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O Cristal Encantado foi um presente maravilhoso que Jim nos deixou.
Nunca teria sido feito sem a visão dele.
Nós fizemos o filme que gostaríamos de ver.
O Cristal Encantado Teste de Imagem
Realmente não tínhamos ideia...
Brian Froud Designer Conceitual
...o quão influenciador seria.
O ponto de partida para o meu pai com O Cristal Encantado foi...
que ele quis criar pela a primeira vez um universo inteiro...
onde os bonecos não eram bonecos.
Os bonecos eram seres vivos que respiravam, que pensavam...
em um universo alternativo...
em um realidade alternativa onde O Cristal Encantado acontece.
Ele sempre tentava fazer algo diferente e novo que nunca tinha sido feito antes.
David Odell Roteirista
E não gostava de repetir o que já tinha feito.
Com aquela ideia ele queria fazer algo totalmente diferente...
que ele nunca tinha feito antes e que ninguém nunca tinha feito antes.
Outro mundo...
outro tempo...
na idade do espanto.
Há mil anos, esta terra era verde e farta...
até o Cristal se partir.
A ideia inicial de Jim, a faísca para O Cristal Encantado...
foi um livro que...
Foi um livro infantil onde crocodilos moravam em um palácio.
E ele gostou da ideia daquelas criaturas nojentas...
morando em algo suntuoso.
A ideia era de que um reino havia se partido...
David Goelz Bonequeiro
...eobemeomal haviam sido separados.
E a história era sobre integrar os dois de volta em personagens unitários.
Jim me ligou e disse: “Eu tenho um filme de fantasia.
Você estaria interessado em tomar parte nele?"
E era basicamente sobre as criaturas e o mundo...
e como o mundo delas era estranho.
E as culturas e tudo o mais eram totalmente estranhos e originais.
Havia uma filosofia muito mística e espiritual por trás daquilo tudo.
Ele basicamente via o bem e o mal como dois lados da mesma coisa...
ou, me parece, yin e yang.
E acho que essa era a sua ideia espiritual fundamental para a história.
A ideia de que somos, suponho eu, todos compostos de coisas diferentes.
O bem e o mal em cada um de nós fundamentam o filme todo.
Acho que O Cristal Encantado, em particular, era sobre Jim Henson.
Kathryn Mullen "Kira"
Acho que era a busca dele pelo que ele pensava...
sobre esses grandes tópicos espirituais.
Sempre pensei: "Bem..." E se colocamos os dois juntos...
talvez todos os pecados sejam esquecidos. Sei lá.
Acho que foi uma exploração disso, com certeza.
Se você passava tempo com Jim...
a tendência era você atinar para o modo como ele via as coisas...
mesmo que ele não expressasse isso explicitamente.
E me parece que todo mundo se rendeu à ideia e ao tema do filme.
E a coisa do enredo melodramárico era o que precisávamos...
para usar como o esqueleto no qual pendurar esse tema.
Porque a profecia diz...
que você deve encontrar o Fragmento...
o Fragmento do Cristal.
O Fragmento do Cristal?
Para salvar o mundo, Gelfling...
você deve encontrar o Fragmento...
Quando começamos, Jim queria criar um mundo inteiro.
E passamos muito tempo no princípio...
só conversando sobre como o mundo poderia ser, como se pareceria...
que tipo de criaturas formariam a sua população...
e descobrimos que, ao inventar o mundo...
mostramos que ele tinha uma história ancestral, e tive que criar formas...
que mostrassem a vocês que ele existia há muito, muito tempo.
Havia algo de muito mágico a respeito do trabalho de Brian.
Quando você o vê, tudo tem uma sensação de ancestralidade.
São mundos com milhões de anos de passado...
e você realmente acredita no que vê.
Tentamos criar um mundo onde você percebe que tudo está interligado.
Em meu trabalho, muitos dos símbolos e o uso que faço da geometria...
ajudaram a fazer da coisa toda uma unidade.
Assim, a geometria é muito mostrada.
As próprias criaturas sempre possuíram o mesmo simbolismo...
que permeava o filme inteiro.
E a forma como a história nos leva àquele ponto...
onde tudo tem que se unir novamente.
Agora vamos enviar o Jen.
Vigie a sua perigosa viagem.
E ele queria que o mundo tivesse vida, não apenas os personagens.
Ele queria que tudo tivesse vida.
O Cristal Encantado era uma porta pela qual você podia passar...
Jane Gootnick Designer de Bonecos
...para ser capaz de expressar criativamente...
as suas ideias sobre as qualidades emocionais...
de tudo aquilo que tem vida, quer realmente vivas ou não...
no caso de mineral e vegetal.
Não particularmente aquilo que consideramos coisas vivas.
Sou muito inspirado pela natureza, e Jim também era.
E ele me deu espaço para levar isso para o filme.
Brian Froud fez um trabalho estupendo.
Tudo o que ele criou eram coisas...
que você realmente podia imaginar que estavam vivas.
Algumas delas realmente não pareciam com nada que existe...
mas, de algum modo, pareciam algo que poderia estar vivo...
Se você visse uma delas.
Os Mystics eram muito mais conectados com a terra em si.
Era como se fossem feitos da terra.
Os Mystics são muitos sólidos € Vagarosos, e pensam...
mas eles pensam em longos ciclos.
Finalmente, o Cristal chama.
É hora. Hora de voltar para o castelo.
A ideia de Jim para os Mystics era de que eles eram sagrados e espirituais...
e haviam se purgado de toda a sua maldade e baixeza.
E isso significava que eram incapazes de realmente viverem no mundo.
E que você precisa ter um toquezinho de impulsos ruins para poder criar...
E o poder implica um certo tipo de agressividade.
E não dá para viver no mundo sem ter um pouco de Skeksis dentro de você.
Silêncio!
Os Skeksis começaram com uns esboços...
de crocodilos usando joias...
...e depois Jim os desenvolveu como conceitos de...
do lado mau de uma natureza mais completa.
O que pareceu vir à tona em princípio, para mim...
foi como peixes abissais.
Aqueles dentes...
Julgamento pela pedra.
Julgamento pela pedra!
São como dinossauros.
Os pássaros plumados contemporâneos vieram de...
Eram como répteis.
Portanto os Skeksis são mais agressivos.
Eles pegaram cada um dos Skeksis...
e estudaram as cores que cada um usou.
Tudo que usavam simbolizava um processo mental...
parte da personalidade dos Skeksis.
Coisas que o público só capta de forma subliminar.
Eu não vou dizer que eles não sabem.
Você sabe. Você só não sabe que sabe.
Grande golpe, Lorde Chamberlain!
Lorde Chamberlain!
Demos a eles personalidades diferentes.
Seria mais fácil se cada cada um tivesse funções.
Isto ajudou enormemente.
Dissémos, "Bem, o que cada um deles fará? Qual será sua função?"
E uma vez definido isso, então algumas peças do figurino...
e qual seria a forma deles começou a encaixar.
Eu, o imperador!
A ideia de separá-los foi com o intuito de dizer...
um não é melhor que o outro.
Ambos têm seu lado forte e seu lado fraco.
Agora, de acordo com a lei, ele deve pagar.
Parem. Detenham-no.
Os personagens foram muito bem planejados.
Eles todos tinham uma história e eles todos foram muito bem elaborados.
Um era como um corpanzil orgânico a se mover...
Oo outro era como uma concha uma casca...
que era bem como o personagem.
Um bem orgânico, o outro bem cascudo e reptiliano.
Portanto suas formas estão de acordo com suas qualidades espirituais.
O desafio foi dar a cada um dos lados...
uma referência um do outro.
Eles têm de ser totalmente diferentes e distintos...
e ainda assim indissociáveis.
Portanto uma relação anatômica teve de existir...
que demonstrasse que eles eram a mesma coisa.
Você não precisava saber desde o início...
mas você precisava poder ver mais tarde.
Ouçam. O Cristal.
-O Cristal chama. -O Cristal.
Para a câmara do Cristal!
Jim e Frank Oz sempre adoraram desenvolver esse tipo de ideias...
porque são homens que sempre adoraram monstros.
Simplesmente adorávam monstros...
então foi minha tarefa dar-lhes uns monstros bacanas.
Então, eu suavizava a coisa e o Jim sempre me encorajando...
para fazê-los mais e mais repulsivos.
Soldados Garthim, encontrem o Gelfling!
Garthim!
O Gelfling!
Tragam-no para o castelo!
Os Garthim, eram aqueles personagem tipo carro-blindado.
Parecem Caranguejos Ferradura com patas.
Eram os empregados dos Skeksis.
Ele perseguiam e capturavam os Podlings para drenar sua essência.
Eu descobri as lagostas como jantar, e se vir o filme...
notará a influência das lagostas e crustáceos nele.
Começou quando percebi quão incrustrados os personagens estavam.
O conceito de Jen é que ele é o pivô lidando...
com os problemas que ocorrem e que ele terá de superar.
Ele está aprendendo sobre o mundo.
A chave por trás de Jen é que ele é Jim Henson...
quando muito jovem e inocente.
Veja o nome, a semelhança está na cara...
e é claro que este papel Jim reservou para si mesmo.
Ele é parte da personalidade de Jim e isso faz o personagem funcionar.
Quem é a Aughra afinal?
Uma destas coisas?
Talvez ela mate os Gelíflings.
O que eu faço aqui?
Aughra é uma bruxa com cara de monstro...
que aconselha Jen no que precisa ser feito...
e aonde ele precisa ir.
Ela tira seu olho...
e olha em volta.
Aughra é essência da terra.
Ela é um produto da paisagem.
Ela é a paisagem personificada, por assim dizer.
A sua aparência e a forma com que ela sente estão ligados às pedras...
e suas rugas talvez às árvores ou às rochas.
Ela é tão velha que ela se identifica com muitas das imagens...
da mãe natureza, com a mãe terra.
Ela é a sabedoria da própria terra.
Quer saber para que é isto tudo?
É isso, Gelfling? Você não sabe?
Você nunca olhou para os céus.
Tudo o que está nos céus está aqui...
movendo como os céus se movem.
Isto é para saber quando, é para isso.
Sóis, luas, estrelas.
Sim, o ângulo da eternidade.
É assim que sei que está chegando.
E foi intrigante criar uma personagem...
que parece saber tanta coisa.
Mas ela é ambivalente.
Você não sabe... O grande barato dela é que...
você não sabe se pode confiar nela ou não.
Nós nunca sabemos de que lado ela está.
E talvez nem ela saiba, mas ela está lá...
lidando com isso.
Perguntas, perguntas. Muitas perguntas.
Quer um Fragmento? Tome.
Qual deles?
Não sei.
Não sei.
Ouça, Gelfling.
Há muito para aprender...
e não há tempo.
Os Gelflings representam nós humanos, no filme.
Eles são os mais humanos do grupo.
É como pintar um quadro com fadas e criaturas...
eu sempre incluo algo real no meio.
Portanto este é o nosso critério.
Como público, nós entendemos este elemento.
Então, quando levamos o ser humano a lugares estranhos...
e O Cristal Encantado está cheio de lugares estranhos...
nós ainda assim conseguimos nos identificar através dos Gelflings...
porque eles nos levam pela jornada...
pelo filme e pela aventura.
Oh, não. Em cheio na lama.
Pessoas costumam dizer, é fácil encontrar pessoas do sexo oposto...
se você tem um cachorro bonito.
Então pensamos que Fizzgig deveria ser totalmente o oposto.
Ele não atrairia as gatinhas...
e assustaria qualquer namorado.
Eu também tive um personagem chamado Fizzgig...
que era como um animal de estimação...
mas que também tinha dentes afiados que apareciam sempre...
que ele ficava bravo.
Você é um Gelfling, como eu?
Bem, sim.
Mas eu pensava que era o único.
Eu pensava que eu era a única.
Para Kira tivemos que criar um outro cenário.
Ela conversa com animais, que é algo que ele não consegue.
Nós criamos a telepatia.
Eles davam as mãos e a mente deles se tornava uma.
-A primeira lembrança é um fogo. -Onde começou?
É uma guerra, acho eu.
Uma árvore. A minha mãe me pôs lá dentro, e nós...
Mãe! Mãe, o monstro!
A primeira coisa de que me lembro é do mais gentil.
Foi uma forma objetiva de mostrá-los se apaixonando...
e se tornando um ser num grau de intimidade...
que só pode ser mostrado nas telas.
Não há mais nenhum como eu.
Tenho de encontrar...
Eu amo a todos, só que tenho de encontrar...
-Espere. -Quero...
-Está desaparecendo. -Está desaparecendo.
É muito raro vermos um boneco como o personagem principal de um filme.
A inspiração veio de muitos muitos lugares, de forma orgânica.
Nos divertimos tanto com eles.
Podia-se usar qualquer coisa.
Tirávamos coisas do lixo...
a colher que você havia usado no almoço.
Qualquer coisa que quisesse.
Muita coisa aconteceu por acidente. Estávamos no ateliê...
e tinham que criar os Podlings. Eles esculpiram umas maçãs...
e colocaram no topo do aquecedor. Elas murcharam...
e muitas das caras surgiram de como aquelas maçãs ficaram...
após secarem por uns dias.
Vamos.
Podlings eram muito divertidos, digo, de criar.
Nós nos divertimos muito criando as caras e figurinos...
e os maneirismos.
A vila Podling foi baseada na casa de Jim e Jane.
Eles tinham um monte de crianças e 27 gatos...
e macacos e papagaios.
E você pode imaginar Jim e seus filhos.
É um cenário muito animado...
porque são todos meio como o Jim.
E para mim, tudo tem muito a ver com isso.
Foi em casa com a família. Em casa com os Hensons.
Os personagens em O Cristal Encantado, eu acho...
foram personagens inovadores para a época.
Não se havia visto um design daqueles, na verdade...
se você olhar para 20, 30 anos mais tarde...
muita gente os copiou.
Eles estão por aí, designs derivados.
Esse visual realmente apareceu originalmente nesta época...
com essas criaturas.
Brian Froud fez um trabalho incrível com elas.
Eles saíram da cabeça dele.
Eles cobriram uma variedade de coisas...
que você poderia imaginar como tendo vida...
e ajudou em que as pessoas acreditassem nestes personagens.
Eu creio ter sido muito inovador...
porque ninguém mais tinha feito um filme como este.
E eu acho que esse era o universo onde Jim Henson vivia.
Portanto ele não viu isso como um marco...
mas como uma expressão aperfeiçoada...
da sua filosofia e de suas crenças espirituais.
Todos, inclusive ele, podiam notar...
que coisa extraordinária ele conseguiu, trazendo aquele universo à vida...
trazendo O Cristal Encantado à vida.
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