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Original subtitles

Parte-a e ganhas um prémio!

- Vou mostrar-vos como se faz. - Vamos ver.

Prontos?

- Meu Deus! - Boa!

- Fiquem aí. Eu fico aqui. - Está bem.

- Mal posso esperar! - Sim!

Depois vamos comer milho.

Tens três dardos.

Se rebentares um balão, ganhas um prémio. Boa sorte, miúdo!

O truque é fazer um arco no lançamento.

- Como o Curry? - São dardos, não basquetebol.

- Um lançamento é um lançamento. - Força, mãe.

Vou imitar o Michael Jordan, sem olhar.

Devias ter aberto os olhos!

- É a tua vez, miúdo. - Pai, só falta um.

- Guardámos o melhor para o fim. - E se eu falhar?

- Acreditamos em ti. Vais conseguir! - Vais conseguir. Força!

- Sem pressão. - Estás pronto?

REBENTA E GANHA

- Sim. Boa, miúdo! - Conseguiste!

- Então, o que acharam? - Foi espetacular. Vamos outra vez.

Não. Foi demasiado assustador.

Vamos deixar o Julian decidir.

- Então? - Não.

- Meu Deus... - E daí?

Vamos ao carrossel!

Ainda não fomos à casa assombrada.

Acho que ainda és um pouco novo para isso.

Vi outros miúdos da minha idade a entrar.

Vá lá, Mike. Ele vai ficar bem.

Vão vocês. Eu fico a guardar as coisas.

Está bem. Só mais uma volta.

Diverte-te.

Está bem, miúdo. Vai ser assustador.

- Vais ter medo? - Claro que sim.

E lá vamos nós.

Bem-vindos à nossa casa assombrada.

Em tempos, isto era um lar,

agora é uma prisão para os perdidos, desfeitos e esquecidos.

Sim. Entrem no próximo.

Baixem a barra até ouvir o clique.

Mantenham os braços dentro do carro.

Isto é, se quiserem sobreviver.

- Bem-vindos à nossa casa assombrada. - Está bem.

Em tempos, isto era uma casa, agora é uma prisão.

Estamos sempre a vigiar-vos.

- Bem-vindos à nossa casa assombrada. - Aqui têm.

- Em tempos, isto era um lar... - Bolas.

agora é uma prisão...

- para os perdidos, desfeitos e esquecidos. - Estás pronto?

Estamos sempre a vigiar-vos.

Pensava que isto devia assustar.

Pois, pois. Nem foi assustador.

Meu Deus!

Há qualquer coisa errada. Temos de sair do carrinho.

- É um incêndio a sério? - Sim, é mesmo a sério.

Merda! Vá... Vá!

CASA ASSOMBRADA

- Parem a atração! - Estou a tentar!

- Onde é o botão de emergência? - Deu um curto.

- Libertem as barras. - Também não dá. Nada funciona.

Há desbloqueio manual?

Na plataforma, empurra o pino para dentro.

Ajudem-nos!

- Socorro! - Ajudem-nos!

Vamos!

Vamos! Depressa! Corram!

Voltem por onde vieram.

- Mike! Ethan! - Megan!

- A mãe está aqui! Estou aqui! - Estamos presos!

- Vou tirar-te daqui! - Mãe!

Eu ajudo o Ethan!

- Levanta! Puxa! - Mãe!

Está preso! Está preso! Ajuda-me a puxá-lo!

- Mãe! - Ajudem-nos!

A mãe está aqui.

Tens de sair daqui!

- Vamos! - Larga-me!

- Vamos! - Larga-me!

Tenho-te! Tenho-te! Vá!

- Megan, por favor! - Não! Sai daqui!

- Megan, vai! Vai, Megan! - Não!

Tirem-na daqui!

- Vai! - Ajudem-me!

Não! O meu bebé! Não!

Venham!

Está tudo bem, filho. Está tudo bem.

NÃO SE MEXAM

UM ANO DEPOIS

1 NOVA MENSAGEM

BEM-VINDOS! ACAMPAMENTO PAROQUIAL! FIM DE SEMANA DO DIA DO TRABALHADOR

Vou-me embora, Megan.

Não fiques até tarde, Megan, está bem?

Prometo.

Sabes, podíamos...

Bom fim de semana, Terry.

Igualmente.

Não quero ser picado.

Não te preocupes. Esta lanterna mágica protege-nos.

- Olha um! - Um quê?

Um escorpião!

Mike, já viste um escorpião tão grande?

O que pus no teu saco-cama é duas vezes maior!

Não me gozes.

Pastor Rizzo.

A minha mulher disse que estavas em casa.

Pensei em dar só uma batidinha à porta, sabes?

Ainda não me respondeste

sobre o acampamento paroquial, e pensei que talvez

não recebesses as minhas mensagens.

- Enviei... - Já as recebi.

Desculpa, ando cheia de trabalho.

- E... - Percebo.

Percebo. Nem gosto de enviar mensagens ou e-mails.

Acho que, a certa altura, a humanidade deu um passo atrás.

Acho que estávamos aqui e depois...

E este saco é o companheiro perfeito

para acampar nos Ozarks.

Para o caso de decidires vir. É versátil e confortável.

Dá para usar a tiracolo, às costas ou à cintura.

Obrigada pelo convite, mas acho que não vou conseguir.

Percebo. Mas fica a saber que és sempre bem-vinda.

Sim. Não só para... o acampamento paroquial,

mas também para os cultos, as atividades e tudo mais.

És sempre bem-vinda, para tudo. A sério, devo isso ao Mike.

Ele era...

...Mike era um dos bons, e o Ethan era um anjo.

Tu também, Megan. Foste muito corajosa. Salvaste muitas vidas naquela noite.

Não precisamos de falar disso.

Claro.

Mas fica a saber...

enquanto eles olham por ti lá de cima,

eu olho por ti cá em baixo. Está bem?

Habitua-te a ver-me e leva o saco.

Deus sabe que tenho a garagem cheia de material de campismo.

A minha mulher diz sempre "Deita isso fora."

Sabes o que fazer com ele. Nunca se sabe.

Obrigada, pastor.

Estás nas nossas orações. Bem, boa noite.

- Como consegues ouvir essa merda? - É a Tiffany! É da minha infância!

Sim. Vamos despachar isto.

- Tino. - Por mim, tudo bem.

Atrasei-me para o póquer em casa da irmã do Tino.

Vou para a cama com a tua irmã.

- Deixa-te de merdas, Ricky. - Cá vamos nós.

Percebes a gravidade disto?

É a tua última oportunidade.

Não falhes.

- Não me faças arrepender disto. - Prometo.

Vais tratar disso. Vais conseguir.

Tanta confiança para um tipo em liberdade condicional e sem carta.

Qual é o teu plano?

Digamos que, desta vez, Deus está do meu lado.

Louvado seja o Senhor, irmão.

Não há Deus que te salve se estragares isto.

Sim, sim.

Olá, desaparecida. Ainda bem que vieste.

Abres a bagageira e eu levo-te o saco?

Então, o que te fez mudar de ideias?

O ar fresco vai fazer-me bem.

Vais ter muito ar fresco, posso garantir-te.

E muita diversão, já agora. Está a chegar um grupo muito especial.

Um grupo mesmo muito bom.

Não tantos como eu esperava, mas, por outro lado,

vamos poder esticar as pernas no autocarro.

São sete horas de viagem. Este é o Paul DeLuca.

É o nosso motorista e guia profissional de natureza.

- Quer dizer, semiprofissional. - Não te estiques.

Não, ele é um guia a sério.

- Ele sabe. Sabe. - Bem...

Sou a Megan. Ainda não nos conhecemos.

Sim. Na verdade, conhecemo-nos em...

...em...

Foi aqui que nos vimos pela última vez. Portanto...

Eu conhecia o Mike.

Fomos voluntários juntos na Habitat for Humanity,

e achei-o uma pessoa única.

Este é o teu saco? Queres que o leve e ponha...

- Sim. - Está bem.

Viajas com pouca bagagem.

Vá lá, DeLuca.

- Desculpa. - Não faz mal, a sério.

Sim, eu... Se precisares de falar,

também sei o que é perder alguém.

- Olha, estou bem, a sério. - Está bem.

- Não te preocupes comigo. - Estou cá se precisares.

- Obrigada. - Está bem. Valha-me Deus.

A minha pequena Emma chegou.

- A tua filha? - Em carne e osso.

- Cresceu tanto. - O quê?

- Quem é o rapaz? - É o namorado da vez.

Olha para ti, desvairada

Olhos em mim Quando me engoles o esperma

Põe as mãos atrás das costas

Ryan, desliga a música. Ryan!

Vá lá.

Deixa-me acabar a música.

Não. O meu pai passa-se se ouvir esta letra.

Lembra-me de ti.

Não. Lembras-te do que combinámos?

Esqueci-me de que não posso ser eu mesmo à frente dele.

Quero que ele possa ver o homem que eu vejo. Está bem?

- Está bem. - Ótimo. Anda cá.

Vamos divertir-nos e vais portar-te bem. Está bem?

- Logo se vê. - Para com isso.

- Emma, querida. - Olá, pai.

Olá. Ainda bem que vieste.

- Como estás? - Bem, e tu?

- Estou ótimo, animado. - Olá, Emma!

Lembras-te do Sr. DeLuca?

- Bom ver-te. - Igualmente.

- Igualmente. - Mochileiro, sim. Está bem.

Ouçam. Queria dizer-vos uma coisa.

Há alguém hoje no autocarro que queremos tratar com muito respeito.

Está tudo a postos para...

Olha só! Os Winston chegaram! Bem-vindos!

- Bem-vindos, queridos Winston. - Olá!

A carrinha dos Winston!

- Bem-vindos. - Olá.

Que bom que vieram.

- Vá, venham. - Toma.

Na verdade, leva este.

Mãe?

O que foi?

- Mãe? - Espera, Ethan.

- Estou quase a acabar este capítulo. - Mãe!

O que foi, Ethan?

Está tudo bem, minha senhora?

Eu...

Sim, estou bem. Peço desculpa.

Estava a ler um livro mesmo assustador.

Desculpe incomodá-la. Só queria apresentar-me.

Sou o Connor e estes são os meus avós.

- Sou o Jim. - Maryann.

Olá.

Queria saber se queria uns iogurtes ou snacks caseiros.

Temos imensos!

Que simpático, mas acho que não.

Está bem. Adeus.

- Meu querido. - Bom trabalho, amigo.

Muito bem, pessoal. A seguir, Missouri.

Quem está pronto para um fim de semana no Estado do "Mostra-me"?

- Isso mesmo! - Sim, senhor.

Podem fazer melhor do que isso, não acham?

Quem está pronto para um fim de semana no Estado do "Mostra-me"?

- Eu! - Sim!

- Sim! - Isso!

Vamos a isso, pastor.

Aperta o cinto, Rizz.

Vamos lá. Aqui vamos nós. É hora de partir!

Estou mesmo a mil!

Espera. Espera.

Espera!

Graças a Deus que cheguei.

- Estás a gozar comigo? - Não vale a pena, Ryan, por favor.

Aquele cabrão lixou-me o sistema de suspensão.

Está bem. Acalmem-se todos. Eu trato disto.

Paul, podes ajudar-me a tratar disto?

- Eu ajudo. - Está bem.

Deus é bom.

Lá está ele. Pastor Rizzo, a resposta às minhas preces.

Olá, Richard.

Então, em que podemos ajudar?

Esperava que houvesse lugar na carrinha de Deus para mais uma alma.

Queres vir ao acampamento paroquial?

Sem dúvida.

Tenho uma tenda nova,

uma caixa inteira de noodles, pronto para cantar "Kumbaya" e o caraças.

Está bem.

Qual é o problema, pastor? Devias estar entusiasmado.

O filho pródigo voltou.

Não te vemos, Richard, desde...

- Desde que a tua filha me deu com os pés. - Não fales assim.

Está tudo bem. Se fosse a Emma, também acabava comigo.

Não por um cretino de Schaumburg, mas...

- Juro que o mato! - Por favor, Ryan, não faças isso.

- Porque é que o convidaste? - Não fui eu.

Vá lá, Emma. Como é que ele saberia?

Não sei, Ryan.

Como soubeste da nossa viagem, Rick?

É engraçado perguntares. Trouxe o folheto que diz...

que toda a gente é bem-vinda.

A menos que signifique "todos menos o Ricky Vargas",

porque não seria muito cristão.

- Diz que todos são bem-vindos. - Sei ler.

Está bem. Fico contente que venhas.

Maravilha. A tenda não é reembolsável.

Richard, tenho algo a dizer.

A Emma vem com o namorado atual, o Ryan,

por isso, trata-o com respeito.

Não tens de te preocupar.

Acho que ao pôr do sol estaremos a fazer s'mores.

E se eu levasse o saco do irmão Vargas?

Não, não. Está bem. Já tenho. Já tenho.

Deus ajuda quem se ajuda, não é?

Qualquer coisa assim.

Ótimo. Vejo-vos no autocarro de Deus.

AUTOCARRO PAROQUIAL

Espero que tenhas o meu dinheiro nesse saco.

Merda. Sabes que mais?

Acho que ficou noutras calças,

mas, Em, da próxima vez que nos virmos, devolves-me aquelas calças?

Essas jantes custaram mais do que o teu carro, ó bafo a pila.

Pronto, pronto.

Paga-me o que me deves ou ficas com o carro em cima de blocos.

Estamos aqui para nos divertirmos.

Tratamos disso quando voltarmos, está bem?

Ia dizer precisamente isso, Em.

Estás um arraso, já agora.

Que caralho é que ele disse?

Senta-te.

Parece que pouca coisa mudou desde a escola, não?

Desculpa?

Os marginais continuam lá atrás.

Não sei. Eu sentava-me sempre à frente.

Ricky Vargas.

- Megan Forrester. - Muito prazer, senhora Forrester.

Se me dás licença, tenho um encontro marcado

com uma ressaca que não pode esperar.

Meu Deus. Que beleza.

BEM-VINDOS AO MISSOURI

Bem, campistas, boas notícias.

Estamos a entrar na Floresta Nacional Mark Twain.

Faltam só mais duas horas.

- Talvez mais um pouco, para ser sincero. - É um pouco mais.

Pensei que podia ser uma boa altura para contar um pouco de história,

- Talvez até algumas curiosidades. - Sim. Pois, não?

Ao olharem à vossa volta,

vão ver cerca de 364 mil hectares de natureza intocada.

Este é um dos segredos mais bem guardados do Missouri.

Pouca gente sabe que os mórmones acreditam

que este é o verdadeiro local do Jardim do Éden.

Não faço ideia se é verdade,

mas posso dizer-vos que é um lugar especial.

É um lugar muito especial.

Devem estar a perguntar-se "Paul, quem descobriu este sítio?"

Vou contar-vos.

Foi um padre jesuíta chamado Jacques Marquette,

o da Universidade Marquette.

Diz-vos alguma coisa? Há Águias Douradas por aqui?

Isso é tudo treta, não é?

O quê? Ele é guia profissional de natureza.

Mais para subgerente do centro de jardinagem do Walmart local.

- A sério? - Mas é boa pessoa.

- Continua a aula de história, Paul. - Tenho histórias para dias.

Os franceses foram avisados.

"Não entrem nesta floresta ou nunca mais sairão."

Toda a gente respeitou as regras por muito tempo,

até que, por fim,

outro padre jesuíta levou 200 colonos através do rio

para entrarem nesta floresta.

E essa, meus amigos, foi a última vez que alguém os viu vivos.

O que aconteceu?

Não sei se os teus avós querem que eu conte isso.

- É um pouco assustador. - Não me assusto.

O avô deixava-me ver os filmes todos do Freddy quando a mãe ia a Tampa.

Por isso, pus controlos parentais na conta dele da Netflix.

Está bem. Continua.

Um dia, foram à procura de água,

e encontraram 100 corpos ensanguentados,

mutilados e a boiar no White River.

Diz a lenda que o rio os mastigou e os cuspiu de volta.

A outra lenda diz que deviam ter aprendido a nadar.

Mas é assustador.

Todos aqueles corpos a boiar assim rio abaixo.

- Se calhar mereciam. - Quebraram o tratado. Mau karma.

Se o karma existisse, o metro já te teria atropelado há muito, mano.

- Diz-mo na cara, mano. - Talvez o faça.

Não. Vá lá, rapazes.

Diz! Quero ouvi-lo dizer isso. Estou aqui.

- Deixa-me descer aí, seu... - Acalmem-se!

Não me interessa o que se passa entre vocês.

Vim cá para ter três dias de paz e sossego,

e juro que não me vão estragar isso.

Façam-nos um favor.

- Cresçam, porra. Está bem? - Como quiseres, chefe.

Desculpa. Não te queria chatear.

Está bem. Se ficares tranquilo, ficamos todos bem.

- Talvez até gostemos uns dos outros. - A Megan tem razão.

Porque não te juntas à Emma? E se trocássemos de lugares?

Senta-te aqui à frente, e eu fico ao pé do irmão Vargas.

- Adorava. - Vamos pôr-nos à vontade.

Tira a... a Bíblia King James.

Conheces a parábola do servo impiedoso?

Meu Deus, mano! É a minha preferida.

- São Mateus é o melhor, não é? - O melhor.

- Puseste aqueles rufias na linha. - Vamos ver.

Mas não te preocupes com o sossego,

há de sobra no Davies Canyon.

É um dos teus sítios preferidos?

Não. Nunca lá fui.

Mas as avaliações do Trail Finder são incríveis.

Tenho pesquisado muito no Google Maps.

Procuro um sítio muito especial. Imaculado, idílico, percebes?

Estes sítios são cada vez mais raros.

- Parece quase impossível. - Mas vamos tentar.

Faz-me um favor e está atenta à nossa saída.

Deve estar mesmo a chegar. Não a quero perder.

Olhem só para isto.

CANYON DAVIES 32 KM

- Tens a certeza? - Tem de ser. Não vi outra saída.

Parece que ninguém vem cá há décadas.

Muito bem! Desculpem a viagem atribulada.

Mas prometo que vai valer a pena quando acabarmos.

- Encontrámos o estacionamento. - E uma pechincha!

Bem-vindos ao início do trilho.

Ainda temos duas horas a pé até ao acampamento.

Queremos chegar antes do pôr do sol, por isso, nada de demoras.

Levem as mochilas e tudo o que precisam para montar o acampamento,

tendas, comida, cadeiras, material,

tudo o que trouxeram e que não deve ficar no autocarro.

Vou dar uma mijadela e depois vamos buscar o material.

Avô, olha!

Incrível!

Não pode ser!

Que modelo achas que é?

Uma Torgiano de 1957. Só fizeram duas mil.

Deve ter sido linda no seu tempo.

- O que lhe aconteceu? - Fraude ao seguro.

- Ninguém te perguntou. - Porquê?

Olha para o capô e o tablier. Está tudo chamuscado.

O dono devia ter falhado prestações, mandado roubar e incendiar o carro,

recebido do seguro e passado a outra burla.

- Percebes bem do assunto, não é? - Eu? Não.

Essa conheço.

Guarda isto.

- Talvez valha alguma coisa. - Obrigado.

Lembram-se do que eu disse?

- Vá, mexam-se! Que estão a fazer? - Juntem-se todos.

Como os Winston e a Emma sabem,

levo sempre um apito nestas viagens.

Se ouvirem três apitadelas assim...

...larguem tudo e venham ter comigo.

Como um rebanho ao pastor.

Por falar no Pastor, começamos esta viagem com uma oração?

Quem quer fazer a oração?

Não tenhas tanta pressa, campeão. Desta vez não. E tu, Richard?

Sim.

Deus é bom.

Deus é grande.

"Um tiro no coração, e já é tarde."

- Ámen. - Ámen.

- Muito bem. Ao caminho, tropa! - Boa!

- Ricky. - Sim. Que foi?

Tens mais cigarros?

Toma, meu. Nem sabia que fumavas.

Pois, não fumo. Está bem?

É o pico da época de incêndios, meu amigo.

Percebes, meu? Está bem? Nada de chamas abertas.

Pensa um bocado.

Muito bem. Tudo a postos.

Prontos para abrir caminho?

Sim, senhor.

Mantenham-se hidratados.

Não quero que esta viagem acabe antes de começar.

- Ryan, pousa isso e vem ajudar-me. - Espera.

Estou a enviar uma foto à malta da oficina. Vão passar-se.

Podes fazer isso depois? Preciso de ajuda.

Espera, está bem? Isto não está a enviar.

- O que se passa? - Não vai dar.

Não há rede móvel por vários quilómetros.

- Estás a gozar? - Não, senhor.

Só temos um telefone por satélite, o meu, e é só para emergências.

De resto, somos como o álbum mais vendido do Eric Clapton.

Desligados?

Unplugged.

Unplugged.

Vinte e seis milhões de cópias vendidas no mundo.

Digno do Hall da Fama.

Vamos andando.

Slowhand? A sério? Slowhand?

Não tens de ter vergonha, Ryan.

Lembro-me da minha primeira vez...

Sei que não foi a da Emma.

Bebe muita água

e vais ficar bem.

O teu saco parece um pouco leve, Richard.

Trouxeste equipamento que chegue?

Só o essencial. Acampar não é acampar se não passarmos umas dificuldades.

Estou a arrepender-me.

Devia ter trazido mais equipamento. Nem sequer tens saco-cama?

Não preciso.

Se calhar nem uso a tenda.

Devo dormir sob as estrelas, como o Bear Grylls.

É o que se diz antes de começar a chover.

Pastor, olha para este céu lindo que Deus nos deu.

Não me parece que vá chover.

Sabem o que se diz do tempo no Missouri?

"Se não gostas, espera cinco minutos."

Talvez no Walmart.

- Ricky, espera. - Sim? Que foi?

- Não precisas de fazer isso. - Vá lá, vais ficar encharcado.

- A culpa é minha. - Toma.

Agradeço.

Obrigado.

Aqui tens.

És uma mestre da sobrevivência.

É melhor do que nada.

Obrigado por este poncho de pobre.

Devia ter-me lembrado disso.

Não, fica com ele. Nunca se sabe o que nos reserva o fim de semana.

Obrigado. Então, qual é a tua história? O que fazes nesta viagem?

- Quem disse que tenho uma história? - Está tudo bem.

Só estou a tentar meter conversa. Convívio cristão à moda antiga.

Quero perceber que tipo de mulher

ousou meter-se entre dois gajos prestes a lutar.

Pareceste a Supergirl no autocarro, a salvar o dia.

Sinceramente, nem sei porque estou aqui. Prometo que não vim salvar o dia.

Porque estás aqui?

Digamos que vim à procura de salvação.

Atenção por onde pisam, pessoal.

A descida é um pouco complicada,

mas acho que vão adorar isto.

É uma das melhores partes de toda a caminhada.

Ali está. Olhem só para aquilo.

Não se veem cascatas assim todos os dias.

Cai mais de 30 metros até aos rápidos de categoria cinco.

É incrível, não é? Vá, continuemos.

Conseguem imaginar a cara deles ao verem tantos peixes?

Encheram barcos inteiros de peixe.

É incrível.

- Ricky! - Todos? Sim.

Aqui tens, pastor.

- Não te afastes muito, Ricky. - Está bem.

Quem foi?

Já vos contei a história da cheia de 93?

O Vale de Israel.

Muito bem, pessoal, é aqui. Pousem as mochilas.

Vamos acampar em semicírculo, de frente para o lago.

A fogueira fica aqui?

Sim, mesmo ali. Boa ideia.

Pronto, cá está.

Agora, que chova à vontade. A tenda vai aguentar.

- Ajudo com a tua? - Não.

Obrigado, pastor, mas estou bem.

Arranjei uma tenda automática.

- Não sei o que isso quer dizer. - Vais descobrir. É facílimo.

- Meu Deus! - Abre-se sozinha.

- Não. - Lá vai ele.

- Lá vai ele. - Corre, Paul!

Continua! Consegues!

- Não foi nada. - Pronto.

Não foi muito longe.

Querido, usa os ganchos.

Precisas de braçadeiras para a segurar.

Não. Usa só o gancho.

Está bem. Preparado? Vá.

Está bem.

Vamos preparar o círculo da fogueira. Muito obrigado.

Perfeito. Perfeito.

- Podia ser... - Mais um pau?

Devias avivar o fogo.

Como se faz uma fogueira?

Vamos pôr os pauzinhos em pirâmide.

- Os maiores ficam por baixo? - Sim. Que achas?

Sei que o ar é o mesmo em todo o lado, mas respira-se melhor aqui.

Então, Richard, queres ajuda com a tenda?

- Não, acho que consigo. Obrigado. - Está bem.

Queres ajuda com a cobertura da tenda?

Sim. Devia ter aprendido a lição.

- O quê? - Chega de palhaçadas.

Podemos ajudar-te com algo, Ricky?

- Não, estou bem. - Está bem.

Só tenho de...

Merda.

A medicação está no autocarro.

- A tua medicação? - A minha insulina.

Tenho de ir buscá-la.

Sem problema. Vamos ao amanhecer.

Não posso esperar até amanhã. Se a glicemia baixar...

És diabético? Não sabia. A Emma nunca me disse.

Nunca lhe contei. Sabes, de onde venho,

- não é algo que divulgue. - A diabetes não é motivo de vergonha.

- E então, o que fazemos? - Estou bem. Posso voltar a pé.

Volto antes que deem por isso. Atira-me as chaves. Vou já.

- Não me parece. - Não. Não.

- Como assim? - A primeira regra do campismo...

- Nunca sozinho. - Nunca sozinho.

- Obrigado, pastor. - De nada.

- Já viste o filme 127 Horas? - Não.

O tipo teve de cortar o próprio braço.

- Já sou crescido. Vai correr bem. - Não.

Richard, insisto. Neste passeio, não caminhamos sozinhos.

Consegues ir e voltar antes de anoitecer?

Valha-me Deus. Não sei.

- Talvez. - Onde está o sol? Se saíssemos já...

- Não preciso de acompanhante. - Richie, insisto.

Ficaria preocupadíssimo se te acontecesse algo.

Então, mexam-se. Mais rápidos que a vossa sombra!

Leva o telefone por satélite caso ele tenha uma crise.

Está sempre comigo.

Eu e a tagarela Cathy.

Vamos, Richard.

Agora somos só nós os dois, rapaz. Estamos a perder luz.

Vamos lá.

Para o autocarro de Deus.

Isso faz de ti o Robin, sabes?

Não quero ser picado.

Não te preocupes. Esta lanterna mágica protege-nos.

Está ali um!

- O que é isso? - Um escorpião!

Mike, já viste um escorpião tão grande?

Sim. O que pus no teu saco-cama é duas vezes maior do que este!

Não me gozes.

Vai ficar tudo bem, meu rapaz. Está tudo bem...

- Mãe! - Vai ficar tudo bem!

Socorro! Socorro!

Avó! Avô!

- Socorro! Socorro! Avó! - Connor!

Connor, Connor, o que se passa?

- Ali. - O quê?

- Não vejo nada. - Ali!

É só uma aranhazinha.

Mata-a.

Não seria muito simpático. Invadimos o espaço dela.

- Mas detesto aranhas. - Eu também.

Connor! Connor!

Está tudo bem. Era só uma aranha.

- Está tudo bem? - Sim.

A Megan voltou a salvar-nos.

- O que se diz? - Desculpa por te assustar.

Não tens de pedir desculpa. O meu filho teria feito o mesmo.

Pessoal, não vamos por aí. Não quero pena nem que pisem ovos

sempre que se fala da minha família.

- Estamos a tentar ser sensíveis. - Sejam normais.

Claro.

Está bem.

Obrigada.

Megan!

Vamos até ao lago enquanto ainda há sol,

se quiseres vir connosco.

Obrigada, mas vou acabar de ler o livro.

Obrigada pelo convite.

Tentaste, querida.

Não te afastes muito.

Devemos ficar juntos até que o Ricky e o DeLuca voltem.

Onde raio foram eles?

Ainda não percebeste, Ricky.

O Walmart trabalha em equipa, como um grupo.

Somos como uma família.

Às vezes trabalhas na secção de eletrónica,

no dia seguinte, na secção de casa e jardim.

Mas a tua função é receber clientes.

Sim, recebo-os. Toda a gente o faz. Faz parte do trabalho.

Se é aí que precisam de mim, é aí que passo o meu tempo.

- Que fazes? - Quando entrámos,

fizemos um pequeno desvio.

Estou a ver um desvio de 30 graus.

Traço um azimute para cortar caminho.

Não. Não quero perder-me.

Se não formos pelo atalho, voltamos a pé de noite.

E acredita, meu, não queres esse tipo de aventura.

Os mosquitos daqui vão sugar-te até não sobrar nada.

Parece que vamos ter de abrir caminho pelo mato.

Vamos!

Os mosquitos?

Que conveniente, omitir esse pormenor.

Teve vergonha e por isso nunca te contou.

Pai, adoro-te, mas namorei com ele seis meses,

por isso saberia se era diabético.

- Que cabrão mentiroso. - Temos de avisar o Paul.

Não sabemos do que ele é capaz.

- Não sabemos o que ele faz. - Ryan, para!

Só mentiu um pouco para chamar a atenção.

- Não é grave. - Não é?

- Não. - Juro por Deus, se ele tentar...

Deixa-me interromper-te.

Não uses o nome do Senhor em vão, se puderes evitar.

O Richard pode ser um pouco bruto,

mas não devemos julgá-lo tão depressa.

O que deixou no autocarro deve ser importante para ele, não?

O Paul leva-o e traz de volta em segurança e, entretanto,

podemos divertir-nos.

- Então, aproveitemos, está bem? - Sim.

É tão bonito aqui.

Desculpa.

Ryan! O que...

- O quê? - Está tramado.

Está mesmo muito tramado.

Alegria para o mundo

Para todos os rapazes e raparigas

Alegria para os peixes No mar azul profundo

Alegria para ti e para mim Jeremiah era um sapo-touro

Sabes que a canção tem mais estrofes.

Canta comigo. Talvez me lembre da segunda estrofe.

- Não vai acontecer. - Como queiras.

Era um grande amigo meu

Nunca percebi Uma palavra do que dizia

Mas ajudava-o a beber o vinho

E ele tinha sempre vinho Mesmo bom

Olha para aquilo!

É um barracão. Quem quer saber?

Importo-me. E muito, na verdade.

Isto é velho. Deve ser do século XVIII.

Talvez do século XVII. Espera, vou apontar isto.

Quero marcar onde estamos. É incrível.

Não se vê isto todos os dias.

- Exploramos? - Estás a gozar?

Estou prestes a entrar em choque anafilático e queres explorar?

Sim. Não, tens razão. Claro, claro.

A história pode esperar.

- Sim. - Antes de mais,

- vamos buscar a medicação. - Obrigado.

Mas antes disso... vais falar comigo com franqueza ou não?

O que queres dizer?

Não sou médico, mas o choque anafilático

é uma reação alérgica, não é diabetes.

Dizes-me porque voltamos ao autocarro?

A única resposta errada é mentir.

Pensa nisso enquanto te canto mais umas canções.

Estás a ver?

É um veado.

É lindo.

Incrível.

- O que é aquilo? - Não faço ideia.

Se calhar é o veado.

Sei bem que som faz um veado.

- Então que raio é aquilo? - Não sei.

O que foi aquilo?

Muito bem...

Vamos sair daqui.

Espera!

Estamos quase no autocarro.

Corre, Ricky! Corre!

Estás a gozar? Volta aqui!

Que caralho?

O que é aquilo? Corre! Vá, vá!

Que raio foi aquilo?

DeLuca!

Que caralho estás a fazer? Isto não tem graça.

DeLuca!

Filho da mãe.

E quem irá usar A coroa de espinhos

Bom Senhor, mostra-me o caminho

Meus irmãos, vamos descer

Vamos descer, venham connosco

Meus irmãos, vamos descer

Descer ao vale para rezar

Descer ao vale para...

Rezar

Há tanto tempo que não cantávamos.

- Tanto tempo! Ainda tenho jeito. - Sim, temos.

Tem cuidado, querido.

Mais alguém se preocupa com a demora?

Estão bem, Ryan.

- Disseram que voltavam ao anoitecer. - Sim.

- Bem, já anoiteceu. - Onde raio estão?

- Aquele cabrão mentiroso! - Calma.

Cuidado com o que dizes à frente do miúdo.

- Obrigado, pastor. - De nada, Jim.

Ninguém está a mentir, Ryan.

O DeLuca tem o seu ritmo, mas safa-se.

Ele tem lanternas. Vai correr tudo bem.

Com licença,

vou dar uma volta para ir buscar mais lenha.

Foi-se. Desapareceu, porra.

Levaram o Paul!

- Richard! - Levaram-no!

Tragam o kit de socorros!

Emma, no bolso de trás à esquerda da mochila, na tenda.

- Está bem. - Vá, vá.

- Avó, o que se passa? - Richard.

- Respira. - Quem desapareceu?

- Alguma coisa levou-o. - Estás a sangrar.

Já tem um penso na ferida.

- O que aconteceu ao Paul? - Já vos disse que desapareceu.

Treta. As pessoas não desaparecem do nada.

Estava atrás de mim. Virei-me e desapareceu.

Se calhar caiu num desfiladeiro.

- Não caiu. Levaram-no. - Quem?

Não sei. Mas a coisa andava a caçar-nos.

- O que vos perseguia? - Não faço ideia.

É o que faz aquele silvo. Não ouvem?

O quê?

Não me sai da cabeça. Merda.

Está bem. Olha, está tudo bem. Está tudo bem.

A coisa já foi. Estás em segurança.

- Estás aqui. - Não, andava atrás de mim.

Vinha atrás de mim, lá de cima. Não estamos em segurança.

Richard, há alguma hipótese de alguém te ter seguido até aqui?

Alguém do teu passado, a quem devas dinheiro...

Não me estás a ouvir. Não é alguém, é alguma coisa.

Com todo o respeito, custa-me a acreditar.

Com todo o respeito, cago para o que acreditas.

Eu sei o que vi.

- Como escapaste? - Corri como o caraças.

Não. Disseste que tropeçaste e deste uma cabeçada.

Porque não te levou enquanto estavas desmaiado?

Não sei.

Isso é treta. Fizeste alguma coisa ao Paul.

- Ryan, para. Para. - Não, para!

Descobriu que mentiste sobre a medicação.

- Apanhou-te e passaste-te. - És um idiota do caraças.

- Que lhe fizeste? - Tem calma.

Matou alguém e eu é que tenho de me acalmar?

Se o Ricky matou o DeLuca, porque estaria aqui agora?

Porque correria pelo bosque para nos contar uma história de fantasmas?

Teria levado as chaves do autocarro e já estaria a 160 quilómetros daqui.

- Pensem nisso. - A Megan tem razão.

- Pois, claro que tem razão. - Temos de encontrar o Paul e pedir ajuda.

Nenhum dos nossos telemóveis tem rede.

- O Paul tinha o telefone por satélite. - Caiu-lhe ao ser levado.

Levas-nos lá? Precisamos do telefone.

Estás maluco? Não ouviste nada?

Não volto lá esta noite. Nenhum de nós devia ir.

És um cagão, pá.

Não percebes. Não me estás a ouvir.

- És um cobarde, palerma... - Se queres morrer, força.

- Isso mesmo! - Não percebes!

Então vai! Não percebes!

- Chega! Chega! - Então vai!

Vamos de manhã cedo.

O Paul sabe desenrascar-se.

Vai ficar bem. Sabe o que faz. Não vamos piorar as coisas.

Vamos ao amanhecer. Levem pouca coisa. Estejam prontos.

Entretanto, vamos fazer uma oração

pela segurança do nosso amigo. Está bem?

Não, não, não. Rezem por mim.

Senhor, pedimos que olhes pelo nosso amigo Paul.

Mantém-no são e salvo até encontrarmos o grandalhão, logo de manhã.

E, Senhor, ajuda o nosso amigo Richard

a distinguir a verdade

e as sombras da noite. Ámen.

- Ámen. - Ámen.

Ámen.

Muito bem, tropa. Vamos lá.

Só o essencial. Levem pouca coisa.

- Vais à frente, Ricky. - Porque eu?

És tu que tens de provar que não estás a mentir.

Quando achar o telefone, vais largar-me?

Se o encontrares, talvez pense nisso. Agora, anda.

Procurem uma cabana velha e em ruínas.

Foi ali perto que aconteceu.

Não vimos cabanas a caminho daqui.

Pois, o DeLuca levou-me por um atalho.

Olha, não quero ficar aqui mais do que o necessário, está bem?

Está bem.

Olha, um gafanhoto.

Fica perto do grupo, Connor.

- Deixa-o divertir-se. - Não quero ficar para trás.

Vai correr tudo bem. Eles não vão a lado nenhum sem nós.

Jim, não estás nem um bocadinho preocupado?

Não acredito na história do miúdo. O pastor Rizzo também não.

Deve ter tomado ácido ontem e sonhado com tudo.

Está bem. Então, onde está o Paul?

Aposto 50 dólares que dorme no autocarro.

Se calhar fartou-se daquele parvo e quis dar-lhe uma lição.

Está bem. Se é o que pensas...

Apanhei-o!

Nada mal. Aposto que apanho um maior.

Deixa ver. Olha, olha, olha!

Ali. Assim. Olha.

Está a aproximar-se.

Esperem por mim!

Foi aqui que saímos do trilho.

- Tens a certeza? - Sim. Lembro-me daquela árvore curva.

- É aqui. - Está bem.

- Jimbo! - Sim?

Vira à direita na árvore grande e curva!

À direita, já percebi.

Certíssimo. Vai tu à frente.

Megan, espera um segundo.

- Achas que estou a dizer disparates? - Completamente.

Mas não acho que estejas a mentir. Há uma diferença.

Ainda bem que alguém acredita em mim.

Acredito que viste alguma coisa. Mas a mente prega partidas,

faz-nos ver e acreditar em coisas que não existem.

Eu sei o que vi.

Seja o que for que aconteceu, sei que te assustou imenso.

Sei como é o medo verdadeiro.

Não se pode fingir.

Acho que encontrei!

- É isto? - Sim, é aqui.

O telefone deve estar por perto.

Estejam atentos.

5, 4, 3, 2, 1.

Prontos ou não, aí vou eu!

Espero que se tenham escondido bem, porque sou muito bom a encontrar pessoas.

É isso. Agora estão mesmo tramados.

Foi mesmo aqui. Juro por Deus.

Talvez Deus te ajude a encontrá-lo.

Vês? Eu disse-te.

Nunca subestimes o poder da oração.

Está bem. Vamos ver. O ecrã pifou.

Mas a função de rádio deve funcionar.

Aqui é o pastor Dwayne Rizzo. Chamo os guardas florestais.

Temos uma emergência. Alguém me ouve? Câmbio.

Aqui é o posto florestal de Mark Twain.

Ouvimo-lo em alto e bom som.

Daqui fala o guarda florestal Dale Wright.

Qual é a emergência? Câmbio.

Sim, obrigado. Temos um campista desaparecido.

Éramos nove, mas o nosso guia desapareceu ontem à noite.

- Onde foi visto pela última vez? - Aqui mesmo, em Davies Canyon.

Estamos abaixo de uma cabana velha, talvez um posto florestal.

A uns dois quilómetros de uma clareira onde acampámos ontem à noite.

Apanhei-te!

Onde estás, avó?

Vou enviar guardas florestais para vos acompanharem até ao carro.

Mandam um helicóptero! Ótimo. Muito bem, guarda florestal.

- Obrigado. - Ora essa.

Mantenham o grupo unido

e avisem-nos se o vosso amigo aparecer antes de chegarmos.

Entendido. Obrigado de novo.

- Está bem. Graças a Deus. - Câmbio e desligo.

Muito bem, pai.

Muito bem, Senhor lá de cima.

Bem. Ouviram o guarda.

Vamos ficar todos juntos, talvez junto ao barracão.

Assim, será mais fácil para eles...

Onde estão os Winston?

Ouvi isso.

Não foi muito esperto, avô.

Já podem sair. Não quero brincar mais.

Connor?

- Espera, Megan! - Connor!

Megan!

- Emma! Emma! - Vamos, Ryan. Temos de ir.

- Olha, precisamos de um plano. - Do que estás a falar?

Não percebes? Ouviste o miúdo a gritar.

Se calhar achou o corpo do DeLuca.

Meu Deus, Ryan. O Ricky nunca faria isso...

Caramba!

Podes parar de defender aquele idiota?

É suspeitíssimo.

- Não sabemos do que ele é capaz. - Deixa isso com os guardas florestais.

Faz isso, por favor.

Ryan.

Ryan, temos de ir.

É o Ryan.

Que merda...

- Connor! - Connor!

- Connor! - Connor!

- Jim! Maryann! - Connor!

Se me ouvem, saiam já daí!

Jim! Connor! Maryann!

Connor! Jim!

Eles...

Agora acreditas em mim, caralho?

- Meu Deus, o que se passa? - Não sei.

Não vou ficar aqui para descobrir. Agora...

- Ryan, larga-me, caralho! - Ryan!

O que estás a fazer? Larga-o, Ryan!

- Protejo-nos de um assassino. - De que estás a falar?

Só quando ele explicar isto. Mostra-lhes.

Tens sangue por todo o casaco, Ricky.

- O que fizeste? - Não fiz nada.

- É sangue das árvores, porra. - O quê?

Entrei em pânico, despi o casaco e fugi.

- Juro por Deus. - Tens de perceber...

É muito difícil fazermos isso, Richard.

Pastor, acredita em mim...

Está bem. Fica onde estás.

Vou comunicar isto por rádio aos guardas florestais

e contar-lhes tudo.

Então também achas que matei o miúdo?

- Deixa ver... - Podes...

Matei os três enquanto falava contigo, a um quilómetro e meio daqui?

- Entra. - Guarda florestal...

Assim, fica calado até chegarem.

Vamos lá, meu.

Daqui fala o pastor Rizzo. Estão a ouvir-me? Escuto.

Ouvimo-lo em alto e bom som, pastor.

Ainda estão perto do antigo posto?

Não. Desculpe. Já não estamos no posto florestal.

Estamos a cerca de 200 metros a norte.

Conseguem voltar para lá? Estamos a menos de dois quilómetros.

A nossa situação mudou radicalmente.

Vamos precisar muito das autoridades.

Sim, trago agentes do xerife. Vai correr tudo bem.

Estamos a aterrar. Devem conseguir ouvir-nos.

Pai, acho que ouço o helicóptero.

Sim, ouvimos.

Ouvimos o helicóptero. Está bem. Estamos rio acima, perto do posto.

Rio? Não há nenhum rio perto do posto florestal, pastor.

Têm a certeza de que estão em Davies Canyon?

POSTO DE GUARDA FLORESTAL ENCERRADO

Entrem já na cabana!

- Temos de ir! - Vá, vá, vá!

Emma, a porta! A porta!

- Está presa! - Mexe-te!

Entrem! Entrem!

Temos de lutar.

É o que estamos a fazer.

Cuidado, pessoal!

A janela! Vá!

Meu Deus! Ali!

- Merda. - Vá!

Merda! Não!

Isso!

Anda cá, sua cabra!

Achas que foi embora?

Talvez por agora, mas de certeza que volta.

Que raio foi aquilo?

Matou cinco de nós e parece querer mais.

Querida, eu... lamento muito.

Esta coisa sabe exatamente onde estamos.

- Sabe. Temos de sair daqui. - Cala-te. Estás a assustá-la.

Estou a assustá-la?

Não é o monstro enorme que despedaçou metade do grupo?

- Fecha a boca! - Tentei avisar-vos.

Se me ouvissem, sem me atar e amordaçar,

não estaríamos cá!

Ninguém sabe que raio se passa

ou o que enfrentamos, mas temos de trabalhar em equipa.

- Está bem. - De acordo?

Está bem.

Emma...

Tens de ser forte, está bem?

Está bem.

Vá, está tudo bem. Está tudo bem.

Temos comida que chegue para uns dias,

mas temos de racionar a água.

- E o uísque que encontrei. - Sim. Obrigada, Ricky.

Espera. Uns dias?

Não. Pensava que os guardas já nos estavam a procurar.

Se estivéssemos no desfiladeiro certo, já teriam chegado.

Então não vêm?

Não disse isso. Não sabem onde estamos.

O que disse o DeLuca? Que esta floresta tem 364 mil hectares?

Devem ter confundido este sítio com outro posto.

Não me parece que isto alguma vez tenha sido um posto florestal.

O DeLuca disse que era do século XVIII.

Pois, isto não parece nada disso.

Começo a perceber porque os colonos desapareceram.

E o dono da Torgiano.

Não admira que tenha sido abandonada.

Quem sabe há quanto tempo esta coisa existe?

Ou os antepassados dela.

O que fazemos? Ficamos aqui?

Não sei. Esta floresta é muito densa.

Pode demorar muito tempo até alguém nos encontrar.

Ficaremos sem comida e água muito antes disso.

Temos de chegar ao autocarro.

Mesmo lá, não é o Paul que tem as chaves?

- Faço ligação direta. - Não é preciso.

Está bem. Isso já está tratado.

Só temos de lá chegar inteiros.

Pronto...

Ora bem, se estamos aqui...

o acampamento é ali...

O autocarro deve estar a 1 ou 2 km, não?

A coisa é rápida. Não temos hipótese de lhe fugir.

Precisamos de uma boa vantagem.

Podemos pedir-lhe que conte até 50.

Porra, podes ser sério um minuto?

Megan, e o rio? Está mesmo ali. Não estamos longe da margem.

Podemos chegar à água antes que a coisa perceba.

- Talvez esta cabra não saiba nadar. - Nem nós, com estes rápidos.

- E a cascata? Suicídio. - Merda.

Prefiro afogar-me a deixar que aquela coisa me apanhe.

Está bem. E se os guardas vierem?

Estamos em segurança aqui. Talvez devêssemos esperar.

- Ela tem razão. - Sim, tens razão.

Sim.

Esperamos até virem ou até ficarmos sem comida,

e corremos para o autocarro enquanto ainda tivermos forças.

Entretanto, vamos ser criativos.

Procuremos algo que sirva de arma, caso tenhamos de lutar.

Vamos dar cabo deste monstro.

Encontrei uma arma.

Bem, isto não deu em nada.

Não totalmente. Olha só.

- Pólvora. - Como sabes?

Não há nada como este cheiro.

Como os foguetes no 4 de julho.

- Achas que ainda serve? - Parece suficientemente seca.

- Isto pode dar jeito. - Sim.

Lá fora, só há rios e grilos.

E vocês, como estão?

- Igual. - Igual.

Igual.

Já passaram três horas e ainda não há sinal dela.

Se calhar já se foi.

Ou está só à espera.

Estás a aguentar-te?

O teu pai era um grande homem.

O meu marido gostava muito dele.

Tinha um dom.

Toda a gente podia falar com ele.

É engraçado...

Tinha sempre vergonha de ele falar tanto.

Como conseguia falar com toda a gente.

Nem podíamos ir ao drive-thru do Chick-fil-A

sem ele ficar amigo do empregado.

O meu pai pregava todos os domingos...

durante uma hora seguida...

...e ainda tinha energia

para falar com cada pessoa à saída.

Eu...

Só queria que ele se calasse...

nem que fosse só um segundo, para irmos para casa.

E agora...

...dava tudo só para o ouvir dizer mais uma palavra.

O que é que...

Três assobios? É o meu pai.

Emma, espera. Vimos o que aconteceu.

Não, não. É o meu pai.

É o meu pai. Pai? Ouvimos-te! Estamos a caminho!

Espera, Emma. Não podes ir a correr para lá.

Ricky, o meu pai está vivo. Temos de ir salvá-lo, porra!

- Ajuda-me, por favor. - E se for uma armadilha?

Não quero saber. Vou cair na armadilha.

Deixa-me ajudar-te com a porta. Espera.

Pai, espera!

- Estás pronto? - Sim.

Está bem.

Esperem, pessoal.

Se subir ao telhado, posso ficar de vigia.

Se ouvir o silvo, digo-vos de que direção vem

e terão tempo para voltar à cabana.

- Está bem. - Está bem.

- Podem ajudar-me a subir? - Está bem.

Tudo bem?

Está bem.

Tenham cuidado.

Boa sorte.

- Devagar, devagar. - Está bem.

Parem! Não se mexam!

Voltem para a cabana devagarinho.

Venham cá.

Desliga a lanterna.

Olha para a minha luz ultravioleta.

A floresta inteira é uma armadilha.

Basta rebentar um fio para que este pesadelo vivo encontre a presa.

Foi por isso que não me apanhou. Eu não me mexia. Estava inconsciente.

- Ao aproximar-se... - Passou por cima de ti e seguiu caminho.

Isto não faz sentido.

Se esta coisa estende fios por todo o lado,

como chegámos ao acampamento sem fazer nenhum disparar?

Deve ter de recomeçar depois de cada tempestade.

Já tinha refeito as teias quando voltei com o DeLuca.

Esta coisa sabe que estamos aqui há horas.

Teve todo esse tempo para preparar a armadilha.

É uma boa teoria, mas é só isso.

O que sabemos é que o pai da Emma está lá fora,

está vivo e temos de o ajudar.

- Temos de tentar. - Estamos a perder tempo.

- Vamos. - Emma, espera!

Deixa-me provar a teoria primeiro.

Espera. O que estás a...

Estás louca?

Se tiver razão, vai atrás do ramo e não nos verá.

- E se estiveres errada? - Voltem para a cabana!

Agora sabemos como nos segue e como escapar ao seu radar.

Podemos chegar ao autocarro, mas temos de sair já.

A luz UV só funciona no escuro.

Sim. Mas vamos primeiro à procura do meu pai, certo?

- Primeiro o teu pai, depois o autocarro. - Está bem.

Tens mais lanternas mágicas?

- Separávamo-nos e eu ligava o autocarro. - Muito engraçado.

Só temos uma. Quer queiramos, quer não, estamos juntos.

Vou atrás de ti, chefe.

- E as armas? - Desde que as possas segurar com uma mão.

Temos de ser ágeis.

Nada muito grande passa entre os fios.

- E a pólvora? - Ainda perguntas?

Vamos a isso, porra!

- Pai? - Emma!

- Pai, consegues ouvir-me? - Emma, silêncio.

Por favor, despachem-se. Parece estar mesmo perto.

- Tem calma. - Vá, querida. Mais devagar.

Emma, estás a ir depressa demais.

- Vais falhar um. - Vai mais devagar.

Emma, para. Não...

Merda.

Isso foi por pouco.

Porra.

Vamos tentar outra vez.

- Cuidado com as costas, Ryan. - Obrigado.

Merda.

O espaço abre-se ali em cima.

Meu Deus...

Não! Merda!

Está bem...

Deve estar lá dentro.

Emma, espera! O que estás a fazer? Espera! Não sabemos o que há lá dentro.

Como assim? O meu pai está lá dentro, Ryan.

E a criatura que matou toda a gente.

Não quero saber, não quero saber. Tenho de entrar.

- Está bem. Vou contigo. - Então vamos pensar nisto.

Não há nada para pensar.

Entras na gruta, morres. É simples.

É claramente o ninho dela.

Não sabemos quantas há em baixo. Estão loucos?

E se houver mais sobreviventes?

O pastor está vivo. E o DeLuca? E o Connor?

Sim. Se alguém ainda puder estar vivo, temos de tentar.

Já tentámos.

Já foi loucura voltar para trás, em vez de irmos diretos ao autocarro.

Entrar não é coragem, é suicídio. Eu desisto.

- Megan, dá-me a lanterna. - Ricky, tira as mãos dela!

- Larga-me! - Estás maluco?

Parem!

Vais levar-nos à morte!

- Ryan, para! - Chega!

- Parem! - Chega!

Ryan!

- Para! Ryan, para! - Emma!

- Emma! - Ryan, para!

Emma!

Ricky, vá. Pega deste lado. Agarra no tronco!

Vamos, levantem-no! 1, 2. Vá, levantem!

Levanta-o, Ricky. Não largues!

Vá! Continua a empurrar! Depressa!

É pesado demais!

Aguenta, Ryan!

Vá, Ryan!

Vá! Vá!

- Temos de ir. - Não!

- Pronto, temos de ir. - Não! Larga-me!

- Para! Não! - Vamos!

- Temos de ir, Megan. - Não!

- Temos de ir! Temos de ir! - Não!

Temos de ir.

Lamento que tenhas visto aquilo.

Já tinha visto.

Houve um momento em que...

...em que podia tê-los salvado.

O Ryan tinha o mesmo olhar...

...de desespero e impotência.

Fizeste tudo o que podias por eles e pelo Ryan.

Não chegou.

Tenho tantas saudades deles e...

...sinto-me tão...

Sozinha?

Sozinha.

Sinto-me sozinho desde sempre. Sabes?

Sinceramente, nem sei o que é pior...

ter tudo e perder tudo, ou...

nunca ter tido nada a perder.

- Posso perguntar-te uma coisa? - Claro, diz.

O que está no autocarro?

Cerca de meio milhão de dólares em heroína.

Pensei que nenhum polícia temente a Deus

pararia um autocarro paroquial à procura de droga.

Podia ter ido e voltado antes do amanhecer

se não tivesse corrido tudo mal...

Isto é um pesadelo do caraças.

Emma...

Emma...

Socorro!

Eu sei que não vens comigo, mas tenho de tentar, não é?

Eu sei.

Vemo-nos do outro lado...

Megan!

Megan. Megan!

És tu?

Sim. Sou eu. Sou eu.

A Emma está bem? Ouvi-a chamar por mim.

A Emma está bem?

Sim, está bem.

Saiu daqui com o Ryan há uns minutos.

Ela...

Obrigado, meu Deus.

Obrigado, meu Deus.

Megan.

Sim?

Quando saíres daqui...

promete que dirás à minha Emma que a amo.

Promete que lhe dirás que tenho orgulho nela.

Sim, prometo.

Prometo.

Obrigado.

Obrigado.

Não te alegres com a minha queda, inimigo meu.

Pois, se eu cair, hei de levantar-me.

Quando me sentar na escuridão,

o Senhor será a minha luz.

Vai-te foder, cabrão! Estou aqui!

Vem buscar-me, porra!

Merda.

Está bem.

Ricky?

Megan.

Graças a Deus.

Voltaste.

Apanhaste-me num dia bom.

Estás bem?

Estou viva.

- Podes mexer-te? - Vou tentar.

Está bem. Vá, eu seguro-te.

Com calma.

Qual é o plano?

Deitamos fogo a esta merda e piramo-nos daqui.

- Estás de acordo? - Sim, claro.

A pólvora?

Tirei-a do saco do Ryan. Temos de a aproveitar bem.

- Oxalá esta merda ainda funcione. - Sim.

Já volto.

Toma. Ouve, não tens de te mexer.

Tenho ali uma zona de tiro. Vou atraí-la para lá, está bem?

Quando te der o sinal, só tens de lhe pegar fogo.

Espera. Como vais atraí-la?

Vou fazer o que faço melhor e irritá-la.

Não, vais ficar demasiado perto. Muito perto das chamas!

Não. Escondo-me atrás da rocha grande lá em cima.

A rocha vai proteger-me do fogo.

Megan, tens de confiar em mim, está bem?

Vá. Pronto.

Não és assim tão grande nem má. Vem, estou aqui.

- Isso, vá! - Mata-a.

Sim. Vá. Estou mesmo aqui.

Vá! Isso, vá!

Megan, acende!

- Perto demais! - Megan, agora!

Megan!

Megan, ajuda!

Arde no inferno, seu filho da puta!

Ouves isso?

São boas notícias.

Não para mim.

A menos que tenhas meio milhão de dólares por aí.

Não. O que vais fazer?

Uma coisa é certa. Não posso voltar a Chicago.

Não que tivesse alguma coisa à minha espera.

Mal sairmos desta floresta, desapareço.

- Vai ao hospital, pelo menos. - Nem pensar.

Deixa que te examinem e te cosam a perna.

- Não... - Vê a tua perna.

Dá-lhes um nome falso e desaparece de manhã.

Vá lá. Promete-me. Está bem?

Merda.

Nem toda a gente tem uma segunda oportunidade.

Nem toda a gente consegue... tornar-se outra pessoa.

Faz com que valha a pena.

Podes deixar, Supergirl.

E obrigada por me salvares a vida.

Obrigado por me salvares também.

Aí vêm eles.

URGÊNCIAS

Ricky...

Ricky...

Seja o que for que faças...

NÃO SE MEXAM

Tradução: Nisbgui

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