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Original subtitles

Todo mundo, desce aqui.

- A Barbara chegou. - Eu atendo.

- Meu cabelo n�o fica daquele jeito. - Achei que era pra n�o ficar.

N�o, claro que n�o.

Diz que curtiu a Barbara, mesmo sem curtir.

Se precisar dizer um dia que n�o curte, ele n�o pode dizer: "Nunca gostaram dela."

Certo.

Que filme � esse?

O Chamado. Tem uma sess�o de Halloween � fantasia.

� especial pra mim e pro seu pai.

Mas a gente n�o pode ir fantasiado igual,

- ent�o� - Voc� odeia terror.

Mas a gente viu esse no 3� encontro, ent�o virou algo rom�ntico.

Foi uma jogada pra te deixar com medo e agarrada nele.

- N�o foi jogada. - N�o.

Com certeza foi.

Eu odeio terror mesmo.

Serve pra sociopatas que n�o acham o mundo real assustador.

Se quiser sentir medo,

bota algo no micro-ondas e esquece l� dentro.

Aquele apito do nada? Sinceramente.

- Nossa. Oi? - � melhor que seus filmes cult.

Se eu tiver que ver mais um final amb�guo�

A cena est� rolando e de repente corta. Como assim?

No terror, no fim, todo mundo morre. Isso � desfecho.

Reflete a vida real.

Ningu�m morre na vida real.

Espera. Aonde voc� vai?

Festa na casa da Maddy.

- Eu disse n�o. - Mas o pai disse sim.

Voc� disse que ela disse sim.

Problema de comunica��o. Vamos resolver depois da festa?

- Certo. - Opa.

- Espera. Isso� - Que vestido � esse?

Parece um cinto.

- Essa � a Barbara. - Barbara!

Oi, Barbara. Tudo bem?

- Fantasia incr�vel. - Oi.

Desculpa�

Eu s� queria dizer

que n�o sei aonde essa jornada vai�

- Desculpa, eu at� escrevi. - Ela escreveu.

"N�o sei aonde essa jornada vai terminar,

- mas que sorte�" - Pai, voc� prometeu.

T� bom. Bem-vinda � fam�lia, Barbara.

- T� bom. Nik, solta ela. - T�. Vamos sair.

- Desculpa. - Dancem, hein?

Curtam o Halloween. E: "Barbara, � lindo fazer parte dessa jornada com voc�."

- Tchau! - At�!

Eu tamb�m vou indo.

N�o deixa ningu�m�

Me levar pra outro local. �, eu sei.

- Arranja outra frase. - Pode ser r�pido,

- sem voc� perceber� - Eu sei. Sou esperta.

Sou conhecida por isso.

"Bora" pro filme de terror com uns bob�es.

"Bora"!

- Estou meio nervosa. - A gente j� viu mil vezes.

- Falei de entrar com comida no cinema. - E voc� vai comer?

Se entrar com ela, melhor comer.

Parece esposa de mafioso.

Desaprova, mas n�o abre m�o dos casacos de pele.

O qu�?

Olhou pra ela na minha frente.

N�o olhei pra ela. Como �?

Estou do seu lado.

- Olhei uma crian�a. - Que crian�a?

A fantasiada de fantasma.

Ent�o tem um fantasminha andando por a�

que s� voc� viu?

- Vamos ver se tem? - T�.

- �, nada. - Vamos procurar.

Segundo corredor? T�.

Cad� elas? Foram embora.

Me devolve. Obrigado.

Oi, amigo. Desculpa, licen�a.

- Jase. - Desculpa.

Ser� que viu uma criancinha por aqui? Uns 4 anos, fantasiada de fantasma.

- N�o, desculpa. - Ent�o pronto.

Ei, cara, eles perderam a crian�a. Viu alguma por a�?

- N�o, n�o, n�o. - N�o.

N�o perdemos crian�a. � que a minha esposa acha que eu olhei uma mulher gostosa,

s� que n�o. � isso.

Achou ela gostosa?

N�o, voc� disse� Espera. Voc�

Estou entendendo isso pelo contexto.

- Por que essa confus�o por isso? - T�.

� instintivo procurar alvos igual ao Predador. O predador sexual.

Meu Deus. Olhei uma criancinha fofa

e agora virei predador sexual.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com

Scott!

Scott!

Scott?

Scott. Voc� prometeu que ia levantar hoje.

Se eu soubesse que a terapia ia te deprimir, nunca teria sugerido.

� a doen�a do Ocidente.

Mentes fracas.

Nossa. Voc� mora aqui agora?

A casa nem est� t�o suja assim.

Por que ele est� triste? N�o aconteceu nada.

Um urso chegou perto demais da vila? N�o.

Neve grossa demais pra enterrar os mortos? N�o.

O primo construiu uma casa com madeira seca demais?

- N�o! - Nadya,

voc� cresceu em Moscou, e seu pai avaliava im�veis.

Acha que ele vai ficar bem?

N�o.

- Sua irm� vai encontrar a gente l�? - Ela n�o vem.

O qu�?

- Voc� falou que ela vinha! - Falei que ela costumava vir.

- Ent�o a festa � boa. - Vixe.

Vamos entrar sem conhecer ningu�m?

Ningu�m vai barrar duas lindas numa festa.

� tipo loja da Rolex barrando rico.

- Parece ser gigante. - �timo.

Precisamos de festa sem irm�o de 12 anos que joga Mario Kart, s� pra incluir ele.

Vamos. � logo ali.

Obrigada.

Esconde melhor? Eles v�o ver.

N�o. N�o d�.

J� viu o pre�o da pipoca? � absurdo.

Quebraram o contrato social. Vou pegar um rolo

- do banheiro antes de irmos embora. - Nem vem.

Jase, tudo bem voc� ter olhado,

- s� admite. - Ai.

- Para. - Homem podia ter decote

pra eu encarar e mentir depois.

Acha que me animo com mulher de blusa decotada?

Para. Se quiser ver mulher pelada,

tenho bilh�es delas no bolso agora.

- Percebeu que estava decotada. - Voc� falou do decote�

N�o � muita informa��o sobre uma mulher que nem reparou?

- D� pra esquecer? - S� falei.

Hein? Por favor?

- T�, maravilha. - T� bom.

T� certo.

Tem meia hora enquanto passam os trailers.

- Vem. - O que � isso?

- O desfecho. - Nikki.

Nikki.

Ningu�m de fantasia. Parecemos crian�as.

N�o, imagina.

- Deixa a vassoura aqui. - �.

Vamos pegar uma bebida e dan�ar.

- Todo mundo � mais velho, Maddy. - Age com maturidade.

Tipo, se algo for engra�ado, n�o ri.

S� diz:

"Nossa, que engra�ado."

Tem uns caras olhando.

N�o olha! V�o vir aqui.

Homens dessa idade n�o v�o querer falar com novinhas.

Ai, merda.

E a�? Tudo beleza a�?

- Opa, e a�? - Oi.

- Perda de tempo total. - N�o �.

Vamos acabar com isso. Ol�.

- Amigo, vai ser estranho. - Oi.

A gente veio mais cedo. Por acaso viu uma criancinha?

- Fantasiada de fantasma. - Perderam um filho?

Precisa parar de falar assim.

N�o vi ningu�m, mas acabei de chegar.

- Certo. - T�, ent�o� Licen�a.

- Desculpa incomodar. - Oi.

A gente veio mais cedo. Viu uma criancinha fantasiada de fantasma?

Estava com uma mulher alta fantasiada de gato. E com botas grandes.

N�o. Ela�

Minha esposa acha que olhei pra ela, mas n�o olhei. Queremos esclarecer.

O que ele disse?

- Ele acha que voc�s vieram roubar a loja. - N�o, n�s�

- Vamos embora. - Desculpa.

Em qual corredor?

Na verdade, foi neste corredor.

S� tem detergente. Por que teria uma crian�a aqui?

Exatamente.

- Valeu, adorei ela. - Para, vai.

Tem chocolates. Ela podia estar olhando.

- Talvez. - Que lado?

Sei l�. Um len�ol cobria a cabe�a.

Podemos ir? Vamos perder o come�o do filme.

Jase, admite logo que mentiu pra todo mundo curtir a noite?

Verifica ali.

- E esse agora quem �? - Paul.

Certo, Paul.

Voc� faz facul?

N�o, ainda n�o.

Estacionaram o carro?

- Viemos de �nibus. - Entendi.

Mas voc� dirige? Poderia ter vindo dirigindo?

Se precisa tanto saber a minha idade, j� � um mau sinal.

O qu�?

Acham que est�o tocando techno, mas � house.

Techno � mais r�pido.

Nossa, que engra�ado.

Pois �.

T�.

Aqui � voc� entrando.

- � a mulher gostosa? - � a mulher.

Eu apoio as mulheres, t�?

Mas devem entender a diferen�a entre uma mulher gostosa

e uma nota sete usando PVC.

Nikki.

Desculpa.

N�o, voc� N�o precisa traduzir.

N�o vejo crian�a a�.

Pausa. D� pra pausar?

D� pra aproximar?

- Navi. - N�o, n�o na mulher.

Isso n�o pega bem. � p�ssimo. T�, pausa a�.

O problema � que o corredor esconde a crian�a.

- Conveniente. - Pega o meu olhar.

Est� direcionado pro outro corredor, na altura de uma crian�a pequena.

Ora, ora, ora.

Que cena lament�vel.

- Dou play? - D�.

- Que isso, Paul? - Desculpa.

T�. Agora olha l�.

A crian�a deve aparecer

a qualquer momento

agora.

Desculpa, isso acontece. Foi mal.

- Isso � doentio. Vamos? - Acabou o armazenamento.

Nossa, veio fantasiada.

Que fofo.

Cad� a Maddy?

Vi ela indo dan�ar, mas de boa.

Daqui a pouco ela volta.

Eu ia dizer que vai ter um after, se quiser ir.

- N�o � longe daqui. - Talvez.

Melhor eu procurar a Maddy.

Eu te ofendi?

Opa, amiga. Achei que fosse voc�.

Sou o Rory.

A gente se conheceu na festa da Izzy. Beleza?

- Claro, oi. - A Izzy est� ali, se quiser dar um oi.

- T�. T� bom. - �? Beleza.

Com licen�a.

Valeu, cara.

- Nossa, obrigada. - Relaxa.

- Ele ficava me tocando. - Festa techno parece

o Bat-Sinal, mas pra idiotas.

Uns amigos est�o ali.

Qual � seu nome?

- Princess. �. - Princess?

Um nome dif�cil de ouvir.

Voc� deve ouvir muito, � o seu nome.

�, verdade.

- E seus amigos? - Estranho. Estavam aqui agora h� pouco.

Mas beleza.

A gente fica junto.

Acabei de te salvar.

Veio dirigindo?

Maddy?

Maddy?

Maddy?

MADDY - CHAMADA

Al�?

M�E

N�o, tudo bem. N�o foi culpa sua.

A gente perdeu meia hora.

Duas pessoas e um cavalo j� morreram. Tem gra�a agora?

O qu�?

N�o ligo que voc� olhou pra ela.

- Ai, meu pai. - Tudo bem achar algu�m atraente.

- Ent�o por que estamos brigando? - Porque,

se voc� n�o admite,

� como dizer que nossa rela��o � fraca e n�o tolera achar algu�m atraente

como se fosse delicada, mas n�o �. � segura.

O bastante pra voc� achar algu�m atraente e eu tamb�m.

- Achou algu�m atraente? Quem? - N�o.

S� estou dizendo que pode.

Eu posso. N�s dois podemos.

- Sei, t�. - E tudo bem.

Mas continuo irritada com voc�.

- Eu n�o fiz nada errado. - � isso que irrita!

Eu queria que voc� tivesse olhado pra ela.

T�.

Pra voc� saber, fiquei bem confuso.

Qual � a sua?

Bom, existe�

uma chance m�nima de eu precisar te contar uma coisa.

Princess.

- Achei que fosse esperta. - Eu sou.

- N�o me parece. - N�o grita comigo.

- Sen�o tinha ligado pra Nikki e o Jason. - E sua amiga?

Ainda l� dentro.

- N�o posso voltar l�. - Como vou reconhecer ela?

A festa era pra ser irada.

Muito maneira.

Voc� � amiga da Princess, n�?

- Sou. O qu�? - �? Oi.

Certo, sentem as duas.

T�, pergunta r�pida.

- Ela �? - Minha m�e. A legal.

Quem sabe de voc�s aqui?

Ningu�m.

Onde voc�s est�o? Tamb�m n�o sabem.

Como v�o voltar pra casa? Voc�s n�o t�m como.

N�o se abandona a amiga.

N�o foi a inten��o.

- O que aconteceu? - Eu n�o gostei daqueles caras, Maddy.

Eles pareciam legais.

�, hoje todo mundo parece legal.

Na nossa �poca, os machistas passavam a m�o na bunda e diziam "querida".

Agora eles s�o mais espertos e se disfar�am de feministas,

com �lbum da Clairo e ecobag,

e acham que podem te agarrar porque usam esmalte

e fazem matcha!

Desculpa.

T�.

Voc� est�o entre dois mundos agora.

S� n�o pulem pro pr�ximo cedo demais.

Levantem e vamos embora.

Ai, droga. Minha vassoura.

Eu trouxe de casa, n�?

Deixei logo na entrada.

Ela trouxe de casa.

Vai.

Corre!

Vamos!

T�, ent�o�

Olha, Nik.

Se voc� vai se separar de mim, n�o faz isso aqui.

Espera a gente sair do cinema.

Eu amo aqui, e isso vai estragar o lugar, t�?

Kerry do trabalho

n�o � mulher.

� um homem.

T�. Bom pra elu.

N�o acredito que voc� achou que eu reagiria mal a isso.

Voc� me conhece.

Eu acho �timo cada um ser quem quiser.

N�o, ele sempre foi homem�

Entendi a quest�o aqui.

Inclusive, tivemos um m�dulo sobre isso na faculdade.

Kerry pode ser nome de homem e de mulher.

- Deu sorte nisso. - Jason.

O qu�?

Meu colega Kerry � homem.

Voc� presumiu que era mulher,

e eu� eu n�o corrigi voc�.

E o motivo de n�o te corrigir�

� que eu tive uma quedinha por ele.

Que tipo de quedinha?

Uma quedinha m�nima, pequena, de trabalho.

T�.

Ent�o tudo foi por isso? Voc� estava se sentindo culpada.

N�o vai perguntar h� quanto tempo vem rolando?

Parece que n�o rolou nada.

- Rolou? - N�o.

Certo.

Mas eu imaginei coisas rolando.

� legal, sabe,

ser essa pessoa empolgante pra algu�m

em vez de virar um m�vel.

Que m�vel acha que virou?

N�o sei.

Uma poltrona?

Apoia todo mundo, mas fica no fundo.

N�o � uma poltrona. Nem pensar.

Uma poltrona exige demais. Tem que sentar reto.

Ningu�m relaxa de verdade numa poltrona, n�?

Voc� � um sof�.

- Sof�? Jase. - �, um sof�.

Recebe todo mundo.

N�o julga ningu�m.

Todo mundo ama um sof�.

E voc� � o qu�?

Eu? Uma cama.

- Cama? - Tem conforto e emo��o por igual.

Nossa.

Olha o seu ego.

Mas nem importa mais, porque j� superei ele.

Sinto muito. O que aconteceu?

Ele � cantor, e as m�sicas dele s�o cheias de clich�s.

N�o tem nada menos atraente que um homem que n�o entende o amor.

N�o se sentiu amea�ado?

Me senti um pouco, sim.

Luzes fluorescentes, voc� brilha

Trono no escrit�rio, nada supera

Gira devagar, me puxa pra �rbita Mundo em sil�ncio�

T�, est� de boa.

A gente sempre fica de boa.

- �? - �.

Desculpa n�o ter decotes pra voc� olhar.

Est� tudo bem.

Sempre tem pulsos. Eu gosto de um pulso bonito.

Foi a coisa mais triste que j� ouvi na vida.

- Voc� est� bem? - Estou.

E voc�? Por onde andou?

Tipo, tudo bem, mas fiquei mandando mensagem.

Tem sido complicado

resolver tudo.

Apartamento, conta banc�ria, essas coisas.

Entendi.

Os �nicos empregos que consigo s�o�

� dif�cil recome�ar.

Eu sei que � dif�cil.

Mas preciso que voc� aguente um tempo,

porque foi dif�cil pra mim por muito tempo.

Agora � a sua vez.

A Suki perguntou se vamos na festa dela na sexta.

- O que vai ter? - Patina��o e hamb�rguer.

Vamos, sim.

Nadya.

Nadya. S�

T�.

Eu amo que voc� levantou,

mas voc� est� debaixo desse edredom h� horas.

Ent�o, na pr�tica, s� mudamos o problema de lugar.

Bom, sem projetos pra usar de escudo,

aparentemente esse sou eu.

E quanto tempo voc� vai ser assim?

Quanto tempo eu vou ser eu?

Um bom tempo, imagino.

A culpa � minha.

Era s� pra n�o ter os planos malucos

e fazer voc� maneirar seus tra�os mais irritantes, mas�

mas talvez ser irritante seja importante na sua personalidade.

Quem �?

A Barbara. Ela veio de novo.

T�.

- O qu�? - Faz tempo que eu n�o via isso.

� confort�vel.

Como foi o filme?

- Foi bom, �. - Foi, �.

Deixa pra l�.

E a festa?

�, foi boa. Deixa pra l�.

- Oi. - Oi, Barbara.

- Oi. - Tudo bem?

- Voltou pra sua casa ontem, Babs? - �.

Gostei do colar.

Valeu.

T�, vamos subir.

- T�, voc�s dois. V�o. - T�.

- Ent�o ela� - �, a Barbara � g�tica.

- �. - Maravilha.

UM FESTIVAL COMUNIT�RIO PARA UM MUNDO P�S-DINHEIRO

COMO PARTICIPAR DO WOODSCOTT: UM GUIA

Eu olhei sim pra mo�a.

Eu sei.

Nossa, odeio isso.

Legendas: Valmir Martins

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