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Original subtitles

TENTAÇÃO VERDE

LEGENDA By Léo

Desde época dos conquistadores a busca de tesouros arrastou

os homens por toda América do Sul. Em busca da mítica do El Dourado.

Em nenhum outro lugar a chamada foi mais forte que na Colômbia,

cujas montanhas escondem a maior concentração de riquezas...

a gema de fogo verde... a esmeralda.

Fico com isto, amigo.

Fora!

Obrigado, padre. Salvou um homem em corpo e alma.

- Norte-americano? - Não, inglês.

Meu nome é Rian Mitchell.

Obrigado. Tropecei com sujeitos não muito simpáticos.

Do bando de El Moro.

Em nossas montanhas nem todas as bestas andam de quatro patas.

Basta um simples curativo.

Devo ir para a cidade.

- Tem uma ferida de bala. - O levemos para dentro, padre.

- Como se encontra? - Não sei o que dizer.

Sou Catherine Knowland.

- Obrigado por sua hospitalidade. - A bala não pegou nenhum osso.

Com uns dias de descanso, fica curado. Teve sorte.

Isso pensei.

Sr. Mitchell, celebro vê-lo em tão bom estado.

Sim, padre, viu. Só precisava dormir um pouco.

- Hei, disse algo engraçado? - Saiba que o trouxeram ontem.

Ontem? Então hoje é sábado? Que horas são?

- Vão dar duas, por que? - Não posso perder o vapor.

- Não irá partir hoje? - Meu sócio me quer ver na cidade.

- Não está em condições de viajar. - É prudente obedecer.

Como não há médico, Catherine adquiriu grandes conhecimentos.

- Sim, vejo. - Todos os pacientes curaram.

- Não estrague a folha de serviços. - Não tema por mim.

Uma semana de descanso no palácio flutuante

me deixará novo.

Homem de aço. Surpreende que o atravessou uma bala.

É realmente importante. Podem me levar ao vapor?

Bom, se insiste. Pego o jipe.

Na penteadeira tem tudo. Roupa do meu irmão e coisas de barbear.

Vamos.

- E o paciente? - Acha que está em plena forma.

Parece que o homem é do mundo e sabe muito.

Dom, não iam você e os rapazes escorar hoje o dique?

Deixa que primeiro me escore a mim mesmo.

Também um homem pode ficar abatido.

Sinto Cathy. Preciso me conformar. Vamos afundando cada vez mais.

Bom, se é que chegamos ao fundo, voltaremos a subir.

Este ano teremos uma esplêndida colheita de café. Já verá.

Lutaremos, mas me acredite, será café servido em xícara,

num terraço com vistas para o Mediterrâneo.

Vamos reparar o dique.

A propósito, padre, o que houve com a camisa que eu vestia?

Não servia nem para acender fogo.

Mas achei que iria querer conservar isto.

Sim, fez bem. Obrigado, padre.

- Seu sócio ficará alegre. - Estou vivo graças a você.

Sim, isso também o alegrará. Mas me referia ao Carrere.

- Carrere? O que é isso? - A mina, Sr. Mitchell.

A mina de esmeralda dos conquistadores.

Refere-se a isso? Não é mais que uma parte de berilo.

Este achado não significa uma mina de esmeraldas.

Mas a encontrou.

Como está tão certo?

Porque há uns cinco anos, eu também a encontrei.

Se quer saber porque guardei segredo.

O valor de uma pequena esmeralda faria muito bem a este povo.

Mas também poderia destruí-lo. Causar lutas fratricidas.

Jorrar sangue entre patrícios.

A história do Carrere não é muito pacífica.

Por isso me atreví a esperar que você desistisse.

Ouça, percorri o mundo inutilmente em busca de um tesouro.

Desde um ao outro hemisfério. Você entende?

Explorei tudo. Sabe que voltarei.

- Nem feita sob medida, certo? - Estou vendo.

Agradeça ao seu irmão.

Donald se alegrará de ter proporcionado tão bem.

Tudo é de vocês? Difícil empresa a de cultivar café.

Meu avô estava acostumado a dizer que era muito singelo.

Busca-se um terreno virgem, limpa e o semeia.

vigia-o enquanto cresce.

Ao cabo de cinco anos, se não o matou o barrenillo, o musgo,

a larva, a geada, a seca ou a inundação, você tem café.

Quem diria. A partir de agora cada xícara de café é uma aventura.

- Sinto muito. - O homem de aço.

Subida a bordo. Estamos a ponto de zarpar.

- A verei na minha volta, certo? - Vai voltar?

Claro, lhe devolver a camisa.

- Será agradável para meu irmão. - Sr. Mitchell, suba logo a bordo.

Bom, adeus.

Bom, pegue aqui.

A cada hora que passa estou mais e mais endividado.

Cuidados médicos, roupa e a passagem. Um capital investido em mim.

- É verdade. - Confio em que vigie seus investimentos.

Espero que venha me ver na minha volta.

Se não embarcar agora mesmo, não o fará.

- Fará? - Será melhor que suba a bordo.

Até sua próxima viagem rio acima.

Quer loteria? Compre um bilhete.

Ganhe uns milhares de pesos.

Compre-o, que vai dar.

RIAN MITCHELL - VIC LEONARD CONSULTORES MINEIROS

Sabe o que eu adoro em você, Dolores?

Sua forma de atender o escritório.

Rian! Meu amor!

- Praticou a taquigrafia? - Tanto tempo fora.

- Disse que só três semanas. - Estou aqui. Fostes fiel?

Sim. Não tenho feito nada. Nada mais que o esperar.

Que trabalhadora. Me diga, o que tem feito o Vic?

- Se foi. - Como que se foi?

Foi. Deixou uma mensagem. Não se preocupe, meu amor.

Nada lhe faz falta quando tendo a mim.

Só desta vez, quer ser uma boa secretária e me dar o recado?

Deixou uma saudação. Lhe quer muito e que morra.

- Onde está? Aonde foi? - Comprar uma passagem para o Canadá. - Canadá?

Soltou-nos. Agora poderemos estar sempre juntos.

Sim, claro. Agora segue aí, descansando que volto em seguida.

- Rian. - O que? - Não partirá de novo? - Não, não. Desta vez é sério.

- 1.700, 1.800, 1.900, 2.000. - O vapor sai em uma hora.

- Coberta B, camarote 6. - Obrigado.

Devolva o dinheiro. Ele não vai.

- Tome. - Calma, Vic, tranqüilo.

- Sei que está furioso, mas... - Furioso eu?

Há razão para enfurecer porque um sócio me levou 500 pesos,

os últimos, para explorar uma montanha?

Escuta, idiota, encontrei-a. Encontrei o Carrere!

- Espero que ambos sejam felizes. - Não me entendeste.

Lhe dou a metade de uma mina de esmeraldas. Devolva isso.

Nada de jogos de mãos? Vou ao Canadá.

Quanto à mina, lhe dou de presente minha parte. Tal como vem, vai.

Demorará uns minutos, senhor.

Está bem, nunca tinha visto um homem escapar assim de uma fortuna.

- Agora o está vendo. - Já não te chama o dinheiro?

O que agora me chama é esse navio.

Um café, rápido.

- Velho cabeçudo, quer se acalmar? - De onde veio essa camisa?

- Não interessa. - Levei suas coisas para o clube.

Muito amável. Bom, joga uma olhada.

- Isto é berilo e não esmeralda. - És engenheiro de minas?

Onde há berilo, há esmeraldas. São como unha e carne.

- Essa minúcia se chama dinheiro? - Bastam 5.000 pesos.

- Só 5.000, seriamente? - Devolve a passagem.

Multiplico-o rapidamente. Meu braço arde.

Sr. Leonard, ao seu dispor.

- Bom, chegou a hora. - Sim, me diga, o que há no Canadá?

A companhia de carvão Manitoba. Está diante do encarregado.

Carvões? Está mais louco que um guizo.

Será uma nuvem de paz depois de vagabundear contigo 12 anos.

Salário seguro, horário fixo. Até posso encontrar uma garota.

Não exagere, velho.

No fundo estou cansado. Do ouro em pó que resulta ser areia

dos diamantes que resultam ser vidro

e das esmeraldas que resultam ser berilos.

Destroça-me o coração. Anda, agarra o navio.

- Guarda-me rancor? - Me destes um milhão em meu bolso.

Sim, mas por enquanto precisas pagar o aluguel.

Adeus, pequeno.

- Rian, quanto tempo sem lhe ver. - Muito. Cobre esta aposta?

- Uma jogada. - Uma? - Ok.

- Outra mais, Rian? - Deixemos para outro dia. - Está bem.

- Teve sorte, Sr. Mitchell? - Sim, e toda ela má.

Sirvo-lhe uma bebida? Cortesia da casa.

Obrigado.

- Sabia que ias se arrepender. - Não, uma avaria nas máquinas.

Zarparemos a meia-noite.

Um homem que perde o julgamento não o recupera em duas horas.

- Me sirva outro. Preciso. - Lhe esfriou o braço, não é?

Quem não se arrisca, não ganha.

Pedro, ela nunca me trocará por outro.

LEGENDA By Léo

A convidamos, ela vem, os dois caras ficam incomodados, palavras, murros,

bar quebrado, telefone, polícia e todos na cadeia.

A meia-noite o navio parte sem mim.

- Eu só pensava que... - Não pense.

Sim, é certo, adivinhou a trama.

Mas não me censure. São muitos anos de batalha.

Vou andar sem rumo. Não é que sejas brilhante

como engenheiro, lhe digo. Mas me acostumei a lhe aguentar.

Olhe, acredito seriamente que é sincero.

Queria lhe agradar pequeno, mas já é muita estrada.

A caldeira está descuidada, preciso de um pouco de carvão.

- Não está mau, ouviu? - Ouví. - Um pouco de carvão.

Bom, adeus, Vic. Que tenha sorte.

- Que pressa é essa? - Para que continuar?

Vamos, convido a uma bebida. Pelos velhos tempos.

- Me convida? - Sim, o convido para uma bebida.

Está bem. Uma só. Pelos velhos tempos.

Pedro, nos sirva, por favor.

Aí está, velho. Camarote 6, coberta B.

É um amigo, me trouxe a bordo como prometeu.

- Esquece-o. - Garçom, garçom...

Meu amigo bebeu uns copos. Procure que chegue bem a terra.

E nada de café da manhã.

- Se deite em seguida. - Um momento.

Um momento, paguei camarote individual.

- Quem é o intruso? - Assim terá com quem falar.

É um amigo. Um grande amigo.

Como se move esse navio, ainda bem que está atracado.

Ao despertar não se esqueça. A bebida foi sua idéia.

- Rian, logo de volta. - Acabo de herdar da minha avó

do Canadá. Uma jogada?

- Tudo, meu amigo? - 2.000 pesos. - 2.000 pesos?

- Vic... - Me procuras, pequeno?

- Está bem, meus pesos? - Espere, espere.

- Vic, olhe bem para isto. - E se tivesse perdido?

O importante é que não perdi.

Não me venha com histórias. me dê o meu. Vou ao Canadá.

Vic, isto pode abrir as vísceras dessa montanha.

Seja prático, o Canadá espera. Isto é o que estivemos procurando.

Posso não ter explicado bem. A resposta é "não".

Esmeraldas, Vic, não carvão. Esmeraldas.

Só uns poucos meses em uma montanha.

Ainda arrisco ser um chato. Repito que não. N-A-O "não".

Devo estar louco. Não tem outra explicação.

Me acredite, tomastes a decisão certa.

Se as esmeraldas forem tão grandes como estes mosquitos, seremos ricos.

Ali não terá que se preocupar com eles.

É um desses lugares onde o homem sonha passar a vida.

Um povo hospitaleiro.

Dias quentes e tranquilos, noites frescas.

E a vista. Espero que chegue e veja, é bela.

- Loura ou morena? - Hem? - São muitos anos juntos, pequeno.

É loura e maravilhosa. Sim, me espera

no mole, onde a deixei.

A seu lado as outras se apagam.

Será primeiro a montanha e logo a garota ou vice-versa?

Curiosidade, embora você quererá unir as duas coisas, sei.

- O que há? - Não sei.

O que há, amigo?

Não sei, mas isto é anormal. Sempre saem procurando as provisões.

Eu não gosto.

Muito estranho. Vou a terra para saber o que há.

Um momento, por que não manda o piloto? Iremos com ele.

Obrigado, Sr. Mitchell.

- El Moro! El Moro! - Vamos!

Logo, para a cabana.

Pelo visto, o El Moro está mandando.

- Cada choça é uma ratoeira. - Quem é o El Moro?

- Não te falei quem é ele? - Não, esqueceu de contar.

- Já contarei. - O que persegue?

Alguma coisa. Mantimentos, munições, reféns. Não tem preferências.

- Saiamos daqui. - Voando.

Gente pacífica e hospitaleira.

Eu devo estar louco.

Não exagerastes. Esbelta, loura e maravilhosa.

A verá no mole esperando onde a deixou.

Vamos descarregar.

Sr. Mitchell, aí está o Sr. Ruiz. Ele se encarregará de tudo.

Bom dia senhor, como está? No que lhe posso servir?

Preciso de provisões para 25 homens durante um mês.

- Conte com isso. - E 25 operários e dois cavalos.

Posso arranjar. Para quê?

Trata-se de uma mina. Trabalho de pico e pá.

- Uma mina? Onde está situada? - No alto da plantação Knowland.

- O que acontece? - Meus homens não aceitarão.

- Por que não? - Não quererão ir.

- Como sabe? - Eu sei.

Hoje levantastes com o pé esquerdo.

- Tenho o dia inteiro. - Aonde vai?

- À igreja. - Tudo na vida tem um princípio.

- Olá srta. Knowland... - Sr. Ruiz, bom dia.

Se veio tratar dos colhedores para a colheita, não a esperava ainda.

- Sei, é questão de mantimentos. - Tenho muito gosto em servi-la.

- Chegaram viajantes para a aldeia? - Dois "misters".

- Está na igreja. - Quem? - O outro "mister".

- Deve ser o sócio de quem falava. - Vic Leonard, você é Catherine?

Quão sem cautela contribuiu para salvar a vida dele.

Se surpreendeu ao não vê-la o esperando.

- Tem muita confiança em si. - Sim.

Mas nesta ocasião alguém ganha.

- Você gosta? - Sim, acho que sim.

Oh, sr. Mitchell, logo falo com você.

- Joga você o disco? - Sim, algumas vezes.

É muito entretido. Um dia vamos jogar.

Nossa partida já começou.

- Aconteceu algo? - Seu sermão é bem convincente.

Refiro-me aquele que os fez fugir da montanha.

Oh, esse. Sim, foi um dos melhores.

- O que fez você? - Lhes ameaçou com fogo e enxofre? - Oh, não.

Só falei do homem que subiu uma montanha em busca de um tesouro.

Os homens de El Moro lhe roubaram e feriram.

E um jaguar não o matou porque a providência velou por ele.

- É impressionante. - Isso parece que abriu os seus olhos.

Eu não apostaria a coleta do domingo, padre.

Veja, só há dois países onde se encontram esmeraldas.

Colômbia e Siberia, e esse último é reserva fechada.

- E se não encontrarem operários? - Estamos perdidos.

Para o ouro basta um homem e uma peneira, para as esmeraldas

- se precisa mão de obra. - Escute... Cheguei tarde.

Sinto muito, entretive-me procurando o tapete e a banda de música.

- Vejo que são bons de cabeça. - Esplêndidos.

Não havia dito o simpático que é seu sócio.

A primeira coisa. Que espécie de médica é você?

Nem sequer se interessou pelo meu ferimento?

- Dava conta que se afastaria de caminhos acidentados. - É assim?

- Perdoe, como está seu lado? - Precisando muito de cuidados.

Não consulta no sábado na hora de jantar?

Um dia estupendo, mas vocês estarão aqui?

- Por que não? - Cathy sabe que não encontraremos

homens para explorar a mina. No sábado iremos à cidade.

Vic, não permito que um problema trabalhista impeça minha vida social.

- Como solucioná-lo? - Acredito que encontrei o meio.

Você.

Contratado.

Seu sócio é especialista em ser bem convincente.

Sou a prova evidente.

Um navio navega rumo ao Canadá com um camarote vazio.

O meu.

Muito bem, contratado. Contratado!

Ok.

Você, tire a camisa.

Tire a camisa.

Certo, contratado.

Certo, Hércules, adiante.

Contratado.

Você? Ah! Hoje não têem tanto medo do El Moro. Hem, padre?

Pelo visto seu sermão é mais convincente que o meu.

É que emprego outro argumento. A cobiça é mais forte que o medo.

Ofereci mil pesos ao primeiro que encontre uma esmeralda. Você.

Isso não ganhariam em toda sua vida. Lhes desejo boa sorte.

- Você, é o que fala inglês? - Sim, patrão.

- Como se chama? - Manuel.

Manuel. O nomeio capataz. Que estejam prontos em uma hora.

- E que o acompanhem. - Sim, patrão.

Muito bem, moços. Espaçoso. Vamos entrar.

Bonito peso de papel.

- Manuel, ficarás de guarda? - Sim, senhor.

Bom, outro dia transcorrido em vão.

- Não acredite na boa sorte? - Sim, ela é a que não acredita em mim.

Aonde pensa ir? À ópera?

Me preocupas, Vic. Estás com a cabeça cheia de esmeraldas.

Não permita que elas o cegue ou lhe embruteça.

- Estamos convidados? - É isso.

Claro que se quer fazer um turno de noite, o desculparei.

- Sem concorrente. - Senhores...

Vem alguém.

Como vai?

- Olá. Você deve ser Donald. - A primeira vez que nos vimos

você não estava apresentável.

- Meu sócio Vic Leonard. É o irmão de Cathy. - Como vai? - Bem.

- Venho para Ihes acompanhar a casa. - Muito obrigado. Toma algo?

- Me preparo num momento. - Levem as escovas de dentes.

É perigoso voltar de noite rondando o El Moro por aqui.

Cathy lhes preparou acomodações.

Não só esteve atenta e também inspirada.

- Quer dar uma olhada? - Sim, claro que sim.

Cuidado com a cabeça. Se abaixe. Acenderei uma luz.

- Aí está. - Com instalações.

A sua maior parte se deve aos conquistadores.

Estes troncos são primitivos. Têm centenas de anos.

Claro vamos escorando à medida que se perfura,

do contrário a montanha nos soterra.

Olhe, vê esse corte na rocha? Aí onde aparece o verde.

É o que dá ânimo ao mineiro. Prova da presença de esmeraldas.

Já tiveram sorte?

O obtido até agora não serve nem para um posto de bagatelas.

A natureza é ciumenta do seu tesouro.

O esconde em pequenas cavidades... Olhe esse.

Esqueceu de enchê-la.

Este é o mal de abrir galerias.

Posso ter um milhão de dólares a 2 centímetros e passar sem saber.

- Então escavo talhos. - Talhos?

Sim, cortar de cima a baixo. Capa por capa. Nada se perde.

- Por que não faz? - Pelo inimigo mortal.

Dinheiro. A exploração por talho precisa de muitos operários.

Eu me sinto otimista com galerias.

Oxalá pudesse estar aqui.

O que acontece? Perdeu o gosto pelo café?

Foi uma decepção para todos.

Único varão, tradição familiar... o de sempre.

A plantação requer dotes especiais. Algo que não herdei.

Você está certo, Rian. Tentar fortuna. Não se estancar.

Não se deixe alucinar por isso. É uma vida imunda.

Siga meu conselho. Agarre-se ao que tem.

- Claro que sim, mas... - Saia com cuidado!

Olhe, este é um dos homens de El Moro.

- O que faremos com ele? - Soltá-lo.

- Como? - Claro.

Que vá contar como recebemos os que metem o nariz por aqui.

- Manuel, dobra a guarda. - Sim patrão.

Bonita noite. Muito concorrida.

Eu gostaria de visitar com você a plantação.

Logo, o Vic também gostará de vê-la.

- Vou pegar um pouco de gelo. - Bom, obrigado.

Padre, talvez queira saber que Vic segue com o maior interesse

os progressos das missões na América do Sul.

- É certo, Sr. Leonard? - Pois eu...

Não seja tão modesto, Vic. Ele devora volumes sobre isso.

- Algum dia iremos bater um papo. - Claro, padre, estupendo.

Pois é melhor agora, padre. Não atrapalharemos.

Cathy me prometeu mostrar a plantação. Aqui ficam vocês.

Conforme os historiadores os jesuítas desembarcaram na Colômbia

em abril de 1590. Se eu digo que foi um mês antes, lhe surpreende?

Bastante.

- É uma mentira bem trapaceira. - Como?

Não acredito que o Vic se interessa por missões?

É mais culto do que você imagina.

Deixemos que discutam datas até lá por 1890

em então iremos em seu auxílio.

Enquanto isso, aqui nós. A fantástica cena.

Um homem, uma mulher, uma noite tropical, um plácido rio...

Todo isso é muito bonito salvo que o rio seja plácido.

A gente do povo o chama "Mulher traidora".

Seriamente? Como engana.

Se não fosse pelo dique, na estação das chuvas

suas águas alagariam a plantação.

- Não ouviu nada que eu lhe disse, certo? - Hum?

- Claro que sim. Pensava. - Em que? - Em você.

Leva uma vida monótona. Não se sente muito sozinha?

- Sim, desesperadamente. - Não sente saudades.

Da primeira vez, no ano em que fui ao colégio na Califórnia,

- logo quando visitei a Europa. - Oh, compreendo.

- Aqui alguma vez? - Não, aqui nenhuma vez.

É incompreensível. Porque falta muito para você chegar aos 50.

E não é de tudo feia.

Não acredite por isso que eu passo a vida enterrada na selva.

Vou quase sempre a Barranquilla, e tenho bons amigos.

Inclusive me têm feito muitas declarações.

- Recusou-as? - Sim.

Ainda não entrei no pânico do celibato.

Tenho a esperança de que o príncipe azul baixe cavalgando da montanha.

Quando acontecer, a encontrará muito bonita.

Você deve ser perito na evolução romântica da América do Sul.

Ansiava fazê-lo no primeiro dia que a vi.

- Pensava em você continuamente. - Eu também pensava em você.

Então há unanimidade.

- Há algo que eu não gosto. - O que é?

É que não me conformo ser um passatempo, a noiva dos domingos.

Não será.

Agora devemos voltar. O padre Ripero já deve estar no século XX.

Se queres saber como desenvolveu as missões na América do Sul, aqui estou.

Esses conhecimentos podem lhe ser úteis. Algum dia me agradecerá.

Claro, claro. A propósito, é uma grande moça.

Pensa se dedicar ao negócio de café?

Não é má ideia. Forma sociedade, coloca uma esmeralda em cada bote

de café e mata a concorrência.

Primeiro terei que achar esmeraldas.

Talvez não saiba, mas a de maior valor encontrastes aqui embaixo.

Sempre com sua filosofia caseira.

- Hei... verifique isto. - Sim, parece interessante.

Temos o monopólio dos pesos de papel.

Pessimista. Estão aí. A encontraremos.

Se não aparecerem logo me dedico a outro negócio.

Embora já esteja cheio de trabalhar.

Não precisamos ir buscá-las. Chovem em cima.

Se houvesse você visto a cara do Vic.

E tinha razão. Havia pedras para dar e vender, aos montes.

Os deslizes de terra nos são familiares.

Há anos houve um que quase trocou o curso do rio.

Para trocar o curso dele teria que ser mais de um.

Demorei muito para alcançar essa meta.

- Me diga uma coisa, Rian. - Sim, o que quizer.

Por que um homem deve correr atrás de um arco íris toda sua vida?

Porque alcançá-lo é alcançar a fortuna.

Também há fortuna em outras coisas.

Em ir vegetando em um rincão? Jogar raízes?

- Uma coisa assim. - Não é só o dinheiro.

É a montanha em si mesmo.

É isso. Grandiosa e pacífica. Como um iceberg.

Em sua entranha se oculta o perigo. Nos mata na primeira ocasião.

- Fala como se tivesse vida. - Para mim tem.

Meu pai trabalhava em uma mina.

Levou a metade de sua vida na escuridão cavando por uma miséria.

Um afundamento levou a outra metade.

Então decidi que um dia eu também iria numa, para sair dela rico

e não morto.

Não se mova.

Sou o El Moro.

Aqui não há armas. por que lhe atar as mãos?

- Não podia nos faltar esta visita. - Recolha o que quizer e saia.

Eu não venho em guerra. Vim falar com o Sr. Mitchell

com tranquilidade. Não atirando.

- Em referência a que? - Aos trabalhos da montanha.

Acredite que me faz feliz. Muito feliz.

- O que lhe dá este prazer? - Você não compreende.

- O explicarei. - Lhe diga que volte.

Hernández é inofensivo.

Você verá , a montanha é minha.

- Não me diga. - Está surpreso?

Esta é a escritura do terreno. É de minha família há séculos.

Muito surpreso?

Falemos lá dentro.

Com sua permissão, senhorita.

Como vê, se trata de uma antiga escritura.

Meu propósito é acabar ali meus dias. Mas estás escavando minhas terras.

Mas podemos chegar a um acordo.

- Que tipo de acordo? - Razoável. Muito razoável.

Se esta escritura é válida teremos que nos retirar.

Quero ser condescendente. Sem engenheiro, a mina não tem valor.

- Obrigado. - Se alguém o matar...

quem encontrará as esmeraldas?

- Uma razão de peso. - Sou muito ambicioso.

Quero ser rico. Reunir muitos pesos, milhares.

Quando encontrar o fogo verde no Carrere,

repartiremos. Seremos sócios.

Só uma coisa me preocupa neste antigo título de propriedade.

A tinta ainda está fresca.

- Está dizendo que minto? - É isso.

Tens razão. Não me saí bem.

Era a maneira de chegarmos a um acordo sem derramar sangue.

Verá como é rápido usar o gatilho.

- Não há acordo. - Como queira.

Você estudou muito. É engenheiro, trabalha,

encontrará esmeraldas. Quando ocorrer, eu saberei.

- Então virei pela minha parte... - Esperarei.

Vamos!

Tampouco eu dormi.

O El Moro voltará. Disse seriamente.

Sei.

O El Moro não me preocupa nem a metade de você.

- Eu? Por que? - Já sei que vai se afastar.

- Só por duas semanas. - Possivelmente para ver alguém.

Claro. Um corretor de café. De 73 anos.

- 73. Uma idade maravilhosa. - Não me diga que tem ciúmes?

Feroz.

Um novo Rian Mitchell. Supera em muito ao velho, não acha?

Não sei. Deixa eu pensar no navio.

Sentirei sua falta.

- O que são duas semanas? - 14 dias.

Só dois sábados.

Escuta, vai me deixar aqui sem sua companhia?

As garotas nos sábados não saem quando se vão?

O que me diz?

Rian, não recordo jamais me ter apaixonado.

Apaixonado seriamente.

- Sentiria se tivesse uma decepção. - O que teme?

Cada qual ama a vida a seu modo.

A sua é ir de uma a outra montanha porque seu impulso o obriga a fazer.

A minha é criar raízes aqui.

- Somos opostos. - Idêntica ao Vic.

Preocupam-se muito.

Bom dia.

Olá, bem-vindo a casa.

- Está preocupado? - Talvez.

Qual é a causa?

Cathy.

O que acontece com Cathy?

Rian, jamais me coloquei em seus assuntos de saias.

Dolores, Connie, essa tonta do Alaska.

Mas agora é diferente. Cathy é uma garota séria.

Já sei. Economize o sermão.

Só quero dizer que se alguém tratá-la mal eu ficaria

com vontade de lhe afrouxar os miolos.

Esse arrebatamento de cavalheiro é questão de princípios ou encobre

algum sentimento pessoal?

Há alguma lei que me impeça gostar de uma garota?

- Nenhuma. - Pois se lembre do que eu disse.

- O que há, Roberto? - Eu a descobri, patrão.

- Mentira, fui eu. - Cala! Tragam a luz.

O que houve?

- Queria ganhar minha recompensa. - Mente. Eu encontrei a pedra.

- Vejamos, onde está? - Aqui, patrão.

- Aí, eu arranquei. - Eu a vi primeiro.

Aqui?

Pode ficar. Não vale nada.

Vamos, ao trabalho. Deixa de brigas. Chamem o Sr. Leonard.

Bom sinal, não devem estar muito longe.

Vamos ver se temos sorte.

Desmoronamento!

Todos fora! Desmoronamento!

É inútil! Dentro de um minuto virá tudo abaixo.

Rian!

- Rian. - Vic, para atrás.

- Não demorará para vir tudo abaixo. - Rian!

Parte, idiota ou não sairá.

- Pode respirar? - Vic...

- Vic, não seja louco, volte. - Ânimo, Rian.

Quando eu fizer alavanca, seu empurra para cima.

Agora!

Vamos outra vez. Empurra com todas as suas forças.

Aguenta, Vic!

Vic, corra!

Estira bem. Se apoie nela.

- Como está? - Bastante bem.

- Não acho que quebrou. - Salvo uma montanha um pouco fraturada.

Me faz falta um gole.

- E agradeço, Vic, obrigado. - Se vai chorar, vou sair.

Toma.

Não há tempo para chorar. Devo adotar outras medidas.

Que pressa? Não há navio até a outra semana.

Quem fala de partir?

Se a montanha quer jogar duro, jogaremos duro.

Escavaremos talho a talho, penso derrubar a montanha.

Talho a talho... Com o que tem não pode cortar nem manteiga.

Encontrarei um meio.

O sindicato mineiro não aceitará a operação.

- Perdes tempo. - Sei, sei, mas...

depois de tê-la ao alcance da mão.

Vão me cegar o brilho.

Nada me deterá. Nada. me dê tempo para pensar.

Já me inteirei. Que má sorte.

Assim é a vida. Não se pode ter tudo.

- Que planos tem agora? - Escavar mesmo, talho a talho.

Disse que era uma operação muito custosa.

Sim, vou cercar negociações com o sindicato mineiro.

O mau é que nos vão tirar até as vísceras.

Menos mal que o bolo é tão grande que haverá para todos.

Acho que é uma lástima.

Poderia ser uma fortuna para um homem arriscado.

Jogar tudo numa carta e ganhar milhões.

Mas homens assim não existem em nossos dias.

- Bom, sigo meu caminho. - Um momento.

Donald, tenho muita pressa. Quero esperá-la voltar.

Talvez possa economizar a sua viagem.

- Não o compreendo. - Se não tivesse necessidade de ir,

se um homem estivesse disposto a jogar tudo,

quais seriam as condições estipuladas?

Vic e eu não somos ambiciosos. Algo razoável, mas...

onde encontraremos o cavalheiro branco?

O tem na sua frente.

- Você? - Por que não?

Diz que lá em cima há esmeraldas, isso me basta.

Não sei. Nós gostaríamos de tê-lo entre nós, mas

provavelmente necessitamos mais pelo que pudesse contribuir.

- Mais de 5.000 pesos? - Calculo que sim.

A maquinaria custa um olho da cara. Obrigado de todos os modos.

Bastariam 10.000?

10.000?

Homem, investindo essa quantidade terá direito a uma terceira parte.

- Trato feito? - Espere, espere.

Esquecemos o mais importante. A mão de obra.

Para começar me fazem falta 200 homens.

Os contratou para a colheita de café. Esqueça o assunto.

Exporei o problema aos colhedores no sindicato.

È chato. Acreditei que o tínhamos solucionado.

Conseguirei os operários, Rian. Todos.

É uma decisão quase heróica. O que dirá sua irmã?

Francamente, não gostará.

Mas a plantação está em meu nome. Eu determino. Ela sabe o que penso.

Por fazer o seu gosto, o negócio nos leva de mal a pior.

Poderia recompensá-la cem vezes com o fruto que recolhesse.

Que mulher não se abrandaria ao ter em sua mão uma esmeralda?

Não se preocupe com Cathy. Eu os arrumarei.

Você só tem que dizer uma palavra.

- Trato feito. - Terá os operários amanhã.

- Boa sorte, sócio. - Adeus.

Que plano tem?

Acho que não devemos afundar mais. Esta é zona de deslizamentos.

- chegamos ao limite. - Sim, mas fazendo o corte ali

e represando a água por aquele lado, pela comporta...

Senhores, alguém vem!

Cathy!

Devem estar muito orgulhosos de sua façanha.

Sei o que está pensando mas deixa que explique.

Não o culpo, foram eles que souberam convencê-lo.

Foi ideia minha . Somos donos de um terço. É a grande oportunidade.

E o café? Por falta de braços apodrecerá no pé.

Por que só estes homens? Há outros que podemos dispor.

Não há outros além desses.

E ainda se houvesse, como acha que os vou pagar?

Um momento. Os 10.000 pesos esvaziaram a caixa?

Tudo o que havia.

Bonita jogada, amigo.

Don, leve de volta os homens.

Não acabe com os nossos esforços.

Sempre disse que se houvesse uma ocasião, a aproveitaria.

Pela primeira vez em minha vida, faço o que quero fazer.

Nada pode trocar sua ideia, não é?

Sei. Aproveitei o momento de sua ausência. Fui cruel.

Estava decidido a consegui-lo.

É verdade. Mas não pensava só em mim, a não ser em todos nós.

- Não espera que eu acredite? - Esmeraldas.

Pensa no que significa. Quando as tiver, lhe compro 20 plantações.

É esplêndido, mas somente quero uma.

Cathy não pense como mulher. Estás com a batalha perdida.

Por que ir às cegas se o arco-íris está aqui em cima?

Disse bem. Penso como mulher. E por isso penso em meu avô

que tirou uma plantação do nada. Em meu pai, que sacrificou sua vida.

No que simboliza. Amor, esforço, dignidade. Algo que você desconhece.

Coisas que não compram com esmeraldas.

Vái uma irmã.

Sinto muito, Rian. Estraguei tudo.

Sim, filho, toda a culpa não é sua.

Matas a fome a base de bebida?

Preparei um discurso em sua honra.

Tarefa difícil porque sou homem de poucas palavras.

Mas já consegui.

Estou ouvindo.

Muito bem.

Dá-me náusea.

Pela segunda vez. Dá-me náusea.

Recorda minha filosofia caseira? Digo qual é seu defeito.

Acha que pode destruir tudo e logo compor ao seu desejo.

Não pode fazê-lo.

Terminastes?

Terminei.

Com seu pão coma isso, amigo.

Quieto, menino. Quieto.

Olá. Acho que se pergunta o que faço aqui.

Um pouco.

Eu não distingo um grão de café de uma pílula de vitaminas, mas

- se algo posso fazer por você... - Não precisa me ajudar.

Pois quero fazê-lo.

O que vai lhe custar? Só o gasto da minha comida.

Ok. Contratado.

Ainda não estamos vencidos. Amanhã o padre irá procurar as mulhe...

Não pare. Não perdi nenhuma palavra.

Falaremos tomando uma xícara de café. Marca Knowland, bem forte.

Antes de me limpar quero dizer algo que guardo no peito...

referente a você, Cathy, eu... Eu, vamos, eu...

Sinto por você um grande afeto...

Bom, quer dizer, eu... Precisamente esta manhã disse a um,

cujo nome não falo, que sou homem de poucas palavras.

Compreende o que quero dizer?

A verdadeira eloquência é não dizer nada.

Agora, vamos a esse café.

Srta., srta., aqui vêm juntas com o padre Rivero!

Não tantas como eu esperava.

Não se preocupe, Cathy. Conseguiremos.

Sinto muito, Cathy. Todas as que pude recrutar.

Dizem que podem fazer o trabalho de 200 homens.

- De 400, senhorita! - O padre disse bem!

Com esta fé são capazes de fazer milagre.

Com isso contamos padre, mas não seria mal se nos desse uma mão.

- Manuel, quando estiver preparado, nos avisa e a soltas. - Sim, patrão.

- Rian! Achei! Encontrei uma! - Pare, para atrás!

Me parece que por fim ficarei em um lugar.

Uma esmeralda, Rian. Encontrei uma esmeralda.

Triunfei.

Fale com a Cathy que triunfei.

Senhor misericordioso, acolhe em seu seio a alma de seu servo Donald

e lhe dê o descanso eterno.

Terra. A terra foi seu sustento e a ela volta.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Cathy, eu...

Agora tudo é seu, Rian.

- O que quer? - Me perdoe, patrão.

- Manuel, não disse que tirasse as duas camas de armar daí? - Sim.

- Leva logo isso. - Mas, patrão, eu...

- O que? - Isto.

Ganhei a recompensa?

- Onde a encontrou? - Onde cavava o Sr. Knowlands.

É a única que havia, patrão.

Que continuem escavando por aqui. Cortem toda esta seção.

Certamente deve haver mais.

Haverá outra recompensa para quem encontre a segunda.

Sobe a água.

- Outra vez troca seu curso. - O que quer dizer outra vez?

Antes corria pelo leito seco ao pé da montanha.

Como é que agora banha à plantação?

Houve um grande deslize de terra no tempo do meu avô.

Pois este agora é, sem dúvida, obra do homem.

Olhe isto. Isso é do Carrere. Madeira do Carrere recém cortada.

Passa por esse canal e se amontoa no rio. A água se desvia.

- Tem que ir em outra direção. - E estão em cima as chuvas.

Quando começarem, a plantação irá parar no mar do Caribe.

- Não poderíamos levantar um dique? - Não aguentaria.

Só há uma solução.

Trocar o curso do rio.

Conseguir que volte a correr pelo seu antigo leito.

Mas isso é impossível.

Não, se provocarmos outro deslizamento.

De que modo?

Explodindo o Carrere.

Uma carga de dinamite e a metade da ladeira irá parar no rio.

Amanhã este leito estará seco.

Você é quem decide.

Provisoriamente o reforçaremos com sacos de café. Vamos!

- Você não pode fazer isso. - Sinto muito, padre.

Este conflito não se arruma apresentando a outra face.

Se explodir a montanha, se destruirá de uma vez a si mesmo.

Sinto muito, padre.

Tranquilo, Manuel, sou eu.

- Sr. Leonard, voltou? - Sim.

- Achei que vinha o El Moro. - Toda prudência é pouca.

- O que é isso? - O que?

Me entregue o fuzil, Manuel. O fuzil.

- A dinamite está no mesmo lugar? - Sim, senhor. - Certo.

Bom dia.

Falarei com o guarda.

- Deixa passar qualquer um. - Venho em plano de negócios.

Estou cheio de café, mas fala.

Primeiro, seu canal de irrigação trocou o curso do rio.

Segundo, vem a as chuvas,

a plantação vai ser a maior piscina da Colômbia.

- Terceiro, estou decidido a interferir. - De que forma?

Quarto e último, vou explodir a montanha sobre o rio.

Me fascina a idéia.

Jogue-a no saco de iniciativas quando partir.

O saco de iniciativas está cheio de dinamite em zona de perigo.

José está lá em cima, junto a ele, e preparado.

Dois minutos depois que José conectar o interruptor

voará a montanha como em quatro de julho.

Pensou que vão explodir 200 homens ao mesmo tempo.

Quanto a isso, Cathy já falou com os homens...

Vão tornar a se filiar ao sindicato do café.

Para atrás, voltem!

Voltem atrás! Atrás!

Patrão, patrão, a dinamite! Carregaram toda. Não pude detê-los.

- José está preparado? - Só espera o sinal.

Veja Cathy, não somos tão diferentes depois de tudo.

Lutadores de baixos recursos, quando nos empenhamos em algo.

Tem razão, amigo.

E agora, vamos ver o espetáculo.

- Esquecestes uma coisa. - O que?

Quinto e último, eu fico aqui.

Estás louco? Todo acampamento voará.

Já sei, não se preocupe, segue adiante com seu plano final.

Descerás da montanha nem que eu o carregue nas costas.

Assim tem que ser e será.

Vic, basta!

Vic quieto! Basta já!

Achei que poderia lutar com suas mesmas armas.

Mas eu não gosto da luta de baixos recursos.

Sinto muito, Vic. Não posso seguir adiante.

Cathy, olhe o que vem por ali.

Quando isso chegar, ficará sem fazenda.

Não me importa.

Não quero conservá-la por este preço.

Tem sorte, Rian. De repente suspenderam-se os fogos.

José, não conecte e venha aqui!

Quero falar contigo.

Já disse tudo. Não temos nada que falar.

É só um segundo.

Ok.

Em relação à montanha, acho que estás certo.

Anda. A exploda.

- É uma brincadeira? - Não. Não há truques.

Viver para ver!

Vamos ficar de bate-papo o dia todo? Temos dinamite esperando.

O El Moro! Sr. Leonard, vem o El Moro!

Fique aí!

O El Moro e os seus estão aí.

Vamos para dentro.

Aí está o estojo de primeiros socorros.

Tivemos sorte afastando todos.

- Sr. Mitchell, me escuta? - Escuto.

Falei que voltaria quando tivesse encontrado as esmeraldas.

Agora fará o negócio a minha maneira.

- Em que condições? - Primeira, atirem as armas e saiam.

Sei que a senhorita está com vocês. Saiam e não sofrerão nenhum dano.

Não confie nele, senhor.

Temos um homem ferido.

Deixe que a senhorita se ponha a salvo e falaremos.

Falamos primeiro.

Já supunha. Temos que tentar uma escapada.

Ficaríamos bem descoberto.

Bem? O que decide, Sr. Mitchell?

Vou lhe enviar um presente.

Essa resposta é uma estupidez.

Se abaixe.

- O que vais fazer? - Onde está o interruptor?

Junto à comporta.

Me cubra. Vou tentar chegar.

Se achas que vai voar só ele engana-se, voará tudo com ele.

Sei, mas o terei em xeque. Assim chegarão aos cavalos.

- E você, enquanto isso. - Tenho dois minutos.

Assim que os vejo partir, conecto o interruptor e me arranco.

Sem um fuzil cubrindo, será inútil.

- Lhe ocorre algo melhor? - Sim.

Por que eu não vou?

- Você não é nenhum galgo. - Ok.

Queria lhe dizer muitas coisas, Cathy.

Olhemos para relógio. Só dois minutos?

Quando eu digo dois é porque são dois.

Certo, quero estar seguro.

Preparado?

Chegou.

- Saiam, saiam! - Vamos.

Eu espero o Rian. Sigam!

Meu dote.

Hei! Se por acaso não sabem, está chovendo.

LEGENDA By Léo

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