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Original subtitles

PLANETA CONGELADO

MUSKETEERS Otoni e Kakko

MUSKETEERS Legendas Para a Vida Toda!

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� ver�o nas regi�es polares e o sol nunca se p�e.

Imagine um �nico dia que dura meses.

Alguns animais polares enfrentar�o grandes desafios

enquanto seu mundo de gelo desaparece ao seu redor.

Outros devem usar esta �poca com sabedoria,

pois as riquezas do ver�o n�o ir�o durar.

VER�O

O ver�o est� apenas come�ando

e a for�a crescente do sol

est� criando uma nova paisagem espetacular.

Este manto de gelo derretendo no �rtico

tem 240 km de extens�o, com mil cachoeiras.

Vastas extens�es de gelo

que outrora estavam solidificadas e im�veis,

ganharam vida.

O mundo do urso polar est� derretendo

sob o sol constante do ver�o.

Conforme a esta��o avan�a,

a superf�cie congelada do oceano se desintegra.

Breve, o gelo aqui desaparecer� totalmente.

A fam�lia de ursos polares tem de se adaptar

ao seu habitat em r�pida mudan�a.

Para os dois filhotes, este � um mundo aquoso totalmente novo.

� a primeira vez que eles veem o gelo marinho quebrar.

Eles t�m apenas 6 meses

e depender�o da sua m�e por mais 2 anos.

Eles t�m muito a aprender.

� a sua primeira aula de nata��o,

mas eles n�o t�m certeza se a querem.

Para sua m�e, nadar � um h�bito inato.

Mas os filhotes preferem ter gelo sob as patas sempre que poss�vel.

Breve, ser� imposs�vel evitar a �gua.

Este macho solit�rio passou por uma dezena de ver�es

e sente-se totalmente � vontade no mar.

Ele pode nadar at� 80 km por dia.

Ele est� faminto e procura por focas neste labirinto de gelo.

Mas atravessar esse gelo cada vez mais fr�gil

� dif�cil para um animal que pesa mais de meia tonelada.

Tamb�m � mais dif�cil ca�ar quando se tem de nadar.

Em mar aberto, as chances est�o a favor das focas.

Os ursos polares ter�o meses dif�ceis pela frente.

Ter�o de adotar novas estrat�gias de ca�a,

ou passar�o fome.

A parte setentrional da Terra est� inclinada em dire��o ao sol,

e, por todo o �rtico, o gelo marinho continua a recuar.

Os �ltimos remanescentes do mundo de gelo

s�o levados pelo vento e pelas mar�s.

O calor do sol pode ser gentil nestas latitudes,

mas ele � cont�nuo durante 24 horas por dia,

e esculpe o gelo em formas m�gicas.

Quem precisa do gelo

tem de visitar a parte frontal da geleira para encontr�-lo.

Uma cama confort�vel � dif�cil de surgir.

O pelo do urso polar � t�o espesso

que a �gua � facilmente eliminada.

E o gelo absorve a �gua como uma toalha.

Assim est� melhor.

Agora, h� pouca chance de pegar focas,

e talvez este urso n�o volte a comer at� o final do ver�o.

� melhor poupar energia e cochilar sob o sol.

O calor dos raios do sol

est� trazendo as terras do �rtico de volta � vida.

Falaropos de bico grosso.

Eles vieram dos tr�picos

para se alimentar nas ricas �guas do �rtico.

Eles agitam as min�sculas criaturas que florescem aqui

com uma dan�a especial rodopiante.

Um excelente est�mulo

pois est�o com pressa para criar a pr�xima gera��o.

As andorinhas do �rtico viajaram ainda mais para procriar aqui.

Elas voaram 17.700 km desde a Ant�rtida.

Seus filhotes rec�m-nascidos ter�o de crescer r�pido

se quiserem acompanhar os pais

quando regressarem ao sul daqui a apenas 6 semanas.

Um pato marinho optou por fazer o ninho

no meio da col�nia de andorinhas.

N�o � um lugar tranquilo para se criar uma prole.

Mas as vizinhas barulhentas t�m uma atitude agressiva

em rela��o � vida, e isso pode ser muito valioso.

Um urso faminto � procura de refei��o

pode destruir centenas de ninhos num �nico ataque.

Esquadras de defesa de andorinhas partem imediatamente.

Bicos afiados atacam do c�u.

O urso n�o tem nada que possa lidar com isso.

As andorinhas machucaram seu focinho.

Ele parte � procura de uma refei��o mais f�cil.

Os patos sobrevivem, gra�as � escolha da vizinhan�a.

E os patinhos iniciam sua corrida rumo � maturidade.

A pesca continua sem parar enquanto as andorinhas correm

para criar sua prole antes que o inverno regresse.

Assim, as ricas �guas do ver�o

fomentam a procria��o desses visitantes

permitindo-lhes acumular as reservas necess�rias

para a longa viagem de regresso ao sul.

Em terra, a neve do inverno sumiu,

revelando uma imensa vastid�o sem �rvores.

Uma coruja do �rtico macho encontra bastante l�mingues

para levar para sua parceira.

Mas n�o s�o apenas para ela.

Ela est� chocando sua prole desmazelada.

Ela corta a refei��o em peda�os do tamanho do bico

para que as corujinhas os engulam inteiros.

Cada uma pode comer dois l�mingues por dia.

O macho n�o tem tempo de descansar.

Durante o ver�o,

ele ter� de fornecer � fam�lia mais de 1.000 l�mingues.

As corujinhas famintas fazem os pais trabalharem sem parar.

O ver�o �rtico pode ser curto, mas os dias s�o longos.

Todos aproveitam as 24 horas de luz di�ria.

Nenhum mais do que a pequena vizinha das corujas,

a escrevedeira da Lap�nia.

Os pais alimentam continuamente sua fam�lia.

Apenas 10 dias ap�s nascer,

todas ter�o sa�do em tempo recorde.

A �ltima precisa de um pouco de est�mulo.

As corujinhas tamb�m deixaram seu ninho

e viraram bolas de penugem.

Mas ainda dependem da alimenta��o e da prote��o dos pais.

Uma gaivota-rapineira.

As garras da m�e s�o as melhores armas.

As corujinhas est�o perigosamente expostas na tundra,

por isso, t�m pressa em mudar de bolas de penugem

para adultos cobertos de penas.

Para isso, precisam de... mais l�mingues.

Um l�mingue n�o tem durado muito ultimamente.

S�o tempos dif�ceis para os lobos aqui no Alto �rtico.

Os filhotes t�m agora 6 semanas e est�o cada vez mais famintos.

Os adultos t�m de lutar para alimentar sua fam�lia.

Em algum lugar na vastid�o da tundra,

deve haver uma presa de maior porte.

Bois almiscarados est�o em movimento.

Est�o indo para os vales,

onde as curtas chuvas de ver�o produzir�o pastagens frescas.

Essa � uma oportunidade que deve ser aproveitada,

mesmo que signifique viajar 130 km por dia.

Sua tarefa � formid�vel.

Os bois almiscarados s�o muito poderosos

e seus chifres afiados podem matar.

Um touro fortemente protegido seria uma escolha imprudente.

Mesmo dois lobos teriam dificuldade para abat�-lo.

Um bezerro.

Bem mais f�cil.

Os dois lobos agem em conjunto

para dividir a manada e isolar sua v�tima.

Parece que os filhotes de lobo finalmente v�o comer bem.

Mas a manada se reagrupa.

A cavalaria parte para o resgate.

A manada envolve o bezerro com uma muralha protetiva de chifres.

Para os bois almiscarados, � um por todos e todos por um.

Para os lobos, um outro ataque

n�o seria apenas in�til, mas perigoso.

Eles gastaram muita energia sem um resultado vis�vel.

Seu fracasso ser� sentido mais intensamente no covil.

Eles n�o t�m nada para levar � fam�lia.

O bando � obrigado a seguir em busca de melhor ca�a.

Eles precisam achar logo algo nesta vastid�o

para alimentar sua fam�lia.

O curto ver�o �rtico est� quase no fim.

No extremo sul do planeta,

os longos dias de ver�o transformam a vida,

assim como fazem no norte,

mas o elenco aqui � bem diferente.

Pinguins-rei.

Um pai, regressando com alimento,

precisa reconhecer o chamado do seu filhote

no meio de um coro de 400 mil aves.

Imensas col�nias como esta

s�o encontradas ao longo do litoral norte da Ge�rgia do Sul.

Os pinguins-rei s�o diligentes durante os longos dias de ver�o,

por isso, eles t�m de lidar com um problema polar incomum.

Ao meio-dia, a temperatura pode atingir

escaldantes 17 graus cent�grados.

Qualquer esfor�o pode levar � insola��o.

� melhor n�o se esfor�ar.

Os pinguins termicamente isolados deitam-se

para que seus p�s expostos possam se esfriar na brisa.

Seus vizinhos gigantes usam uma t�cnica diferente.

A areia molhada esfria as costas dos elefantes marinhos,

e tamb�m age como um protetor solar.

Os filhotes, com a penugem aveludada

que os manteve aquecidos no inverno,

correm maior risco de insola��o.

Levar� dois meses para que possam nadar adequadamente,

mas um mergulho num rio raso proporciona um al�vio.

Mas existe outro meio de esfriar o sangue.

Esta po�a escura tornou-se um spa de pinguins.

� um �timo meio de esfriar os p�s,

mas n�o h� por que se limitar a isso.

� poss�vel se deliciar com o tratamento completo.

Lama, gloriosa lama!

Para os adultos cobertos de penas,

h� uma op��o mais limpa e revigorante.

As �guas revigorantes do oceano Ant�rtico.

A ilha da Ge�rgia do Sul com 160 km de extens�o

fica na margem norte da Ant�rtida.

Sem gelo o ano todo, suas ricas �guas costeiras

a torna um destino famoso de procria��o

para todos os amantes de praia.

No ver�o, 95% da popula��o mundial

de lobos marinhos ant�rticos v�m para c�.

Aconchegados, eles formam uma das concentra��es mais densas

de mam�feros marinhos da Terra.

As praias da ilha est�o lotando e logo estar�o repletas

com 5 milh�es desses veranistas.

Espa�o � um luxo, pois cada f�mea

precisa de um trecho de areia seca

do tamanho de uma toalha de praia.

E por uma boa raz�o.

Praticamente todas ir�o parir dentro de 10 dias.

� essencial estabelecer um forte v�nculo com o filhote

em uma col�nia t�o povoada.

Os filhotes crescem r�pido com o leite rico em gordura.

Ap�s parir, as f�meas est�o prontas para procriar,

por isso, cada macho vigia at� 15 delas

em seu pequeno trecho de praia.

Um macho s� defende um territ�rio

por uma temporada em toda sua vida.

Assim, quando surgir um oponente, ele far� tudo para defend�-lo.

Seus dentes afiados causam ferimentos terr�veis.

Muitos machos morrem de exaust�o ap�s estas lutas.

No calor da batalha, os filhotes tamb�m correm perigo.

O macho derrotado foge,

mas a col�nia ainda sofre com os efeitos colaterais da luta.

Muitos filhotes se perderam na viol�ncia e confus�o.

Desta vez, h� um final feliz.

Conforme o ver�o avan�a,

mais o oceano Ant�rtico se abre.

O ver�o derrete, � medida que avan�a ao sul,

chegando primeiro � Pen�nsula Ant�rtica,

o extremo mais setentrional do continente.

Conforme o gelo recua, um litoral de 800 km de extens�o

� exposto pela primeira vez em 7 meses.

Esta nova paisagem

� o lar de um dos mam�feros mais numerosos do planeta.

As focas caranguejeiras.

Mais de 15 milh�es vivem aqui, entre os blocos de gelo � deriva.

Elas devem a sua exist�ncia aqui a seres t�o pequenos,

que a gente nem os nota.

A parte inferior do gelo marinho est� coberta de algas.

Essas plantas microsc�picas

sustentam o mais importante dos seres ant�rticos.

O krill.

Eles se alimentaram da camada de algas durante o inverno.

Conforme o gelo derrete, mais algas s�o liberadas na �gua.

Tanto as algas como os krills se proliferam no sol do ver�o.

Os krills coletam as algas em uma cesta em forma de peneira

formada por pelos entrela�ados entre suas patas dianteiras.

Existem 300 milh�es de toneladas de krill no oceano Ant�rtico,

com o maior peso conjunto

do que qualquer outro animal no planeta.

Praticamente todos os animais ant�rticos dependem dos krills,

incluindo estes gigantes.

Baleias jubartes.

Elas conduzem os krills para a superf�cie

e, depois, os coleta da �gua

com barbatanas peneiras em sua boca.

As jubartes muitas vezes se alimentam em grupo,

assim, o regurgitar de uma boca imensa

pode ser pego por outra que vem atr�s.

A abund�ncia de krill atrai mais visitantes � pen�nsula no ver�o.

As baleias-minke ant�rticas.

Sua cabe�a pontiaguda e as barbatanas dorsais curtas

proporcionam velocidade e resist�ncia.

E elas precisam de ambas.

Tamb�m h� outras baleias aqui.

Orcas.

� uma grande fam�lia de m�es e suas proles.

E um macho com uma imensa barbatana dorsal

com quase 2 metros de altura.

Um macho minke solit�rio.

� o que este grupo de orcas est� procurando.

Agindo em equipe, como fazem h� d�cadas,

elas se espalham pelo estreito � procura de sua presa.

E a encontraram!

A minke foge, perseguida por batedoras de cada lado.

Assustada, a minke se dirige � praia.

No desespero de fugir, ela quase encalha.

Tenta uma fuga desesperada em busca de liberdade.

2 horas e 32 km depois,

a minke ainda est� viva e nadando firme.

Sua �nica defesa � a sua resist�ncia.

Mas as orcas agem em equipe,

com novas substituindo as batedoras em revezamento.

Quando a minke cansa, iniciam-se a agress�o e mordidas.

Aves s�o atra�das pelo cheiro de sangue fresco subindo da �gua.

As orcas tentam virar a minke.

Se mantiverem o espir�culo dela sob a �gua, ela se afogar�.

Uma delas for�a o corpo da minke para baixo da superf�cie.

E, ent�o, o ataque final.

O grupo puxa a minke para baixo pela �ltima vez.

E, finalmente, as ca�adoras se alimentam.

Conforme o ver�o avan�a,

os trechos mais ao sul do oceano Ant�rtico

ficam livres do gelo.

Pinguins de Ad�lia alimentaram-se em mar aberto.

Os mais austrais de todos os pinguins

regressam ao continente ant�rtico

com a barriga cheia de krill.

O gelo marinho finalmente recuou at� a praia,

assim o percurso at� a col�nia est� mais curto do que nunca.

Essencial para o meio milh�o de pinguins

que t�m pressa de criar seus filhotes

antes que o inverno volte.

A maioria dos casais t�m dois filhotes para cuidar.

Cada filhote requer quase 30 kg de alimento

at� se tornar adulto.

A maioria de sua presa � krill,

e os pinguins consomem impressionantes

1,5 milh�es de toneladas por ano.

N�o h� predadores terrestres na Ant�rtida.

A amea�a aqui vem do c�u.

Uma gaivota-rapineira do Polo Sul.

Um filhote desprotegido � uma presa f�cil.

Nada poder� salvar o filhote.

Mas, agora, os pais concentram sua aten��o no segundo.

Apenas metade destes filhotes chegar� � idade adulta.

Mas h� milhares de outros pais com filhotes

nesta imensa col�nia.

Os pais que n�o podem descansar,

para que seus filhotes fiquem bem e fortes,

se quiserem sobreviver aos perigos

que o outono trar�.

No pr�ximo epis�dio, o outono.

O sol come�a a se p�r no planeta congelado.

Come�a a corrida para concluir a procria��o antes do inverno.

QUADRO CONGELADO

No ver�o, os oceanos congelados derretem

e os animais polares se dispersam

para se alimentar entre o gelo quebrado.

Por isso, para encontr�-los nesta imensid�o de mar

e peda�os de gelo � deriva n�o ser� f�cil.

NO RITMO DOS BLOCOS DE GELO

No �rtico, o objetivo � aproximar-se

de uma fam�lia de ursos polares

e film�-los neste mundo que derrete rapidamente.

Primeiro, a equipe teve de usar um barco

que pudesse quebrar o gelo ao redor do litoral

de 3.200 km de extens�o de Svalbard.

O produtor Miles Barton e o cinegrafista Ted Giffords

verificam os fiordes conhecidos por ter ursos.

Vimos um urso andando diante de uma geleira ali.

Acabamos de chegar. Acima de tudo, isto � um teste,

mas vamos ver se conseguimos filmar.

Estamos vendo como esta opera��o pode se desenrolar.

Fiquem no canal 6.

Pode me informar acerca do urso, por favor?

A ideia � que a c�mera a�rea estabilizada da equipe,

agora colocada na lancha,

proporcione tomadas est�veis do urso nadando.

Se girarmos, vamos perd�-lo. Ele est� aqui, certo?

Oh, consegui! Posso chegar mais pr�ximo.

Voc� o filmou?

Muito bom. Com um agrad�vel brilho no olhar.

Vamos deix�-lo ir.

- Certo. - Corta.

Ap�s o �xito inicial, o clima piorou.

Durante 5 dias, n�o viram mais ursos polares.

O capit�o decide dar um tempo

e parar num bloco de gelo.

Ap�s as buscas infrut�feras da equipe,

um urso a visita.

Um macho adulto grande e curioso.

A equipe decide segui-lo.

A �gua entre o barco e urso

significa que a equipe pode film�-lo com seguran�a

bem pr�ximo, sem incomod�-lo.

Excelente.

O urso est� t�o � vontade,

que come�a a ca�ar bem ao lado da equipe.

Ele est� � procura de uma foca.

Est� nos ignorando.

S� um instante. Espere um pouco.

Ele vai subir. Pronto?

Que urso grande!

Muito bem, excelente.

O mais pr�ximo que j� chegamos de um urso polar.

Apesar deste encontro pr�ximo,

a equipe ainda pretende filmar uma fam�lia de ursos.

Tem uma f�mea e dois filhotes a estibordo.

Ela est� a...

Boas not�cias pelo r�dio.

Tem filhotes. Eu os vi.

Est�o olhando para n�s. Veja s�.

� fant�stico!

Como a m�e parece bem faminta,

precisam manter ao menos 5 m de dist�ncia de mar

entre ela e o barco.

Est�o nos olhando.

Veja s�! Veja os filhotes!

Jason, parta quando quiser.

L� vem ela. Droga!

As ursas est�o sempre buscando alimentos para os filhotes,

por isso, a equipe seria um jantar perfeito.

- Ela vai mergulhar. - Meu Deus! Ela vai mergulhar.

Os 5 metros foram suficientes.

Foi incr�vel!

- Precisamos ir. - Certo.

Quer um close dos filhotes? Ainda estou filmando.

Eu quero. Que lindo. Ela vai entrar na �gua.

Vou me centrar nos filhotes.

Aguardando um bom mergulho deles.

Mergulhem, filhotes.

Excelente! Muito bem!

�tima tomada!

Ela parecia querer entrar no barco.

�s vezes, assusta olhar pelo monitor

e perceber que s� est�o a 5 metros da gente.

Mas � uma fam�lia encantadora.

A c�mera da lancha ajudou a obter

tomadas fant�sticas da fam�lia de ursos,

mas como ela se sairia em condi��es mais extremas

do oceano Ant�rtico?

Outra equipe de Planeta Congelado foi ao sul.

A ideia � usar o mesmo sistema de c�mera

para filmar a estrat�gia de ca�a

dos predadores marinhos mais espetaculares da Ant�rtida.

As orcas.

A equipe contou com a ajuda dos cientistas

Bob Pitman e John Durban.

Eles puseram localizadores nas baleias,

e, assim, podiam localiz�-las para a equipe de filmagem.

Doug Allan opera a grua da casa do leme,

enquanto Doug Anderson filma do conv�s.

L� est�. Est� vendo? Emergiu com elas.

Uma orca � esquerda, a cerca de 200 metros,

indo rumo �s duas focas no bloco de gelo.

- Que bom. - Poder ser muito bom.

Finalmente, ap�s seguir o grupo por v�rios dias,

as baleias pareciam que iam ca�ar.

V�o ca�ar.

L� vai.

Tem 4 baleias ali.

Duas f�meas adultas, uma jovem e um macho adulto.

Nadando em forma��o, as orcas criam uma onda

que joga a foca para fora do bloco.

� tudo muito intenso.

Outra onda.

Onda! Nossa!

Ela caiu na �gua.

Ap�s filmar v�rias ca�adas com as c�meras fixas, na superf�cie,

a equipe quer ver o que ocorre debaixo d'�gua.

S� h� um jeito de descobrir.

Hora de usar o bote.

Doug Anderson se aproxima da foca e orcas

com uma c�mera submarina colocada em uma haste.

Pela primeira vez,

a equipe v� como as baleias criam a onda mortal.

L� est�.

A c�mera submarina tamb�m mostra

uma atitude cautelosa das baleias.

Parecem atentas � mordida de uma foca bem menor que elas.

Elas produzem bolhas para confundi-la.

Elas s�o muito cautelosas com as focas.

Afinal, a foca tem uma boca cheia de dentes,

e as baleias n�o querem correr risco.

Ap�s lidarem com a foca, as baleias se concentram no bote.

Primeiro, elas se aproximam para dar uma olhada em Doug.

Depois, elas se alinham para criar o tipo de onda

que jogou a foca para fora do bloco.

Por um instante, a equipe vivencia

a inc�moda perspectiva da foca

desta incr�vel estrat�gia de ca�a.

- Veja! - Viu isso?

Est�o criando ondas.

� uma sensa��o intensa. Estar perto do comportamento,

com a �gua aproximando-se do bote.

Da nossa perspectiva, tudo se resume

a captar a sensa��o de estar com as baleias.

Com essas baleias n�o h� preocupa��o.

Elas s�o muito confiantes.

Elas se aproximam e analisam a gente.

N�o me vejo tendo experi�ncia igual em minha carreira.

Isso � algo raro.

A gente se sente feliz e com sorte por ter acontecido.

N�o h� nada melhor que isso.

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