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"Os Curtas Metragens de David Lynch"
Era 1967 na Filadelfia, e eu ia para a Academia de Artes da Pensylvania.
Todos os anos, no final do ano letivo
era organizado um concurso de pintura experimental e escultura.
Neste ano em particular,
estive num est�dio na escola
onde as pessoas isolavam pequenos espa�os para elas mesmas pintarem.
Eu estava pintando um quadro de negro
com um jardim verde.
As plantas verdes emergiam de alguma forma do negro.
O PRIMEIRO FILME
Um verde.. muito escuro, emergindo do negro...
Eu estava olhando para este quadro e..
ouvi o vento e vi a pintura... movendo-se um pouco.
E foi isso que impulsiounou tudo.
Eu quis ver a pintura se movendo e acrescentar-lhe som.
isso me levou a um projeto animado, esculpido numa tela,
para o tal concurso de pintura experimental.
Construi uma tela com cerca de 183 cm x 244 cm
e fiz um minuto de anima��o
para ser projetado sobre essa tela onde acrescentei um som de sirene.
SEIS HOMENS ADOECENDO (SEIS VEZES)
Acontecimentos Estranhos
"6 Homens Adoecendo" custou 200 d�lares.
E foi uma coisa completamente absurda,
Mesmo tendo ganho o 1� Pr�mio. Talvez por causa da despesa,
talvez seja isso...
Na audi�ncia, a um certo ponto,
estava um homem chamado H. Barton Wasserman.
que olhava para o filme
e imaginava ter um para ele mesmo em casa.
Bart aproximou-se e ofereceu-me 1000 d�lares
e podem imaginar: 1000 dolares, para lhe fazer uma c�pia.
Eu disse imediatamente que sim.
Depois pensei, com esse dinheiro
e por causa da minha fixa��o, posso ter a minha pr�pria c�mera...
Fui � Fotorama na baixa da Filadelfia,
antes de ter o dinheiro.
E vi a camara Bolex dos meus sonhos.
Estava numa caixa de cabedal.
custava por volta de 500 d�lares.
Perguntei se me podiam reservar e eles disseram:
"N�o David, n�o te podemos reservar."
"Se algu�m entrar e quiser compr�-la, n�s vamos vend�-la"
Isto perto da hora de fechar.
Perguntei a que horas abriam e disseram: "8 horas". E disse-lhes que estaria l�.
Nessa �poca, eu n�o conseguia acordar cedo, da� tive de ficar acordado a noite inteira.
NOITE SEM DORMIR
Fui buscar o dinheiro do Bart e �s 8hs da manh� fui � Fotorama.
Ainda guardo o recibo at� hoje.
O recibo da minha Bolex.
Acho que custou 478$ 28 cents.
Eu tinha a Bolex, um rebobinador e
uma esp�cie de motor...
Era um pacote completo que tinha adquirido da Fotorama.
FILMAGENS
Comecei a trabalhar com as anima��es que duraram 2 meses...
Ia fazer uma imagem de 245 x 300 cm.
1/3 era a��o real
e os outros 2/3 eram animados.
Dividi 1/3,
tentei fazer uma linha direita
e animei os 2/3.
Dentro da LATA
Tinha um filme de (300 m) dentro da Bolex.
O dia de tirar o rolo da m�quina chegou.
Levei o rolo ao laborat�rio...
sim, fiz isso...
e voltei uns dias depois para busc�-lo.
STOOP
S� me lembro, de estar em frente ao STOOP com o rolo do filme
e queria v�-lo r�pidamente. Comecei a pux�-lo, alegremente...
Estava tirando o rolo - mas quando se tira o rolo acontecem sempre coisas estranhas -
At� o fim...
N�o conseguia ver nada...
N�o haviam imagens. S� uma mancha continua.
Notavam-se algumas coisas,
mas continuava sendo uma mancha.
A essa altura pensei:
"Isto � uma cat�strofe"
Mas n�o consegui ficar aborrecido.
Na realidade n�o fiquei aborrecido.
Fiquei no inicio,
mas depois sentia algo, que n�o conseguia bem explicar.
"Algo que N�o Conseguia Explicar"
Pouco depois liguei ao Bart, e ele me disse:
"David, pega o resto do dinheiro e faz o que quiser."
"e me d� uma c�pia."
Isso me conduziu ao "Alfabeto".
Estava casado com Peggy, conhecida como Peggy Lance,
de Chestna Hill na FIlad�lfia.
Peggy era uma estudante de artes da Academia, tamb�m.
Era uma mulher muito bonita com uma voz bel�ssima.
Muito boa pintora e...
ALFABETO
Peggy, foi � casa dos seus pais para uma visita
e a sua sobrinha estava l�.
Penso que num quarto escuro numa cama pequena...
Acho que estava tendo um pesadelo e repetia in�meras vezes o alfabeto no pesadelo.
Peggy contou-me isto,
e algo se "ativou" em mim
da� trabalhei no "Alfabeto".
Baseado no pesadelo da sobrinha de Peggy.
TRABALHO ANTERIOR
Durante o "Alfabeto" fiquei com o "bichinho".
N�o sei o que teria acontecido se n�o me tivessem dado luz verde,
pois tinha uma fixa��o nisto.
E queria mesmo fazer "A Av�".
SCRIPT
Escrevi este roteiro...
era...
era muito denso e curto
e n�o tinha a forma de um roteiro normal
tinha mais ou menos umas 8 p�ginas,
s� tinha frases...
como se tivesse partido em linhas com frases como em "filmagens" ou cenas.
Nessa altura o meu amigo Bushnell Keeler...
e isto � outra historia...
Bushnell Keeler mudou completamente a minha vida
e ajudou-me em muitos momentos dif�ceis.
Neste momento Bushnell e sua mulher Toby
me falaram de uma cena nova: o Instituto Americano de Filmes (AFI).
Sua sede era na H-Street em Washington DC.
Bushnell e Toby viviam na Alexandria.
Havia um programa independente de bolsas establecido.
Bushnell disse "deveria se candidatar a uma bolsa".
Pensei sobre isso
e descobri que era preciso submeter trabalhos antigos
e um roteiro para algo que quisesse fazer...
e eu tinha essas duas coisas.
Portanto, me candidatei.
A CANDIDATURA
Esperei e enquanto esperava, o grupo que se candidatara anteriormente,
foi o o primeiro grupo de vencedores anunciado.
N�O DESISTAS DO SEU EMPREGO DIURNO
Eu come�ava a perceber que os realizadores de filmes "underground"
que j� trabalhavam em filmes h� muito tempo...
Percebi que eu era um tonto.
Nessa altura, descobri...
que eu n�o possuia talento suficiente para ser avaliado.
E continuei trabalhando, fazendo impress�es/revela��es.
DIA CHUVOSO NA FILAD�LFIA
Um dia estava chovendo na Filad�lfia.
e eu sai para trabalhar.
Estava de saida e Peggy estava no alpendre...
E lhe disse: "me chame se algo excitante acontecer"!
E ela me disse: "me chame se algo excitante acontecer..."
Como se algo excitante fosse mesmo acontecer.
Me dirigi para Germantown, onde trabalhava
e comecei as impress�es.
Nessa tarde o telefone tocou eu o ouvi tocar,
mas � normal o telefone tocar todos os dias.
Mas me lembro do telefone tocar...
Era a Peggy telefonando, mas ela s� falou com o Roger.
Roger veio conversar comigo e disse:
"Vai receber uma chamada telef�nica dentro de alguns minutos".
Como se ele soubesse alguma coisa.
Depois de alguns minutos o telefone voltou a tocar.
Era George Steven Jr e Tony Velani.
A Av�
Esse telefonema mudou completamente a minha vida.
Recebi uma bolsa/pr�mio para fazer um filme.
A Av�
Estavamos em 1973.
Est�vamos filmando "EraserHead" h� quase um ano.
E ficamos sem dinheiro.
LOS ANGELES, CALIFORNIA 1973
Foi um momento depressivo.
Mas nisso Fred, numa tarde, veio falar comigo
e disse que lhe tinham pedido para filmar um teste
usando dois tipos de video Preto e Branco
para a AFI determinar qual a melhor, pois iriam comprar um "monte" deles.
Instituto Americano de Filmes
Quando Fred me disse que a AFI estava comprando cassetes,
fiquei um pouco triste.
Preocupei-me com o fato de provavelmente terem que mudar o nome do Instituto.
Instituto Americano de Videos
Olhei para o Fred e tive uma id�ia.
E lhe disse:
"Fred, te interessa o que vai filmar?"
"De que est� falando?" - disse ele... Eu respondi: "pode filmar o que voc� quiser.
Duas vezes - uma vez com uma fita e outra com a outra e ir assim para o teste?"
E ele disse: "N�o vejo porque n�o".
Disse-lhe: "posso escrever e fazer alguma coisa?"
Ele respondeu: "OK".
AMPUTADA
N�o � isso que te estou dizendo.
Voc� n�o estava no quarto quando Jim disse aquilo e eu estava.
E ele realmente disse.
Ele me disse que estava tudo bem entre ele e a Helen.
E eu sabia - mesmo que ele n�o o dissesse - que era verdade.
Portanto...
Mas ningu�m disse!
Talvez pense que o tenha feito, mas sei que n�o o fez.
E me deixa furiosa quando diz que eu n�o sabia sobre a Helen.
Ela era a minha melhor amiga
At� me contou daquela vez que bebeu gin contigo.
Talvez agora acredite em mim.
Depois disso me cansei da Puta.
Harry ligou todas as bocas do fog�o antes de sairmos da cabana.
Disse que queria ver pegar fogo naquilo tudo.
Deixou-me enjoada.
Estava tudo mal entre n�s.
E Isso bastava para mim.
N�o lhe disse uma �nica palavra no caminho de volta.
Quando paramos e vimos Joan no Gims,
comprou cigarros e disse � Joan que eu era um "biscate".
Uma simples "biscate".
Nunca fui uma "biscate".
Eu n�o estava brincando com o Jim.
Eu n�o fazia biscates e continuo a n�o fazer.
E voc� come�ou isso na noite em que Jim me disse.
Voc� nunca entendeu o Jim.
Depois da maneira como tratou Helen n�o � novidade que ele sinta o que sente.
E voc� sabe.
E voc� sabe que nem o Paul � o mesmo.
Voc� nunca entendeu o Jim.
Voc� entendeu tudo mal, querida.
Voc�... e a Joan!
Agora sabe do que o Paul estava realmente falando.
A prop�sito:
Onde estava quando Paul chegou em casa �s 3 da manha ?
N�o � isso que estou te dizendo.
Voc� n�o estava no quarto quando Jim lhe disse aquilo e eu estava.
E ele realmente disse.
Ele me disse que estava tudo bem entre ele e a Helen.
E eu sabia - mesmo que ele n�o o dissesse - que era verdade.
Portanto...
Mais ningu�m disse.
Talvez pense que o tenha feito Mas sei que n�o o fez.
E me deixa furiosa quando diz que eu n�o sabia sobre a Helen.
Ela era a minha melhor amiga.
At� me contou daquela vez que bebeu gin contigo.
Talvez agora acredites em mim.
Depois disso cansei-me da Puta.
Harry ligou todas as bocas do fog�o antes de sairmos da cabana.
Disse que queria atear fogo �quilo tudo.
Deixou-me enjoada.
Estava tudo mal entre n�s.
E Isso bastava para mim.
N�o lhe disse uma �nica palavra no caminho de volta.
Quando paramos e vimos Joan no Gims,
comprou cigarros e disse � Joan que eu era um "biscate".
Uma simples "biscate".
Eu nunca fui um "biscate".
Eu n�o estava brincando com o Jim
Eu n�o fazia biscates e continuo a n�o fazer.
E voc� come�ou isto na noite em que Jim me disse.
Voc� nunca entendeu o jim.
Depois da maneira como tratou Helen n�o � novidade que ele sinta o que sente.
E voc� sabe.
E voc� sabe que nem o Paul � o mesmo.
Voc� nunca entendeu o Jim.
Entendeu tudo mal, querida.
Voc�... e a Joan!
Agora sabes do que o Paul estava realmente falando.
A prop�sito:
Onde estavas quando Paul chegou em casa �s 3 da manha ?
"O Cowboy e o Franc�s" apareceu depois do "Blue Velvet."
E apareceu devido a uma viagem que fiz a Paris.
Fui a um restaurante com Daniel Toscan du Plantier.
O COWBOY E O FRANC�S
E foi nesse restaurante que Daniel Toscan du Plantier me perguntou
se eu queria fazer parte de um programa, um programa de televis�o,
chamado "Como vejo o Franc�s" - algo assim parecido.
Ele me explicou que tinha 6 realizadores em mente e eu seria um deles.
Ent�o pensei e disse: "Daniel,
n�o tenho id�ias para isso e penso que n�o..."
E ele disse: "est� bem".
E no caminho para casa, para o hotel, depois do restaurante
comecei a ter id�ias...
Quando voltei para o hotel lhe telefonei e lhe disse:
"Eu tenho id�ias e quero te falar sobre elas".
Eu lhe disse isso e ele me respondeu "Dois clich�s em um".
O Cowboy e o Franc�s
Slim, o lider do rancho - quase surdo como uma pedra devido a
2 tiros, calibre 30.06, disparados muito perto de seus ouvidos aos 13 anos!
- Juntamente com Pete e Dusty - v� algo de anormal descendo pela encosta.
Mas o que � um raio, Pete ?!
Porra, o que � aquilo ?!
Voc� e o Dusty subam a encosta e vejam que raio � aquilo !
Sim, sr Slim.
- E eu levo o Dusty comigo. - Qu� ?!
Eu disse: "SIM, Sr. E EU LEVO O DUSTY COMIGO" !
Foi exatamente o que eu disse !
Eu vou l� com ele, Slim.
Eu disse: "EU VOU L� EM CIMA COM ELE, Slim" !
Vou dizer a voc�s mais uma vez,
simples e claro !
V�o l� e descubram que porra � aquela rebolando pela encosta !
Estamos indo e vamos fazer um bom trabalho, Dusty.
Mas, o que � aquilo ?
Vejam l� se essa porra n�o ir� atacar voc�s.
Porra !
Mas que porra temos aqui ?
Eu o acerto!
Acertei!
O qu� ?
O qu� ?
O qu� ?
O qu� ?
Eu n�o entendo nada do que ele diz... e voc�s rapazes?
N�o...
- E tu Dusty ?! - N�o !
Vamos l� rapazes!
Isto pode ser um sacana de espi�o extra-terrestre.
Vejam o que ele tem nessa mala antes de o matarmos.
Que diabo!
Que diabo!
Que diabo!
Que diabo!
Que diabo!
Que diabo!
Jose Perrer.
Me d� isso!
Isso me parece um an�o.
Caralho!
Ele tinha um monte deles nos bolsos tamb�m.
Meu Deus, isso � horrivel !
Talvez ele tenha adormecido ao lado de um riacho...
Tem aqui uma esp�cie de carta...
Talvez explique algumas coisas.
- Talvez n�o. - Me d� isso imediatamente.
Porra - Yippie Kai Yai a... Isto est� me dando uma dor de cabe�a !
Porra, Slim, ele tem batatas fritas.
Porra, Slim, ele tem batatas fritas .
Porra ! Caralho! Batatas Fritas ?
Meu Deus, porra, caralho, penso que temos aqui um franc�s.
Voc� ultrapassou a fronteira, companheiro ?
Desamarrem o rapaz. Vamos arranjar ketchup...
Pete, vai l� em casa e tr�z umas garrafas de cerveja...
Heineken, Budweiser - e outra qualquer.
Voc� ultrapassou a fronteira, companheiro!
Howdy !!
P�e esse animal no curral e vai para casa.
E d� uma ajuda ao Pete com as cervejas.
Sim, sr Slim. Tamb�m quer?
O que disse, Howdy ? Fala alto !
N�o ouvi uma porra do que disse.
- Slim, eu disse... - Seu animal tem a mem�ria muito curta...
Quantas vezes j� te disse que sou quase surdo
por causa de duas balas de 30.06 que explodiram muito perto quando tinha 13 anos?
Slim ! Eu disse: Tamb�m quero amendoins junto com as cervejas!
Eu disse para colocar esse animal no curral,
ir a casa e ajudar o Pete com as cervejas.
E j� que faz isso nos arranja tamb�m uns amendoins !
Se acalme, companheiro...
Pete e o Howdy j� vem a�.
Eu tamb�m estou seco por uma cerveja fresca.
Como uma nuvem sem vento o tempo passa devagar na pradaria.
J� disse que n�o comemos desse queijo. Cheirei-o h� pouco e est� estragado!
N�o leve t�o a s�rio, n�o te queremos ver doente !
Ol� a� "Broken Feather" !
Onde pensa que vai?
N�o s�o horas de andar por ai!
Eu n�o saber quem esse ser...
Porra, � um Franc�s!
Desceu da encosta esta manh�.
Eu saber isso. Andar atraz h� 10 dias.
Pensar que espirito mal�fico ter mandado maldi��o.
Ficar preocupado com rancho - animais - as pessoas.
Bem, � um franc�s - ja te disse.
Tem muitas coisas malucas na sua mala!
Est� aqui nos vigiando!
Alguma coisa o est� incomodando...
Porra... N�o consigo adivinhar !
J� lhe pagou os 20 d�lares que ele ganhou ?
Pagou?
Ao diabo!
Porra... parece que n�o!
Essa noite foi muito complicada...
Recompensa-o!
Desculpa Broken Feather... Me esqueci de pagar seus 20 d�lares.
Sem ressentimentos, pega 25 !
N�o querer dizer nada. Pensar que ter bebido ou fumado tudo!
Pensei: um ou outro, mas n�o ter certeza.
Obrigado, sentir muito melhor agora.
- Ainda bem, pega numa cerveja. - Obrigado.
A mala!
Persegui-o durante 10 dias - estando curioso.
Ele sempre atirar caracois. Me assustou...
Os rapazes est�o com fome ?
Ooh la la la la...
Yippie kai yai yippie kai yai a.
Algumas coisas passam como...
Ent�o como te chamas companheiro?
Pierre.
Est�o ocupadas?
Vive la France!
A noite transforma-se em madrugada, com
Pierre!
Gostar de ter mala como a sua.
Porra !
Isto foi...
No final dos anos 90, quando o cinema celebrou 100 anos.
LUMIERE
E um franc�s teve a id�ia de...
Ele tinha a c�mera, c�meras originais...
e sabia a f�rmula original da emuls�o para filmar.
E a �nica diferen�a era que
ele usava um �cido, azotane, n�o era? Em vez de nitrano.
Ele misturou essa emuls�o com o rolo de 35mm,
mas este filme tinha os quadros alterados.
A camara era feita de madeira, metal e vidro.
Muita madeira.
Tinha uma fenda e uma caixinha em madeira e metal.
E a caixa s� suportava 55 p�s de pelicula.
Tinham a id�ia de emprestar a c�mera a v�rios realizadores pelo mundo afora
e deix�-los fazer um filme de 55 minutos com algumas restri��es.
Que eram: tinhamos 3 "takes",
tinhamos de usar luz natural
e n�o podiamos parar a c�mera
quando come��vamos ... n�o podiamos parar.
Acho que eram essas as restri��es.
E... pessoas de todo o mundo
tiveram a opurtunidade de trabalhar com esta c�mera original dos Lumi�re.
55 segundos. Eu disse 55 minutos?
Porra, quem me dera, mas eram 55 segundos de filme!
Sim, 55 segundos de filme!
E sim... acabou por ter a volta de 55 segundos.
Tradu��o: "Shenmue_GdA"
Revis�o: "espantalho"
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