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Ol�. Sou James Michener.
E esses picos s�o parte de uma cordilheira
majestosa que chamamos de Montanhas Rochosas.
Gigantes de granito que s�o
uma parte desta terra para sempre,
que simbolizam nossa na��o for�a e liberdade.
Acho que minha raz�o principal para escrever o livro Centennial
foi para nos perguntar, a voc� e eu,
se somos conscientes do que est�
acontecendo agora a esta terra que amamos,
desta terra dependemos para a vida.
� um romance, � claro,
e seus personagens e cenas s�o imagin�rios.
Mas havia ca�adores franceses do Canad�,
como o homem que se chama tamb�m de Pasquinel.
Havia homens das montanhas da Esc�cia
como o homem chamado Alexander McKeag.
Havia um ourives de St. Louis chamado Hermann Bockweiss,
um oficial do Ex�rcito chamado Maxwell Misery
comandante da tropa chamado Frank Skimmerhorn,
um chefe de tropa do Texas como R.J. Poteet,
e certos antecedentes, incidentes e personagens que s�o reais.
Nas d�cadas de 1820 e 30, os homens da montanha celebravam
um evento anual nas Montanhas Rochosas.
Em 1851, houve uma grande convocat�ria no Forte Laramie.
Que viu 10.000 �ndios se reunirem para
assinar um tratado com nosso governo.
Em 1864, houve um massacre
que at� nos dias de hoje � uma de nossas
maiores trag�dias como na��o
na mesma d�cada fez ver o grande Longhorn
onde sulcaram unidades de pastoreio ao norte do Texas.
O gado traria a necessidade de uma cidade.
Uma cidade que se chamou Centen�rio.
Esta � a hist�ria desta cidade.
trata-se de um grande hist�ria
a respeito das pessoas que ajudaram
a fazer deste pa�s o que �,
e a terra que faz as pessoas o que s�o.
E � uma hist�ria sobre o tempo.
N�o s� como um registro, mas tamb�m um aviso.
Um aviso que os anos atribu�ram a cada um de n�s,
somos os guardi�es da terra.
Somos, ao mesmo tempo, os guardi�es de nosso patrim�nio,
e cuidadores do nosso futuro.
Fique conosco para a grande aventura do oeste americano.
Quando a Terra j� era antiga,
em uma �poca incompreens�vel para o homem,
um evento de b�sica import�ncia ocorreu na �rea...
que mais tarde seria conhecida como Colorado.
1700 milh�es de anos atr�s,
irresist�vel poder rompeu a
crosta terrestre para formar uma rocha.
Essa rocha duraria at� o dia de hoje.
Sobre ela se levantaram as montanhas posteriores
ao outro lado de aonde passariam os rios.
luta, indisciplinada, como art�rias violentas de vida
que formam parte de um sem fim, ciclo
da construir e de derrubar,
de despojar os velhos dep�sitos
e de fixar a uma nova rocha,
utilizando o mesmo material uma e outra vez.
No ano 15000 antes de Cristo, as caracter�sticas principais
da terra ao redor do que seria
Centennial, foram razoavelmente bem determinadas.
Alguns quil�metros ao noroeste
era um penhasco de pedra calc�ria,
as colinas de pedra calc�ria imensamente
maiores das Montanhas Rochosas.
Para o oeste e um pouco para o sul se gerou a gema do vale
pepitas de ouro que tinha foram rasteladas
das gretas das rochas por uma geleira
e se ocultaram na parte inferior de uma corrente do rio.
Outro lugar especial foi na costa ocidental
de um errante, fluxo de lodo ali era onde ia estar Centen�rio
caverna subaqu�tica pequena que nunca poderia ser encontrada
� exce��o de um assassinato comprometido
mais de 11000 anos depois de sua cria��o.
E finalmente � o rio
triste, confundido nada como um rio,
um fundo de areia vagando atrav�s dele.
Seu nome � t�o plano como seu aspecto.
O South Platte.
Entretanto, por um tempo foi a estrada do imp�rio.
Foi o curso de agitadas aventuras
e o ambiente onde os aventureiros viveram.
E assim a encena��o �,
a terra se tornou em um lar para os seres vivos.
Uma das mais ador�veis e tenazes de todas as criaturas
chegou a prosperar nas correntes do Colorado.
Uma das mais letais e assustadoras se
refugiou em seus santu�rios rochosos.
O cavalo voltou para as vastas
plan�cies que foram seu lugar de origem
uma vers�o do bis�o migraram da �sia
a vagar pela �rea que um dia seria Centen�rio.
Esta besta peluda que se tornou no
centro da cultura para o �ndio Americano,
um povo n�made que migrou da �sia faz 12000 anos
e ficou para desenvolver uma ordem social primitiva
e um profundo apresso pela terra
No ano 1756,
um grupo separado de uma tribo, que se
referiram a si mesmos s� como" Nossa Gente,"
enfrentou uma grave crise.
Os �ndios em torno deles tinham cavalos,
que os fazia mais m�veis em sua ca�a
e mais poderosos na guerra.
A guerra entre as diversas tribos nas plan�cies era
uma esp�cie de jogo perigoso que raramente resultava em morte.
O importante era uma amostra de coragem
coragem que se demonstrava ao tocar ou golpear
um inimigo com a m�o ou arma,
uma pr�tica que mais tarde seria conhecido como golpe contado.
Mas o ato mais corajoso de todos
era para um guerreiro o mesmo que se
estaqueasse para fazer frente a seu inimigo.
Fixos no ch�o, com cintos de couro
de Bis�o em sua pr�pria perna,
para combater, sempre e enquanto sua for�a durava.
Por causa de seu desprezo marcado para o inimigo,
este ato � quase certo que
terminaria com a morte do guerreiro
e se praticava s� em condi��es desesperadas.
Para "Nossa Gente", o ano 1756 foi um tempo dif�cil...
porque n�o tinham cavalos e sabiam que n�o
podia sobreviver muito tempo sem eles.
Meu pai...
Eu sou seu pai.
Meu verdadeiro pai, onde est�?
Ele n�o vem.
Por qu�? Onde est�?
Me ou�a.
S� as rochas vivem para sempre.
S� as rochas vivem para sempre.
Lobo cinza... Meu pai.
Eu sou agora seu pai.
Este jovem �ndio tinha nove anos
quando teve seu primeiro encontro com a morte
foi algo que ele n�o podia entender,
mas ele aprenderia para viver sem medo.
-N�o capturou nenhum cavalo? -N�o.
Ent�o meu pai morreu por nada.
n�o, "Sol do Meio-Dia" era um valente
ele combateu em muitos "golpes contados".
Estou orgulhoso dele, era meu irm�o.
Pode ficar orgulhoso do que era seu pai.
E dever�amos esperar morrer de uma morte semelhante.
S� as rochas vivem para sempre.
Foi chamado de Lame Beaver,
e que estava destinado
a se transformar em um grande l�der
em um momento em uma for�a que o �ndio n�o podia imaginar
se movia lentamente inexoravelmente para ele.
Uma for�a que ia mudar sua forma de vida para sempre.
Quando o final do s�culo estava chegando,
Lame Beaver tinha vivido a metade dele
e havia visto muitas coisas,
e agora lhe haviam dito que ia ver um "Deus "...
N�o � um deus. Ele � um homem.
Move-se mais como um bis�o, como o dono da pradaria.
E os lobos saem correndo dele.
Talvez eles est�o fartos de matar a outro.
Talvez haja raz�es para que o temam... sua pele � diferente...
Sua pele � diferente, tamb�m.
� um homem, devemos falar com ele, n�o �?
Deve ter matado muitos Pawnee para chegar at� aqui.
Pode nos matar se formos at� ele.
Vamos esperar at� o anoitecer, ent�o
veremos como � seu rem�dio...
N�o era mais que um dos muitos golpes do Lame Beaver,
mas foi o princ�pio de uma nova era.
Nesse momento de terror m�tuo se gerou a confian�a, para
fazer um tratado ratificado entre �ndios e o brancos.
Um tratado que mudaria para sempre a natureza
da vida no oeste dos Estados Unidos.
Era um "coureur de bois" um corredor da floresta
pequeno e poderoso franc�s que usava
a boina vermelha de ponta do Quebec
e chamou a si mesmo... Pasquinel.
Ele trouxe com ele Cobertores canadenses,
tecidos brilhantes de Nova Orleans,
prata da Alemanha e os gr�os de Paris.
Com a chegada da primavera,
havia trocado produtos com os Arapaho,
o nome pelo qual as outras tribos se referem ao nosso povo.
Arrumou suas peles em fardos, com peso de 100 libras cada um.
E atrav�s da engenhosa
linguagem silenciosa das plan�cies
que � mais antiga que a pr�pria express�o,
Lame Beaver fez ele saber que
seria bem-vindo se retornasse de novo.
Tamb�m deixou o comerciante saber que o presente que mais
gostaria de ter na pr�xima vez era uma arma.
Ele tinha visto seu incr�vel poder
e sabia que era a arma do futuro.
E o homem branco estava de acordo em lhe trazer uma.
Ent�o o Arapaho alertou sobre os Pawnee.
Pasquinel tinha cruzado suas terras
em condi��es de seguran�a ao chegar,
mas o Arapaho insistiu que eles n�o lhe permitiriam
sair com algo de valor.
Nem sequer sua vida.
Em dire��o para o leste, encontrou com o rio infranque�vel
e se viu obrigado a proteger suas peles.
Selecionou um lugar onde esconder sua canoa
entre um bosque de �lamos perto da beira do rio,
ele cobriu com uns ramos e come�ou a andar
para levar os dois primeiros de seus fardos de 100 libras.
Uma dist�ncia de mais de sete milhas.
Satisfeito de que os fardos estavam escondidos corretamente,
calculou as horas com luz do dia restantes
e retornou pelo cora��o do territ�rio
Pawnee com resto de suas peles.
Voc�, venha!
Eu sigo.
Eu "Rude Water"
Pasquinel.
Arma?
Sim... arma.
Igual a Lame Beavere, o interesse prim�rio de Rude Water
estava na arma que o comerciante levava.
Os Pawnees se reuniram com homens brancos antes,
falava um pouco de seu idioma,
e conhecia muito bem o poder das armas.
Vem de onde?
St. Louis.
St. Louis, � onde nasce o sol.
Eu estava com Lame Beaver.
Quanto tempo com Lame Beaver?
Seu povo deve ter dito quando eu cheguei.
Eu vi que me seguiam.
Ficou muito tempo. Por qu�?
Comercializo pele de castor.
Tr�fico de armas?
N�o.
Braceletes e outras coisas.
Para voc�.
E sua esposa.
Tenho quatro esposas.
Voc� � um homem inteligente.
Seremos amigos, Pasquinel.
Voc� me d� a arma e podemos ser bons amigos.
N�o. Eu preciso da arma.
Eu podia tirar isso.
N�o, se for meu amigo.
E se n�o quer aprender como usar a arma.
Voc� � um homem inteligente.
Na pr�xima vez que vier, me traga uma arma.
A arma tem um valor de muitos castores.
Temos um mont�o de castores.
Eu trarei uma arma.
A recep��o e a despedida da tribo foi t�o am�vel
que Pasquinel sabia que as
palavras de Lame Beaver eram verdade...
ele teria que lutar.
Malditos, como s�o teimosos esses Pawnee.
Pawnee.
Cheyenne.
-Retire. -N�o!
Eu farei.
Morda! Morda!
A ponta se agarrou nos ossos
eu n�o posso trabalhar livremente.
Empurre-a, tor�a e puxe.
Voc� vai morrer!
Depois corte sob a pele.
Para voc�... amigo.
Todo Cheyenne ouvir� falar de Pasquinel.
Rio Missouri Primavera de 1796
Castor! Muitas peles de castor!
Temos que negociar trouxeram armas?
Negociar? Sim, claro. Trouxemos armas.
Estas peles s�o minhas, eles me roubaram!
Peguem o resto das peles.
Afundem as canoas.
Sua canoa, seu rifle, sua loja de produtos, e suas peles se foram
depois de dois anos de trabalho,
tudo o que tinha era uma faca na cintura
e uma ponta de flecha nas costas.
RICHARD BUTLER M�DICO
Alojou-se no osso, muito bem.
O eixo de corte est� muito abaixo da superf�cie.
D�i?
N�o.
Aqui?
N�o.
Eu posso remover.
Mas se voc� pode ficar com esse tipo de dor,
n�o faria nenhum mal, se eu a deixasse em paz.
Voc� vai voltar?
Assim que eu encontre um titular que me forne�a a licen�a.
Para ir contra os Pawnee?
N�o tenho nenhuma guerra com os Pawnees.
S� com os piratas.
Obrigado, doutor.
Eu pagarei voc� assim que encontrar
algu�m para financiar minha seguinte rodada.
Me diga, como se parece aquilo?
Violento.
H� um vento que parece nunca parar.
�s vezes eu juro que vou ficar louco.
E tempestades como nunca vi,
chiando e em pleno auge como se fosse um trov�o.
E houve granizo. Deus o salve, do tamanho dos ovos de galinha.
Podem matar os p�ssaros que voam.
Na primavera, os tornados que rasgam tudo em seu caminho.
E no inverno,
tempestades de neve que matam tudo o que n�o est� preparado.
E no meio das tempestades, fica tudo em sil�ncio.
T�o tranquilo que voc� tem certeza que est� ficando louco
e ora para que as tempestades voltem de novo.
E ent�o, quando elas voltam, ora para que se v�o de novo.
Eu digo a voc�, � uma terra que s� serve para os selvagens,
e voc� j� viu como eles s�o.
Mas j� vi coisas piores.
J� vi muito pior.
S�o muito curiosos com a lentid�o que um homem pode morrer.
E se sobreviver aos �ndios e aos
elementos, se encontra com os animais.
Lobos que atacam em matilhas inteiras,
e serpentes que chegam de mim at� voc�...
e plantam suas presas para bombear seu veneno.
O que � engra�ado, senhor?
S� me perguntava por que voc� vai voltar para l�?
Porque sou um homem simples, senhor.
Sem uma profiss�o, sem uma educa��o,
s� conhe�o a floresta.
Sabe o que acho?
Do que se trata?
Acho que encontrou um tesouro.
Um tesouro?
Por isso lutaram na Fran�a
ou o que meu povo lutou para conseguir nas col�nias.
Liberdade.
-Sabe o que eu acho? -O qu�?
Acho que � mais perigoso que um Pawnee.
Falando como se pudesse mudar tudo.
Eu desejaria poder ir com voc�.
Me alegro achar que n�o pode.
-Talvez... -O qu�?
Tenho um paciente, um comerciante, um ourives,
que tem uma licen�a comercial com o governador.
Sim.
Bom, eu estava pensando que talvez n�s
tr�s poder�amos formar uma sociedade.
Chegou recentemente de Munique.
Seu nome � Bockweiss Hermann Bockweiss.
Voc� gostou?
Se eu fosse um chefe Cheyenne, eu n�o poderia viver sem ela.
Isso � o que eu quero ouvir.
Esta vendo, Richard?
Este sim � um homem que sabe reconhecer um bom trabalho.
N�o sei nada de prata mas sei dos �ndios.
E o que se pode fazer apenas com isso...
E isso, e isso,
e
� uma pe�a irresist�vel.
Sabem o significado de cachimbo?
Se fuma pela paz, n�o �?
E a guerra.
E por tudo o que entre os homens � preciso para ser santificado.
Para muitas tribos nas plan�cies
isso � mais que sua possess�o sagrada.
Eles acreditam que o cachimbo lhes possibilita
uma comunh�o com o mundo espiritual.
Ao exalar a fuma�a, que veem como um sopro de ora��o.
O f�lego vivo do esp�rito O Grande Esp�rito...
Sr. Bockweiss,
com este cachimbo pode se tornar em imortal.
Isso seria bom, senhor Pasquinel,
mas, para ser franco, por enquanto
eu s� quero me tornar rico.
Papai!
Ah, sinto muito, eu n�o sabia que tinha companhia.
Ah, tudo bem.
-Conhece o Dr. Butler? -Ia, ol�, doutor...
Lise.
E ele � o Sr. Pasquinel.
Minha filha Lise.
-Senhor. -Senhorita...
Acho que dever�amos saber seu nome, n�o sabemos?
Sinto muito.
Est� bem... n�o tenho nenhum.
Apenas Pasquinel.
Voc� � da Fran�a?
Quebec.
Canad�? Que fant�stico!
Eu sempre fui t�o curiosa sobre o Canad�.
Espero que nos de a honra
e venha jantar esta noite assim nos conta tudo.
-Obrigado, mas... -� obvio que sim.
Lise, leve-o a casa
e lhe sirva o que quiser.
O doutor e eu iremos em um momento.
Ia, papai.
Senhor!
Eu s� trouxe ele para discutir uma
proposta de neg�cio, Hermann.
Mas na cidade h� s� 500 ou 600 homens, Richard.
A maioria deles j� se casaram e talvez
nenhum deles seja t�o forte como esse.
De qualquer maneira, se eu fosse um homem
cauteloso, n�o teria chegado a este pa�s.
E se eu n�o fosse um rom�ntico, n�o
teria uma filha t�o bonita.
Por favor, sente-se.
Obrigado.
-Clarete? -Obrigado.
Gostou da casa?
� grandiosa!
A fam�lia Chouteau a construiu,
mas eles... queriam algo maior.
Maior? Por que algu�m iria querer uma casa maior do que essa?
Uma casa diz muito sobre uma pessoa.
Merci.
Mas n�o faz um homem maior que ela.
Vamos nos sentar?
Estaria mais c�moda se estivesse sentada?
N�o, n�o, estou bem.
-O que trouxe voc� a St. Louis? -O rio.
Quero dizer, que raz�o?
Ah, o castor.
Voc� � um ca�ador, ent�o?
Sim.
Eu acho que � uma profiss�o muito solit�ria.
Profiss�o? N�o, n�o.
� um trabalho.
E quando um homem trabalha sempre est� s�, n�o �?
Sim. Ia, acho que � verdade.
Vamos nos sentar?
Eu adoraria conhecer o Canad�.
N�o acho que voc� gostaria do Canad�.
N�o? Por que n�o?
Devido a que s� h� pessoas pequenas.
� verdade, as pessoas s�o pequenas desta altura...
Todo mundo.
Eu sou o homem mais alto em todo o pa�s.
Eu n�o preciso que ria.
Gritar, ent�o?
Pobre Lise Bockweiss.
A mulher mais bonita de toda St. Louis,
com o cabelo como mel silvestre,
cujos olhos s�o como um lago da montanha.
Que pena que seja t�o alta!
E Pasquinel, se quisesse t�-la,
deveria pegar um machado e cortar
tr�s ou quatro polegadas de suas pernas.
� bom ser alto. Se eu fosse alto, governaria o mundo.
Mas j� que n�o sou, estou satisfeito
como estou neste momento.
-Sr. Pasquinel... -N�o... Pasquinel...
N�o, senhor, n�o Henri, n�o Jean Pierre, s�... Pasquinel.
Eu acho que deveria dar uma olhada no jantar.
Ainda quer que eu fique para o jantar?
Voc� foi convidado.
Oui, mas para falar do Canad�.
Para chegar aonde vamos, n�o importa como somos.
Importa como nos movemos.
E voc�, senhorita, se move muito bem.
Ent�o, o que voc� acha, Hermann?
Eu acho que � um empreendimento perigoso.
Ele deve ir e vir atrav�s de... quantas tribos?
Pawnee, Cheyenne, Arapaho, Dakota, Comanche e Ute.
V�rios milhares de �ndios e um homem branco sozinho.
Suas possibilidades de sobreviv�ncia
n�o pode ser boas...
mas acho que vale a pena o risco do investimento.
Quando empurrei a ponta da flecha mais profundo nas costas,
Sei que lhe doeu.
E sei um pouco sobre a dor, Hermann.
Um homem n�o aprende a suportar assim, sem muito valor.
Eu acho que vai trazer de volta as peles.
Voc� matou tr�s Pawnee.
Eu matei tr�s ladr�es.
E se seus corajosos me atacarem agora, eu mato voc�.
-Duas armas. -Sim.
Para mim?
Uma � para o homem que disse que era meu amigo.
O que o homem me fala agora?
Sinto muito... lutamos no ano passado.
Este ano seremos amigos.
Traga o outro rifle.
Agora eu tenho duas armas.
Traga o outro.
E dois homens brancos.
Voc� fala franc�s?
Sorria.
Ensinou lhes como disparar?
Voc� j� matou algu�m?
Ele � meu irm�o.
Meu irm�o.
Observem.
Observem.
Ele diz que s�o irm�os.
Eles se parecem irm�os para voc�s?
Se eles forem irm�os, ela � meu irm�o.
Disse se voc� for meu irm�o, ela � seu irm�o.
Eu falo um pouco de Pawnee.
Voc� falou em um maldito mau momento
eu poderia ter feito que seus olhos acreditassem.
Sinto muito!
Os irm�os n�o falam l�nguas diferentes.
S�o os Pawnee e os irm�os Cheyenne?
O Pawnee e o Arapaho? N�o.
Eles falam l�nguas de diferentes tribos.
Os irm�os falam a mesma l�ngua.
Ele disse que as diferentes tribos
falam l�nguas diferentes.
Devido a que n�o falamos a mesma l�ngua, n�o podemos ser irm�os.
Ele mente.
Eu disse... que falo muito em qualquer idioma.
N�o, n�o voc� foi o �nico que mentiu.
Quando me disse que podia passar em paz no ano passado.
Carrego a flecha de um covarde em minhas costas.
Uma flecha Pawnee.
Agora n�s somos irm�os isso � verdade...
somos irm�os como os Arikara s�o irm�os dos Pawnee.
Diferentes, mas da mesma fam�lia.
Agora, eu sei que voc� n�o enviou seus
valentes para me matar no ano passado.
� por isso que voltei em amizade como prometi.
E lhe trouxe isso para mostrar minha amizade.
Depois de fumar, eu vou mostrar como disparar uma arma.
Vamos trazer mais armas no pr�ximo ano
se mantiver sua palavra.
Eu entendo a respeito da fam�lia como os Arikara e os Pawnee.
Estou feliz por voc� entender a rela��o no ano passado.
Voc� pode viajar na terra Pawnee.
Mas por cada cinco peles que voc� leve, tem que me dar duas.
Uma.
No ano passado, voc� disse uma ainda � uma...
Mas vamos levar suas peles a St. Louis,
e obter mais bens, ent�o voc� pode navegar no rio.
Vamos...?
A menos que tenha uma oferta melhor.
� uma boa palavra a minha como a sua?
Igual a eu.
Talvez eu deveria t�-lo aqui.
E me assegurar que volte de St. Louis.
N�o... vamos juntos, e voltamos juntos...
Como posso ter certeza?
Porque eu sou Pasquinel.
Eu voltarei a voc� sem medo.
-Da Esc�cia? -Sim.
Desde quando?
Ah, um ano.
N�o esteve muito tempo prisioneiro?
Eu estava a ponto de escapar.
Eu pude ver isso.
Como o �ndio te levando com uma corda como um guia, certo?
Mais cedo ou mais tarde eu teria escapado.
Ent�o, eu pe�o desculpas por estragar seus planos.
N�o.
N�o, eu devo te agradecer por fazer o que fez
sem pedir nada de mim.
E acho que voc� deve querer algo.
Eu matei um homem.
Como poder� encontrar os homens que tomaram suas peles?
Eles foram os Mandrans.
Eles devem retornar agora.
Voc�, nunca sem uma resposta?
Nenhuma pergunta.
Acampamos aqui tr�s ou quatro dias.
N�o mais.
Voc� p�s-se a rir hoje.
Espero que sim.
Quando eu disse o que eu fiz.
E agora quer me dizer isso outra vez.
� uma coisa dif�cil a maneira de viver.
Eu nunca disse a ningu�m antes de hoje.
Voc� se importa?
Eu n�o sou um sacerdote.
Eu n�o sou cat�lico.
Foi uma coisa horr�vel.
A raz�o porque deixei as terras altas.
Tivemos que deixar, na realidade.
Voc� v�, ele era um latifundi�rio,
e um tirano o que era,
pecaminoso como o pr�prio diabo.
Pensou que como j� era dono da terra,
possu�a as pessoas que a trabalhava, tamb�m.
Pensou que podia fazer com eles o que ele queria.
Isso nunca me incomodou muito, mas...
minha irm�.
Bem, se ele visse um pouco uma garota como ela,
a um homem assim � uma coisa dif�cil, eu acho.
Ela nunca me disse isso antes, o importante, o que...
o que ele tinha tentado
quando ele veio apenas uma vez ou duas vezes.
Quando o encontrei com ela,
vi como estava lhe fazendo mal
e a forma como ela estava chorando...
Bem, eu n�o poderia me ajudar
tinha que conseguir que ela sa�sse de l�.
E quando ele sacou a espada, eu o ataquei com minha vara,
que era uma grande coisa, e eu o
golpeie com toda minha for�a no lado da cabe�a.
E ele... ele simplesmente estava ali.
E Meg, que continuava chorando era ainda mais dif�cil.
Meu Deus, foi um espet�culo horr�vel de ver.
E ent�o tive que partir,
porque sabia o que aconteceria.
Ele � um senhor e eu
simplesmente o filho de um lenhador.
Eu estava triste com o que fiz,
e sinto por ter deixado minha casa...
e minha fam�lia.
Mas eu sei que fiz a coisa certa.
N�o �?
Pasquinel?
Como pode saber?
Hmm.
Va eles n�o lhe conhecem...
Ol�, eu preciso de passagem para St. Louis.
Eu tenho peles.
Claro, tenha suas peles prontas.
Voc� n�o me disse!
N�o me disse que iriam mat�-los!
Esta � uma pergunta que voc� n�o fez.
Mas por que voc� fez isso?
Eles tentaram me matar no ano passado.
Como pode ter certeza que eles eram os mesmos homens?
Eles iriam esmagar seu cr�nio com a coronha, eu sei,
E se sorririam, se teriam sorrido te vendo.
Eu sei o que ele e os outros s�o.
O qu�?
"M�s companhias trazem m� sorte."
Nem sequer tiveram a chance de fazer sangrar algo
para ver o que estes a�ougueiros selvagens
est�o fazendo com seus machados por a�?
Quando encontrarem o barco, ningu�m em
St. Louis v�o nos acusar, n�o �?
Um homem branco n�o vai acreditar que outro
homem branco levasse seu escalpo.
Voc� n�o acha?
Voc� � t�o pag�o como eles.
Pior, talvez.
Porque voc� n�o v� o que ha de errado com isso.
Sabe de onde os �ndios aprenderam a tirar o escalpo?
Dos ingleses.
� isso, de seus compatriotas brit�nicos.
Eles pagaram as tribos no norte
para que trouxessem o escalpo para
demonstrar que o inimigo tinha sido morto.
E o inimigo eram meus compatriotas.
Um deles era meu pai.
Agora pense nisso.
A �nica coisa que ao homem branco lhe da mais medo,
qu�o �nico marcou o �ndio como um "selvagem"
� uma pr�tica inventada pelo homem branco.
N�o acha que isso � divertido, hein?
Bom, n�o acho que isso seja divertido, tamb�m.
Voc� deve saber, Ken,
que eu o corredor da floresta n�o escalpar�
Voc� talvez, e eu tamb�m.
Ainda se recuperando.
Espere.
Ficou como novo.
Melhor.
Voc� nunca me disse como foi capturado pelos Pawnee.
Pensei que nunca me perguntaria.
Gostaria de saber se foi pego de surpresa.
Como agora.
O qu�?
Acho que s� h� tr�s.
N�o fa�a isso!
Eu j� tenho uma flecha nas costas...
Eu n�o quero come�ar uma cole��o, certo?
O que fazemos?
O que sempre fazemos com os �ndios.
Se prepare para matar ou ser morto.
E espero que n�o aconte�a.
Isso s� far� de n�s seus melhores alvos.
� para lhes fazer ver que nossas caras n�o mostram temor.
O velho que te ensinou o idioma Pawnee,
ensinou o Ute?
N�o.
Os Utes s�o sempre bem-vindos em nosso acampamento.
Juntem-se a n�s.
Voc� tem que ir!
N�o, n�s ficamos.
Eu negocio com castor.
Ute sem castores... negociante ir.
Cheyennes negociam castores.
Arapaho negociam castores.
Pawnee negociam castores.
Venha ver o que eu tenho.
N�o quero saber.
Quando o sol nascer, saia.
O que vamos fazer agora?
Dormir...
Amanh�...
lutamos por nosso neg�cio.
N�o atire.
Errou t�o alto em ambas as ocasi�es?
-Apontei no que eu queria. -Sim, o ar...
Se der a um �ndio uma chance justa, pode evitar a morte.
Eu vou recarregar de novo.
Vamos dar a este uma chance e logo ir�o.
Nos pr�ximos anos se sentar�o ao redor da fogueira e falar�o
sobre o golpe que fez os dois homens brancos
e o chumbo assobiando.
E voc� se sentar� na Esc�cia e
falara sobre os machados e as lan�as.
N�o!
Tira isso!
Vai doer como o fogo do inferno.
N�o h� d�vida disso.
O cheiro � ruim.
Saia daqui.
Estou destinado a morrer.
Eu disse para ir.
Eu estou com frio.
Voc� precisa do ar.
Digo que estou morrendo est� podre...
est� apodrecendo.
Acha que vai funcionar?
Voc� pode cortar?
Se n�o tiver o bra�o, como pode disparar uma arma?
Se n�o pode disparar uma arma, como pode ca�ar?
Se n�o pode ca�ar, como pode...
Voc� pergunta muito maldito, muitas perguntas.
H� lugares piores para um homem morrer?
N�o vai morrer.
Sinto muito, meu amigo.
Fora daqui, metade de um homem
n�o � um homem.
Arapaho!
Pasquinel.
Sua arma.
Vamos fumar.
E assim, uma vez mais, Lame Beaver
e Pasquinel fumavam o cachimbo e falavam
sobre o ataque dos Pawnee e dos Cheyennes
que havia salvado a vida do Pasquinel,
e nesse momento fat�dico quando cada lugar a vida do outro
em suas m�os e n�o tomam.
Cicatriza��o ruim.
O qu�?
Ai. Sim est� mau.
D�i?
D�i!
Ainda me d�i.
N�o posso mover meu bra�o longe do meu corpo.
A pele... a cicatriz � t�o forte.
Voc� vai usar, no entanto.
Maldito seja, voc� vai usar.
A mesma coisa, em seu ombro.
-N�o sei. -Eu sei.
Use!
Tome sua arma, e maldi��o use-a!
Por qu�?
Voc� pode fazer a ca�a nas pr�ximas semanas.
Eu poderia estar morto amanh�!
Vou pegar mais plantas.
-Voc� pode usar isso? -O qu�?
Pode usar isso?
Se eu posso usar? Sim, eu posso us�-lo.
Mas n�o com essa ferida.
Meu bra�o?
Com o bra�o desta maneira? N�o, n�o posso disparar agora.
Pasquinel envolveu a arma desta maneira?
Pasquinel, envolveu.
� pele de b�falo.
Pasquinel, envolveu
sua arma para torn�-lo mais forte.
Meu ombro? O mesmo?
Sim. Isso � o que quero dizer. Pasquinel, disse, "ombro".
De acordo.
Acho que � isso o que estava dizendo.
Eu atiro.
Voc� disparou bem. Muito bem. Agora voc� carrega.
J� est� seco o suficiente?
� o que veremos.
Lame Beaver acaba de atirar em um ramo dessa �rvore.
Ainda est� l�.
Ele vai tirar de l� na pr�xima vez.
N�o haver� uma pr�xima vez.
Flor.
Flor.
Como se diz em Ingl�s?
Flor.
-Flor. -Isso.
Uma flor muito bonita
para uma garota muito bonita.
-Bonita flor! -Isso.
Ah, bonita.
Acho que � melhor dizer assim... bonita.
-Bonita? -Sim!
-Flor bonita! -Sim.
Voc� vai aprender Ingl�s...
o melhor � aprender desta maneira a fal�-lo.
Desta forma, as pessoas n�o riem na seu nariz
igual fazem a mim de vez em quando.
Em seu nariz?
Sim, "nariz" Ah, o nariz. Nariz.
Isso se chama nariz!
Nariz...
E estas s�o suas orelhas.
Orelhas.
E seu cabelo.
Cabelo...
E seus olhos.
Olhos...
Olhos...
E isso?
L�bios.
L�bios...
Voc� � linda.
Linda?
� melhor voltarmos.
Linda...
Significa bonita?
Sim!
Como a flor?
Voc� acha que sou bonita?
� melhor irmos.
Barba ruiva,
acho que voc�... � bonita, tamb�m.
"Clay Basket, eu"
Temos que ir.
Voc� me ensina mais?
Vou te ensinar mais amanh�.
Amanh�.
Amanh�.
Eu sei o que �... amanh�.
Amanh� vai ser lindo.
Sim.
Sim.
Amanh� ser� lindo.
Seu pai � um bom chefe.
N�o. Ele n�o � um chefe.
Mas, ele conseguiu todos esses cavalos
e tem todas essas coisas e ele n�o � um chefe?
Ele n�o queria ser um chefe.
Por qu�?
Por que ele n�o � um chefe?
Bem. Por que n�o � um chefe?
Ele n�o gosta de penas.
O qu�? O que tem as penas?
Ele n�o gosta.
N�o estou entendendo.
H� muito tempo, meu pai, trouxe cavalos para o nosso povo.
Sim, os primeiros cavalos para sua tribo.
Mas n�o podia manter o cavalo que ele queria.
Por que n�o?
Foi dado a um chefe.
Mas ele mesmo os trouxe voc� me disse, 19 deles...
Sim.
Como poderia o chefe tomar o cavalo que seu pai queria?
Ele era o chefe.
Ah, agora seu pai n�o quer ser o chefe.
-Nunca. -J� sei...
N�o se trata que n�o gosta das penas
s�o os homens que as usam.
Diga a sua m�e que existem homens assim em cada tribo.
Ele disse que h� homens assim em todos lugares.
E diga que eu acho que seu pai � o chefe de qualquer maneira.
Um grande chefe.
Ele disse que meu pai � um grande chefe.
Pasquinel.
Diga a Pasquinel que meu
cora��o est� triste de v�-lo partir.
Pasquinel, meu pai est� triste que v�.
Bom, meu amigo, vejo que voc� tem seu
Ingl�s como l�ngua atada como a sua pr�pria
diga que estou triste de ir, mas voltarei
quando mudarem as folhas.
Barba ruiva, tamb�m?
Com barba ruiva, somos s�cios?
Sim.
Est�o tristes de partir tamb�m, mas
voltar�o quando as folhas mudarem de cor.
Eles v�o trazer suas esposas?
Pergunte a eles!
Eu n�o sei como fazer isso.
Entendeu?
Ele quer saber sobre nossas esposas.
Esposas?
Se v�o vir conosco na pr�xima vez.
N�o, n�o, n�o. Minha esposa, fica em Montreal.
A esposa do Pasquinel, fica em Montreal.
Montreal? Fica muito longe?
Muito longe. Longe o suficiente.
Montreal est� a muitos quil�metros para o norte.
E voc�, barba ruiva?
Eu n�o tenho esposa.
O que ele disse?
Ele disse que n�o tem esposa.
Um homem deve ter uma esposa
para lhe dar os melhores presentes que h�.
Disse que um homem deve ter uma esposa
para lhe dar os melhores presentes que h�.
Diga a ele que tem uma bela fam�lia
e que est� muito orgulhoso dela.
Sua fam�lia � linda.
Agora vamos.
Boa ca�a!
Ser� boa devido a Pasquinel.
Meu amigo.
Seis fardos, meu amigo.
Nossa participa��o nos far� ricos.
� verdade o que voc� disse?
Sobre o qu�?
Sobre ter uma esposa.
Ela est� em Montreal?
N�o em Detroit...
Mesmo os bons amigos n�o devem saber
tudo sobre um homem, n�o �?
Tem todo o direito sem mais pergunta.
"Clay Basket"...
Eles voltar�o.
Pasquinel � um homem corajoso.
Mas eu n�o acredito, no que ele diz sobre sua esposa.
Ele vai precisar de uma boa mulher quando retornar.
Eu gostaria de receb�-lo na minha fam�lia.
Espero que n�o seja verdade o que barba ruiva disse?
-Sim! -N�o!
� com Pasquinel que voc� vai se casar.
Quando eu me for, ele vai cuidar de voc�.
Mas pai, voc� n�o ir� por muitos anos.
H� muitas mudan�as.
Os Pawnees est�o negociando para conseguir mais armas.
Os Utes v�m das montanhas para viver como n�s,
e esses homens brancos, s�o s� o come�o.
Vir�o mais para o com�rcio de castor
e com eles v�o trazer uma mudan�a.
Que tipo de mudan�a? Eu n�o sei...
Pasquinel, ele saber� disso e a proteger�.
Em Pasquinel, se pode confiar.
Se assegure que Bockweiss guarde estas peles.
Pasquinel!
Joe Bean. Kentucky. Meu bom amigo Joseph... como vai?
Bom, eu estou fazendo bem, mas n�o t�o bem como voc�s.
De onde as tirou?
"La Cache la Poudre"
"La Cache la Poudre"? Nas grandes montanhas?
Isso � muito trabalho algum problema?
Bom, sempre h� problemas, n�o �?
Nas altas montanhas existem os utes,
mas ainda pior s�o os Pawnee.
� a� que conheci meu parceiro no Missouri.
Estava enfrentando todo um grupo de guerra sozinho.
Todo um grupo de guerra ind�gena?
Nove valentes estavam roubando peles de
um barco chamado "Sainte-Genevieve".
O "Genevieve" ouvi dizer que outro
barco o recolheu.
Todos os homens tinham sido massacrados.
Os Pawnees cortavam aos escalpos deles quando os vi
bem no meio atacando a todos.
Eu acertei tr�s com o alcance longo de meu rifle,
mas ele estava bem no meio s� com sua faca.
M�o � m�o?
No momento que tentei recarregar para dar o quarto,
ele tinha matado o �ltimo.
Olhe...
Uma machadinha de guerra fez isso.
E, entretanto, ele continuou a luta
contra com uma s� m�o.
Eu me perguntava por que se associaram
Acho que isso diz a hist�ria inteira.
Joe Bean. Kentucky.
-Como o chamam? -Alexander Mc Keag.
De onde �?
Da Esc�cia. E de "La Cache la Poudre"...
Pasquinel!
U�sque!
U�sque para meu amigo Joe Bean do Kentucky,
e meu s�cio!
Onde voc� esteve, Pasquinel?
Eu estive do outro lado do rio
e agora vou beber por meu caminho de volta.
Voc� � Pasquinel?
Pasquinel, sim o que quer beber?
N�o tem nada para comprar.
Ent�o voc� est� no lugar errado,
porque hoje em dia comprarei tudo o que este homem vende.
Sim, com dinheiro manchado de sangue.
Como �?
Conhe�o voc�?
Eu conhe�o voc�.
Voc� � um mentiroso e um covarde.
Sei que nunca o vi antes.
Voc� matou meu irm�o.
Seu irm�o?
E tr�s homens bons
que viajavam no "Saint Genevieve".
Ah, o " Saint-Genevieve" foi atacado pelos Pawnees.
N�o foi nenhum Pawnee.
Foi voc� e ele o l�ngua grande que � seu s�cio.
Por que atacar homens brancos e tirar seu escalpo, para qu�?
Voc� sabe muito bem por que, seu maldito.
Minha mem�ria me falha por que n�o me diz isso?
Por que n�o levaram as peles?
Devido a que pertenciam a outro homem e n�o me interessava.
Agora, eu quero pagar uma bebida,
em homenagem ao seu irm�o corajoso.
E se ele era realmente um comerciante honesto,
ele era meu irm�o, tamb�m.
V� para o inferno!
Ao seu devido tempo.
Joe Bean!
Pelos benef�cios de novas e novos s�cios!
Tem certeza que est� completamente curado, Alexander?
Sim.
N�o posso imaginar uma experi�ncia como essa.
O que voc� diz, Pasquinel
essa flecha esta incomodando voc�?
N�o.
Que ponta de flecha?
A que os Pawnee o cravaram no final do ano passado.
Isso � o que me trouxe para o bom m�dico e reuniu a todos.
-Por muitos anos mais! -Sa�de!
Quanto tempo pode um homem sobreviver em uma terra assim?
Olhe, senhorita... s� as rochas vivem para sempre.
O qu�?
� um ditado dos �ndios nas plan�cies.
"S� as rochas vivem para sempre".
Nenhum de n�s viver� para sempre,
o que importa n�o � quanto tempo vivemos, mas como.
-Entendeu? -Sim, eu entendi.
Me disseram que tem uma mulher em Nova Orleans.
Nova Orleans?
Essa cidade...
Ser� melhor que a devolvam aos �ndios.
Aqui.
Os lingotes foram fundidos.
Assim � como eles s�o, hein?
Sim, os moldes.
Quando voc� est� nas plan�cies, tem uma mulher l�?
Uma mulher �ndia?
Quero dizer,
ouvi dizer que para alguns homens...
� uma coisa natural, suponho.
Suponha, quanto tempo demora?
At� que esfriem.
Amanh� eles estar�o prontos.
Ent�o voc� n�o fez?
O que quer dizer?
Ah, a mulher ind�gena? N�o, n�o.
McKeag � o �nico que compartilha minha canoa.
Parece um bom companheiro de rota...
Mas n�o fala muito, entretanto, ele faz?
� por isso que deixei ele compartilhar minha canoa.
A... mim me parece...
que um homem com um bom neg�cio como voc� deveria se casar.
Com o que lima, utiliza de novo?
Sim.
Estive planejando fazer de novo eu mesmo...
O que quer dizer?
Me casar.
Ah!
Mas uma boa mulher
n�o � uma coisa f�cil de encontrar.
Uma mulher como Lise?
Lise!
Sim, sim... minha Lise � uma boa mulher.
Voc� j� notou, n�o �?
Seria dif�cil para um homem n�o notar.
Fico feliz em ouvir voc� dizer isso.
� f�cil dizer...
Isso � polir n�o �?
Sim.
E essas ferramentas aqui, s�o para a grava��o?
Sim.
Estas pequenas ferramentas em m�os t�o grandes.
O que faz � realmente not�vel.
Pasquinel,
me deixe ser franco.
Posso vender uma pe�a como esta por um mont�o de dinheiro.
Vou ser um homem muito rico.
Posso me permitir ser muito generoso com a Lise.
Desculpe-me, senhor, n�o entendo.
Voc�s teriam um lar fixo aqui.
Uma casa � algo fixo, Pasquinel.
Sr. Bockweiss, por que Lise ia me querer?
Nunca serei nada mais do que sou: um "correio".
Droga, n�o se fa�a de bobo comigo.
Sabe que ela est� interessada em voc�, e eu tamb�m.
Agora, eu lhe digo...
que, se voc�s formassem um casal eu seria muito feliz...
Quero dizer, que em algum momento com o tempo
desejo que seja da minha fam�lia,
e n�o haveria obje��o alguma.
Voc� � um bom pai, senhor.
Hermann.
Hermann, voc� � um bom amigo e posso dizer que
algo assim seria poss�vel.
Poder�amos ter o casamento antes
que voc� voltasse para as plan�cies.
Voc� disse, "com o tempo".
E voc� disse que nenhum de n�s viver� para sempre.
Os �ndios sabem mais sobre a vida do
que qualquer de n�s, talvez, hein?
Hein?
Talvez.
No final do s�culo XVIII...
os �ndios das Grandes Plan�cies eram os soberanos de seu mundo.
O cavalo tinha chegado para montar em uma nova vida
no imponente cora��o das pradarias abertas.
Enquanto Lame Beaver seguia negando-se
todas as ofertas de ser Chefe que outorgava-lhe um conselho,
era respeitado a cima de tudo por outros membros de sua tribo
porque recordavam que foi com sua coragem
que conseguiram o primeiro cavalo.
A riqueza de um homem e sua fam�lia,
que marcava sua posi��o social
foram determinado agora pela
quantidade de cavalos de sua propriedade.
E cada menino �ndio
sabia que se ele se transformasse em
um h�bil guerreiro e ca�ador,
poderia conseguir muitos cavalos por conta pr�pria
e viver uma vida de dignidade e respeito
como o velho homem que o chamavam: Lame Beaver.
Lame Beaver tinha 53 anos de idade
o s�culo estava chegando a seu fim
pelas normas de seu tempo, j� era um velho.
Nem sequer o novo poder da arma
que levou como um guerreiro e ca�ador
poderia substituir a outros poderes
que estava perdendo pouco a pouco.
Ele sabia que seu tempo estava a ponto de terminar,
mas ele n�o tinha forma de reconhecer
que uma antiga cultura chegava a seu apogeu
e que ele ficava um pouco mais tempo que ao mesmo.
Os �ndios das plan�cies do ano 1800 eram um povo satisfeito
o cavalo tinha sido sua salva��o,
o b�falo foi a base de sua exist�ncia.
De suas muitas partes veio quase
tudo o necess�rio para a vida di�ria
forneceu alimentos, roupa, ref�gio, armas,
e foi uma fonte de ind�stria que
mantinham corpos fortes e mentes saud�veis.
Foi um tempo para se desfrutar.
N�o havia necessidade de se Preocupar sobre o futuro,
e os jovens poderiam estar orgulhos do passado.
Pai, me fale sobre os cavalos.
Como foi o primeiro a consegui-los?
Isso foi h� muito tempo.
Voc� realmente visitou o sol antes
de ir para Comanche?
Poderia um homem sozinho fazer algo assim?
Eu gostaria de ter visto traz�-los para o acampamento.
M�e, foi emocionante?
Foi a coisa mais
emocionante que jamais tinha visto.
Blue Leaf. Fez a coisa mais corajosa que
qualquer guerreiro jamais tinha feito,
e s� tinha 17 ver�es.
Caminhou para o Sul
onde os Comanches estavam ca�ando b�falos.
Nosso povo n�o podia seguir o b�falo como as outras tribos...
e n�o �ramos t�o poderosos na guerra
porque n�o t�nhamos os cavalos.
Seu pai sabia que dev�amos conseguir
cavalos ou nossa tribo ia morrer,
mas outros guerreiros n�o foram com ele
porque sabiam que se fossem capturados pelos Comanches,
morreriam uma morte terr�vel.
Homem de cima, sou um de seu povo
me ajude!
Comanches!
foi t�o corajoso e t�o ousado
que inclusive os Comanches lhe saudaram por seu valor.
Quando o vi retornar ao acampamento,
eu sabia que era a coisa maior que jamais voltaria a ver.
Ele havia trazido os cavalos
que ningu�m mais poderia conseguir,
os cavalos que n�o poder�amos conseguir sem sua ajuda.
Ele nos devolveu a vida.
Nunca conheci um momento de mais orgulho
de que quando ele me montou em um deles
o que daria de presente a meu irm�o,
dessa maneira pudemos compartilhar uma vida juntos.
E tinha s� 17 ver�es.
Os outros bravos devem ter...
Precisamos de novas macas para arrastar.
Podem durar mais uma temporada.
Elas foram arrastadas por muitos quil�metros n�o aguentam mais.
Talvez pud�ssemos usar novas.
Talvez? Olhe!
Ter�amos que ter trocado quando est�vamos no norte.
Trocado por que, por um cavalo n�o trocaria por um cavalo.
Vou encontrar paus os melhores paus.
O que foi?
Voc� est� bem?
Me deixe em paz.
Blue Leaf.
N�o estou bravo com voc�.
Clay Basket pensa que � por que ela
te pediu que contasse aquela hist�ria.
N�o, s� quebrou outro dente. Veja?
Esta doendo?
O que me d�i � que estou ficando velho.
Cada ano, para voc� � tamb�m outro para mim.
Lembra quando n�o havia cavalos?
Nos mov�amos lentamente ent�o, s� com os cachorros.
Nos mov�amos com tanta lentid�o, e a vida parecia t�o longa.
Lembra que quando eu era um garoto,
Eu nunca pensei que eu iria envelhecer.
Pensei que nunca teria a idade suficiente para ser um guerreiro.
Sente-se.
Quando seu corpo tem que trabalhar,
fa�a que funcione.
Quando necessitar um descanso, lhe de um descanso.
Onde est� o rio?
-Voc� j� olhou ao seu redor? -Sim.
Em seguida, de uma segunda olhada.
Um olhar mais longo.
N�o vejo nada.
O que � isso?
S� andorinhas.
Est� certo.
S� andorinhas.
Mas as andorinhas devem tomar �gua todos
os dias, como as pombas, tamb�m...
Ent�o voc� deve observ�-las.
Se suas bocas estiverem vazias, est�o voando para a �gua.
Se seus bicos tiverem barro neles,
� que voam vindo da �gua.
Sabe em que dire��o est� a �gua?
Naquela.
Viu o barro no bico daqui?
N�o me perguntou isso.
S� me perguntou se sabia onde estava a �gua.
Olhe bem de perto em tudo.
Observe os animais para aprender seus caminhos secretos.
O veado te ensinar� como viver sem �gua durante muito tempo.
O falc�o te ensinar� como atacar rapidamente sem perder.
O coiote, como evitar de ser capturado.
A serpente cascavel, como evitar ser visto.
E quem te ensina como fazer o fogo?
S� o homem.
E ele � o animal mais perigoso que voc� pode imaginar.
Mais perigoso que um puma?
-Muito mais. -Por qu�?
Porque ele sabe o que voc� sabe.
Isso foi h� muito tempo
uma vida inteira atr�s...
Voc� fez da minha vida uma coisa boa.
Amanh� eu vou fazer o melhor tipi na aldeia.
Eu vou encontrar as varas nas Montanhas Azuis.
Varas que ser�o altas e direitas.
Nas Montanhas Azuis... Os utes est�o l�.
Eu n�o tenho medo dos Utes.
O fato de que um homem quebre seu dente
n�o � uma raz�o para mudar sua maneira de viver, certo?
N�o!
Teve Utes por aqui ca�ando castores.
L�.
Podemos atac�-los?
Estamos aqui para pegar as varas, n�o para conseguir escalpos.
� esse o homem que atacou o comanche
por seus cavalos o mesmo que est� falando?
O homem que participou de muitos golpes?
� um homem que viveu o tempo suficiente
para te contar essas hist�rias ele mesmo.
Vamos esperar aqui na sombra at� que se v�o,
ent�o vamos encontrar nossas varas
entre os pinheiros altos.
Foi neste vale da montanha
Lame Beaver fez uma descoberta que teria um impacto
no mundo meio s�culo mais tarde.
Mas de uma vez, n�o tinha forma de
saber o valor para outros homens
teriam essas rochas brilhantes que tinha na m�o.
O que �?
Balas, que n�o tenho que derreter.
Deixar� de negociar a partir de agora?
N�o, senhora.
Mas com uma fam�lia...
� tudo o que sei.
Obrigado.
Bom, talvez voc� possa aprender a ser um ourives.
Afinal de contas, n�s temos o melhor
professor aqui em Saint. Louis.
Seria um bom aluno.
Mas n�o pode conseguir se n�o se interessar
devido a que � um talento que eu n�o tenho.
Senhor, voc� deve ter um talento muito especial.
Lise poderia ter escolhido qualquer
homem na cidade e ela escolheu voc�.
Devido a que ela queria algu�m a quem admirasse.
Papai.
-Desculpe, Pasquinel. -Sim.
Eu j� volto.
Alexander, quer dan�ar comigo?
Ah, n�o posso dan�ar.
Eu vou te ensinar.
� meu casamento.
Sr. Pasquinel?
Sim.
Eu acho que � muito emocionante
saber que voc� civiliza os �ndios.
Eles precisam ser civilizados?
Bom, pe�o a Deus que nunca seja culpado disso.
Mas isso � o que faz, n�o �?
Mas voc� os introduziu em nossos caminhos?
Eu sou um comerciante.
Um comerciante de peles de castor, senhora.
Sr. Pasquinel, por favor certamente voc� � muito modesto.
Deve admitir que � um emiss�rio de nossa cultura.
E se o �ndio vai aprender,
ele deve aprender de homens como voc�.
Senhor, pode perguntar a meu sogro, eu n�o sou...
N�o sou um homem modesto.
Mas n�o h� nada que eu possa ensinar
aos �ndios que eles precisam saber.
Por que isso?
Porque eles vivem com a natureza.
Eles foram ensinados a se tornarem parte da natureza.
Sim, mas ainda assim s�o totalmente ignorantes.
N�o, n�o, n�o.
Sem educa��o de nosso mundo, mas n�o no deles.
Bom, eles s�o t�o diferentes?
Que horas s�o?
-O qu�? -A hora, sabe?
Certamente, sim, s�o 3:50.
Isso � importante para voc�?
Isso � importante para qualquer um de voc�s?
Bom, pensei que como me pediu.
Eu fiz. Mas um �ndio n�o faria.
Eles n�o t�m rel�gios, porque n�o veem
a necessidade de programar sua vida.
E n�o acreditam no que um homem faz em um dia
por tantas horas � uma medida real de seu valor.
N�o, n�o ele faz o que faz...
toma todo o tempo que seja necess�rio,
e ningu�m faz melhor que o �ndio.
N�o, ningu�m aqui pode ensinar nada
ao �ndio que seja importante para ele.
Voc� parece esquecer uma coisa, meu filho.
Eles s�o pag�os.
Eles n�o constroem igrejas,
n�o escrevem livros sagrados,
mas fazem tudo relacionado com o espiritual.
Uma religi�o pag�.
Sacrif�cios, derramamento de sangue.
N�o foi o pr�prio Cristo quem morreu na cruz,
e n�o era essa a vontade de Deus?
Isso foi um ato �nico, Pasquinel.
Para salvar o mundo.
O seu mundo � �nico e
n�o necessitam de nenhuma salva��o.
Apenas relaxe.
-Eu n�o posso. -Claro que sim...
Simplesmente deslize com a m�sica e escute o ritmo.
Sinto muito, eu n�o posso.
Muito bem, Alexander.
Ah, obrigado!
Pela amizade.
Pasquinel te disse que sempre haveria...
um quarto aqui para cada vez que venha a Saint Louis?
Ah, n�o, eu...
� um "n�o" que n�o vou aceitar de voc�, Alexander McKeag.
Nossa casa � sua casa.
A menos que tenha seus pr�prios planos que n�o quis nos contar.
N�o!
N�o, por n�o aceitar nossa oferta?
Ou n�o, porque tem planos pr�prios?
N�o, eu... Quero dizer, eu...
Alexander, acho que h� algo que voc�
est� mantendo em segredo de n�s.
N�o!
Deve ter algu�m em algum lugar.
Bom...
Eu sabia.
Aqui ou na Esc�cia?
Aqui.
-Em St. Louis? -N�o.
Onde, ent�o?
Voc� pode guardar um segredo?
-Para sempre... -Eu tamb�m.
Alexander, isso n�o � justo.
� porque eu acho que n�o devo dizer aos outros
at� que eu tenha tido a chance de dizer a ela em primeiro lugar.
Isso � justo.
E seja quem quer que seja,
ela estar� t�o feliz como eu estou hoje.
Ser� melhor que eu v� ao resgate do Pasquinel.
Acontece com ele um pouco disso de vez em quando.
Agora somos os dois para tomar conta dele.
� verdade que t�m mais de uma esposa?
Senhora!
Ouvi dizer que mant�m mais de uma esposa � verdade?
Se necessitarem,
e se a mulher necessita de um marido.
E se as outras esposas s�o felizes por isso.
Eles trabalham duro.
Com as m�os... Fazem o trabalho mais f�cil.
Eu n�o sei, eu n�o entendo esse tipo de pensamento...
As pessoas entendem o que elas querem entender.
Como eu.
Eu n�o entendo por que est� dan�ando com este fraco escoc�s
quando poderia estar dan�ando comigo.
Olhe, McKeag, olhe...
� um homem fascinante.
Por qu�? Por que ele luta com os �ndios?
Por que ele os entende.
Ele deveria, querida. Ele � em parte �ndio tamb�m.
Ah, sim. N�o sabia? � Mandam. Ele � de Montreal.
Por certo, tamb�m ouvi dizer que ele tem uma esposa l�...
Sabe por que dan�am em um c�rculo?
Quando eu era pequeno, pensei que era
para se manter aquecido pelo fogo.
Toda a vida � um c�rculo.
Os bailarinos come�am por ali, ao sul,
o que representa a fonte da que nascem.
Em seguida, passamos para a esquerda, atrav�s da juventude,
para o p�r do sol no oeste.
E ali cai a noite � medida que nos aproximamos do frio norte,
onde nasce o cabelo branco.
Para nos mostrar que toda a vida �
dia e noite, bom e o mau.
Pai, eu sei.
Se vivermos, encontramos a fonte da luz para o leste,
e com ela nos encontramos com a compreens�o.
A compreens�o que nos ensina agora
nos preparar para o final da vida.
Depois retornamos ao ponto de partida.
Devolver a vida para toda a vida,
e nossa carne a onde come�amos.
Pense nisso.
E quanto mais pense nisso, encontrara mais seu significado.
M�e?
St. Louis termina aqui.
N�s j� dissemos adeus.
Eu sei, mas...
Se assegure de que este velho continue trabalhando.
Eu vou para transform�-lo em um deus.
Deus Bockweiss, que faz suas pipas de prata no c�u
mas s� para o Pasquinel.
Eu vou trabalhar.
Volte.
Eu sempre volto.
Bom dia, meu amigo.
Parece um grande ano para o castor.
Ehhh... voc� est� bem?
N�o pensei que me sentiria desta maneira.
Acho que � natural.
Especialmente agora, desde que vai ser av�.
O qu�? O qu�?
Isso � maravilhoso.
Ele sabe?
-Eu n�o pude lhe dizer. -Lise...
Eu quero ele de volta.
N�o deveria ir.
Ele sempre vai n�o sabe, papai?
Se ele tiver uma fam�lia...
Ele sempre vai.
Isso � o que �, o que ele faz.
Eu n�o quero mudar isso.
Ouvi dizer que havia outras que tentaram.
Esses rumores s�o infundados s�o mentiras...
Talvez.
Tudo o que sei, � que o amo
e quero que ele saiba o quanto.
Se ele voltar e ver que n�o tentei det�-lo,
acho que vai saber.
Quero que voc� saiba.
N�o entendo esse tipo de pensamento.
Talvez s� entendemos o que queremos entender, hein papai?
Lame Beaver.
Eu vou te pegar, Lame Beaver!
Eu costumava ver sua m�e nas manh�s deste tipo.
Voc� est� ainda mais bonita do que ela era ent�o.
Eu n�o acredito.
-N�o, este � meu trabalho... -Hoje n�o.
Alguma vez te disse porque seu nome � Clay Basket?
Muitas vezes.
Est�vamos no norte, seguindo o bis�o.
Um comerciante Dakota tirou uma
espl�ndida cesta fabricada por um Cree.
Parecia que a teceu, mas foi feito
de argila e a sua mam�e adorou...
Ela a queria acima de todas as coisas.
Pai, eu sei da hist�ria.
N�o se esque�a.
N�o se esque�a que eu comprei essa cesta
para sua m�e trocando por um cobertor de bis�o.
Um cobertor que ela tinha trabalhado
durante muitos meses para torn�-lo bom.
Era um bom cobertor,
e eu o troquei pela cesta.
A cesta de argila que sua m�e amou
tanto e pela qual surgiu seu nome.
Pai...
E todas as outras hist�rias, tamb�m.
As que voc� e a m�e pintaram na t�nica para mim,
as que te disse sobre nossa vida juntos,
sobre o pato selvagem que vivia nos �lamos,
e o alce domesticado que ficou no acampamento no norte,
e todas as outras hist�rias.
N�o se esque�a, ou morrer�o.
Pai, onde est� mam�e?
Estive procurando.
Ela se foi para ficar sozinha.
Por qu�?
Para pensar.
Para se preparar.
Ah, n�o!
� por isso que me falou de novo sobre a dan�a, tamb�m, n�o �?
Voc� � minha filha.
Voc� deve lembrar de tudo...
ou seus filhos nunca saber�o que aconteceu a n�s.
Voc� vai a guerra?
Os Pawnees roubaram uma
crian�a... ela deve ser recuperada.
Que os jovens v�o...
Os jovens t�m medo dos Pawnees.
Voc� n�o pode ir.
A crian�a pode estar morta por que deve morrer, tamb�m?
Temos que fazer.
E que os Pawnees saibam que nosso povo n�o
deixar� que eles fa�am essas coisas conosco.
-Pai... -Se eu tiver sido um bom pai,
sabe que o final deve vir para todos n�s.
E lembre-se do que eu disse sobre o
homem branco Pasquinel.
Quando eu me for, ele vai cuidar de voc�.
N�o � preciso ir.
O quanto a mam�e?
Quem vai cuidar dela se for?
Sua m�e � uma mulher.
Ela sabe do seu final assim como eu sei do meu.
Ah, pai.
Quem � o Homem l� de cima?
O Homem l� de cima � um Criador.
Superior a todas as pessoas e a todo o universo.
Ele n�o tem princ�pio nem fim.
� bom?
Ele � tudo de bom.
Ent�o, por que lutamos com outros homens?
Porque existem mal nos homens, tamb�m.
Voc� reza todas as manh�s?
Nossos tipis eles enfrentam o sol da manh�
para nos lembrar que devemos agradecer todos os dias.
O que acontece se n�o h� nenhuma raz�o para agradecer?
Ent�o a culpa est� em voc� mesmo.
Vou orar com voc� amanh�.
N�o.
Deve cumprir com o sol da manh� e com o grande sil�ncio a s�s.
Prepare sua mente para enfrentar o dia.
Isso faz voc� reflexivo em todas as coisas.
Homem de cima!
Eu fiz tudo o que podia fazer.
A carga ser� mais pesada por ali...
Esperaremos que apare�a o grande chefe Rude Water.
E eu atiro...
Os Pawnees entrar�o em p�nico, e vamos resgatar � garota.
V�o agora, e que o
Homem l� de cima esteja conosco...
V�o!
M�e, suas coisas.
Elas n�o s�o mais minhas.
Sua cesta!
Fora!
Um enterro.
L� em cima?
� o modo que o esp�rito pode escapar no vento e nas nuvens.
Ele era um grande guerreiro.
Como sabe?
Pelo rabo-de-cavalo.
Matam um grande homem e seu cavalo favorito
para que seu esp�rito n�o tenha que caminhar.
Tudo o que vimos.
� porque morreu em combate,
em uma morte t�o corajosa como � poss�vel.
E simplesmente permanece ali dessa maneira?
A natureza reclamar� com o tempo.
E ela faz tudo.
M�e!
M�e!
M�e?
M�e.
Voc� n�o tem que ficar aqui fora.
Assim deve ser.
H� espa�o em meu cobertor e no tipi de seu irm�o.
Ele n�o me pediu, e voc� n�o tem o direito de pedir.
Ele n�o quer que voc� fique aqui fora.
N�o tem mais escolha.
Eu sei.
E eu fico com voc� em qualquer lugar que esteja.
N�o, do�ura.
Voc� tem uma vida para viver.
E a minha terminou.
Ele n�o ia querer que voc� morresse desta forma.
Ele n�o ia querer que voc� nos deixasse deste modo.
N�s j� falamos.
Eu sabia o que viria.
Foi desta maneira para minha m�e, tamb�m.
Mas por qu�?
N�o tem nenhum sentido.
Tem mais sentido para n�s o envelhecer?
E ser uma carga para aqueles que precisam de
sua for�a para sobreviver?
Eu n�o posso deix�-la.
Eu n�o a deixarei.
Voc� deve se aquecer e permanecer assim.
E quando o homem branco vier...
deve ir com ele como disse seu pai.
E deve ter seus filhos,
e deve lembrar de todas essas hist�rias
para que saibam o que s�o.
Voc� lembra do que �?
� a filha de um homem muito corajoso.
Um homem que participou de muitas batalhas.
Ele era um idiota.
Ele foi o que eu disse.
E � o que vai dizer a seus filhos...
Deste modo,
vai continuar vivendo
e dar sentido a suas vidas assim.
Isso � tudo o que podemos fazer.
Qualquer um de n�s.
Sim, mam�e.
Sim.
Rude Water morreu.
Morreu? Como?
Os Arapahos fizeram a guerra.
O "Grande Diabo"Lame Beaver foi para combater...
Matou Rude Water.
E a Lame Beaver o que aconteceu?
Matamos ele.
Mas sua medicina � forte... p�de
dar muitos "golpes"antes de sua morte.
-Por isso o andaime junto ao rio! -Pode ser.
Ha quanto tempo foi a luta?
Pouco antes da neve.
N�o faz muito.
Ter�amos que ter chegado antes.
Voc� acha que poderia t�-los impedido?
Eu poderia ter tentado.
Voc� me da a arma de Lame Beaver?
Uso a arma para o com�rcio de castor.
Igual � Rude Water.
Voc� troca balas amarelas, tamb�m?
Balas amarelas?
A �nica raz�o por que Lame Beaver matou Rude Water.
Bom, isso parece...
�...
M�e!
M�e?
M�e?
M�e?
Volte.
Volte.
Bom dia, meu amigo.
Outra noite para voc� tamb�m, hein?
Minha nossa.
Droga.
Blue Leaf!
Como p�de acontecer isso?
O que ela est� fazendo aqui?
J� n�o � a esposa de um guerreiro.
N�o tem direito a um tipi por sua conta.
-O qu�? -� sua lei!
Sem um filho ou um irm�o disposto a assumir,
n�o tem casa.
A ela s� lhe permitem manter o que tem em suas costas.
Isso � desumano!
Ela sabia que ia acontecer.
O que acontece a sua filha?
Sim, a garota, ela deve saber.
Deve saber sobre o ouro e onde seu pai encontrou.
N�o foi isso que eu quis dizer... Eu quis
dizer o que vai acontecer com ela?
Ela � jovem e forte, vai
ter filhos de um grande guerreiro.
Vai ter um monte de homens atr�s dela.
Ela inclusive pode at� j� ter um marido.
O que devemos fazer com ela?
Deix�-la.
Por�o na descansar com seu kit de costura em um saco
igual fizeram com as armas.
Vamos encontrar � garota. Qual � seu nome?
-Clay Basket. -Sim, Clay Basket.
Ela est� com meu pai agora.
Isso � bom.
E voc�?
Est� bem?
Sim.
Clay Basket!
Eu dei a seu pai o rifle.
Sabe onde ele conseguiu as balas?
Pasquinel.
Pergunte.
Sabe de onde seu pai tirou as balas de seu rifle?
Balas?
Sim!
Onde? Pergunte de onde.
Eu fa�o.
Voc�? Voc� fez as balas?
As balas.
Sim. Eu posso fazer as balas.
As amarelas?
Amarelas como estas.
-N�o. -Mas sa�ram de seu rifle?
-O rifle de meu pai? -Sim.
Vieram do rifle de seu pai onde as conseguiu?
N�o posso ver.
N�o sei mas ele me disse...
Sim, o que disse?
Ele s� me disse o quanto que significava para ele
e para a tribo que voc� tenha dado seu rifle.
Isso � tudo?
Ah... Isso � tudo o que te disse?
Ele me disse que iriam voltar.
Ele disse que �amos voltar.
E quando o fez, ele queria que eu
fosse com voc�, Pasquinel se lhe agradar.
O qu�?
Ele me disse que ia ficar muito orgulhoso
se eu pertencesse a Pasquinel.
O que ele disse?
McKeag?
Ele disse que ele queria que ela fosse com voc�.
Comigo?
Para ser sua esposa.
Pasquinel, eu me pergunto...
Quero dizer, voc�... voc� j� est�...
Quero dizer, j� que n�o h� maneira...
Meu amigo... acho que n�o tenha entendido o que ele disse.
Seu pai disse a ela que fosse comigo.
-Ele sabia que eu cuidaria dela. -O que ouvi...
Mas Bockweiss pediu isso primeiro...
Bockweiss se encontra em Saint Louis.
E quanto a Lise?
Ele vai cuidar dela. Ele sempre cuidar� dela.
Diga que me sinto orgulhoso de tom�-la como minha esposa.
Pelo ouro, quer dizer.
Isso � tudo, n�o �? O ouro.
Voc� acha que ela sabe onde est�?
Sabe!
Pasquinel, n�o me quer?
Pasquinel disse que est� muito orgulhoso.
Barba ruiva?
Sim?
Seu bra�o est� bem?
Sim... meu bra�o est� bem.
Os �ndios disseram,
"Pasquinel, nele se pode confiar"
deram a ele um passaporte para poder ir e vir na floresta
e seu parceiro Alexander McKeag.
Mas McKeag come�ou a se perguntar o quanto
sabiam realmente os �ndios sobre Pasquinel.
Se eles n�o teriam confundido seu valor e honra.
Entretanto, o jovem escoc�s n�o podia deixar seu
�nico amigo que tinha conhecido
e a �nica mulher que jamais tinha querido.
S� sabia uma coisa certa que seria um duro inverno...
Tradu��o para o Portugu�s Elton agosto 2013
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