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Eu estive em muitos lugares onde exibiram o filme...
para jovens, e eles chegam até mim e dizem: "O que aquilo?"
Brian Froud Designer Conceitual
"O que quer dizer?" Digo eu. Eles: "O que acabamos de ver?"
Eu: "O que quer dizer?" "É algo que nunca vimos." Dizem eles.
Porque estão sendo criados em uma idade digital.
Então eu digo: “O que vocês viram é real.
Quase não há efeitos digitais no filme."
E depois o que faz dele diferente, são os bonecos.
O Cristal Encantado Teste de Imagem
E estávamos embarcando no nosso primeiro e muito complexo...
David Goelz Bonequeiro
...filme totalmente sintético no mundo da fantasia.
O Cristal Encantado estava sendo desenvolvido há alguns anos.
Isto foi antes de filmarmos.
A Creature Shop estava envolvida no design e confecção...
e durante estes anos, eu só visitava esporadicamente.
E toda vez que ia lá, ficava encantado...
com o quanto estes personagens eram mais capazes e complexos.
Sabe, eles estavam fazendo coisas que pareciam miraculosas.
Garthim!
Acho que do primeiro teste de filme que me lembro do meu pai fazendo...
no quintal de nossa casa com as marionetes em Armonk, Nova York...
até a filmagem de verdade foram anos.
E aquele foi um avanço extraordinário para a época...
tentar fazer algo daquele jeito com bonecos de verdade.
O Cristal Encantado era mais como uma ilusão da vida real.
Foi filmado em tempo real.
E bonecos não fazem nada, basicamente, sabe?
E tenho que criar a ilusão de que eles estão fazendo tudo.
Jim Henson uma vez me disse...
explicando como era trabalhar com bonecos.
David Odell Roteirista
Ele disse, "Basicamente, bonecos podem fazer tudo que um ator pode."
Aí, ele pensou um momento e disse:
"Exceto andar e falar. Mas fora isso, podemos fazer tudo."
Sem dúvida, bonecos e animatronics é sempre trabalhar...
com uma enorme quantidade de restrições.
Há coisas que os personagens fazem bem, e outras não...
e você definitivamente oferece Oo que os personagens fazem...
e a personalidade deles e seus atributos físicos.
Era algo assustador, acho que até para o Jim, de se embarcar, sabe?
Ele o codirigiu com Frank Oz.
E os dois trabalharam o tempo todo juntos...
tentando descobrir como filmariam.
Ele era muito ciente das limitações...
mas estava sempre tentando transcendê-las.
Como éramos pioneiros, construímos vários protótipos operacionais.
E assim, parte do meu design é baseado na mecânica...
e em como lhes daremos vida.
E o que deu vida a estas criaturas...
foram os extraordinários talentos de todos...
não só no visual...
mas em como manipulavam e moviam eles.
Então durante a filmagem, o problema era...
como explorar todo o poder desses personagens...
e colocar algo coerente na tela?
Fiquem. Sou amigo.
Profecia. Profecia causou esta confusão.
-Esta profecia? -Sim!
-Por isto é que mataram os Gelflings? -Sim!
Sim. Erro terrível. Skeksis com medo, temer Gelflings.
Mas você é um Skeksis.
Mas sou amigo, eu os salvei dos Garthim.
No fim, os personagens, da forma como apareceram no filme...
muitos exigiam cinco ou seis pessoas para funcionar.
E esta também era a primeira vez que tivemos qualquer personagem...
que precisasse de mais de duas pessoas para operá-lo.
E isto tinha suas grandes camadas de complexidade...
em termos e ensaiar e coordenar um time.
E dentro de cada Skeksis havia um performer como eu...
com seu braço sobre a cabeça, mexendo a cabeça do personagem...
e outro braço mexendo o braço esquerdo.
Eu olhava para um monitor amarrado no meu peito...
e dentro comigo estava o cara que fazia a mão direita.
Então não víamos nada fora do personagem, só o monitor.
E nosso grupo de performers dos cabos...
estavam abaixo do chão nos acompanhando.
E ficavam ouvindo em pequenos pontos de ouvido...
ao áudio e ao diretor.
Houve uma cena de jantar...
onde filmamos estes Skeksis comendo de forma bem corrupta e porca.
Parece-me que esse Gelfling...
escapou, hein?
Nenhum Gelfling jamais escapou dos meus mortais Garthim.
Havia diversas dessas criaturas como pequenos insetos...
que eram do tamanho de uma tarântula que andavam por ali...
e passavam pelo chão e ao redor da mesa.
-Crawlies! -Sobremesa!
Eram engraçados. Nunca sabíamos aonde eles iriam.
Deveriam começar numa direção, mas depois viravam.
Então tínhamos que, com muito cuidado, observar o monitor...
e olhar através das fantasias...
para que pudéssemos pegá-los e comê-los...
Ou reagir a eles de alguma forma.
Naquele ponto, pensei:
“O otimismo de Jim realmente passou do ponto agora.
Nunca conseguiremos fazer este filme." Mas conseguimos...
e depois de algumas semanas podíamos improvisar com eles.
A tecnologia de manusear uma criatura...
Jane Gootnick Designer de Bonecos
...que tem quatro ou cinco pessoas é como tentar pegar cinco pessoas...
para pensar o mesmo espontaneamente a cada momento.
Há muito ensaio e de alguma forma, dá certo.
Há uma coisa meio Zen, como os caras de corrida sincronizada.
Você começa a sentir o peso um do outro...
todos entram em sintonia e simplesmente funciona.
Geralmente, algum aspecto da personalidade do bonequeiro...
é o que faz um grande personagem.
O que criamos e eu deliberadamente fiz...
foi criar criaturas e bonecos que permitissem a performance.
Então é quase... Digo que pode fazer isto num palco.
Sua fraude!
Espere. Por favor, alteza.
Mentiroso!
Espremedor de escravos!
O ritmo do personagem define muito sua personalidade.
Então sempre acho performers quase começando com:
"Qual o metrônomo do personagem?”
Alguns estudos de movimento e tudo isso ocorreu em O Cristal Encantado...
muitas destas escolhas foram feitas com antecedência...
e as roupas e os bonecos precisam de muitos ajustes...
para permitir ao personagem ter a postura e ritmo...
dos Skeksis ou dos Mystics.
Acho que é bem parecido com o que os atores fazem sempre, também.
Tentam pensar, "Qual o metrônomo normal deste personagem?
Para quando eu acelerar ser quando o personagem fica animado ou tenso.
E quando eu diminuo é quando o personagem está relaxado."
E este é sempre um bom ponto de partida...
em descobrir a fisicalidade de um personagem.
Já que as criaturas são estranhas...
conseguimos fazer muito.
Você espera que elas se movam de forma estranha.
No entanto, os Gelflings são problemáticos...
porque são mais humanos.
E trazê-los à vida foi mais trabalhoso para todos.
Sabe, especialmente Jim e Kathy que manusearam.
Eles deram duro para que eles tivessem uma qualidade humana.
A razão de eu gostar de bonecos, para mim...
é uma sensação de ser capaz de antropomorfar tudo que é vivo.
É um mundo completo de possibilidades para emoção.
E os bonecos são uma grande forma de expressão disso para mim.
E O Cristal Encantado apelou para mim por esta razão.
Não, Jen!
Jen, machucaram o seu braço.
Por um lado, quando você faz um filme com pessoas...
isto lhe capacita a ter uma troca espontânea, momentânea...
em tempo real e improvisada entre os dois atores.
Há a qualidade de ouvir e tem algo bem na sua frente...
bem no espaço com você onde pode interagir...
ser espontâneo, engraçado, esperto ou humano.
Onde estamos?
-Em segurança. -Segurança?
Já não estamos seguros em lugar nenhum.
Não dá para traduzir um boneco de um pedaço de papel...
exatamente como foi desenhado e fazê-lo funcionar direito.
“O que foi rendido e desfeito...
será unido, os dois serão um...
por mãos Gelflings, ou então por ninguém."
O processo do ator é sempre o mesmo...
seja você um ator ou um bonequeiro.
Você vê as palavras, em ação...
Kathryn Mullen "Kira"
...e as torna o mais realísticas que puder...
e tenta fazer seja o que o personagem faz naquele momento.
Só o fazemos com outra voz...
e o fazemos usando nossos braços € Não nossos corpos.
Espere.
É uma parte do Cristal Encantado.
Jim e eu tentávamos criar um andar realístico para os bonecos.
Agora, geralmente, só fazemos isto: Mas não parece real.
Queríamos pegar um trejeito humano de alguma forma ali...
e tentávamos descobrir como fazer isso...
e finalmente, pratiquei algumas coisas e disse:
"Jim, tentei essa coisa de andar de joelhos. Acho que funciona."
E ele disse, "Certo..."
Então fizemos esta cena o tempo todo de joelhos...
nas cavernas com os Skeksis, os maus Skeksis.
Fizemos aquilo de joelhos, aquela cena.
Não tenham medo. Estou aqui para ajudar. Sim.
Vamos mostrar-lhes. Gelflings e Skeksis podem viver em paz.
Por favor.
-Não. Não! -Larque!
Era ainda mais difícil para o Jim Se divertir naquele set...
acredite em mim, porque era um grande desgaste físico.
E estávamos todos trabalhando à exaustão.
Sabe, foi muito puxado para todos nós.
Gelfling, você morre!
O desconforto é algo que todos nós estamos familiarizados...
e levamos no dia a dia sem pensarmos muito nisso.
Tudo que importa é o que está na tela.
Não importa o que precise para chegar ali...
mas os personagens tem que se mexer e se relacionar...
de certa forma na tela.
-Gelfling! Gelfling! -Gelfling! Gelfling!
Se havia cenas onde nossos personagens moviam-se rápido...
todas as pessoas que ajudavam a performance daquele personagem...
estavam andando abaixadas e se arrastando...
e caindo por baixo para chegar lá.
Nada disso importa contanto que o personagem na câmera apareça bem.
Sabe, este filme foi muito exibido enquanto estava na edição...
e ganhou uma reputação na indústria...
de ser um desastre, amaldiçoado, um fiasco.
Quando estava pronto, todos em Hollywood meio que cancelaram isso.
E começaram a mostrá-lo para pessoas reais.
E muitas das platéias reais amavam e diziam:
"Isto é incrível, é uma das melhores coisas que já vi."
Sabe, blá, blá, blá. E isto teve um retorno em Hollywood...
e os comentários na cidade mudaram completamente.
E houve muito entusiasmo para sua estréia.
Na verdade, o final de O Cristal Encantado...
é a integração do escuro com a luz.
Havia sempre uma mensagem universal no que meu pai fazia...
sobre tolerância e entender um ao outro.
E de algumas formas...
há um pouco desta temática em O Cristal Encantado...
em termos de, provavelmente...
a experiência interna de acolher todos os seus lados...
e também ser capaz de ver e reconhecer isto nos outros.
E agora a profecia...
foi cumprida.
O Cristal Encantado foi uma ótima experiência...
para todos que trabalharam nele.
Foi uma chance de darmos um passo adiante...
em termos das técnicas usadas.
E ainda me lembro dele com muito carinho.
Jim me disse que foi o melhor filme que já fez e seu favorito.
Ele disse, "Posso assistir a isso inúmeras vezes.
É como uma empolgante descoberta."
Criem o seu mundo...
sob a sua luz.
O Cristal Encantado foi feito no período mais produtivo da vida do meu pai.
E ele estava criando tanto e tão depressa naquela época.
Ele foi o único gênio com quem já trabalhei...
porque sua criatividade era tão infinita...
e também porque ele era um grande líder.
Digo, ele fazia você querer dar o seu melhor...
e trabalhar muito além do que achava ser capaz.
Como uma pessoa criativa, ele era uma total visionário.
Sempre se arriscava sem medo de falhar...
e todos sentiam isso.
Ele entendia como unir pessoas criativas...
e permitir que elas se divertissem e corressem com seus talentos.
Qualquer um que trabalhou com Jim Henson...
teve o sabor de uma relação próxima com Jim Henson.
Era assim que funcionava.
A coisa que aprendi trabalhando com Jim...
é que a apreciação é a melhor droga que existe.
Entusiasmo é contagioso.
O Cristal Encantado tomou cinco anos da minha vida.
Mas acho que reflete parte da filosofia de Jim...
e, coincidentemente, acho que todas nossas filosofias...
sobre a vida e a natureza do bem e do mal.
E fizemos o filme que queríamos assistir.
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