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O C�REBRO DO PLANETA AROUS
SPACE MONSTER www.cinespacemonster.blogspot.com
Tudo funciona.
N�o entendo.
N�o faz sentido.
Te digo que n�o faz sentido!
O contador Geiger fica toda a manh� oscilando.
e o nucle�metro coincide com ele.
Estranhou o que? A radioatividade � algo constante.
eu sei...
Ah �?
Uma fuga de g�s radon?
A AEC checa a �rea faz dois anos.
Poderia ser um avi�o nos sobrevoando com uma orgiva nuclear.
A menos que fizesse um v�o rasante, n�o ?
Ou uma explos�o de energia c�smica proveniente do sol.
Impossivel.
Essa contagem provem daqui.
- � 30 milhas daqui. - Do p� do Monte Mist�rio.
Ou da montanha mesma.
Al�, tem alguem em casa?
J� s�o quase 3 horas e este par de cientistas loucos ainda n�o comeram.
Por isso meu est�mago reclamava.
Al�, Sal.
Est� acontecendo algo no Monte Mist�rio.
- No Monte Mist�rio? - O lugar mais oculto do deserto.
Ninguem tem ido l� desde que os garimpeiros o abandonaram em 1900.
Deve fazer um calor!
Segundo papai ser�a ideal para uma base militar. � t�o horrivel.
J� come�ou de novo.
Veja bem isso, 20 milirems.
Por infraquadrado, diria...
- N�s vamos ao Monte Mist�rio. - Sem comer, n�o!
N�o, a brasa do churrasco est� pronto e...
Tem que comer. Vamos.
Rapaz, estou impaciente.
Steve,
Por que n�o pedimos ao Jim que nos leve l�?
- Seria o mais f�cil. - N�o, iremos no jeep.
Se f�ssemos de avi�o, poderiam nos ouvir e escapar.
Melhor esperar no p�tio ou nunca ter� a comida pronta.
Quem espera encontrar l�? Um louco fazendo experimentos?
Quem sabe?
Fantasmas. Deve haver fantasmas.
Tenciona inciner�-las? Porque eu prefiro mal-passadas.
Ser� melhor aliment�-lo, j� est� se tornando violento.
V�o se sentar, ambos.
- Al�, Sr. Fallon. - Dan, Steve.
Chegou a tempo para saborear hamburgues queimados.
Obrigado, Dan. N�o sabia que davam uma festa.
- Uma festa de despedida pra mim e Steve - Vai viajar?
S� at� o Monte Mist�rio.
Nesta �poca? Deve fazer pelo menos 50�C no deserto.
- Foi o que eu disse a ele. - Algo est� acontecendo l�.
Abra a porta, por favor, Dan.
Fale-me mais.
Chegam muitos raios gama do Monte Mist�rio.
Isso atrairia qualquer cientista ao deserto.
Por sorte s�o intermitentes. Se n�o, estar�amos fritos.
N�s fritaremos do mesmo jeito.
Num jeep pelo deserto a 50�C na sombra!
E a sombra mais pr�xima est� a 20 milhas.
Vamos, Danny Boy. Se sente t�o fragilizado, irei s�.
E perd�-lo?
Lembra que sou teu c�rebro. N�o faz nada sem mim.
Alguma id�ia do que seja?
N�o, por isso vamos averiguar.
Ponha cebola, Sally.
Dan p�s tanto no dele, que devo com�-las em defesa pr�pria.
Quanto tempo ficar�o fora?
3 ou 4 dias, se os fantasmas n�o atacarem.
N�o deveria avisar a AEC?
N�o, antes devemos saber o que h�.
- A curiosidade... - J� sei, "matou o gato."
Somando os dois isso nos d� 18 vidas.
Por�m nenhum hamburgue a mais.
O jeep n�o nos levar� mais adiante.
Suponho que agora devemos andar.
Sup�s bem. Pegue o centelhador.
- Nada de nada. - Mas esta manh� estava, voce viu.
Parece ch�. Quase fervendo.
Ora, essa � boa!
D� um olhada nisso.
Mais abaixo, � esquerda. O que v�?
Uma por��o de rochas.
No inverno passado n�o estavam.
Vamos, Dan. N�o � longe.
Est� a ponto de escurecer.
Podia ter estudado contabilidade e trabalhar num escrit�rio refrigerado.
Se soubesse disso,n�o vinha! Isto...
Dan, por aqui!
Dan, olhe esta caverna.
Acabaram de escav�-la.
Isso explica a pilha de rochas.
Reparou nas bordas.
Sim.
Alguem se esfor�ou bastante. Teriam que ter uma boa raz�o.
N�o.
Aqui n�o passou nada
N�o existe nem uma pegada.
Vamos olhar l� dentro.
Espero esteja cheia de latas de cerveja.
- Conseguiu encontrar algo? - N�o tem saida.
Steve!
Por aqui.
Tomara encontremos logo o que buscamos.
Vamos achar e cair fora daqui.
Viu isso?
Claro. N�o ia andar por aqui com os olhos fechados.
- Volte a ligar o Geiger. - Est� ligado.
Est� mais parado que um gato de g�sso.
Havia radioatividade. N�s tinhamos ouvido.
Desliga a lanterna, Dan.
- Est� percebendo o reflexo? - Sim, tem alguem aqui.
Prepara o rifle.
- Eu levo? - N�o. Vamos.
Tem alguem a�?
Somos amigos, saia!
Nosso amigo acaba de apagar a lanterna.
Que anti-social.
Entramos para busc�-lo?
Vamos entrar. N�o queremos problemas,
por�m vamos armados, no caso de voce estar.
Um beco sem saida.
Voce tambem viu a luz.
� impossivel.
Temos checado toda a galeria e n�o encontramos nada.
- Ser� melhor sairmos daqui. - Estou totalmente de ac�rdo...
Olhe!
Que � essa coisa?
Teremos que passar de algum modo!
Al�?
Oi, papai.
N�o, faz uma semana que n�o sei de Steve e Dan.
J� os conhece. Se encontram algo raro esquecem do resto.
Jim telefonou e vamos at� o Monte Mist�rio esta tarde.
Fazer uma surpr�sa a eles.
Bem, papai. Nos vemos � uma. Terei o almo�o pronto.
Valeu. Adeus.
Steve!
O Maom� retornou.
- Ficou alegre de me ver? - Claro que me alegro?
Ficou toda a semana fora.
E sabe o que encontramos?
Absolutamente nada.
Puxa!
Que houve?
Nunca havia me beijado assim.
Nunca tive sem voce tanto tempo assim, antes.
Deveria sentir minha falta mais vezes.
E Dan?
Voce o conhece, � um playboy jogador.
Depois de uma semana no monte necessitava ir a Las Vegas.
Que h� com voce?
Nada.
Mas... parece diferente.
Como diferente?
Sou o mesmo tipo ador�vel de sempre.
Perdoe-me, Sally.
Que aconteceu l�? Conte.
Nada, Sally.
Sua preciosa cabecinha n�o deve se preocupar comigo
N�o.
Primeiro diga a verdade.
Sou Sally, lembra? A garota com quem vai se casar.
Te conhe�o, Steve.
E sei quando tem algo errado.
N�o sei do que est� falando
Se � por causa dessa dor,
� s� um dente que me incomoda.
Olhe.
N�o fique assustada, certo?
Olha, n�o fique desconfiada s� por n�o ter falado da dor de dente!
� que agiu de forma engra�ada.
E a forma como me beijou.
Como este?
Meus p�s co�am.
Steve, espera...
Me agarra forte demais!
N�o, n�o, Steve!
Pare! Steve!
- Steve! - Eu sinto.
Est� esgotado. Tem que ir ao m�dico.
N�o me diga o que fazer, estou perfeitamente bem!
George, ele n�o queria machuc�-lo.
Steve n�o est� bem.
Que teria lhe acontecido l�?
Quem � voce?
- O que quer? - Me chamo Gor.
Preciso habitar seu corpo enquanto estiver aqui na sua Terra.
- Por que eu? - � um cientista nuclear reconhecido.
Tem acesso a lugares aonde eu quero ir.
Escolhi seu corpo cuidadosamente.
Mesmo antes de saber da Sally,
uma f�mea muito excitante.
- N�o a meta nisso! - Por qu�?
Me agrada.
Algumas coisas dos selvagens terrestres s�o excitantes e gratificantes.
Os c�rebros de Arous, meu planeta, desconhecem isso.
Se tocar na Sally, eu te...
� voce quem a toca.
Inclusive eu necessito que me estimulem.
Ela far� isso muito bem.
Estou lhe avisando!
Suas armas rid�culas n�o podem me afetar.
Enquanto estiver com vida,
usarei seu corpo, controlarei seu c�rebro
e manipularei sua vontade
como uma chave na fechadura.
J� viu o que fiz com seu amigo.
Te deixei com vida porque preciso de voce.
Enquanto quiser, serei voce.
- Al�, Sally. - Papai, papai...
- Que houve? - � Steve.
- Aconteceu algo com ele? - N�o sei dizer.
Estava aqui faz uma hora.
N�o consigo te explicar. Estava mudado.
Devia estar mal, como se...
Como explicar isso? Foi horrivel.
- Acha que ele est� doente? - N�o.
Jamais apresentou t�o bom aspecto, mas parecia um estranho
Falarei com Dan. Ele saber� o que se passa. N�o se preocupe.
Steve disse que ele est� em Las Vegas.
Mas Dan n�o � de agir assim. Tem alguma coisa errada.
N�o te ocorreu que poderia estar preocupada?
Bem.
Irei ao laborat�rio falar com ele.
Se fosse voce colocaria outro prato na mesa.
N�o atende mais a porta?
- Desculpe, n�o te ouvi chamar. - Vai levar s� um minuto.
Steve, tem algo acontecendo entre voce e Sally.
O que �?
Nada grave.
A Sally n�o gostou de eu passar tanto tempo fora.
- Ela vai esquecer. - � algo mais.
Eu a conhe�o bem. Est� preocupada com voce.
Venha em casa jantar conosco.
Adoraria.
Queria te falar de...
Steve.
Agora n�o posso ir.
Poderia me deixar, por favor.
Claro, se � o que quer.
Sim, � o que eu quero.
Creio que est� doente. Vou chamar o Dr. Parker.
N�o!
Meta-se nos seus assuntos e vai embora!
N�o se preocupa com Steve, pai?
Claro,mas ele � adulto e tem seus problemas como todos.
Por�m estou enamorada dele, e vamos nos casar.
Se est� doente dever�amos ajud�-lo.
N�o me agrada me meter nos assuntos alheios.
Algo preocupa Steve e muito.
Se ele quizesse confiar em mim j� teria feito.
Se tivesse visto ele aqui esta tarde, ent�o voce...
N�o posso te explicar isso, papai.
Algo terrivel lhe aconteceu.
e alem disso, n�o creio que Dan esteja em Las Vegas.
Dan n�o iria desaparecer assim.
Que quer fazer?
Farei o possivel para ajud�-la.
Pois...
Seja l� o que for, algo se sucedeu no Monte Mist�rio.
Me sentiria melhor se pud�ssemos ir l�.
� uma excurs�o infernal nesta �poca do ano.
Eu sei, mas quero ir assim mesmo.
Amanh�.
Tenho aceito muito,suas vontades, n�o posso mais mudar agora.
Sairemos pela manh�.
Encarregue-se da comida e �gua, eu cuidarei do resto.
Obrigado, papai.
N�o sei o que encontraremos,
mas ao menos teremos tentado.
Fim do trajeto para o carro.
Olhe, � o cantil deles.
E tem marcas do jeep.
Devem ter caminhado desde aqui. Pegue a �gua, trarei as lanternas.
Est� bem.
- Cuidado. - Sim.
Que calor!
Deve estar pelo menos, 50�C.
N�o � um lugar para descansar.
Vamos para a sombra daquela caverna.
Uma caverna?
Estive aqui com Steve e esta caverna n�o existia.
Vamos l� ver.
Esta caverna n�o existia!
Eu acredito, Sally.
Porem n�o entendo como pode ter sido aberto
sem que n�o soub�ssemos.
O t�nel vai mais alem do que a luz da minha lanterna.
Te digo que n�o havia. A ter�amos visto.
J� conhece o Steve.
A rocha nem sequer est� desbotada.
Tem raz�o, Sally.
A caverna foi cavada nessas �ltimas duas semanas.
Suas pegadas. Ao menos sabemos que chegaram aqui.
Tem uma galeria, papai.
Pai, voce viu a luz?
N�o, deve ser o reflexo da minha lanterna.
N�o!
Sally, sou eu!
- Ser� melhor que saiamos. - N�o.
N�o, algo aconteceu aqui com Steve.
Tenho que descobrir o que foi.
Olhe.
O centelhador de Steve.
Devia ter uma boa raz�o para deix�-lo.
Sim, deve ter saido com toda pressa.
Pode acend�-la de novo. Eu o vi.
Fique aqui.
Est� morto, n�o est� ?
Que aconteceu? Que lhe causou isso?
N�o sei. N�o posso explicar isso.
Deve ter rela��o com o comportamento de Steve.
Voltemos � cidade para informar o sheriff.
Humanos.
Quem...? Quem � voce?
N�o tenha medo. Sou amigo..n�o vou machuc�-los.
N�o sou da sua Terra. Me chamo Vol.
Venho do planeta Arous.
Fui enviado para capturar o criminoso Gor
que escapou e se refugiou aqui na Terra.
E j� aniquilou esse humano do corredor.
Ele � vil e perigoso. Necessito vossa ajuda.
- Que podemos fazer? - Conhecem o amigo do morto?
- Sim, � um bom amigo. - Se comporta de forma estranha?
Sim.
O criminoso possuiu seu corpo.
Se estimam vosso amigo, n�o falem do nosso encontro.
Amanh�, �s 8 da noite irei a vossa casa.
Planejaremos algo.
Papai, o que vamos fazer?
O que ele disse. N�o temos escolha.
Sim, sou Steve March.
Quero falar com o coronel Frogley, da Energia At�mica, Indian Springs.
Pode transferir, por favor?
Al�, coronel.
Sou Steve March.
Sim, tem raz�o.
Te chamei por causa dos testes que planejam no fim de semana.
Ser�o poucos, hein?
De todo modo, gostaria de assistir como observador.
Na sexta?
Muito bem.
Eu lhe agrade�o, coronel.
Estarei a�.
Adeus.
Assim que f�r ver os selvagens lan�ando o seu novo foguete.
Gor estar� l�.
Como observador.
Na sexta farei uma demonstra��o assustadora.
Tenho uma surpr�sa para eles.
Me deixe em paz! Largue-me!
Largue-me! Fora!
Tua sensa��o de impot�ncia � teu melhor aliado.
Quando habito teu corpo
ou na minha forma transitorial atual,
sou imaterial e indestrut�vel.
Gor, um dos maiores intelectos do reino da inteligencia,
te honra em utilizar seu corpo.
Eu, Gor, em seu est�pido corpo
possuo o poder da vida e da morte sobre sua civiliza��o.
Atrav�s de mim, obter� um poder desconhecido
em toda a historia de vosso planeta.
O poder do intelecto puro.
Papai.
Bom cachorro, fique calmo...
Sentem-se, por favor.
Venho a voces em miss�o de paz.
Que quer que fa�amos?
Ajudem-me a salvar a Terra de uma experi�ncia terrivel.
Sim, de toda a Terra.
Gor est� sedento de poder.
Por isso veio � Terra fugindo de n�s.
Vossa civiliza��o � d�bil.
Com seu poder e sua ambi��o, Gor poderia govern�-la.
Como det�-lo?
Devo conseguir que ele saia de seu amigo para que seja castigado em Arous.
Se n�o, vosso amigo dever� morrer para salvar seu planeta.
- Por que Steve teria que morrer? - Tentaremos salv�-lo.
Necessito um corpo que me hospede.
- Ocupe o meu. - N�o, Sally.
- Quero ajudar. - Deixe que os explique.
Controlarei totalmente sua mente, seu corpo e sua vida.
Necessito que aceite e coopere totalmente.
- Aceito. - Necessito um corpo insuspeito
que esteja sempre perto de Gor. Pensem bem.
Pode ser que a senhorita seja mais conveniente.
George! Por que n�o, o George?
O cachorro?
� inteligente, fiel e forte.
E sempre est� com Steve e comigo.
Levaremos a garota para dar uma volta no seu carro.
Esta noite desfrutarei dela sendo voce.
Isso me produz uma euforia nova e estranha.
Como posso deixar minha filha nas m�os dessa coisa?
Quanto tempo isso vai durar?
S� at� que possa capturar Gor fora do corpo de Steve.
- N�o lhe acontecer� nada. - Tem certeza?
Tenho mais poder que Gor.
Ele est� vindo!
Lembrem-se que Gor n�o deve suspeitar.
Tratem Steve como de costume.
Como? Sinto demasiado medo.
Deve ser forte.
Al�, John.
- Al�, Sally. - Al�.
- Ponha um casaco. Eu baixei a capota. - De ac�rdo.
Al�, George. Vamos, sobe.
Vamos, amiguinho.
Como voce est�?
Ent�o o Dan se foi para poder jogar.
Sim.
John, a respeito do outro dia,
eu sinto muito.
Todos temos um dia ruim.
N�o voltar� a acontecer, eu te asseguro, se me perdoar.
Estava aborrecido com Dan por abandonar-me em pleno experimento.
- N�o sei, explodi. - Esquece, n�o houve nada.
Me alegra v�-lo de novo bem humorado.
- Pronto para partir? - Vamos.
Voce tambem quer vir? Est� bem.
- Se prometer n�o dirigir - Divirtam-se.
Aqui est� nosso mundo, Sally.
� seu e meu.
Verdade ? Tudo?
Se quiser, sim.
Tem passado muito tempo no sol sem sombreiro?
Posso oferec�-lo, acredite em mim.
N�o seja t�o bruto, Steve.
Voce voltou como um aut�ntico homem das cavernas!
Voce me acha diferente, acha?
Eu sou, Sally.
E o mundo inteiro vai saber.
Na sexta que vem
Assistir�o os testes at�micos de Indian Springs.
Eu estarei com o coronel Frogley e o Dr. Tate.
E depois lhes apresentarei minha descoberta.
Em compara��o, a bomba at�mica parecer� fogo de artif�cio.
Me assusta quando fala assim.
� verdade.
Eu descobri um poder que far� de mim o homem mais temido da Terra.
� isso que voce quer?
Poder? � o que todos querem.
O empregado deseja ser patr�o.
Um soldado deseja ser general.
Pelo poder!
E eu o tenho.
Quisera que se explicasse melhor.
N�o faz sentido.
N�o posso.
N�o, Steve!
Steve!
Tenciona escapar de mim? N�o pode.
Para!
- Se quero algo, eu consigo. - N�o!
Eu...
Eu tenho estado um pouco abalado, n�o �?
Sim.
Ajudaria se eu me desculpasse?
Voce sabe que eu te amo, Steve.
Mas esta noite n�o te reconhe�o.
Esque�amos.
Se voce tambem fizer.
Obrigado.
Que haver� na sexta-feira?
Asistirei os testes at�micos como observador.
Esque�a aquelas loucuras que eu te falei.
Tudo bem.
Esque�a esta noite, voce pode?
De ac�rdo.
O avi�o da Worldwide Liner com 38 passageiros a bordo
explodiu em pleno v�o, segundo as testemunhas.
Os restos est�o no alto do monte Alamagordo.
As equipes de salvamento j� est�o indo em dire��o
ainda que sem esperan�a de achar sobreviventes.
O monte Alamagordo.
Est� somente � 20 milhas daqui.
Quem sabe podemos ajudar.
Voce.
Acompanhe estes homens. Ajude-os com a maca.
-Tragam a luz at� aqui! - Foquem aqui!
- Outro corpo, coronel. - Bem, tragam aqui.
Com cuidado.
As portas.
Volte a acender a luz.
- Coronel Hawk, podemos ajudar? - Ainda faltam alguns corpos.
Est�vamos no carro e ouvimos na radio.
Esperem a�. N�o olhe, senhorita.
Est�o todos assim ?
Alguma vez j� viu queimaduras t�o intensas?
Existe algo mais.
O professor Tate de Indian Springs veio comigo.
Est� estudando o �nico peda�o de metal achado.
O resto caiu a mais de 1.000 acres.
- Al�, Steve. - Dale.
Existe radia��o?
� quase seguro mas n�o tem rastros de contamina��o.
Jamais vi nada igual.
Tudo isto � confidencial,Steve, temos que evitar o p�nico.
Ser� melhor lev�-lo ao laborat�rio de Indian Springs.
- At� logo, Steve. Adeus, Dale.
N�o pude evitar de ouvir o que disseram, Steve.
� terrivel.
Poderia ser o princ�pio do fim.
Que quer dizer?
Voce ouviu.
O acidente foi provocado por algo desconhecido.
O que o provocou?
Se o professor tem raz�o,
foi um poder que n�o � deste mundo.
Acredita nisso, Steve?
Que mais teria para acreditar?
E por que se faria algo assim ?
Para demonstrar seu poder sobre a Terra.
Sinto muito,meu bem. N�o queria te assustar com minhas teorias.
Se fossem corretas,
estar�amos a merc� dessa coisa.
Sim.
Uma criatura dessas poderia dominar o mundo inteiro.
Papai! Foi horrivel!
Fomos ao local do acidente.
As v�timas estavam queimadas iguais ao Dan.
- Temos que fazer algo contra isso. - Vamos, Sally.
N�o � o momento de chorar. Devemos fazer planos.
Eu sei.
Deve haver um modo de det�-lo.
N�o ser� f�cil.
Em um corpo ou em seu estado transit�rio, Gor � invulneravel.
S� podemos mat�-lo ou captur�-lo em sua forma original.
- Pode mat�-lo quando estiver em sua forma natural ? - � possivel.
Nesse estado, um golpe forte no que os cirurgi�es chamam
de fissura de Rolando, poderia mat�-lo.
Quando Gor assumiria esse estado?
Na Terra, devemos materializar-nos uma vez por dia
para assimilar o oxig�nio suficiente para viver.
Dever�amos contar para Steve da fissura de Rolando.
� muito perigoso.
Deveria ser feito s� quando Gor n�o esteja nele.
Se Gor suspeitasse que ele sabe o mataria imediatamente.
Deve haver alguma saida. Poder�amos avisar o ex�rcito.
O ex�rcito n�o pode fazer nada.
E o que devemos fazer?
Esperar de bra�os cruzados?
Eu amo ele, papai. Voce compreende?
N�o posso abandon�-lo � sua sorte.
N�o pode ajud�-lo, Sally.
Ninguem pode.
Entre.
Al�, Steve.
Al�, Wiley. A que devo a honra da visita?
- Queria falar contigo. - Sente-se. Tem caf� fresco.
Obrigado.
- Do que vai me acusar? - De nada.
S� queria fazer-lhe umas perguntas.
Sobre o acidente do avi�o? Estive l�.
N�o, sobre Daniel Murphy.
Dan? Ele se meteu em confus�o?
Dependendo de como se v�, sim.
- Est� morto. - Morto?
- Que lhe aconteceu? - Esperava que voce me dissesse.
Encontramos seu cad�ver numa caverna do Monte Mist�rio.
- Voce foi l� com ele, certo? - Sim, e voltamos juntos.
Disse que iria � Las Vegas.
Sim, isso me foi dito.
Segundo a autopsia, n�o foi � Las Vegas.
- Disse que iria - Sei.
De acordo com a autopsia, morreu no dia em que foram para l�.
Morreu queimado.
Seu corpo estava calcinado.
Igual aos do acidente de avi�o.
Suponho que disso n�o sabe muito,
mas n�o me tinha contado tudo sobre a caverna.
Pensando em prender-me, sheriff?
Talvez o fa�a.
- Sobre que acusa��o? - Mentiu sobre Dan.
Disse que estava em Las Vegas quando sabia que estava morto.
Todos dois gostavam dessa garota.
Tem problemas, Steve.
N�o. � voce que tem problemas.
Sim, eu matei o Dan.
Tambem matei as pessoas do avi�o.
E agora vou matar voce.
Vou det�-lo, Steve.
N�o, n�o far� isso.
O intenso calor que fez isto
devia ter provocado uma explos�o do tipo A.
Mas n�o h� nenhum rastro de radioatividade.
O que lhe parece, professor Tate?
As queimaduras n�o foram causadas nem por ur�nio, nem por cobalto,
nem nenhum produto que conhecemos.
Ent�o s� nos resta uma resposta.
Estamos sendo invadidos.
N�o s� os Estados Unidos, como o mundo inteiro.
Isso � fantasioso!
N�o � fantasia, cavalheiros. N�s falamos em invadir a Lua.
Devemos descobrir quem s�o os invasores e cooperar com eles.
E os testes at�micos de amanh� em Indian Springs?
Eu falei com meus colegas. Cancel�-las n�o serviria de nada.
Visto pela proximidade do acidente, os invasores devem estar na �rea.
Os testes poderiam faz�-los sair.
Uma informa��o de Indian Springs.
"Os cad�veres das v�timas do avi�o apresentam
as mesmas marcas que as do f�sico nuclear Dan Murphy,
assassinado no Monte Mist�rio.
Causa da morte: Radia��o intensa.
Senhores, senhores!
O que sabemos deve ser considerado "top secret".
Para que n�o cause p�nico.
S� o pessoal chave de suas unidades podem saber disso.
Devemos ir � Indian Springs e nos preparar para uma emergencia.
Vamos, George, saia.
Vamos.
Al�, voces tem compania!
Sally, evite demonstrar medo.
Sempre chega na hora do almo�o!
Sentiu o cheiro da carne e das batatas desde seu laborat�rio?
Vim por isso, mas tambem para devolver a sua fera, George.
Foi � noite me visitar. Quase me deixa sem comida.
- Al�, John. - J� que est� aqui, almoce conosco .
Pensava faz�-lo, mas devo ir-me cedo.
Amanh� ser� um dia importante em Indian Springs.
Acabo de escutar a previs�o da meteorologia.
Est� perfeita para os testes.
Estar�o l�, altas patentes. E isso � �timo.
Quero lhes falar de algumas id�ias que venho desenvolvendo.
Tenho uma surpr�sa preparada.
Bem, vou servir a comida.
Espero que seus experimentos corram bem. Merece um pouco de reconhecimento.
Amanh� eu conseguirei.
Me d� umas pistas ou tenho que esperar como os demais?
Nenhuma pista, John.
Bem, talvez uma.
Posso dizer-lhe isto:
Amanh� farei uma demonstra��o t�o impressionante
como o bombardeio de Hiroshima.
Darei um pouco para George. Vamos, sente-se.
- Estava muito bom, Sally. - Te surpreende?
Eu vou trabalhar antes de que me pe�a para lavar pratos.
N�o h� mal que venha para bem. Estou agarrado.
Isso eu vou querer para meu anivers�rio: um lava-lou�as.
At� logo, voltarei quando sua lou�a estiver limpa.
N�o faz falta que me ajude. Sei que tem pressa de ir.
Da pr�xima vez, lavarei os pratos.
Falta bem pouco, meu bem.
Logo ser� a Sra. March. Okay?
J� sabe que sim.
- Voce vai gostar de viver em Washington. - Washington?
Sim, com serventes e tudo que deseje.
- Seremos ricos? - Mais do que isso.
Fotos nos jornais, visitas da realeza...
Quando voce fala assim, me d� medo.
N�o acredita em mim, n�o �?
Claro que n�o. Sei que � s� brincadeira.
Mas est� sendo muito... Isso...
...isso est� se transformando numa obsess�o.
Tanto poder e dinheiro... Quem precisa ?
Eu !
E voce tambem.
Para mim � normal.
Quanto mais tenho, mais quero.
Amanh� ver� o que quero te dizer.
N�o te compreendo, Steve.
Que vai haver amanh�?
Por que tudo vai mudar tanto ?
Paciencia, j� vai saber.
- Me ama ? - Voce sabe que sim.
Se casar� comigo?
Aconte�a o que acontecer?
Nada me impedir� de querer a Steve March.
� o mais importante para mim, Sally e voce sabe disso
Eu sinto o mesmo por voce, Steve.
Mas de repente voce vem falando de querer poder e dinheiro.
Suponho que seja estranho para mim.
Para um homem apaixonado pela garota mais maravilhosa do mundo, n�o ?
Quero essas coisas para voce, bobinha.
N�o vamos recome�ar de novo.
Okay, n�o quer ser nem rica nem famosa.
Est� bem, Sr. Todopoderoso.
Se n�o vai lavar os pratos ent�o j� pode ir.
Devo concentrar-me no meu trabalho.
Nos veremos amanh� quando voltar de Indian Springs.
Ok.
COMIT� DE ENERGIA AT�MICA PROIBIDO ENTRAR
- Steve, alegro-me em v�-lo. - Ol�, coronel.
Tudo indica que muitas patentes vir�o assistir.
De fato. Mas tem um grave problema.
Temos uma reuni�o super secreta...
Aqui est�o. General Brown.
Este � o Dr. Steve March.
Tem realizado experimentos sobre fiss�o nuclear no deserto.
- Steve, o general Brown. - Encantado.
Eu receio que esta reuni�o seja de car�ter super secreto.
Eu compreendo. O coronel estava me dizendo,
mas antes que comecem, eu gostaria falar aos senhores.
N�o ir�o perder tempo.
Eu receio que temos nos ater agora � coisas mais importante. Vamos, coronel.
Discordo do senhor, general.
A reuni�o ser� sobre a misteriosa explos�o do avi�o
e as queimaduras por radia��o do meu assistente, certo ?
Posso explicar as mortes
se me concederem uns poucos minutos do seu tempo.
De acordo. Dois minutos.
Sentem-se. Sentem-se, cavalheiros.
Senhores,
antes de pedir que me levem a s�rio,
quero lhes mostrar algo.
Aqui veremos em circuito fechado a �rea de testes, correto ?
Sim.
E esses edificios e equipamento foram colocados no deserto
...para serem destruidos pela explos�o ? - Exato.
Poderiam prestar aten��o na tela.
Aten��o a todo o pessoal,
isto � uma emerg�ncia! N�o foi a bomba at�mica.
Repito. Isso n�o foi a explos�o planejada.
O que me viram fazer nessa pequena �rea...
posso fazer � uma cidade, uma na��o,
- ou a um continente. - � fant�stico!
- Destruiu tamb�m o avi�o? - Sim.
E matou desse jeito, seu assistente?
Sim, e matarei qualquer um que interfira nos meus planos.
Levante-se, coronel Frogley. Deixe que sente a�, o general.
Sente-se, general.
Ja sei o que est�o pensando.
Que devo ser destruido. Mas isso � impossivel.
Qualquer tentativa de me enganar
ter� repres�lias imediatas que sacudir�o o mundo inteiro.
Espero que isso demonstre que devem me tratar com considera��o.
Estas s�o as minhas ordens.
Dentro de 10 horas, �s oito em ponto,
quero me reunir com representantes autorizados dos Estados Unidos,
Inglaterra, Fran�a, R�ssia, China e India.
Ent�o apresentarei minha proposta.
Qualquer pa�s mencionado que n�o traga um representante
com plenos poderes � essa hora e nesta sala,
ver� sua capital totalmente aniquilada
dez minutos depois da hora especificada.
Mas esse prazo � demasiadamente curto!
� o tempo de que disp�em.
- General, que vamos fazer? - Devo falar com Washington.
Telefonista, ligue-me com a Casa Branca. Sou o General Brown.
Estou esgotado.
A reuni�o desta manh� acabou comigo.
Foi tudo bem ?
Eu os abalei um pouco,
mas a reuni�o desta noite ser� a essencial.
E n�o pode me contar nada?
Voce vai ler nos jornais.
Quando ent�o serei rica e famosa?
Exato.
Talvez amanh� mesmo.
T�o r�pido assim ?
Voce me conhece. Quando eu come�o, eu viro uma bola de fogo.
Sabe o que eu acho ? Que precisa de um descan�o,
antes do evento desta noite.
Me despertar� para que possa me vestir?
Claro. �s 18h30 ser� uma boa hora.
J� s�o quase 17h10.
Assim poder� dormir bastante.
Ele est� dormindo. A reuni�o � �s 20h.
Gor est� cansado porque n�o tem tido oportunidade de retornar � sua forma, para oxigenar-se.
- Logo ultrapassar� as 24 horas. - Ah � ?
Ent�o estar� muito vulneravel.
Se refere a esse ponto em cima do c�rebro,
- a fissura de Rolando? - Tem boa mem�ria.
Steve.
Steve, acorda, s�o 18h30. Tem que se apressar.
Vamos, acorde!
N�o h� tempo para isso. Deve ir.
- Desmancha-prazer! - S� tento te ajudar.
Deve partir. Vai demorar uma hora at� chegar em Indian Springs.
- Quer chegar tarde ao seu grande encontro ? - Est� certo, voce venceu.
Estou esgotado.
Obede�a minhas ordens. Fora!
At� amanh�, Sally.
Esta noite n�o?
Eu irei diretamente pra casa. Estou morto.
N�o, George, hoje n�o pode vir. Vamos.
Vamos, saia !
Eu...
...fico alegre de ver que seu governo deseja salvar sua capital.
Moscou, correto ?
Meu pa�s, a Uni�o Sovi�tica, me deu ordens para vir.
N�o acreditamos em milagres. Eu venho meramente como observador.
Algum c�tico a mais no grupo ?
� possivel ent�o, que desejem que eu demonstre meu poder
destruindo suas capitais?
Como respons�vel desta sala e ap�s assistir
sua demonstra��o desta manh�,
quero assegurar aos aqui presentes
que n�o tem ninguem duvidando sobre seu poder de destrui��o.
Eu vi.
Eu vi ele matar um coronel americano.
Morreu queimado pela radia��o com um simples olhar deste homem,
depois do oficial ter disparado varias balas nele sem efeito.
Eu vi ele arrasar uma cidade de concreto e a�o,
al�m de uma centena de tanques, caminh�es e canh�es
sem sair desta sala, s� com o poder de sua mente.
Cavalheiros, estou convencido e meu governo tamb�m.
E aconselho aos seus governos
que aceitem o que este... homem diz...
da forma mais s�ria.
Obrigado, general.
Ainda vejos sinais de ceticismo em alguns rostos.
Poderiam se aproximar dessa janela?
Agora !
V�em esse avi�o no c�u ?
Eu vejo.
Observem-no.
J� podemos voltar � essa reuni�o sem mais ceticismo.
Meu plano � este.
Quero todo seu ur�nio, plut�nio e seus recursos at�micos.
Quero suas f�bricas, redes ferrovi�rias e barcos.
Suas industrias e infraestruturas.
Seus trabalhadores ir�o trabalhar dia e noite
seguindo meus planos
para construir a maior for�a invasora do universo.
- Quer escravizar o mundo? - R�ssia n�o aceitar�.
Ent�o a resposta � simples.
N�o haver� R�ssia.
Entregar�o para mim, o edificio das Na��es Unidas.
Ensinarei os seus engenheiros a construirem
uma frota de naves interplanet�rias
equipadas e dirigidas por suas for�as militares unidas.
Todos sob minhas ordens.
E o que far� com tanto poder?
Regressarei ao meu planeta Arous.
E usando o seu vasto intelecto, me converterei no mestre do universo.
Quando eu for embora, vossa Terra ser� livre
de continuar com sua miseravel exist�ncia
como um de meus sat�lites.
e assim ser�.
Por hora, isso � tudo.
Presidirei uma reuni�o nas Na��es Unidas
�s 10 da manh�, depois de amanh�.
Estar�o todos presentes.
Al�m do mais, n�o lhes resta nenhuma op��o.
Ou tem ? hmm...ah,ah,ah,ah AH,AH,AH,AH,AH!!!
O calcanhar de Aquiles de Gor.
Bem, terr�queo, amanh� o mundo ser� outro.
Que mente t�o pequena voce tem.
Nem sequer compreende a importancia do que aconteceu hoje.
Vai conquistar o que C�sar, Napole�o e Hitler n�o conseguiram.
Gra�as a mim, dominar� seu mundo.
Mas eu dominarei o universo.
Ser� o ditador da Terra ainda que n�o queira.
Enquanto viver na Terra, voce, Sally e eu
iremos conhecer um eSplendor ainda desconhecido neste mundo.
Steve!
Esta feito.
Acabou.
Gra�as a Deus que vi sua anota��o.
Como...?
Como suspeitou da fissura de Rolando?
- Vol. - Vol?
� verdade, voce n�o o conhece.
� um outro c�rebro do planeta Arous.
Estava em George para te vigiar.
George, venha.
Vol,
diga a Steve, o que me contou sobre Gor.
Vol!
George, fale comigo.
Voce e sua imagina��o!
upagem e tradu��o: Cartwright WWW.CINESPACEMONSTER.BLOGSPOT.COM
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