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Tem certeza de que � aqui?
� aqui.
Devem ser eles.
Filho.
Pai?
Solte o Cadenas.
N�o. S� quando te soltarem.
Solte ele. E n�o se aproxime. � uma ordem.
Faz o que ele disse.
Faz o que ele mandou.
Entendido, comandante.
Sai.
Isso n�o acaba aqui, desgra�ado.
Pelo menos concordamos nisso, detetive.
Ali�s, deveria estar orgulhoso do seu pai.
Gente como ele inspira esperan�a.
D� o fora daqui.
Prepare-se pra entrar no carro.
Gera.
Papai!
Papai!
Papai!
Papai!
Papai.
Voc� est� bem? Papai?
Gera. Injetaram nele.
Chame uma ambul�ncia, Gera!
Papai?
Ele n�o est� respirando!
Papai? Vamos.
MULHERES DE AZUL
Melhor irem sem mim.
Val, presta aten��o.
A Gabina precisa de n�s.
N�s vamos.
Aldo Herrera nasceu em 1900, em Teziutl�n, Puebla.
Aos 14 anos,
ele se juntou ao Ex�rcito Constitucional junto com v�rios outros jovens.
Incluindo Manuel �vila Camacho.
Anos depois, ele decidiu servir a esta cidade de uma forma diferente.
Como parte da Pol�cia do Distrito Federal.
Na noite passada, sua fam�lia perdeu um patriarca.
O pa�s perdeu um patriota.
E eu� eu perdi um amigo querido.
DEPARTAMENTO DE POL�CIA
DEPARTAMENTO DE INVESTIGA��O
Descanse em paz, comandante Aldo Herrera.
HONRA E CONFIAN�A
Obrigada.
Lamento que tudo tenha terminado assim.
Eu tamb�m lamento.
N�o sei por que eu n�o�
N�o quero me sentir assim.
Me perdoa.
N�o precisa se desculpar.
A tristeza � uma rea��o comum durante o processo de luto.
Me perdoa por n�o te defender.
Por ter gritado com voc�. N�o sei o que deu em mim.
Por que n�o posso ser normal?
Meu pai acabou de morrer, e, em vez de ficar triste,
estou aliviado.
Quem se sente assim com a morte do pai?
Se quiser, posso te dar um abra�o.
Talvez ajude.
Sinto sua falta.
Tamb�m sinto sua falta.
- Sinto muito. - Obrigada.
Vamos dar os p�sames � Gabina.
- N�o posso. V� voc�. - Val.
Ela apontou uma pistola pra minha cabe�a.
Pode contar com a gente.
Estamos aqui para voc� e para sua fam�lia.
Para o que precisarem.
POL�CIA - HONRA E CONFIAN�A
Lembra o que me disse quando me levou ao meu primeiro protesto?
Que marchamos pra lembrar aos poderosos que estamos atentos.
- Foi o Carrasco, n�? - Por que acha isso?
H� uma confiss�o.
Se a pol�cia esconder, ningu�m saber� a verdade.
Temos que achar essa confiss�o.
O que vai ganhar com isso, Lucas?
Quero que paguem pelo que fizeram ao pa�s.
Pelo que fizeram ao pa�s?
Ou pelo que fizeram a voc�?
N�o est� dormindo nada, n�?
Acorda suando, sem conseguir respirar.
Como se tivesse um peso no peito.
N�o vai parar a menos que busque ajuda.
S� vai parar se voc� conseguir a confiss�o.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Cadenas est� solto.
Herrera morreu.
Diga que pelo menos destruiu a confiss�o dele.
N�o sabemos se existe uma confiss�o.
"N�o sabemos"?
N�o, mas, se alguma confiss�o surgir,
n�o poder�o transmiti-la porque controlamos a imprensa.
O que acha?
Eu acho
que a pol�cia n�o d� conta disso sozinha.
Emilio, esse � o Cobra.
S� isso?
- Sem sobrenome? - Sim.
Apenas Cobra.
O Cobra cuida de assuntos delicados.
Ele e uma equipe v�o trabalhar na delegacia at� pegarmos o Cadenas.
Voc� far� tudo que for necess�rio para facilitar o trabalho deles.
Perfeito. Nada mais a dizer.
Com as baixas que tivemos,
a ajuda de um agente de confian�a � certamente bem-vinda.
Saia.
Obrigada.
Como a mam�e est�?
N�o est� bem.
Eu deveria estar aqui com voc�.
N�o, Gabina.
Eu disse a eles que voc� n�o teve nada a ver com isso
porque voc� n�o merece estar aqui.
Eu soltei o Goyo.
Sabia no que estava me metendo.
E tenho que lidar com as consequ�ncias.
N�o tem outro jeito.
Voc� tem que pegar esse cara, Gabina.
N�o pelo Lozano.
N�o pelo papai.
Mas porque � o certo.
N�s vamos peg�-lo.
Gabininha.
Desculpa.
Isto chegou pra voc�.
Quem mandou?
N�o sei.
S� pediram para te entregar com urg�ncia.
Gabina, o que est� fazendo aqui?
N�o quer ficar com a sua m�e?
Isso chegou pra mim.
� a confiss�o.
Por que pra voc�?
- Ele est� testando ela. - Est� testando n�s quatro.
Quer ver se somos corruptas.
Vamos entregar ao Lucas.
Ele passar� a informa��o pras pessoas.
E ajudar o Goyo?
Vazar evid�ncias � contra a lei.
- Podem nos prender. - E da�?
O protocolo nos obriga a entregar aos nossos superiores
ou diretamente � Procuradoria.
Nossos superiores? Sabem o que far�o?
V�o queimar.
Mar�a, � nosso dever revelar a verdade.
Gabina.
O que voc� acha?
Talvez n�o haja nada na fita.
- Pode ser outro jogo do Goyo. - Boa observa��o.
Vamos pedir um aparelho de v�deo.
Se n�o tiver nada na fita, n�o h� nada a fazer.
Mas e se for a confiss�o?
Eu n�o sei.
Talvez n�o caiba a voc� decidir isso.
- Valentina. - � verdade.
A Valentina est� certa.
O julgamento da Gabina est� comprometido pela proximidade emocional.
Ok, j� chega. Gabina vai assistir � fita, e decidimos depois.
Juntas. Concordam?
Azuis.
Escobedo quer falar com todos l� em cima.
Eu quero lhes apresentar
o comandante Cobra do Departamento Federal de Seguran�a.
Por ordem espec�fica e direta do Presidente da Rep�blica,
o comandante Cobra ser� o respons�vel pela investiga��o.
Comandante.
Policiais, bom dia.
Estamos aqui para p�r ordem.
E pegar esse desgra�ado antes que mate outro policial.
Portanto, quero todos em seus lugares.
Vou falar com cada um de voc�s para saber o que fazem
e entender como podem me ser �teis.
S� tem uma coisa que quero deixar bem clara.
Ningu�m�
se mexe
sem minha autoriza��o.
Ningu�m.
� isso.
Voc�s ouviram.
Ao trabalho. N�o � piquenique.
- Azuis. - N�o v�o nos deixar fazer nada.
Para o por�o. Agora.
Vamos.
Temos que esconder tudo.
Quadros, caixas, arquivos. Tudo ligado ao Carrasco.
Goyo, Arizmendi, tudo que estamos investigando.
Se virem tudo isso, v�o apreender e nos impedir de investigar.
Toma.
Ent�o, as famosas Azuis trabalham aqui.
Sim, senhor.
Muito prazer. Sou a tenente de la Torre.
Policiais Camacho, Herrera e Cruz.
Muito prazer.
- Herrera. - Senhor.
Lamento pelo seu pai.
Era um bom homem.
Um bom soldado.
Sim, senhor.
O que voc�s fazem aqui?
Bom, quando n�o estamos no parque�
Eu perguntei a ela.
Quando n�o estamos fazendo isso, arquivamos.
Casos antigos, relat�rios, declara��es.
Tiramos o p� dos arquivos
empoeirados.
Vamos a eventos com a primeira-dama, comerciais e eventos de imprensa.
E, se algum policial precisar de algo, n�s facilitamos o processo.
Tamb�m temos r�dios.
E porta-moedas, para o caso de uma emerg�ncia de verdade.
Mas, principalmente,
estamos aqui para lhes servir.
Algo mais?
Nosso caf� � �timo.
Garanta que sempre haja uma garrafa de caf� fresco.
Claro.
Obrigada.
Agora que sa�mos do radar dele,
temos que achar o Goyo.
E Macaria.
Revistem bem isso.
Se precisarem de mim, estarei no escrit�rio.
Eu vou usar o seu escrit�rio e o do comandante Herrera.
Eu entendo que necessitem de privacidade para trabalhar, n�o �?
N�o tenho nenhum problema em partilhar o escrit�rio.
Mas eu tenho.
Voc� pode usar esse cub�culo.
Soube que era do detetive Lozano.
Senhores.
Se Macaria pediu ao Gerardo para soltar o Goyo,
� porque ela j� sabia onde o seu pai estava.
Ent�o Macaria � c�mplice dele.
� poss�vel.
Sim, � poss�vel, mas o Goyo pode ter contado o plano pra ela
- e ainda assim ter amea�ado. - � poss�vel.
Precisamos elaborar o perfil psicol�gico dela.
Cuidado, est� quente.
- N�o v� se queimar. - Obrigado.
� importante manter as apar�ncias, para n�o levantar suspeitas.
Primeiro, checamos falhas administrativas e antecedentes criminais.
Nada, Gabininha.
Essa mulher n�o matou uma mosca.
Com o cart�rio e a Secretaria da Fazenda,
podemos encontrar empr�stimos, d�vidas e hipotecas.
A Sra. Cadenas herdou a casa onde vive h� 31 anos,
junto com uma boa quantia em dinheiro.
Ela tamb�m herdou uma f�brica que fechou alguns anos depois.
Nada mais registrado no nome dela.
N�o h� informa��o p�blica suficiente pra um perfil psicol�gico.
P�blica. Mas�
e se tivermos informa��es privadas?
Isso foi o que peguei da casa da Macaria.
Ela disse que escreveram centenas de cartas enquanto Gregorio estava preso.
- Ela come�ou a escrever pra Goyo em 1940. - Na �poca em que seus pais faleceram.
"Sr. Cadenas, vi a sua foto no jornal de hoje.
'O Estrangulador', assim o chamaram.
Dizem que assassinou quatro mulheres.
N�o sei se o que dizem � verdade."
"Quinze de janeiro de 1943.
Embora o pa�s inteiro tenha se voltado contra voc�,
estou aqui rezando por sua alma."
"Meu querido marido.
Maldigo a pol�cia que te mant�m longe de mim.
N�o paro de pensar no que poderia ter acontecido se n�o tivessem te pegado."
"Mar�o de 1964.
Aquelas mulheres mereceram o que fez.
Voc� estaria livre se eu tivesse ajudado.
O que diriam de mim se me ouvissem?"
"Vinte e cinco de junho de 1966.
Tive um sonho estranho depois que estivemos juntos."
"Sonhei com Deus.
Ele disse que tinha um plano maravilhoso pra n�s."
Macaria.
A perda dos pais gerou um vazio que ela tentou preencher
com um homem que causava morte em vez de ser v�tima dela.
Ela n�o apenas sabe o que Goyo fez.
Ela o incentivou.
Significa que ela nos enganou desde o come�o.
Fingiu que Goyo a abandonou.
Marcou o encontro em Chapultepec.
At� a pris�o.
- Foi tudo planejado. - Pra qu�?
Para mostrar � pol�cia que eles t�m o controle.
Esse n�vel de soberba indica que n�o v�o parar.
Est�o buscando a pr�xima v�tima, se j� n�o tiverem uma.
CERTIFICADO DE CASAMENTO
Gabina.
Voc� viu a fita?
N�o.
Posso ver, se voc� quiser.
Prefiro ver sozinha.
Quando?
Eu n�o sei, Valentina.
- Preciso de tempo. - Eu sei.
Mas � melhor resolver isso o mais r�pido poss�vel.
Melhor para quem?
Para a pol�cia e para as pessoas que sofreram por causa dele.
E pra voc�.
Precisa encarar a verdade.
Olha quem fala.
- Como assim? - Voc� entendeu muito bem.
� f�cil julgar os outros de fora
quando voc� � a primeira a n�o enfrentar nada.
Eu estou tentando, estou falando com algu�m que pode me ajudar�
Quer enganar quem?
Eu te vejo todos os dias e sei o que voc� faz para mudar as coisas.
Nada.
- Eu n�o te conhe�o. - N�o conhece a si mesma.
Voc� apontou uma arma pra mim.
Era o meu pai, Valentina!
O meu pai.
E eu sei que ele matou pessoas. Eu j� sei disso.
Pra que voc� quer que eu veja a fita?
Eu sei que voc� n�o vai entender.
Mas o meu pai n�o era s� isso, Valentina.
Ele n�o era s� isso.
- Al�? - O que planejam
fazer com meu presente?
Sr. Cadenas.
Fiz uma pergunta.
O que planejam fazer com o presente que mandei?
A decis�o n�o � minha.
Voc� vai destruir a fita, Mar�a?
� exatamente o que eles fariam.
N�o pense que voc� � melhor.
Mas tamb�m n�o sou pior. N�o sou pior.
Voc� quer mesmo me convencer
que o mundo seria melhor se aqueles policiais estivessem vivos?
Temos at� as 22h para decidir o que vamos fazer com a fita.
Ou o qu�?
Mar�a?
Ou ele pegar� uma de n�s.
Guardado.
Como vai? Alguma novidade?
Aquele desgra�ado viveu 34 anos na pris�o.
Como se encontra algu�m assim?
Ele � um fantasma?
Sim, n�o h� nada.
N�o tem fam�lia, nem amigos, nem v�cios, nem lugares que costuma frequentar. Nada.
Ali�s, foi uma pena o que aconteceu com Filiberto Guerra.
- Uma pena? - Sim.
Ele era um psicopata.
N�o, voc� est� equivocado.
J� conheci muitas pessoas completamente malucas.
Filiberto n�o era louco.
Ele tinha sangue frio.
Era um bom soldado. Sabia que deixou um filho?
Mart�n Guerra.
Foi preso h� dois anos por roubo a uma farm�cia.
O gerente tentou impedi-lo, e o garoto atirou.
Foi condenado a 30 anos.
- Adivinhem onde? - Lecumberri?
Isso mesmo.
Mart�n.
Lecumberri.
O di�rio do Filiberto.
A cada duas semanas, ele visitava um homem chamado Mart�n.
E a �ltima visita foi um dia antes de morrer.
Alguma liga��o entre Goyo e o filho do Filiberto?
- � poss�vel. - Temos que falar com ele.
Eles est�o de olho em n�s.
Acabei de escalar voc�s para o parque,
ent�o n�o deveriam estar aqui.
Eu vou ficar.
Quero revisar todas as evid�ncias.
Vou ficar com a �ngeles.
Eu vou com Mar�a.
O que estamos fazendo exatamente?
O c�rebro humano n�o registra tudo que v�.
Ele foca as coisas associadas ao que est� buscando.
Como um filtro.
A menos que voc� esteja procurando por algo espec�fico,
a verdade pode estar na sua frente, mas voc� n�o a v�.
Para a mente, � como se fosse invis�vel.
Como fazer a mente enxergar algo invis�vel?
Basta mudar o par�metro de busca.
E, pronto, o que n�o existia antes
aparece.
Ent�o os olhos s� veem o que a mente est� preparada para entender.
23 DE JUNHO, 1971 20 DE JUNHO, 1971
3 MINUTOS - 3 MINUTOS 2 MINUTOS E 37 SEGUNDOS
Gabina.
Encontrei algo estranho.
Talvez n�o seja nada, mas cada confiss�o durou exatamente tr�s minutos.
� o tamanho padr�o de uma fita Portapak.
Todas, menos a do Filiberto Guerra.
Essa tem a dura��o de dois minutos e 37 segundos.
O laudo de impress�es digitais diz que a fita foi cortada.
Mas por que ele cortaria?
Filiberto pode ter dito algo que Goyo n�o queria que soub�ssemos.
Mart�n, meu nome � Mar�a. E essa � Valentina.
O que querem?
Fazer perguntas sobre o seu pai.
Para qu�?
N�o podem deixar o morto em paz?
Achamos que algu�m estava manipulando ele.
E sabemos que ele falou com voc� antes de morrer.
Sabemos que ele estava t�o agitado
e ansioso que provocou uma briga.
Ele n�o provocou nada.
Estava fora de si.
Por que diz isso?
Porque ele era policial. O que mais?
Ferraram a vida dele.
H� algo que n�o estamos vendo. Temos quatro v�timas.
Policial Filiberto Guerra. Tenente R�mulo Quintanilla.
Detetive Plutarco Lozano.
Precisamos ver a fita do comandante Aldo Herrera.
Est� aumentando.
O qu�?
As patentes das v�timas est�o aumentando.
A pr�xima deve ser algu�m com uma patente mais alta.
S� uma pessoa na pol�cia tem patente maior que a do seu pai.
- O que querem mais que eu diga? - O que ele te contou.
Nada. Ele s� falou bobagens.
Pode ser.
Mas tamb�m pode nos ajudar a entender por que ele foi morto.
Me ligaram de novo para algo importante.
Querem que eu ferre uns comunistas.
O mesmo grupo que eu perseguia. J� matei dois deles.
Em troca, pedi que te soltassem, e eles aceitaram.
O chefe da pol�cia vai tirar voc� daqui.
Tem certeza disso?
O chefe da pol�cia?
N�o � f�cil. N�o.
Porque esse � exatamente o problema deste pa�s.
A porra da inveja.
Qualquer pessoa pode dar ordens.
Mas uma boa ideia� uma boa ideia�
N�o � pra qualquer um.
N�o.
Do contr�rio, todos seriam l�deres, e isso seria uma merda.
Mais um, Terrence.
E outro para a mo�a.
Estou falando muito, n�o �?
� normal.
Tem muito peso em seus ombros.
Me conta mais.
Sa�de.
Boa tarde. Aqui � a tenente de la Torre.
Ligando da delegacia. Quero falar com o chefe Escobedo.
� urgente.
Ele deveria estar na delegacia. N�o est� em casa.
Sabe que lugar ele frequenta quando n�o est� no trabalho?
Algum restaurante que ele goste?
N�o fa�o ideia.
Talvez tenha algum recibo.
Pode procurar, por favor?
N�o, eu jogo tudo fora.
Alguma caixa de f�sforos?
Isso tem muito.
Tem v�rios de um lugar chamado Cochon d'Or.
Acho que, se o presidente chamou
esse tal de Cobra, deve ter um motivo, n�?
O presidente.
Sabe como ele chegou onde est�?
Fui eu quem o coloquei l�.
N�o foi f�cil limpar a imagem dele.
Depois de�
Depois de j� sabe o qu�.
Voc� � fascinante, sabia?
T� bom, chefe. Calma.
- Senhor. Telefonema. - O qu�?
� da delegacia.
Eles n�o deveriam incomodar o chefe, n�o acha?
Chefe Escobedo?
Chefe Escobedo, por favor, responda.
� urgente. Precisamos falar com o senhor! Se algu�m�
- Desligou. - Liga de novo.
Pronto.
Sete, dois, quatro, um, tr�s.
Est� ocupado.
Pelo menos, sabemos onde ele est�.
� aqui.
Se encontrarmos Escobedo, podemos achar o Goyo.
Voc�s entram. Vamos cobrir a entrada.
Capit�o Romand�a. Estamos procurando Emilio Escobedo.
- Saiu h� cinco minutos. - Sozinho?
Por que querem saber?
N�o me fode! Saiu sozinho ou n�o?
Saiu com uma mulher.
Com ela?
Sim, com ela.
Obrigada.
Sa�ram juntos h� cinco minutos.
Temos que avisar ao Cobra.
N�o, espere. Voc� sabe como eles operam.
E como vamos achar Escobedo?
O Goyo deixa as v�timas no lugar onde cometeram o pior crime.
Onde ele cometeu o pior crime dele?
Esperem.
O Goyo precisa da confiss�o pra saber pra onde levar o corpo.
Ou seja, ele obt�m a confiss�o em outro local.
Mas onde?
Um local que ele controle.
Onde ningu�m possa interromper
- e que ele tenha acesso. - Eu sei onde.
Al�m da casa, Macaria herdou uma f�brica que fechou logo depois que ela assumiu.
Ele deve estar l�.
Eu sei por que voc� me queria longe da investiga��o, chefe Escobedo.
O que est� fazendo?
Para onde voc� me trouxe?
N�o foi porque n�o acreditava em mim. Pelo contr�rio.
Voc� acreditava que eu poderia pegar Filiberto Guerra.
Por isso me rejeitou.
Sabe como me sinto lisonjeado, agora que sei disso?
Se voc� n�o me soltar, ter� um problema pior do que a pris�o.
E voc�. Sua vagabunda mentirosa.
N�o foi dif�cil encontrar Filiberto.
A forma que ele escolhia as v�timas
foi bem idiota.
Os mesmos garotos que ele investigou e vigiou durante anos.
Ent�o, eu consegui esta c�mera incr�vel
gra�as a um colega de cela.
Eu ia enviar para voc�, na esperan�a de que percebesse do que sou capaz.
Imagine a reviravolta
quando Filiberto disse que foi voc� quem mandou matar os garotos.
- Isso � mentira, seu desgra�ado! - N�o.
O pentotal de s�dio elimina completamente essa vari�vel.
Voc� vai perceber
quando for sua vez de confessar.
Eu te dei a liberdade, Goyo.
Eu te tirei da pris�o.
Isso n�o vale nada?
Certo, me escuta. Escuta.
Goyo.
Que tal a gente conversar?
Se me soltar, ningu�m vir� atr�s de voc�s.
Eu vou apagar as suas fichas.
Ficar�o limpos e livres.
N�s j� somos livres.
Voc�s s�o os escravos.
Muito bem dito.
D�az, voc� fica nos fundos. N�s vamos cobrir a entrada.
Vamos.
Devagar. N�o t�o r�pido.
Vamos.
Quantos mililitros?
Ele pesa uns 100kg, ent�o, 20.
N�o.
Porra!
Tem mais l�mpadas no carro.
Escuta. Goyo, me escuta.
Podemos resolver tudo isso.
Me escuta, meu amigo.
Posso te dar nomes.
Nomes de policiais corruptos.
At� mais corruptos do que eu.
Posso te dizer onde eles est�o.
Para voc� mat�-los.
� o que voc� quer, n�o �?
Estou escutando, chefe.
Parados! Ningu�m se mexe!
Esse animal queria me matar.
Queria me matar.
- Me d� cobertura. - T�.
Gregorio Cadenas, voc� est� preso.
Ajoelhe-se, seu merda.
Cad� a Macaria?
- N�o estamos mais juntos. - N�o.
Isso n�o � verdade. Ela foi at� o carro.
V�o peg�-la. Prendam ela, � uma ordem.
Soltem o Escobedo. Tenham cuidado caso ela volte.
- Gabina, vem comigo. - Sim, senhor.
Vamos.
Mar�a.
D�az, est� me ouvindo? C�mbio.
D�az, est� me ouvindo?
Agora quem est� amarrado, seu desgra�ado?
- Mar�a. - Estou falando com voc�.
Estou aqui!
- D�az! - D�az!
- D�az. - Voc� est� bem?
- N�o. - O que aconteceu?
Eu n�o a vi se aproximando.
Ela fugiu.
- Policial ferido. - Pressione.
Repito, policial ferido, Xochicalco, 107. Sou a policial Herrera.
- Pra onde ela foi? - Por aquela porta.
- E a �ngeles? - N�o sei.
N�o se mexa!
N�o se mexa.
- �ngeles. - Capit�o.
Voc� est� bem?
Meus bra�os est�o cansados.
Mar�a, tenho uma coisa pra te contar.
Goyo.
Quer saber o que Escobedo ia confessar?
Ele estava por tr�s�
N�o.
Chefe Escobedo.
Abaixe a arma.
Agora!
Ele queria me matar.
Central. Aqui � a policial �ngeles falando.
Encontramos o chefe Escobedo vivo.
Macaria Cadenas est� presa.
Goyo Cadenas foi morto a tiros. Fim da transmiss�o.
Capit�o, n�o podemos deixar que ele saia impune.
Vou dizer uma coisa e quero que me escutem com aten��o.
Pra sua seguran�a, n�o podemos confiar em ningu�m.
Mas garanto que vamos tomar provid�ncias.
O que est� fazendo?
Eu vim me despedir.
Vou voltar pra casa.
Gabina, minha rea��o foi errada.
Digo, o que voc� fez foi errado tamb�m, eu acho.
Eu teria feito o mesmo no seu lugar.
Ou at� pior.
Como assim pior?
- Esquece. - T�.
A quest�o � que nem posso imaginar como est� se sentindo.
Mas estou aqui pro que precisar.
Somos amigas. Voc� n�o precisa ir embora.
Obrigada. Eu realmente agrade�o.
Mas vou voltar pra minha casa.
Tem certeza?
S� tenho certeza de uma coisa.
Nada � mais importante do que a fam�lia.
- Eu te amo. - Tamb�m te amo.
Anda, vai.
Oi, Octavio. Bom dia.
Bom dia, Mar�a.
- Tudo bem? - Sim.
Eu estava te esperando porque queria pedir desculpas.
S�rio?
Voc� n�o precisa me pedir desculpas.
Claro que preciso, Octavio.
Voc� � uma das melhores pessoas que j� conheci.
N�o merece ser magoado.
Voc� � corajoso,
carinhoso�
honesto.
E vai fazer muito feliz a mulher que tiver a sorte de estar ao seu lado.
Mas n�o sou essa mulher.
Eu n�o poderia suportar a ideia de te perder como amigo de novo.
Tamb�m quero te agradecer porque�
voc� despertou em mim a certeza de que tamb�m mere�o isso.
N�s dois merecemos.
Mas n�o juntos.
O que quer que eu te diga?
Que me perdoa?
Eu te perdoo.
Romand�a, de la Torre,
o comandante quer falar com voc�s.
O agente Guardado disse que voc�s encontraram informa��es importantes
sobre Emilio Escobedo.
Sim, senhor.
Deixe-me ver.
Emilio Escobedo. O homem que finalmente matou o Carrasco.
Voc� resolveu um problema, Emilio.
� uma pena que seja um problema que voc� mesmo criou.
Era imposs�vel saber que Cadenas se transformaria num monstro.
Estou falando de Filiberto Guerra.
Eu n�o estou entendendo.
No que estava pensando?
Que criaria um novo Depravado
s� para peg�-lo, ganhar o cr�dito e ser o her�i da cidade?
Lamento, senhor, mas�
Um agente pr�ximo
nos entregou essa informa��o de uma fonte muito confi�vel.
O senhor me conhece, Sr. Presidente�
Tenha colh�es, caralho, e me conte a verdade.
Eu s� queria mudar a imagem da pol�cia.
Matando estudantes?
- Voc� � burro ou o qu�? - N�o.
N�o mandei Filiberto matar estudantes.
Pedi para usar pessoas de quem ningu�m sentiria falta.
Gra�as a voc� ter criado sua vers�o do Depravado,
Goyo criou o Carrasco.
E, agora, temos quatro policiais mortos!
Perd�o, Sr. Presidente.
Como posso consertar isso?
Farei o que o senhor quiser. Eu�
Pare!
Senta.
Voc� vai mudar a imagem da pol�cia.
Est� bem. S� me diga como.
O promotor vai te acusar
de ter soltado n�o s� um,
mas dois monstros contra a popula��o desta cidade.
Voc� ficar� preso por tr�s anos. Nada grave.
S� para fechar o caso.
Luis.
Emilio.
Vai servir ao seu pa�s ou n�o?
Eu fa�o qualquer coisa pelo M�xico, Sr. Presidente.
Tenham muito cuidado l� fora. N�o fiquem muito confiantes.
Qualquer coisa, usem os r�dios.
- Entendido? - Sim, senhor.
Tenente.
Seus turnos est�o no quadro l� fora.
Tenham um �timo dia.
Mar�a.
Algum problema?
N�o consegui ver.
N�o se preocupe, Goyo est� morto.
Eu n�o quis ser policial para esconder a verdade.
Mas para descobri-la.
Valentina tinha raz�o, essa decis�o n�o cabe a mim.
Voc� � minha tenente, e eu sei que far� a coisa certa.
Certeza?
Sim.
Eu sou uma Azul.
Conte comigo.
- Obrigada. - Policial.
Oi, Mar�a.
Oi, Lucas.
- Obrigada por vir. - Que houve?
Esta � a confiss�o do comandante Aldo Herrera.
Vou te dar com uma condi��o.
Inegoci�vel.
Sei que n�o foi f�cil vir aqui. �s vezes, n�o �
Que porra estamos fazendo aqui?
Levei voc� ao seu primeiro protesto e n�o me arrependo.
Eu s� quero�
mostrar um lugar diferente.
Ent�o, quem vai primeiro?
Valentina.
�setembro.
- Muito, n�? - Sim.
Sufl� de batata-doce.
Quer um pouco, querida?
Sim, senhora. Obrigada.
Eu sei que �ngeles est� te ajudando,
mas, se falar comigo tamb�m ajudar,
eu estou aqui.
Vou tentar n�o julgar.
Eu disse tentar.
Azuis.
Vamos fazer nossas rondas.
Ei, Azuis!
Comandante.
Tenente de la Torre. Policiais Camacho, Herrera e Cruz.
Tenho ordens de lev�-las comigo.
Por favor.
Azuis,
o comandante Cobra e seus homens determinaram que Emilio Escobedo
foi respons�vel por recrutar um assassino para perseguir um grupo de jovens.
Tamb�m fiquei sabendo que obtivemos essa informa��o
em parte gra�as � divis�o de voc�s.
Obrigado.
Prestaram um servi�o inestim�vel � na��o.
Minha querida.
Voc�s deram um passo muito importante na reforma desta institui��o.
Sabem disso, n�o �?
- Obrigada. - Obrigada.
Com todo respeito, realmente acredita que isso vai mudar alguma coisa?
Foi exatamente por isso que as chamei aqui.
Quero oferecer algo mais que um simples reconhecimento.
Pe�am o que quiserem.
- Qualquer coisa? - Qualquer coisa.
- Podemos ter um momento? - Por favor.
Est�o prontas?
Podem falar.
Queremos tr�s coisas.
Nossa, tr�s coisas.
Certo, quais s�o?
Primeiro, que soltem Gerardo Herrera e devolvam o cargo dele.
Aceito.
Segundo, que o capit�o Octavio Romand�a seja oficialmente transferido
para a divis�o de detetives.
Romand�a?
Perfeito.
E qual � o terceiro pedido?
�ngeles.
� sua vez.
- Bom dia. - Bom dia.
Bom dia.
Bom dia.
Romand�a.
Venha, pegamos um caso daqueles.
Detetive.
Detetive.
- Bom dia. - Bom dia.
- Bom dia. - Bom dia.
O que temos?
Um roubo no Banco Central. Tr�s suspeitos.
Gerardo precisa do perfil psicol�gico de cada um.
Bom, o que estamos esperando?
DIVIS�O DE CI�NCIAS DO COMPORTAMENTO
MULHERES DE AZUL
Legendas: Daniela Hadzhinachev
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