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Amigo, est� perdendo seu toque.
Viver bem tem seu pre�o, Ladoux. Est� ofegante.
� um advers�rio perigoso van Bayerling. Muito perigoso.
E voc� � um maldito trai�oeiro Ladoux. Nem precisa negar.
O que posso dizer?
Karl! O que aconteceu com voc�?
Me leva a um museu para ver quadros e ent�o desaparece.
Mas voc� disse que queria vir para ca�ar suas presas.
E justo quando est�vamos prestes a pegar a Madame Condessa, desaparece.
O que eu poderia dizer sobre o Fauvismo ou sei l� como chamou?
- Eles est�o realmente. . . - Em um estado de �xtase t�ntrico.
Para mim, parece muito b�sico.
� indiano, do s�culo 10.
Surpreende von Bayerling, a quantidade de informa��o in�til
que conseguiu colocar na sua cabe�a alem�.
Uma exibi��o fascinante, certo?
� interessado em arte asi�tica?
Bem, � o meu amigo que � a autoridade.
Uma autoridade? Ent�o o que acha disso?
� o centro da roda da morte e o renascimento.
O dan�arino c�smico. Lord Shiva. Indiano, � claro.
Para ser exato, do sul da �ndia. Do templo de Madurai.
Deixa eu me apresentar. Capit�o Georges Ladoux.
Lady MacLeod.
Encantado. Capit�o Karl von Bayerling.
Conde von Bayerling.
Como � que sabe tanto?
Venho aqui frequentemente.
Minha querida, nossa mesa no Maxim nos espera.
Meu general.
� claro.
Ent�o � isso o que podemos esperar ap�s 30 anos de servi�o.
N�o acho que algum de voc�s possa fazer alguma coisa, coronel,
seja algo engra�ado ou n�o.
Agosto de 1914 n�o ser� nem um pouco diferente dos outros agostos em Paris.
Quente e �mido.
Biarritz e Deauville. . . � como Paris fica.
As mesmas caras chatas. As mesmas fofocas desagrad�veis.
Desculpem.
Por que as luzes da embaixada alem� est�o acessas,
iluminando brilhantemente uma noite de s�bado?
Circunst�ncias. Mas voc� j� deve saber.
Saber? O que eu saberia do trabalho interno de uma miss�o diplom�tica?
Minhas ordens s�o secretas,
mas a intelig�ncia francesa logo descobrir� o suficiente.
Me transferem de novo para Berlim. Miss�o especial.
Se a guerra come�ar, ambos devemos fazer o que � esperado de n�s.
Boa sorte meu amigo.
Pensei que eu que te surpreenderia com grandes not�cias.
Lembra daquela incr�vel criatura que encontramos no museu a semana passada?
A que andava de bra�os com o general Carriere.
Est� aqui esta noite.
Aqui? Onde?
Espera um pouco.
Meus queridos amigos, esta noite a cidade luz
deve se despedir do "Olho do Alvorecer."
Tenho certeza que todos ouviram falar
sobre a viola��o sexual secreta do m�stico oriental.
Esta noite, antes de sair para sua turn� pela Europa,
a mais lend�ria bailarina da nossa era.
Meus queridos amigos, a deusa sagrada!
Mata Hari!
Mata Hari.
Por que a �ustria se preocuparia com a S�rvia?
Porque a S�rvia assinou um pacto de alian�a com a R�ssia.
Mais vinho querida?
Todo o mundo tem alian�a com algu�m.
A R�ssia e a Fran�a. Viena e Berlim. Te previno, vai saltar tudo pelo ar.
Boa tarde senhores. Boa tarde senhora.
Prost.
Tire as m�os de cima de mim. Deixe-me ir!
J� disse que n�o sei nada sobre isto.
- � isso. Foi ela. - N�o � verdade.
N�o matei ningu�m. Nem o conhe�o.
Espera que acreditemos que tem o costume
de ter rela��es �ntimas com estranhos?
As pequenas hipocrisias n�o me afetam.
Estava a caminho de Berlim.
Tenho que atuar em Berlim.
Tudo muito interessante. . .
mas as palavras n�o podem apagar os fatos.
Mas por que eu?
Oh. . . o que voc� queria?
Nosso agente foi morto por um dardo envenenado lan�ado por uma zarabatana.
Pode nos dizer o que fez com aquela zarabatana?
O veneno foi usado por s�culos pelos nativos das �ndias Orientais.
Talvez tamb�m possa nos esclarecer sobre isso.
- Rid�culo. - Rid�culo?
Temo que isto � muito mais que um simples homic�dio.
Enviamos um pedido aos nossos colegas de intelig�ncia militar.
Espero que isso seja importante. N�o gosto de ser interrompido.
Obrigada por faz�-los raciocinar.
- Voc� vai atuar aqui? - Sim, no Metropole.
No Metropole.
� o "Folies Bergere" e Berlim.
N�o � lugar para uma artista.
Est� me oferecendo uma alternativa?
Madame.
Espere! Me escute.
Um trem sair� em uma hora.
Tem que ir.
Ir-me?
N�o deve ficar envolvida.
Mas o que foi que eu fiz? Nada.
Ent�o devo me despedir.
Mas volte. . .
. . .esta noite.
Voc� vem sempre aqui? � um capit�o aventureiro.
� voc� que esteve em todos os lugares.
Voc� me faz lembrar Paris.
Tudo o que � intrigante, inovador, diferente.
Se n�o gosta muito do ex�rcito por que n�o sai?
Por qu�? Est� me oferecendo uma alternativa?
A �nica real alternativa capit�o, � a que n�s mesmos procuramos.
Agora com cuidado!
Entre e conhe�a todos.
Aqui est�o, todos meus amigos e conhecidos.
- Boa noite a todos. - Acordaremos os cavalos.
Vamos.
Este � um dos meus cavalos. Se chama Oscar.
- Oscar, agora v� dormir. - Vamos.
� bom.
- Muito bom. - Experi�ncia.
H� algo errado?
Est� pensando no homem do trem?
Como todo mundo, eu s�. . .
Voc� n�o � como todo o mundo.
E voc�?
Devo lev�-la de volta ao hotel.
O que quer de mim?
A outra noite me levou de volta ao hotel sem dizer uma palavra
e pela manh� me ligou para me convidar para jantar.
Diga.
Estou encantado em v�-la novamente senhorita.
Deixe-me apresentar-lhe. A senhorita Doutora Elsbeth Schragmuller.
O Sr. Wolff.
A senhorita Mata Hari.
Por favor, sentem-se todos.
Que chegada mais dram�tica em Berlim! Tenho ouvido muitas vezes que
o Dr. Freud se refere ao orgasmo sexual como a uma "pequena morte".
Mas acho que n�o era sua inten��o lev�-lo t�o literalmente.
- Voc� � m�dica? - Em psicologia.
A ci�ncia da mente humana.
A senhorita Doutora � consultora do servi�o de intelig�ncia alem�o.
Apesar da sua ineg�vel intelig�ncia, o capit�o von Bayerling
acha que o servi�o de intelig�ncia deveria se limitar
a buscar informa��o sobre os movimentos de tropas,
ou o poder de fogo de alguma pequena metralhadora.
N�o foi isso que eu disse.
Veja, o capit�o von Bayerling � o nosso especialista franc�s.
N�o precisa dizer que os franceses fariam qualquer coisa
para restringir sua efici�ncia.
Por isso a enviaram a Berlim.
Me enviaram? Isso � rid�culo.
Vim aqui para me apresentar no teatro Metropole.
Claro. Mas voc� foi manipulada.
Foi o franc�s, especificamente o capit�o Ladoux do Segundo Escrit�rio,
que n�o s� agregou Berlim � sua turn�,
mas arranjou o assassinato de nosso pobre e infeliz agente no trem.
Por qu�?
Posicionamento, um movimento inicial.
N�o importa mais.
Mas quando o capit�o von Bayerling relatou suas suspeitas
que voc� tinha sido enviada para engan�-lo,
decidimos inverter a situa��o para nossa vantagem.
Ent�o mandei o capit�o von Bayerling seduzi-la.
N�o somos pintos da Guin� em que testam suas teorias.
Sente-se capit�o. a oposi��o j� n�o � mais te�rica.
O jogo come�ou.
N�s estamos indo.
N�s? Sua tarefa terminou.
Ent�o voc� pode ir capit�o.
Voc� ser� respons�vel.
Para a Alemanha.
Certamente n�o para voc�.
Voc� � uma mulher muito bonita e inteligente.
Poderia nos prestar um grande servi�o.
Pelo qual pagar�amos muito bem.
Pense nisso.
Dinheiro.
Pense bem.
Estou procurando o capit�o von Bayerling.
Veio e se foi, com todo o regimento.
Ouvi dizer que o capit�o est� no QG da Corpora��o.
� oficial. A guerra estourou.
- Senhorita, uma mensagem para voc�. - Esta noite n�o.
� um oficial senhorita. Insistiu.
- Senhorita, ele insistiu! - Eu disse esta noite n�o.
Desculpe senhorita. Obrigado senhorita.
N�o senhor. N�o, n�o, n�o, n�o.
Senhor?
- Gostaria de falar com Lady MacLeod. - Quem � voc�?
O capit�o Ladoux. Preciso falar com voc� senhora.
Entre cavalheiro.
O que deseja?
Lhe enviei o meu cart�o.
Pensei que talvez pud�ssemos falar enquanto jantamos.
- Nunca janto com estranhos. - Ent�o teremos que falar aqui.
Acontece que estou esperando visitas importantes.
- Capit�o. . . - Ladoux.
Georges Ladoux. Tem um lugar onde colocar isto?
Marie.
Sim senhora.
Dei ordens para n�o nos incomodar.
Estou aqui em miss�o oficial.
Nos conhecemos antes.
No museu. E no ver�o passado a vi dan�ar.
Voc� foi espetacular.
Faz muito tempo que se apresentou em Paris.
Mil�o, Roma, G�nova e antes disso Lisboa, Amsterdam.
E n�o se esque�a de Berlim capit�o.
Mas � claro, voc� sabe disso.
Lhe advirto a respeitar o fato de estarmos em guerra,
e Paris est� sob jurisdi��o militar.
- O que quer de mim? - Eu a vi em Berlim. . .
n�o s� com o conde Karl von Bayerling, mas com o chefe de pol�cia,
e com aquela mulher, que chamam de senhorita Doctor.
Ent�o?
Sabia que a v�tima do chamado assassinato no trem,
foi visto nas ruas de Berlim poucos dias ap�s a sua partida?
Me dizia capit�o?
Claro que deseja se trocar.
Vou esperar l� fora.
Por favor, fique.
Afinal, voc� est� aqui em miss�o oficial.
Senhorita.
A n�o ser que tema que seu amigo Karl,
possa ter me recrutado para seduzi-lo.
Vou esperar l� fora. Temos muito o que falar.
80 milh�es de marcos por ano,
foi o or�amento da Alemanha para sua equipe de espionagem antes da guerra.
Ao faz�-los pensar que n�s que a hav�amos manipulado,
Karl pode ter certeza de ganhar sua simpatia.
- Karl parecia t�o honesto. - Talvez.
Mas ama o seu pa�s e cumpre suas ordens.
Ele sabe que um bom espi�o vale por uma d�zia de diplomatas.
Ah, Ladoux, os generais Messigny e St. Denis.
Lhes apresento um de seus mais capazes capit�es,
e Bar�o Joubert do S.E.C., nosso cons�rcio de armamento.
Lady MacLeod.
Esta requintada criatura n�o precisa de apresenta��o.
Philippe Henri D'Estaing, Bar�o Joubert.
Um devotado admirador da grande Mata Hari.
Senhores.
Senhorita.
Voc� n�o gosta do Sr. Bar�o.
E voc�?
Os ricos e poderosos t�m seu atrativo.
E o capit�o Ladoux tem o seu.
N�o, n�o pare.
Mais forte.
O que deseja?
Nada.
Pensei que meu motorista tivessse um pouco mais de iniciativa.
Vou tentar encontr�-lo.
O capit�o est� te procurando. Espere! O que � isso?
Nos encontramos novamente.
Como se atreve? Aonde me leva?
Senhorita.
Quando a vi a primeira vez no museu ia de bra�os com o general Carriere.
Agora s� anda com capit�es. Parece ter baixado a mira.
O general acaba de deixar Paris. Foi transferido para Arras.
N�o falemos da guerra.
Bastardo.
N�o devia crer em tudo o que seu amigo Ladoux diz.
Me decepcionou.
Voc� sabe o que sinto.
Isso n�o posso esconder.
Por favor, n�o.
Ladoux me colocou numa armadilha.
Por isso a est� cortejando.
Ent�o por que assumiu esse risco hoje?
Ou Mata Hari � apenas um pe�o num jogo de xadrez?
Me ajuda esquecer.
Vamos.
- Vamos. - Voc� est� louco.
- Vamos. - Aonde vamos?
Para Java.
- Fica muito longe? - Nem tanto.
Depressa!
Mata Hari.
Nasci no sul de Java, perto dos templos antigos de Bourabadour.
Minha m�e era uma dan�arina sagrada.
Morreu quando eu nasci.
O padre deu o meu nome, que significa "Olho do Alvorecer".
Me disseram que eu era uma alma predestinada,
dedicada a Shiva, o deus dos mist�rios do amor.
E o seu outro nome? Lady MacLeod?
Me casei uma vez, com um oficial holand�s, mas n�o durou muito.
Quero ficar com voc�.
N�o quero que saiba algumas coisas miser�veis que tenho que fazer.
- Voc� � um soldado. - O que fa�o nem sempre � pr�prio de um soldado.
Ent�o simplesmente desaparecer�.
Tenho que fazer.
Tentadora. . .
Depende em quanto tempo meu marido pode sair.
Eu pagaria um m�s antecipadamente.
Mas o que estou procurando deve ser muito particular e muito silencioso.
Tenho certeza que voc� e seu esposo achar�o isto muito satisfat�rio.
Traga-me o �ltimo relat�rio do general Gravier.
Imediatamente coronel.
A encontramos.
L� est� ela de novo.
A mesma rotina todas as manh�s nos �ltimos cinco dias.
Caminha at� o fim da aldeia e depois retorna.
Por aqui senhor.
Sr. Noriega! Que bom que veio.
E ele deve ser o Sr. Gunther, de Basel.
Por favor.
Linda.
Depois que concluir o pagamento, pode ter quantas desejar.
Tem certeza que, dada a situa��o, pode atender nossa demanda?
Claro.
Portugal pode optar por permanecer neutro, mas n�o � inimigo da Fran�a.
Por que n�o ter seus ex�rcitos totalmente equipados?
Uma vez que paguem tudo a pre�o de mercado.
Meu caro Sr. Gunther, como franc�s patriota,
forne�o nossas pobres tropas pelas tarifas fixadas pelo nosso governo.
Mas. . .
. . .s�o neg�cios, como sempre. . .
. . .com qualquer outro cliente.
Desapontada?
Esperava outra pessoa?
Voc� acredita que Karl a ama. � nisso que acredita?
Nunca falamos de amor.
Ou voc� � uma agente alem�. O que exatamente aconteceu em Berlim?
Me pediram, mas eu recusei.
Ele a enviou para me jogar seu aroma em Paris?
N�o.
Um dia ap�s o seu inesperado desaparecimento, ap�s nossa bela refei��o,
interceptamos uma mensagem enviada de um transmissor secreto alem�o
escondido em algum lugar de Paris.
Infelizmente n�o conseguimos decodificar at� ontem � noite.
Infelizmente, porque ontem de manh�, o seu amigo, general Carriere,
atacou as linhas alem�s. Suas tropas foram massacradas.
A mensagem decodificada informava que ele tinha sido secretamente transferido para Arras,
e que voc� era a fonte de tal informa��o.
Saia.
N�o.
Por que confiar�amos em voc�?
A Fran�a � minha casa.
Voc� � holandesa.
Eu vou ajudar, eu prometo. Eu vou ajudar.
Bem, veremos o quanto deseja ajudar.
Soubemos que a pr�xima miss�o de von Bayerling ser� em Madrid.
Lady MacLeod, o "Olho do Alvorecer".
� um prazer receb�-la em Madrid.
Passaram. . . Quanto passou? V�rios anos certo?
Extraordin�rio. Leve essas malas para cima imediatamente.
Permita-me dizer a grande honra que �
ter outra vez uma "grande artista" como h�spede.
A chave da 218, por favor!
Se eu puder ser �til, por favor me chame a qualquer hora.
- Feliz estadia. - Obrigada, senhor.
Senhora, a suite 218.
- Senhor. . . - Sr. Ortega.
Est� tudo arranjado. Ele estar� no quarto ao lado.
Boa tarde senhorita.
Talvez possa me ajudar.
Meu rel�gio parece adiantar.
Uma pe�a bonita. Comprou em Paris?
N�o, foi um presente. Uma demonstra��o de apre�o de um cavalheiro.
Deve evitar voltar aqui.
Envie uma nota, perguntando como vai a repara��o do rel�gio.
Depois com o conte�do desta garrafa escreva seu relat�rio para Ladoux.
Para ler sua resposta, adicione algumas gotas disto.
N�o confie em ningu�m.
Todos em Madrid trabalham para quem pagar mais.
Ol�, ol�! Recep��o, ol�!
- Posso ajud�-lo senhor? - Espanh�is e suas sestas rid�culas.
A suite, idiota. Para que acha que estou aqui?
Ah, sim, conde von Bayerling.
N�o! N�o von Bayerling. N�o recebeu meu telegrama?
Sou o novo adido militar, capit�o von Krohn,
da marinha imperial alem�.
A senhora est� bem?
Sim. Violetas. Queria algumas violetas por favor.
Violetas.
Desculpa senhor. Sua chave.
Onde est�o os servi�ais? Dormindo tamb�m?
J� vai senhor. Leve as malas do capit�o von Krohn � 217.
Creio que voc� est� na porta ao lado.
N�o sabia quem. . .
Pode segurar isso?
- Se sente bem? - Este vinho espanhol.
Me permita.
- Tem um cigarro? - Sim, claro.
Obrigada.
- Fogo? - Um momento.
Permita-me.
Voc� n�o � Mata Hari, a dan�arina?
Lady MacLeod.
Von Krohn, capit�o von Krohn.
Estou na embaixada alem� em Madrid.
Isso � maravilhoso.
- Me perguntava se. . . - Boa tarde.
Isso � o que lhe dei.
Um certificado de dep�sito de 5 milh�es de francos su��os.
Quer da maneira mais dif�cil ainda de rastrear.
Quer em ouro.
Que paguemos 5 milh�es em ouro sem mesmo ver uma amostra?
Disse que trouxe uma descri��o da sua composi��o qu�mica. . .
n�o a f�rmula, apenas um resumo.
Est� brincando de gato e rato conosco, Noriega.
- Vou em frente com isso? - Te vejo l� embaixo.
"Informa��o extremamente �til. � fundamental identificar os contatos de Noriega.
Est� salvando vidas. Ladoux".
Realmente? N�o! Mais champanhe minha querida?
Obrigada.
Acho que voc� n�o devia trabalhar numa embaixada,
mas no servi�o ativo.
N�o minha querida, muito pelo contr�rio.
Minha tarefa atual � muito mais. . . Como diria? Exposta.
Auxiliando recep��es diplom�ticas?
O que voc� diria se lhe dissesse que tenho uma pequena fortuna
� minha disposi��o, com a qual posso mudar o curso da guerra?
Eu diria que acharia dif�cil de acreditar.
� uma quest�o de tecnologia.
A tecnologia, veja, pode alterar o equilibrio. . .
Nos encontramos novamente.
Baron Joubert.
O que faz?
Capit�o von Krohn. . .
Noriega, o que faz aqui?
Baron Joubert, o capit�o von Krohn. O novo adido naval alem�o.
- Voc�s dois se conhecem. - Sim, fomos apresentados.
Senhorita, se algum momento se cansar dos uniformes,
pode me permitir, como um humilde patrono das artes
render homenagem � sua arte e talento.
Senhor Ybarra?
Est�vamos te esperando.
Ent�o. . . estamos prontos com o capit�o von Krohn.
Sou um oficial da marinha! N�o tem autoridade nem direito!
Pelo contr�rio. O general Staff me autorizou aplicar
os meios necess�rios para o sucesso desta opera��o.
Joubert deve ter sabido. Ele deve ter sabido
que est�vamos o tempo todo atr�s da compra das armas portuguesas.
Nem mesmo sabemos se o explosivo funciona!
N�o temos evid�ncias!
No entanto capit�o, foi encarregado de descobrir os detalhes
dos componentes qu�micos que trouxe com ele para Madrid.
Ainda tenho o ouro.
Em vez disso, conseguiu assustar
o contato que vinhamos cultivando com tanto cuidado.
Joubert nos enganou! O franc�s bastardo ficou para tr�s.
Ele devia. . .
E tudo isso porque o nosso agente mais eficaz,
seu amigo, o Capit�o von Bayerling n�o estava dispon�vel.
Ao seu pedido, foi devolvido para servir com seu regimento.
Est� supostamente desaparecido em a��o.
Ent�o. . . talvez voc� reconsidere aceitar um posto conosco?
O baron Joubert devia retornar a Paris imediatamente,
mas seu retorno deve demorar,
porque o Sr. Wolff e eu devemos continuar nossa investiga��o.
Ent�o lhe sugiro aceitar o convite do Baron.
Baron!
Lhe apresento a marquesa da Casa Fuente.
Lady MacLeod.
Bem-vinda � minha casa.
Talvez dev�ssemos voltar para a minha resid�ncia.
Me disse que ia para Paris! Quem � essa vadia?
- Exijo uma satisfa��o. - Voc� bebeu demais.
- Eu exijo! - V� aos seus patrocinadores, lixo!
- Venha, venha, vamos. - N�o.
N�o.
At� o primeiro sangue.
Cadela.
Sua m�e era uma porca.
Ainda que voc� teve �xito, o Sr. Wolff e eu n�o tivemos.
Ent�o como o seu cavalheiro branco n�o pode vir at� voc�,
parece que ter� que ir resgat�-lo.
Infelizmente, ele foi ferido
e est� preso atr�s das linhas francesas.
Voc�s homens entendem a import�ncia desta miss�o. . .
que � levar nosso visitante a salvo atr�s das linhas francesas?
- Est� calmo agora. - Muito bem.
Vamos!
Alicates para arames! Fogo!
Agora.
Vamos.
Por a�.
Por Deus, vai!
Irm�! N�o fique a� parada! Bandagens! me arrume bandagens!
Traga �gua. Tire-os! Mande os feridos para fora!
Tire todos para fora!
N�o, n�o. Quero voc� assim.
Do que est� rindo? N�o me fa�a rir que d�i muito.
Um inferno. Esta guerra � isso.
Aos poucos tudo � jogado nas chamas para tentar apag�-las.
Mas em troca tudo se consome. . .
honra, amizade. . . amor.
Uma vez me falou muito inocentemente,
que o general Carriere estava em Arras.
Era meu dever procurar dados como esse,
para un�-los e imaginar o que os franceses fariam.
Fiquei angustiado durante dias por isso, porque soube de voc�.
O dever ganhou.
E agora o pior aconteceu.
Voc� tamb�m est� presa nesta loucura.
- Mas agora tudo acabou para ambos. - N�o, ainda n�o acabou.
Amanh� estaremos livres.
Seu povo conseguiu dinheiro, passaportes, novas identidades.
Poderemos ir a qualquer lugar, fazer qualquer coisa.
- N�o h� mais nada que possa fazer. - Posso tentar.
Mas por qu�? O que pode ser t�o importante?
Fazer terminar essa loucura.
Depois disso poderemos realmente ser livres. Voc� n�o v�?
Espere aqui.
Amanh� irei com voc� ver o Noriega.
N�o, � muito perigoso.
Se irmos n�s dois, ser� menos suspeito
visitar a embaixada portuguesa.
Voc� gostaria de fazer amor
com um comerciante su��o, o Sr. Gunther?
Mesmo antes da guerra, compravamos secretamente armas francesas,
para n�o irem para o ex�rcito franc�s.
Mas o Bar�o Joubert � franc�s.
Joubert. Somos obrigados a nos aliarmos com os da sua laia.
Agora diz ter desenvolvido um novo explosivo. . . Muito poderoso.
Em troca de ouro, entregar� ao Noriega uma amostra,
e o Noriega nos entregar�.
Diabos!
- O que foi? - � o Ladoux, olha para o outro lado!
Parece surpreso capit�o von Bayerling.
Espero que n�o lhe desagrade me ver.
Tem a amostra?
O Ladoux est� vigiando a embaixada portuguesa.
Deve saber sobre o Noriega.
N�o precisamos mais dos portugueses. Negociamos direto com o Bar�o Joubert.
Mas o Joubert n�o pode negociar diretamente conosco.
Oh, capit�o, capit�o! Quem veio com esse plano?
"A Teoria e Psicologia da Contra-Espionagem,"
"Com especial �nfase no Manejo do Terror,
como Arma Estrat�gica".
Esse foi o t�tulo da minha primeira proposta ao general Staff,
que voc� conhece capit�o, e eles aceitaram.
Max, contate o general Staff pelo r�dio.
Mas. . . a pr�xima transmiss�o ser� ao amanhecer.
Fa�a isso!
Capit�o! Voc� me surpreende! A opera��o j� est� em andamento.
Voc� est� louca.
J� v� os resultados insidiosos do sentimentalismo.
A ador�vel Mata Hari ficar� aqui comigo,
para assegurar o �xito na execu��o do plano.
Sr. Gunther?
O que foi? Quem � ele?
Viemos pelas nossas amostras.
Onde est� o Noriega?
Isto � um atropelo, como se atrevem?
O material.
Capit�o von Bayerling, por favor pegue as nossas amostras.
- Com cuidado, por Deus! - Sente-se.
A� tem explosivo suficiente para voar este edif�cio.
Precisamente.
Capit�o?
Saque sua pistola.
Por favor.
Segure-a.
O S.E.C. � o maior fabricante de armas da Fran�a.
Entre os seus principais acionistas conta com o ministro da defesa. . .
o ministro da economia, dois marechais da Fran�a,
v�rios generais, muitos deputados.
O que pensar�o os pobres soldados franceses lutando e morrendo na frente. . .
quando souberem que a S.E.C. do bar�o Joubert
confraterniza com o inimigo?
Ao longo do corredor, por l�.
Por favor, n�o avalie o auto sacrif�cio, capit�o.
Se o material cair. . . n�o queremos que se adiante.
Por que destruir uma catedral?
Por favor.
Prossiga capit�o.
Com o tempo, voc� apreciar�
o brilho do plano da Fraulein Doctor.
Ladoux!
N�o atirem. Karl, � voc�?
Ladoux, ou�a!
E o Wolff? Ent�o, a bomba foi colocada?
Bomba?
Detenha-os.
A catedral. . . uma tumba. . .
Tarde demais capit�o.
De manh�, todo o governo franc�s, o general Staff,
cidad�os not�veis. . . todos assistir�o uma missa cerimonial em honra aos ca�dos.
O que faz?
Est� na hora.
Do que fala?
Nos comunicamos com o general Staff segundo um determinado programa. Est� na hora.
- Fora! - O transmissor est� aqui no ve�culo!
- Devemos fazer! - Saia!
Eu tamb�m tenho minhas ordens.
Saia!
Ningu�m far� nenhuma comunica��o at� terminar toda a opera��o. Venha.
Onde est� a bomba? Onde est�?
Atr�s da Virgem.
A senhora Zelle Margaretha, tamb�m conhecida como Lady MacLeod,
tamb�m conhecida como Mata Hari, estrangeira,
nascida na Holanda, em 7 de agosto de 1876,
1,68m de altura,
sabe ler e escrever,
de pais protestantes,
� acusada de espionagem e intelig�ncia com uma pot�ncia inimiga. . .
e conspira��o para cometer assassinato.
O Karl entenderia.
O Tribunal quer sangue. Voc� deve tentar se salvar.
O que aconteceria se o Karl fosse feito prisioneiro?
Se n�o usasse uniforme, seria morto.
Posso dizer o que sei do Bar�o Joubert.
Vou providenciar para poder falar com um advogado.
Foi a pedido da "Segunda"
que a senhorita tentou averiguar tudo o que pudesse,
sobre a participa��o do Bar�o Joubert. . .
Isso � irrelevante neste caso.
Sim, mas se o Bar�o Joubert estivesse envolvido. . .
N�o estamos aqui para iniciar uma investiga��o sobre o Bar�o Joubert.
A acusada � culpada de associa��o com o inimigo, sim ou n�o?
Essa � a �nica raz�o de estarmos aqui.
Ent�o est�o aqui para julgar uma mulher inocente.
Uma escolha interessante de palavras.
N�o h� precedentes em toda a hist�ria da Rep�blica
de tal desvio da justi�a.
Que jurisdi��o um tribunal militar tem sobre um civil, uma mulher?
Lhe recordo Ma�tre Clunet, que as for�as armadas da Fran�a
s�o respons�veis pela defesa da Rep�blica.
Assim parece que essas for�as armadas da Fran�a,
que s�o incapazes de vencer os alem�es no campo de batalha,
acham que uma mulher inocente, � um advers�rio mais apropriado.
Sem revelar os meios pelos quais foram obtidos,
apresentamos como evid�ncia o seguinte. . .
uma transcri��o de uma transmiss�o decodificada de Paris para Berlim
anunciando a chegada do agente H-21,
e uma transcri��o de uma transmiss�o decodificada de Berlim para Madrid
atribuindo o n�mero H-21 a Mata-Hari.
Sou culpada apenas de uma coisa.
O que fiz eu fiz por amor.
Ent�o n�o nega que trabalhou para os alem�es.
Foi s� porque estava a servi�o da Fran�a
que fui obrigada a trabalhar para os alem�es.
Se agiu a servi�o da Fran�a,
ent�o revele o paradeiro do capit�o von Bayerling!
Capit�o, capit�o! O que acontece com a Mata Hari?
� verdade que v�o transfer�-la da pris�o de Saint Lazare?
- � verdade. - Levam ela para Vincennes?
N�o exatamente. Para o hosp�cio de Sainte Marie-du-Mont.
Sainte Marie-du-Mont? Mas isso � um convento.
Mas por que um convento capit�o? Esse tipo de lugar � bem seguro?
Desde que os senhores da imprensa. . . e senhoras,
fizeram um alvoro�o sobre sua acomoda��o,
fizemos acordos especiais para ela l�.
O von Bayerling n�o � est�pido. Sabe que � ele que n�s queremos.
Ele vir� aqui.
Tenho que salv�-la.
Nossas ordens s�o claras. . . temos que sair de Paris.
Est� desobedecendo uma ordem de Berlim!
Para o inferno Berlim. Para o inferno com tudo isso.
Como vai resgat�-la? � uma loucura.
Loucura! N�o me fale de loucuras. Saia do meu caminho.
- Saia do meu caminho. - Lembre-se que � um oficial alem�o.
A vida de uma mulher inocente est� em jogo.
Vamos, vamos capit�o.
A verdade que a execu��o de t�o glamorosa espi�,
far� maravilhas para a moral do ex�rcito.
Considere-o.
Madre, n�o � hora para a mod�stia.
Gostaria de rezar minha filha?
Tenho rezado do meu modo.
Seus dons vieram de Deus.
N�o deve desperdi�ar a sua vida.
Obrigada por tentar.
N�o chore. Saberei como morrer.
Madame.
Isso n�o ser� necess�rio.
Apresentar armas!
Apontar!
Fogo!
- Coronel Ladoux, outra vez aqui? - Tenho alguns minutos.
Karl.
Coronel. Ficou no ex�rcito.
E voc�?
Viajo, pinto.
N�o voltou para Paris desde ent�o?
Tentei salv�-la.
Eu sei.
Meus Deus.
LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol
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