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Ena pá!
Ena pá!
- Ena pá! - Sim, Marlin, estou a ver. É lindo.
Coral, quando disseste que querias vista para o mar
não pensaste que te calharia o oceano inteiro, pois não?
Ah, sim! Aqui um peixe pode respirar!
O maridinho esteve bem, ou quê?
- Esteve bem. - E não foi fácil.
"Havia muitos outros peixes a quererem esta casa."
Ai se queriam! Acredita que queriam. Todinhos!
Estiveste bem, sim senhor. E a zona é um espanto.
Então gostas, é?
Gostar, gosto. Gosto mesmo.
Mas, Marlin, eu sei que a Grande Barreira de Coral tem óptimas escolas
e uma vista espantosa, mas precisaremos assim de tanto espaço?
Coral, é dos nossos filhos que se trata! Eles merecem o melhor! Olha.
Eles vão acordar, olhar lá para fora e ver uma baleia a passar junto à sua janela.
- Vais acordar os pequenos. - Ah, pois. Tens razão.
Olha. Estão a sonhar.
- Ainda não lhes demos nomes. - E queres dar-lhos agora? Está bem.
Esta metade fica a chamar-se Marlin Filho e esta Coral Filha. Pronto, já está.
Gosto de Nemo.
Um deles pode ser Nemo, mas gostaria que a maior parte fosse Marlin Filho.
Pensa só: daqui a uns dias seremos pais!
E se eles não gostarem de mim? A sério!
Temos ali mais de 400 ovos. Há proba- bilidades de um deles gostar de ti.
O que foi?
- Lembras-te como nos conhecemos? - Tento esquecer-me.
Eu lembro. "Desculpe, menina.
Importava-se de ver se tenho um anzol espetado no lábio?"
- Desaparece! - Cá vem o lindinho!
Para onde foi toda a gente?
Vai para dentro de casa.
Coral, não! Não lhes vai acontecer nada. Anda para casa. Tu. Imediatamente.
Coral!
Coral?
Coral?
Coral?
Coral?
Coral?
Pronto, pronto, pronto. Está tudo bem. O papá está aqui.
Estás com o papá.
Prometo que nunca hei-de deixar que nada te aconteça.
Nemo.
À PROCURA DE NEMO
É o primeiro dia de escola! Toca a acordar!
- Vá lá! É o primeiro dia de escola. - Não quero ir para a escola!
- Não és tu, papá. Sou eu. Acorda! - Estou acordado. O que é?
Está na hora de ir para a escola. Ena pá!
- Nemo! - O primeiro dia de escola!
Nemo, não te mexas! Nunca conseguirás sair daí sozinho.
Sentes algum corte?
Pode passar-te despercebido, se estiveres a meter fluidos. Estás tonto?
- Quantas riscas tenho? - Estou óptimo.
- Responde à pergunta! - Três.
Algo não está bem contigo. Eu tenho uma, duas... três?
Não tenho mais? Estás bom. Que tal vai a barbatana da sorte?
- Com sorte. - Ora deixa cá ver.
De certeza que queres ir para a escola este ano? Podes esperar 5 ou... 6 anos.
Papá, já é tempo de ir à escola.
Não te esfregaste. Queres que esta anémona-do-mar te queime?
- Sim! - Esfrega-te.
- Já está. - Falta um niquinho.
- Onde? - Aqui. Aqui mesmo. E aqui. E aqui.
Ora bem, que excitação. O primeiro dia de escola.
Estamos prontos para aprender. O que há a lembrar sobre o oceano?
- Que não é seguro. - Isso, lindo menino!
Espreitamos para ver se o caminho está livre. Saímos e voltamos a entrar.
E voltamos a sair e voltamos a entrar. E mais uma vez.
Saímos e voltamos a entrar. E se quiseres fazer isto 4 vezes...
- Papá! - Está bem, anda.
- Talvez na escola eu veja um tubarão. - Duvido muito.
- Tu já viste um tubarão? - Não e não tenciono ver.
- Que idade têm as tartarugas? - Não sei.
O Areia Plâncton, aqui do lado,
disse que as tartarugas marinhas vivem cerca de cem anos!
Se alguma vez vir uma, pergunto-lhe... depois de falar com o tubarão!
Eh lá, calminha! Aguenta. Espera para atravessar.
Não me largues a barbatana.
Não te vais passar, como na reserva de animais?
Aquele caracol estava prestes a avançar.
Aonde será que vamos?
- Adeus, mamã! - Venho buscar-vos depois das aulas.
Vá lá, meus, parem com isso! Devolvam-me a carapaça!
Vamos tentar ali.
É aqui o ponto de encontro com o professor dele?
- Ora vejam quem saiu da anémona! - Pois. Incrível, eu sei.
- Marty? - Marlin.
- Bob. - Tad.
Phil. Você é um peixe-palhaço.
É divertido, não é? Conte-nos uma anedota.
Conte lá.
Isso é um equívoco. Nós não somos mais divertidos do que os outros peixes.
- Vá lá, ó reinadio. - Seja divertido.
Está bem. Sei uma anedota.
Um molusco encaminha-se para o mar... Bem, ele não caminha, nada.
Aliás, o molusco não se está a mexer. Ele está parado.
O pepino-do-mar...
Estou baralhado. Havia um molusco e um pepino-do-mar.
Estavam os dois parados.
Sela! Sai de cima do Sr. Johannsen!
Já chega, meninos.
Para onde é que foram?
Papá, também posso ir brincar?
Ficava mais tranquilo se brincasses nos bancos de esponjas.
Era lá que eu brincaria.
- O que é que tem a barbatana dele? - Que esquisito!
- O que é que eu fiz? - Sê simpático. É o 1º dia dele.
Já nasceu assim. Chamamos-lhe a barbatana da sorte.
Papá!
Este tentáculo é mais curto do que os meus outros tentáculos,
mas não se dá por nada, sobretudo quando me rodopio assim.
- Eu sou alérgico ao H2O. - E eu sou odioso!
Vamos dar nome às zonas, às zonas...
Vamos dar nome às zonas oceânicas!
- Sr. Raia! - Anda, Nemo.
É melhor ficares comigo.
Há a mesopelágica, a batipelágica e a abissopelágica.
As outras são profundas de mais P'ra serem vistas por nós.
Onde se terá metido a minha turma?
Estamos aqui debaixo!
Ah, estão aí! Montem, exploradores!
Explorar o conhecimento é muito lírico quando se tem um pensamento empírico!
Papá, pode ir.
- Ora viva! Quem és tu? - Sou o Nemo.
Todos os novos exploradores têm de responder a uma pergunta de ciência.
Em que tipo de casa moras?
Numa anémona-na... amonémona...
Deixa, não te aleijes! Sê bem-vindo a bordo, explorador!
Ele tem uma barbatana pequenina.
Se ele tiver problemas em nadar, deixe-o descansar um bocadinho.
- Papá, está na hora de te ires embora. - Não se preocupe. Andamos em grupo.
Turma, órbitas oculares em frente!
E sejam comedidos no uso dos vossos gânglios supraesofágicos.
- Isto é contigo, Jimmy. - Ora bolas!
- Adeus, Nemo. - Adeus, papá.
Adeus, filhote!
Tem cuidado.
Você está a portar-se bem, para primeira vez.
- Não os podemos reter para sempre. - Foi duro eles irem para o recife exterior.
Eles têm de crescer... O recife exterior?! Vão para lá? Mas vocês estão doidos?!
Porque não fritá-los já e servi-los com batatinhas?!
- Marty, acalme-se. - Não me mande ter calma, ó cavalinho!
"Cavalinho"?
Para um peixe-palhaço, ele não tem muita graça.
É pena.
Vamos dar nome às espécies, às espécies que vivem no mar!
Há os Moluscos, os Gastrópodes, os Artrópodes, os Equinodermes,
os Cordados, e peixes como nós! Cantem comigo!
A alga marinha é fixe, a alga é divertida, faz a sua comida dos raios do sol.
Aqui têm a zona de recife exterior!
Explorem à vontade, meninos, mas não se afastem uns dos outros.
Cianobactérias estromalíticas. Juntem-se aqui!
Um ecossistema inteiro numa partícula infinitesimal.
- O número de pares proteicos... - Andem, venham daí.
Vá, cantem comigo!
Há os Poríferos, os Celenterados, os Hidrozoários, os Cifozoários...
Ei, malta, esperem aí!
Fixe!
Salvei-te a vida.
Ai já me fizeram deitar tinta!
O que é aquilo?
Eu sei o que aquilo é. O Areia Plâncton viu um.
Ele chamou-lhe... Disse que era um bar... co!
Eh pá! Que grande cu!
Olhem para mim! Vou tocar no cu!
Vamos lá a ver se vocês se aproximam dele!
Está bem.
Desafio-vos a fazerem melhor!
- E tu, Nemo, até onde é que vais? - O meu pai diz que não é seguro.
- Nemo! Não! - Papá?
- Estavas a ir para o mar alto! - Não.
- Ainda bem que eu aqui estava. - Ele não se ia afastar.
- Estava cheio de medo! - Não estava nada!
Isto não vos diz respeito, meninos. Tu sabes que nadas com dificuldade.
- Eu nado lindamente, está bem?! - Não! Não devias andar aqui.
Eu tinha razão: escola só para o ano.
Não, papá! Lá porque tu tens medo do mar alto...
Não estás preparado. Julgas-te capaz de fazer estas coisas, mas não és!
Odeio-te.
Não há... nada para ver. Juntem-se além.
Posso ajudar nalguma coisa? Sou cientista.
Desculpe a interrupção. Ele não nada lá muito bem
e ainda é muito cedo para andar aqui sem ser vigiado.
Ele comigo está em segurança.
Não duvido, mas tem uma turma grande. Basta uma distracção, e ele perde-se.
- Não que o senhor se distraísse. - O Nemo está a ir para o mar alto!
Nemo!
O que estás a fazer?
Vais ficar preso aí e lá terei de te ir buscar antes que algum peixe te file!
Volta aqui!
Eu mandei-te voltar imediatamente!
Pára! Rapazinho, se deres mais uma barbatanada...
Não te atrevas! Se puseres uma barbatana nesse barco... Estás a ouvir?
Não toques no bar...
Nemo!
Ele tocou no cu!
Põe-me aqui essa barbatanazinha caudal. Isso mesmo!
Estás metido num sarilho, meu menino! Ouves? Um grande...
Grande...
Papá, ajuda-me!
Vou a caminho, Nemo!
Metam-se debaixo de mim, meninos.
Papá!
Papá!
Nemo!
Nemo, não!
Não!
Segura-te.
Oh, não. Desapareceu. Desapareceu.
Não pode ser!
Não... não, por favor, não!
Alguém viu um barco? Um barco branco. Levaram o meu filho!
- O meu filho. Ajudem-me, por favor! - Cuidado!
Desculpe. Não o vi. O senhor está bem?
- Ele desapareceu. - Pronto.
- Ele desapareceu. - Não tem importância.
Não, eles levaram-no com ele. Tenho de encontrar o barco!
Um barco? Eu vi um barco!
- Passou por aqui há pouquinho. - Era branco?
- Olá. Eu sou a Dóri. - Onde?! Para que lado foi?!
Por aqui! O barco veio por aqui. Siga-me.
Obrigado. Muito obrigado!
Não tem de quê.
Espere!
Pare! Já não se pode nadar em paz? O oceano não lhe chega, é?
Qual é a sua, ó fulaninho, hã?!
Quer pancadaria, é? Estou cheiinha de medo!
- Espere lá. - Pare de me seguir!
Mas você está a mostrar-me a direcção que o barco tomou.
Ah, eu vi um barco! Passou por aqui há pouquinho.
Foi por ali. Siga-me.
Espere lá. Você já me disse qual a direcção que o barco tomou!
Ah, foi? Oh, não!
Se era para ter graça, pois não tem. Disso sei eu; sou um peixe-palhaço.
Não, não era. Peço desculpa.
É que eu sofro de perdas de memória.
Perdas de memória. Isto não dá para acreditar!
É verdade. Esqueço as coisas quase instantaneamente. É de família.
Quero dizer... parece-me que é.
Onde estará a minha família?
Precisa de ajuda?
Você tem algum problema, e grande!
Está a fazer-me perder tempo. Tenho de encontrar o meu filho.
Olá.
Olá!
O meu nome é Bruce.
Tudo bem. Eu compreendo. Porque haveriam de confiar num tubarão, não é?
O que é que duas trincas como vocês fazem na rua a esta hora tardia?
Nada. Nem estamos na rua.
Óptimo! Então os nacozinhos gostariam de vir...
- ...a uma recepção que estou a dar? - É tipo uma festa?
Isso mesmo. Uma festa. Então, que tal?
- Adoro festas! Parece giro. - É tentador, mas não podemos pois...
Vá lá. Eu faço questão.
Então, está bem. O resto não tem importância.
Olhem. Balões. É mesmo uma festa!
Não se aproximem. Esses "balões" são um bocadinho traiçoeiros.
Não vão querer que um deles rebente.
Âncora! Chumbo!
Bruce! Finalmente!
- Temos visitas. - Já não era sem tempo, amigão.
Comemos os aperitivos todos e ainda estou com fome!
- Quase que tínhamos um ataque! - Vamos lá a acabar com isto.
Ora muito bem. A reunião está oficialmente aberta. Vamos à jura solene.
Eu sou um tubarão porreiro. Não sou uma máquina de comer.
Para mudar esta imagem que tenho, primeiro tenho que me mudar a mim.
Os peixes são nossos amigos, não são comida.
- Excepto a porcaria dos golfinhos. - Golfinhos! Julgam-se uns amores!
"Olhem para mim, sou um golfinho. Deixem-me dar uns pinotes."
O nosso encontro de hoje é o "Passo Cinco: Tragam um Peixe Vosso Amigo".
- Têm os vossos amigos? - Eu tenho o meu.
- Ora viva! - Chumbo?
Eu... pelos vistos, perdi o meu...
amigo.
Bem me pareceu que este passo seria difícil de dar. Fica com um dos meus.
Obrigado, amigão. Um amiguinho para o Chumbinho!
Abro eu a sessão. Olá. O meu nome é Bruce.
Olá, Bruce.
Faz agora 3 semanas que comi o meu último peixe.
Que eu seja feito em sopa, se estou a mentir.
- És uma fonte de inspiração! - Ámen.
- Quem é o próximo? - Escolhe-me a mim!
A moçoila aqui à frente. Chega aqui acima.
- Olá. Eu sou a Dóri. - Olá, Dóri.
Creio que nunca comi um peixe.
- É incrível! - Ora ainda bem, amigona!
Que alívio, ter dito isto!
Mais alguém? Então e tu, amigo? Qual é o teu problema?
Eu? Eu não tenho nenhum problema.
Está bem. Negação.
- Começa por dizer o teu nome. - Olá.
Eu chamo-me Marlin. Sou um peixe-palhaço.
- Um peixe-palhaço? - Conta-nos uma anedota.
- Adoro anedotas! - Por acaso até sei uma que é bem gira.
Um molusco aborda um pepino-do-mar.
Normalmente os pepinos não falam, mas numa anedota toda a gente fala.
Diz então o molusco para o pepino...
Papá!
Nemo!
- Nemo! Nemo. Não estou a topar. - Ele não tem lá muita piada.
Não, não. É o meu filho. Ele foi levado por uns mergulhadores.
Ah, coitadinho de ti!
- Os homens julgam-se donos de tudo. - Deviam ser americanos.
Isto é que é um pai! O modo como ele procura o filho!
- O que significarão estas marcas? - Eu nunca conheci o meu pai.
- Abraço de grupo. Somos todos amigões. - Não sei ler "humano"!
É encontrar um peixe que saiba. Olha, tubarões!
- Rapazes? - Não, Dóri.
- Isso é meu. Dá cá. - Pára com isso!
- Dá-me... - Desculpa. Tu estás bem?
Acertaste-me mesmo em cheio. Estou a deitar sangue?
Dóri, estás be...
- Que bom! - Intervenção!
- Só uma trinca. - Aguenta-te, amigão!
- Os peixes são nossos amigos... - Comida!
Cuidado!
Hoje vou comer peixe.
Lembra-te dos passos, amigão!
Só uma trinca!
Bom dia.
Não há saída! Tem de haver um modo de fugirmos!
- Quem é? - Ajuda-me a encontrar uma saída!
Vai ter de voltar mais tarde. Estamos a tentar fugir.
- Tem de haver uma saída! - Há aqui qualquer coisa.
"Sa-í-dá".
Que quererá dizer? Que engraçado. Parece a palavra "saída."
Cá veeeeeem o Brucie!
- Tu sabes ler? - Sei? Pois é, eu sei ler!
Então lê lá isto!
Ele não faz de propósito. O coitado não conheceu o pai!
Não estragues tudo agora!
O caminho está impedido!
- Bruce, concentra-te! - Desculpem lá... Bruce, amigão!
Ele no fundo é... um tipo porreiro.
- Preciso daqueles óculos! - Quere-los? Está bem.
Depressa, agarra nos óculos!
Oh, não!
- Bruce? - O que é?
Nadem para longe! Pirem-se!
A festa já acabou?
Bonito, sim senhor!
Papá?
Papá?
Barbara?
Prepara este senhor para uma colocação de coroa.
E vou precisar de rolos de algodão.
Olá, pequenino!
É lindo, não é? Encontrei-o numa aflição lá no recife e salvei-lhe a vida.
- Já sente o efeito da anestesia? - Creio que sim. Podemos avançar!
Bolhas! As bolhas! Olhem para as bolhas! Eu salvo-vos! As minhas bolhas.
Ele gosta de bolhas.
Bonjour.
- Acalma-te. Não há razão para aflições. - Ele está aterrorizado.
Quero ir para casa. Onde está o meu pai?
- Ainda deve estar na loja de animais. - Loja de animais?
- Sim, eu sou do "Mercado do Peixe". - "Palácio dos Animais".
- "Peixes-Às-Dúzias". - Da Internet.
- E tu, és de onde? - Eu sou do... oceano?
Ah, o oceano. O oceano!
Ele não foi descontaminado! Jacques!
Limpa-o!
Oceano!
Voilà! Está limpo.
Eh pá, o abismo azul! Que tal é aquilo?
- É profundo... e azul. - Eu sabia!
Se precisares de alguma coisa, é só pedires à Tia Vai. Que sou eu.
Se eu não estiver, pede à minha mana, a Tia Vem.
Olá. Como estás? Não ligues ao que ela diz. É maluca!
- Não te ouvimos, Pêssego. - Temos uma vítima.
- Ena pá! - O que é?
Uma desvitalização. E a julgar pelo raio X, não vai ser agradável.
O aspirador já está?
- O que é que ele usou para abrir? - Uma broca Gates. Tem-na usado muito.
Não consigo ver, Vem!
O doutor está um bocadinho...
- Técnica Schilder. - Uma lima Hedstrom.
- É uma K-Flex, não é uma Hedstrom. - Não, pela forma é uma Hedstrom.
- Não, não. É uma K-Flex! - Hedstrom!
- Dêem aqui uma ajudinha. - Vou esvaziá-lo.
Já pode bochechar.
A boca humana é uma coisa nojenta!
- Olá, Miga. - O que é que eu perdi?
- Uma desvitalização... e peras! - O que é que ele usou?
- Broca Gates. - Tem-na usado.
Oxalá o doutor não lhe deixe cair um bocado de gutta na coroa. Olá.
- Quem é este? - É a nova aquisição.
- Sacado do recife. - Um natural do exterior!
É dos meus. Desculpa se me atirei a ti.
Os peixes nadam, os pássaros comem.
Não, não! Esses peixes não são para ti. Eles são meus. Vá, pira-te!
Partiu-se o vidro do retrato. Esta é a Darla. A minha sobrinha.
Vai fazer 8 anos esta semana. Diz olá à tua nova mamã, pequenino.
Ela vem buscar-te na sexta-feira.
Tu és a sua prenda de aniversário. Isto fica entre nós.
Enquanto a massa faz efeito, vou ali apanhar umas florzitas.
Ai, a Darla!
- O que é que ela tem? - Não parava de abanar o saco.
- Pobre do Chocalhado! - Foi a prenda dela o ano passado.
Ganhou um bilhete de ida no expresso de porcelana.
Ela é uma assassina de peixes!
Não posso ir com aquela miúda! Tenho de voltar para o meu pai!
- Papá! Ajuda-me! - Ficou preso!
Que ninguém lhe toque!
O senhor pode ajudar-me?
Não. Entraste aí sozinho, pois sai sozinho.
- Guelra... - Quero vê-lo desenrascar-se.
Calma. Dá ora às barbatanas ora à cauda.
Não consigo! Tenho uma barbatana defeituosa.
Isso nunca me impediu...
Pensa no que tens de fazer.
Vá lá.
Perfeito.
- Conseguiste! - Que belo contorcionismo!
Ele é do oceano, como tu, Guelra.
Já conheço esse teu ar. Estás a pensar o quê?
Estou a pensar... que mais logo damos ao miúdo uma recepção como deve ser.
- Então, miúdo, tens nome? - Nemo. Sou o Nemo.
Nemo.
Vais comer isso?
Cuidado com o martelo.
O que é que diz ali? Dóri!
- Um camarão ficou-me com a massa. - Acorda! Levanta-te!
- Vá lá. - O meu azul é natural.
Acorda!
Eh lá, que poeirada!
Os óculos! Que é dos óculos?
Ai os óculos! Apanha os óculos! Apanha-os!
Isto nunca mais acaba, não é? Eco! Eco!
- O que estás a fazer? - Perdi os óculos de mergulho.
- Deixaste-os cair? - Tu é que deixaste!
Era a única forma de eu encontrar o meu filho!
Ó senhor Guelra Rezingona. Se a vida deprime, faz-se o quê?
- Não quero saber. - Não pares de nadar.
Não pares de nadar, vai nadando.
O que é que fazemos? Nadamos.
Dóri, chega de cantorias.
Adoro nadar.
E quando queres nadar...
Decorei a canção! Agora já não me sai da cabeça.
Desculpa.
- Vês alguma coisa? - Alguém me agarrou!
- Fui eu. - Quem és tu?
Quem havia de ser? Sou eu.
És a minha consciência?
Sim, sou a tua consciência.
Há muito tempo que não falávamos. Como estás?
- Não me posso queixar. - Óptimo.
Agora quero que me digas... se vês alguma coisa.
Vejo... vejo uma luz.
- Uma luz? - Sim. Ali ao fundo.
- Consciência, eu estou morta? - Não, eu também a estou a ver.
O que é?
É tão... bonita.
Estou a sentir-me... feliz.
O que é um feito... para mim.
Quero tocar-lhe.
Volta aqui!
- Vou apanhar-te! - Hei-de apanhar-te!
- Vou apanhar-te! - Vou nadar contigo.
Vou ser o teu melhor amigo.
Lá se foi a boa disposição!
Não consigo ver! Não sei para onde estou a ir!
- Os óculos! - Quais óculos?
Não vejo nada.
- Olha, uns óculos! - Lê o que eles dizem!
Podias trazer o fulano mais para aqui? Preciso de luz.
Óptimo. Mantém-no aí.
- Lê lá isso! - Está bem, está bem. Sr. Mandão.
"P".
Muito bem, "P". "Sherrrr..."
"P. Sher..." "P. Shirley. "P..." Não é Shirley.
- A primeira linha é "P. Sherman"! - "P. Sherman" não faz sentiiiido!
- Agora a segunda linha. "42..." - Não me comas.
Luz, por favor!
- A 2ª linha é "Nº 42, Wallaby Way". - Óptimo.
Acaba lá. Lê depressa! Adivinha! Não há urgência!
Há urgência, pois, muita! Adivinha, com muita urgência!
- "Sydney"! - Mergulha!
Estou morto. Estou morto. Estou morto, morri. Estou morto.
Conseguimos safar-nos! Boa!
Hoje não vais ter jantarada!
Não, não vai haver jantarada! Estás de dieta!
O que é que os óculos diziam?
P. Sherman, 42 Wallaby Way, Sydney.
Lembrei-me! Costumo esquecer-me, mas desta vez lembrei-me.
Onde é que isso fica?
Não sei. Que importa? Lembrei-me!
P. Sherman, nº 42 Wallaby Way, Sydney. Voltei a lembrar-me!
Nemo.
Nemo.
Vem comigo.
- Diz o teu nome. - Nemo?
Irmão Balão, pode continuar.
Nemo! Recém-chegado de tons cor-de-laranja e branco.
Foste chamado ao cume do Monte Wannahockaloogie
para te unires a nós nos fraternais laços da irmandade do aquário.
- Queremos-te no nosso clube. - A sério?
Se conseguires atravessar a nado
o Anel de Fogo!
Liga o Anel de Fogo. Disseste que conseguias.
O Anel de Fogo!
Bolhas! Deixa-me...
Não há outra forma? Ele é um garoto!
De ora em diante, passas a responder por... Isco de Tubarão.
- Isco de Tubarão, u-ha-ha! - Bem-vindo, Irmão.
- Isco de Tubarão, u-ha-ha! - Chega de lhe chamar isso.
- Ele é um de nós, de acordo? - De acordo!
E não o podemos enviar para a morte. A Darla vem aí dentro de 5 dias.
Eu já vos digo o que vamos fazer. Vamos ajudá-lo a fugir daqui.
- Fugir? - Sim, fugimos todos.
Guelra, outro plano de fuga não.
Desculpa lá, eles falham sempre.
- Porque havia este de ser diferente? - Porque agora temo-lo a ele.
Eu?
- Vês aquele filtro? - Sim.
Tu és o único que consegue entrar e sair dali.
É preciso que leves uma pedrinha contigo para encravar a engrenagem.
Se assim for, o aquário enche-se de porcaria.
E o dentista terá de o limpar.
Para isso, ele tira-nos daqui e põe-nos em saquinhos individuais.
Aí nós rolamos pela bancada até à janela,
saímos pelo toldo, atravessamos as árvores e a rua e chegamos ao porto!
Não pode falhar!
- Quem está comigo? - Eu!
Eu acho que vocês são é malucos!
Não é para ofender, miúdo, mas tu não nadas lá muito bem.
Ele safa-se. Dá conta do recado.
Então, Isco de Tubarão, o que me dizes?
Vamos a isso!
Eu vou para P. Sherman, nº 42 Wallaby Way, em Sydney. E tu?
Eu vou para P. Sherman, nº 42 Wallaby Way, em Sydney. É para lá que vou.
P. Sherman, nº 42 Wallaby Way, Sydney. Onde? P. Sherman, 42 Wallaby Way...
Desculpem. Fazem favor.
Sabem onde é... Olá. Esperem, esperem. Podiam dizer-me...
Ei! Esperem. Estou a tentar falar convosco!
Voltem aqui, rapazes, por favor.
Só uma perguntinha. E lá vão eles de novo.
Eu estarei no P. Sherman, 42 da Wallaby Way, em Sydney.
- Não me canso de repetir. - O caso é o seguinte:
acho que daqui para a frente é melhor
- ...eu ir sozinho. - Está bem.
Sem outro alguém. Sem... não é sem ti.
Só que não te quero comigo.
Não quero magoar-te.
- Queres que eu me vá embora? - Não... Sim. Pois.
Não me posso atrasar mais...
e tu és um daqueles peixes que provoca atrasos. Às vezes isso é bom.
Há toda uma categoria de peixes assim.
Quer dizer... que não gostas de mim?
Não, claro que gosto de ti. É por gostar de ti que não quero estar contigo.
É um sentimento complicado.
- Não chores. Eu gosto de ti. - Ó tu!
Minha senhora, este fulano está a incomodá-la?
- Não me lembro. Estavas? - Não, nós só estávamos...
Vocês sabem como ir para...
Estamos a falar com a senhora e não consigo. Gosta de imitações?
Fazemos como nos ensaios.
- O que é que somos? - Já vi um peixe desses.
Tenho o nariz parecido com uma espada.
- Esperem. - É um peixe-espada!
Ó palhaço, deixa a senhora adivinhar. Onde está a manteiga?
- Tenho-a na ponta da língua... - Lagosta!
- Eu vi isso! - O quê?
- Muitas pernas. - Amêijoa!
Andou perto.
O conto é do tamanho duma baleia, meu rapaz.
- Eles são bons. - Preciso de indicações!
"Preciso de indicações!"
- Estou a falar a sério! - Blá, blá, blá... eu, eu, eu... blá, blá.
- Obrigado! - Ai, ai. Anda cá! O que se passa?
Enquanto eles fazem imitações bacocas,
eu estou a kms de casa, com um peixe que não se lembra do seu nome!
- Deve ser frustrante. - O meu filho anda por aí...
- O Chico? - Nemo.
Não faz mal. Peixe algum em lado algum me vai ajudar.
Eu estou a ajudar-te.
Espera aqui.
- Rapazes? - Ele está a incomodá-la?
Não. Tenham paciência com ele. Perdeu o filho, o Fábio.
Conhecem P. Sherman, 42 Wallaby Way, Sydney?
Sydney? Ah, com certeza.
- O Ted tem parentes em Sydney. - Pois tenho.
- Eles conhecem Sydney! - Sabem como ir para lá?
É só seguir a Corrente Australiana Oriental.
É uma grande corrente. Dão logo por ela. Fica... naquela direcção.
Sigam-na aí durante... O que é que vocês acham? 15 quilómetros?
Ela deixa-vos para lá de Sydney. Tã-tã!
Óptimo! Dóri, conseguiste!
Eu sou apenas a tua ajudantezinha.
- Obrigado, rapazes. - Não tens de quê.
Relaxa, meu!
- Vocês apanharam-no bem. Adeus. - Só mais uma coisa.
Quando chegarem a um desfiladeiro passem pelo meio dele e não por cima.
Desfiladeiro. Pelo meio e não por cima. Eu lembro-me.
Espera aí, parceiro!
Espera! Tenho uma coisa para te dizer.
Que desfiladeiro fixe.
Olá!
- Vamos. - Este desfiladeiro é mau.
- Vamos antes por cima. - Espera lá. Bandeira vermelha.
Alguma coisa me diz que é melhor ir pelo meio e não por cima.
Estás a ver isto? Cheira a morte.
Acho que devíamos mesmo ir pelo meio.
- E eu recuso-me mesmo a discutir isto. - Confia em mim.
- Confiar em ti? - Confiar. É o que fazem os amigos.
- Uma coisa brilhante! - Onde?
Foi por cima do desfiladeiro. Vamos.
- Que águas tão limpas estas. - Exacto. E olha.
Lá está a corrente. Não tardaremos a apanhá-la.
- Olá, pequenino. - E querias tu atravessar o desfiladeiro!
Vou chamar-lhe Squishy e ficar com ele. Anda cá, Squishy.
Anda cá, pequenino.
- Dóri! É uma medusa! - Mauzão!
Chô! Andor!
- Deixa-me ver. - Não toques.
Só quero ver.
Porque é que ela não te queimou?
Queimou. Só que... Aguenta.
Eu vivo numa anémona e estou habituado a queimaduras. Anda cá.
Não é grave. Vais ficar boa.
Agora já aprendeste. Não lhes voltes a tocar.
Dá graças de ser uma pequenina.
Não te mexas.
Isto é mau, Dóri.
Bóing! Bóing!
- Não me apanhas! - Não lhe saltes nas cabeças. Elas...
...não te queimam.
- As cabeças não queimam. - Duas de seguida. Faz melhor.
- Tenho uma ideia para um jogo. - Adoro jogos! Escolhe-me a mim!
É o seguinte: quem saltar mais depressa pelas medusas fora, ganha.
Regras: Não podes tocar nos tentáculos. Só nas cabeças.
- Qualquer coisa sobre tentáculos. - Espera!
- Mais depressa, se queres ganhar! - Dóri!
Espera um instante! Dóri!
Estamos a enganar a morte. É o que estamos a fazer.
E a divertir-nos ao mesmo tempo. Cuidado.
- Para não chorares quando eu ganhar. - Não me parece!
Desiste, ó cota. Velocidade é comigo!
- E apetece-te comer? - Comer?
Com as minhas bolhas!
O peixe-palhaço é o vencedor!
Conseguimos! Ó para nós! Dóri?
Oh, não! Dóri! Dóri!
- Fui desqualificada? - Não, até estás a ganhar.
Mas não te deixes dormir. Onde mora o P. Sherman?
- P. Sherman, Wallaby Way, Sydney. - É isso!
Não te deixes dormir.
Fica acordada! Fica... acordada!
- Acordada... - P. Sherman...
- Acordada... - nº 42, Wallaby Way...
Acorda. Nemo.
Tens saudades do teu pai, Isco de Tubarão?
Sim.
Tens sorte em ter alguém que anda à tua procura.
Ele não anda à minha procura. Ele tem medo do mar alto.
- Pêssego, há novidades? - Tomou 4 cafés. Deve estar quase.
Não o largues.
A minha primeira fuga. Aterrei nos instru- mentos do dentista, em vez da sanita.
- Sanita? - Os esgotos vão dar ao mar, miúdo.
- Quantas vezes é que tentou fugir? - Já lhe perdi a conta.
Os peixes não foram feitos para ficar num aquário. Afecta o organismo.
Bolhas! Bolhas!
Pausa sanitária! Levou as Selecções do Reader's Digest. Temos 4,2 minutos.
É a tua deixa.
- Tu és capaz. - Uma vez lá dentro...
...nada para o fundo do compartimento. Eu depois oriento-te.
Vá lá. É canja!
- Muito bem! Consegues ouvir-me? - Sim.
Aqui vai a pedrinha.
Vês uma pequena abertura?
Lá dentro está uma ventoinha giratória.
Com muito cuidado, entala a pedra na ventoinha, para ela parar de girar.
Cuidado!
- Não consigo! - Isto é má ideia.
- Vai correr tudo bem. Tenta de novo. - Está bem.
Isso mesmo, Isco de Tubarão.
Muito devagarinho.
- Já está! - Ele conseguiu!
Óptimo, miúdo! Agora sai daí pelo tubo.
Oh, não! Guelra!
- Isco de Tubarão! Tirem-no dali! - O que é que fazemos?
Fica calmo! Não entres em pânico!
- Ajudem-me! - Agarra-te bem a isto!
- Dêem-me mais. - Não há mais!
Vá, Isco de Tubarão, agarra.
- Já agarrei. - Puxem!
Guelra, não o faças voltar lá.
Não... acabou-se.
Bacano? Bacano?
Presta atenção, bacano. Bacano?
Está vivo! Oi, bacano.
- O que aconteceu? - Eu vi a cena toda, meu.
Primeiro tu foste, uaaaau, meu! Depois foste uaaaaau!
- E acabaste uaau. - Que história é essa?
Estou a falar de ti, minizinho! Enfrentares as alforrecas...
Tens um grave problema de adrenalina em excesso. Espanto, meu!
Ai o meu estômago.
Nada de me vomitar na carapaça. Ainda agora lhe passei cera.
- Sr. Tartaruga... - Sr. Tartaruga é o meu pai, ó bacano.
- O meu nome é Casco. - Casco? A sério?
Ouve, Casco... preciso de ir para a Corrente Australiana Oriental. A CAO?
Estás nela, ó bacano. Topa-me isto!
- Agarra aí a carapaça, meu. - Agarro o quêêêê?
- Lindo! Altamente! - Pára!
O que é que te traz aqui para a Corrente neste lindo dia?
A Dóri e eu temos de ir para Sydney. Dóri! Ela está bem?
Um bocadinho azul. Está uns pisos abaixo, na sub-cave.
Dóri! Dóri! Dóri!
Sinto muito.
A culpa é toda minha. Minha.
...29, 30! Escondam-se, aqui vou eu!
Aí estão vocês! Apanhem-me, se conseguirem!
Para cima!
- Santo Deus. - Eh lá!
Corta essa, bacano. Vamos lá ver como é que o Curto se safa sozinho.
Que fixe! Viste, pai? Viste o que eu fiz?
És o máximo, Curto!
Dá cá a barbatana. Cabeçada.
Bacano!
Ah, apresentações! Alforreca-man, o meu rebento. Rebento, o Alforreca-man.
- Alforrecas! Lindo! - Podes crer!
Devo ter feito algo de que vocês gostaram... bacanos.
És o máximo!
Vai na onda, meu filho!
É um espanto, Alforreca-man.
Deixamos os bacanos dos ovinhos numa praia a chocar
e zás-trás eles descobrem o caminho para o mar.
- Sozinhos? - Iá.
Como é que sabem que eles estão preparados?
Nunca se sabe mesmo, mas quando eles sabem nós também sabemos.
- Vejam, todos! - Eu conheço aquele bacano!
É o Alforreca-man.
- Saltem-lhe para cima. - Pilha de tartarugas!
Esperem, meninos.
- Tens piada? - Que é da tua carapaça?
- As tuas riscas saem? - Passaste a floresta de alforrecas?
- Elas queimaram-te? - Um de cada vez!
- Sr. Peixe, o senhor morreu? - Não dei lá muitos pormenores...
Aonde vai?
Sabem, o meu filho foi levado para longe. Separaram-no de mim.
- Pode lá ser! - O que aconteceu?
Não quero falar sobre isso, meninos.
Por favor.
Pronto, está bem.
Eu vivo num recife muito, muito longe daqui.
Esta vai ser boa.
E o meu filho, o Nemo, estava zangado comigo.
Talvez ele não tivesse feito aquilo, se eu não tivesse sido tão duro com ele.
Seja como for, ele nadou até um barco e apareceram uns mergulhadores.
Tentei impedi-los, mas o barco era rapidíssimo. Nadámos para o mar alto...
Então o pai do Nemo nada para o mar e dão de caras com três ferozes...
...tubarões! Ele assusta-os, fazendo-os explodir!
- Caramba! - E desce a 300 metros de profundidade...
...direitinho ao abismo, negro como breu. Olá, Bob. A única coisa que vêem...
...é a luz que vem duma criatura horrível com dentes afiadíssimos. Boa parada!
Então ele rebentou...
Estes dois peixinhos estão... à procura... na Corrente Australiana Oriental...
...o que significa que estarão
- no porto de Sydney... - ...daqui a uns dias!
Este tipo não se detém perante nada...
...até encontrar o filho. Espero que ele o encontre.
É um pai extremoso, se querem saber.
Meu! Meu! Meu! Meu! Meu! Meu! Meu!
Querem fazer o favor de se calar?! Vocês são ratazanas com asas!
- Um tipo procura um puto, um Nemo. - Nemo?
- Ele foi levado por mergulhadores e... - Tomem! Satisfeitas?
- O que é que disseram sobre o Nemo? - Meu!
- Está a dirigir-se para o porto. - Genial!
- Ele está bem? - Não sei, mas não falem da D-A-R...
Eu sei de quem vocês estão a falar.
Guelra? Guelra?
Olá, Isco de Tubarão.
- Desculpa não ter conseguido... - Não, eu é que peço desculpa.
Estava tão em picos para sair daqui e provar o gosto do mar alto
que não hesitei em colocar-te em risco para o conseguir.
Não há nada que justifique isso.
Lamento não ter conseguido reunir-te ao teu pai.
Mas que...?
É um modo de arrancar dentes!
Malditos miúdos. Ainda bem que lhe tirei o dente certo, senhor primeiro-ministro!
Miga! Acabaste de perder uma extracção.
Ele já alargou o ligamento peridental? Ai eu nestas conversas! O Nemo?
O que é?
O teu pai anda a bater-se com o oceano, à tua procura.
- O meu pai? A sério? - Fez centenas de quilómetros,
- enfrentou tubarões e medusas... - Tubarões?
Não pode ser ele.
Ele tem o nome de um peixe de pesca desportiva. Atum? Truta?
- Marlin (marlim)? - Isso! O peixe-palhaço do recife.
- O meu pai enfrentou um tubarão! - Ouvi dizer que tinha enfrentado três.
- Três? Três tubarões? - São 4.800 dentes!
Depois do mergulhadorzeco aqui te ter levado, o teu pai seguiu o barco.
Nadou o mais que pôde e então foi capturado por 3 enormes tubarões.
Rebenta com eles e é perseguido por um monstro com dentes gigantescos!
Ele prende o demónio a uma rocha e vai lutar com uma floresta de medusas.
Agora vem na Corrente Australiana Oriental
e consta que neste momento se dirige para Sydney!
- Mas que bom sujeito. - Ele sempre andava à tua procura.
- Ele vai para o filtro! - Isco de Tubarão!
Outra vez não.
Isco de Tubarão!
- Tens a vida toda à tua frente! - Tirem-no dali!
Dá cá isso.
- Tirem-no dali! - Miúdo, agarra a ponta.
- Estás bem? - Consegues ouvir?
- Nemo! Consegues ouvir-me? - Estou a ouvir.
Isco de Tubarão, conseguiste!
Isco, estás coberto de micróbios.
Foi preciso muita coragem!
Temos menos de 48 horas até a Darla chegar.
O aquário vai ficar muito sujo, mas nós temos de dar uma ajudinha.
- Jacques? Nada de limpezas. - Hei-de resistir.
Malta, toca a fazer porcaria! Vá, pensamentos porcalhões.
Tornaremos este aquário tão nojento que o dentista terá de o limpar.
Bom trabalho!
Estamos aqui, bacanos! Preparem-se. Saem na próxima.
- Não a estou a ver. - Ali! Já a vi.
- Referes-te ao vórtice do terror?! - É isso mesmo, bacano.
- Claro que é. - Vá, encontra a tua parceira de saída.
Já tens a tua parceira de saída?
O Curto faz-vos uma demonstração da correcta técnica de saída.
Boa tarde. Temos um grande salto pela frente.
Façam uma viragem de 180º ao chegarem à parede.
O fundo da parede é do caraças. Cuidado!
Lembrem-se... ziguezagues, enrolamentos, e sempre a abrir!
Parece que está tentar falar comigo!
Tu és muito queridinho, mas não faço a menor ideia do que queres dizer.
Alforreca-man, vá, baza!
Mas que... divertido! Ena, diverti-me!
Olhem! Tartarugas!
Excelente, meus!
Agora toca a dar às barbatanocas e a ir direitinhos a Sydney!
- Tudo na maior, meu, bué de cool! - Tudo na maior. Obrigado, Bacano Casco!
Adeus, Alforreca-man!
Diz "olá" por mim ao teu bacaninho.
- Até logo, bacanos. - Adeus a todos!
O Nemo teria adorado isto.
Esqueci-me de uma coisa, Casco! Quantos anos tens?
Cento e cinquenta, bacano e ainda sou novo. Sempre a partir!
Cento e cinquenta! Tenho de me lembrar.
- Vamos entrar ali? - Sim.
- P. Sherman, 42 Wallaby Way, Sydney? - Sim.
Vamos sempre a direito.
- Não pares de nadar... - Dóri.
Caramba, isto está a demorar!
E se jogássemos um jogo?
- Está bem. - Estou a pensar em algo cor-de-laranja.
- E pequeno... - Sou eu.
Pois és! Agora esta... É cor-de-laranja e pequeno...
- Sou eu. - Exactamente, Sr. Espertalhão.
E é pequeno e cor-de-laranja com riscas brancas...
- Eu. E também devo ser o próximo. - És bruxo!
Espera. Já vi esta mancha flutuante.
Quer dizer que já passámos por aqui, ou seja, estamos a andar às voltas.
Temos de ir à superfície e tentar perceber. Anda comigo.
Descontrai-te. Respira fundo.
Vamos perguntar a alguém.
E a quem? À mancha? Não está aqui ninguém!
Estamos no oceano. Não somos os únicos aqui.
Vejamos. Aqui não há ninguém. Não. Nada.
Está ali alguém. Ei!
Agora sou eu. Estou a pensar em algo escuro e misterioso: um peixe estranho.
Se lhe pedirmos indicações, pode engolir-nos!
Mas que aversão a vossa a pedir indicações!
Não me venhas com feminismos. Vamos mas é falar de sobrevivência.
Se queres sair daqui, temos de tentar e esperar que corra tudo pelo melhor.
- Mas, Dóri... - Anda lá! Confia em mim.
Está bem.
Faz favor! U-huuuu! Amiguinho?
Olá! Não sejas mal-educado. Diz "olá"
- Olá! - O filho dele, o Bingo...
o Nemo, foi levado para... Sydney! E é muito,
muito importante chegarmos lá o mais depressa possível. Pode ajudar-nos?
Vá lá, amiguinho. Vá lá!
Dóri, amiguinho sou eu! Acho que aquele ali não é pequenino.
Ah, é um grandalhão. Uma baleia. Se calhar só fala "baleiês".
Nóóóóóóós precisaaaaamoooos
deeee eeeencontraaaar o fiiilho deleee.
O que é que estás a fazer? Tens a certeza que falas "baleiês"?
Só Deus sabe o que estás a dizer! Ela está a afastar-se.
Vooooolta aquiiiiii.
- Ela não volta. Ofendeste-a. - Talvez outro dialecto.
Isso não é "baleiês", é "dor de barriguês".
- E em língua de baleia corcunda? - Não!
- Parece que estás doente. - Talvez mais alto.
- Não faças isso! - Foi muito "orcaês", não foi?
Nunca ouvi tal som na minha vida!
Foi melhor assim. Ela podia ter fome.
As baleias não comem peixes-palhaços. Comem krill.
- Pirem-se daqui! - Olha, krill.
Depressa, Dóri!
Olhem para isto. Vocês estão a ver?
Um nojo, uma completa esterqueira.
E é tudo graças a ti, miúdo.
Jacques, nada de limpezas!
Tenho vergonha de mim mesmo.
Ó para mim, a esculpir a nata!
Bolhas! Adoro as bolhas...
Vem? Alguém viu a Vem?
9:00 - e toca a entrar o dentista.
- Olá, Barbara. Desculpe o atraso. - Cá vamos nós.
Jovem Davey Reynolds!
- Dirige-se à bancada. - Balão, isso é nojento!
Pois sabe-me muito bem.
Não vêem que estamos a nadar na nossa...
Lá vem ele!
Livra, mas que porcaria!
Barbara, a que horas começam as consultas amanhã?
Às 10:00.
Não marques nada antes. Tenho de limpar o aquário antes da Darla chegar.
- Ouviste? - Sim! Ele vai limpar o aquário.
Vamos ficar limpinhos!
Estás pronto para ver o teu pai? É claro que estás.
Não me surpreenderia se ele estivesse no porto à tua espera neste preciso instante.
Anda, tens de experimentar isto!
- Queres parar com isso?! - Porquê? Qual é o problema?
Estamos dentro de uma baleia!
Como tu pediste ajuda, agora estamos aqui presos!
Ena pá, uma baleia! Eu sei falar "baleiês".
Tu és doida! Sabes lá falar "baleiês"!
Tenho de fugir e encontrar o meu filho.
Tenho de lhe dizer a idade... das tartarugas marinhas.
Estás bem?
Pronto, pronto. Está tudo bem. Vai correr tudo bem.
Não vai, não.
Claro que vai. Vais ver.
Não. Eu prometi-lhe que nunca deixaria que nada de mal lhe acontecesse.
Que coisa tão estranha de se prometer.
Não podes impedir que nada de mal lhe aconteça. Assim, nada lhe acontecerá.
Que coisa chata para o pobrezinho do Harpo.
- O que é que se passa? - Não sei. Vou perguntar.
O queeeeee é queeeee...
se passaaaaaaa?
- Ela diz que parámos. - Claro que parámos.
Pára de tentar falar "baleiês". Só vais piorar as coisas.
Que barulho foi este?
Oh, não! Vê só o que fizeste.
A água está a descer! Está a descer!
- A sério? Tens a certeza? - A boca já está meio vazia.
- Eu diria que está meio cheia. - Pára com isso! Está meio vazia.
Isto já é mais difícil de traduzir.
Ou é para nos dirigirmos para o fundo da garganta ou ela quer uma Fanta.
Ela quer-nos no fundo da garganta porque nos está a comer!
Que tal, Moby? Sou saboroso? Diz-lhe que não quero servir de almoço!
Pára de falar com ela!
- O que é que se passa?! - Vou perguntar.
- Chega. Tu sabes lá falar essa língua! - Sei, pois.
Não! Julgas que consegues fazer estas coisas, mas não consegues, Nemo!
Está bem.
Ela diz que é altura de largarmos; que vai correr tudo bem.
Como é que sabes? Como é que sabes que não nos vai acontecer nada de mal?
Não sei.
Estamos vivos!
Olha! "Syy-dd-ney". Sydney!
Sydney! Outra vez Sydney.
Tinhas razão, Dóri. Conseguimos! Vamos encontrar o meu filho!
Obrigaaaaadooooo!
- Quem me dera saber falar "baleiês". - Há que encontrar o barco que o levou.
Anda, Dóri! Havemos de conseguir!
Amanheceu. Já é de manhã, malta! Hoje é que é o grande dia.
O sol está a brilhar, o aquário está limpo e nós vamos sair...
O aquário está limpo. O aquário está limpo!
Mas como?
O Patrão deve tê-lo posto enquanto dormíamos.
- O que vamos fazer? - O que é que diz o manual?
Não te oiço!
"O Aquaescuma 2003 é um aparelho auto-purificador de água salgada."
"Não requer manutenção e prolonga a vida dos seus peixes."
Pára!
"O Aquaescuma sonda o seu aquário de 5 em 5 minutos."
O que quer isso dizer?
Temperatura: 28º C. PH: normal.
Boa!
Maldito sejas, Aquaescuma!
- Lá se foi o plano de fuga. - Então o que fazemos acerca da...
- Darla?! - Não te mostres, miúdo.
- Falso alarme. - Não aguento mais!
O que fazemos quando chegar a fedelha?
- Estou a pensar. - Guelra!
- Ajuda-me! - Estou a caminho!
- Ajuda-me! - Nada para o fundo, vá lá!
- Venham todos! - Nadem para o fundo.
Bom trabalho!
- Guelra! - Nemo!
Isco de Tubarão!
- Rola, miúdo! - Rola em direcção à janela!
Ai, ai, que distracção. Era uma queda e peras!
- Guelra! Não quero bater a bota. - Acalma-te.
Isso não vai acontecer, garanto-te. Vai correr tudo bem.
Darla!
Algum destes barcos te é familiar?
Não, mas ele está aqui algures.
- Havemos de encontrá-lo. - Estou excitadíssima. Tu não?
Dóri, acorda.
Um pato!
Não é um pato. É um... pelicano!
Eu não vim até aqui para servir de pequeno-almoço!
Miga, olha-me para aquilo.
Ainda é de manhãzinha e o Gerald já está arrumado.
Sim, alguém devia ajudar o desgraçado.
Não vão todos ao mesmo tempo!
Gerald, o que é? Os peixes comeram-te a língua?
Cruz credo!
Tenho de encontrar o meu filho, o Nemo.
Nemo?! Olhem, este é o tal peixe.
O que tem andado a lutar com o oceano inteiro. Eu sei onde está o teu filho...
- Esperem! Voltem aqui! Parem! - Não pares! Ele é maluco.
Tenho uma coisa para vos dizer.
Meu?
Não façam movimentos bruscos.
Saltem para dentro da minha boca, se quiserem viver.
Saltar para dentro da tua boca? E é assim que eu me safo?!
- Meu? - Eu posso levar-te até ao teu filho.
Ah, pois.
Conheço o teu filho. É cor-de-laranja e tem uma barbatana defeituosa.
- É o Nemo! - Meu! Meu! Meu!
Apertem os cintos!
- Aguentem-se bem! - Meu! Meu! Meu!
Que barulheira infernal!
Brilha, brilha, minha estrelinha.
Lembrar-me de coisas felizes...
Darla, o teu tio vai examinar-te agora.
Então deixa lá ver essas perolazinhas.
Sou uma piranha. Elas vivem no rio Amazonas.
E a piranha é um peixe... tal como o teu presente!
Um peixinho, para mim.
- Pobrezinho. - Está morto.
Isco de Tubarão!
Deixei o teu presente no carro, querida. Vou buscá-lo.
- Ele está vivo! - Não está morto!
- Está a fingir porquê? - Para ser atirado para a sanita!
Vai conseguir fugir! Vai para a sanita.
Olha o espertalhão! O caixote do lixo, não!
Encontrei o pai dele!
- Onde está o Nemo? - Dentista.
- Além! - O que é um dentista?
- Miga, entra! - Eu posso lá fazer isso!
Podes, pois. Ao ataque!
Mas o que...?
Darla, querida, cuidado!
Calma, calma.
Fica quieto, quieto. Calma!
Fica quieto! Ninguém te vai fazer mal.
- Nemo... - Oh, meu Deus.
- Já te apanhei! Fica quieto. - Nemo!
Papá?
Vá, lá para fora. E não voltes a entrar aqui.
- Papá? - Peixinho?
Peixinho! Acorda. Acorda!
Depressa, para o cimo do Monte Wannahockaloogie!
Porque é que estás a dormir?
- Depressa! - Balão!
Anel de Fogo!
Peixinho!
Caramba! Os animais enlouqueceram todos!
Tirem-no daqui!
- Dá-lhe uma cacetada! - Vai, Guelra!
Tenho um peixe no cabelo!
- Guelra? - Isco de Tubarão, diz ao teu pai...
...que eu lhe mando cumprimentos.
Vai atrás dele!
Ele conseguiu!
- Ele fica bem? - Não te preocupes.
- Os esgotos vão dar ao mar. - Peixinho!
Papá!
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUAS
Sinto muito...
Palavra de honra.
Dóri... se não fosses tu, nunca teria sequer chegado até aqui.
Portanto, obrigado.
Espera aí.
Espera! Aonde é que vais?
Acabou-se. Chegámos tarde de mais.
O Nemo morreu e eu vou para casa.
Não, não podes!
Pára!
Por favor, não te vás embora.
Nunca ninguém ficou comigo tanto tempo. E se te fores embora... se partires...
Contigo lembro-me melhor das coisas. Olha.
P. Sherman, nº 42... 42...
Eu lembro-me. Palavra. Está aqui. Sei que está; sinto-o quando olho para ti.
Olho para ti e...
sinto-me em casa.
Por favor! Não quero que esta sensação desapareça.
Não me quero esquecer.
Sinto muito, Dóri... quero eu.
- Maná enviado do Céu! - Doce néctar da vida.
- Este sítio é nosso. - Fora daqui!
Isso mesmo, ó fulaninho.
- Este é cheio de vida. - Viram o meu pai?
- Apanhei-te! Anda cá! - Deixaste-o fugir!
Papá!
Papá! Papá!
- Desculpe. A senhora está bem? - Não sei onde estou nem o que se passa.
Acho que perdi alguém, mas não me consigo lembrar. Tenho de me lembrar.
Não faz mal.
Eu também procuro alguém. Podemos procurar juntos!
- Eu sou a Dóri. - E eu o Nemo.
Nemo? É um nome giro.
- Papá! - Papá!
- Espera. É o teu pai ou o meu? - O meu.
- Está bem. Papá! - Onde é que nós estamos?
"Shi... Sydney!" P. Sherman, nº 42 Wallaby Way, Sydney.
- Nemo! És tu! Tu és o Nemo! - Sim, sou o Nemo!
És o Nemo! Mas estavas morto. Eu vi-te.
Aqui estás, bem vivinho... Encontrei-te e o teu pai...
O meu pai?! Conhece o meu pai? Onde é que ele está?
Foi por ali! Depressa!
- Viram um peixe laranja, como ele? - Mas maior.
Vi, mas não vos digo para onde é que ele foi...
e não há maneira de me obrigarem.
Meu.
Está bem, eu digo! Foi para a zona de pesca.
- Cuidado! - Desculpe. Só quero ir para casa.
- Papá! Papá! - Nemo?
- O Nemo está vivo! - Dóri? Nemo! Papá!
Nemo, estou a ir para aí!
Nemo. Oh, graças a Deus! Está tudo bem, filho.
Façam meia-volta! Vão na direcção errada!
Cuidado! Socorro! Ajudem-me!
- Dóri! - Anda daí.
Socorro, tirem-nos daqui!
- Dóri! - Papá, eu sei o que fazer.
Temos de dizer aos peixes para nadarem todos para o fundo.
- Sai daí! - Vai resultar!
Não te quero perder de novo!
Não há tempo! É a única forma de salvar a Dóri.
Eu sou capaz!
Tens razão. Eu sei que és.
- Barbatana da sorte! - Vai, depressa!
Diz aos peixes para nadarem para o fundo.
Ouviram o que disse o meu filho. Vá!
- Dóri, temos de lhes dizer para nadarem... - Para baixo!
Percebem o que eu estou a dizer? Nadem para baixo!
- Malta, toca a nadar para baixo! - Vocês têm de nadar...
...para baixo! Nadem para baixo!
Nadem para baixo! Para baixo!
Não desistam! Não parem de nadar!
Não parem de nadar!
É isso mesmo!
Está a resultar!
Não parem de nadar! Não parem!
Continuem a nadar! Continuem...
- Vá, papá. - Estás a ir lindamente, filho.
- Aquele é o meu pai. - Nadem para o fundo.
Não parem de nadar.
Está quase. Não parem de nadar.
Não parem de nadar.
Não parem de nadar.
Dóri! Onde está o Nemo?
Além!
Oh, não. Nemo!
Pronto, pronto, o papá está aqui.
- Papá? - Graças a Deus!
- Eu não te odeio. - Não, não, não. Perdoa-me, Nemo.
Sabes uma coisa?
As tartarugas marinhas... Conheci uma.
E tinha 150 anos!
150?
O Areia Plâncton disse que elas só vivem até aos 100.
E achas que eu, que atravessei o oceano, não sei mais do que ele?
A tartaruga tinha 150 anos e não 100!
Quem é esse Areia Plâncton que só sabe disparates?
Está na hora de ir para a escola! Toca a levantar.
- Vou ganhar. - Ai isso é que não vais!
- Ganhei. - O meu próprio filho derrota-me.
Montem, exploradores!
E então o pepino-do-mar olha para o molusco e diz:
"Não te metas com a minha garoupa, percebes?"
- Nemo, quem é esse jovem? - É um aluno de intercâmbio.
- Sou da Corrente Australiana, bacano. - Lindo!
Altamente!
A sério, Marty... você fez mesmo tudo aquilo que disse?
Com licença.
Olá.
Não tenham medo.
Só viemos ver se o nosso novo membro chegava bem a casa.
- Obrigada, rapazes. - Até para a semana.
- Não te afastes das directrizes. - Os peixes são nossos amigos...
Não são comida. Adeus.
Segurem-se! Cá vamos nós. Próxima paragem: conhecimento.
- Adeus, filho. Diverte-te. - Adeus, papá.
Ah! Sr. Raia. Esqueci-me de uma coisa.
- Adoro-te, papá. - Eu também te adoro, filho.
- Papá... já me podes largar. - Desculpa.
Vai lá à aventura!
Adeus. Até logo, bacanos!
- Adeus, Elmo! - Nemo!
- Adeus, Nemo. - Vemo-nos depois das aulas, Dóri.
Adeus, papá.
Adeus, filho.
fim...
À memória de
Não percebo. Esta coisa devia ter garantia vitalícia e afinal avaria-se!
Eu mesmo tive de limpar o aquário; tirar os peixes, pô-los em sacos e...
Onde se meteram os peixes?
Anda lá, Pêssego!
- Estás a conseguir. É isso mesmo. - Só falta um bocadinho!
Que semáforos mais traiçoeiros!
Anda, Pêssego.
E agora?
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