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Legendas by LuFer
N�O SE TORTURA UM PATINHO
"David, o maior!"
Um filme de Lucio Fulci
Bruno!
Bruno!
Vamos!
Esta � de gritos. Ele est� caid�nho!
Ouve, est� quase.
Elas v�m a�! Elas v�m a�!
- Quero metade. - Toma.
- S�o fortes. De que marca s�o? - Gauloises.
Porque � que o Tonino n�o est� aqui?
N�o te preocupes, ele sabe onde nos encontrar.
Est� sempre atrasado.
Elas v�m a�, elas v�m a�!
Vi o carro.
- Vi-as, v�m a�. - Como s�o?
- S�o uma balofas, com mamas grandes. - Estamos � espera de qu�?
Vamos!
D�-me uma passa.
D�-me o cigarro.
Vai � merda.
Ele vai seduzi-la.
Oh, Rosie, tu matas-me.
- Como vai isso? - Tudo bem.
Ei, Maria, ouve. Est� a ficar melhor.
Diz-me o que ele est� a dizer.
Assim n�o ou�o nada.
Essas coisas n�o d�o m�sica?
Choro sempre nos filmes, a televis�o n�o mexe tanto comigo.
Tamb�m tens televis�o?
Claro que sim, costumava ganhar bem.
Comprei uma TV e era �ptima.
Sai daqui, Giuseppe!
N�o se preocupem, � um anormal.
Agarrou-me como se me conhecesse.
� o idiota da aldeia.
"Podemos esquecer o passado e ir para o sul, para Nice, n�s os dois..."
Vamos dar uma rapidinha, est� bem?
Uma rapidinha? O qu�?
Da �ltima vez, demoraste uma hora.
- Podemos desligar o r�dio. - N�o, eu quero ouvir!
S� um minuto!
Sem dinheiro, n�o h� espect�culo. Percebeste?
Giuseppe...
Queres ver um truque? Ent�o v� uma p�ssara desaparecer.
"Curioso, curioso, sabemos o que est�s a ver!"
- Giuseppe! - O Giuseppe � um beb� grande!
O Giuseppe � um beb� grande!
Saiam daqui, seus porcos!
Anda apanhar-nos, anormal!
Voltem c�!
Eu mato-vos! Eu mato-vos!
Ol�, m�e.
Apanha o casaco.
Estava a ver que n�o chegavas, Michele.
Lava as m�os.
E depois leva este sumo de laranja a Miss Patrizia.
Ela est� deitada no quarto.
Est� cansada. Coitadinha.
O teu pai sempre na farra com os amigos, e tu, s� Deus sabe onde andas.
Amanh� � domingo.
Pode ser domingo para ti, mas para mim � mais um dia de trabalho.
Passar a ferro e a coser...
cozinhar e limpar... pare�o uma escrava...
Ningu�m aqui pensa em mim.
Vais a fugir?
Pus o sumo em cima da mesa.
Oh, Michele, traz o tabuleiro para aqui.
Anda l�. Eu n�o mordo.
J� vou. N�o o quero entornar.
Ent�o... olha para mim.
V� l�!
Eu n�o te fa�o mal.
Alguma vez viste uma mulher nua?
Bom... n�o.
Bem me parecia.
Com quantas raparigas j� dormiste?
N�o sei. Muitas.
Mentiroso!
Se tivesses dito uma ou duas, acreditava. Mas "muitas" n�o � verdade.
�s um aldrab�o.
Gostavas de ir para a cama comigo?
Perguntei-te se gostavas de ir para a cama comigo?
Sim.
Aposto que sim.
Michele!
Michele!
Est�s a� em cima?
Michele!
J� vou!
Michele!
M�e, disse que j� vou.
Anda l�!
Vai. Obedece � mam�.
O que � que te deu hoje?
Caluda!
N�o, n�o!
A busca pelo pequeno Bruno Locaccio continuou durante o dia de ontem.
V�rgula.
Tal como nos 3 dias anteriores, desde que desapareceu.
S� faltava esta.
Os mi�dos desaparecem e sobra para n�s.
Como de costume.
A pol�cia alargou a zona das buscas e
incluiu zonas montanhosas em Accendura.
Mais de cem pol�cias e oficiais de
auto-estrada est�o envolvidos nas buscas.
Temos novas informa��es do pai do rapaz. Sim, o pai do rapaz.
Um telefonema an�nimo, v�rgula, feito em Acendura,
foi recebido ontem, perto da meia-noite.
Sim... um an�nimo exigiu uma grande quantia. N�o sei a soma exacta.
Sim...
As autoridades n�o falam � imprensa. Est�o � espera de not�cias dos raptores.
Sim, � tudo.
P�re!
Imprensa.
- Desculpem, mas o comiss�rio n�o deixa passar ningu�m.
N�s compreendemos. N�o tem import�ncia.
Obrigado.
Aguentem. Acho que temos de nos desenrascar.
Mas n�o consigo arranjar tanto dinheiro.
Toda a aldeia sabe isso.
Nunca tive uma vida f�cil.
Conseguimos comprar um terreno, n�o temos mais nada.
Nem dinheiro no banco. - De certeza que n�o t�m inimigos?
Pode ter a certeza. Ningu�m. Toda a aldeia nos respeita.
Ele disse que s� queria dinheiro.
6 milh�es em notas.
Onde lhes disseram para levarem o dinheiro?
Ele disse para o levarmos ao velho armaz�m.
Disse para o levar amanh� � noite.
Tenho de esconder o dinheiro na quarta fornalha.
Mas n�o consigo arranjar 6 milh�es de liras.
Em dinheiro?
Naturalmente...
Tinha de ser em dinheiro.
Mas, foi voc� que o disse, ou foi ele que exigiu?
N�o, n�o, foi ele que disse ao telefone.
Disse que queria tudo em dinheiro.
- Tudo em dinheiro? - Sim.
Desculpe interromper, mas... pense um bocado.
O tipo que telefonou parece maluco. Pelo menos, de acordo com o Locaccio.
- Sim. � evidente. Pede algo demasiado �bvio.
Pois.
Desculpe, quem � voc�?
Andrea Marteli, do Di�rio de Mil�o. - Espere a�.
N�o tem um passe? Como entrou?
H� ali uma janela aberta...
- Ou�a, salientou uma coisa interessante...
mas acho que � melhor ir-se embora.
Muito bem. At� ver. Comiss�rio...
Pela janela, n�o. Por favor, por aqui.
Claro, desculpe. Adeusinho. - Adeus.
- Ent�o, Locaccio? - Ele disse...
que n�o devia dizer a ningu�m.
E, que, se dissesse �s autoridades, matava o meu filho.
Ele mata o Bruno, se n�o lhe d�o o dinheiro...
Porqu�? Conseguem salv�-lo, n�o conseguem?
N�o tenho a certeza absoluta.
- N�o disparem! - N�o o deixem fugir!
Quieto!
- Pus l� a m�o por acaso. - Por acaso?
Uso aquela fornalha como esconderijo... costumava guardar l� coisas.
Bara, est�s a mentir. Diz-me a verdade.
Porque havia de mentir?
N�o sei nada.
N�o conhecia o Bruno Locaccio.
O que queres dizer com �n�o conhecia? Sabes que ele est� morto, �?
� isso que queres dizer, n�o �?
N�o �?
Mataste-o, n�o foi?
Confessa!
N�o, n�o matei.
O mi�do s� tinha 12 anos e tu raptaste-o!
Confessa, diz-me toda a verdade!
N�o sou um assassino.
N�o sei nada.
Sou inocente, n�o o matei.
Sim?
Quem �?
Sim, confirmo.
Quero que ou�as uma voz.
Diz algumas palavras.
O qu�?
O que quiseres.
Sabes contar, n�o? Conta.
Um... dois... tr�s...
Vamos!
Um... dois...
Sou inocente!
N�o fui eu! N�o matei ningu�m!
Ent�o?
Tem a certeza?
Obrigado pela informa��o.
Era o Locaccio. Ele tem a certeza de que � a mesma voz.
O Giuseppe � um beb� grande!
O meu filho!
Assassino!
Assassino!
O meu filho!
� melhor tirarmos o Bara daqui.
Podemos lev�-lo para Fudgia hoje. - Sim, senhor.
Foresti?
N�o fui eu!
Ele j� estava morto!
Eu s� o enterrei!
Leve mais alguns homens consigo.
Ele j� estava morto!
Capit�o, ele confessou? Chamo-me Martelli, recorda-se?
Lembro-me. Desculpe, mas n�o posso falar agora.
S� o enterrei, ele j� estava morto! Juro por Deus! Ele estava morto!
Ouviu o que ele disse? O rapaz j� estava morto!
O que esperava? Ele � atrasado.
Voc� � que lhe chamou doido, lembra-se?
Tragam-no!
Eles querem encontrar o assassino do rapaz.
E temos de o encontrar... antes deles.
Comiss�rio, acredita que o Bara afinal fala verdade?
O Bara assinou uma confiss�o. Embora esteja cheia de contradi��es.
Eu sei. As contradi��es s� indicam que o Bara � ligeiramente atrasado.
� seu conhecido, Capit�o?
Sim, j� vos disse.
Aquele homem nunca fez mal a ningu�m.
Ele encontrou o rapaz Locaccio assassinado.
E enterrou o corpo, com ideia de telefonar
ao pai, para ganhar algum dinheiro.
T�pico de um imbecil.
Sim.
E a pequena soma exigida, 6 milh�es de liras, confirma a sua teoria.
- Este rapaz tamb�m n�o foi molestado. - Emita um comunicado para a imprensa...
Podemos acabar com os rumores de que os crimes s�o sexuais.
A �nica varia��o que encontr�mos nos dois corpos
foi a contus�o no pesco�o da primeira v�tima.
Sim, o assassino bateu-lhe antes de o matar.
Mas lembre-se que o rapaz foi estrangulado,
podia ter sido morto � pancada, mas morreu como o outro.
Acho que isto indica uma escolha clara, uma repeti��o man�aca
que encontramos nos esquizofr�nicos.
Brilhante...
Ele matou duas crian�as... � claro que � doido.
- � assim que penso, tenente. - Claro.
O assassino � um louco.
Mas a sua mente segue um padr�o l�gico que tem significado para ele.
As v�timas foram escolhidas ao acaso?
Talvez os seus pobres corpos nos d�em uma pista.
Fez bem em vir falar-me. Devo ser eu quem melhor os conhecia.
P�rem com isso!
Foi o que pensei.
Quando um padre tamb�m est� pr�ximo dos alunos em idade...
Claro que ajuda muito.
Quero � que eles venham aqui com gosto. Passa a bola!
S�o bons rapazes. Se preferem a casa do Senhor a brincar na rua.
Eles gostam da sacristia. S�o dedicados ao Senhor.
Mas muito mais ao futebol.
Gostam muito de si, pelo que ouvi.
Quer saber o meu segredo?
Claro.
Tamb�m jogo futebol.
Sou um grande avan�ado-centro.
As pessoas n�o se preocupam muito com as suas almas imortais.
V�em televis�o, v�o ao cinema, l�em as revistas de esc�ndalos...
Mas o senhor � jornalista, n�o �?
Sim, trabalho para um di�rio.
Acontecem coisas destas e o mundo fica chocado.
Desculpe. A �gua � desligada �s 6.
Procura um culpado. Mas ningu�m pergunta se o culpado � o liberalismo.
- Ningu�m? - O que pode fazer um pobre padre?
Sou amigo do homem do quiosque,
e certas revistas n�o se vendem aqui.
Na verdade, nem c� chegam.
- Um cigarro? - N�o.
S�o de gra�a... v� l�.
� uma esp�cie de censura, certo?
- Acha que fa�o mal? - N�o.
Mas o que pode fazer em rela��o a uma coisa daquelas?
O homem do quiosque n�o pode fazer muito...
Pois n�o.
Ent�o, Don Alberto, em Roma j� decidiram deixar os padres casar?
� bom ver uma certa masculinidade por aqui...
Mantenha-me informada, gostava muito de saber...
J� acabou? Quanto �?
N�o � nada, depois paga.
N�o acho que seja a sua paroquiana mais devota...
Eu sei.
Na realidade, desde que ela chegou, as coisas come�aram a acontecer.
O que quer dizer?
Nada. S� que, �s vezes, suspeitamos de todos.
- Quem � aquela? - Nasceu aqui...
O pai fez fortuna em Mil�o.
Talvez tenha reparado naquele pr�dio moderno, � entrada da aldeia.
- Sim, � a casa dela? - Sim, � do pai.
Mas s� a construiu para dar nas vistas. Nunca c� vem.
Odeia isto. - O que faz a rapariga aqui?
N�o estaria melhor em Mil�o?
Ao que parece, esteve envolvida num esc�ndalo de drogas,
h� uns meses... n�o sei os pormenores, mas o pai acha melhor
que ela fique aqui.
Estou?
Oh, ol�.
O qu�?
N�o, estou sozinho.
N�o.
Bom, eles v�em-me.
Mas � t�o tarde.
N�o, n�o tenho medo.
N�o, saio pelas traseiras.
Ningu�m me v�.
Aqui tem as chaves, menina.
� o tipo de filme de que o Michele gosta. Vai cham�-lo.
Deixa-o estudar. Passa bem sem isto uma noite.
Isto estava na mesa dele... - Depois veio para aqui estudar.
Nunca tinha ficado fora toda a noite.
Porque � que os senhores se deitaram t�o tarde?
Porque Miss Patrizia nunca mais chegava.
Gosta que eu esteja a p�, quando chega.
Tem medo de encontrar intrusos, � o que ela diz.
Descubra o nosso filho, por favor!
Ela costuma sair sozinha � noite?
N�o.
S� uma vez por outra, se bem me recordo.
Os c�es n�o farejam nada, com esta chuva toda.
Ou�a, Martelli, estou molhado at� aos ossos,
se eles encontrarem algo, dizem-nos.
- V�-se embora. - At� logo.
Tenho medo de ladr�es. Sei que parece tolice,
mas n�o posso fazer nada.
Mas n�o se importa de sair de carro, das 9 � meia-noite.
Ou ser� que estou enganado?
N�o, os seus informadores est�o certos.
A sua fonte merece uma medalha por rigor.
E quer saber o que fiz nessas horas?
Nada.
Andei na auto-estrada como uma idiota.
Tr�s horas a fio?
Sim.
Bom, � um rem�dio simples, quando estamos nervosos.
- Tem andado nervosa ultimamente? - N�o estava nervosa, mas sim...
De que serve?
N�o vale a pena fazer disto um mist�rio.
Com a coscuvilhice na aldeia, at� me admira como ainda n�o sabe.
Costumava... costumava drogar-me
e agora que estou limpa, tenho vontade, de vez em quando.
Viu algu�m?
Ningu�m.
E nunca parou o carro?
- Porqu�? - Para meter gasolina...
ou tomar caf�.
N�o me lembro.
Esqueceu-se? Estamos a falar de ontem � noite.
N�o parei.
O meu filho!
O meu filho. Michele...
Qual �?
A que tem a crian�a.
A mi�da de vestido azul. - � a filha dela?
Sim, chama-se Melvina. � uma pena ser assim.
O irm�o � perfeitamente normal.
Ele est� aqui.
Ele est� aqui!
Sei que est�!
Aqui...
Eu sei.
Sei que est�.
O assassino est� aqui connosco! Eu sei!
FIM DA PRIMEIRA PARTE
SEGUNDA PARTE
Como v�, ela entrou na igreja, quando todos j� estavam l�,
como se n�o quisesse que reparassem nela...
e, alguns minutos depois, fugiu.
Porque v�-se que est� a fugir.
Sim...
Mas a sua s�bita fuga da igreja
pode ser explicada pelo facto de praticar magia?
N�o...
A Maciara n�o pratica nada disso, Comiss�rio.
Dizem que � bruxa porque vive com o velho Francesco.
� s� por isso.
Al�m disso, nesta zona da It�lia, as bruxas e os bruxos
cooperam com a religi�o dominante, percebe?
Sim, completamente.
Esse tal Francesco... � adivinho? Pratica magia negra?
Sim, � isso. Tem muita procura.
V�m visit�-lo de todo o lado: Sic�lia, Cal�bria, de todo o lado.
Pensei que ser bruxo rendia...
� uma boa ocupa��o, isso �.
O Francesco tem uma boa conta banc�ria.
Vive aqui, afastado, porque gosta.
Sempre viveu nestas montanhas.
N�o, fa�a favor.
N�o compreendo como � que algu�m gosta de viver assim.
Ent�o, Francesco, como tens passado?
N�o me posso queixar.
- A Maciara est�? - Se n�o a v�em � porque n�o est�.
Quando volta?
Tens ideia, Francesco?
Pergunte a Santo Ant�nio.
N�o a vejo, nem pintada, h� mais de 2 semanas.
Queres dizer que saiu h� 2 semanas e ainda n�o voltou?
Porqu�?
Quem � este?
� um amigo meu.
Se procuram a Maciara aqui, est�o a perder tempo.
E ela n�o faz mal a ningu�m. Ou�am o velho Francesco.
S� tenho mais umas 2 perguntas.
Tens andado � procura dela? Ou n�o queres saber?
Claro que n�o.
Mas ela estava � m�o de semear.
At� � meia-noite de sexta-feira.
S�o Roque apareceu-me numa vis�o e disse
para eu ir ao carvalho, junto ao crucifixo.
E o que se passou?
Eu fui... tentar encontr�-la.
Chovia a c�ntaros na floresta.
Encontraste algu�m ao p� da cruz ou da �rvore?
Sim... a noite e mais ningu�m.
S�o Roque � um grande mentiroso.
Confiem apenas no S�o Benedito.
Nunca traiu ningu�m...
- Ou�a, Francesco... - Sim?
Como deve saber, foi cometido um crime nesse mesmo local,
na sexta � noite.
Se o diz...
Se S�o Benedito revelar o assassino
eu digo-vos.
Est� s� a gozar connosco. Deviamos prend�-lo.
S� se quiser come�ar uma revolu��o em Accendura.
Ouve, Francesco,
S� queremos fazer umas perguntas � Maciara.
Ela n�o vem c� h� duas semanas.
E s� o S�o Benedito e o S�o Marcos sabem quando volta.
Desculpem, tenho de cagar.
S� o S�o Benedito sabe se ele fala verdade ou n�o.
Aposto que n�o fala.
Pode n�o saber onde ela est�, mas uma coisa � certa:
Aquela mulher tem uma raz�o para se esconder.
O que far� ela aqui?
Gostaria muito de saber...
Aponta isto: Recentemente, um grande contigente de pol�cias
chegou aqui a Acendura, vindo da capital regional, ponto.
Aparentemente, v�o ser usados para uma busca �s redondezas.
Mas ainda n�o se sabe bem porque motivo
estes agentes est�o aqui na aldeia, j� que n�o h� not�cias do
desaparecimento de mais crian�as.
Lembra-se? Perguntou-me pela Sra Appolonia, � aquela com a crian�a.
Reparei nela no funeral, h� dias.
Parece estranha...
S� a aturamos por ser m�e do padre, sabe.
Est�o a ouvir?
Sei onde podem encontrar a Maciara.
Sim...
Sim, sei mais ou menos onde fica.
Quem fala?
Algu�m que quer justi�a!
Quem podia adivinhar? Viu-nos e p�s-se a andar.
E ainda deve estar nas redondezas.
Diz aos rapazes do comando para vigiarem a �rea.
Certo.
Diz ao controle 20 que encontr�mos vest�gios da mulher na caverna.
O que foi, amigo? O que tens a�?
Encontrou alguma coisa ali.
Anda l�, lindo menino, cava!
- Acha que � o filho da Maciara? - Sim. Dela e do Francesco.
Foi h� uns 15 anos.
Quando era rapariga, levaram-na ao Francesco,
por estar possu�da pelo dem�nio.
De acordo com os rumores, o Francesco livrou-a do diabo
e, no processo, engravidou a pobre rapariga,
mas repito que s�o apenas rumores.
Porque, se havia uma crian�a, nunca ningu�m a viu.
Pode ter nascido morta.
H� quem diga que viveu dois anos.
E que ela o tinha sempre escondido. Por ser o filho do diabo!
Uma conclus�o natural. Quem estabeleceu a paternidade?
A ignor�ncia, Comiss�rio. � o que dizem,
quando uma crian�a nasce deformada.
Quer dizer que, na altura, n�o investigaram este caso?
N�o. Eu disse que isto s�o rumores.
N�o t�nhamos o suficiente para investigar.
Capit�o, isto s�o s� supersti��es?
N�o sei. � melhor perguntar � Maciara.
N�o! Deixem-me!
Larguem-me!
Fui eu que os assassinei.
Matei-os.
Os tr�s.
Tinha visto o que se chamava Michele
perto do lugar onde enterrei o meu filho.
Foi a Maciara que p�s estas flores aqui.
Se o dizes...
Encontrei-a ontem.
Seus cabr�es!
V�o-se embora.
A terra n�o � tua!
N�o voltem c� mais.
Eu parto-vos ao meio!
Por isso, avisei-os.
Em vez disso...
Eles voltaram e come�aram a cavar.
Vi que o solo estava diferente...
Mas, se enterrasse o seu filho num cemit�rio...
N�o podia.
Era filho do dem�nio.
Bem lhe disse...
Sim...
Em suma, matou os 3 rapazes para os castigar?
Isso mesmo.
N�o disse a ningu�m? Ao velho Francesco, por exemplo?
Sei que o Francesco est� inocente! Juro por Deus!
Perguntei-lhe como o fazer, mas n�o lhe disse para que era.
O que � que perguntou ao Francesco?
Como o fazer.
O qu�? Como se estrangula uma crian�a?
Mas eu n�o os estrangulei.
Diz que... n�o os estrangulou?
Matei-os de outra forma.
De que forma?
N�o quero dizer.
Fale! Responda � pergunta!
Voc�s querem l� saber.
J� vos disse que fui eu!
Ponham-me na cadeia. E acabou-se.
N�o! Como � que o fez?
Matei-os...
avisei-os...
disse...
disse...
parto-vos ao meio!
Eles n�o deviam ter feito aquilo.
Mas fizeram.
Eu disse-lhe para n�o o fazerem!
Estavam a pedi-las!
Eu dei-lhes!
Mas eles pediram-nas!
Foram longe demais!
Eu disse, "parto-vos ao meio!"
Eles n�o deviam...
eles... eles... pediram-nas!
Morte!
Os malditos!
Voc�s os dois, venham c�!
Fiz tr�s bonecos de cera...
e pintei-os de preto.
Porque o feiti�o era para a morte.
Atravessei-os com alfinetes...
Temos de o fazer 13 vezes...
depois, disse as palavras...
que temos de dizer para comandar os dem�nios.
13 dem�nios...
entram na boca de algu�m... pela boca...
e infectam o sangue...
e ele mata.
Quem?
Quem � que mata?
Qualquer pessoa.
Homem ou mulher.
Tem a certeza que n�o se enganou?
- N�o confundiu com outra noite? - N�o.
Tenho a certeza que foi na sexta.
Porque n�o v� no livro?
Na noite em que mataram o pobre Michele Cipiriano...
encontrei a Maciara, para os lados do forte em ru�nas.
Isso n�o fica longe do carvalho?
Sim, senhor. A uns 20 quil�mteros.
Ningu�m podia percorr�-los.
Mas tem a certeza que a viu? De certeza que era ela?
Absoluta. At� lhe perguntei o que fazia ali numa noite daquelas,
e ela insultou-me.
Compreendo.
Obrigado. � tudo.
Aquela hist�ria convence-o?
A Maciara s� � culpada de espetar alfinetes em bonecos.
Sim... sei que � um pouco louca... mas � tudo.
No entanto, gostava de a manter presa. At� ter a certeza.
Para qu�?
Parece as pessoas que querem algu�m preso a todo o custo.
Quero evitar sarilhos, se puder.
Espera mais tumultos?
N�o, acho que n�o. Ela � inocente.
Ningu�m diz o contr�rio.
Ela est� inocente, portanto... pode ser libertada.
Pois pode.
Por isso, liberte-a de manh�.
Sim, senhor.
Porqu�?
"Vamos mudar de ritmo e ouvir a voz maravilhosa de Ornella Vanoni...
vamos a isto, Ornella!"
Um crime horr�vel.
Por ignor�ncia e supersti��o. Construimos auto-estradas,
mas estamos longe de modernizar...
a mentalidade de pessoas destas. Vou descobrir quem foi.
E castig�-lo.
Claro. Comiss�rio. Ou seja, castigar a aldeia inteira.
Est� satisfeito?
Ou�a, de vez em quando � bom pensar e manter a boca calada.
Mas, capit�o, eu disse a verdade!
Bem sei, mas nesta aldeia a verdade causa estragos.
Lembre-se disso, da pr�xima vez.
Oh, a tua boneca partiu-se.
N�o h� maneira de a consertares?
Se quiseres, compro-te uma nova.
Desculpe, menina.
Ela n�o entende.
� surda-muda.
Esta menina � atrasada...
Oh, n�o sabia.
Mas isso n�o � raz�o para andar com uma boneca sem cabe�a.
H� por aqui uma loja onde possamos comprar-te uma nova?
Os correios s�o ali. Tamb�m vendem brinquedos.
�ptimo, vamos comprar-te uma novinha em folha.
Satisfeito?
Martelli, despache-se!
J� vou!
- Bom, menina... - Agradecia que n�o me tratasse assim.
Chamo-me Patrizia.
Muito prazer, chamo-me Andrea Martelli.
Ol�.
- Martelli, vem? - J� vou!
- At� � vista. - Ciao.
N�o fiques triste, dou-te um presente.
Anda comigo, n�o faz mal.
Isso mesmo.
Anda.
Vou comprar-te uma linda boneca nova.
Anda, fica para outro dia.
- Aquelas duas andam sempre a�. - E ent�o?
Depois gasto o dinheiro todo e elas mandam-me passear.
Olha para aqueles pol�cias todos...
Achas que � � toa? S�o muitos por causa da busca ao assassino...
Ouve, vou para casa.
Oh, a pol�cia anda s� a treinar. � como no Ver�o passado.
J� apanharam o assassino. A Maciara morreu.
Digo-te que o assassino est� morto e enterrado.
Anda l�, n�o sejas caguinchas.
Eu vou de qualquer maneira.
N�o tenho medo.
Tenho dinheiro que chegue. Elas fizeram-no com o Bara
e ele � doido.
Vens?
N�o me apetece. Tenho medo.
Anda l�, caguinchas.
N�o!
Vai jogar futebol, maricas. Gostas, n�o �?
N�o sou maricas!
�s, �s!
Mentiroso.
Oh, vai jogar futebol com o Don Alberto.
M�rio! M�rio! Volta! J� se faz tarde!
Quero l� saber!
- O que tens? - Nada.
- Est� preocupado com o M�rio. - Espera a�.
O que fez ele?
Eu disse ao M�rio para n�o ir.
Que conversa � essa?
Foi � casa assombrada sozinho.
Sozinho?
Don Alberto... os rapazes v�o l� porque...
porque algumas mulheres l� v�o.
O que vem a ser isto?
Umas raparigas...
Mas voc�s s�o t�o novos...
S�o s� rapazes! Rapazes!
N�s n�o, o M�rio. Ele vai l�, � s� isso.
Eu disse-lhe para n�o ir.
Porque podia ser apanhado pelo monstro. Foi o que lhe disse. Juro.
Ele disse que n�o havia monstro nenhum.
Disse que n�o acontecia nada porque a Maciara morreu.
O assassino est� morto.
O assassino est� morto?
Como podes ser t�o est�pido?
Algu�m faz uma loucura... e o resultado � este.
M�rio... o idiota n�o tem medo de ir l� porque a Maciara
est� morta e enterrada.
Mas, ouve, nunca nigu�m morreu por causa de magia. Ningu�m.
� um disparate.
Don Alberto, foi o que eu disse ao M�rio,
e disse-lhe que o assassino ainda est� vivo.
Toda a gente diz isso.
- Fiquem aqui. Est� bem? Est� bem? - Sim.
Porque � que nos denunciaste?
Oh, nem conseguias esperar que eu abrisse a boca.
Ent�o?
Sabes mudar um pneu?
D�-me o macaco.
Dou-te 2.000 liras. Est� bem?
O que preferes? Um beijo ou dinheiro?
Desta vez, � mais do que um ferimento.
� uma contus�o.
Sim... um golpe violento com uma arma rude.
Na minha opini�o... a aut�psia vai mostrar que o golpe n�o foi fatal.
O rapaz morreu por afogamento.
Sim... morreu sufocado. Como o Bruno Locaccio.
S� que, a ele, estrangularam-no. Desta vez, foi mais f�cil.
O padre encontrou-o. La a passar de bicicleta.
Viu o corpo da crian�a e adivinhou logo o que acontecera.
A que horas foi, ao certo, padre?
Interrogamo-lo?
Mais tarde.
Se, ou quando, os rep�rteres o deixarem em paz.
Capit�o, um momento!
Capit�o Mardesti!
Desta vez, as pessoas n�o podem culpar a Maciara.
Acha que n�o?
N�o vejo nenhum com ar de culpado.
A �nica coisa que vejo...
� um ar de medo.
CL�SSICOS DA MAGIA NEGRA
Ent�o, Montinelli?
� Martelli, por favor.
O grande jornalista...
Interessa-se por este tipo de literatura?
N�o especialmente. E voc�?
Quer uma bebida?
N�o, obrigado. Estou de sa�da.
Ent�o, para que veio aqui?
Vim devolver-lhe o isqueiro.
Como sabia que era meu? N�o tem iniciais.
Conhece mais algu�m na aldeia com dinheiro para o comprar?
Tem raz�o. Paguei uma fortuna por ele.
Ainda bem que n�o mo roubou.
N�o pensou nisso?
Na verdade, pensei.
Pensei em entreg�-lo � pol�cia.
Porqu�?
Porque n�o estava muito longe...
N�o estava muito longe de qu�?
Do local onde mataram outro rapaz.
O qu�? Outro?
Mas, quando foi?
Quer dizer que n�o sabia?
N�o sabia de nada.
P�re com isso, Martelli, essas suspeitas s�o uma palermice.
� a primeira pessoa que vejo.
Onde esteve esta noite?
Isso � comigo!
N�o me diga que anda com ideias estranhas?
Ent�o, diz que, em 3 horas, fez 300 quil�metros...
sem parar?
De um lado para o outro, como uma idiota?
Sim, de um lado para o outro como uma idiota.
H� algum mal nisso?
Sim. H� uma pequena coisa.
A gasolina.
A essa velocidade, o seu carro faz cinco quil�metros com 1 litro.
Por isso precisava de, pelo menos, 80 litros.
Mas o meu carro tem dois dep�sitos.
Cada um com capacidade para 30 litros. O que faz 60.
N�o, menina.
� uma certeza matem�tica. Tem de ter parado para meter gasolina.
Est� bem, eu parei.
Ent�o porque negou?
Porque...
porque n�o parei s� para meter gasolina.
Porque tamb�m fiz um telefonema e reparei que
o empregado apontou o n�mero para o qual liguei.
E depois?
Liguei para um acampamento em Maratea...
sabia que estavam l� dois estrangeiros,
dois rapazes...
que tinham produto.
Haxixe?
Marijuana.
N�o os queria envolver em nada disto.
Qual � a sua liga��o ao velho Francesco? Tem rela��es com ele?
A que rela��es se refere?
N�o tenho nenhumas rela��es com...
Nunca o foi visitar?
N�o. Nunca.
E se eu disser que a vi l�, com os meus pr�prios olhos?
Est� bem, fui l� 2 ou 3 vezes... sabem, gosto de ler sobre magia negra.
Por isso...
Por amor de Deus, que mal tem?
Morro de t�dio neste lugar!
Conhe�o Accendura como a palma da m�o
s� de andar por a�, a pensar em algo para fazer.
E as pessoas... n�o consigo falar com elas
porque elas n�o me compreendem.
Pelo menos, o Francesco faz-me rir.
Disse que esse acampamento era em Alba Robello?
Sim, sim, Alba Robello.
Mas, h� minutos, disse Maratea!
Sim, sim! Maratea! O que querem de mim?
S� uma coisa, de momento. N�o pode sair da aldeia.
Pois, se tivesse feito o que disseste,
tinha dito � pol�cia que ele me mudou o pneu.
Meu Deus, �s um g�nio!
Se lhes tivesse dito, j� estava na choldra!
Atirei o isqueiro pela sanita abaixo, pouco me importa o pre�o.
Na minha opini�o, �s doida...
Para qu� veres-te livre do isqueiro, se depois me falas do rapaz?
Bom, tenho de falar com algu�m, n�o?
Quer dizer... �s o �nico ser humano civilizado
neste maldito s�tio.
Obrigadinho.
Nem sei como � que o meu pai nasceu aqui.
Olha para isto.
OUTRA CRIAN�A MORTA EM ACCENDURA
Os hip�critas desta aldeia enojam-me.
P�em flores na campa do rapaz, e o assassino � um deles.
E voc�s d�o-lhes lastro.
- Sabes uma coisa? - Gosto de pensar que sei.
Isto parece a cabe�a do Pato Donald que dei � Melvina.
Sim, fui eu que a pus l�.
Para dar um toque macabro.
Pensei que lhe tinhas comprado uma boneca.
Eram todas feias. O �nico boneco decente era o Pato Donald.
Onde o encontraste?
Perto do tanque.
Onde achas que est� o resto?
Andrea!
N�o h� aqui nada!
Continua � procura!
Afinal onde � que encontraste a cabe�a?
Onde est�s agora. Um pouco atr�s.
Continua � procura.
- � in�til. - N�o desistas.
Uma crian�a ou um c�o podem t�-lo levado.
Encontrei outra.
Outra cabe�a?
Foi o que eu disse.
A casa do padre � ali.
A Melvina saiu naquela noite. E viu algu�m matar o mi�do.
Fez o mesmo �s bonecas dela.
Mas n�o queria "decapit�-las".
Provavelmente, apertou com for�a a mais.
Aparentemente, o que ela viu, impressionou-a muito.
� muito prov�vel.
Por isso, a pobre crian�a imitou o assassino.
As crian�as s�o capazes disso.
E a Melvina... j� sabem o estado mental dela.
Padre... se a Melvina estava l� durante o crime...
acha que poder� reconhecer o assassino?
Se o viu bem, porque n�o?
Se � surda-muda, como nos poder� dizer?
- E al�m disso... - N�o n�o.
N�o � nenhuma palerma, se � isso que est� a pensar.
� atrasada. Com 6 anos, tem a mente de uma crian�a de 3.
Se a interrogarmos da maneira certa, conseguiremos descobrir
quem ela viu, se realmente o viu.
Um cigarro, padre?
S� � precisa muita paci�ncia e brandura.
Espera isso da pol�cia local?
Ela tem raz�o. � melhor sermos n�s.
O meu filho esqueceu-se de uma coisa.
� noite, a porta est� trancada. Sempre.
E n�o � por causa dos ladr�es.
Por causa da Melvina.
S� por causa dela. Para n�o ter ideias de sair.
Sabes como sou cuidadosa, Alberto.
Sim, m�e, pois �.
Isso acaba com a teoria toda.
Trouxe uns doces para a Malvina.
A porta est� sempre trancada � noite.
Por isso a Malvina n�o saiu. N�o viu nada.
E arrancou as cabe�as s� porque lhe apeteceu.
� este tipo de tretas que publicam no teu jornal?
A porta estava aberta.
Porque a m�e a deixou aberta quando saiu.
Achas? E onde ia ela a essa hora da noite?
Apanhar margaridas?
La matar aqueles rapazes.
Oh, onde vais buscar todas essas ideias malucas?
Vou contar-te algo que ouvi.
O marido da Dona Aur�lia sucidou-se.
Na aldeia, dizem que foi culpa dela.
Se foi ou n�o...
uma coisa � certa, atormentou-o com ci�mes. � uma louca.
Mas o que tem isso a ver com os mi�dos?
Aplica o mesmo a eles.
Eram todos da igreja da par�quia,
roubaram o afecto do filho.
Esta esp�cie de ci�me podia lev�-la a matar.
Acho que o whisky te subiu � cabe�a.
Estou?
Oh, ol�.
N�o.
Mas, ela disse isso?
N�o, mas pensei que tivesse levado a crian�a para
agradecer a vossa bondade.
Os doces, o boneco.
N�o veio c�.
Claro que sim, se as vir.
Claro, n�o se preocupe, Don Alberto.
Era o Don Alberto...
perguntou pela Aur�lia e pela Malvina...
n�o as encontra em lado nenhum.
- Conhece-a? - Sim, mas n�o a vi.
Obrigado.
Dev�amos ter ido � pol�cia.
Palerma... com esta hist�ria de doidos? Prendiam-me era a mim.
Se ela a matar, a culpa � nossa.
Fomos n�s que lhe demos a entender que
tinha de a calar. Mesmo sendo ela surda-muda.
Coitadinha.
Est� ali algu�m. Vamos perguntar.
Ol�, viu a Dona Aur�lia por aqui?
A m�e do padre?
Sim, subiu a montanha h� pouco. Levava a filha.
Obrigado.
Achas que uma m�e matava a pr�pria filha?
Se fosse louca.
Se a levou l� para cima, chegaremos a tempo do funeral.
Espero que estejas a brincar.
Deve ser por n�o teres filhos.
- E tu? - Dois rapazes.
E tamb�m deves ter mulher.
� pena.
- N�o! N�o, Alberto! Deixa-a comigo! - N�o!
Espera!
Alberto!
N�o! Alberto! Volta aqui!
Alberto!
Ouve-me! Alberto!
O que se passa?
Salvem-na! Ou a Malvina ser� morta!
Ele mata-a! Ele � louco! O meu filho � louco!
A Malvina tamb�m vai para o Para�so, mam�...
vai ficar com os anjos no C�u...
n�o fa�o isto por mim...
fa�o-o por eles.
Por todos esses inocentes aben�oados.
Ningu�m me pode deter.
Tenho de salv�-los.
S�o meus irm�os e amo-os.
Don Alberto!
Don Alberto...
Ainda bem que encontrou a Malvina.
Vamos lev�-la para sua casa.
E assim, o senhor pode descansar.
Se quiser, eu levo a crian�a.
Est� bem?
Por favor.
Malvina! Anda c�! N�o te magoo.
Sua besta!
"Algumas mulheres v�o l�..."
"Eles crescem... sentem os impulsos da carne..."
"E caem nos bra�os do pecado..."
"O pecado que Deus perdoa facilmente, sim..."
"Mas amanh�?"
"Que actos cometer�o eles?"
"Que pecados cometer�o quando j� n�o vierem confessar-se?"
"Ent�o estar�o realmente mortos."
"Mortos para sempre."
"Para toda a Eternidade."
"Eles s�o meus irm�os..."
"E eu amo-os."
"Meu filho, absolvo-te."
"Em nome do Pai...
"Do Filho..."
"E do Esp�rito Santo..."
Legendas by LuFer
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