Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
QUEREMOS AGRADECER
A COLABORA��O DA SOCIEDADE HIST�RICA DE CHICAGO
NA PESQUISA DOS FATOS HIST�RICOS CONTIDOS NESTA PRODU��O.
UMA PRADARIA DO MEIO-OESTE EM 1854.
N�o devemos parar? Est� escuro e as crian�as est�o tremendo.
N�o. N�o estamos a mais
do que tr�s horas de Chicago.
Vamos, seus pregui�osos, ou v�o sentir o chicote.
Chicago n�o vai sair do lugar e viveremos l� para o resto da vida. Se Deus quiser.
Sua l�bia n�o vai me deter,
n�o com aquela linda cidade logo ali adiante.
Eu disse que descansaria l� hoje � noite.
Est�o construindo uma cidade enorme. O centro de tudo.
Sim, o centro do pa�s, vai se espalhar por toda essa pradaria.
E voc�s, meninos, viver�o para v�-lo.
Isso mesmo.
Vamos indo.
Veja, pai, um trem.
Vamos apostar corrida, pai.
Pelos c�us, eu irei.
- Vamos, rapaz - N�o fa�a isso.
- Est� sacudindo demais. - Vamos. Voc� consegue.
Estamos na frente.
Opa, rapaz.
Minha nossa.
Jack, pegue a �gua, depressa.
Dion, rasgue a minha an�gua.
Dion, coloque seu casaco debaixo da cabe�a dele.
- Ele est� muito ferido? - N�o sei.
Derrame um pouco de �gua na cabe�a.
Assim est� bom.
- Dion, pegue o u�sque. - N�o se importe comigo. E as crian�as?
Nem um arranh�o.
Gra�as a Deus.
Foi minha culpa e de ningu�m mais.
N�o � uma maldi��o?
Levar um baque destes, ter minha vida arrancada de mim
quando j� posso sentir o cheiro de Chicago.
Cheguem mais perto, voc�s tr�s.
Prestem aten��o no que vou dizer.
Este grande lugar, esta Chicago,
quem crescer com ela ser� rico e forte,
como era para acontecer comigo.
� o progresso, e voc�s progredir�o juntos.
Um dia ser�o homens importantes, um orgulho para mim.
E todos falar�o com respeito dos O'Learys
e de como cresceram com a cidade e deixaram sua marca.
Est� se cansando com esse falat�rio.
- � meu �ltimo suspiro. Deixe-me falar. - Temos de achar um m�dico.
N�o adianta.
Enterrem-me aqui
e deixe Chicago vir �quele
que n�o p�de chegar at� ela.
Uma cidade de dinheiro f�cil, feia, suja, aberta dia e noite
a rec�m-chegados de todos os cantos do mundo...
uma cidade americana briguenta e sorridente.
M�e, temos de achar um lugar para ficar. N�o podemos morar na carro�a.
Mais tarde. Agora preciso de um emprego.
Veja. Um teatro. Talvez eu possa ser ator.
Um ator - seu pai nem esfriou no t�mulo.
- Temos de fazer algo. - Voc�s tr�s v�o � para a escola.
Escola - na minha idade.
PRECISA-SE DE GAROTAS
Vejam. Bem na minha frente.
Esperem aqui.
Estarei logo ali.
- E tirem o olho do cartaz. - Est� bem, m�e.
Vejam os cavalos. N�o s�o lindos?
- Vejam. Elas atolaram. - Na lama.
Jovem. Voc� mesmo.
Poderia nos ajudar a chegar � cal�ada?
Desculpe, mo�a, mas estas cal�as s�o novas.
- Opa, rapaz. - Mo�a.
Meu irm�o e eu podemos fazer uma cadeirinha para tir�-las da�.
- Cadeirinha? - Isso. Assim.
� s� segurar firme.
Que maravilha.
Ada, tente voc�.
Excelente, cuidado com o vestido, Ada.
Bem na mosca.
- A senhora escorregou. - Seus fedelhos.
- Vai bater em quem? - Olhe para mim.
� s� um pouco de lama, e atr�s. Um pouco de sab�o e ficar� novo em folha.
N�o sabe o que est� falando. Nenhuma lavadeira pode salvar este vestido.
� mesmo? E se eu mesma tentar? � s� me pagar pelo tempo.
Se for t�o boa assim e salvar o vestido, eu lhe darei...
Eu digo o pre�o. E a senhora dar� o sab�o e a tina.
SRA. MOLLY O'LEARY LAVANDERIA FRANCESA, 137 DE KOVEN ST.
M�e, voltei. Trouxe tr�s de Gil Warren e dois da Sra. Palmer.
Dois dos "n�o sei qu�" dela est�o faltando.
Diga � fina dama que ela os ter� de volta quando pagar pelo sab�o.
D� �gua e ra��o ao cavalo. Feche bem o port�o do est�bulo.
E lave bem o rosto e as m�os antes do jantar.
- Cuidado. - O leite derramou.
Est� tudo bem.
N�o adianta chorar agora, est� derramado.
Poderia ter levado um coice.
Eu disse para n�o ordenh�-la sem colocar a barra entre as pernas dela.
- Daisy, sua danada. - O que a Sra. O'Leary vai dizer?
Est� tudo bem. Eu falo com a mam�e.
Obrigado, Daisy.
- Aqui atr�s, Jack. - Pensei que iria ao tribunal me ouvir.
Com toda a Chicago esperando para ser lavada? Cad� o tempo?
- Eu os fiz reparar em mim. - Mesmo?
Fui bem claro: "Meu cliente est� certo e voc�s sabem. "
"Voc�s n�o ligam para o povo contanto que encham os bolsos. "
"N�o � � toa que esta � a pior cidade, com pol�ticos como Gil Warren. "
- Como ele reagiu? - Ele estava suando.
"Claro", eu disse. "Qual a diferen�a se Chicago est� mal
mas os neg�cios v�o bem e voc� fica com o fil�?"
"Mas � preciso mais que isso para a cidade prosperar. "
"� preciso gente decente para transform�-la na maior e melhor cidade do mundo. "
Voc� � um grande orador, seu pai ficaria orgulhoso.
Eu disse a ele...
PATRULHA DA POL�CIA
Chegamos, Dion.
Adeus, rapazes. N�o fiquem trancados muito tempo.
Se vir minha patroa, diga que estou ajudando um amigo doente.
Tome um charuto, Jim. Obrigado pela carona.
Apare�a sempre que quiser, ser� um prazer.
Eu me lembrarei disso.
Olhe a lama no sapato, Pickle. Conhece mam�e.
Sou eu.
- Lamento que tenha perdido o caso, Jack. - Perdeu?
Sim. Esqueci de contar. O juiz o indeferiu.
Pensei que ele houvesse ganho.
Contanto que voc� perca, Warren n�o fica rancoroso.
Soube que Jack hipnotizou o tribunal.
- Todos menos o juiz. - Eu teria conseguido,
mas foi Gil Warren quem lhe deu o cargo.
- Largue isso. - � do tamanho certinho.
- Quer largar esse neg�cio de lavanderia? - E por qu�?
N�o quero minha garota debru�ada no tanque.
- V� indo. - J� sei o que faremos.
Arranjarei uma casa fora do "Bairro Irland�s",
ser� a mulher mais chique da cidade.
Veja, m�e.
- Onde conseguiu isso? - Algu�m me pagou.
Est� mentindo. Anda apostando nos cavalos.
N�o houve aposta.
S� havia oito cavalos na corrida, eu s� tive de atirar nos outros sete.
Uh, mesmo. Vamos, m�e. Que tal?
- N�o vou viver de dinheiro desonesto. - D�-me um beijo.
- Ora, Dion. Tenho trabalho... - Vamos, m�e.
Es ist beschmutzt e n�o sai.
Eu disse �quele Gil Warren que n�o lavaria mais toalhas de mesa riscadas a l�pis.
- Mande de volta. - Espere. Parece um mapa.
Talvez Warren v� ca�ar um tesouro.
Ca�ar? Ele j� o achou nos cofres da cidade.
Algo sobre a rua Randolph. Esquina com Madison.
Parecem os trilhos da linha do bonde.
Sei o que �. Quer dizer que v�o passar a linha pela rua Randolph.
Eles j� mediram a Madison para os trilhos.
Claro que sim. Por isso mesmo acho que ir�o coloc�-los na Randolph.
- Talvez esteja certo. - � assim que enganam o povo.
O povo investe na Madison, e eles � que v�o tirar proveito.
- Que id�ia. - Talvez essa informa��o valha uma fortuna.
- Escutem s� ele. - Quero uma fatia.
Com esse falat�rio e grandes planos. Sem um tost�o honesto no bolso.
Talvez, mas, se eu tiver esta esquina neste cruzamento,
vou montar o maior sal�o da cidade.
- E cerveja de gra�a para a senhora. - Eu n�o colocaria os p�s l�.
Ent�o teremos de continuar contrabandeando para a senhora.
Veja. J� tem um nome rabiscado na minha esquina.
- J� ouviu falar dele? - N�o. � novidade para mim.
- Pare. Perdeu a cabe�a? - Eu preciso deste nome.
Vamos at� o sal�o do Warren descobrir quem � esse Fawcett.
- Est� destru�da. - J� estava furada, Sra. O'Leary.
Menino danado!
THE HUB GIL WARREN - PROPRIET�RIO
- Ol�, Rondo. Onde est� o Sr. Warren? - Do outro lado do bar.
- Ol�, Sr. Warren. - Ol�, filho.
- Posso ajud�-lo? - Quero lhe falar.
- Pode falar. - � assunto particular, acho que...
Agora n�o.
Mais tarde talvez. Fique por a�. � bom v�-lo.
- Que mulher. - � mesmo.
- Ela � nova? - �.
Nova no que diz respeito a Chicago.
Ela foi o maior sucesso do Niblo's Garden em Nova York - uma sensa��o.
Estou lhe pagando o maior sal�rio que j� foi pago para um artista na cidade.
� Belle Fawcett.
B. Fawcett?
Senhoras e senhores, especialmente esta noite,
a renda desta noite ir� para a fam�lia do nosso falecido barman, Aloysius O'Malley,
morto a tiros em frente a essa porta.
Minhas garotas v�o interpretar nosso ato especial, Est�tuas Vivas,
uma atra��o art�stica direto de Nova York e Paris, Fran�a.
E, lembrem-se, � por caridade. Nada de mesquinhez.
- Qual o primeiro lance? - Um d�lar.
- Algu�m d� dois? - Quatro d�lares.
Quatro, diz o cavalheiro. Quem d� cinco?
- Eu pagarei cinco. - Estamos chegando l�.
Quem dar� seis? Fale, bonit�o. Seis?
Eu pagarei 100 d�lares se Belle Fawcett interpretar V�nus.
- Temos um comediante na casa. - Aceite a oferta.
Vendido ao bonit�o por 100 d�lares.
Vamos ver a cor do dinheiro.
50, 70, 90, 100.
U�sque!
Por aquela porta. Eu irei em um minuto. Obrigada.
O que � isso? Espere a�.
Srta. Fawcett, sua carruagem chegou.
Diga ao Sr. Warren que o encontrarei para almo�ar na Palmer House.
Boa noite.
- Solte-me. - Cale-se.
- N�o irei. Solte-me. - Cale-se.
- Solte-me ou eu pularei. - Ent�o pule.
� voc�.
Cocheiro!
- N�o adianta gritar. Eu o subornei. - � louco.
Talvez. Mas era s�o at� esta noite.
Ent�o eu a ouvi cantar, e aconteceu algo comigo.
Nunca me senti desta maneira antes e n�o acho que me sentirei assim de novo.
- Do que est� falando? - Estou apaixonado por voc�, Belle.
- Saia ou chamarei a pol�cia. - Eles n�o podem me impedir de am�-la.
Talvez n�o, mas podem lhe dar uma esfriada.
Sei que parece loucura, e pe�o desculpas, mas � verdade.
Meu cora��o est� acelerado. Sinta.
Idiota.
Estou tremendo, quero me acalmar para que possa faz�-la entender.
Diga...
- Fala a s�rio? - Totalmente.
- Eu nem o conhe�o. - Isso importa?
Importa para mim. E n�o gostei desta armadilha.
Eu tinha de falar com voc� a s�s.
Por que pensa que pode fazer amor comigo?
D�-me uma chance. Eu contarei a hist�ria toda.
Certo. Pode parar aqui e me oferecer um drinque.
Aqui n�o. Tem muita gente.
J� que me arrebatou,
o m�nimo que pode fazer � me levar � sua casa para conversarmos.
Est� bem. Mas que sua hist�ria seja boa.
George, pode se dirigir � casa da Srta. Fawcett.
- Ent�o � aqui que mora? - Sim. No segundo andar.
Acho que consigo chegar...
De volta ao Hub. Depressa.
Espere a�.
Que mulher.
- Ganhei meu primeiro caso. - Sabia que conseguiria.
- Parab�ns. - O j�ri decidiu em 15 minutos.
O juiz disse que foi o melhor discurso da sess�o. O promotor tamb�m.
- Eu sabia que voc� conseguiria. - Vai sair no Tribune.
- Seu nome vai sair no jornal? - Quanto recebeu?
Foi pago, n�o foi?
Sabe, m�e, o rapaz s� ganha 10 d�lares por semana e ele tem fam�lia.
- � dez a mais do que voc� ganha. - N�o poderia aceitar o dinheiro dele.
Eu desisto. Um filho some com a roupa suja e gasta dinheiro n�o sei onde,
o outro � advogado que ganha casos, mas n�o � pago.
Deveria t�-los criado como bons pedreiros irlandeses.
Tudo bem. Contanto que ela mantenha o emprego. Boa noite. N�o espere por mim.
Isso mesmo.
- Aonde ele vai todo arrumado? - Aonde vamos todos?
Onde acabaremos? Mas sempre podemos ir jantar.
Queria que houvesse escutado o juiz.
- � a senhorita? - Sim.
- Algum recado? - N�o.
S� mais flores e champanhe daquele jovem.
- A senhora mexeu mesmo com ele. - Espero que as tenha jogado fora.
Joguei as flores, mas garrafa faz uma sujeira danada.
- Disse para ele n�o vir mais aqui? - Eu falei e repeti n�o sei quantas vezes.
O espartilho est� apertado demais, mal posso respirar.
Enquanto os homens gostarem de cintura fina, n�s vamos ter de sofrer.
- Algo mais, Srta. Belle? - N�o, obrigada, Hattie. Boa noite.
Venha amanh� � tarde.
Saia daqui.
Escute. Eu quero...
Quero conversar com voc�...
Saia.
Escute, Belle. N�o fa�a assim.
Quem disse que pode invadir a minha casa?
- N�o aja assim. Quero lhe falar. - Saia daqui.
Socorro!
Chamou, Srta. Belle?
Pol�cia! Assassinato! Socorro!
Solte-me.
Seu idiota.
Quer dizer do que se trata?
Eu te amo, Belle.
Falo a s�rio.
- Bem... - Quero a verdade.
- Voc� tem uma propriedade na rua Randolph. - Ora...
Se mont�ssemos um sal�o como o do Warren, s� que melhor,
poder�amos ficar ricos.
Mas falo a s�rio sobre estar louco por voc�.
Por que n�o disse antes?
Sou mulher de neg�cios. Eu teria ouvido qualquer proposta.
- Teria? - � claro que sim.
Que mulher.
Por aqui, policial...
Desculpe, chefe,
parece que o inc�ndio foi apagado.
INAUGURA��O DE GALA - O SENADO
O MAIS NOVO PAL�CIO DO PRAZER DE CHICAGO
SAL�O DE DION E BELLE - 50 DAN�ARINAS DESLUMBRANTES
OU�AM BELLE FAWCETT CANTAR SUAS M�SICAS FAVORITAS
Sra. Kelly. Bem-vinda ao Senado. Divirtam-se.
Boa noite, senhor. Boa noite, Sr. O'Shaughnessy. Bem-vindo ao Senado.
Onde pensam que est�o? Tirem os chap�us.
Fiquem de palet� e cumprimentem o chefe.
- Onde pensa que vai? - Escute, baixinho.
Sua altura est� errada. Este � o �nico sal�o de que n�o fui expulso.
- Eu lhe dou cinco minutos. - Eu consigo em tr�s.
Eu � que sei.
- Capit�o Jamison. - Bem-vindo.
- E esta � minha filha Ann. - Srta. Colby. Como vai?
Implorei a papai para me trazer � inaugura��o.
- Fico feliz. - � maravilhoso.
- Nunca vi nada assim. - Obrigado.
- Posso acompanh�-la at� a mesa? - Por favor.
Senhores, d�em-me o Senado que dar lhe eis Chicago.
Papai diz que voc� � o homem mais astuto em Chicago.
Ele sabe que lhe darei o Bairro nas elei��es.
Diz que ter� tanto futuro quanto Gil Warren, se o obedecer.
Ele � o chefe, e um dos melhores dos EUA.
- E agora eu preciso mudar de roupa. - Permita-me.
Quero lhe falar, rapaz. Tenho grandes planos.
N�o hoje, com sua linda filha para nos entreter, senador.
Papai n�o falar� de neg�cios se eu pedir.
N�o imagino o senador desobedecendo-a.
Isso mesmo. Estou sob seu jugo.
- Com licen�a. Eu j� volto. - Assim esperamos.
Ele � elegante, n�o? Para algu�m do Bairro.
- Ol�, Warren. - Ol�, filho.
- Belo estabelecimento. - Obrigado.
N�o h� outro igual. Voc� me orgulha.
- N�o est� rancoroso? - N�o. Vim fazer as pazes.
Viva e deixe viver, esse � meu lema.
- Beba algo. - Na verdade, eu quero uma conversa.
- Claro. Venha ao meu escrit�rio. - At� j�, Rondo.
- Rondo, tome um drinque por conta da casa. - Obrigado, Sr. O'Leary.
- Quantos anos tem? - O suficiente para votar. Por qu�?
Eu estava pensando, voc� prosperou r�pido.
Sabe o que eu estava fazendo na sua idade?
Recolhendo escravos fugidos e quase morrendo de fome.
Sente-se, Gil.
Acredite, os tempos mudaram. � tudo novo hoje em dia.
- Voc� parece que se saiu bem, Gil. - Eu me viro.
Mas voc� tem um grande futuro, escreva o que estou dizendo.
Espero que esteja certo.
N�o o culpo por tomar Belle. Ela � uma grande mulher.
Eu teria me casado com ela se fosse poss�vel. Mas ela n�o gostava de mim.
T�nhamos um contrato de neg�cios, e voc� me superou.
O que tem em mente?
O que diria se eu dissesse que vou fechar o Hub?
Eu diria que est� aprontando algo. O que �?
Estou pensando em concorrer para prefeito.
J� elegi muitos deles. Agora � minha vez. Voc� concorrer� comigo.
E como?
Voc� � astuto. Se agir com cautela, ser� poderoso nesta cidade.
Eu poderia abrir um sal�o maior ainda. Mas para mim j� basta.
� s� voc� concordar, que eu abro m�o.
- Fecharia o Hub? - Isso mesmo. Voc� n�o teria concorr�ncia.
Vamos nos unir politicamente ou vamos lutar. Voc� decide.
Este � um belo sal�o, mas, como um estopim,
� s� encostar um f�sforo nele, que se incendiar� como uma vela.
Mas, ora. Chicago � grande o bastante para n�s dois.
Juntos podemos dominar a cidade. Voc�, Belle e eu, seria uma moleza.
Parece interessante. Mas naturalmente h� certos custos e, no momento...
Tomei a liberdade de trazer um cheque para 10 mil d�lares.
Haver� mais daqui at� as elei��es.
Acho que nos daremos bem, Excel�ncia.
Aquele drinque seria bem-vindo agora.
Belle, precisa vir compartilhar uma garrafa de vinho comigo.
Eu adoraria. Mas me d� licen�a um minuto.
Ol�. Eu pensei t�-lo visto entrar.
Eu estava dizendo ao Dion que lindo sal�o voc�s t�m.
Nunca a vi t�o linda assim. Eu disse que ela era a mais linda da cidade.
Obrigada.
Tome cuidado, filho. Eu a tomarei de volta.
- Mas n�o ser� para o Hub. - Gil vai fechar o Hub, para sempre.
- Mesmo? Por qu�? - Belle, a sua m�sica.
- Apresse-se, querida. - Dion lhe contar� tudo depois.
Que mulher.
Foi exatamente o que eu disse a primeira vez que a vi.
Lembra-se?
Como vai?
Ter� de desculpar o Sr. O'Leary mais um pouco. Eu o mandarei de volta.
- Que gentileza sua. - Obrigada.
- � ela? - Bem, acho que sim.
Bonita, de certa maneira. Mulheres como ela t�m todas as vantagens.
- Todas com exce��o de uma. - Eu n�o estava pensando em casamento.
- Ent�o vai aceitar o dinheiro dele. - Qual o problema? O cheque � bom.
Sabe como ele se sente em rela��o a n�s, as amea�as que fez.
Eu n�o me preocuparia com isso.
Desde que deixei seu sal�o ele quer se vingar.
Agora quer faz�-lo com a sua ajuda.
- Ele sabe que, se for prefeito... - Acha que ser� eleito?
- Mas aceitou o dinheiro dele. - Claro.
E votarei nele, eu mesmo, se necess�rio. Mas eu n�o disse como o Bairro votaria.
- Ora, isso �... - Pol�tica.
Ele me apunhalaria se pudesse, eu s� estou me cuidando.
Seu danado.
- Voc� me ama? - Claro que n�o.
Diga, ou a parto em duas.
Quem � aquela boneca loira por quem estava todo assanhado?
A filha do senador. Tenho de agrad�-lo.
Ent�o por que n�o funga no cangote dele?
Pare.
Voc� e o Senado - e Warren em retirada.
Em outras palavras, o Sr. O'Leary subindo na vida.
O Sr. O'Leary e companhia.
Resumindo, Sr. O'Leary, viemos pedir que se candidate a prefeito.
Fizemos consultas e queremos voc�.
� muito lisonjeiro. Mas quem representam?
O respeit�vel povo de Chicago, que quer algo melhor para a prefeitura.
Estamos organizando um partido reformista.
- N�o sei se sou a pessoa certa. - N�s nos arriscaremos.
- � uma grande oportunidade. - O povo quer honestidade.
Ter� o apoio de todos os bairros, com exce��o do de Gil Warren.
Talvez at� ele. Seu irm�o tem influ�ncia l�. Ele o apoiar�.
Talvez n�o devam contar com meu irm�o. N�s, O'Learys, somos uma gente estranha.
- Ganharemos sem o Bairro. - Chicago precisa de voc�.
- Sim. - O senhor aceita?
Obrigado, senhores. Eu concorrerei.
Dutch, o que ele disse quando sugeriu que eu o apoiaria?
Disse que talvez n�o pudesse contar com voc�.
Pelo menos ele concorrer�. � o primeiro passo.
Mas poder� control�-lo se for eleito? Ele � um jovem teimoso.
Deixe comigo. N�s O'Learys somos uma gente estranha.
- Que tal? - Nada mal. Mas n�o � muito fiel.
"Jack O'Leary, Candidato a Prefeito. "
"Chapa Eleitoral Reformista. "
Ser� excelente para Chicago. Eu quero ajudar.
- Voc�, me ajudar? - Claro. Por que n�o?
Quem sou eu para dizer n�o se os outros o est�o apoiando?
Claro, eu n�o poderia faz�-lo abertamente.
- Sabe como me sinto em rela��o ao Bairro. - � claro. Sem compromisso.
- Eu n�o ligo se voc� � meu irm�o. - Pare de discutir, sim?
Se me atrapalhar, irei atr�s de voc� como faria com qualquer um, talvez mais r�pido.
Porque sou sincero. Chicago � uma grande cidade, � para se ter orgulho.
Eu acabaria com o crescimento desordenado, come�aria de uma base s�lida: a�o e pedra.
- N�o precisa me fazer discursos. - S� quero que saiba a minha posi��o.
- Quanto lhe devo? - Dois jogos a mais que voc�.
20 centavos.
- Grande apostador. - Est� no sangue.
Por que n�o leva Belle e mam�e para dar um passeio mais tarde?
- Conhece mam�e. - N�s lhe daremos umas cervejas.
Que os c�us nos acudam se n�o funcionar.
- � Sua Excel�ncia, o futuro prefeito. - A Chicago.
E � senhora, primeira-dama da cidade.
A voc�s todos.
Para comemorar a ocasi�o.
- Mais presentes? - Fora a linda casa que compramos.
- Com encanamento interno. - E um mordomo.
Minha nossa. � o pr�prio sem tirar nem p�r.
� o meu nariz.
Lembro como se fosse ontem, a dificuldade que foi ajeitar-lhe o colarinho.
- M�e, onde vamos pendur�-lo? - N�o faremos isso.
Ele passar� o resto dos dias neste �rg�o.
Se ele pudesse ter visto. Ele n�o � lindo?
Quero que o beb� o veja.
Olhe. � seu av�.
Pode acreditar? Bob ainda era beb�.
Se for metade bom como o sangue em voc�, j� ficarei satisfeita.
Sabe, m�e. Parece que papai tinha certa queda pelas mo�as.
Olhe essa boca suja. Ai se eu o pegasse no pulo.
Veja.
S�o t�o bons para mim. Voc�s me fazem chorar.
- M�e, cerveja sempre a faz chorar. - Escutem ele.
- Vamos tocar algo, a m�sica favorita dele. - Vamos, m�e, toque.
Vamos mostrar para eles. Os O'Learys contra o mundo.
Isso mesmo. Venha, m�e.
Devia ter visto seu pai dan�ando, roubava um beijo antes de eu poder fechar os olhos.
- E Molly Callahan adorava. - E como eu n�o gostaria?
Ele foi o melhor homem que j� levou uma mo�a ao altar.
- � o que deveria fazer. - Eu disse isso a ele hoje.
- Quer dizer ela? - Ela � uma boa mo�a. Devia conhec�-la.
De jeito nenhum. Trabalha em um sal�o como uma qualquer.
- Isso n�o � justo. S�o tempos modernos. - Isso mesmo.
As coisas mudaram desde que era garota. Estamos em 1870.
Talvez o tempo tenha mudado, eu n�o.
N�o quero uma nora que � a fofoca da cidade. Saracoteando para qualquer um ver.
Quando voc� era pequeno, n�o maior do que ele, e eu debru�ada no tanque,
eu sonhava com o dia em que me apresentaria uma mo�a doce e t�mida
e me daria lindos netos, que seriam como filhos meus, s� que mais doces ainda.
A vida � minha.
- Quem quer mais cerveja? - Eu.
Eu aceito mais um gole.
Aqui, m�e. Fa�a um colarinho.
Boa noite, Sr. Jack. Quer dizer ao Sr. Dion que a carruagem chegou?
Obrigado. Ele j� vai sair.
M�e, beba a sua cerveja e esque�a isso. Vamos dar um passeio.
Isso. Que tal, m�e?
- Eu irei. - Vou pegar seu casaco e chap�u.
Ajude-o, Gretchen.
Aqui est�.
Beba tudo, m�e.
Vamos, m�e.
Agora, primeira-dama. Tenho uma surpresa.
S�o as potras mais velozes que j� viu. Feche os olhos.
Suba um degrau. Isso. Entre.
M�e, esta � a Srta. Fawcett. Esta � Belle.
- Foi uma armadilha. - N�o, espere um minuto.
Vai conhecer Belle, v� se acostumando.
- Pois sim! Deixe-me sair. - Voc� � t�o teimosa.
- Se n�o parar, vai levar uma surra. - N�o vou passear com ela depois disso.
Cocheiro, vamos.
Deixe-me sair.
- Pare. - N�o serei tratada desse jeito.
- Seu irland�s tolo. O que � isso? - Meu filho, um irland�s tolo?
Como gostaria de ser tratada? Voc� e seus lindos modos.
Como qualquer mulher que est� para ser a esposa dele.
Ele jamais se casar� com voc�.
Quer parar esta coisa? Eu vou descer.
Pare aqui.
- Eu des�o. - N�o far� isso.
Ele vai poupar voc� de andar, n�o eu.
- Como p�de? - Desculpe. N�o pensei que ela agiria assim.
Leve-me para casa, por favor.
Amigos,
Esta campanha se resume em um objetivo.
O Bairro deve administrar Chicago
ou Chicago deve administrar o Bairro?
Eu prometo que, se for eleito,
o Bairro ser� limpo
ou ser� exterminado - assim.
Viva Gil Warren.
Quem disse isso?
- � uma pena. - Ele parece honesto demais.
O povo n�o confia em um pol�tico honesto.
Quisera ele n�o houvesse tentado.
- Ele nunca vencer� Warren. - Nunca diga "nunca" em pol�tica.
O que voc� est� aprontando?
O que ser� que aconteceria se os comparsas e espi�es do Warren
n�o aparecessem no dia da elei��o?
Como assim?
Ele n�o teria chance de ser eleito.
George, para a casa do comiss�rio Beaver.
Gil Warren � meu amigo. N�o farei isso. N�o posso.
N�o farei. N�o posso. Serei arruinado.
Por fazer seu dever? Ora, comiss�rio. Tenha coragem.
Ele me matar�.
Al�m disso, seria contra a lei. Vai contra meus princ�pios.
Vem recebendo 100 d�lares por semana para fazer o que lhe mando.
E recebi tudo em dinheiro vivo.
Claro, eu o paguei em dinheiro. Mas sempre mandei algu�m diferente.
O que quer dizer?
Essas 15 ou 20 pessoas dariam �timas testemunhas, caso esteja matutando algo.
Chantagem?
Est� bem. Eu lutarei.
Fa�a isso, lute.
Estar� no olho da rua t�o r�pido que far� sua cabe�a girar.
Vamos. Ele estar� l�.
GIL WARREN A ESCOLHA DO POVO
COM�CIO - DISCURSOS - CERVEJA - M�SICA
ENTRADA SOMENTE COM INGRESSO
GIL WARREN HONESTO, EFICIENTE, DESTEMIDO
GIL WARREN - O HOMEM DO MOMENTO
- Ei, voc�. Cad� o ingresso? - Estou com ele.
- Conhece esse cara? - Nunca o vi na vida.
Um de n�s est� enganado.
Para fora, antes que eu perca a paci�ncia.
- Estamos rompidos! - � do partido reformista. N�o tem modos.
Belle, quando trabalhava para mim no Hub,
aposto que n�o imaginava que teria a primeira dan�a com o futuro prefeito.
Excel�ncia, est� contando os frangos antes de serem chocados?
J� est� no papo.
Procurando por mim, comiss�rio?
Veja o que fez com meu terno.
O que est� pensando?
Pare. Parem-nos, algu�m.
Senhoras e senhores. Isto � uma batida.
N�o pode sair por a�.
Pode isso? Justo quando est�vamos come�ando a nos divertir.
Se o pegar com a tal Colby de novo, voc� n�o vai achar muito divertido.
- Onde est� o comiss�rio Beavers? - Na casa de sa�de.
N�o posso dizer onde. Ordens m�dicas.
Onde est� o juiz Bender? Tenho de falar com o juiz Bender.
O juiz Bender foi ca�ar esta manh�.
Todos os ju�zes da cidade foram com ele.
Est�o organizando um clube de ca�a.
- Ent�o falarei com o senador Colby. - Lamento ser imposs...
N�o pode. O senador Colby...
� meio-dia. As urnas foram abertas h� seis horas, estou de m�os atadas.
Cada um daqueles homens na cadeia controlam 10 votos, d� para mudar a elei��o.
- O que vamos fazer? - Pare de gritar.
- Como? - Voc� est� acabado. Eu o enganei.
N�o tente nada, Warren.
E agora, se me d� licen�a, vou votar, no meu irm�o.
N�s O'Learys somos uma gente estranha.
Veja s�. Ele parece mesmo um prefeito.
Aposto que mam�e est� exultante.
Veja isto.
PREFEITO DECLARA GUERRA AO BAIRRO. GUETO SER� CONDENADO.
Ora essa.
Belle, somos amigos, n�o somos?
Espero que sim.
Tenho uma proposta para voc�.
Talvez a surpreenda, mas acho que entender� meu ponto de vista.
Vou limpar o Bairro, quero ter certeza de que Dion n�o v� se opor.
- E voc� quer que eu o ajude. - Isso mesmo.
- Mas o que isso tem a ver comigo? - Voc� sabe como s�o as coisas.
Tudo o que � podre em Chicago vem do Bairro.
O lugar � um antro. Est� ficando fora de controle.
- E vou exterminar tudo. - Como?
A lei nos permite condenar propriedades.
O tribunal avalia e d� um pre�o justo. Chama-se poder expropriante.
� perfeitamente legal e justo.
Mas todo o dinheiro de Dion est� investido no Senado. O meu tamb�m.
� isso o que me preocupa. Se ele n�o entender, haver� problemas.
N�o sei o que dizer.
Dion � uma �tima pessoa. Ele pode ir a
qualquer lugar, fazer qualquer coisa se quiser.
Belle, quero que ele se case com voc�,
que tenha um lar e filhos, que tenha algo palp�vel na vida.
N�o acha que � isso tamb�m o que eu quero?
� o que ele quer tamb�m, se ele pudesse enxergar.
O que quer que eu fa�a?
Ele n�o sobreviveria a uma investiga��o p�blica. Sabe como ele opera no Bairro.
Eu n�o poderia fazer isso.
Acredite, Belle, se eu n�o conseguir convenc�-lo,
darei in�cio a uma investiga��o que expor� a cidade inteira.
Voc� ser� a principal testemunha contra Dion.
Voc� contar� a hist�ria podre de como ele opera no Bairro.
O que acha disso, Belle?
S� queria que Belle entendesse
a minha posi��o. Assim como voc�.
- Dion, escute o Jack. - Eu o escutei. Sei o que ele pensa.
Voc� conhecia a minha posi��o. Eu disse a voc� e ao povo desta cidade.
Eu o elegi, n�o o povo.
- Voc�? - Claro.
Foi minha id�ia. Eu mandei aquele comit� visit�-lo.
Eu paguei por ele. Coloquei os homens de Warren na cadeia. At� votei em voc�.
N�o acredito em voc�.
� verdade?
�.
Eu queria que parecesse cem por cento.
- Por que queria que eu fosse prefeito? - V�rios motivos.
Eu queria ver se voc� poderia.
Ou talvez eu quisesse ver o sorriso da mam�e com voc� na carruagem na noite da elei��o.
Certo, voc� me elegeu, mas eu sou o prefeito.
Sim, voc� � o prefeito,
mas eu sou Chicago e odiaria ter de expuls�-lo.
N�o tente. Muita gente gosta do que estou fazendo.
- O que vai ganhar com isso? - Nada.
Mas eu vejo o que Jack quer fazer, mesmo que voc� n�o veja.
- Espere. N�o... - Fique fora disso.
� claro, j� que mudou de lado,
acho que n�o nos veremos mais tanto assim.
- N�o vai deixar Belle assim? - Parece que foi ela quem me deixou.
INVESTIGA��O DO TRIBUNAL DO J�RI! DION O'LEARY SOB FOGO
BELLE FAWCETT INTIMADA ESTA MANH�
SER� A PRIMEIRA TESTEMUNHA PERANTE O TRIBUNAL
- Hattie, ande logo. - Estou indo, querida.
- Srta. Belle, quer este veludo velho? - Sim... N�o.
- Jogue fora. Eu n�o ligo. - Cabe direitinho no meu ba�.
Srta. Belle, n�o adianta ficar assim. Nenhum homem vale a pena.
- Hattie, ande logo. Vou enlouquecer. - Estou indo.
- Saia daqui. - Estou indo, querida.
- Belle, n�o fa�a assim. - Assassinato!
Belle, quero falar com voc�.
Saia daqui, homem branco.
Assassinato! Pol�cia!
- Saia daqui. - Belle, por favor.
Desculpe, mas eu tinha de vir.
Deixe-me dizer s� uma coisa. Da� pode me expulsar, eu n�o ligo.
Por favor, v� embora.
N�o pe�o que me perdoe. Eu disse e fiz coisas imperdo�veis.
Mas precisa acreditar que eu a amo, Belle.
Sempre amei e sempre amarei.
- Por que falar nisso? - Voc� disse que me amava.
Acabou.
N�o pode mudar de repente, nem eu. N�o podemos viver um sem o outro.
Eu posso. Eu me for�arei.
N�s brigamos e talvez continuemos brigando, mas faremos isso juntos.
Fomos feitos um para o outro.
Case comigo.
Agora. Hoje � noite.
Tenho a licen�a e o anel.
Vamos at� o Jack, pediremos que ele nos case.
Voc� aceita, Belle?
Meu querido.
Venha, Sr. Policial. Aqui dentro.
Ela fraquejou de novo.
Sabiam que 75%
dos pr�dios no Bairro s�o de pinho?
N�o h� esgotos, nem hidrantes.
Nada al�m de imund�cie e valas.
Mas, o pior que tudo, � uma �rea de alto risco de inc�ndio.
Isso talvez fosse desculp�vel quando Chicago estava come�ando.
Mas essa �poca j� passou. Hoje � uma amea�a a uma grande cidade.
� um c�ncer que deve ser extirpado.
Eu proponho condenarmos o bairro inteiro. Extermin�-lo e come�ar tudo de novo.
Sim? O que �?
Diga que eu j� vou.
Continuem com a discuss�o e me d�em licen�a, sim?
Sim, Sr. Prefeito.
Bem, Jack, voc� ganhou.
- Ganhei o qu�? - Tenho sido um tolo.
Eu n�o trocaria este momento por um milh�o.
Agora s�o os O'Learys contra o mundo.
� gra�as a esta mocinha.
Como se eu n�o soubesse.
Como prefeito desta nobre cidade, pode realizar casamentos?
Mas � claro.
Espere. N�o tenho certeza. Mas vou descobrir.
Que prefeito.
Sabe se o prefeito pode realizar casamentos?
- N�o sei, mas vou descobrir. - Ande logo.
Aceitando seus votos de afei��o m�tua e de fidelidade,
pela autoridade a mim investida pelas leis do Estado de lllinois,
eu vos declaro, Dion Patrick O'Leary e Belle Katherine Fawcett,
marido e mulher.
Um beijo do cunhado.
Sabe como � sortudo.
S� quero dar os parab�ns.
Meus votos de felicidade. Boa noite, senhor.
Parab�ns.
N�o faz id�ia do que isso significa para mim.
Lembra o dia em que lhe disse que ele n�o era t�o ruim assim?
Os O'Learys s�o uma gente estranha.
Isso.
Vamos para casa contar para a mam�e.
Claro. Mas antes h� um detalhe que quero esclarecer.
Sra. O'Leary, suponhamos que testemunhe contra mim.
Escute ele.
N�o pensou que eu deixaria voc�s dois se safarem, pensou?
V� em frente com sua investiga��o.
Ela � minha mulher e, pela lei, uma esposa
n�o pode testemunhar contra o marido.
Aonde vai?
O que acha disso?
Ora, seu s�rdido...
N�o lhe dou uma surra desde crian�a.
De todas as tram�ias repugnantes que j� aprontou, esta foi a pior.
N�o vai se safar. Vou acabar com voc�. Vou exterminar o Bairro e voc� junto.
- Sim, senhor. J� chamei a pol�cia. - N�o quero a pol�cia. Quero o promotor.
Que ele inicia as expropria��es. E d� o fora. Nunca mais quero v�-lo.
Diga ao comiss�rio para juramentar 500 delegados. Convoque os jornais.
Diga a eles que, quando eu terminar com o Bairro, n�o sobrar� nada.
Um de cada vez. Pare de cutucar. At� parece que nunca mamou antes.
Est� t�o cheio que j� deveria estar cochilando no sof� da sala.
- Pare de balbuciar e fale como gente. - Dion, Jack, eles brigaram.
Mas que coisa.
S� mais um pouco, enquanto eu dou uns cascudos neles.
Dion casou-se com Belle Fawcett.
Jim Fellows veio contar. E Dion e Jack brigaram por causa do Bairro.
- Dois irm�os crescidos. - Vou procur�-los.
Vou com voc�. Aquele Dion, brigando e casando com aquela criatura.
O celeiro. Olhe!
N�o coloquei a barra entre as pernas da Daisy.
Fogo!
Salve Daisy, o bezerro e o cavalo.
- Acione o alarme. - Proteja o beb�.
Esque�a o celeiro. Deixe.
Salve a casa.
Sra. O'Leary, estou tirando tudo o que posso.
- Sra. Donovan, sua casa est� em fogo. - Minha casa?
Sra. O'Leary, minha casa est� pegando fogo.
Venham, depressa.
Aqui, Pickle.
- H� um inc�ndio no Bairro. - Onde?
Na rua De Koven. A rua inteira est� em chamas.
- Acha que � coisa do prefeito? - Claro. O prefeito est� nos expulsando.
- Ele disse que nos pegaria. - Que n�o deixaria sobrar nada.
Incendiou-nos. N�o p�de esperar pelas expropria��es.
- Vou junto. - Fique aqui. Tenho de saber da mam�e.
Bebida por conta da casa. Encontrem-me aqui em meia hora.
Ele pediu briga, eu vou lhe dar uma.
- O que v�o beber? - O mesmo.
- Que hist�ria engra�ada. - O qu�?
N�o digo nada, mas n�o ponho muita f� nessa desaven�a entre os irm�os.
N�o quando s�o O'Learys. Eles j� fizeram essa tram�ia, talvez fa�am de novo.
Est� louco. Voc� ouviu Dion. Ningu�m vai expuls�-lo, irm�o ou n�o.
Espero que n�o. Mas, quando eu estava encarregado, nada disso acontecia.
Vamos, rapazes.
Podem dizer por a�, n�s n�o seremos expulsos do Bairro.
Espere. Junte os rapazes, diga para me encontrarem no arsenal.
Vamos pegar Jack O'Leary.
Recue. Eu tenho de passar.
Tome. Acho que chegarei mais r�pido a p�.
Pessoal, no outro telhado.
Podem bombear.
O vento o est� alastrando. Est� engolfando quadras inteiras.
O Bairro � como um estopim. N�o chove h� tr�s meses.
Temos de mant�-lo longe do gas�metro. Procurem mant�-lo do lado sul do rio.
- Alguma sugest�o, general? - Temos de abrir uma clareira.
Temos de explodir o trecho da rua Randolph, usar dinamite contra o fogo.
Fa�a o que for preciso para acabar com o inc�ndio.
Mobilize a for�a inteira. Evacue toda a �rea.
Leve todos ao norte do lago. Requisite todos os g�neros aliment�cios.
Recorra a Milwaukee, St. Louis, todas as cidades vizinhas.
Que enviem todos os aparelhos contra fogo.
Informe Washington que precisaremos de dinheiro, rem�dios, talvez tropas.
Mantenha contato. Estarei com o general Sheridan. Pronto?
Srta. Belle, apronte-se. Vamos, levante-se. Vamos sair daqui.
Apronte-se. Vamos sair daqui antes que o Dia do Ju�zo Final chegue.
Onde est� mam�e?
Ela foi para o lado norte com Gretchen e o beb�.
Era preciso. Nossa casa queimou primeiro.
- Aquele... Onde come�aram o fogo? - No nosso celeiro.
Mam�e soube que voc� e Jack brigaram. Ela esqueceu a lanterna e Daisy a chutou.
Pensei que Jack fizera isso para queimar o Bairro. Os outros tamb�m. V�o mat�-lo.
- Onde ele est�? - N�o sei, mas temos de impedi-los.
- Recue, estou dizendo. - Como?
Veja por onde anda. Tire esse pangar� da frente ou vai levar uma chicotada.
Vamos, querida. Teremos de andar.
Espere. Vou pegar o retrato.
N�o vou sem ele. � tudo o que tenho. E aquela vaca idiota.
Cuidado. A parede est� caindo.
N�o percam tempo. Mantenham as pessoas para tr�s da linha.
- Capit�o. - Sim, senhor?
Use todos os homens. Use os meus se necess�rio.
Vasculhe todos os pr�dios. N�o deixe ningu�m para tr�s. Depressa.
Sargento. Mova o cerco uma quadra, n�o deixe ningu�m passar.
- Aonde vai? - Tenho de chegar at� o Senado.
Ningu�m pode passar. Ordens do prefeito. Eles v�o explodir.
- Dinamite? - Sim. Para abrir uma clareira.
Para tr�s. Volte para a quadra de tr�s.
- O que vai fazer? - N�o sei.
Tenho de falar com ele.
Soltem-no. Eu cuidarei dele.
Saia daqui, seu mentiroso nojento. Eu j� engoli o bastante de voc�.
Tenho um trabalho a fazer e ningu�m vai me impedir.
Escute. Gil Warren e seus comparsas querem peg�-lo.
Todos pensam que voc� incendiou o Bairro de prop�sito.
- � minha culpa. Eu tamb�m pensei. - Seu porqueira...
A nossa casa queimou e mam�e, Gretchen e o beb� se foram.
Onde eles est�o?
Eu os mandei para o lado norte. J� devem ter cruzado o rio.
Desculpe. Eu deveria saber. Jack, precisa acreditar em mim.
L� est�o Gil Warren e sua gangue.
Eu n�o quero saber de Warren e sua gangue.
O que importa � que estamos juntos e pensando da mesma maneira. Venham.
L� est�o eles, como falei. Os tr�s O'Learys juntos.
Mantenham o cerco. N�o deixem ningu�m passar.
Mantenham essa gente para tr�s. N�o importa como.
Homens. Escutem.
O inc�ndio foi um acidente. N�o foi meu irm�o.
N�o � o que achamos.
Temos de dinamitar. S� assim salvaremos Chicago.
Que queime!
Homens. Pensem.
� o que estamos fazendo: pensando. � outra tram�ia dos O'Learys.
Essa gente tem de recuar at� o fim da rua. A dinamite est� pronta.
Muito bem, homens. Movam essa gente para o fim da rua.
N�o far� isso, n�o. N�o vamos nos mexer.
Ningu�m vai nos expulsar. Conhecemos nossos direitos.
N�o v�o nos explodir. N�o ousariam.
N�o deixaremos que destruam nossas casas para salvarem as suas.
Vamos ficar. Mostraremos com quem est�o lidando.
Eles n�o s�o donos de Chicago.
Vejam!
Algu�m o detenha!
N�o se movam. Temos nosso direitos.
Acenda.
- Est� ferido. - � s� um arranh�o.
Voltem, seus tolos. Todos voc�s. Fiquem para tr�s.
Acenda.
Recuem, fiquem para tr�s.
Pegue-o, Rondo.
Apaguem os pavios. Apaguem!
Puxem-nos.
� tarde demais. Salvem-se. N�o poderemos apag�-los.
Salvem-se.
Onde est� Jack?
Abram.
Socorro!
Para o lago, pessoal.
Desamarrem. Solte a amarra e afaste esse barco daqui.
O armaz�m est� cheio de querosene.
Se o barco pegar fogo, o armaz�m explodir�, vai levar todo o lado norte junto.
V�o para o lago. Procurem ir para a margem norte.
V�o em dire��o ao lago.
� Gretchen.
Tirem o p� do retrato.
- Pensei t�-la visto. Ap�ie-se em mim. - Salve-se.
Por favor, Sra. O'Leary.
- � voc�. - D�-me seu bra�o. Depressa.
- N�o. - Ser� morta.
N�o vou lhe dever minha vida.
Levante-se. Por favor, tente.
Por favor. Vamos.
- V�, salve-se. - N�o vou deix�-la.
Casou-se com ele.
Sim, mas est� terminado agora. Ele s� se casou comigo para salvar o Bairro.
Est� mentindo. Ele a ama. Voc� o fez se voltar contra sua gente.
- Ele n�o me ama. - Mas voc� o ama.
Sim, eu o amo.
- Tente, Sra. O'Leary. - N�o consigo.
N�o adianta. � meu fim.
Por favor, ajude-me.
Por favor!
Alguma not�cia delas?
N�o.
Procurei por toda a margem norte. N�o h� sinal delas.
Fique aqui com Gretchen. Eu vou procurar.
N�o, vou tentar a margem sul.
Deus do c�u. � Dion.
Est� ferido? Venha.
Saia do molhado.
Meu filho.
Onde est�o os outros?
Bob, Gretchen e o beb� est�o bem.
E Jack?
Ele est� morto.
Voc�s fizeram as pazes?
Ent�o n�o vou chorar.
Precisamos cuidar dos vivos.
Que tipo de mulher � voc�? Com
esse cora��o duro, ele n�o � seu marido?
Foi-se, e meu filho foi junto.
Mas o que ele simbolizava jamais morrer�.
Era uma cidade de madeira, agora s�o cinzas. Mas do fogo surgir� o a�o.
Voc� n�o viveu para ver, meu menino, assim como seu pai.
Que Deus os tenha.
Mas temos Dion, e seus filhos que vir�o.
Ele ter� seu sonho, m�e.
Nada pode abater Chicago, n�o mais que a ele.
Sim, � verdade.
N�s, O'Learys, somos uma gente estranha.
Somos fortes
e terminamos o que nos propomos a fazer.
Legendas Visiontext: Tha�s Kitahara
PORTUGUESE � BR http://rapidshare.com/files/224025835/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part01.rar http://rapidshare.com/files/224037997/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part02.rar http://rapidshare.com/files/224054039/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part03.rar http://rapidshare.com/files/224083372/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part04.rar http://rapidshare.com/files/224083416/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part05.rar http://rapidshare.com/files/224111468/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part06.rar http://rapidshare.com/files/224114370/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part07.rar http://rapidshare.com/files/224146325/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part08.rar http://rapidshare.com/files/224165922/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part09.rar http://rapidshare.com/files/224180440/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part10.rar http://rapidshare.com/files/224166265/Chicago__In_Old_Chicago_Spa-Eng.byPLN.part11.rar
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.