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Na data de hoje, 5 de Dezembro do ano de gra�a 1648...
n�s, do Tribunal de Justi�a, o condenamos, John Stewart...
vulgo Carrasco Escarlate, por crimes hediondos.
O condenamos � morte usando os mesmos instrumentos de tortura...
com os quais tirou a vida de v�rias v�timas inocentes.
Matou impulsionado pela insana presun��o...
de ser o juiz supremo dos atos humanos.
Matou somente por �dio. �dio descontrolado e absurdo...
que o dominou, fazendo-o acreditar...
ser o novo vingador da ra�a humana...
enquanto n�o passava de um lun�tico assassino.
Atacava suas v�timas com uma frieza cruel...
torturando-as.
N�o! N�o!
N�o conseguir�o me matar!
Sairei daqui para me vingar!
N�o podem aprisionar a minha for�a!
N�o!
Eu voltarei!
Me vingarei!
N�o!
N�o!
Que este selo aprisione para sempre seu corpo...
e sua alma demon�aca.
Que ningu�m o profane...
para que seja amaldi�oado para sempre.
Amaldi�oado como este calabou�o.
Amaldi�oado como o castelo que presenciou horrores...
e que permane�a isolado nos s�culos...
para que o sangue derramado por suas v�timas...
n�o se apague na mem�ria das pessoas.
O CARRASCO ESCARLATE
- Nada mal este castelo. - � verdade.
N�o pod�amos ter encontrado coisa melhor.
- Tiraremos fotos �timas aqui. - � o nosso objetivo.
Parece t�o sombrio. Ser� que h� algu�m aqui?
Aqui n�o deve ter nem um eremita.
Eu j� acho que � o local ideal para se viver.
N�o sentem quanta paz, quanto sil�ncio?
Eu, viver aqui?
Sosseguem, voc�s duas!
Estou curioso para ver l� dentro.
O que foi, querida, est� cansada?
N�o sei, mas sinto que h� algo estranho por aqui.
N�o.
- Suzy... - Ora, pare!
- S� um beijinho. - N�o, me deixe em paz!
Est� bem, ent�o.
Algu�m em casa?
Parece que nosso caro editor teme que finalmente encontrou...
os ambientes tenebrosos para suas capas.
Respondam! Algu�m em casa?
Se n�o tem ningu�m, ent�o est� vazio!
A Palis falou alguma coisa!
Me chamo Nancy, n�o Palis!
- N�o tem ningu�m. - � de casa!
Parece desabitado. Que droga!
Poderia jurar que havia algu�m aqui.
Mas entraremos assim mesmo.
Teremos que escalar aquele muro.
Mas � bem alto.
Algu�m se habilita?
Certo. Deixem comigo, pessoal.
Observem.
Viu s�? Logo entraremos.
Sim, claro. Por tr�s anos. � viola��o de domic�lio.
Tenha cuidado, Perry!
Parks! Seu ator principal merece um u�sque duplo!
- Ele conseguiu! - Sim, uma bela exibi��o.
No seu pr�ximo livro, inclua algo assim.
Mais suspense, mais a��o!
- Por aqui, senhores. - Bom trabalho, Perry. Entrem.
Vamos.
Deu sorte, Parks.
� o ambiente ideal para o seu trabalho.
Perry, n�o gosto deste lugar.
Voc�s, havaianos, s�o muito supersticiosos.
Raoul?
Raoul?
Raoul?
Cretino!
Por que sempre brinca assim comigo?
Raoul?
Raoul?
Voc� n�o me assusta mais...
Estes castelos desabitados s�o cheios de esqueletos.
Desabitados? Aqui n�o h� uma poeira sequer.
Quem s�o voc�s? O que fazem aqui?
Pedimos desculpas.
Ach�vamos que n�o havia ningu�m no castelo.
O dono da casa est�?
Gostar�amos de conversar. Poderia levar-nos at� ele?
Sigam-me.
Vamos.
N�o, voc�s por ali.
Fiquem onde est�o.
Por que entraram sem permiss�o na minha casa?
Pensamos que o castelo estivesse desabitado.
N�o gosto nada da id�ia de ser incomodado.
Sinto muito.
Sou um editor. Me chamo Parks, Daniel Parks.
Busco ambientes para a foto da capa dos meus livros.
Tais coisas n�o me interessam.
Aqui est� uma c�pia de um dos meus livros.
- Escrevo hist�rias de terror... - Ele mandou n�o se aproximar.
Preparo uma nova s�rie da vingan�a do Skeletrik.
N�o quero intrusos. Deixem meu castelo imediatamente.
Por favor, tente entender. Estamos viajando h� dias.
Nossa equipe est� cansada.
Moro aqui porque n�o quero ter contato com outras pessoas.
Ofere�o-lhe 500 liras.
Est� sendo indelicado, Sr. Parks!
Pe�o desculpas pelo ocorrido.
Por que � t�o bonzinho?
Vamos, pessoal, de p�. Temos que partir.
O dono da casa n�o gosta de h�spedes.
Como assim?
N�o, chefe. Ent�o teremos que desistir das sess�es?
Um era moderno demais, o outro muito antigo.
N�o nos querem aqui. Haver� algum castelo que sirva?
Ent�o deixaremos o castelo? Temos que ir embora?
Fala s�rio, chefe! J� estou cansado de dirigir!
Tamb�m lamento, mas n�o nos querem aqui.
Temos que partir � for�a.
E n�o se esque�am de nada.
Edith.
Esperem!
N�o tenho h�bito de ser descort�s.
Lamento se agi desta forma. N�o foi minha inten��o.
Nas redondezas n�o encontrar�o lugar para dormir.
Fiquem no castelo esta noite. Mas devem partir ao amanhecer.
Obrigado, senhor.
Sabia que contaria com a sua compreens�o.
Podemos tirar nossas fotos?
Sim, mas sejam discretos.
Valorizo muito a minha tranquilidade.
Agora meus empregados lhes indicar�o...
os locais onde poder�o trabalhar.
Vamos, pessoal! N�o vamos perder tempo, vamos!
Dermott, v� avaliar o local. Edith, v� com ele.
- Venha, Edith. - Evitem os subterr�neos.
O patr�o n�o tolera que ningu�m v� at� l�.
Tudo bem. Vamos, Dermott.
Merecemos um b�nus.
Com este instrumento a foto ficar� �tima.
- Foi ideia minha. - Aqui est�o os cestos.
Veja o que encontramos, chefe?
Come�amos em 15 minutos.
Perfeito para o final de Skeletric.
- Que genial. - �timo, mas apressem-se.
- Vou chamar as garotas. - N�o. Eu vou.
Formid�vel.
- Tarado! - Nos deu um susto!
Ora, vamos. Sou de casa.
Finjam que n�o estou aqui.
Volte, temos que terminar de nos arrumar.
Voc�s s� t�m 15 minutos para comerem at� come�armos.
Os outros j� est�o prontos.
Pode se virar agora.
Edith, cuide de tudo. N�o podemos perder tempo.
- Bom apetite. - Obrigado.
- H� mais vinho por aqui? - N�o, mas sei onde encontrar.
Descobri onde ficam as cantinas. Venha.
- J� volto. - Venha.
Eu adoraria ser dono de um castelo desses.
Esse lugar me d� arrepios.
O que acha que eu diria com um esqueleto do meu lado?
N�o fa�a barulho. Por aqui, venha.
Vamos.
Parada.
Vejamos... N�o se mexa!
Farei uma com a outra m�quina. Me passe-a, por favor.
N�o se mexa.
Quieta.
Tenha um pouco de paci�ncia, tesouro.
Estamos quase acabando.
Espl�ndida!
- N�o aguentava mais. - Parecia morta.
- � mesmo? - Voc� foi �tima.
Minha m�e vai se assustar quando ver essas fotos.
V� se trocar.
Sua vez, Suzy.
Eu estou pronta, mas cad� o Perry?
Aqui estou!
Estou aqui. Sempre pronto para matar belas mo�as.
- Mas apresse-se. - Est� bem, est� bem.
- Est� sempre se esquivando. - Para o bem comum.
Posso abrir?
Me empreste o canivete.
Obrigado.
Kinojo, qual o problema?
S� com um pouco de saudade de casa.
Vamos com essas fotos! N�o podemos perder tempo!
A pistola, Dermott.
Ora, pare com isso.
� muito pesada. Tentaremos com a espada, Annie.
Leve como uma pena. Vou te mostrar.
Olhe.
Droga, n�o consigo tir�-la. Deve estar enferrujada.
N�o fique parada a�, me ajude. Os dois juntos, for�a.
Deixa para l�.
Levante-a naturalmente. N�o � pesada, veja.
Assim.
Me ajude.
- Est� tudo bem? - Sim.
� com voc�, Annie. Confio em voc�.
Pronta?
Parada.
Um momento.
Sim...
Abaixe a cabe�a.
Ser� condenado � morte!
Finalmente.
O machado... me d�.
Parada!
Nancy, deve me passar a id�ia de um gato.
N�o, Nancy! Mas essa � uma gata apaixonada!
Quero uma gata feroz!
Um gato n�o � assim!
Precisa passar a id�ia da agressividade...
da ferocidade, da agilidade!
N�o, Nancy! Assim n�o conseguirei nunca!
Vamos tentar outra coisa.
Tive uma id�ia.
Vamos, levante a perna. Vamos, levante.
Vamos, levante! Isso.
Deve passar uma imagem a�rea, arejada, soft...
Isso, maravilhosa.
Assim n�o! Precisa levantar a perna!
Levante, isso.
Isso, brava, im�vel, assim. N�o, olha o bra�o!
Olha o bra�o, a cabe�a... isso mesmo.
Paradinha.
Suba com esse pezinho! Deixe-o no alto!
Falei no alto!
Mas eu n�o consigo!
Fique parada, Nancy! Tem que conseguir! Parada!
Mantenha o equil�brio!
O que est� escrevendo?
Outro romance. Estou tentando assustar meus leitores.
- Isso tamb�m � seu? - Sim.
- Gosto como escreve. - Gentileza sua.
Sempre gostei de voc�, Rick.
� verdade. N�o � brincadeira.
Esque�a, Nancy. Merece um homem melhor que eu.
- Posso ficar com isso? - Claro.
J� volto.
- Posso sair por cinco minutos? - N�o, preciso de ajuda.
- Coloque ali. - Sim.
O que deseja?
Gostaria de falar com seu patr�o.
N�o � poss�vel. Ele n�o quer ser incomodado.
- Diga-lhe que eu... - N�o � poss�vel.
N�o h� di�logo.
� uma estranha hospitalidade.
Voc� viu o dono. Como ele �?
N�o sei dizer. Ele estava no escuro.
Reparou nas janelas?
Est�o todas pregadas.
Deve ser um louco para abdicar do conv�vio com as pessoas.
E olha que j� conheci muita gente esquisita.
Por que continua escrevendo hist�rias de terror?
Por que n�o volta ao jornalismo? Voc� tinha futuro.
Quem sabe por indol�ncia, ou por m� vontade. N�o sei.
Mas minhas motiva��es eram outras, e al�m do mais...
estas coisas s�o mais f�ceis de se vender.
Edith, desculpe se estou sendo indiscreto, mas...
Por que queria falar com o dono da casa?
Curiosidade. Curiosidade feminina.
- Ent�o, posso ir? - Sim, mas s� por cinco minutos.
- Est� bem. Venha, Suzy. - Para onde vai me levar?
- Ora, vamos. - Mas para onde?
Venha.
Estamos prontos. Afastem-se, pessoal.
Cuidado. N�o se mexa, Perry.
S� um pouco de paci�ncia.
Aten��o...
Perry!
N�o!
Sabia que algo iria acontecer.
Eu senti. Foi como uma premoni��o.
- Raoul, n�o ouviu um grito? - Mas que grito? Venha.
- Para onde est� me levando? - Voc� vai ver.
O que � isso, Raoul?
Parece um antigo sarc�fago.
Veja, est� vazio.
- Solte-me! Estou com medo! - Suzy!
Suzy...
Venha, Kinojo. Vamos embora daqui.
N�o � necess�rio avisar meu patr�o.
Ele sempre sabe de tudo que acontece no castelo.
E pede que mantenham a calma.
A corda estava muito gasta. N�o dev�amos ter confiado.
O que pretende fazer?
N�o fa�o id�ia.
Venha.
At� o dono da casa pediu que mantenhamos a calma.
Avise a pol�cia amanh�.
- Amanh�? - Claro.
Afinal, trata-se de um incidente.
Lament�vel, mas um incidente.
- E a cidade fica longe. - N�o gosto de mist�rios.
Seja franco comigo.
Pensava que...
Tente me entender.
Isso est� me custando dinheiro.
Trabalho em primeiro lugar.
Meninas, temos que terminar antes do amanhecer.
- Como o coitado do Perry? - Eu te entendo, querida.
Sinto tanto quanto voc�s.
Tenho um cora��o grande, voc�s sabem.
Eu n�o.
O que eu deveria saber?
Que, para mim, o trabalho � uma miss�o.
Mas eu trabalho para viver, n�o para arriscar minha vida.
- Ofere�o-lhes 20 liras. - Valemos t�o pouco assim?
- Trinta? - Est� bem, eu fa�o.
Ent�o chegamos num acordo?
- E onde est� Suzy? - Por a� com Raoul.
Como sempre. Somem sempre na hora errada.
Mas n�o vamos perder tempo. Devemos continuar.
Eu achava que j� tinha visto de tudo.
Mas sempre h� o que aprender.
- Rick, veja isto. - O que �?
� o negativo da foto que tirei no momento do incidente.
Pobre Perry. Teve um fim desumano.
E isso aqui?
H� uma estranha marca aqui perto da porta.
- Parece uma figura humana. - Sim, Rick.
Tamb�m tive a mesma impress�o.
Mas n�o quis acreditar.
Parece uma figura humana... encapuzada.
Raoul...
Oh, Suzy...
- Vai aparecer alguma coisa? - Isso ainda n�o sei.
Logo saberemos.
Fiz o meu melhor. Entenda que � s� um detalhe.
� o m�ximo que d� para ampliar.
N�o ser� muito n�tida.
N�o chegamos a lugar algum.
D� para ver muito pouco.
Acha que � um defeito do negativo?
N�o, acho que n�o.
Posso v�-la?
Eu soube do incidente.
Uma morte espantosa, n�o � mesmo?
- N�o d� para distinguir nada. - Estava fora de foco.
Talvez n�o acreditem em mim, cavalheiros...
mas eu receio saber...
do que pode se tratar.
J� ouviram falar do Carrasco Escarlate?
E quem � o Carrasco Escarlate?
Era um man�aco, um assassino. Foi condenado e sepultado...
no calabou�o do seu pr�prio castelo.
Este � o castelo que pertenceu ao Carrasco Escarlate.
Quando cheguei aqui estava desabitado h� s�culos.
Ningu�m jamais ousou entrar aqui.
Um lugar maldito.
Ideal para mim, que buscava paz e solid�o.
Talvez o que fotografaram tenha sido sua imagem.
Ai, se fosse assim.
Quando selaram seu t�mulo...
ele jurou que voltaria para se vingar.
Era dotado de uma excepcional for�a f�sica e espiritual.
Obcecado por um ideal de pureza.
E ainda est� l�, sepultado no calabou�o.
Somente um selo...
nos protege da sua pavorosa for�a aprisionada.
A maldi��o...
- Vejo que j� se conhecem. - N�o tive o prazer.
� a primeira vez que vejo a senhorita.
Pe�o desculpas, senhores.
Mas sou um homem met�dico. � o momento de me retirar.
Boa noite.
Edith, acalme-se.
Est� muito cansada. Teve muita emo��o por hoje.
V�, fique com Kinojo.
Ela precisa de algu�m para confort�-la.
- Acha que � ousado demais? - N�o.
- Mas parecem bons. - Meninas, algu�m viu a Suzy?
Edith foi procur�-la. Saiu h� pouco.
Meus leitores v�o enlouquecer.
E com isso?
Suas pernas s�o bonitas demais para serem cobertas.
Destru�ram sua paz, sua tranquilidade.
N�o escapar�o da vingan�a do Carrasco Escarlate!
Estou curioso para ver esse famoso Carrasco.
Tive a impress�o que o dono � um pouco desconfiado.
Se vivesse aqui tamb�m seria.
Segundo a lenda, foi aqui que enterraram o Carrasco.
� algum tipo de Sarc�fago?
N�o, � um instrumento medieval de tortura.
A famosa Virgem de N�remberg.
Suzy!
Isso n�o foi um incidente.
Venha.
Como eu temia, a corda foi cortada.
E sabe o que isso significa, n�o � mesmo?
Trata-se de um homic�dio.
Dois homic�dios.
Mas por qu�? Quem poder� ter feito isso?
� isso que n�o consigo entender.
- E Raoul, para onde foi? - Raoul?
N�o estou insinuando que ele tenha algo com isso.
Mas ele poderia saber alguma coisa.
Se ainda estiver vivo.
Tome. Pegue meu carro e v� at� a delegacia mais pr�xima.
- E depressa. - Fique tranquilo.
E voc�, o que pretende fazer?
N�o � prudente ficar por aqui.
Eu sei, mas n�o podemos partir sem antes encontrar Raoul.
Vou tentar encontr�-lo.
Vou me apressar.
S� n�s que trabalhamos?
Todos sumiram.
Estas meninas est�o sempre lindas.
Veja se esta id�ia lhe agrada.
N�o fa�a alarde, mas Suzy est� morta.
- Como? - Ent�o, o que acha?
- Claro, claro. - Mandei Dermott � delegacia.
N�o diga nada �s meninas, n�o as assuste.
- Quem pode ter sido? - Ent�o chegamos num acordo?
- O que pretende fazer? - Vou esclarecer isso.
Me esperem aqui.
- Para onde vai? - Devo falar com seu patr�o.
- Ele n�o atender� ningu�m. - � importante, preciso v�-lo.
J� disse que n�o.
Edith, o que faz por aqui?
Contarei-lhe a verdade, Rick.
- Me reconhece? - Claro, � um retrato seu.
- Ent�o conhece o dono da casa. - �amos nos casar.
Travis era um grande ator. Travis Anderson.
N�o era aquele que sumiu h� um tempo atr�s?
Abandonou a carreira. E a mim tamb�m.
Era um homem estranho, que nunca consegui entender.
Evitava o contato com as pessoas.
At� comigo era distante.
Nunca recebi sequer um beijo dele.
Embora tivesse certeza que ele me amava.
Nunca entendi porque me deixou sem ao menos uma palavra.
Agora sabe porque o procuro.
Tive a sorte de reencontr�-lo e agora exijo uma explica��o.
- N�o era minha curiosidade. - Edith, vamos embora daqui.
Venha comigo.
- Onde est� Kinojo? - Ela quis ficar sozinha.
- Temos que sair daqui, vamos! - Mas por qu�? O que houve?
Corra, depressa, Edith!
Vamos nos juntar aos outros. Devemos permanecer unidos.
Por qu�? N�o estou entendendo.
Kinojo!
Kinojo!
Kinojo!
Cuidado, Rick!
Se aproxime e estar� morto!
V� embora, Rick! N�o h� o que fazer!
N�o h� escapat�ria! � o meu fim!
N�o h� mais o que fazer!
Est� vendo estes fios? � uma armadilha.
Est�o interligadas a aquelas flechas acima de voc�.
Basta apenas toc�-las...
e as flechas partir�o.
Esta aranha tem presas envenenadas.
Quando tocar em mim, eu morrerei.
N�o! N�o fa�a isso!
Tenha cuidado, Rick!
� uma armadilha!
Se encostar nestes fios, morrer� tamb�m!
Basta tocar! Apenas ro�ar!
Rick!
Cuidado, Rick!
� o meu fim!
� o fim para todos n�s!
Pare, Rick! � tudo in�til!
Rick!
Kinojo!
Kinojo!
Infelizmente foi tarde demais.
Edith, v� at� Parks!
Fuja! Deixe este castelo!
N�o, Rick! N�o vou deix�-lo!
V� embora, estou mandando!
V� embora! N�o se preocupe comigo!
Dermott em breve estar� aqui com a pol�cia!
Abram!
- � in�til, estamos presos aqui. - N�o!
Parks! Posso saber o que est� acontecendo?
- Os outros, onde est�o? - N�o sei, mas n�o se alarmem!
Acalmem-se e fiquem juntas!
Avise Rick, temos que achar uma sa�da.
Rick, est� tudo trancado, n�o podemos sair!
Mantenha a calma, Edith. De alguma forma, sairemos daqui.
Edith!
Edith!
Travis!
N�o se aproxime! N�o me toque!
Kinojo est� morta.
Foi voc�, Travis.
Agora eu sei. � um assassino! Um monstro!
Voc�...
n�o significa mais nada para mim.
Tamb�m foi esquecida quando deixei este mundo.
Fui obrigado a abandonar a sociedade.
A humanidade � composta de seres inferiores.
De seres disformes, fisicamente defeituosos...
que poderiam corromper o meu corpo perfeito.
Me refugiei neste castelo...
para n�o ser contaminado por sentimentos comuns.
At� o amor � um sentimento...
que eu devo fugir.
E � por isso, Edith...
- que eu a abandonei. - Voc� � um louco!
Um ego�sta que ama s� a si mesmo!
Est� enganada, Edith.
Por sua causa, ontem � noite, tive um momento de fraqueza.
E foi quando a vi.
Mandei voc� ficar com seus amigos.
Mas eu me enganei!
S� houve uma pessoa que jamais demonstrou fraqueza!
O Carrasco Escarlate!
Sim, ele odiou a humanidade...
exatamente como eu.
Observe-o bem, Edith!
O corpo perfeito de algu�m que se manteve �ntegro...
atrav�s dos s�culos nos subterr�neos.
Sou como ele e cabe a mim...
continuar sua miss�o de vingan�a!
Foi o destino que quis assim.
Somos iguais.
Agora que profanaram sua tumba...
quebrando o selo que aprisionava todo seu poder...
sua vontade permeia este castelo.
E seu esp�rito de vingan�a revive novamente em mim!
E j� comecei a minha longa e terr�vel vingan�a!
E todos os seus amigos, cair�o um por um!
S�o prisioneiros no calabou�o � espera da morte.
Agora, observe.
Eu sou o novo Carrasco Escarlate!
Voc� tamb�m pagar�.
Travis! Pare, Travis! Volte aqui!
N�o me contamine com esse seu olhar!
Eu sou o Carrasco Escarlate! O carrasco voltou!
E vai tortur�-los...
at� a morte!
Esperem por torturas muito piores, ser� uma longa agonia!
O seu sacril�gio despertou o Carrasco Escarlate!
E sua vingan�a cair� sobre todos!
Rick tamb�m...
morrer�!
O que quer dele? Deixe-o em paz!
Voc� � um lun�tico!
Volte a si! N�o cometa mais loucuras!
Voc� � o dono deste castelo! N�o � o Carrasco Escarlate!
Sim!
Socorro! Tire-me daqui, eu imploro!
O Carrasco Escarlate criou a tortura da �gua gelada...
para gente como voc�.
O Carrasco revive! E n�o tem piedade de ningu�m!
A morte dar� um fim � sua vida de sofrimento!
Rick! Rick!
Rick!
Rick!
Edith!
- Onde voc� est�? - N�o se preocupe comigo!
V� atr�s dos outros! Estou nas m�os de Henderson!
Mas tenha cuidado!
Ele � perigoso! Um louco!
Ele pensa ser o Carrasco Escarlate!
Se ele n�o for detido, matar� a todos!
- Mas como chego at� voc�? - Cuidado, Rick!
O que mais quer de mim? Voc� � um louco!
Um man�aco assassino! Um lun�tico!
Um louco perigoso!
O que pretende fazer agora?
O fogo purificar� seu corpo e sua alma, seu ser impuro!
N�o! Pare! Afaste-se de mim!
N�o quero morrer assim!
V� embora!
- N�o! - Abrace a Amante da Morte!
- Abrace suas unhas venenosas! - Solte-me!
Vamos!
- N�o! - Abrace-a!
� a Amante da Morte!
Abrace-a!
Fuja, Jenny! Fuja!
N�o! N�o! Me solte!
Me solte! Me solte!
N�o, Travis!
Voc� tamb�m pagar�, Edith!
N�o! Me solte!
Pare com isso!
Me solte! Me solte!
Voc� � um louco!
N�o! N�o!
Pare!
Travis!
Voc�s despertaram o Carrasco! Sofrer�o um castigo cruel!
Est� feito. O escritor est� morto.
Matou Rick tamb�m? N�o! N�o � poss�vel!
Assassino!
Pare com isso, Travis! Volte a si, Travis!
O carrasco!
N�o! N�o! Eu sou o Carrasco Escarlate!
N�o! N�o pode ser! Eu o matei!
Eu o matei! Eu o vi morrer! Eu o matei!
N�o foi a mim que matou, foi o cad�ver do pobre Raoul.
Foi nele que voc� acertou.
- Eu os enganei! - Atire!
Mate-o! Mandei mat�-lo!
Cuidado, Rick!
Meu corpo perfeito...
envenenado pela Amante da Morte.
- Edith. - Rick.
O meu... corpo puro...
foi contaminado.
O corpo... do Carrasco... Escarlate!
Era um man�aco homicida.
Acreditava ser o Carrasco Escarlate.
E como ele...
era obcecado pelo sonho inalcan��vel da pureza absoluta.
De beleza imaculada.
Decidiu continuar sua obra de vingan�a e morte.
Talvez impulsionado pelo fato de ter descoberto...
que tinha o rosto parecido com o do antigo Carrasco.
Que ele conservava neste calabou�o.
O mesmo rosto?
Anderson, na sua loucura...
reconstruiu o lend�rio carrasco � sua imagem.
O verdadeiro Carrasco virou cinzas h� s�culos.
Vamos embora, Rick. Leve-me daqui, foi terr�vel.
N�o escreverei mais hist�rias de terror.
Aprendi que n�o se deve brincar com a morte...
nem com os sentimentos.
FIM
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