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Vamos.
S� mais um gole.
Ent�o estaremos em casa.
"Senhor, n�o me repreendas em tua indigna��o"
"nem me castigues em teu furor."
"Porque suas setas me atingem."
" Sua m�o desceu sobre mim."
"Nada est� intacto em minha carne, por conta da tua ira."
" Nada est� a salvo em meus ossos..."
Salmo 37.
38.
" Minhas feridas est�o infectadas e purulentas."
"Eu me curvo abatido, eu vou e venho em lamento"
" porque meus flancos est�o inflamados,."
"E nada est� intacto em minha carne."
Elizabeth!
Voc� n�o voltar� para o sanat�rio, ficar� em casa.
Eis sua filha, Friedrich. S� e salva outra vez.
A filha da minha carne.
Do meu sangue!
Eu gostaria de poder lhe trazer luz em vez de escurid�o.
E queria ainda mais que o fizesse por mim.
Onde est� Falkenberg?
Ele n�o p�de vir conosco.
Mas ele precisa! N�o podemos parar agora.
Ele estar� na pr�xima carruagem, houve algum problema no instituto.
Por que n�o disse antes?
Leve-a para casa.
� o lugar dela.
Aqui conosco.
Leve-a para dentro!
Hilda, parece bem disposta.
Como est� Emil?
Eu cuidarei da bagagem.
O que esperava?
Mas n�o mude de assunto.
N�o foi generosamente recompensada?
Tratada como um membro da fam�lia?
Mas eu sou!
E � assim que me agradece? Deixando-a escapar?
Por que ela tem que ser assim?
Este jovem com quem ela foi achada,
devemos enviar nossos agradecimentos por sua ajuda.
E uma pequena compensa��o.
Ser� s�bio? Melhor deixar que a esque�a.
Ser� que ele sabe quem ela � e quem n�s somos?
Ele mora sozinho na floresta.
Um tipo de estudante de medicina, eu acho.
N�o h� como saber o que lhe contaram sobre ela.
Emil!
Hilda, leve Elizabeth.
S� poder� ser do modo como eu digo que deve ser.
N�s n�o estaremos longe.
O que voc� fez com ela?
Ela parece t�o p�lida e triste.
Isso me machuca tamb�m.
Mas voc� pode ajuda-la.
E a mim tamb�m.
Mas s� se fizer como eu digo.
At� que voc� e sua irm� estejam bem outra vez.
Magda!
Quando foi a �ltima vez que viu um padre crist�o por aqui?
Um vagabundo disfar�ado de padre para mendigar ou roubar.
A vontade de Deus ser� feita!
Me enviou nessa dire��o, sem me dizer o porqu�.
Eu n�o me queixo.
Nem me atrevo a discutir essa chuva.
Eu sou um estranho aqui, no entanto...
Se fui enviado aqui, ent�o tenho trabalho a fazer.
Mas qual?
Onde eu j� vi este homem?
As estradas est�o cheias deles.
Talvez seja a hora do temor a Deus voltar.
Eu usava meu melhor vestido.
Estava quase bonita. Todo mundo me disse.
Mas ele n�o veio.
Eu esperei, mas ele nunca veio.
Tanto tempo atr�s.
Agora nem tenho certeza se n�o o inventei.
Sabe que n�o vai demorar muito.
Magda!
Magda!
Voc� viu Magda?
N�o!
Voc� n�o deveria ter fugido de n�s.
Sabemos disso.
Mas agora est� em casa.
Tudo ser� como antes, n�o �?
Emil!
Eu quero v�-la.
Por que n�o posso?!
� para o seu pr�prio bem.
N�s amamos voc�s. S� queremos o seu bem.
Elizabeth, acorde!
Friedrich, depressa!
Emil, meu filho!
N�o, eu n�o vou deixar que a machuque outra vez.
Houve um tempo que voc� n�o lembra em que todos �ramos jovens.
Quando sua m�e estava aqui, e �ramos uma fam�lia.
N�o importa o que aconteceu desde ent�o.
Eu quero que tudo seja como antes.
Voc� n�o?
Sim.
�s vezes � dif�cil de entender, n�o �?
Mas, por favor, confie no que deve ser feito.
N�o.
Apenas mais um pouco.
At� a chegada do Dr. Falkenberg.
Os dem�nios da mente...
A humanidade est� prestes a compreender a si mesma, finalmente.
Puro conhecimento.
Eu sou um precursor.
� uma pena ter abandonado seus estudos.
Voc� � um idealista, isso � raro.
A ci�ncia poderia utiliz�-lo.
Eu tamb�m.
Mas acredito que voc� desconfia de meus m�todos.
Sim.
Desconfio da notoriedade que lhe conferiram.
E do sucesso obtido com o sofrimento alheio.
� nossa profiss�o.
� culpa da sociedade.
Ouvi dizer que voc� tinha ca�do em desgra�a.
Ca�do?
Esquecido, ca�ado, ejetado.
Mas isso � irrelevante.
Homens melhores que eu foram banidos de Viena.
E tenho um novo paciente.
O meu trabalho continua.
E voc� n�o tem uma filosofia...
sobre o que as coisas s�o, o que significam?
O mundo � caos.
Devemos tentar encontrar alguma ordem
em nossa pequena parte dele.
N�o h� tempo para filosofar.
A dilig�ncia pode estar adiantada.
V� agora. Pegue a carruagem maior.
Ser� uma grande carga.
O inverno est� longe, n�o precisamos de fogo!
"Voc� � linda, minha querida, n�o h� uma m�cula em ti."
Talvez ela estivesse certa. A morte � a �nica solu��o.
O Senhor ordena que pare! Pare!
O c�u exibe uma lua feiticeira!
O dem�nio avan�a na escurid�o!
Ou�am minhas palavras, tolos.
Pois � o Seu comando!
Sua perna est� quebrada.
A� est� sua humanidade.
Espero que n�o tenha esquecido como tratar uma fratura?
N�o h� nenhum m�dico em 15 km.
Vou buscar ajuda.
Fique com ele.
O que mais eu poderia fazer?
Algo aconteceu.
Vista-se e v� pra casa.
Calma.
Boa noite!
O que foi?
O que aconteceu?
A dilig�ncia quebrou. Ela bateu.
O cocheiro est� ferido.
Onde?
Estrada acima, na floresta.
- Ningu�m vai te ajudar. - Por qu�?
Supersti��o, medo.
Se vivesse nesta aldeia, entenderia.
E quanto ao m�dico?
Cavalos ou pessoas, eu que cuido. Pode segura-los?
Eu j� vou.
Mais algu�m ferido?
N�o, o outro passageiro est� bem.
- Pra onde estava indo? - Aqui mesmo.
Aqui?
Ningu�m nunca vem aqui. � uma vergonha.
- Nem mesmo os amigos do Bar�o Zorn? - Ele n�o tem amigos.
Vamos.
Vamos, garoto.
Vejo que n�o fica solit�ria.
Ele n�o significa nada. N�o como voc�.
N�o posso deixar voc� esquecer, posso?
Vamos pra casa, me lembre.
N�o, eu n�o tenho tempo essa noite.
Cedo ou tarde.
Como de costume.
O m�dico est� esperando, tenho que ir.
�a, garoto.
Voc� falou que havia um passageiro.
Falkenberg?
Falkenberg!
Falkenberg!
Onde est� o meu paciente?
Falkenberg.
Voc� deveria ter vindo mais cedo!
Maldito seja!
Klaus, venha me ajudar.
Este � um caso extremo.
Mas tudo vai funcionar perfeitamente.
Uma cura ser� obtida.
Uma solu��o ser� encontrada.
Concentre-se na chama.
O princ�pio b�sico do meu trabalho assume a exist�ncia
do Fluido Universal.
Uma for�a que une todos os seres vivos.
E que esse dispositivo magn�tico pode utilizar
para trazer � tona seus segredos mais ocultos.
Torna-los compreens�veis, para agirmos em conformidade.
E destruir o mal em meu sangue.
Se desejar ver desse modo.
Concentre-se na vela.
Voc� me falou sobre lendas de loucura e incesto
que fazem parte da hist�ria de sua fam�lia.
Voc� falou de pesadelos perturbadores.
Mas pode ter esquecido certos detalhes.
Sim.
Voc� sentiu que estivesse se tornando...
Um animal
espreitando na noite.
As estrelas e a lua p�lida me sorriam, me excitavam.
A lua afeta as mar�s e oceanos.
Afeta o fluido universal.
Afeta a todos n�s, de alguma forma.
Mas n�o como esses pesadelos!
Uma sede de sangue cai sobre mim.
Deleitava-me diante da mera id�ia do sangue.
Como meus antepassados,
me vejo como um dem�nio na floresta, ansioso para matar!
E devo morrer numa morte ritual, como eles.
Ainda assim meu desejo � violento e obsceno.
Continue.
Formas...
Marfim...
N�o p�los, n�o...
Cabelos ao vento...
Sangue...
Carne...
Sonhos de natureza sexual,
reprimidos pela culpa.
Voc� � incapaz de levar adiante essas fantasias.
E agora voc� e seus filhos compartilham desses impulsos.
Eles s�o a chave.
Conte-me sobre eles.
Eu tinha que casar, ter filhos,
perpetuar minha linhagem.
Mas eles herdariam a loucura? O mal em meu sangue?
Eu escolhi uma camponesa. Sangue limpo e puro.
Minha noite de n�pcias,
Seu sangue virgem fluindo.
Chorando de dor mas n�o querendo que eu parasse.
Querendo mais e mais, apesar da dor.
O sangue!
Me repugnava!
O sangue...
Prossiga.
Eu n�o posso!
Voc� deve se lembrar.
Os seus filhos nasceram, sua descend�ncia foi assegurada.
Mas voc� n�o conseguia mais fazer amor com ela.
Nunca mais. Voc� era impotente.
Sim. E o sangue, os pesadelos...
Eu a empurrei
para a loucura e o suic�dio!
N�s vamos vencer.
Mas h� muito a fazer antes de triunfarmos sobre as trevas da mente.
A insanidade da alma.
O mal em seu sangue.
N�s carregamos a morte...
N�s carregamos a morte pelas chamas do Inferno.
Tudo est� bem... Tudo est� bem...
N�s carregamos a morte pelas chamas do Inferno.
Mostre-lhes o caminho!
Mostre-me o caminho!
Mostre se esse � meu prop�sito tamb�m.
Erradicar o mal e a destrui��o!
Tudo est� bem... Tudo est� bem...
Que tipo de cerim�nia � essa?
Chama-se "Carregar a morte."
� t�o antiga quanto o tempo.
O que significa?
Eu n�o sei. Que estamos vivos, talvez.
Vou selar o cavalo pra voc�.
Bom. Qu�o longe � a propriedade de Zorn?
O bastante.
O que foi?
� um press�gio de morte.
� apenas um ritual.
N�o... N�o...
Nada tema.
- Voc� � um homem de Deus. - Um filho de Deus.
Como todos n�s. Mas eu fa�o seu trabalho.
Corto-lhe alguma madeira.
A minha filha n�o voltou para casa noite passada.
Achei que era por causa da tempestade.
Mas ela n�o est� aqui tamb�m. N�o sei o que pensar.
A sua dor � justificada. Ela est� morta!
Dem�nios de palha n�o derramam sangue humano!
Cale a boca!
O dem�nio caminha outra vez!
Fique longe de mim!
Ou�a-me!
Por que perseguem a mim? N�o v�em que perseguem a Ele!
Ela n�o tinha medo da floresta.
Mas eu n�o devia deixa-la ir l�.
Idiotas!
Ela n�o est� morta, est� perdida na floresta.
Vamos procura-la.
Elizabeth...
Elizabeth...
Elizabeth...
Elizabeth, voc� est� a�?
Emil!
Gra�as a Deus, voc� me ouviu!
Tem que me ajudar.
Onde est� Tia Hilda?
Aqui.
Dormindo.
Ela tem as chaves.
Voc� precisa pegar.
Ent�o vamos sair daqui.
Estaremos a salvo juntos.
Vou tentar.
Eu peguei!
N�o me importa a loucura que se abateu sobre n�s.
Desde que esteja a salvo.
Voc� parece t�o triste.
Vai passar.
Tem sido um pesadelo!
E n�o acordamos ainda.
At� estarmos longe daqui.
Eles dizem que nos amam.
Mas poderia mata-los pelo que te fizeram.
Friedrich!
Klaus!
Ainda h� tempo, vamos.
Como eles conseguiram sair?
N�o o far�o de novo.
D�-lhes um sedativo, n�o h� tempo para sangrias.
Leve-o para o seu quarto.
Atenda a porta.
Voc� n�o precisa dele, n�s estamos aqui.
� o jovem de Viena.
O jovem Richter?
Ent�o, Klaus o viu. E ele sabe sobre n�s.
O tranquilizaremos e nos livraremos dele.
Sr. Richter, o Bar�o lhe d� boas vindas.
Esta � uma casa adoentada, mas o Bar�o vai receb�-lo.
Est� na cabeceira de Elizabeth.
Elizabeth est� doente?
Eu sou a tia.
Lamento conhece-lo nessas circunst�ncias.
Voc� veio ver Elizabeth, n�o �?
Ela nunca deveria ter nascido.
Conte-me.
�...
Uma desordem heredit�ria em nosso sangue.
Para minha tristeza, Elizabeth a herdou.
Como o meu filho antes dela.
Desordem?
N�o quer dizer que ela � louca?
- Um peda�o de grama � louco? - Como comparar...
Sua condi��o pode ter lhe escapado, mas eu a vi
crescer.
Eu n�o vi nada disso quando ela estava comigo.
Ela nunca deveria ter te conhecido.
De que adianta? Imagine que se casassem,
tivessem filhos
e herdassem sua doen�a.
Que doen�a?
Est� sangrando ela.
Enfraquecendo-a.
Ela est� sob estudo aqui.
Tratada aqui, sob a minha supervis�o.
Dor n�o pode ser evitada nesse tratamento.
Esse lugar j� foi cheio de can��es, risos e vitalidade.
Ainda me lembro.
A sua presen�a aqui,
Sabendo o que sabemos...
O que voc� sabe? N�o faz o menor sentido.
Mate seus sentimentos.
Tire da cabe�a, esque�a-a.
Porque o seu amor � t�o... in�til.
Ajude-me.
Eu vou.
- Ent�o? - Ela precisa de minha ajuda.
Que quer dizer? Duvida da minha palavra?
Quero um especialista estudando-a.
Especialista? � que voc� quer?
Eu entendo. Vou satisfaze-lo.
Doutor!
Doutor!
Sim.
Oh, doutor...
Ent�o � parte disso? Eu devia ter imaginado.
Mais sofrimento para se alimentar?
Voc� pode duvidar das minhas inten��es
mas n�o pode negar que h� sofrimento aqui e eu posso ajudar.
Confirma o que o Bar�o diz sobre a doen�a de Elizabeth?
A doen�a, sim... A desordem.
Desordem? E voc� � quem vai cura-la?
Eu tenho a honra.
A responsabilidade.
Voc�s dois se conhecem?
Ent�o, deve aceitar a opini�o de um especialista.
Agora vai nos deixar trabalhar em paz e achar uma solu��o?
Esse homem pode ser um g�nio,
Mas, para o mundo e seus colegas, � um charlat�o!
Olhem pra voc�s. Como esperam fazer algo aqui?
Este lugar fede � loucura e decad�ncia!
Elizabeth n�o � louca, mas voc�s e essa casa v�o deixa-la louca!
Bom, n�o mais.
Eu vou leva-la pra bem longe daqui.
Um charlat�o?
Alguns tolos pensam assim.
Saia daqui!
Voc� quer curar seus filhos?
Acredita que posso fazer isso?
Bem, eu posso.
Vai jogar fora toda esperan�a.
N�o sou eu o desacreditado,
mas id�ias avan�adas em qualquer ramo da ci�ncia.
A sociedade � cega.
Voc� poderia muito bem mata-los.
Fraude, charlat�o, g�nio, que diferen�a faz?
Cure-a.
N�o me importa o que voc� �.
Emil!
O sangue da minha irm� era puro.
Puro sangue campon�s.
Anos de consanguinidade.
O sangue se tornou outra coisa. Doen�a.
Por favor.
Tudo o que preciso � do seu sil�ncio.
Eu contava com o seu sangue puro para melhorar a nossa linhagem.
Ela era nossa salva��o.
Ela viu que a loucura era sua heran�a.
Ela n�o suportou.
Por favor, fique quieta.
Como posso fazer um diagn�stico e tratamento?
Mas n�s sabemos dessas coisas, estudamos a fundo.
N�s falhamos.
Voc� leu um monte de bobagens.
Demonomagia!
Escrita delirante de uma era sem raz�o.
A louca atra��o entre as crian�as...
Os sonhos que me afligem.
A loucura nos atormenta como um corvo preto assassino!
A atra��o � bem natural, dada a morte da m�e.
Elizabeth tinha muito para dar a Emil e ao faz�-lo...
dava muito para si mesma.
Eu tentei dar a ela.
Agora s�o distorcidos, pervertidos, profanos.
Amea�am novamente toda a linhagem!
Voc� podia achar que os estava protegendo.
Mas sem perceber os estava destruindo.
Eles precisavam um do outro.
Quando voc� a enviou para mim, em Viena, ela estava s�.
Ela fugiu do que pra ela era uma pris�o.
Ela deu ao jovem Richter
todo o amor que voc� lhe privou por toda a sua vida.
N�o!
Oh sim. As drogas que voc� lhes administrou
os carcomeu.
Erigiu barreiras.
Pode levar dias ou semanas.
Para que eu possa alcan�a-los com meu tratamento.
Mas temos horas, minutos apenas!
Prove-me o que diz, cure-os!
Em vista de sua atra��o,
pode haver uma medida extrema.
Mas hesito em considera-la.
H� muito mais que preciso saber.
Mas h� esperan�a?
Deve haver.
T�nue e perigosa.
O perigo nos cobre a todos como uma pele.
Por favor.
O perigo que temo
� por eles e alguma outra garota infeliz.
O que foi?
Eu n�o esperava ver voc� hoje.
Tenho um assunto pra tratar.
O que h� com voc�?
Tenho uma proposta que pode lhe interessar.
Voc� sempre quis ver a casa dos Zorns.
Vai me levar l�?
Para conhecer um amigo.
Ajude-me, irm�o!
O trabalho de Deus � pesado hoje.
H� pouco tempo para destruir o dem�nio.
O que � este dem�nio?
Ajude-me!
Ou�a-me! Eu sei!
A lua do diabo est� cheia de magia!
Mais sangue ser� derramado esta noite.
As bruxas provocam tormentas para destruir os frutos da terra. Com a especial
ajuda do Diabo, sabe?
Fazem chover em qualquer lugar que queiram.
Tivemos trovoadas.
E a doen�a cai sobre nossos animais.
Poderia ser feiti�aria?
Quando eu passava por aqui, noite passada,
de onde a dilig�ncia quebrou,
eu pensei ter ouvido gritos.
De l�.
Terra do bar�o.
� nosso lorde e senhor, segundo em posi��o com o rei.
N�o s�o melhores que bestas de carga. Esque�am seus medos.
Existe apenas um dem�nio para ca�ar e est� l� nas terras do bar�o.
N�o v�o!
Eu estarei a�!
Esta � a mais bonita.
O vestido favorito de Emil.
Voc� sabe o que � uma pe�a?
Hist�rias, atores.
O que vamos fazer � como uma pe�a.
Vai crescer de novo.
Isso.
N�o d�i, n�o �?
Afinal, o que � cabelo?
Quanto mais curto, mais conveniente.
Muitos homens preferem longo.
Escolha o vestido que quiser, minha cara.
N�o.
Este, minha cara.
Quem mais estar� na pe�a?
Um dos meus pacientes.
Klaus...
Klaus!
Olhe!
Voc� disse que o medo do diabo estaria neles!
Parece que est� em voc�.
E se eles vierem aqui?
Que provas eles tem?
Ainda que se atrevessem.
Friedrich, o m�dico est� pronto.
Est� funcionando?
Venha ver.
O que voc� acha?
� perfeita.
Isso n�o tem precedentes, deve entender.
Devemos alerta-la.
Me alertar?
N�o h� nada a temer.
Se funcionar,
deveremos manter a garota aqui
e prosseguir lenta e gradualmente.
Eles n�o podem avan�ar al�m desse ponto cedo demais.
A substitui��o nos permitir� recriar a situa��o.
Podemos, ent�o, mudar seus sentimentos.
Cura-lo.
Lembre-se que isso n�o tem nada a ver com o seu sangue.
Ou o sangue de seus filhos.
� uma desordem hist�rica.
N�o importa do que a chama, n�o h� tempo.
Gostaria de lembrar que o resultado � incerto.
Devemos come�ar imediatamente.
Eu espero que ela seja uma substituta convincente.
Emil!
Emil...
Vamos ajud�-lo.
Quem � a �nica que pode ajud�-lo?
Elizabeth.
Bem, vamos ver isso.
Hilda!
Elizabeth, Emil diz que ama voc�.
Elizabeth, Emil diz que precisa de voc�.
Elizabeth?
N�o corra!
Elizabeth!
Volte!
� voc�!
Eu deveria ter percebido.
Voc� queria que isso acontecesse.
Elizabeth, volte!
Friedrich.
Elizabeth!
O que eu fiz?
Por que voc� me rejeita?
Elizabeth!
Devemos faz�-lo ouvir. Ele � a causa de tudo isso.
Cuide de Elizabeth.
Temos de quebrar a sua influ�ncia sobre Emil.
Klaus, me ajude a carreg�-lo.
Eu devia ir atr�s de Emil.
Ele deve entender!
Eu n�o sou Elizabeth! N�o sou!
Emil.
N�o sou eu!
N�o?
Olhe para voc�.
Ou�a-me.
� voc� que est� fazendo isso acontecer.
Seus sonhos de sangue.
Sua culpa pelo suic�dio de sua esposa.
Trouxeram esse horror para a realidade.
Agora seus filhos partilham de seus impulsos.
Emil � o instrumento de sua lux�ria.
Voc� o deixa sair para que possa matar.
Veja! Acredite!
� tarde demais?
Emil desapareceu!
Voc� mencionou um lugar secreto.
Onde ele se escondia quando aconteceu antes.
H� um fim para sua ci�ncia. N�o �?
Um novo come�o.
Mas temo que seja tarde demais.
"Sangue gera sangue", dizem.
Bom, n�o deve haver mais sangue em nossas almas.
Nada! � uma perda de tempo.
Talvez n�o. Olhe!
A� est� o seu dem�nio.
Vamos chamar os outros.
Elizabeth!
Elizabeth!
Elizabeth!
Voc� n�o pode ajud�-lo, confie em mim.
Acredite em mim.
Deixe-me entrar.
Deixe-me v�-la.
Por favor, eu preciso ir at� ela.
Emil...
Elizabeth est� a salvo.
E voc� est� em perigo.
Ningu�m vai machucar ela ou voc�.
Vamos limp�-lo.
O que est� acontecendo comigo?
Tia Hilda, o que foi que eu fiz?
Elizabeth.
- Eu machuquei Elizabeth? - N�o, ela est� a salvo.
Ela est� dormindo.
Mentira! Eu posso v�-la!
Ela est� sangrando, precisa de mim!
Elizabeth!
Emil!
Elizabeth!
Elizabeth.
"Vamos vencer as trevas da mente
e a irracionalidade da alma."
Estes impulsos eram seus.
Voc� os trouxe a tona. Alimentou-os com seus medos e sonhos e os fez realizar
o que sua mente consciente n�o podia.
S�o extens�es do seu ser de alguma forma grotesca.
Tudo o que me importa s�o meus filhos.
Minha linhagem.
Tudo o que lhe importa � sua carreira!
Como o mundo ver� suas inven��es lun�ticas.
Voc� est� t�o cego quanto os outros.
Bar�o!
Hilda morreu.
O que?
E Elizabeth se foi.
Ele deve t�-la levado com ele.
H� apenas um caminho.
� o meu sangue que � mau!
Ainda h� esperan�a. Coloque-se em tratamento.
Ningu�m vai saber desse horror.
Interne-se numa institui��o protegida.
N�s vamos encontrar uma solu��o.
Esse n�o � o caminho.
Temos que tentar prosseguir.
O mundo ser� melhor sem mim.
E nem sequer vai notar que voc� morreu.
O que vamos fazer?
Limpar a bagun�a e jogar o corpo no lago?
Ele vai mat�-los tamb�m.
E depois se matar, provavelmente.
� melhor assim. � s� o que ele merece.
Afinal, a culpa � dele, n�o �?
N�o estamos mais seguros ali.
Se atravessarmos o lago estaremos salvos. Estaremos juntos.
N�o adianta.
Mesmo condenados, estaremos juntos!
Ainda tem medo de dem�nios e bruxaria?
Eu digo que Zorn fez isso.
N�s o vimos jogar o corpo no lago.
Pelo ferro e pelo fogo,
e sob a prote��o do Senhor,
podemos abater o inimigo!
Vamos! Vamos pegar Zorn!
Ele � um dem�nio, vamos!
Voc� est� bem?
Venha!
Emil, n�o me deixe. Eu n�o quero que voc� morra!
N�o!
Esse � o dem�nio! Matou sua pr�pria carne!
Devemos destru�-lo de acordo com as leis do Senhor!
Mate-o!
Mate-o!
A vontade de Deus foi feita!
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