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Original subtitles

DESVIO

Voc� tem que fazer algo. Voc� tem salvar a vida de minha filha.

Mas, senhor, n�s...

- Veja, Juiz Thatcher... - Jerry, se ama a Jean, fa�a algo.

As ramifica��es nervosas da base do c�rebro foram danificadas.

- � imposs�vel... - N�o diga isso!

Jerry.

Vollin...

O Dr. Vollin. Podemos chamar o Dr. Vollin?

Chame o Dr. Vollin.

"De repente ouvi uma leve batida,

"como se suavemente tocassem,...

"tocassem a porta do meu quarto.

"De um golpe abri a porta, e

"com uma suave batida de asas, entrou...

"um majestoso corvo."

O corvo � meu talism�.

Curioso talism�. Uma ave de mau agouro.

Um s�mbolo da morte.

A morte � meu talism�, Sr. Chapman.

A �nica for�a indestrut�vel.

A �nica coisa segura em um universo incerto.

A morte.

Dr. Vollin, o museu que represento...

est� disposto a pagar um bom pre�o pela sua cole��o de Poe.

Sim, sim, mas diga ao Dr. Vollin que � um assunto de vida ou morte?

S� um minuto, senhor.

O que houve?

Desculpe, Dr. Vollin, o Dr. Halden est� ao telefone.

Falei que o Sr. n�o queria ser incomodado, mas ele insiste que � muito urgente.

Sim, Dr. Halden.

O Senhor sabe que me retirei da pr�tica m�dica...

Eu s� fa�o pesquisa.

Quem est� no caso?

Bom, estou satisfeito. Podem fazer t�o bem quanto eu.

Mas Dr. Vollin, eu...

Com licen�a, Jerry.

Dr. Vollin, sou eu Juiz Thatcher.

Trata-se de minha filha.

Teve um acidente grave E nenhum dos m�dicos de plant�o...

� muita considera��o de sua parte, mas n�o.

N�o, Juiz Thatcher. Estou certo que far�o t�o bem como eu.

Sinto muito.

Enfermeira. Qual o endere�o dele?

Hillview Heights.

- Por qu�? - Irei para l�.

Sr. Chapman, n�o gostaria de pedir para que se v�, mas estou cansado.

Volte outro dia, e lhe mostrarei os modelos que constru�.

- Est�o em meu s�t�o. - Me agradaria v�-los.

Da pr�xima vez.

Sim. Eu constru�...

varias dessas m�quinas de tortura e horror...

que Poe descrevia em seus contos.

O Po�o e o Pendulo.

Isso � que � emocionante, n�o �? Bom, estou ansioso para ver-los.

Imagine, construir essas cosas.

Um passatempo muito estranho.

� mais que um passatempo.

- Boa noite, Sr. Chapman. - Boa noite, Doutor.

Mas ele n�o poder� se recusar.

J� lhe disse.

Eu pagarei o que for, Dr. Vollin.

O dinheiro n�o significa nada para mim.

Mas algu�m est� morrendo.

� sua obriga��o para com a profiss�o.

N�o respeito essa obriga��o. Eu fa�o minhas pr�prias leis.

O senhor n�o tem sentimentos? Minha filha est� morrendo.

A morte n�o tem o mesmo significado para mim...

do que tem para voc�.

Mas voc� � a �nica esperan�a para ela.

Os m�dicos Cook e Hemingway s�o competentes.

Competentes.

Parece que a compet�ncia n�o � suficiente.

Cook, Hemingway e Halden...

dizem que voc� � o �nico.

Dizem que eu sou o �nico.

Sim. Eu suplico pela vida da minha filha.

Muito bem. Eu irei.

Aplique o anest�sico.

N�o s� � um grande cirurgi�o, como tamb�m um grande m�sico.

Um homem extraordin�rio.

Mais que um homem.

Quase...

- Um deus? - Sim.

Um deus contaminado por emo��es humanas.

A cicatriz quase desapareceu.

Fico feliz com isso.

D�i quando a toco?

N�o.

Faz um m�s que nem me conhecia.

E agora lhe devo minha vida.

Oxal� tivesse algo que pudesse fazer.

- E h�. - Diga-me.

A repress�o a qual nos submetemos...

pode nos levar a loucura.

N�o sei a que se refere.

Jerry Halden me disse que o fez seu assistente.

Isso significa que poderemos nos casar mais cedo.

- Agora tenho outra divida para com voc�. - N�o me deve nada.

Eu fiz isso para dar alguma coisa...

em troca do que est� perdendo.

Esperam-me para jantar. � melhor ir andando.

Ir� me ver dan�ar amanha a noite?

Nada me impediria.

Gra�as a voc� pude voltar a dan�ar.

Vou fazer-lhe uma surpresa.

Uma surpresa?

Amanha a noite. Adeus.

SRTA. JEAN THATCHER

EM SUA INTERPRETA��O DE DAN�A

"Uma vez, ao final de uma noite sombria.

"enquanto fraco e cansado, envolvido em tristes reflex�es,

"debru�ado sobre um raro e velho livro de ci�ncia,

"cabeceando, quase dormindo,

"ouvi de repente uma leve batida,

"como se suavemente tocassem,

"tocassem a porta do meu quarto.

"� - murmurei eu - um visitante...

"tocando a porta do meu quarto.

"� isso e nada mais".

"Ah! Aquela clara recorda��o...

"de um g�lido dezembro;

"espectros em brasa se apagando refletidos no ch�o;

"a angustia da espera de um novo dia; em v�o emprestado aos meus livros

"que deram tr�gua a minha dor.

"Dor por ter perdido Leonora,

"A �nica virgem radiante,

"Leonora pelos anjos chamada."

Voc� realmente gosta?

N�o, n�o muito, mas voc� foi aclamada s� 12 vezes.

Querido, N�o � maravilhoso? Eu posso dan�ar novamente.

Todos os nossos filhos ser�o bailarinos, j� estou vendo...

Os 14 Bailarinos dos Holden.

Isso � em que acreditas.

- Querido, tire minhas sapatilhas. - Claro.

Jean, estavas encantadora.

...n�o s� isso, tamb�m dram�tica. - Muito obrigada.

- Fo maravilhoso, querida. - Papai.

Como se chama essa dan�a?

Nunca havia feito isso antes, n�o �?

O chamo de "O Esp�rito de Poe."

Ent�o essa era a surpresa.

Foi uma grande surpresa?

"Leonora pelos anjos chamada."

Te disse para nunca entrar neste quarto, a menos que te chamem.

Sinto muito, senhor. O Juiz Thatcher est� aqui.

O Juiz Thatcher aqui.

Sim, senhor.

- Bom, fa�a-o entrar. - Imediatamente, senhor.

Boa tarde, Dr. Vollin.

Boa tarde.

- Voc� vem? - Obrigado.

Esperava minha filha?

Olhe, ontem � noite, quando Jean estava dan�ando...

notei algo que me preocupou.

Depois, no camarim de Jean, senti o mesmo.

Ent�o questionei-a

E ela me fez uma confiss�o. Est� se apaixonando por voc�

Claro, eu posso entender. O senhor salvou-lhe a vida, Dr. Vollin.

Acredito que ela se sente agradecida?

N�o � bem assim, Dr. Vollin.

N�o nos tire o direito de agradec�-lo.

V� direto ao ponto, Thatcher.

Bom, eu vou ser direto ent�o, como o Sr. pode sem...

Voc� sabe que Jean est� comprometida com o jovem Jerry Halden.

N�o podemos permitir que ela comece a imaginar coisas a seu respeito.

Est� dizendo, Juiz Thatcher, que Jean se apaixonou por mim?

N�o, n�o precisamente.

Que voc� n�o aprova.

Voc� mesmo desaprova, Dr. Vollin.

N�o vai querer que uma jovem como a Jean se apaixone por voc�.

Dr. Vollin, uma vez eu vim ate voc�...

e lhe implorei, quando a morte estava pr�xima, que salvasse a Jean.

- Mais uma vez eu volto a implorar. - Mas desta vez...

em vez de salva-la da morte, salve-a de mim.

Nunca me dei conta, Vollin.

Lamento que se sinta assim.

Agora que j� sabe...

Voc� ainda pensa que o maior desejo dela � se casar com Halden?

Mais que nunca.

N�o vejo raz�o para salvar a vida de Jean, se vamos sacrificar sua felicidade.

N�o deves voltar a v�-la.

Esta dizendo asneiras. Cale-se.

Tenha cuidado, Vollin.

Deixar de v�-la?

Escute, Thatcher...

Sou algu�m que presta um grande servi�o a humanidade.

Por isso, meu c�rebro deve estar arejado...

meus nervos est�veis e minhas m�os firmes.

Jean me atormenta.

Entrou na minha vida. Na minha mente.

Esque�a, homem. Esque�a.

Juiz Thatcher, n�o h� op��o. Deixe-a ficar comigo.

Sabe o que esta dizendo?

N�o ha op��o. Deixe-a ficar comigo.

- Est� louco. - Estou louco.

E lhe digo que a �nica forma de curar...

N�o se pode conversar com voc�.

Vim com uma proposta totalmente razo�vel...

e esperava que voc� tamb�m fosse razo�vel.

Em vez disso, encontro um louco.

Tenha um bom dia, Dr. Vollin.

Deixe que venha, Juiz Thatcher.

Estou avisando.

Doutor Vollin.

Casa, Hillview Heights.

Quero ver o Dr. Vollin.

O que quer com o Dr. Vollin?

Eu sou o Dr. Vollin.

Quero v�-lo.

Venha por aqui.

Vamos par o meu escrit�rio.

Venha.

O senhor � Edmond Bateman.

Quem lhe disse?

Sua foto esta nos jornais. Eles n�o escondem nada.

Por isso estou aqui.

Disseram que voc� poderia...

como direi...

Quero que mude meu rosto.

Mas eu n�o sou cirurgi�o pl�stico, Bateman.

"Ele" me disse que pode faz�-lo

Isso n�o � necess�rio, Bateman. Guarde-a.

Eu posso fazer isso. Eu posso mudar o rosto.

Ent�o fa�a.

N�o se trata de cirurgia pl�stica...

mas tem uma maneira.

De qualquer maneira, est� bem para mim.

Primeiro, deve fazer algo por mim.

Como o que?

� sobre o que voc� se dedica.

O que?

- Tortura e assassinato. - Eu n�o me dedico a isso.

- Minha profiss�o �... - Conseguiu escapar da morte em San Quentin.

Dois guardas est�o mortos.

Em um banco no Arizona queimaram todo o rosto de um homem.

O caixa do banco.

Bem, ele queria me meter em problemas. Eu disse para n�o abrir a boca.

Mas ele se livrou da morda�a e come�ou a gritar chamando a policia.

Eu estava com a tocha de acetileno na m�o...

e p�s a tocha acesa na cara dele.

Em seus olhos.

Bem, as vezes essas coisas s�o inevit�veis.

O trabalho que tenho para voc� faz parte das suas especialidades, Bateman.

Aceite minha palavra.

Quero que fa�a isto para mim.

Ent�o, mudo o seu rosto.

Tenho dinheiro. Vou lhe pagar.

N�o quero dinheiro.

N�o quero me meter em mais problemas.

Estou sendo procurado.

Eu me encarrego disso.

Voc� vai poder ficar aqui quando terminar o seu trabalho.

Vou lhe dizer algo, Doutor...

desde que nasci...

todos me olham e dizem: "Feio"

Isso faz com que me sinta muito mal.

Por que me disse isto?

N�o estou interessado na historia da sua vida.

Quero dizer, Doutor...

Que porque sou feio...

Quem sabe, porque um homem � feio, acaba fazendo coisas feias.

O que voc� disse � algo realmente profundo.

Um homem com um rosto t�o feio...

N�o me pe�a para fazer isso, Doutor. Eu n�o quero fazer essas coisas novamente.

Opere-me para que eu tenha uma apar�ncia melhor, sim? Ent�o quem sabe eu poderia...

De acordo, Bateman.

Ir� faz�-lo, doutor? Vai mudar meu rosto?

- Sim. - Quando?

Agora mesmo.

Que � isso?

N�o vai precisar disso.

- De-me. - N�o.

Eu vou ficar com ela.

Que � isso?

Vou lev�-lo a um lugar onde ningu�m poder� encontr�-lo, nem a policia, nem nada.

- Entendo. - � para proteg�-lo, Bateman.

- Vamos. - Voc� primeiro.

Claro, vou mostrar o caminho.

A opera��o � muito simples. N�o demora mais que 10 minutos.

Somente esse tempo?

As ra�zes nervosas, Bateman...

O s�timo par na base do cr�nio, que tem sua raiz aqui...

Daqui saem os nervos que controlam os m�sculos da face.

Se algo alterar esses nervos...

sua express�o se altera.

Em outras palavras, eu sei o que devo fazer com esses nervos...

Eu posso fazer com que voc� se pare�a com o que eu quiser

Agora, afrouxe a camisa e deite-se.

N�o precisarei de voc� at� segunda feira.

Obrigado, senhor.

- Tenha um bom descanso. - Obrigado, senhor

Voc� est� bem, Bateman?

Vou dar uma olhada.

Eu mal posso falar.

Isso � normal. Vai melhorar.

Eu pare�o diferente?

Sim.

Tem algo errado.

Meu olho.

Isso vai passar, Bateman.

Minha boca.

Quero me ver.

Ok. Espere aqui.

N�o!

Bateman.

Voc� est� pronto para faz�-lo, Bateman?

Conserte a boca.

� horr�vel.

Essa fei�ra monstruosa ir� causar �dio monstruoso.

Bom.

Posso usar seu �dio.

Far� isso por mim, Bateman.

Conserte a minha boca.

Vou consert�-la, Bateman.

Fa�a-o. Mude isso.

Vou fazer, Bateman.

Vai ter uma boa aparecia, do jeito que deseja.

Fa�a-me ter uma boa apar�ncia.

Primeiro tem que fazer o seu trabalho.

Eu n�o posso usar minhas m�os para fazer isso.

Sua m�o ser� usada para torturar. Sua m�o deve fazer.

Meu c�rebro. Sua m�o. Juntos, Bateman.

Quer continuar sendo um monstro feio?

N�o.

Ent�o far� o trabalho. Certo?

Preciso de uma resposta agora. Sim ou n�o?

- Sim. - Bom.

Espera.

V� Vestir essas roupas, e volte aqui que vou lhe dar mais instru��es.

R�pido.

Meus convidados chegar�o em uma hora.

Querida Jean: Voc� e o Dr. Holden podem...

vir para o jantar e passar o fim de semana aqui?

Vir�o outros convidados conhecidos.

Este convite inclui tamb�m o Juiz Thatcher. Espero voc�s.

Richard Vollin.

Querido Papai - Decidimos ir...

venha tamb�m. - Jean e Jerry.

Me pergunto se papai ira ficar furioso.

Por que?

Disse friamente que n�o quando recebemos o convite.

- Por que? - Bem...

N�o comece com isso outra vez. J� falamos sobre isso.

Concordo com ele... o Dr. Vollin est� meio louco.

E n�o estamos todos? E ent�o?

Sabe, voc� est� quase me convencendo a ir.

- Como? - Parece que ele gosta de mim.

- Aposto que sim. - Ok, o que voc� quer apostar?

Eu aposto que...

Bem. Fa�am suas apostas.

E por fora!

Informem meu cavalo que a corrida j� come�ou.

N�o � emocionante, Pinkie?

- Sim, muito. - Gosto do meu cavalo. Tem um porte nobre.

- O quarto. - Vamos, n�mero 5.

N�mero 3.

- Vamos N�mero 5. - N�mero 3.

N�o se parece com meu cavalo, Pinkie?

N�o havia notado a semelhan�a, meu amor.

- Vamos, A��car. - Ladysman.

Est�o na reta final.

N�o vou ag�entar isso.

N�o quero nem olhar. Quem esta ganhando?

- O n�mero 5 ganha. - Esse � o meu. Sou o ganhador.

N�o era meu o cavalo caf�, Pinkie?

N�o. O seu era o branco, meu amor.

Ficamos torcendo pelo cavalo errado.

Jerry, bobo, o que est� fazendo? Desarrumou meu cabelo. Pare.

Pr�xima corrida fa�a suas apostas.

Agora tenho que subir me arrumar, sou um desastre, eu sei.

N�o se esque�a que me deve dois centavos.

Adoro cavalos, cresci com eles.

Sim, percebe-se.

- Algu�m quer ver mais corridas de cavalos? - Eu n�o.

- � muito cansativo para mim. - Vamos tomar algo.

- Sinta isso, querida. - O que eu deveria sentir?

Meu pulso. Est� latejando.

Vou pedir um conselho ao Dr. Vollin.

- Doutor. - Sim, Coronel.

Tenho umas sensa��es muito raramente, n�o sei se poderia cham�-las de dor.

N�o � uma dor exatamente, ela vem e vai.

- Que poderia ser? - Come muito, Coronel.

Pergunto ao Dr. Vollin, querida.

Sempre tentando obter conselhos de gra�a.

Vamos, querida.

Noite passada conhecemos o Dr. Thayor, que provou ser um excelente veterin�rio.

Querida, ele me deu bons conselhos a respeito dos meus c�es.

Um homem quer v�-lo.

Desculpem.

Por favor, n�o fique ai parado.

Sim. venha, amigo, � bom

Nunca fique atr�s das pessoas.

Um tipo desafortunado.

Me alegra que tenha vindo, Juiz Thatcher.

Dr. Vollin, minha filha est� aqui?

Juiz Thatcher, sinto muito realmente...

todas as asneiras que lhe disse outro dia.

Por favor, quero que esque�a.

N�o consigo esquecer o que disse...

Mas eu estava muito tenso...

e se sente-se em divida comigo...

perdoe-me pelo que disse.

Bem, suponho que posso...

Me perdoar. Vamos nos reunir aos convidados.

Suba e diga a Srta. Thatcher que seu pai est� aqui.

Me alegra muito v�-la.

Ol� Juiz, me perguntava se j� havia chegado.

Ela j� esta descendo.

- Papai, estou contente que tenha vindo. - O que houve?

- O que houve? - Est� branca como um fantasma.

- Algo me assustou muito. - O que era?

Estava parada no meu quarto olhando o espelho...

quando a porta se abriu e um homem horr�vel entrou.

Esta se referindo ao meu mordomo, pobre homem.

Vamos, sente-se. Lhes falarei sobre ele.

Vamos.

Srta. Thatcher, sinto que meu mordomo a tenha assustado.

Sente-se por favor.

Todos, por favor.

Pobre homem, n�o tem culpa de sua apar�ncia.

Serviu em meu regimento.

Uns bandidos �rabes o prenderam. Mutilaram e torturaram.

Eles tem uma imagina��o f�rtil para inventar todo tipo de tortura.

Quase tanta quanto Edgar Allan Poe.

- Dr. Vollin realmente gosta de Poe. - Sim, eu tenho notado.

E por que esse seu elevado interesse em Poe, Dr. Vollin?

Esse poema de Poe, O Corvo.

- O que � o Corvo? - � uma ave, Pinkie.

Uma coisa bonita para ter em casa.

Mas n�o � o s�mbolo da morte?

Sempre o foi.

Qual � a sua interpreta��o para O Corvo?

Lhe direi.

Poe era um grande g�nio.

Como todos os grandes g�nios...

tinha o desejo insistente...

de fazer algo grandioso e construtivo no mundo.

Tinha a intelig�ncia para faz�-lo.

Mas se apaixonou.

Ela se chamava Leonora.

"Desaparecida Leonora."

Algo aconteceu...

algu�m a levou.

Quando se nega um grande amor a um g�nio, ele enlouquece.

Sua mente em vez de estar arejada para fazer seu trabalho...

fica torturada.

Ent�o come�a a pensar sobre a tortura.

Tortura para aqueles que o torturaram.

Meu interesse em Poe...

� a forma como ele fala sobre tortura e morte...

voc�s, leigos, n�o podem compreender.

Como m�dico e cirurgi�o, vejo as coisas de forma diferente.

Um m�dico � fascinado pela morte e pela dor.

Quanta dor pode suportar um homem?

Mas eu n�o concordo com voc�, Dr. Vollin.

N�o � por isso que eu sou m�dico.

Voc� � m�dico porque quer fazer o bem.

Sim.

Por favor vamos mudar de assunto.

Vamos dormir.

Caramba, Coronel, onde est�o seus modos?

- Tenho sono, minha querida. - Eu tamb�m tenho sono Pinkie.

Vamos para o calor de nossas camas nesta noite fria e de ventos fortes.

N�o vamos mais incomodar nosso anfitri�o.

Pelo contrario...

quero que se comportem como se estivessem em sua casa.

Obrigado.

Sinto muito.

- Sente? - Entrou no meu quarto t�o de repente.

Por favor, acredite me, foi a forma como entrou que acabou por me assustar.

- Jean. - J� vou.

Vamos, querida.

- Este � seu quarto, Juiz Thatcher. - Obrigado.

Dr. Vollin, posso v�-lo por um momento?

Queria saber se aqui tem corrente de ar...

sou muito sens�vel ao ar frio.

- Lhe asseguro que ficara confort�vel aqui. - Obrigado.

Por favor.

Permita-me.

Depois de voc�.

Este homem, Vollin, � um lun�tico.

Vamos, Papai!

Vieram sem o meu consentimento. Ok, aqui estamos n�s.

Mas agora vamos arrumar as coisas e voltar para casa.

- O que? - Voltar para casa.

Mas por que?

Na conversa que tive com ele outro dia me disse coisas...

que me convenceram de que ele n�o est� raciocinando direito.

E agora, a maneira como se referiu a Poe e a tortura...

estava somente falando. Estava sendo divertido.

Eu temo que tenha algo de errado com o seu senso de humor

Lhes digo, � perigoso ficar na casa deste homem.

Papai, ele n�o vai nos cortar a garganta enquanto dormimos.

Creio que isso � muito prov�vel.

Gente adulta.

Quando um cirurgi�o distinto e respeit�vel fala sobre Poe...

por que ficar assustado? N�o temos nada a temer.

Entre

Saia daqui.

Juiz Thatcher.

Bateman!

O que voc� faz aqui?

V� para baixo.

N�o fiquem assustados. Esse pobre homem n�o pretendia nada.

Provavelmente subiu para ver se podia fazer algo por voc�s.

- Est�o confort�veis? - Muito, obrigado.

Obrigado, estou seguro de que ficaremos muito confort�veis aqui.

Bom. Ent�o vou deix�-los.

- Boa noite. - Boa noite.

Est� preocupado por Jean, n�o �?

Sim, estou.

Teme que no meio da noite ele possa...

Acho que seria uma boa id�ia trocar de quarto com ela?

Que h� contigo?

N�o entrar� no meu quarto.

Ent�o fa�a isso.

- Troque de quarto com Jerry. - Concordo.

- Pode levar minhas malas, querido? - Bem.

Venha, Bateman.

O mais original dos museus de tortura.

S�o pe�as antigas e pouco comuns.

Mas te advirto, todas est�o prontas para uso.

Esta m�quina � de uma das est�rias de Poe.

O Po�o e o Pendulo.

Colocaram um homem em um po�o...

amarrado a uma placa como esta.

De repente ouve-se um som peculiar acima de sua cabe�a.

Ele olha para cima...

e v� uma faca brilhando.

Mexendo-se ritmicamente...

a medida que desce gradualmente.

Isso aqui s�o algemas...

que s�o controladas por essa alavanca.

Colocadas nos punhos e tornozelos...

mant�m um homem preso...

desamparado.

sem poder se mover.

Em 15 minutos, a faca chega ao cora��o.

Prendi-o.

Vamos, Bateman. Liberte-me.

Liberte-me, Bateman.

Lembre-se, se algo me acontecer...

continuara sendo um monstro horr�vel.

Vamos, Bateman.

� muito sens�vel, n�o Batemam?

Jerry, estou com medo!

O que est� acontecendo?

Venha ao meu quarto.

Bom, vamos...se esta com medo...

querida, isso n�o � nada.

O vento derrubou uma arvore que bateu em sua janela, isso � tudo.

Toma, vista essa bata ou vai congelar.

Jerry, vi um homem saindo do ch�o.

Querida, posso entender que imagine toda sorte de coisas aqui...

mas um homem sa�do do ch�o.

N�o estou imaginando.

Vou lhe dizer o que far�. Vai dormir no seu quarto. Vamos.

Agora deite-se e tente que dormir.

Creio que papai tinha raz�o. Talvez dev�ssemos ter ido embora.

N�o sejas boba.

Pronto.

- est� se sentindo melhor? - Sim, querido.

J� n�o tem mais medo?

- Boa noite meu amor. - Boa noite, querido.

O que pretendia ao sair pelo al�ap�o?

N�o me obrigue a trat�-lo como um animal.

Queria a mulher, n�o � verdade?

Responda-me.

Sim.

Essa mo�a n�o lhe diz respeito.

Por que tentou chegar at� ela?

Responda-me, por que?

- Quem �? - Sou o Coronel.

Minha esposa quer um ch� para dormir, Dr. Vollin.

Me despertou de um sono profundo...

e me pediu um ch� para dormir.

N�o ha nada pior que ser despertado desse primeiro e doce sono.

Duvido que possa voltar a dormir.

Claro que sim. Espere aqui um momento.

Desculpe. Estou t�o sonolento.

Aqui est�o, dois ch�s.

- Dois? - Um para voc�.

Para mim? Dr. Vollin, n�o sei como agradec�-lo.

Que homem gentil e atencioso.

J� s�o 11:00.

Nosso trabalho come�a agora.

Solte-me!

Solte-me! Ajude-me, Jerry.

Ajude-me!

Solte-me!

Bem vindo, Juiz Thatcher.

O que significa isso, Vollin?

Meu mordomo n�o � muito civilizado, pe�o que me desculpe por isso.

Vejo que j� esta de p�.

Bateman, ajude o Juiz Thatcher a se deitar.

Deixe-o confort�vel, Bateman.

- O que � isso? - Uma faca.

- O que est� fazendo? - Descendo.

O que pretende me fazer?

tortur�-lo.

- Tente ser sensato, Vollin. - Sou o homem mais sensato do mundo.

N�o serei torturado...

acabo com a minha tortura, torturando-o.

Quinze minutos.

Ali est� o rel�gio. Pode v�-lo.

A tortura esperando.

Esperando.

Ser� doce, Juiz Thatcher.

ELEVADOR

N�o!

Jerry, socorro!

N�o se assuste. Tenho uma agrad�vel surpresa.

Jerry!

Ajude-me. Jerry!

Jean!

Geoffrey!

Acorde, Geoffrey! Levaram a Jean.

Deus!

O que esta acontecendo?

Levaram a Jean. Acorde o Grant.

N�o consegui despertar o Coronel nem a sua esposa.

Parece que est�o drogados. Onde est� o Juiz Thatcher e a Jean?

Thatcher est� do outro lado deste painel.

Devem estar com a Jean tamb�m. No consigo abri-lo.

Deixe-me ajud�-lo, amigo.

Procure por tudo ai. Vou chamar a policia.

TELEFONES

Alo, operadora.

A linha esta muda.

PERSIANAS

- O que � isso? - Isso o que?

Olhe!

Pinkie!

� uma janela de a�o.

Agora n�o ha como entrar...

nem sair.

Ajude-me! Jerry, por favor!

J� n�o podemos ouvir o vento.

� como se estiv�ssemos dentro de uma tumba. Temos que abrir esse painel.

Importa-se se eu fumar?

Socorro!

Bateman, diga que se cale.

Socorro!

O que vai fazer com a Jean?

Tenho um plano muito encantador para ela.

Socorro.

Ele disse para parar.

Sim...

sou feio.

- Ele fez isso. - O Dr. Vollin?

- Sim. - Ele est� louco.

O que far� comigo?

N�o vai machuc�-la.

Me ajude?

Vai me ajudar, verdade? Ajude-me a sair daqui?

N�o!

Vollin vai...

consertar meu rosto.

Eu digo que ele est� louco. N�o vai ajud�-lo. Eu vou ajud�-lo.

Bateman.

Por favor tire-me daqui. Eu juro que o ajudarei.

Bateman!

PORTA DA OFICINA

- Vou entrar. - � isso o que ele quer. � uma armadilha.

N�o importa.

Tenho que segui-lo.

J� sabe o que fazer, Bateman.

Papai! Jerry! Por favor venham!

Voc�!

� a Jean!

O interruptor para abrir a fechadura.

- Bloqueado. - O mordomo deve ter a chave.

N�o entre, ele vai mat�-lo.

Bateman, traga-o aqui.

Chegaram a tempo de serem testemunhas de um casamento.

Agora vamos dar inicio a cerim�nia.

Uma pena que o Juiz Thatcher n�o possa estar aqui conosco.

Mas se falarmos alto o suficiente, quem sabe ele possa nos ouvir.

N�s vamos ouvi-lo, com certeza.

Pelo menos deixe me ver meu pai.

Ignoraremos essa peti��o sobre seu pai.

- Desconsidere-a. - Voc� n�o pode fazer as coisas assim.

� in�til, Geoffrey. Olhe seus olhos.

Logo estarei livre dessa tortura.

Vou me livrar dela! E serei o homem mais sensato da hist�ria.

Agora...

tenho uma grata surpresa.

Bateman.

Fa�a o que te ordeno, Bateman! O interruptor.

Meu presente para voc�s dois.

O lugar em que v�o viver.

Um lugar humilde, que o seu amor embelezara.

Bom, entrem.

Entrem.

Viver�o neste lugar para sempre.

Ser� o casamento perfeito.

O amor perfeito.

Nunca se separar�o. Nunca. Bateman!

Bateman! Vamos, Bateman, feche.

Para sempre.

Que tortura!

Que tortura deliciosa, Bateman.

Melhor que Poe.

Poe s� a concebeu. Eu a realizei, Bateman.

Poe, esta vingado!

O que vai acontecer nesse quarto?

Outro dos inventos de Poe, Bateman.

� o quarto onde as paredes se juntam.

Querida, n�o ha nada que possamos fazer.

N�o demora muito tempo, Bateman, at� que seja esmagados e mortos.

Essa garota...

- morta? - Por que n�o?

Voc� tamb�m j� matou.

Monstro, tem prazer em torturar.

Sim. Gosto de torturar.

Fez tudo certo, Bateman.

Agora, serei generoso contigo.

- Vai me operar? - Sim.

- Ela morrer� esmagada? - Sim.

N�o!

O que est� fazendo?

Primeiro vou libert�-la.

Se tocar nessa alavanca, Bateman...

- n�o vou oper�-lo - N�o.

- voc� vai ficar como est�, Bateman. - N�o!

Se tocar nisso...

Pare!

Bateman!

Bateman!

Vou pegar a chave, v� ver Thatcher.

Vamos, Geoffrey!

Tenho a chave.

R�pido.

Vamos.

- Papai! - Est� bem.

- Estou bem, n�o se preocupe. - Tudo minha culpa.

N�o � culpa sua, querida. N�o se culpe.

- Sinto muito. - Agora estamos a salvo.

O que houve, minha querida?

O Coronel. Nos esquecemos... do Coronel e sua esposa.

Pobre Bateman. Deu sua vida.

Sim, querida, nos salvou de morrer esmagados.

Sim.

Creio que � melhor terminar o trabalho, n�o acha?

Apenas um pouco mais devagar.

Ent�o, � voc� o grande corvo mau?

FIM

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