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Reino da Noruega, 972 D.C.
Irm�.
Vim implorar a tua ajuda.
Para qu�?
Sabes que sempre quis ter filhos.
Ent�o vai. Vai ter os teus filhos Vikings.
J� passou quase um ano, e ainda n�o engravidei.
Tenho medo de estar amaldi�oada.
Por favor, Dahlia. Podias ajudar-me com a tua magia.
Vens ter comigo a precisar de favores.
Se n�o tivesses deixado os teus talentos de magia, podias ajudar-te a ti pr�pria.
Nunca fui t�o forte como tu. Eu sei disso.
Tal como sei que n�o me vais negar isto.
�s minha irm� e apesar das nossas discuss�es, estamos ligadas por sangue.
Ajuda-me, por favor.
O que me pedes,
requer um grande sacrif�cio.
Fa�o tudo o que pedires.
Nunca te pude negar nada.
Minha preciosa Esther.
Porque � que n�o me matas e pronto?
Voltas a falar com ela e obrigo-te a comer a tua pr�pria l�ngua.
Espalhem a palavra daqui at� ao lago.
� meia-noite de hoje vamos mat�-lo por ter ajudado na fuga dos desertores.
Por agora, acorrentem-no ao Lyc�e.
Digam aos outros lobos para virem ver. Para saberem o que acontece a traidores.
Muito bem.
Creio que agora tens uma reuni�o.
�timo. Eu trato do teu irm�o.
Ainda a dormir.
Perdido em vis�es de horror e sonhos de amor.
E ainda t�o forte.
T�o cheio de vida.
Demasiado determinado para aceitar a minha oferta.
Lembro-me de quando eras um rapazinho.
Inocente. Bondoso.
Se aquele rapaz soubesse em que criatura se ia tornar,
teria saltado para os meus bra�os e implorado para o salvar.
Faria qualquer coisa por esse rapazinho.
Como faria por ti.
Vejo que o teu interrogat�rio correu bem.
Parece que estas bruxas s�o criaturas delicadas.
N�o interessa.
Tal como suspeitava, a minha m�e tem o Elijah prisioneiro.
�timo. Vamos procur�-los.
A Esther � muito poderosa. N�o vai ser f�cil encontr�-la.
Preciso de a atrair.
- Espera. Onde vais? - Vou mudar de camisola.
E depois vou encontrar o meu irm�o.
Deixa-me ir contigo, Klaus.
Sei que queres ajudar, Hayley, mas n�o podes.
A minha m�e � desprez�vel. Ela vai atingir-te para me impedir.
E n�o posso salvar o Elijah se estiver ocupado contigo,
pois n�o?
Fiz como mandaste. Mantive-me discreta.
Corri a cidade toda. N�o h� sinal do Elijah em lado nenhum.
Os humanos que conhe�o disseram a mesma coisa.
Talvez o Klaus tenha mais sorte.
N�o. N�o tem, e isso � uma chatice, visto que aqui a fasquia est� baixa.
Ou�am. Alinham numa miss�o de resgate?
- Vais atr�s do Elijah? - N�o. Isso � para o Klaus.
Estou a falar do Oliver. Ele e o Elijah estavam a lutar com lobisomens juntos.
Ouvi dizer que o Oliver foi capturado, e est� prestes a ser executado.
Se pudermos salvar o Oliver, talvez possamos descobrir onde o Elijah est�.
- O que queres de n�s? - S� uma pequena distra��o.
O filho da Esther, Finn, � quem controla os lobisomens.
Se o conseguirem manter fora do caminho, posso ir eu mesma buscar o Ollie.
N�o podes com os lobos sozinha. Vais acabar morta.
- Depois eu morro por te ter deixado ir. - N�o vou sozinha.
Os lobisomens podem obedecer �s bruxas, mas ainda t�m um alfa.
S� tenho de o encontrar.
Estranho ver-te aqui.
N�o � assim t�o estranho, tendo em conta que trabalho aqui.
- Achei que tinha dito isso. - Cami.
Metade dos meus pacientes trabalha em bares. N�o os posso evitar a todos.
Est�s bem?
Deixa-me adivinhar.
Mais dramas com o Klaus. Correto?
Na verdade, sim.
Ele tem c� fam�lia. N�o se d�o muito bem.
E est� a passar-se um bocado.
Eu fui apanhada na confus�o.
Parece injusto que ele dependa tanto de ti para apoio.
Ele n�o tem mais ningu�m?
A irm� dele foi embora.
O irm�o tem estado ocupado.
O resto da fam�lia n�o diria que t�m uma din�mica saud�vel, por isso sinto-me
profissionalmente obrigada a ajud�-lo.
Isto � uma pessoa que descreveste como perigosa.
Para mim n�o.
N�o quero que te ponhas numa posi��o em que ele te possa magoar.
Sei que o teu trabalho � aconselhar-me, mas podemos parar com conversa de trabalho?
Quer dizer, � a happy hour.
Tens raz�o. Agora n�o � altura para isto.
Empregado, quero um whiskey simples.
E para a senhora, um Sazerac. Duas colheres de mel.
Sabes que mais, � melhor cancelar isso.
Tenho de me ir embora, mas vejo-te segunda-feira.
ESTHER A NOSSA ADORADA M�E
Est�s a ver isto, M�e?
N�o h� nada como profanar um cad�ver para te dizer "Odeio-te".
Niklaus.
Pareces preocupado.
Se n�o te conhecesse, diria que est�s preocupado.
O que � que ela te fez?
Mil anos de assassinatos e caos
e a M�e ainda acredita que pode salvar as nossas almas.
Ela quer conversar.
Talvez dev�ssemos ouvir.
Chega,
de ilus�es mesquinhas, Esther.
Onde est� o Elijah?
De momento est� preocupado.
Estou a ajud�-lo a encontrar o seu caminho.
Mas n�o te preocupes. Depois devolvo-to.
Tudo o que pe�o � que me ou�as.
Esperas que fique aqui a ouvir um serm�o das tuas mentiras?
J� menti no passado, o que me envergonha. Mas vou dizer-te a verdade.
Estou no processo de transformar o Elijah no homem que ele estava destinado a ser.
E tenciono fazer-te o mesmo.
Esta planta��o, arruinada pelo fogo.
Que triste.
Para n�o dizer simb�lico.
Afinal, nunca quiseste construir um verdadeiro lar aqui.
Mesmo quando a Hayley estava gr�vida da tua filha.
Quando a Rebekah e o Elijah te tentaram defender,
os teus pensamentos estavam centrados apenas na conquista do Quarter.
Diz-me. Como � que isso correu?
Desculpa-me. Isto � algum tipo de cr�tica maternal?
Est�s � vontade para te engasgar nela.
S� mencionei os teus falhan�os para te mostrar uma coisa, meu querido.
Suportaste v�rias vidas de mis�ria.
Esquece o sofrimento que causaste aos outros, at� aos do teu sangue.
Tu pr�prio permaneces encurralado num estado de desespero eterno.
Vim para te oferecer um meio de escapar desse ciclo.
E esta � a �ltima hipocrisia que consigo aguentar.
Sugiro que me d�s o meu irm�o antes que eu me enerve.
Tanto �dio.
Ver-te assim parte-me o cora��o.
- O rapaz que eu amava. - O teu amor foi uma maldi��o.
Um afeto que fingiste.
A verdade � que n�o �s melhor que o Mikael.
E tal como ele, pareces ter rastejado para fora da sepultura
s� para arruinares os teus pr�prios filhos.
N�o sabias.
Sim. O destruidor ergueu-se.
Trazido de volta pela bruxa Davina para me matar.
O Kol certamente j� te contou tudo.
Ou ser� que o bajuladorzinho leal afinal n�o � assim t�o leal?
Aposto que queres um novo conselheiro agora mesmo.
Quem � ele, Marcel? Quem � de verdade.
- � imposs�vel resumir. - Verifiquei o site da escola.
O Vincent Griffith n�o tem outras credenciais acad�micas.
E de acordo com o livro do meu tio Kieran, de genealogia de Nova Orle�es,
- Griffith � uma fam�lia de bruxas. - � pior do que isso.
O teu terapeuta tem dentro dele um vampiro morto de mil anos chamado Finn Mikaelson.
O meu conselheiro � o irm�o do Klaus?
Marcel, ele veio hoje ao Rousseau perguntar coisas sobre o Klaus.
E pediu a minha bebida preferida, como se me andasse a vigiar. Porqu�?
Provavelmente para saber coisas do Klaus. Talvez usar-te como isco. N�o importa.
- Seja como for, n�o est�s mais com ele. - N�o. Estou s� a come�ar.
Se o Mikael voltou, n�s vamos ter de lidar com ele.
"N�s"? Isso � uma piada?
� suposto renunciar a s�culos de �dio pela minha m�e maldosa para me juntar a ela
para vencer o dem�nio que ela mesma deixou que me criasse?
N�o sou maldosa, Niklaus. Sou a tua salva��o.
E o Mikael? Nem sempre foi um dem�nio.
H� muito tempo, amou os seus filhos com todo o seu cora��o.
Ele adorava o teu irm�o Finn.
Mas a menina dos seus olhos era a nossa primeira filha, Freya.
Achas que estas recorda��es sentimentais de hist�rias antigas
v�o ter algum efeito em mim?
O que acho � que ficaste louco devido a s�culos de �dio pelos teus pais.
Mas se te juntares a mim agora,
posso dar-te paz.
E se o Mikael voltar com o intuito de te magoar,
eu pr�pria o destruo.
Que oferta generosa.
Mas, sabes,
nunca precisei de ajuda no que toca a matar os meus pais.
Rejeitas-me por causa do �dio.
Mas tenho algo mais forte.
Tenho a verdade sobre o teu pai.
N�o o Mikael.
O teu pai verdadeiro.
Essa foi a tua melhor tentativa?
Vais ter que fazer melhor que isso para matares um h�brido.
Para.
Jackson?
Hayley.
Vejo que conheceste o meu amigo Ansel.
- Conhece-la? - Conhe�o.
Era suposto ser a minha mulher.
H� mil anos, num ataque de raiva,
meteste as m�os no meu pesco�o e apertaste at� eu morrer.
Pelo menos lembras-te porqu�?
Deixa-me ver.
Transformaste-nos a todos em monstros.
Amaldi�oaste-me. Recusaste-me a minha natureza h�brida.
- Mentiste sobre o meu pai. - Foi essa, acima de todas.
Mataste-me porque te impedi de conheceres o teu verdadeiro pai.
O meu �dio por ti � tanto, � dif�cil apontar a origem.
Talvez eu odeie o facto de ser o produto da lux�ria de uma cabra.
V� l� como falas.
Fazias bem em lembrares-te que ainda �s meu filho.
Achas que sou maldoso.
No entanto foi a tua lux�ria que me fez aquilo que sou.
Nunca me arrependi do amor que senti pelo teu pai.
E tu nunca soubeste a verdade sobre como esse amor surgiu.
Do que aconteceu
nos meses ap�s eu e o Mikael termos perdido a Frey por causa da peste.
N�o h� palavras que descrevam a perda de um filho.
Como bem sabes.
Depois de a Francesca Guerrera ter assumido os lobos,
ofereceu-me um anel de luar.
Enquanto a chamasse de alfa.
Recusei. Ent�o dois irm�os dela deixaram-me aqui meio morto.
Quando me curei, j� todos sabiam o que te tinha acontecido.
E � tua beb�.
Por isso sabia que era o fim.
E fiquei � deriva.
Foi quando conheci o Ansel.
Ele tem-me ensinado os m�todos antigos.
As tradi��es.
O que significa ser um lobo.
Queres dizer ao viver no fim do mundo?
Vai com calma. A tua esp�cie deixa-o nervoso.
"A minha esp�cie"?
Jack, o que quer que voc�s pensem de mim, a minha esp�cie s�o os lobos.
Mesmo que se tenham aliado a uma bruxa, isso s� significa que precisam de um alfa.
O Ollie tamb�m precisa de um.
Sim, ouvi falar disso.
Acontece que o Ollie me traiu. Conspirou com os Guerreras.
- Derramou sangue do seu povo. - Ele estava a tentar compensar.
N�o interessa. As bruxas t�m-no. Ele est� morto.
N�o que me preocupe.
N�o queres ser o alfa? Est� bem.
Eu salvo o Ollie sozinha.
- Tens algum problema velhote? - N�o gosto de vampiros.
Mas n�o vou permitir que um lobo seja assassinado por bruxas.
Pelo menos algu�m se importa.
Ap�s a morte de Freya, o Mikael ficou inconsol�vel.
Levado pela sua dor, fomos obrigados a atravessar o oceano.
Por fim, o seu desespero afastou-nos.
E foi a� que o vi pela primeira vez.
O teu pai. Nunca tinha visto um homem como ele.
Poderoso e, no entanto, s�bio.
Mas amado pelo seu povo.
E porque o Mikael tinha escolhido deixar-me sozinha na sua dor,
afastando-me da sua vida, acabei atra�da por outro.
Poupa-me os detalhes s�rdidos da minha origem.
- Falo apenas a verdade. - Ent�o diz-me isto, M�e.
Porque � que o teu Ad�nis abandonou o seu filho?
Porque � que ele permitiu que eu fosse criado por um monstro que me odiava?
Porque n�o me quis com ele? Para me criar entre os lobos?
Ou estava envergonhado do seu bastardo como tu estavas?
N�o. Ele amava-te.
Fui eu que proibi isso.
Sabia que se o Mikael soubesse da minha infidelidade, nos destruiria.
N�o tive escolha.
E ent�o, vais espiar um bruxo
com um ajuste de contas de mil anos contra o Klaus?
- N�o te vou deixar aproximar dele. - Posso cuidar de mim mesma.
Ok. Percebo. Est�s furiosa com o tipo, e queres vingar-te.
N�o � sobre vingar-me, Marcel. Olha � tua volta.
Tudo o que est� aqui. Este � o legado da minha fam�lia.
Se o tivesse abra�ado antes, poderia ter descoberto o segredo da Francesca.
Os lobos n�o teriam ficado com o Quarter. A beb� do Klaus ainda estaria viva.
Por isso n�o me digas para n�o me envolver.
N�o te esque�as do que ias dizer.
Diz-me que tens o teu alfa.
Ele fica de fora, mas arranjei uma alternativa.
Assumo que tens um plano para manter o Finn ocupado?
Sim.
Acho que tenho uma ideia.
Quando soube que estava gr�vida, voltei para o Mikael.
Disse-lhe que ia ter um beb�.
Ele n�o ficou feliz mas tamb�m n�o suspeitou de nada.
Quando nasceste, renovou-lhe o esp�rito.
Tivemos o Kol, a Rebekah, o Henrik.
Voltamos a ser uma fam�lia por tua causa.
Uma fam�lia baseada em segredos e mentiras.
Tu eras a minha alegria secreta.
E para proteger o teu segredo,
neguei-te uma vida com o teu pai.
Mas e se eu pudesse compensar-te
ao curar-te desta doen�a que contaminou a tua alma.
Enquanto pus o Kol e o Finn em corpos de bruxos,
vou p�r-te no corpo de um lobisomem,
para que possas viver os teus dias como estavas destinado a viv�-los.
O que te faz pensar que eu concordaria com isso?
Sendo mortal, podias recome�ar. Podias ter uma fam�lia.
Felicidade. Paz. Todas as coisas que te foram recusadas.
Basta.
Diz-me onde est� o Elijah, ou mato-te.
Neste corpo ou em qualquer outro
para o qual saltes a partir de agora at� ao fim do mundo.
Esperava que houvesse uma parte de ti que quisesse acabar com essa vida cruel.
Mas se est�s determinado a continuar os ciclos de viol�ncia
aos quais te acostumaste,
ent�o tenho de te fazer a vontade.
Lamento pela dor de cabe�a.
Estavas a sonhar?
Estava a recordar quando descobri quem era o meu verdadeiro pai.
Apenas algumas horas depois de o Mikael o ter matado.
O meu pior momento.
Se n�o me tivesses matado depois disso,
duvido que alguma vez tivesse recuperado.
Acordaste mais cedo do que o esperado.
N�o importa. � agora.
- � agora o qu�? - Disseste que querias o Elijah.
Est� a dormir. Acorrentado � parede de um t�mulo no Cemit�rio Lafayette.
Levantei o feiti�o que o esconde. Podes lev�-lo para casa.
Agora a sua pr�pria mente vai decidir por ele.
Quando ele acordar, tomar� a sua pr�pria decis�o.
Tudo o que eu te disse esta noite � a verdade, Niklaus.
Se decides acreditar � contigo.
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- Tudo bem. Nem um lobisomem � vista. - �timo. Agrade�o-te por estares aqui.
Como � que est� a correr com a loira?
Ela vai ficar bem. Mant�m-te alerta para os lobos. Est� bem?
Obrigada por vires.
Senti-me mal por ter sido t�o bruta hoje. Desculpa.
Foi culpa minha. N�o estava a ser profissional. Desculpa.
Pedes desculpa. Eu pe�o desculpa. Ficamos quites e bebemos um copo
Ollie. Ollie.
- Acorda. - O que est�s a fazer?
- Quem � aquele? - Estamos aqui para te salvar.
Por favor diz-me que sabes onde o Elijah est�.
Eles sabem que estamos aqui.
Desculpa. N�o h� tempo para ser meiga.
Vamos.
Como diagnosticarias o meu amigo Klaus, se � que posso perguntar?
� claramente depressivo. Baixa autoestima. Paranoia.
Controlo de impulsos. N�o concordas?
H� muito que me ultrapassa.
Muita hist�ria que n�o conhe�o, como as coisas com os irm�os.
O ressentimento.
Como � que o geres?
Desculpa?
Numa das nossas sess�es, mencionaste que n�o te d�s bem com os teus irm�os.
Mant�ns contacto com eles?
De certa forma.
N�o somos muito chegados.
E os teus pais, ainda est�o por perto?
Estou a intrometer-me? Claro que estou.
Toda esta conversa sobre a minha fam�lia quando h� pouco me falaste em limites.
Estou s� � procura de m�todos de confronto.
A tentar aprender com o mestre.
� mesmo?
Devem estar perdidos. Vampiros apanhados no Quarter devem ser mortos imediatamente.
Vai. Corre. O mais r�pido que puderes.
- Deixa-me aqui. Vai. - Vou o tanas.
- Querem luta, eu dou-lhes luta. - N�o.
Vim contigo salvar um dos meus. N�o ver-te a matar um monte deles.
Leva o teu amigo pelas traseiras. O mais r�pido que puderem.
Eu aguento-os aqui.
V� l�, r�pido.
Ofendi-te, desculpa.
N�o me ofendeste. � s� que pareces um bocado tensa.
Talvez seja por causa disto do Klaus.
H� alguma coisa que n�o tenhas partilhado comigo?
Acho que fico nervosa � tua beira.
Quero dizer, estou a chatear-te com as minhas perguntas parvas.
As tuas perguntas s�o muito espertas. S� que s�o pessoais.
E o teu interesse � inesperado.
Talvez seja o meu jeito passivo-agressivo
de tentar mudar o assunto ao qual estamos a chegar.
- Que �? - Acho que
vais-me dizer para parar de estar com o Klaus.
�s uma mulher inteligente, Cami.
�s articulada, equilibrada. Acho que consegues escolher o melhor para ti.
�s vezes pergunto-me porque deixo pessoas como o Klaus entrarem na minha vida.
Tenho este padr�o destrutivo.
Sou sempre atra�da para os mauz�es.
Talvez l� no fundo,
eu ache que � isso que mere�o.
Cami,
sou perito em padr�es doentios.
Eu pr�prio j� quebrei alguns.
E posso ajudar-te a fazer o mesmo, se me deixares.
Saiam.
Sabemos que est�o a�.
Porque � que n�o nos deixam ir
e ficamos por aqui?
Seus idiotas.
Est�o alinhados para lutar contra um h�brido? Para qu�?
Para me poderem matar?
S� porque uma bruxa vos deu uma ordem?
Sei que n�o sou inocente, mas nunca me desviei daquilo por que estava a lutar.
N�s �amos ser uma matilha.
Mas agora,
estamos a virar-nos uns contra os outros.
A matar a nossa pr�pria gente.
Fazemos isso
e n�o somos nada.
Tu.
- Niklaus? - N�o. N�o �s real.
- Niklaus. - N�o.
�s um fantasma invocado pela Esther. � isso que �s.
Para com esta fantochada, M�e.
Eu sei que aquela coisa n�o � real.
Olha para mim, Niklaus.
Sou de carne e osso.
Tu �s de carne e osso.
Est�s morto h� mil anos.
Durante desse tempo, estive do Outro Lado.
A ver-te a deixares o mundo desmoronar.
At� que acordei, h� quatro luas, numa terra de lobos como eu.
N�o. N�o.
N�o. S� est�s na minha cabe�a.
�s uma ilus�o. Criada pela minha m�e para eu aceitar a sua oferta.
N�o falo pela Esther.
N�o sei nada sobre as ofertas dela.
Mas tu �s meu filho.
Mesmo se isso for verdade,
n�o �s nada para mim.
Por mim, podes rastejar de volta ao inferno.
Tens a certeza que isto vai funcionar?
O sangue do Klaus � a �nica cura para uma mordida de lobo.
Mas estou a ficar com pouco, por isso temos uma nova regra: n�o sejas mordida.
- Fui mordida ao salvar-te. - Sim. Estiveste bem.
No entanto, tenho de admitir. Quando sa�ste, pensei que tivesses fugido.
Toda a minha vida, quando as coisas se complicavam
era o que eu fazia. Fugia. Porque nunca me encaixei.
Mas este lugar, o que est�s a construir aqui,
encaixa.
Por isso conta comigo. N�o vou fugir.
Aconte�a o que acontecer.
Obrigado por teres ficado.
Sim.
Tenho de levar isto.
- Est�s bem? - Sim.
Para ser sincera, n�o � o pior encontro que tive nesta cidade.
Parecia que o tinhas na palma da m�o.
Mais do que isso. Vincent, Finn, quem quer que seja,
acho que ele gosta de mim.
N�o sei se isso s�o boas not�cias. - N�o percebes?
Sou o calcanhar de Aquiles dele.
Se estiver distra�do, est� vulner�vel, e ent�o posso ajudar a derrub�-lo.
Bem, j� o tens. �timo.
- Onde est� o Ansel? - Estava ocupado a ser um homem.
Deve estar mesmo a�.
Jack,
tenho de te contar.
Eu j� sei, Ollie. Entregaste-me � Francesca.
Olha.
Sei que n�o te posso compensar por isso.
Mas tens de ouvir isto.
Tu �s o tal.
�s o alfa.
A nossa gente n�o est� destinada a ser escravizada.
Podes libert�-los.
Ollie. Ollie.
- O que se passa com ele? - S�o as bruxas.
- Ollie. - Disseram que s� tinha at� � meia-noite.
Fica comigo.
Jack.
Acorda, irm�o.
- Elijah? - Ele n�o acorda.
Ainda n�o.
O que nos d� uma �ltima hip�tese de discutirmos a minha oferta.
Prometeste-me. O regresso do Elijah em seguran�a.
O que era isso, uma mentira?
Tal como aquela atrocidade l� fora,
a dizer que era o meu pai que regressou dos mortos.
O regresso do teu pai � verdadeiro.
Puxei-o do Outro Lado antes de ruir.
Deixei-o no lago para se juntar aos lobos.
E usei a execu��o de um deles para o atrair aqui.
Onde sabia que ele te ia encontrar.
Com que objetivo?
Para al�m de me atormentares.
Trouxe-o aqui para ser o pai que nunca tiveste.
Para te ensinar a tornares-te no homem que sempre quiseste ser.
Depois de te tornares num lobisomem, podes juntar-te a ele.
O regresso dele
n�o muda nada.
Muda tudo.
� o meu presente para ti, Niklaus.
Esta oferta � a tua �ltima hip�tese de salva��o.
Rejeita-me agora, e viver�s os teus dias intermin�veis sem amor e sozinho.
N�o me recuses por causa de algum ressentimento antigo...
N�o � ressentimento.
� �dio.
Um �dio puro e perfeito que � maior agora do que no dia em que te matei.
Porqu�? Depois de tudo o que te expliquei, porque � que insist...?
Porque vieste pela minha beb�.
A minha filha.
- O teu pr�prio sangue. - N�o compreendes.
A minha beb�.
Niklaus, tive de o fazer.
Declaraste guerra quando vieste atr�s da minha fam�lia.
E por isso, vou fazer-te sofrer como s� eu consigo fazer.
Afinal, sou filho da minha m�e.
N�o fa�as isto, por favor.
Querias uma fam�lia. O destino n�o ta deu e por isso vieste at� mim.
E por um pre�o, concedi-te o teu desejo. Agora devo cobrar.
- Quando o Mikael regressar da viagem... - Dizes que a Freya ficou doente e morreu.
- N�o, Dahlia. - Queimaste-a para impedir que alastrasse.
Por favor, irm�. N�o posso desistir da minha filha.
J� me ofereceste mais do que s� esta crian�a.
O nosso acordo era para esta primeira filha
e todos os primeiros filhos de todas as gera��es que vir�o.
Enquanto a tua linha durar.
Se fizeres isso, se levares a minha filha,
juro-te, vou voltar para as artes negras.
Vou crescer poderosa como bruxa, e vou fazer-te pagar.
O teu poder n�o � nada contra o meu.
Sua tonta.
Sabias o acordo que tinhas feito.
E se me desafiares,
levo todos os teus filhos, incluindo o pequeno Finn.
- At� o Elijah que ainda n�o nasceu. - N�o, Dahlia.
- N�o, Dahlia. - Mam�.
- Por favor, Freya! - Mam�.
N�o! Mam�!
M�e?
O que aconteceu?
Niklaus,
recusou a minha oferta.
Ainda carrega o seu �dio por mim.
Pelo que aconteceu � filha dele.
� um idiota.
O que fizeste salvou esta fam�lia. Se a beb� tivesse vivido...
Dahlia
voltaria.
E viria para nos levar a todos.
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