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Original subtitles

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Anteriormente em Star Trek: Picard...

Eu n�o entendo direito.

Mas sei que aconteceu algo muito ruim com voc�.

Voc� n�o tem pais, mas tem o capit�o Picard.

- Eu n�o tenho o Picard. - Mas poderia ter.

E ele poderia ter voc�. E um poderia ter o outro.

J� tive um grande capit�o heroico na minha vida.

N�o quero saber de outro.

H� dez anos, n�o consigo fechar os olhos � noite

sem ver o sangue e os miolos do �ltimo espalhados pela antepara.

Vamos tomar este cubo deles para sempre.

Isso me parece uma viola��o do tratado.

Ativar a cela da rainha.

Se um dia precisar de uma justiceira.

Qual � a natureza de sua emerg�ncia m�dica?

Desativar HME.

Eu queria n�o saber o que sei. Queria que n�o tivessem me mostrado.

Narek, o agente da Tal Shiar,

queria uma lembran�a implantada de um lugar real.

Quando falei dos raios e das luas,

ele disse que eu tinha achado meu lar.

Eu quero ajud�-la a voltar para casa.

Estamos sendo seguidos. Provavelmente desde o cubo.

Nossas ancestrais vieram a este sistema

procurando entender o enigma das Estrelas �ctuplas.

Elas acharam um reposit�rio de mem�rias preservadas

contando o destino sinistro da civiliza��o...

AIA, O MUNDO DO LUTO

que pereceu aqui muito tempo atr�s.

Ainda n�o sabemos o nome da ra�a poderosa...

H� 14 ANOS

que deixou este objeto,

esta Advert�ncia,

nos alertando do horror e da aniquila��o que veio dos c�us.

Quando nossas ancestrais sobreviveram � Advert�ncia,

a Zhat Vash nasceu.

Centenas de anos se passaram e n�s trabalhamos nas sombras

para impedir a segunda vinda dos Destruidores.

� a este trabalho pavoroso que voc�s devem dar continuidade agora.

A experi�ncia que ter�o deixar� algumas de voc�s enlouquecidas.

Mas aquelas que sobreviverem...

sair�o fortalecidas.

Testemunhem a devasta��o que deve ser evitada.

Sobrevivam � Advert�ncia...

se puderem.

Chega!

Temos de det�-los.

� o que faremos.

Como?

Por onde come�amos?

No mundo que os humanos chamam de Marte.

Titia?

Titia?

Chega.

Temos trabalho a fazer.

O Dr. Kabath diz que n�o h� explica��o m�dica para isto, titia.

Acho que est� se fingindo de doente.

Nunca foi boa da bola mesmo, n�o �?

Foi loucura adotar Narek e eu depois que nossos pais morreram.

E maluquice pura se submeter � Advert�ncia.

Por�m, quando perdeu a cabe�a, foi com estilo.

Invadiu um cubo borg, tamanho foi seu desespero.

A coletividade escolheu a nave errada da Tal Shiar pra assimilar naquele dia.

Deviam ter escolhido a minha.

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Eu seria um borg muito melhor do que voc�.

"Resistir � in�til."

Narek localizou o ninho dos sint�ticos.

Enviei naves.

Estarei com eles assim que acabar com este circo de horrores.

Se voc� acordar...

pode vir junto.

Temos trabalho a fazer.

Diga que achou aquele maluco.

Sim, coronel.

N�s o achamos no escrit�rio

do ex-diretor do Projeto de Recupera��o.

Cad� o Hugh?

O que est� havendo neste cubo?

Tudo bem.

Estou aqui. Est� tudo bem.

Rios?

Rios?

Rios, esta � a doutora Asha.

Preciso de um link subespacial seguro.

Rios?

Ei.

- Rios! - O que foi?

Preciso de um link subespacial seguro para o Comando da Frota Estelar.

- Qu�? - Qu�?

Qual � a base estelar mais pr�xima?

Esta��o Espacial 12.

Trace o curso.

Ei, trace o curso.

Tra�arei o curso para a EE 12.

Depois disso, estar� sozinho, Picard.

Cansei.

Falou que me levaria para casa.

Sim, e levarei.

S� que enfrentamos um inimigo poderoso.

N�o poderemos ir sem ajuda.

Escute, sua �nica escolha � confiar em mim.

Sei que eu tamb�m sentiria raiva, mas...

Eu entendo.

Vou providenciar sua cabine.

Oi. Raffi.

Soji.

Soji, desculpe, mas seu novo melhor amigo, Jean-Luc,

j� nos trouxe uma ador�vel agente dupla homicida.

Do que est� falando?

De como voc� � um grande tolo.

Sim. Venha. Desculpe a grosseria dela.

Raffi!

Um neur�nio. � tudo que sabe sobre ela.

Construiu uma fantasia gigante

de resgate, sacrif�cio e reden��o a partir de um neuroniozinho idiota.

Afaste isso ou esteja pronta para atirar em mim.

Agnes Jurati tinha um is�topo rastreador no sangue.

� uma espi� romulana.

Fato ou teoria?

Teoria.

- Venha. - N�s achamos que ela matou Bruce Maddox.

"N�s" quem?

Ela se injetou um composto de hidrog�nio.

Ela queria desestabilizar

o rastreador de viridium presente no organismo dela.

Assim que ela fez isso, nos livramos do perseguidor da Tal Shiar.

� fato, n�o teoria.

Mas dizer que ela � agente da Tal Shiar?

Talvez ela n�o soubesse do viridium at� flagrarem o perseguidor.

Pode ser. Ou ent�o foi posta nesta nave para matar Bruce Maddox.

Logo ap�s matarem a irm� da Soji.

Fale-me sobre Maddox.

As les�es n�o seriam fatais. Ela me desativou.

E desligou a unidade de microrreparo hem�tico

que estabilizava a fun��o cardiovascular dele.

Ela estava angustiada.

Falei que foi descuido traz�-la junto.

Agora tamb�m devemos confiar na sint�tica?

Diga-me, JL, como � a Soji de verdade?

Voc� sabe?

Ela sabe?

Sim, foi o que pensei.

Aonde vai, Raffi?

Dizer ao Rios que acertei sobre a Jurati.

Ver se me alivia esfregar a verdade na cara dele.

Isso que � relat�rio.

E me chamou de velho desesperado.

Quixotesco, paranoico, talvez senil...

Vamos ficar s� com "quixotesco".

E agora os moinhos de vento viraram gigantes.

Quer desculpas?

- Quero um esquadr�o. - Jean-Luc...

Clancy!

L�, no sistema Vayt, agora mesmo,

seres que t�m o mesmo direito � vida e � liberdade que n�s

ou o comandante Data

est�o sendo ca�ados por um inimigo que quer extermin�-los...

- Jean-Luc! - N�o, Clancy.

Se disser que n�o � trabalho pra Frota,

ent�o, desculpe, mas voc� � uma inutilidade!

Almirante Picard, com o devido respeito e, afinal,

cale a porra dessa boca.

Vou enviar um esquadr�o para encontr�-lo na EE 12.

Mas n�o fa�a nada at� chegarem l�.

Clancy desliga.

Tudo bem, amigo?

Parecia meio abalado antes.

Como posso ajudar?

A Tal Shiar enfiou um rastreador na sua garota, Jurati,

e parece que ela matou Bruce Maddox.

Que not�cia ruim.

Pois �.

A menos que goste de grandes teorias da conspira��o paranoicas e globalizantes,

ent�o at� que � fant�stico.

De um jeito horr�vel.

Em situa��es ruins, � importante ver o lado positivo.

Caramba. Voc� � qual deles?

Navega��o. HNE. Pode me chamar de Enoch.

Cad� o Rios?

Ap�s tra�ar o curso pra Esta��o Espacial 12,

ativou os hologramas e foi para os aposentos deles.

Ele contou por que pirou tanto com a garota?

N�o, mas disse que se eu continuasse sorrindo, iria socar minha cara.

Vejamos se consigo identific�-la pra voc�.

Sim.

O nome dela �... Jana.

O nome dela � Soji.

Pergunte sobre astronavega��o!

Isto me chamou a aten��o quando eu vigiava o cubo.

Os romulanos sentadinhos desenhando isto sem parar.

Oito c�rculos. Viu?

Poderiam ser planetas?

Parece uma tentativa de desenhar um octon�rio.

Um o qu�?

Um sistema planet�rio com oito estrelas.

Esta � Nu Scorpii,

sistema seten�rio, que j� � extremamente raro,

mas um octon�rio?

H� relatos de um desses em antigos atlas estelares romulanos,

mas s�o considerados ap�crifos.

N�o aparecem nas cartas modernas.

A mec�nica gravitacional precisaria ser...

incrivelmente complexa.

E eu sempre achando que o Conclave dos Oito

eram as oito pessoas que planejaram o ataque a Marte,

mas o nome pode se referir ao local onde se encontravam.

Voc� � meu holograma favorito.

Morto por um feiser.

O rapaz tem um c�mplice.

Subvetores gama 8,11 a 8,17 em confinamento seguro.

Rangers de Fenris.

E n�o � dif�cil adivinhar qual deles.

Por que n�o foi com eles?

Picard me liberou.

Achei uma causa mais perdida que a dele.

A rainha borg morava aqui?

N�o.

Ela visitava �s vezes?

Eu posso explicar ou roubar o cubo.

O que est� havendo?

O cubo. Diria que est� se regenerando.

Precisamos nos livrar agora dos borgs mantidos em estase.

Podemos mat�-los com g�s? Eletrocut�-los?

Podemos explodir os lacres e lan��-los diretamente ao espa�o.

Gostei dessa. Pode fazer.

Sim, coronel.

Vou come�ar pelos xBs.

S� precisarei deste.

Vamos.

A comida est� boa?

Sim, est�.

Prefere outra coisa?

Sinceramente, n�o sei.

Voc� n�o sabe como �...

ter um v�cuo por dentro, Picard.

Perguntarem se gosta de ovos e voc� n�o saber

se a resposta � sua ou de suas diretrizes.

Tem raz�o.

N�o sei como � isso.

S� posso tentar imaginar como �.

Suas mem�rias, sua hist�ria,

para voc� s�o como incidentes de que ouviu falar,

algo que aconteceu a outra pessoa.

Sim.

Acha que n�o tem mais passado.

- E n�o tenho mesmo. - N�o � verdade.

Voc� tem passado.

Tem uma hist�ria esperando ser recuperada.

Est� falando do Data.

Entre outras coisas, sim.

Muito bem.

Conte-me sobre o Data.

Como ele era?

Data era corajoso.

Curioso.

Muito gentil.

Tinha a sabedoria de uma crian�a...

sem marcas de h�bitos nem inclina��es.

Ele nos fazia rir,

menos quando queria nos fazer rir.

E voc� o amava.

Eu...

Sim. Do meu jeito.

Ele amava voc�?

Data tinha uma capacidade limitada para expressar e processar emo��o.

Acho que t�nhamos isso em comum.

Se eu te visse com os olhos dele, com as mem�rias dele,

o que eu veria?

Como eu poderia saber?

O que gostaria que eu visse?

Como deseja que ele se lembrasse de voc�?

Se ele ainda estivesse vivo e eu n�o?

Espero que se lembrasse de Jean-Luc Picard como algu�m que acreditava nele,

que acreditava em seu potencial.

Celebrava suas conquistas.

Que o aconselhava quando se abatia.

Que o ajudava se precisasse,

e, se ele n�o precisasse, n�o interferia.

Algo nesse sentido.

Ele amava voc�.

Chris?

Voc� � o Chris?

N�o, mocinha. Sou o Holograma de Emerg�ncia da Engenharia.

Atendo por Ian.

Primeiro, nunca mais me chame de "mocinha".

Anotado.

Viu o Rios?

N�o. O capit�o continua escondido na cabine.

Escondido? Do qu�?

Da Soji?

N�o tenho bem certeza, mas n�o ficaria surpreso.

Ver aquela mocinha trouxe � tona lembran�as indesejadas.

E por que isso? De onde ele a conhece?

N�o tenho a menor ideia.

Sei que � verdade, mas n�o sei por qu�.

Rola muito disso.

Engenharia, n�? Quero saber de uma coisa.

Qual � a probabilidade

de um sistema estelar octon�rio ocorrer naturalmente?

Perto de...

Perto de zero, eu diria.

Ou seja, teria de ser constru�do.

Teria de capturar oito s�is.

Transport�-los por anos-luz de espa�o e coloc�-los em movimento.

Por que fariam isso?

Para se exibir: "Veja o que sei fazer."

Ou poderia ter algo muito importante a dizer

e queria que prestassem aten��o.

Como se quisesse deixar um aviso.

Estou chegando perto. Ian, estou sentindo.

Sim. E qual � a sensa��o?

De terror absoluto.

Borgonha.

Vinho tinto.

Qual � a natureza de sua emerg�ncia de hospitalidade?

Quero uma ta�a de vinho tinto.

Desligou o servi�o de �lcool para seus aposentos h� dois dias.

Reinstale. Apague o comando.

Voc� impediu que fosse apagado...

de qualquer maneira.

Ent�o d� um tiro na minha cabe�a.

O que houve com o Rios? Devo me preocupar com ele?

Seria bom algu�m conversar com ele.

Algu�m que n�o fosse igualzinho a ele, s� com penteado melhor.

Como sabe disso?

Voc�s est�o todos em rede com o Rios?

Quando o capit�o Rios comprou La Sirena, escolheu a op��o de autoexame.

Ele diz que foi um acidente, mas nunca pensou em reverter...

Voc�s todos s�o o Rios?

Sobreposto nas cinco instala��es b�sicas?

N�o exatamente.

Depois ele apagou alguns. Os descuidados, digamos.

Pergunte a temperatura adequada para fazer ch� yridiano.

N�o sei mais. De toda forma, � dif�cil de explicar.

Mas sei que, na verdade,

meus algoritmos me permitem prever com alto grau de confian�a,

que o capit�o Rios precisa muito de um confidente agora mesmo.

O ESTRANGEIRO

O CONCEITO DE ANG�STIA

DO SENTIMENTO TR�GICO DA VIDA

SURAK E O EXISTENCIALISMO

FEITO � M�O NA REP�BLICA DOMINICANA

Rios? Querido, � a Raffi.

Pensei que precisava de companhia.

Caia fora.

Caindo fora.

S�o esses que o Hugh recuperou.

H� milhares mais em estase.

- Acorde todos. - Seriam in�teis,

perdidos sem a voz da coletividade.

Eu poderia reativar e reconectar os transceptores.

Criar uma microcoletividade dos borgs deste cubo.

Coordenador seus movimentos, lan��-los contra os soldados romulanos.

Parece incr�vel. Fa�a isso.

Assimil�-los.

Invadir suas mentes. Suprimir suas identidades.

Escraviz�-los novamente.

Liberte-os quando vencermos.

Eles n�o v�o querer ser libertados e eu...

Talvez eu n�o queira libert�-los.

Isto pode ter sido um engano.

Muito bem. Em algum lugar,

sob este espet�culo absurdo que vejo diante de mim,

est�o cinco peda�os quebrados do capit�o Rios.

Imaginem que receberam cartas viradas pra baixo.

Que tal mostr�-las?

Sente-se.

Certo. Vamos come�ar pela garota.

Ian, voc� a chamou de "Jana". Disse que a reconhecia.

Eu reconheci. Eu reconhe�o.

Tamb�m reconheci. Sim, Jana. Coitadinha.

Foi t�o tr�gico.

Eu...

N�o. Desculpe.

Parece que minhas t�cnicas de astronavega��o medusana sumiram.

Tem algo a ver com a vida dele na ibn Majid com seu capit�o.

Sim. Capit�o Alonzo Vandermeer.

O que tem ele? Eram �ntimos?

Ele est� vivo?

Est�...

Essa informa��o est� por a�. Posso senti-la...

mas n�o chegar at� ela.

Emmet!

O que foi?

O que houve com Vandermeer?

Capit�n Vandermeer?

Que medonho.

- Sabemos o motivo? - � uma dessas coisas

de que a gente est� ciente, mas n�o diz.

Parece que n�s, na verdade, n�o podemos "saber".

Posso sentir a resposta, um fantasma dela.

Isto pode violar meu juramento de Hip�crates,

mas depois que aquilo tudo acabou,

o capit�o Rios sofreu algum tipo de colapso.

Por isso ele foi dispensado.

"Aquilo tudo"? Aquilo tudo o qu�?

Aconteceu algo na ibn Majid,

algo que teve a ver com Vandermeer e a tal Jana.

Nem procure registros da nave ou registros pessoais da ibn Majid.

- Por qu�? - S�o todos secretos.

Por qu�?

Qual �? Um de voc�s sabe.

O que aconteceu na ibn Majid?

Um de n�s sabe.

E o cara t� bicudo e com quatro rodas arriadas.

Verdade, Ian.

Quer dizer...

isso nem parece idioma.

Funcionou?

Neutralizou o viridium, se � o que est� perguntando.

N�o somos mais seguidos pela Tal Shiar.

Vamos para a Esta��o Espacial 12.

Quando chegarmos, vai se entregar �s autoridades

pelo assassinato de Bruce Maddox.

Estou tentando entender.

Como p�de fazer isso?

Ele foi seu mentor.

Seu namorado?

Por qu�?

Eu precisava.

Quando a comodora Oh me procurou naquele dia, ela...

Ela fez algo comigo.

Fui envenenada.

A chefe de Seguran�a da Frota Estelar a fez ingerir o rastreador de viridium?

Sim.

Mas n�o estou falando disso.

Ela envenenou minha mente, Picard.

Ela...

p�s as m�os na minha cabe�a e despejou...

P�s um bloqueio ps�quico que me impedia de falar disso.

Deve lutar...

N�o quero falar disso!

Acredita no inferno?

Pois �, eu tamb�m n�o acreditava.

At� que o vi.

Agora...

penso em suic�dio todo dia.

� como me reconforto.

Essa experi�ncia,

essa vis�o da Oh,

foi algo que ela mesma viveu?

N�o.

Isso aconteceu...

h� milhares de s�culos.

Por causa da arrog�ncia, como a de Bruce.

Por causa da vida sint�tica?

Chegamos a um limiar.

Eu vi, Picard. Oh me mostrou.

Se n�o destruirmos logo a mera possibilidade de vida sint�tica...

O inferno voltar�.

E esse limiar...

� a vinda de Seb-Cheneb...

o Destruidor.

Eu.

Ent�o...

Capit�o Alonzo Vandermeer.

Esse Walkman � dele?

Eu fingia que ele era meu pai.

Na minha cabe�a, ele era o "coroa".

Algumas vezes, quase escapou.

Fiquei surpreso quando ele se revelou um assassino sangue-frio.

Quem?

Quem ele matou?

Voc� dorme?

Toda noite.

Voc� dorme toda noite. Meu Deus.

Voc� come?

Quando tenho fome.

O que faz quando est� triste?

Choro.

Quando tem sede?

Bebo.

Voc� bebe quando tem sede.

Como isso � bonito.

Est�vamos nos confins do setor Vayt.

Pegamos uma miss�o diplom�tica do nada.

Navezinha, projeto desconhecido.

Dois passageiros.

N�s os examinamos. Foram aprovados.

Mandamos a informa��o � Frota Estelar e avisamos sobre um primeiro contato.

Depois os levamos a bordo.

O embaixador, Bonita Flor...

e sua jovem pupila.

Jana.

Tem um grupo de tr�s pintas na bochecha direita.

Isso � bom?

� coisa de artista.

Noonien Soong, que fez o Data, se via como artista, mas...

n�o deu a ele tr�s pintas.

Tamb�m tenho uma mancha no peito. E um dedinho torto.

Voc� � uma maravilha.

Uma obra-prima tecnol�gica e uma obra de arte.

Eu sou uma pessoa?

N�s nos cumprimentamos.

Nos sentamos, comemos algo.

Horas depois, Alonzo Vandermeer matou os dois a sangue-frio.

Liquidou os dois com tiros de feiser.

Por qu�?

Eu sou uma pessoa?

N�o teoricamente.

Para voc�, agora, olhando pra mim, falando comigo.

Voc� me considera uma pessoa igual a voc�?

Foi uma ordem capital, direta da Seguran�a da Frota Estelar.

Disseram a ele que se desobedecesse, o capit�o me contou,

a ibn Majid seria destru�da com toda a tripula��o.

Qu�?

Peguei pesado com ele.

Muito pesado.

Foi quando ele p�s o feiser na boca e puxou o gatilho.

Ah, Chris.

Raffi, depois eu encobri.

Como ele deveria ter feito.

Para que n�o tivesse sido � toa.

Para que n�o explodissem a ibn Majid e todos a bordo.

Lancei os corpos ao espa�o, apaguei o registro do teletransporte.

Deixei a frota inteira pensando que Alonzo Vandermeer

havia se matado por porra nenhuma.

Seis meses depois, sa� da frota Estelar.

Chamaram de "disforia p�s-traum�tica".

- Mas eu estava... - Em peda�os.

Sinto muito, meu querido.

Quando a garota chegou a bordo hoje...

Imagine s�, Raffi...

� a mesma garota.

A outra eu desenhei enquanto convers�vamos.

Eles eram sint�ticos.

E por isso tinham de morrer.

Chris.

Quem deu a ordem?

A comodoro Oh ordenou que me matasse tamb�m.

Nunca te darei a oportunidade.

Agora que te conheci,

eu jamais obedeceria.

Nunca mais, na vida.

Est� bem?

Receio ter quebrado sua arma.

Tragam outra arma.

A luz est� apagando.

S�o sinais de vida borg?

Isto n�o � um exerc�cio.

Se n�o chegar a tempo � �rea de evacua��o,

busque abrigo imediato e fa�a o poss�vel...

- Tem medo deles? - pra n�o ser visto.

Eu seria tolo se n�o tivesse.

Algo muito pior acontecer�, centuri�o...

se minha miss�o fracassar.

N�s somos borgs.

N�s somos borgs.

- N�s somos borgs. - Agora.

N�s somos borgs.

N�o!

N�o!

Bem...

parei de matar gente.

Essa � uma coisa boa.

Quando chegarmos � Esta��o Espacial 12, vou me entregar.

Voc� est� bem?

Sinto muito.

Voc�s s�o a coisa mais parecida que tive, em muito tempo...

Ou que jamais tive, mais parecida com uma...

tripula��o.

Desculpem se estraguei tudo.

Vamos tocar no assunto?

Tamb�m sinto muito.

Sorvete de menta. Batata frita.

Eu acho horr�vel, mas voc� adora, n�?

Como voc� sabe?

Chegaremos l�, querida.

Muito bem, escutem.

H� 200 mil ou 300 mil anos,

juntaram oito s�is.

Penduraram um planeta no meio.

E, nesse planeta, deixaram um aviso.

Os romulanos chamam de Advert�ncia.

O aviso diz: "N�o fa�am o que fizemos."

Criamos formas de vida sint�ticas e..."

Elas evolu�ram.

E deu muito errado... totalmente.

Como assim?

Ao que parece, essas pessoas acreditavam haver um limiar para a evolu��o sint�tica.

Uma linha divis�ria.

Como o motor de dobra de Zefram Cochrane?

Quando se cruza essa linha, algu�m aparece.

Algu�m muito mau.

Parece que os romulanos levaram essa Advert�ncia muito a s�rio.

Eles criaram um grupo,

Zhat Vash,

dedicado a descobrir

e exterminar toda forma de vida sint�tica.

Agora, imaginem quando, uns 30 ou 40 anos atr�s,

o Dr. Noonien Soong come�ou a produzir vida sint�tica

que era igual a seres humanos, superior em v�rios sentidos.

Os romulanos enviaram um espi�o,

uma mesti�a romulana e vulcana chamada Oh.

Ela se infiltrou na Frota Estelar,

foi subindo de posto at� se tornar chefe de Seguran�a.

E o tempo todo ela s� tem um objetivo:

Acabar com as pesquisas da Federa��o e a cria��o de formas de vida sint�ticas.

Pra conseguir isso,

ela decide provocar uma situa��o t�o assustadora

que a �nica rea��o poss�vel da Federa��o

ser� a proibi��o eterna dos sint�ticos.

Os romulanos tramaram o ataque a Marte.

N�o seria de se estranhar.

N�o estou certa?

Prossiga.

S� que o trabalho da comodora n�o terminara.

H� nove anos, uma nave da Frota fez o primeiro contato

com dois emiss�rios de um novo mundo desconhecido.

Um se chamava Bonita Flor...

- O outro era... - Jana.

Como sei disso?

Do mesmo jeito que sei que gosta de fritas com sorvete de menta.

Jana e Flor

vieram do mundo onde Bruce Maddox se escondeu

quando deixou a Terra ap�s a proibi��o,

totalmente determinado a prosseguir com seu trabalho.

A Zhat Vash procura esse mundo desde ent�o.

E eles o acharam por minha causa.

Com licen�a.

Soji, o que est� fazendo?

Emmet, ayuda.

- Emmet! - Eu os desativei. N�o se preocupem.

N�o vou ferir ningu�m. S� preciso ir pra casa.

Voltar� a ter a nave assim que chegarmos l�.

Sei por que faz isso, mas est� errada.

- Queremos ajud�-la. - Como pode entender?

Querem eliminar sua fam�lia? Voc� tem fam�lia?

N�o tenho.

O que � isso? Algum tipo de t�nel subespacial?

� um mapa da rede de transdobra dos borgs.

Estamos h� nove horas do pr�ximo nodo.

N�o sei como sei disso.

Devo ter aprendido no cubo quando me ocupava sendo a Dra. Soji Asha.

Quando soube a verdade sobre a proibi��o, a Advert�ncia,

e o que houve com meus irm�os na ibn Majid,

passei a saber um monte de coisas.

Conhece isto?

� uma can��o de ninar da minha m�e.

Ela n�o gostava que mexessem nas coisas dela.

Ela fez do jeito do Maddox. Ela fez do meu jeito.

Vamos tentar do jeito dela

e torcer pra chegarmos a tempo de avis�-los.

Na verdade...

n�o sei operar isto.

Seu plano � voar no conduto de transdobra,

sem usar campo de integridade estrutural, nem de chroniton

e pular de cara, dane-se a distor��o gravim�trica?

A Sirena � a minha nave, hija.

Capit�o Rios, por favor me leve para casa.

Em honra � Jana.

Deixa comigo.

A frota tem as coordenadas do mundo natal sint�tico.

Est�o partindo agora.

- Os borgs foram ejetados? - Sim, coronel.

Em uma hora, liquidaremos os xBs e poderemos embarcar.

Minha nave est� pronta para zarpar?

Eles se foram.

Acabou. O cubo � nosso novamente.

Ent�o...

vai me assimilar agora?

Annika ainda tem trabalho a fazer.

Eu me lembro de fazer o turno da noite

como jovem alferes na ponte da Reliant,

sentindo que era o �nico desperto...

em todo aquele vazio,

todo aquele sil�ncio.

Eu tinha me esquecido

at�...

agorinha...

o quanto eu adorava isso.

Conheci superficialmente Alonzo Vandermeer.

Ele foi o imediato de uma colega de sala da Academia.

Capit� Marta Batanides.

Voc� a conheceu?

N�o, mas era como se a conhecesse.

Ela era uma lenda para o coroa, o meu velho...

capit�o Vandermeer.

Ele sabia que eram sint�ticos?

Quero acreditar que sim.

Ele deve ter pensado que por causa disso...

suportaria viver com aquilo.

N�o o conhecia bem, como j� disse, mas...

achava que era um bom homem.

Um dos melhores que a Frota Estelar possu�a.

Ele era.

Eu...

Detesto que tenha morrido pensando que a Frota o traiu...

que traiu a si mesma.

Mas a Frota Estelar o traiu, sim.

N�s tra�mos a n�s mesmos,

muito antes de Oh dar a ordem a Vandermeer.

A proibi��o em si foi uma trai��o.

A Zhat Vash preparou a armadilha.

Mas daria para evit�-la.

Ao contr�rio, demos lugar ao medo.

Em apenas cinco minutos ela tomou controle da minha nave.

E pode ser que exista um planeta inteiro cheio deles?

Raffi disse que os romulanos a chamam de Destruidora.

E se tiverem raz�o?

Podem ter raz�o sobre o que aconteceu h� 200 mil anos.

O passado est� escrito, mas cabe a n�s escrever o futuro

e temos ferramentas poderosas, Rios.

Franqueza, otimismo

e o esp�rito de curiosidade.

Eles s� t�m segredos e medo.

O medo � o grande destruidor, Rios, n�o...

Chegamos.

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Legendas: Leandro Woyakoski

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