All language subtitles for Coyote.vs.Acme.2026.1080p.AMZN.WEB-DL.DDP5.1.H.264[SLFH-SV].(V1)

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Original subtitles

Por favor, aguardem o teste 123

em T-menos dez.

Repito, T-menos dez.

Dr. Lorre, o que est� a fazer?

Preciso de enviar uma mensagem.

Sei demais.

Eles n�o nos v�o deixar sair.

Vou pedir ajuda.

Vai ficar tudo bem, meu pequeno Tweety.

Prometo.

O qu�?

L� est� ele! Vai!

Podes saltar, ou podemos empurrar-te.

Um dia a verdade ser� revelada.

Bip, bip.

Bip, bip.

Bip, bip.

Bip, bip.

Pessoal, o que � aquela coisa no c�u?

N�o sei. Vou simplesmente abat�-la.

Alvo travado. Autoriza��o para atacar.

Oh $#@!!!!

Bip, bip.

Bip, bip.

J� entraste numa catapulta

na esperan�a de ser levado suavemente e com sensatez

para um destino � tua escolha,

apenas para ser violentamente empurrado

de cara no ch�o?

Alguma vez colocaste uma grande pilha de TNT na estrada

na esperan�a de explodir o seu arqui-inimigo,

mas quando carregou no detonador,

o pr�prio detonador explode?

Alguma vez puxaste a corda do teu p�ra-quedas

e s� saiu um monte de talheres?

A culpa n�o � tua.

Provavelmente h� algu�m a quem culpar.

Seremos a tua voz.

- Avery. - Jones.

- Maltese. - Justice!

Dois para as ter�as-feiras.

Sim, obrigado. Gostaria de pedir uns...

...fli... fl...

Lilases.

Um golpe de bola de demoli��o!

Provavelmente conseguia arranjar-te 250 d�lares por isso.

At� para a semana.

Obrigado por ligares

Avery, Jones & Maltese.

Se foi atingido por uma bigorna, prima o um.

Se sofreu uma descarga el�trica, prima o dois.

Se foi esmagado por um piano que caiu, prima o tr�s.

- Bom dia. - S�o quase as 3:00.

- Bom dia, Dottie. - Agora n�o.

- J� t�m a documenta��o... - Sal?

Ol�, Kev. Dormiste de novo com esse fato vestido?

Boa observa��o.

Estava � tua espera.

Ol�. Encontrei alguns inc�ndios catastr�ficos,

por coincid�ncia, todos perto de f�bricas de f�sforos,

e acho mesmo que � uma excelente oportunidade para ajudar

muitas pessoas com um �nico caso.

Quanto tempo � que dura este est�gio, afinal?

Mais tr�s meses, tempo suficiente para realmente

dedicar-me a s�rio e fazer a diferen�a.

Sabes, fazes-me mesmo lembrar

da altura em que eu tinha acabado de sair da faculdade de Direito.

E digo isto no pior sentido poss�vel.

E vou tomar isso como um elogio...

N�o, olha, tu consegues!

Vou fazer-te um favor, porque �s minha sobrinha

e quero que tenhas uma vida feliz.

P�ra.

- Em Oxford... - Tenho a sensa��o

de que vou ouvir essa frase muitas vezes.

Em Oxford, d�o mesmo muita import�ncia � import�ncia do direito

na vida quotidiana, e tudo o que realmente

a pedir-me para fazer agora � pensar em ideias

- para os teus pain�is publicit�rios. - Sim.

�s novo aqui, por isso n�o sabes que

este ficheiro vai mesmo aqui.

E isso, meu amigo, � liberdade.

- Tenho mesmo vontade de o pegar. - N�o, n�o, n�o, n�o, n�o.

E tenho mesmo vontade de o arquivar por ordem alfab�tica.

N�o, n�o vais fazer isso. Por favor.

Tens um novo cliente na sala de reuni�es.

Ele parece desequilibrado. Boa sorte.

Sr. Coyote?

K-Yote... Ca-yote?

Muito bem, ent�o, em que posso ajud�-lo?

Um dos meus cartazes publicit�rios!

Custou muito dinheiro coloc�-los ali.

Ent�o, teve um acidente?

N�o falas?

Mas tens placas!

N�o, n�o percebo.

Est� bem.

Isso � suposto ser tu? E, quem � aquele?

Est� bem. O que � que tu...

N�o � totalmente necess�rio fazer tudo isso, mas tudo bem.

Ent�o, parece que estamos a falar de

uns patins-foguete defeituosos que falharam quando estavas

a tentar capturar um p�ssaro com o qual tens

algum tipo de hist�ria s�rdida?

Ent�o, tens os patins a jacto?

Est� bem, �ptimo.

Ent�o, vamos indicar o teu nome como queixoso.

Depois, vamos dizer que estamos a pedir, n�o sei, 300 d�lares?

300 e aqui vamos escrever o nome da empresa

que fabricou os patins.

Deixa-me adivinhar. Acme?

Mas � �ptimo lidar com eles em pequenas coisas como esta.

Basta colocarmos os teus patins numa caixa, redigirmos uma reclama��o,

e pronto, �s o coiote mais rico do pa�s.

S� preciso de uma assinatura. Ou se quiseres apenas lamb�-la,

provavelmente tamb�m n�o h� problema. Pronto.

O qu�...

Espera. Sr. Coiote. Algu�m apanhe aquele tipo!

Sr. Coiote. Olhe, s� preciso que assine.

� um agrafador da Acme?

Sim, � assim que os agrafadores funcionam.

Meu Deus!

Est� bem, j� percebi, h� problemas

com os produtos de desenhos animados da Acme.

Vejo isso constantemente.

Quer dizer, surpreende-me que a Acme fabrique o telem�vel do meu carro.

Porque � que tamb�m fabricariam isto?

Isto s�o apenas coisas rid�culas para desenhos animados.

Sabes, qual � o pior que poderia realmente acontecer?

Eles v�em uns p�ssaros a voar � volta das suas cabe�as.

Bem, a mim n�o me parece t�o rid�culo assim.

Paige, isto � um

caixa de patins-foguete de 300 d�lares, acredita em mim.

E isso n�o significa que h� uma pilha de caixas de 300 d�lares?

Paige, v� l�. Sabes o que aconteceria

se apresent�ssemos tudo isto como prova, em conjunto?

Ter�amos um enorme processo judicial nas m�os.

Isso seria... isso seria fant�stico.

E se conseguisses provar uma rela��o de causalidade,

ent�o, na verdade, o c�u � o limite.

O c�u n�o � o limite, est� bem?

O limite �, tipo, mesmo aqui.

N�o tratamos de casos de grande envergadura. Tratamos de casos r�pidos e f�ceis. Certo?

O qu�? Para onde foi tudo isto?

Ent�o, Sr. Coyote, a minha opini�o profissional

� que este caso vale,

sabe, algumas centenas de d�lares.

E vou ver se eles v�o substituir

os patins-foguete, por isso preciso que assine isto.

Que falta de educa��o. Est� bem, bem, foi um prazer conhec�-lo.

Importa-se de introduzir a caixa de provas no sistema?

Vou almo�ar.

Aqui est�. Para a sec��o de provas, por favor.

Muito bem, o que � que temos aqui?

Caramba, algu�m est� a pedir uma indemniza��o avultada.

� aqui que vamos abordar o...

Desculpem!

Os processos relacionados com produtos de desenhos animados v�o para a cave.

Governador, estas amea�as...

equivalem a chantagem.

A lei est� totalmente do nosso lado nesta quest�o.

Porque fomos n�s que redigimos a lei.

Sim. Muito bem, foi �ptimo p�r a conversa em dia.

� melhor estares a resolver o caso Plapinger imediatamente.

J� est� resolvido! Digamos apenas que

as pr�ximas f�rias dele v�o ser na pris�o.

Mas tenho outra coisa.

Caixa de desenhos animados? Na cave.

Sim, acho que precisas de ver esta.

Est�o a processar-nos por todos os produtos de desenhos animados da Acme.

Quem?

N�o conhecia esse nome.

Olha, paga-me o dinheiro que me deves,

ou vou processar-te por quebra de contrato.

Est� bem, tenho de ir. Ligo-te mais tarde, m�e.

Bem, bem, bem.

Se n�o � o nosso espertalh�o local.

O que � que isso significa?

A servir a Acme por cada um dos seus produtos de desenhos animados?

Pois, claro.

Pare�o-me com o tipo

que se atreveria a enfrentar a maior empresa do mundo?

Est�s a olhar para o tipo que est� a enfrentar

a maior empresa do mundo.

O Channel 4 News acaba de saber

que foram apresentados hoje documentos judiciais contra a Acme Corporation.

Buddy Crane, conselheiro jur�dico principal da Acme,

recusou-se a comentar.

Como � que isto aconteceu?

N�o faz mal. N�o faz mal. � emocionante.

Todos os olhos est�o postos em ti, pronta para lhes mostrares do

que �s capaz. Paige, quando processarmos a Acme por uma ninharia...

- Sim. - ...ningu�m sequer repara.

Somos um item min�sculo numa folha de c�lculo.

Mas isto? Isto foi para o Buddy Crane.

- Quem? - O Buddy Crane?

Ele �, tipo, o melhor advogado do pa�s.

- Est� bem. - Estud�mos Direito juntos,

e ele � uma verdadeira m�quina.

Tem um f�sico de touro, e a sua mente � afiada como uma agulha.

Corta as unhas com uma faca de mola.

Sabes, uma vez vi-o a comer uma lagosta...

- Bem, eu como lagosta. - ...enquanto ainda estava viva.

Nem sequer tenho a certeza de que isso seja legal.

O que � que eu poderia ter feito para merecer tudo isto?

- Ser� que irritei uma bruxa? - N�o!

- Estamos bem. - Ent�o, como � que isto aconteceu?

Limitei-me a escrever tudo o que estava dentro da caixa.

E s� trouxe a caixa para dentro.

Tenho andado a treinar o meu jogo curto.

Estou em espera h� duas horas

a tentar ganhar bilhetes para o Country Jubilee.

Tu.

Fazes ideia do que fizeste?

Colocaste-me numa situa��o horr�vel.

Ol�.

Se n�o � o meu velho amigo Kevy.

Sim, j� h� algum tempo.

Olha s� para ti, a agitar as coisas.

Bem, n�o estou a tremer de prop�sito, a s�rio.

Acho que... sabes, acho que dev�amos ter uma conversa cara a cara, n�o achas?

A tua cara e a minha cara?

Vem ao meu gabinete. Daqui a 15 minutos.

- P�e tudo em ordem. - Est� bem, parece...

Estou ansioso por isso.

Desde as suas origens humildes

como uma f�brica de bigornas de desenhos animados,

a Acme tornou-se a maior hist�ria de sucesso da Am�rica.

A Acme, digo eu, a Acme � uma f�brica de inova��o.

Criamos o imposs�vel.

Com cada novo produto,

revolucionamos a ind�stria e o mundo.

Somos uma empresa com valores familiares

que valoriza a sua fam�lia de empresas.

Acme.

N�o sei qual � o teu problema,

mas preciso que me ou�as com muita aten��o.

P�ra. Vais fazer o que eu disser, est� bem?

Vamos dizer-lhes que isto tudo n�o passa de

um grande mal-entendido, e que estamos a tentar

resolver isto o mais rapidamente poss�vel.

Vamos ser educados.

N�o vamos detonar explosivos, est� bem?

Se eles colocarem alguma coisa � nossa frente,

vamos assin�-lo.

Percebido?

Sr. Avery. Bill Pelicanos.

E o Sr. Coyote.

Vou lev�-los a ver o Buddy.

Ent�o, ouvi dizer que voc�s eram amigos desde os velhos tempos, n�o �?

Acho que se poderia dizer isso, se estivesses errado.

E olha s� para este tipo a andar sem roupa.

Amigo, olha quem est� aqui!

Se n�o � o Sr. Cartaz.

- Como tens passado, meu? - Bem, bem. Sim, muito bem.

Que tempos aqueles, n�o �?

Pois. Faculdade de Direito de Harvard. Tens um ar...

- bem. - Obrigado!

- Senta-te. - Est� bem.

Tenho de admitir que fiquei um pouco surpreendido

ao ver o seu nome num caso desta dimens�o.

Eu tamb�m.

Quer dizer, lamento imenso tudo isto.

Foi apenas um grande mal-entendido.

Bem, temos um dia muito ocupado por aqui,

e detestaria impedir-te de voltares ao...

- seja l� o que for que fa�as. - Pois.

- Muitas coisas, tamb�m. Pois. - Pois, claro.

Meu Deus.

E isto parece �bvio, mas tenho de o dizer na mesma.

A Acme nega todas as acusa��es e n�o assume qualquer responsabilidade

nem qualquer nexo de causalidade entre os ferimentos pitorescos

do Sr. Coiote e os nossos produtos familiares de �ltima gera��o,

que melhoram a qualidade de vida.

Sim, sim, bl�, bl�, bl�.

E, sabes, por mais divertido que fosse

voltar ao tribunal contigo,

acho que est� na hora de fazeres aquilo que fazes melhor.

- Chegar a um acordo. - Pois.

Bem, olha, muito obrigado!

E pe�o imensa desculpa por te ter ocupado tanto tempo.

N�o foi de prop�sito. Eu...

N�o, n�o, n�o. Ele n�o quis dizer isso.

- Tens outra c�pia? - Isto � uma piada?

- N�o, n�o. - Porque n�o tem gra�a nenhuma.

Pensava que os desenhos animados eram suposto serem engra�ados.

Voc�s querem mesmo brigar, Avery?

A vossa pequena firma n�o tem rival.

Vamos enredar-vos em lacunas legais.

Vamos enterrar-vos em papelada.

Vou colocar uma d�zia dos meus melhores advogados neste caso 24 horas por

dia para garantir que que o teu nome seja ainda mais sin�nimo de fracasso

do que j� �.

E quase me esquecia. N�o validamos o estacionamento.

Sabes o que poderias fazer com 50.000 d�lares?

Fazes ideia de quantos p�ssaros poderias comprar com isso?

Bandos! Sabes que mais?

N�o que isso importe realmente, mas estou fora.

Sim, � isso mesmo. Desisto, meu.

Vai arranjar outro advogado.

Isto j� � o meu maldito pesadelo pessoal,

e n�o vou ficar por aqui para ver se isto pode piorar ainda mais.

Desculpa. Tenho m�os de manteiga.

Espera, espera, espera, espera, espera, espera, espera, espera.

Porque � que n�o chegaste a um acordo?

� isso que fazemos aqui. Chegamos a um acordo.

- Dottie, o que � que fazemos aqui? - Chegamos a um acordo.

Est� bem, tentei chegar a um acordo, mas ele n�o me deixou.

Ele � um contrabandista. N�s nem sequer somos advogados de tribunal.

Tenho um torneio de minigolfe este fim de semana,

por isso nem sei se vou conseguir chegar na segunda-feira.

Al�m disso, a prepara��o para o julgamento d� muito trabalho.

Fotoc�pias, nesta conjuntura econ�mica?

Mas se derrotarmos a Acme, ent�o podemos pagar

- uma tonelada de fotoc�pias. - N�o vamos derrotar a Acme.

Quer dizer, nunca ningu�m o fez, e nunca ningu�m o far�.

A verdade � que, mesmo que desistas agora mesmo,

a empresa j� est� no vermelho por causa dos honor�rios da Acme,

e isso � s� de hoje.

Quer dizer, isso pode levar-nos � fal�ncia.

Olha...

Se perdermos, perdemos.

Se desistirmos, � que perdemos mesmo.

Muito dinheiro.

Est� bem, est� bem. Est� bem, olha, olha.

Temos um �nico objectivo verdadeiro para este julgamento.

� este.

N�o podemos parecer tolos, est� bem?

A nossa fun��o n�o � ganhar este caso.

A nossa fun��o � continuarmos no mercado quando tudo acabar.

� esse o esp�rito.

Vamos agir como advogados. O que fazem os advogados a s�rio?

Eles iriam procurar provas

e come�ariam a fazer uma lista de testemunhas.

- O p�ssaro? - Ele testemunhou

todas as vezes que um produto da Acme avariou.

Ele poderia corroborar a hist�ria do Wile E.

Claro, como queiras.

Acrescentem o Road Runner � nossa lista de testemunhas.

Mais uma coisa.

Hum, onde � que o Sr. Coiote vai ficar?

? J� h� tanto tempo nesta velha cidade ?

? Dei o meu melhor para me estabelecer ?

? Mas no fundo da minha alma ?

? Eu sei que tenho de ser livre ?

Est� bem, n�o me olhes assim.

Sim, moro num motel. Olha, tenho acesso � piscina.

Sabes, n�o h� hipoteca. Nunca tenho de fazer a cama.

H� um incr�vel buffet de marisco � discri��o

ao virar da esquina.

Os len�os de papel saem de um compartimento deslizante na parede da minha casa de banho.

P�ra com isso. Ol�, Cherry.

- Sim? - Sim...

Um segundo.

P�ra. V� l�.

Sim, ol�, preciso de outro quarto para algumas noites.

Que n�o seja perto de mim, por favor.

- Ele n�o � um animal de estima��o. - Parece um animal de estima��o.

Quem � que aluga um quarto separado para os seus animais de estima��o?

Cherry, v� l�.

Moro aqui h� quase cinco anos.

- Tu conheces-me. - Nada de animais de estima��o.

Est� bem, tudo bem. Queres mesmo fazer isto?

Em termos legais, um animal de estima��o � um animal domesticado

ou animal domesticado mantido como companheiro

dentro ou fora da resid�ncia de uma pessoa.

Este � o Sr. Coyote. � meu cliente.

N�o � meu animal de estima��o nem de ningu�m, aos olhos da lei.

E, como tal, esse sinal ou qualquer regra que o acompanhe

n�o se aplica a ele, est� bem?

N�o diz �proibidos animais�.

E, na minha opini�o imparcial,

ele pode, na verdade, ter motivos para te processar

por discrimina��o.

Sim.

Ele faz xixi no tapete,

- a responsabilidade � tua. - Est� bem, combinado.

Mas precisaria de um exame completo de an�lise � urina.

Quer dizer, � um motel.

H� imensa gente que faz xixi no tapete.

Mesmo ao lado!

Claro.

A seguir, um rato

rompe a barreira do som em Guadalajara.

Mais uma semana para assistir ao

Festival Anual da Cenoura enquanto ainda est� na cidade.

Est�o a divertir-se? N�s estamos.

O qu�?

�s um pouco psicopata, n�o �s?

Observa e aprende.

Ent�o, pegamos na intima��o, assim.

Basta cobri-la com uma quantidade generosa de sementes para p�ssaros.

O Road Runner come a semente para p�ssaros,

agarra a intima��o e... bam!

Ele est� legalmente obrigado a comparecer em tribunal.

Armadilha instant�nea do Road Runner.

Bip, bip.

�Bip, bip.�

Isso � algum tipo de piada interna entre voc�s?

Est� tudo claro quanto ao nosso plano?

- N�o. - N�o.

- Sim. - Paige, qual � o nosso plano?

Ent�o, temos de provar a um j�ri que os produtos da Acme Cartoon

s�o os culpados por todos os acidentes

que o Wile E. sofreu ao longo dos anos.

Por isso, vamos tirar fotografias,

e vamos recolher provas,

e vamos colocar as provas em saquinhos,

e vamos entrevistar peritos e testemunhas,

e vamos destacar

grandes livros de documentos fotocopiados,

e vamos bater o terreno,

e vamos estudar o assunto,

e vamos tentar apanhar a nossa grande testemunha ocular

deixando um bilhete simp�tico no deserto.

E se seguirmos o meu plano, no final disto tudo,

teremos provas suficientes para derrubar a Acme.

Na verdade, n�o temos nada.

Quer dizer, eu at� que j� tinha assumido que n�o ter�amos nada,

mas isto � mesmo nada.

Todos de p�.

O tribunal do Segundo Circuito Judicial

de Albuquerque est� agora em sess�o.

O Merit�ssimo Juiz Troppogrosso preside.

Podem sentar-se.

Humano.

Humano.

Personagem de desenho animado.

Sil�ncio!

Chamo-me Juiz Troppogrosso.

O nome do processo � Coyote contra Acme.

N�o sou um juiz frouxo.

Sou um juiz s�rio, que n�o tolera disparates.

Est� entendido?

Sim.

Sr. Crane.

V� l� dar o seu melhor.

Vivemos num pa�s fant�stico, n�o � verdade?

Porque � um pa�s que valoriza a liberdade acima de tudo.

�s livre para viver a tua vida da forma que achares melhor.

Pode significar viver no deserto...

numa caverna,

passar os teus dias a perseguir um p�ssaro,

que � muito, muito mais r�pido do que tu.

Mas esse � o teu direito como americano.

Mas essa liberdade vem acompanhada de uma grande responsabilidade.

Se pegasses num m�ssil, por exemplo,

e decidisses colar um guiador nele,

bem, a escolha � tua.

Mas esperamos que compreendas

que esse m�ssil e esse guiador,

n�o foram concebidos para apanhar p�ssaros.

O que vou provar a este j�ri

� que aquele homem, o Wile E. Coyote,

� imprudente.

E todos os seus ferimentos s�o autoinfligidos.

Quero dizer, n�o o vamos condenar, nem tu nem eu.

Todos sabemos quem � o respons�vel.

� t�o claro como o c�u do deserto.

Acho que acabei de fazer asneira.

Deus aben�oe a Am�rica. Deus aben�oe as tropas.

Raios, isso foi mesmo bom.

Por favor, n�o anote isso.

E... e, por favor, n�o anote isso.

Ou... ou isso.

Sr. Avery.

Est� bem...

Agora...

agora, o que � que a defesa disse que �amos argumentar?

O qu�?

Quer dizer, eu sei a resposta a isso.

Eu sei a resposta. N�o te estou a fazer uma pergunta.

Quer dizer, �... � uma pergunta.

Mas � uma pergunta que estou a fazer a mim mesmo.

Deixem-me recome�ar. Deixem-me recome�ar.

Objec��o ao meu in�cio.

Portanto, a defesa afirmou que ir�amos argumentar

que os produtos s�o perigosos

e que a Acme � negligente ao vend�-los.

Concordo mesmo com tudo isso.

Quer dizer, n�o � nada de especial, mas � verdade.

Desculpa!

Um segundo, por favor. Um segundo...

Sim, Wile E., n�o precisamos de provas neste momento.

- Sr. Avery. - Est� bem, est� bem.

Com licen�a, Merit�ssimo.

O meu cliente gostaria que eu lhe mostrasse

este patim-foguete Acme com defeito.

E, como podem ver, h� um interruptor de ligar avariado.

Nada.

Deus aben�oe a Am�rica.

Deus aben�oe as tropas.

Argumentos iniciais hoje no processo Coyote contra Acme.

Fontes pr�ximas do caso relatam

que a Acme est� a fazer um trabalho fant�stico

a proteger a sua marca e a sua dignidade,

enquanto o queixoso parece com fome e com medo.

Mais depois disto.

Mais uma semana

para visitar o Festival Anual da Cenoura de Albuquerque

enquanto ainda est� na cidade.

- Sim? - 241.

Temos recebido queixas por causa de uma televis�o muito alta.

A s�rio, � a televis�o que te est� a causar problemas?

Est� bem, vou deslig�-la...

Est�s a divertir-te? N�s estamos...

Cherry, desliguei-o.

O que se passa, Doc?

Quem �?

Eu... n�o te posso dizer.

Eu queria, mas n�o posso. � uma situa��o complicada, n�o �?

Tens a certeza de que tens o n�mero certo?

O teu julgamento.

Acho que talvez consiga ajud�-lo com a Acme.

- O qu�? - Tenho informa��es

que poderiam acabar com a Acme de uma vez por todas.

Meu Deus, consegues resolver este caso?

Se isto vier a p�blico, tudo acabar�.

Tenho um colaborador com informa��es.

Se descobrirem o que ele sabe, ele fica � merc� deles.

Bem, quem? Onde � que o encontro?

Anota isto. S� vou dizer isto uma vez.

Espera, espera. Vou buscar uma caneta. Espera a�. Espera a�.

666 Scary Road Drive.

Isso n�o me parece um s�tio onde eu queira ir.

Procura um Jack.

A Acme tem ouvidos e olhos e ouvidos por todo o lado.

E fazem com que as pessoas desapare�am.

- N�o te esque�as disso. - N�o me esquecerei.

Vou conseguir entrar em contacto contigo outra vez?

Sr. Leghorn.

Amigo, digo eu, amigo, seu pequeno malandro que �s.

- Como foi Bora Bora? - Um para�so fiscal t�o bom,

que lhe deram dois nomes.

Ent�o digo que ouvi dizer que temos um processo judicial

no sector da anima��o. Vou falar com o departamento de rela��es p�blicas sobre isto.

Sabes, � um jornal local e � bastante lisonjeiro.

Sabes, vou ganhar este caso o mais depressa poss�vel,

mas, entretanto, acho que coisas como esta

fazem-nos parecer bastante bem aos olhos do p�blico.

N�o � o ideal, mas, sabes, � como matar dois coelhos com...

...uma pedra.

Dois coelhos, uma pedra. Que express�o repugnante.

- Eu s� queria dizer... - Horr�vel.

Ambos sabemos que seria muito,

diria mesmo muito desagrad�vel para todos os envolvidos

se algo mais grave, diria mesmo mais grave,

viesse a tornar-se p�blico.

Interlocutor misterioso! � t�o fixe.

- Ent�o, como � que ele parecia? - N�o sei.

Ele era mais ou menos assim: �Tudo bem, Doc?

�Tenho informa��es, mastiga, mastiga, mastiga.�

Parecia que estava a mastigar uma bolacha ou algo do g�nero.

Est� bem.

Bem, o mapa diz que devia ser mesmo aqui.

� s� uma parede.

- Jack? - Meu Deus!

H� algum Jack por a�?

Espera, o que � aquilo?

Esse tipo de Jack!

Algu�m tem senso de humor.

Bem, h� um pato, e ele est� sentado.

Parece um pouco f�cil.

Bem, ainda bem que gosto do que � f�cil.

Desculpem. Ol�.

Chamo-me Kevin Avery. Esta � a Paige.

Sou advogado especializado em danos pessoais.

Bem, olha quem decidiu aparecer.

�ptimo, obrigado.

N�o tinha a certeza se sabia que �amos aparecer.

Est�s um pouco atrasado,

e ainda est�s a usar aquele fato horr�vel.

Tira as cal�as ali mesmo, por favor.

- E, faz uma pose. - N�o!

� t�o dif�cil encontrar modelos nus hoje em dia.

Senta-te.

Salsaparilla?

Estou bem, obrigado.

Tira a roupa e finge que est�s a pensar.

Acho que isto vai demorar algumas horas.

Sim, recebemos uma chamada an�nima a dizer

que o senhor poderia ter algumas informa��es importantes.

Sim, informa��es que podem ajudar-nos a resolver o nosso caso rapidamente.

Informa��es?

Sim.

- Sobre a Acme? - A Acme?

Sim!

- A Acme. - Acme?

Acme?

Depois de tudo isto, chamam-me Daffy?

O mundo � o Daffy!

Ac-me? Ac-you!

Nunca me vais conseguir tirar isso de mim. Vou contar-te tudo.

Tens a cara toda coberta de Acme.

Tudo o que precisas de saber sobre a Acme est� dentro da caixa.

Sr. Pato! Sr. Pato!

N�o devia mesmo estar aqui.

Concordo, Doutor.

Vamos arrasar esta instala��o at� aos alicerces.

Ol�?

Estou aqui para o

trabalho de modelo sem cal�as.

Olha, sou um cavalo.

- M�e, sou um cavalo! - TINTAS ACME

- Boing, boing. - O que est�s a fazer?

Entra l�! A �gua est� gelada!

Bem, deix�mo-lo louco,

- e fic�mos com uma lata de tinta. - Bem, pode ser importante.

� �bvio que ele j� guarda isto h� algum tempo, por isso...

Espera.

�� tudo, pessoal.�

Somos n�s o �pessoal�?

Achas que vamos ser raptados?

Vais ser mantido como ref�m para pedir resgate?

Sinto-me t�o vivo.

Ent�o, o que achas que �?

Obrigado.

Isso parece incrivelmente perigoso.

E, no entanto, ele entrou na mesma.

Espera, o que... o que est�s a fazer?

Estou a seguir o Wile E.

Agora vou parecer um falhado se ficar aqui fora.

A entrar no t�nel.

Ol�?

Aposto que n�o te dizem para descer por t�neis misteriosos

nas tuas aulas chiques em Oxford.

Aposto que, na verdade, at� te desencorajam a faz�-lo.

Na verdade, pensei em especializar-me

em t�neis misteriosos.

- N�o, n�o pensaste. - Sim, pensei.

O que � que temos aqui?

Encontrei uma mensagem!

O que diz?

Diz: �Daffy, n�o sei bem quanto tempo me resta.

�Espero que esta mensagem te chegue.

�As coisas correram mal com o Projecto...

�Sisy-foose.�

S�sifo.

O que � o Projecto S�sifo?

�A Acme est� a vigiar cada um dos meus movimentos,

�e tenho a sensa��o de que estou em grave perigo.�

Wile E.?

�Se vires esta mensagem, por favor, envia ajuda.

�Dr. Lorre.�

Kevin! O comboio!

Vai, vai! Vai, vai, vai!

Eu n�o disse �incrivelmente perigoso�?

Eu... eu n�o disse exactamente essas palavras?

- Sim. - Disse.

Est� bem, o que � que isto pode significar?

- Projecto S�sifo. Eu... eu n�o sei.

N�o sei. Est� bem?

O qu�? O que � que acabou de acontecer?

O qu�?

Chefe, acho que eles descobriram-nos.

Muito bem, ent�o S�sifo � da mitologia grega,

e foi castigado pelos deuses

e obrigado a empurrar uma pedra pela encosta acima todos os dias,

mas ela simplesmente rolava de volta para baixo, para toda a eternidade.

E era tamb�m o que o Daffy estava a pintar.

E da�? Isso n�o � prova.

Nada disto nos vai ajudar a ganhar o julgamento.

Muito bem, isto tudo � apenas uma perda de tempo.

Temos um cliente que, sem ofensa,

n�o sabe ler um r�tulo de aviso.

Temos montes e montes de coisas que ele pr�prio partiu.

N�o temos nada, Paige.

H� anos que resolves casos da Acme,

e nunca paraste para pensar e perceber um padr�o.

Um padr�o? Sim.

Os meus clientes explodem,

e dois segundos depois, est�o bem.

Ningu�m se importa.

Ent�o, isso significa que est� tudo bem?

Boom, 100 d�lares, isso � justo? Este caso pode dar certo, certo?

Esta � a tua oportunidade de mostrares mesmo �s pessoas

do que �s capaz.

Sim, mas isso s� funciona se eu n�o perder.

E... e porque � que presumes que vais perder?

Est�s a brincar?

� mesmo super f�cil perder.

E � melhor aprenderes isso agora.

Sabes, toda a gente achou que eu era louco por vir para c�.

Mas eu n�o queria simplesmente ir para um grande escrit�rio de advogados

e ajudar os ricos a ficarem ainda mais ricos.

Pensei...

Pensei que tu fosses, na verdade, ainda um advogado a s�rio.

Sim, eu tamb�m.

Ent�o, o que se passa com o Road Runner?

N�o h� palavras!

Sabes, eu... Eu... tenho inveja de ti, a s�rio.

Sabes, deve ser bom ter um...

Um objectivo t�o claro.

Quer dizer, eu costumava ter isso, acho eu.

Sabes, eu estava com fome, e estava a perseguir um objectivo.

Mas n�o gostava da press�o de ter de ganhar sempre.

E acabei por me esgotar de tanto tentar.

De qualquer forma, �s muito bom a ouvir.

O que est�s a fazer?

P�ra! Wile E!

P�ra! P�ra!

H� um precip�cio! P�ra! P�ra! P�ra! P�ra! P�ra! P�ra!

Est�vamos a ter uma conversa franca.

Espera, Wile E.! N�o consegues dar esse salto!

Wile E.

Enquanto...

Conseguiste.

Bem, foste bem longe para provar o teu ponto de vista.

Wile E.!

Obrigado. At� amanh�.

- Est�s sentado? - Sim.

Bem, o Sal n�o est�. Isso vai ser um problema?

N�o. O Wile E. est� a enganar-nos.

A �nica raz�o pela qual ele est� a tratar deste caso � para apanhar

e matar o Road Runner durante o julgamento.

Isso n�o � bom.

� tudo apenas parte de um plano.

Ele est� a usar-nos, por isso vou colocar o p�ssaro no banco das testemunhas.

Se o Road Runner aparecer no tribunal, vai ser o caos.

Vou ficar a parecer um idiota.

A empresa vai � fal�ncia, vamos ser vendedores de colch�es.

Isso � um pouco humilhante para os vendedores de colch�es.

Tudo bem. Vamos ser apanhadores de lixo.

- Kevin. - Est� bem, apanhadores de lixo.

- O meu pai � um dos do lixo. - Est� bem.

Estou mesmo muito nervoso

por deixar o Wile E. voltar a este tribunal.

Sem o Wile E., n�o h� julgamento.

Sem julgamento, n�o h� escrit�rio.

E sem a empresa, ficaremos na ru�na.

Detesto sugerir que se minta a um c�o,

mas vais ter de o convencer

de que o Road Runner vai estar l�.

Paige, eu estava errado.

V� o que consegues descobrir sobre o Projecto S�sifo.

E como � que est� ligado � Acme.

- �ptimo. J� estou a tratar disso. - Est� bem.

Ol�, s� queria saber se o Dr. Lorre ainda vive aqui?

Eles ouvem, sabes.

Queres um ch�, querida?

Era um casamento muito feliz.

Ele costumava trabalhar o dia inteiro, mas mesmo assim voltava para casa

e tocava piano para mim durante horas

porque sabia o quanto eu adorava isso.

Pass�mos 87 anos juntos.

Estou grata.

Quando � que o Dr. Lorre faleceu,

se n�o se importa que pergunte?

Ele n�o est� morto!

Est� desaparecido.

Um dia, foi trabalhar com o nosso passarinho,

e nunca mais vi nenhum dos dois.

Disseram-me que ele fugiu com a secret�ria,

mas n�o me parece.

A secret�ria dele era um pinguim.

O que me podes dizer sobre o Projecto S�sifo?

O qu�?

Em que dia o qu�?

Em que dia � que o Road Runner vai testemunhar?

A qualquer momento. Porqu�?

Tens alguma raz�o em particular

para quereres falar com ele?

Est� bem, ent�o, vou mantendo-te informado.

Preciso deste Road Runner.

Claro. Porqu�, exactamente?

� o �nico que tem visto todas as vezes

que este idiota tem usado os nossos produtos de forma incorrecta.

Se tivesse de apostar, diria que ele est� a guardar rancor.

Vai l� fora e traz-mo.

Qu�o dif�cil pode ser apanhar um p�ssaro?

? Imagina isto, Sou um saco de bip ?

? Coloca-me no teu bip ?

? Estou farto, vou dar um soco num ursinho no seu beep ?

? Se me responderes mal, vou mandar-te para o p�tio ?

? Pega num pau, faz um chicote ?

Adoro ser advogado!

? D� um pontap� no rabo de um le�o, sou o bip-bip ?

? Vou cair na tua cama, d� um bip ?

? Bate no teu bip-bip no bip ?

? Come o teu c�o, faz o teu bip-bip ?

? O rapaz gordo vestiu-se como se fosse o Pai Natal ?

? E tirou fotos com os teus filhos ?

? Bip-bip-bip, ningu�m fala ?

? Bip-bip-bip, ningu�m fale ?

Lancem a carga �til!

? Ningu�m fale, ningu�m fale ?

Ol�.

O meu marido era o inventor-chefe

de produtos animados na Acme.

Ele ficou t�o entusiasmado quando conseguiu o emprego.

Queria criar coisas que ajudassem mesmo os desenhos animados,

como a bomba anti-grumos.

Uma borracha para linhas malcheirosas.

E este spray anti-predador.

Ol�...

Passado algum tempo, as coisas mudaram.

Ele n�o gostou do que se estava a passar,

e, depois, desapareceu.

Ultimamente, tenho recebido telefonemas.

�s vezes desligam, mas outras vezes...

Como vai isso, Doc?

N�o conhe�o o homem ao telefone.

N�o sei para onde foi o meu querido marido,

mas sei que o Projecto S�sifo

� a raz�o pela qual ele desapareceu.

Alvo adquirido.

Iniciar o Projecto Road Kill em T-menos tr�s

dois, um...

Senhor, o alvo est� a olhar para n�s.

Porque � que o alvo est� a olhar para n�s?

Bip, bip.

Bip, bip.

Retirada, retirada!

Apanh�mo-lo?

Apanh�mo-lo?

Meu Deus, a cola arde!

a minha cabe�a est� a arder!

Ent�o, obviamente...

encontr�mos um obst�culo.

D� comich�o? Sim.

Mas tenho medo de tocar nisso.

�ras os meus olhos e ouvidos l� fora, o que aconteceu?

O que viste?

Bem, pensei que tinha visto...

Pensaste que tinhas visto?

N�o te pago para achares que viste,

Pago-te para veres!

- Eu vi! - Viste?

Ou pensaste que tinhas visto?

Porque acabaste de dizer que ensinaste a falar! Sim, eu ensinei a falar!

O que � que viste? O que � que viste?

Uma avaria no per�metro oriental.

No fim de contas, foi por ali que ele fugiu.

Aquele Road Runner � muito, muito r�pido, senhor.

Tens de te esfor�ar mais, p�ssaro.

Est�o a aproximar-se demasiado.

N�o quero s� que ele fique assustado, quero que ele fique arruinado!

Quero que ele pare de bisbilhotar!

Sabes o que aconteceu ao Dr. Lorre.

Queres que aconte�a o mesmo � tua av�?

N�o, por favor! Vou apanh�-lo esta noite!

Eu... eu prometo.

Excelente trabalho, grandalh�o.

- Cala-te, Patches! - Com certeza, senhor.

N�o vou dizer mais nada.

Quem me dera poder dizer mais,

mas a Acme tem ouvidos e olhos e ouvidos por todo o lado.

... mas a Acme tem ouvidos e olhos e ouvidos por todo o lado.

... mas a Acme tem ouvidos e olhos e ouvidos por todo o lado.

Paige? Est�s bem?

Estou perfeitamente bem!

Sempre tive uma esp�cie de vontade de atirar uma bomba

pela janela, mas nunca houve realmente o momento certo.

Ouve, a vi�va do Dr. Lorre deu-me esta cassete,

e j� a ouvi mil vezes,

e h� algo no fundo.

... mas a Acme tem ouvidos e olhos e ouvidos por todo o lado.

Foi esse tipo que me ligou.

Sim, eu sei, mas... mas consegues ouvir?

Quem me dera poder dizer mais

mas a Acme tem ouvidos e olhos e ouvidos por todo o lado.

Espera! Espera, espera, espera. Isso � prova!

Pronto, j� chega.

- Wile E., Wile E., Wile E.. - Por favor, p�ra com isso.

H� algum tipo de plano nisto?

A� est�.

Espera, conhe�o esta m�sica.

- De onde? - Eu... n�o sei.

� como um programa de televis�o ou um an�ncio ou...

Espera.

O Festival Anual da Cenoura de Albuquerque.

Est� bem, o... o que � isso?

Um festival da cenoura em Albuquerque.

Acontece todos os anos.

Est�o a�?

Quem � o interlocutor misterioso?

O interlocutor misterioso que... que me ligou?

Diga-lhe que somos da Avery, Jones e Maltese.

Somos da Avery, Jones e Maltese.

Pode aparecer quando quiser.

Ent�o o que se passa, doutor?

Quem est� a�?

Nunca te vou dizer, Mac.

Sou uma criatura da noite, uma sombra que se move.

Nunca vais descobrir quem eu...

Meu Deus! C�us!

J� viste a minha cara.

N�o olhes para mim. Sou demasiado...

bonita?

Quem � que est� ao telefone?

Digo-te, o periquito tem andado a dar porrada

e a trope�ar no teu caminho neste caso h� semanas.

Tens sorte de me teres do teu lado.

Tens sido seguido? Est�o de olho em ti?

Foste apanhado por uma c�mara de sem�foro?

Foste avistado por um drone?

Foste escutado?

Isto est� a ficar embara�oso agora.

Olha, tenho tipo um milh�o de perguntas para te fazer.

Porque � que n�o ligaste outra vez?

O que aconteceu ao Dr. Lorre?

E o que nos pode dizer sobre o Projecto S�sifo?

Chega de perguntas, advogado.

Isto pede um flashback.

O Dr. Lorre era o inventor-chefe

da Acme, a empresa de produtos de desenhos animados, como sabem.

Ele construiu algumas coisas incr�veis.

Coisas essenciais, como a M�quina de Mudan�a R�pida.

Um dia, enviaram um execcutivo da sede

para supervisionar as coisas.

O tipo era um verdadeiro inepto.

De repente, surgiram muitos segredos.

Chamaram-lhe Projecto S�sifo.

Sob a nova gest�o,

os testes tornaram-se cada vez mais imprudentes.

N�o sei se estou a perceber.

Para que serviu tudo isto?

Eles n�o estavam a inventar produtos para desenhos animados.

Estavam a usar desenhos animados

para inventar produtos!

O Dr. Lorre disse-lhes que isso estava errado

e que os seus testes eram prejudiciais para os desenhos animados.

Ele implorou-lhes que pusessem fim a isso.

Mas, em vez disso...

...acabaram com ele.

Todos os que trabalharam no Projecto S�sifo

ou est� desaparecido,

ou foi obrigado a trabalhar para a Acme...

...ou foi �quackado�.

E quando � que o programa terminou?

N�o percebes?

Nunca terminou.

Evoluiu.

Em vez de testarem produtos perigosos em laborat�rio,

deixaram-nos sair para o mundo real.

- Sim. - Os patins-foguete do Wile E.,

foram concebidos para falhar.

Agora est�s a perceber.

Quanto mais algo se parte, mais uma personagem de desenho animado magoa-se,

mais dados h� para criar melhores produtos da Acme para os humanos.

Exactamente, exactamente.

Wile, tu �s o que chamam de um utilizador intensivo.

Deixam-te explodir, esmagar e rebentar

durante anos e anos,

sabendo perfeitamente o pre�o a pagar.

Testemunharia isto em tribunal?

O mundo precisa de ouvir isto.

N�o, n�o, n�o.

Precisas de algu�m de dentro para abrir o bico.

Faz com que o chefe de rela��es p�blicas da Acme testemunhe.

Ele � um mestre em manipular a informa��o. O nome dele �...

� a minha deixa!

Acho que o apanharam.

N�o, n�o o apanharam.

Se algu�m perguntar,

diz-lhes que o teu informador era um pequeno ca�ador

com um chap�u engra�ado.

Estamos todos a contar contigo. Adeus.

Sim, isso � �ptimo.

Ningu�m vai conseguir passar por aquela porta.

Qualquer refor�o de seguran�a � �ptimo.

Pode dizer-nos qual � a sua fun��o na Acme, para que fique registado?

Est� bem, �ptimo.

Se ele disser alguma coisa errada,

- vamos tir�-lo daqui. - Feito.

E em que consiste o seu papel como representante de rela��es p�blicas?

...Acme.

Ent�o tem autoridade para falar em nome da Acme.

O que nos pode dizer sobre o Projecto S�sifo?

Sr. Devil,

o que � o Projecto S�sifo?

Permita-me lembrar-lhe que est� sob juramento.

Obje��o!

Senhores advogados, aproximem-se do tribunal.

Este caso est� a transformar o meu tribunal num circo.

Acabaram de expulsar a minha testemunha.

N�o sabemos disso.

N�o poderia concordar mais, Merit�ssimo.

Gostaria de apresentar uma mo��o para excluir todas as provas

apresentadas pela acusa��o.

Excepto o par original de patins-foguete.

- Tudo o resto � um exagero. - Mo��o deferida.

Est�... est� a brincar?

- Obrigado, Merit�ssimo. - Agora, em resposta,

gostaria de apresentar um pedido de arquivamento

por falta de provas.

Pedido deferido. Estou farto de toda esta treta.

N�o tem permiss�o para dizer isso.

� essa a vantagem de ser juiz.

Posso dizer o que quiser.

Nulo? Pronto.

Eu disse-o. Processo arquivado.

Processo arquivado.

Tenho um coment�rio a fazer.

O que aconteceu ali foi uma injusti�a,

mas n�o foi uma surpresa.

A Acme Corporation tem, conscientemente,

vindo a colocar produtos perigosos

nas m�os de personagens de desenhos animados h� d�cadas.

A Acme n�o poupou esfor�os para encobrir um plano insidioso

a que chamam Projecto S�sifo.

Amea�aram a seguran�a

minha e do meu cliente.

Olhem, bombas, pedras, pianos,

eles n�o v�o parar por nada.

Mas eu e os meus colaboradores,

vamos continuar a lutar.

Quero dizer, estas... estas empresas pensam

que podem fazer o que bem entenderem e sair impunes de tudo.

Porque � isso que fazem.

Bem, estamos fartos disso. E isto acaba agora.

Por isso, estamos a preparar-nos para lan�ar um...

Com licen�a. Um momento.

Desculpem. Desculpem. Wile E.!

Mais caos no tribunal hoje depois de o julgamento da Acme ter sido arquivado

pelo muito justo

e honrado juiz Troppogrosso.

Os queixosos manifestaram as suas objec��es

a lutar contra um foguet�o de desenho animado de seis p�s.

Est� tudo bem. N�o h� nada para ver aqui.

Esse � o teu carro?

- Ol�, Paige. - J� viste?

- O qu�? - O teu discurso.

� a not�cia mais comentada not�cia

do pa�s neste momento.

- Est� em todo o lado. - O qu�?

Eles... gostam do meu discurso?

Bem, e o carro explodiu,

Acho... acho que faz parte disso.

- Sr. Avery. - Sr. Avery.

- Sr. Avery. - Sr. Avery.

- Tenho de ir. - Sr. Avery.

Sr. Avery, algum coment�rio sobre o facto de o Congresso

ter concordado em ouvir o seu caso?

O Congresso?

O que acha do facto de o Foghorn Leghorn ter concordado em testemunhar?

N�o disse... disse �Congresso�?

Est�o a colocar a Acme sob a lupa.

- V�o para Washington. - Vamos para Washington?

Vamos para Washington!

Est� bem. Bem, n�o... sem coment�rios.

- Sr. Avery. - Sr. Avery.

- Sr. Avery. - Obrigado.

Sr. Avery.

Espera. Onde vais?

O qu�? Wile E., n�o.

N�o podes ir. Preciso de ti em Washington.

Quer dizer, este � o grande confronto.

Se... se n�o apareceres, n�o h� audi�ncia.

Tudo isto ter� sido em v�o.

O Road Runner vai estar l�.

Sim, claro.

Ele vai estar l�. Sim, ele vem.

Eu... eu... prometo.

Ent�o, anda l�.

O que achas?

Quer dizer, o mundo inteiro vai estar a ver.

E ele vai estar l�.

Est� bem. �ptimo. V� l�. Vamos l�.

6,5

Sr. Avery, Sr. Avery, como est� a �gua?

O que inicialmente parecia ser um caso

de rotina de avaria num produto

transformou-se num David contra Golias

uma hist�ria t�o antiga quanto o tempo.

Gostar�amos de desejar ao nosso pequeno amigo peludo boa sorte em Washington.

Estamos a torcer por ti, Wile E.

E sempre o fizemos

desde o primeiro dia.

Quando uma empresa � t�o bem-sucedida...

...h� sempre algu�m

que procura destru�-la.

Mas as nossas m�os est�o limpas.

Comiss�rios de bordo, preparem-se para a aterragem.

Desculpem aquela curva errada no in�cio

ao sair de Albuquerque, pessoal.

� agora. N�o h� mais avisos.

N�o me interessa se o raptarem,

se o expulsarem da cidade, ou o atirem para um buraco.

O Wile E. Coyote n�o estar� na audi�ncia de amanh�.

Est� tudo claro?

Sim, chefe. Est� tudo claro.

Por favor, fica calado.

Wile E., por favor, fica calado.

Olha, prometo-te que o que tenho de fazer

� mais importante do que o que tens de fazer.

Houve uma mudan�a de planos.

Ele... ele n�o p�de vir.

Tudo bem?

Est� bem, tudo bem.

Achas que eu traria o Roadrunner at� aqui

para que pudesses destruir-me diante do mundo inteiro?

Sim, eu sei que s� o querias naquele tribunal

para que pudesses apanh�-lo e com�-lo.

Porque � que eu te ajudaria a fazer isso?

Est� bem, sim, menti. Menti.

Precisava que continuasses a trabalhar neste caso.

Mas sabes que mais? Mentiste-me.

O qu�? Enganaste-me!

Fizeste-me pensar que este caso era sobre alguma coisa.

E... E � mesmo.

Sabes, isto � muito mais importante do que o Roadrunner.

Nem sequer percebeste o que o coelho disse?

�s um utilizador intensivo.

Quer dizer, olha para tudo isto.

�s viciado.

Cada explos�o,

cada vez que ca�ste no fundo de um desfiladeiro,

A Acme queria isso.

Sabes, mudei toda a minha vida por ti.

Toda a minha rotina.

Provavelmente tudo isto vai dar para o torto

porque tu querias uma coxa de frango.

Eu?

S� te preocupaste com

o teu plano este tempo todo.

�O Roadrunner, o Roadrunner.�

Estou t�o farto deste Roadrunner.

Nunca o vais apanhar!

Est� bem?

Tu simplesmente... tu... tu n�o vais mesmo conseguir.

P�ra de tentar.

- Pois. - Ol�, Kev.

Olha, eu n�o queria ter de te dizer isto

mesmo antes da audi�ncia, mas...

gast�mos at� ao �ltimo c�ntimo neste julgamento.

Fic�mos sem dinheiro.

Ent�o, o que � que isso significa?

Significa que, a menos que aconte�a algum tipo de milagre,

n�o vai haver uma empresa para onde voltar.

Marquei-vos consultas para doarem plasma na pr�xima semana.

Eu n�o posso ir.

N�o quero colocar este tipo de press�o sobre ti.

S� ach�mos que devias saber.

Est� bem.

Raios.

Bip, bip!

Falhaste!

Wile E.! Wile E.!

Bolas!

Wile E., agarra-me na m�o!

Estou a tentar salvar-te!

Por aqui!

Olha, Wile E., pe�o desculpa.

Cometi um erro! Est� bem?

Espera! Espera! Wile!

N�o! P�ra, p�ra, p�ra, p�ra, p�ra, p�ra, p�ra!

O que se passa?

Ele est� na casa de banho.

Parece que tiveste uma noite dif�cil, n�o foi?

Obrigado pela tua preocupa��o t�o convincente.

V� l�. Queres mesmo entrar nessa?

Quer dizer, onde h� c�maras?

A press�o?

O que � isto?

� tudo o que sempre quiseste.

Liberdade de responsabilidades.

Sem compromissos.

Isto � por baixo da mesa e � para ti.

Tudo o que tens de fazer � sair por esta porta agora mesmo.

Quer dizer, v� l�.

Queres mesmo continuar a fazer

a mesma coisa uma e outra vez?

Tentar, falhar, tentar, falhar,

� espera de um resultado diferente?

Acabei de perceber que,

sim, fa�o mesmo.

J� percebeste a ideia.

Meu Deus! Pareces um duplo.

- O Wile E. est� aqui? - Ele n�o est� contigo?

N�o o vejo desde que �amos a 80 milhas por hora

na autoestrada amarrado a um frigor�fico.

Mas que raio? Pensava que voc�s estavam

no quarto de hotel ao lado do meu. Sinto-me t�o exclu�do.

Fiz mesmo asneira.

Ele sabe que o Road Runner n�o vem.

Ele sabe que eu menti.

Sou um idiota!

Devia ter sido honesto com ele.

Simplesmente pareceu-me mais f�cil.

Sr. Avery, hum, obrigado por se juntar a n�s hoje.

Estamos aqui para determinar se os produtos da

Acme representam ou n�o um perigo para a sociedade.

Onde est� o seu cliente?

N�o tenho a certeza absoluta, para ser sincero.

Senador Fudd,

o facto de o Sr. Coyote n�o ter considerado necess�rio

de nos honrar com a sua presen�a na hora marcada

deve dizer-lhe tudo o que precisa de saber

sobre o seu car�cter.

Acho que isto diz-nos mesmo muito.

Olha, o meu cliente tem uma longa hist�ria com a Acme.

Ele tem vindo a utilizar os seus pwoducts...

desculpe, produtos,

- h� d�cadas. - Porqu�?

Se s�o t�o... �perigosos�.

Bem, ele n�o tem outra escolha, na verdade.

A Acme det�m o monop�lio de todas as ferramentas

necess�rias para o trabalho do Sr. Coiote.

O trabalho dele?

Tenho aqui que ele est� desempregado

e a viver numa caverna.

- � verdade, � verdade. - � um facto.

N�o, n�o, n�o, n�o, n�o, n�o.

Nos termos de Sylvester V. Gonzalez,

�persegui��o por predador� � uma profiss�o legal

ao abrigo da lei.

Muito bem, ele pode n�o receber um sal�rio, mas trabalha.

Na verdade, � um dos mais trabalhadores

das pessoas que j� conheci.

E ele � corajoso.

Ele vai caminhar por cima da corda mais fina

sobre o maior desfiladeiro.

Ele vai montar num foguet�o

ao qual colou um guiador

sem pestanejar.

Quer dizer...

Desculpa...

Olha...

quando o Sr. Coyote entrou pela primeira vez no meu escrit�rio,

eu era a pessoa mais pregui�osa que se possa imaginar.

N�o queria trabalhar.

N�o queria tentar nada.

Porque, no fundo...

Eu n�o queria falhar.

Mas ele n�o tem medo disso.

Aconte�a o que acontecer, ele recomp�e-se,

tenta de novo, e de novo, e de novo, e de novo.

Ele nunca pensaria em desistir.

Ele acorda todas as manh�s com um objectivo

e com esperan�a.

E acho que toda a gente deveria inspirar-se nisso.

Eu sei que estou.

J� n�o precisas de sinais.

Obrigado por ter voltado.

Sr. Leghorn, obrigado por ter arranjado tempo

da sua agenda t�o preenchida.

Agora, solicit�mos que

o Sr. Avery lhe fizesse algumas perguntas hoje.

Tenho andado a estudar este tipo em entrevistas.

� um fanfarr�o. Tem um ego enorme.

Aqui estou eu, filho.

Muito bem. Posso trabalhar com isso.

Sr. Leghorn, est� a par do

do programa da Acme conhecido como Projecto S�sifo?

Estou familiarizado com o nome.

Muito bem. E como explicaria

o tipo de programa que � a esta comiss�o?

Bem, � um programa de investiga��o e desenvolvimento.

�ptimo. Ent�o, est�o constantemente a inovar

a vossa linha de produtos de desenhos animados para a melhorar?

Sim, senhor.

Est� bem. Isso faz sentido.

Mas se est� a estudar estes produtos t�o de perto,

por que � que est�o a apresentar avarias com tanta frequ�ncia?

Isso parece-me algo em que possas dar uma olhadela.

Bem, filho, os neg�cios s�o complexos.

Est� bem. Agora, ser� que alguma das informa��es

que obt�ns do Projecto S�sifo

� utilizada no desenvolvimento da linha humana?

- Claro. - Claro.

Est� bem. Ent�o admite isso.

Ele acabou de admitir. Ouviste isso?

Ele admitiu. Est�s a fornecer intencionalmente

produtos perigosos a personagens de desenhos animados,

causando deliberadamente sofrimento a milh�es

neste processo?

Achas que o progresso n�o vale um pouco de dor?

Um pouco de desconforto?

Vale, filho. Sempre o valeu.

Al�m disso, nada do que fizemos hoje

ou em qualquer outro dia � ilegal.

N�o � verdade, Sr. Crane?

Sem d�vida. Sem d�vida.

A lei est� totalmente do nosso lado nesta quest�o,

assim como a opini�o p�blica da maioria silenciosa.

Obrigado, Sr. Crane.

- Sr. Leghorn... - E mais uma coisa.

Senta-te, rapaz.

Sou eu que fa�o as perguntas aqui.

Senta-te, rapaz.

N�o h� nada mais giro do que este procurador.

Isso faz-me lembrar dos meus dias como um galozinho

na explora��o av�cola, onde aprendi uma li��o valiosa.

As personagens de desenhos animados s�o resistentes.

Bate-nos com um martelo. Atira-nos de um penhasco.

N�s aguentamos.

Falando como uma personagem de desenho animado,

acho que at� pode ser um pouco engra�ado.

Tenho raz�o?

Ent�o, o que � um pouco de dor pelo bem maior?

A dor faz parte da vida, e � valiosa.

Gostas da borracha confort�vel

desses teus sapatos, n�o �, filho?

Bem, isso � isento de impostos.

Desenvolvemo-la fazendo-a saltar um milh�o de vezes

na cara de uma personagem de desenhos animados.

Aquelas p�lulas de tornado transformaram-se em h�lices de jacto.

Aquele t�nico de alta velocidade levou-nos at� � Lua.

Por isso, sim, sim,

os nossos produtos de desenhos animados �s vezes explodem mesmo.

�s vezes, saem pela culatra.

�s vezes, ultrapassam

os limites da gravidade e da ci�ncia.

Mas ser� que todos voc�s querem viver num mundo sem novidades?

Sem progresso?

Ora, o que � que o senhor costuma dizer, Sr. Crane?

N�o se pode fazer uma omelete sem...

partir alguns ovos.

Bem, � verdade!

E, neste caso, se esse ovo

for um vagabundo, um c�o do deserto

c�o do deserto sem liga��es, sem fam�lia,

sem amigos, lamento, mas que assim seja.

N�o h� mal nenhum nisso.

Essa n�o � uma descri��o precisa do meu cliente.

Bem, eu tinha a impress�o

de que ningu�m falaria em seu nome

al�m do seu advogado.

Haver� algu�m no mundo todo

que se importe ao que acontece ao coiote?

Bip, bip.

Sr. Runner, vamos fazer-lhe

uma s�rie de perguntas de sim ou n�o.

Dois bipes para �sim�, um bipe para �n�o�.

Compreende?

Bip, bip!

- � um p�ssaro? - Bip, bip!

�s f�cil de apanhar?

Bip!

Est� bem, �ptimo.

Conhece um tal de Sr. Wile E. Coyote?

Bip bip!

J� viu o Sr. Coyote a utilizar algum produto da Acme

na sua presen�a

- no deserto? - Bip bip!

Esses produtos falharam sempre?

Bip bip!

Sr. Runner, foi testemunha

da dor e do sofrimento do Sr. Coyote?

Bip, bip!

Sim, eu tamb�m.

Dirias que ele � teu amigo?

Bip, bip!

Bem, obrigado, Sr. Runner.

Obrigado por ter vindo aqui hoje.

Tem mais alguma coisa que gostaria de dizer?

Bip, bip!

Muito bem, tem a palavra para acrescentar algo ao registo.

Bip-bip-bip- bip-bip-bip-bip.

Bip-bip-bip-bip-bip-bip.

Bip-bip-bip- bip-bip-bip-bip.

A-R-E-Y...

Bip-bip-bip... Bip-bip-bip-bip-bip.

�Vais voltar?�

Bip bip!

Sr. Avery, Tenho de admitir que

estou muito, muito comovido.

No entanto, o senhor n�o apresentou nenhuma prova

da culpabilidade da Acme, para al�m

a dor e o sofrimento deste �nico coiote.

Portanto, por mais que isso me custe,

n�o me deixam outra escolha.

Todos de acordo

em arquivar esta investiga��o,

- digam �Sim�. - Sim.

Sim!

Tent�mos, falh�mos.

Bem, sem ressentimentos, rapazes.

O mundo l� fora � duro.

Melhor sorte para a pr�xima.

Acho que s�o os p�ssaros que andam � procura.

For�a.

N�o!

Eu digo... Eu digo, isto � absurdo!

Eu digo, absurdo!

Mas que raio?

Tirem-me daqui! Quero justi�a!

Se algu�m estiver a transmitir ao vivo,

vou processar em directo, percebem?

Tenho um problema de sa�de.

Do ponto de vista m�dico, sou mais importante do que

todos voc�s! Ok, a s�rio, pessoal, nada de fotos!

Volta c�, Avery!

N�o podes afastar-te de mim com um fato desses!

Sabes quanto valho?

N�o te atrevas a rir, Senador, n�o te pago para te rires!

? Bip bip bip bip ?

Bem, tent�mos.

N�s tent�mos.

E obrigado aos dois, por me incentivarem.

Espera, o que se passa?

- Olha! - S�o os advogados!

Est�o aqui. N�o acredito nisto.

Posso apertar-lhe a m�o, senhor?

Obrigado pelo que fez.

Ol�, prazer em conhec�-la, Paige.

Paige, Paige!

Sr. Avery, Sr. Avery!

Preciso da sua ajuda!

- O que � isto? - Querem todos processar a Acme.

Mesmo depois do p�ssimo trabalho que fizeste.

Eles confiam em ti.

Avery, Jones e Maltese!

- D� para acreditar nisto? - N�o consigo!

H� uma coisa no teu escrit�rio,

aparentemente � muito importante.

Est� bem, tu consegues.

Advogado, deste boa luta

no Congresso, mas nada indica culpa

melhor do que algumas provas concretas e irrefut�veis.

Aqui est� um presente da minha parte,

de dentro da empresa da Acme.

O que � isto?

S�o cerca de cinco anos de casos.

Parece que temos muito trabalho pela frente.

Novos desenvolvimentos chocantes

no desenrolar do caso Acme hoje.

Imagens rec�m-divulgadas do Projecto S�sifo

desencadeou uma rusga antes do amanhecer � sede da empresa

o que rapidamente levou � deten��o de Buddy Crane,

o conselheiro jur�dico principal da Acme, e o CEO Foghorn Leghorn

pela sua participa��o na alegada conduta indevida.

Sou um galo criado ao ar livre!

Tamb�m no local, os investigadores resgataram

o Dr. Peter Lorre, um cientista da Acme

que desapareceu h� mais de 30 anos.

O seu pr�ximo testemunho relativo ao Projecto S�sifo

promete trazer a verdade � luz.

Querida!

Bem, n�o te esque�as de nos visitar.

Bip, bip!

Bem, o c�u � o limite.

O c�u � o limite.

? A partir pedras sob o sol escaldante ?

? Lutei contra a lei, e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei, e a lei venceu ?

? Eu precisava de dinheiro porque n�o tinha nenhum ?

? Lutei contra a lei, e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Deixei a minha querida e sinto-me t�o mal ?

? Acho que a minha corrida acabou ?

? Ela � a melhor rapariga que eu j� tive ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e ?

? A roubar as pessoas com um rev�lver de seis tiros ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Perdi a minha namorada e perdi a minha divers�o ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Deixei a minha querida e sinto-me t�o mal ?

? Acho que a minha corrida acabou ?

? Ela � a melhor rapariga que j� tive ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e a lei venceu ?

? Lutei contra a lei e ?

COYOTE contra ACME

? Bip bip ?

? Bip bip ?

? Bip bip ?

? Bip bip ?

? Bip bip bip bip ?

? Bip bip bip bip ?

? Bip bip ?

? Bip bip ?

? Bip bip ?

? Bip bip ?

? Bip bip ?

? Bip bip bip bip ?

COYOTE contra ACME

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