sim, inspetor.
Foi aqui o lugar onde Christina lhe vendou, n�o �?
Voc� se lembra em qual dire��o ela foi se esconder?
Quanto tempo passou at� voc� retirar a venda?
Tr�s ou quatro minutos.
Bem, vamos ver.
Eu parei o carro aqui e lembrei que tinha comprado doces para Martha e
Christina, e que tinha esquecido de entreg�-los. Ent�o, resolvi voltar.
- Que coincid�ncia! Da outra vez voc� tinha esquecido sua bolsa.
- Ser distra�do n�o � um crime. - Sim, claro. Vamos voltar.
Parei o carro exatamente aqui, peguei a caixa de doces e sa� do carro.
Foi a� que voc� resolveu avisar o seu tio? Ent�o, fa�a novamente!
Tr�s minutos, inspetor.
Encontrei a senhorita Martha na entrada e ela me disse que Christina havia desaparecido.
Ent�o, comecei a procurar por ela. Fui at� o quarto dos empregados e chamei o motorista,
mas ningu�m respondeu. Ent�o, fui falar com o senhor Ralph!
� grave?
Infarto.
Inspetor, por favor cuide bem dela.
Sinto muito, mas n�o h� nada que possamos fazer.
O cora��o dele n�o aguentou e ele faleceu.
Quer v�-lo?
Estou indo amanh� para Barcelona. O processo para enviar o corpo
para Londres vai ocupar o meu dia inteiro.
Seu tio era um homem muito perspicaz. Ele sempre dizia que:
um ingl�s tem o direito de voltar para a sua terra.
De qualquer forma, voc� ficar� protegida.
N�o importa o momento do dia, eles deixar�o um policial no jardim, na estrada e no cemit�rio.
Fique tranquila! O inspetor est� fazendo de tudo para proteg�-la.
Tenho que ir.
Adeus, Martha.
Cuide-se!
- Ligaram dizendo que voc�s trocar�o de posto �s 22 horas. - Obrigado.
- A senhorita Martha est� na sala. - Certo, n�o se preocupe.
Meu turno acabou, mas meu colega est� vindo para me substituir.
J� estou me dirigindo ao local do acidente, c�mbio.
- Al�, � o padre Martin. Ah, � voc�, Martha. Gostaria de falar com o doutor.
- A enfermeira disse que ele estava indo para sua casa. O qu�? N�o entendo.
N�o vai matar ningu�m, pois � uma arma de festim.
Seu tio est� vivo, Martha, mas voc� est� mais sozinha do que nunca.
Seu tio foi o primeiro a descobrir a verdade.
Voc� matou a Jenny, a sra. Britton e Christina.
Queria que isso n�o fosse verdade, mas �.
Chega, Martha, pare com isso! � in�til!
Voc� matou Jenny, porque ela tinha o que voc� n�o tem; uma voz.
Voc� a odiava! Sua presen�a fazia voc� lembrar de sua afli��o.
Todos pensaram que era um man�aco homicida,
mas essa teoria era simples demais para ser aceita.
Sinceramente, isso nunca chegou a me convencer.
Voc� se lembra que naquela manh� eu lhe contei sobre minha teoria?
Em seguida, para manter a hip�tese de um homicida, voc� matou a Sra. Britton.
Al�m disso, voc� tamb�m fingiu ser atacada.
E a Christina?
Ela precisava eliminar uma testemunha perigosa.
Naquela manh�, a menina disse para Martha que havia encontrado
o medalh�o com o Snoopy no bosque, exatamente onde a Sra. Britton foi assassinada.
Snoopy, voc� abandonou a Martha e foi se esconder
onde aquele lobo matou a senhora Britton.
Voc� estava todo coberto de sangue e estava ferido. Mas eu cuidei de voc� e agora est� melhor.
Por ter feito isso, voc� ser� punido.
Voc� n�o poderia prever que Christina, com muita ingenuidade, fosse escrever isso.
E ainda naquela manh�, quando reconstru�ram a cena do crime, seu tio ficou sabendo de tudo.
Foi um grande choque para ele.
Acabou sofrendo um infarto.
Sinto muito, mas tenho que prend�-la.
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