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Todas as unidades a um 415 na Hyperion com a 8th.
Poss�veis dist�rbios.
V� l�, T. Mais alto, p�.
Pol�cia de L.A.
S�o cinco a zero.
Acalma-te. Tem calma.
Tira-nos daqui, p�. Tira-nos daqui.
Arranca, Ray.
Cuidado, T. Cuidado!
Sabes algo sobre a Guerra dos Trinta Anos?
N�o, mas sou perito na dos 40.
Ou seja, o meu casamento com a tua m�e.
J� tens audi�ncia marcada?
Sim, n�s sabemos quando as nossas filhas s�o multadas
por uma taxa de alcoolemia que dava para assar um chouri�o.
Juro que ia contar-te.
- Mas n�o contaste. - Eu sei...
Como � que?
Sim?
Certo. Est� bem, vou j� para a�.
Tenho de ir.
- Desculpa, pai. - Boa sorte com esse trabalho.
... na capital iraquiana.
Nas not�cias locais, a tens�o aumenta
em Angelino Heights,
ap�s um tiroteio com a Pol�cia que originou dois feridos graves.
Queremos justi�a j�!
Os residentes juntaram-se no local...
Vamos at� ao fundo disto e ser� feita justi�a.
Asseguro-lhe que a Pol�cia,
o Minist�rio P�blico e o meu gabinete est�o empenhados...
- Atraio sempre uma multid�o. - Agente envolvido em tiroteio.
- A popula��o est� lixada. - Espero que tenham seguro.
O carro pertence a Reshaun Ferris. Traficante. Dois anos em Chino.
- Foi encontrada uma arma. - A outra v�tima?
Thomas Broussard, 17 anos.
Os buracos de balas foi magia?
Os mi�dos andavam de carro aqui perto.
Chamaram a Pol�cia.
Vieram dois � paisana, houve tiroteio.
O Ferris e o Broussard est�o em estado cr�tico.
- Os agentes foram atingidos? - N�o.
Sebastian.
N�o deve ser boa coisa.
- O traficante disparou primeiro. - Que choque.
Uma testemunha ocular disse que foi a Pol�cia.
- Parecia uma execu��o. - Pelo menos, um pol�cia � negro.
- Evitamos o motim racial. - E a sorte acaba a�.
Ele j� foi acusado de uso excessivo de for�a.
- Claro. Algo dos Assuntos Internos? - N�o e n�o te contenhas.
� o terceiro agente envolvido num tiroteio no �ltimo meio ano.
- Deram-lhes carta-branca. - Tudo programado.
- Mas preciso que trates disto. - Obrigado.
Da �ltima vez, quase destru�a o sistema judicial.
- Note-se o "quase". - Exacto.
Os pol�cias detestam-te. N�o questionar�o a investiga��o.
H� a� um elogio algures.
Descobre a verdade antes que isto rebente.
Certo. Temos dois mi�dos alvejados.
- O que temos sobre a arma? - As impress�es s�o do Ferris.
A bal�stica confirmou o disparo. Os res�duos foram inconclusivos.
- Vamos examin�-lo ap�s a opera��o. - E os pol�cias?
Est�o a fazer testes psicol�gicos.
- E que tal s�o? - Adoram o Ray Tillman. � porreiro.
Sabes o que quero dizer.
Se infringiu as regras para apanhar o mau da fita?
Quem n�o o fez? At� tu.
O Broussard foi aluno de honra na Crenshaw Science.
� cat�lico praticante. Tem aulas na Cal State Long Beach.
�ptimo. A imprensa vai adorar.
E o Thomas Broussard e o Reshaun Ferris s�o primos.
O aluno exemplar e o traficante. Fam�lia ecl�tica.
Malta, temos de saber quem disparou primeiro.
Isaac, investiga o Ferris, para saber se estava a traficar.
Madeleine e Raina, falem com a fam�lia.
Casey, v� o que consegues descobrir no local. V�o.
Queria falar contigo sobre o que aconteceu em San Diego.
- N�o aconteceu nada. - Sim, eu sei.
Por isso mesmo. Tencionava explicar.
Deixa estar, j� sou crescidinha. N�o estavas a fim de mim.
- N�o faz mal. - Espera.
Mas futuramente...
...deves ter cuidado com os sinais que passas.
Unidade M�dica do Hospital da Calif�rnia
Sei que � dif�cil, Mrs. Broussard.
Mas temos de saber o que fazia o seu filho naquele carro.
O Thomas disse que ia a uma festa. N�o me preocupei.
O Thomas nunca fez nada de errado.
- Excepto sair com o Reshaun. - S�o chegados?
Sou m�e solteira. O Thomas � filho �nico.
Quando era pequeno, o Reshaun era mais um irm�o mais velho...
...do que primo.
Depois o Reshaun perdeu-se, come�ou a vender droga.
Disse ao Thomas para se afastar dele.
� dif�cil quebrar alguns la�os.
E a festa?
O Thomas foi com uns amigos.
Vieram mais cedo. O Thomas ficou.
Ligou e disse: " N�o te aflijas. O Reshaun leva-me a casa."
Se a Pol�cia alvejou o Reshaun, � porque tinha uma raz�o.
Sempre tive medo que um dia o Reshaun o magoasse.
Devia ter sido eu a ir busc�-lo.
Obrigado por ter vindo, Detective Tillman.
- Sebastian Stark. - Sim, sei quem voc� �.
E voc� tamb�m.
Tommy Matten manda cumprimentos.
- Como � que ele est�? - A dar cabo da reputa��o.
Mas ainda estar� a dar cartas quando eu for para a cova.
- Preciso de representante? - N�o foi acusado de nada.
Sim? J� vi como trata os pol�cias que dep�em.
J� nos custou alguns bons homens.
Detective, n�o � connosco que tem de se preocupar.
Metade da cidade quer v�-lo enterrado.
Agora, se falar comigo, se me contar tudo,
sou capaz de poder ajudar. E acredite, vai querer isso.
Est� bem.
T�nhamos apanhado um suspeito quando fomos chamados.
Apoio a colegas.
Est�vamos por perto, por isso, fomos at� l�.
Eu e o Detective Leary abord�mos um dos ve�culos.
Identific�mo-nos.
E o passageiro sacou da arma.
E disparou contra n�s.
Ripostei imediatamente. O Kenny fez o mesmo.
O ve�culo andou uns metros antes do acidente.
O que aconteceu quando chegaram ao carro?
Encontr�mos dois homens. Feridos e inconscientes.
Estava uma Glock no ch�o, aos p�s do passageiro.
Recolhemos a arma. E cham�mos a ambul�ncia.
As regras dizem que t�m de embalar a arma.
Por que n�o o fizeram?
As regras s�o ignoradas num tiroteio com a Pol�cia.
Aquilo ia aquecer, n�o queria contaminar o local.
- Isso � discreto e conveniente. - O que quer dizer com isso?
Que tem v�rias queixas por uso excessivo de for�a.
Vai levantar quest�es, n�o acha?
Eis a resposta. Ando nas ruas h� 30 anos.
Dois colegas mortos, tr�s reformados.
E nesse tempo, nunca forjei provas contra ningu�m.
Pode dizer o mesmo?
Se tiver mais perguntas, fale com o meu capit�o. J� chega.
Tem de ter cuidado com as suas companhias.
O que foi?
Acusou um detective condecorado de forjar provas.
N�o o acusei de nada.
Podes acreditar, as perguntas v�o surgir.
� melhor fazermo-las primeiro.
Vamos ter um problema?
Contratou-me para o ajudar com Pol�cia de L.A.
Para eu o fazer, tem de os tratar bem.
Est� bem. Mas ficas a saber...
Se estiverem errados, vou fazer o meu trabalho.
Est� bem. E do que precisa?
Que fales com o parceiro dele mal saia do psiquiatra.
Antes de compararem notas?
Enquanto ainda est� tudo fresco.
Sebastian.
- Como vai o meu procurador favorito? - Que queres, Angela?
Que frieza.
�ramos amigos, Tubar�o, muito amigos.
Porque tinha acabado de me divorciar.
Foi loucura tempor�ria. E n�o me voltes a chamar isso.
N�o te queixavas. Porqu� tanta amargura?
Al�m de me teres lixado no caso Braden?
Bons dados de investiga��o.
- Fontes an�nimas, provas roubadas. - Diz o roto ao nu. Era o meu trabalho.
Usaste-me tantas vezes como eu a ti.
E estamos de volta ao: que queres?
O tiroteio. Est�o a abafar a coisa?
- N�o comento. - Conheces o jogo.
Posso escrever a tua vers�o, ou outra qualquer.
Escreve isto.
POL�CIA DE LOS ANGELES
Estava na hora de apareceres.
Est�s pronto para ir para a rua?
O que se passa?
- Rick, como est�s? - Bem.
Toda a gente ainda fala de como defendeste o Joey.
Sim. Parece que foi h� s�culos.
O que te traz por c�?
Quero falar com o Detective Leary.
Ele est�?
- O Stark est� no comando? - Est� na linha.
Poucos acreditar�o nisso.
O Kenny est� no vesti�rio. S� brando com ele.
Est� bastante afectado.
Assim que o Ferris disparou, o Ray teve de ripostar.
Ele disparou e eu tamb�m.
Reshaun Ferris mereceu o que teve.
Mas o outro mi�do...
...custa-me a aceitar.
- Posso trat�-lo por Kenny? - Sim, todos tratam.
- Quando se tornou detective? - H� meio ano.
- O Tillman foi o seu parceiro? - Sim, o dele reformou-se.
- Saiu-me a lotaria. - Gosta dele?
O Ray � o maior.
Levou uma semana at� me encarar.
Aprendi mais em seis meses do que em toda a carreira.
Tamb�m me lembro do meu primeiro parceiro.
N�o sabia nada. Por pouco n�o nos matava.
Bem, Kenny...
Vou dar o meu melhor para o ajudar, est� bem?
Mas tem de confiar em mim.
Est� bem. Obrigado, Isaac.
- A hist�ria do Leary foi ensaiada? - � dif�cil dizer.
� s� isso que sabes dizer?
Se acho que est� assustado? Sim. A mentir? N�o.
- Como est� o Broussard? - Inst�vel.
- O Ferris safa-se. - N�o h� mesmo justi�a.
A toxicol�gica do Ferris deu positivo para coca�na.
Sim. Alguma coisa das testemunhas?
Para a Pol�cia, o Ferris disparou primeiro.
Quem l� estava culpa os pol�cias. N�o sei se viram alguma coisa.
Mas o Ferris tem in�meros mandatos de captura.
- Duas condena��es. - � terceira � de vez.
Se o apanharam, s�o 25 a perp�tua.
E o melhor � que o mandato � por agress�o a um pol�cia.
- Estragas-me com mimos. - T�m de ver isto.
Publicaram isto h� uma hora. � um v�deo de ontem � noite no local.
Pol�cia!
Recua.
Pol�cia!
- P�ra. Ouviste? - Parecia um tiro.
Olha para os pol�cias. N�o sacaram das armas.
Disseram a verdade. O Reshaun disparou primeiro.
Pede ao Slocombe para limpar isto.
H� um traficante antipol�cia que n�o quer ir preso.
Esbarra nos narc�ticos.
Enfrenta uma pena pesada, por isso tenta escapar
e p�e o primo em coma.
J� n�o. Era do hospital. Thomas Broussard n�o sobreviveu.
E temos um caso de homic�dio.
- E por homic�dio entende-se... - Cometer um crime e algu�m morrer,
mesmo que n�o o matemos...
- � homic�dio em primeiro grau. - Pelo que me lembro,
disparar sobre dois agentes � crime.
Adeusinho, Reshaun.
Mrs. Broussard, Sebastian Stark. Sou do Minist�rio P�blico.
- Lamento muito pela sua perda. - Obrigada.
Mas isso n�o traz o meu filho de volta.
N�o, minha senhora.
Prometa-me uma coisa.
Seja quem for o respons�vel...
...vai ter o castigo que merece.
Tem a minha palavra.
Est� preso pelo homic�dio de Thomas Broussard.
- Do que est� a falar? - Um conselho:
esteja calado at� ter advogado.
E se fosse a si, tinha cuidado na esquadra.
N�o s�o os seus maiores f�s.
Nem sequer sabia que eram pol�cias.
N�o os ouvi por causa da m�sica.
- Tinham distintivos. - N�o os vi.
- E n�o alvejei ningu�m. - A Glock � sua?
Havia impress�es dele por todo o lado.
Sim, a arma � minha. Mas n�o a saquei.
E tinha o carregador cheio.
Puseram l� a arma? Belo truque.
At� porque eles viram-no a pegar nela.
Estava a dar a m�o Thomas para nos tirar dali.
E por que o fez se n�o sabia que eram pol�cias?
Assim que se aproximaram, vi que eram pol�cias.
Mas eles dispararam primeiro, n�o eu.
O meu primo nunca fez mal a ningu�m.
Adoro-o. N�o o colocaria numa situa��o dessas.
Pois, porque �s um modelo a seguir.
Homic�dio em segundo grau, perp�tua com liberdade condicional.
- Sai daqui a 20 anos. - Vinte anos?
� a tua terceira, devias agradecer-me.
- Certo? - Nada feito, Stark.
Detesto lembrar-te, Maria, o seis a zero.
E l� porque troc�mos de lado, o jogo ainda � o mesmo.
N�o �s o tipo que condena pol�cias?
Os tempos mudam. Aceita o acordo antes que seja executado.
Pois.
Angela, tens de ver isto
� luz do contexto das rela��es raciais em L.A.
H� um hist�rico de abuso policial...
Exemplo, Rodney King.
... o r�u alegou que as provas foram forjadas
e h� uma raz�o para isso.
Tens toda a raz�o, Bob.
E a KTDS News obteve um espantoso novo v�deo
que pode apoiar esta ideia.
Imagens de uma c�mara de vigil�ncia
de uma igreja na rua, onde o jipe embateu.
Eis os dois detectives
que mataram Thomas Broussard.
Um deles aparenta ter a arma do r�u na m�o,
arma que alegadamente foi encontrada no ch�o do ve�culo.
Madeleine, est�s a ver as not�cias?
Apresenta uma mo��o a interditar este v�deo enquanto d�.
Pai? J� tenho audi�ncia marcada.
- Preciso de um advogado. - P�ginas amarelas.
Contrata algu�m e manda-me a conta. Depois vemos como me pagas.
A Pol�cia descurou as provas?
Ou podem ter colocado a arma como alega Reshaun Ferris?
Eis os dois detectives que mataram Thomas Broussard.
Um deles aparenta ter na m�o...
Agora que o mundo o viu a forjar as provas,
pode contar-me o que se passou?
Entrei em p�nico, est� bem? Puxei da arma.
Por seguran�a. Os pol�cias fazem-no sempre.
Kenny, como � que a arma foi parar ao carro?
Fui eu. Sabia que iam ser minuciosos.
Ele tirou a arma e pu-la l� outra vez.
E depois mentiu-me, n�o foi, detective?
Pegou na arma pelo tambor. Onde est�o as suas impress�es?
Limpei-as.
- Para n�o levantar suspeitas. - L� se foi a estrat�gia.
Isaac, n�o fizemos nada de errado.
Infelizmente, agora vai ser dif�cil prov�-lo.
A arma foi acidental?
- Parece desonesto. - N�o me cheira nada bem.
N�o digo que seja correcto, mas at� os compreendo.
Viste as parangonas?
Como se o caso j� n�o tivesse que se lhe diga.
Isto � um alerta. Descobre tudo,
mas tudo, acerca destes pol�cias.
Apresenta uma mo��o pelas suas folhas.
Rev� a bal�stica, as provas, tudo. Chega de surpresas.
Preciso de falar contigo.
- De que precisa? - Da tua opini�o.
N�o sei se o Isaac devia estar neste caso.
- Por que me pergunta a mim? - Pensei que voc�s...
...eram pr�ximos. - Pensou mal.
Se quer saber o que vai na cabe�a dele,
n�o � a mim que deve perguntar.
O v�deo � inconclusivo e irrelevante.
Irrelevante? A arma foi l� posta.
O v�deo mostra os agentes com ela na m�o.
H� maior relev�ncia que isso?
Temos declara��es dos dois agentes
a explicar a raz�o.
- A explicar as mentiras? - E a Defesa pode us�-las.
Mas o v�deo � t�o prejudicial,
que anula qualquer valor probat�rio que possa conter.
- Deve estar a brincar. - Esteve quase.
Se pode usar as declara��es no interrogat�rio,
n�o precisa do v�deo.
- Mo��o aprovada. - Obrigado, Merit�ssima.
Sete a zero.
- Mais v�deos? - Telem�veis com c�mara.
Estou a numer�-los, mas h� mais.
- Analisei o primeiro v�deo. - Do tiroteio?
Eis o problema. N�o vemos o disparo.
Por isso, isolei o �udio.
Isto � da Beretta dos pol�cias. O Ferris tinha uma Glock.
O tiro do v�deo n�o coincide com a nossa base de dados.
- Lewis, s� directo. - N�o foi um tiro.
Ent�o, o que foi?
O som do escape de um dos carros no local.
Ent�o, o Ferris n�o disparou primeiro.
N�o importa. Sacou da arma.
Se estiverem a dizer a verdade, o que n�o � o seu forte.
Perante um tipo como Ferris se n�o se reage, morre-se.
Mas n�o quer dizer que o matem.
Pegue num distintivo, numa arma e v� para a rua.
Veja como se sai perante os maus.
O Tillman tinha um passado com o Ferris.
Fazia parte da equipa que o prendeu tr�s vezes
- e o Reshaun safou-se sempre. - Como n�o o soubemos?
N�o foi ele que o prendeu, o nome dele n�o aparecia.
Mais um passo rumo ao precip�cio.
- H� quanto tempo foi isso? - Tr�s anos.
Temos de encontrar o antigo parceiro do Tillman.
V� o que se passa entre ele e o Ferris. Alinhas ou n�o?
Terry Burns?
Estou aqui por causa do Ray Tillman.
Reshaun Ferris � a escumalha do mundo. N�o o apanh�mos.
T�nhamos uma boa testemunha, um velhote chamado Reese.
Viveu no bairro 48 anos at� se transformar num inferno.
Viu o Ferris abandonar um corpo. Podia t�-lo enjaulado.
O que aconteceu?
O Tillman devia proteger o Reese.
O pedido chegou via r�dio.
Agress�o a pol�cias. O que � que o Ray podia fazer?
Acorre � chamada.
S� que n�o se passava nada. Foi uma chamada falsa.
Quando regressa, o Reese est� morto.
Reshaun Ferris.
N�o o pudemos provar, claro.
No dia seguinte, o Ray passa pela casa onde est� o Ferris.
E o canalha ri-se na cara dele.
Tive de segurar o Ray.
Nunca mais foi o mesmo.
Problemas em casa. Bebia mais, ia menos a casa.
Por fim, a Alice deixou-o. Levou os filhos.
O Ray n�o tinha nada a perder.
Foste tu quem tramou o traste que matou o teu parceiro.
- Isto n�o se trata de mim. - Sim?
Diga-se o que disser do Ray,
todos os seus parceiros morreriam por ele.
Porque ele faria o mesmo.
Devias perceber isso melhor que ningu�m.
Os v�deos est�o por ordem cronol�gica.
- E? - N�o d� para ver nada.
- Ent�o, para que servem? - Pelo que podemos ouvir.
Ouve. Conta os tiros.
- Onze. - Do Tillman e do Leary.
Dispararam 11 tiros. Havia 11 buracos no jipe.
Espera, est�s a dizer que o Ferris n�o disparou?
- Isso mesmo. - Estou para ver quem conta ao Stark.
O Ferris tinha uma Glock 19. Quantas balas leva?
Quinze e mais uma na c�mara.
S� tinha 10. O Ferris disse que estava carregada.
- E as outras? - P�ra a�.
� o v�deo de vigil�ncia?
Se vai colocar l� a arma, porque se est� a afastar?
A c�mara est� ali em cima.
O Tillman estava aqui.
Vamos chamar o chefe.
Temos aqui cinco cartuchos.
O Tillman largou as balas para parecer que o Ferris disparou.
Bom trabalho.
Mentem com quantos dentes t�m.
�ltima oportunidade de se safarem.
Se acham que o mundo � perigoso,
esperem at� vos arrasar em tribunal.
- N�o tenho nada a dizer. - Isaac, por favor...
Detective Leary, aconselho-o a n�o falar.
Morreu um mi�do de 17 anos e n�o devia.
Vai de cana por isso e voc� vai junto.
A queixa contra o Ferris foi retirada.
Os detectives Leary e Tillman v�o a julgamento.
Isto danificou as rela��es entre o Minist�rio P�blico e a Pol�cia?
A Pol�cia partilha do nosso desejo de justi�a.
Mas n�o � arriscado condenar pol�cias num ano de elei��es?
J� que contam com o aval do Sindicato da Pol�cia.
Acho que n�o, Angela.
E destaco um dos nossos investigadores.
O ex-detective policial, Isaac Wright.
O seu trabalho tem sido inestim�vel.
Detective, a Pol�cia cooperou totalmente?
Foram as not�cias
� porta do Tribunal de L.A., esta tarde.
Tretas. N�o gosto de parecer uma foca amestrada.
- Decis�o dela. - Tem apoio de um ex-pol�cia,
- enquanto persegue a Pol�cia. - Apoio-me nos factos!
Tens algum problema?
Fala com os pol�cias que abriram fogo sem motivo.
Aproveitou-se da minha rela��o com eles.
� esse o teu trabalho!
Os pol�cias irritam-no. N�o vou ajud�-lo.
Tens de ajudar a prender os maus.
Mesmo que usem distintivos.
Se escolhes quem prendes,
est�s a agir mal.
Talvez esteja.
- Isaac. - N�o fales comigo.
- Vais desistir? - Podes crer que vou.
- Que se lixe o Stark. - Tens a certeza?
Disseste-me que era o melhor a seguir a ser pol�cia.
Por que te ralas comigo?
Fa�o-me a mesma pergunta.
Mr. Bergdorf, sou Julie Stark. Fal�mos h� pouco.
Trouxe os pap�is que pediu.
- Multa, c�pia da deten��o... - Leve-os para o tribunal.
N�o vamos discutir a estrat�gia?
- Estrat�gia? - Para retirar as acusa��es.
Se n�o as queria, n�o fizesse o teste de alcoolemia.
A�, teria material para trabalhar.
Mas preciso de resolver isto.
�s menor. Acusaste 0.06.
A �nica forma de o resolver � o teu pai ilibar-te.
V� l�, Mr. Schonik.
Incriminar algu�m que merece, � uma coisa.
- Mas disparar logo? - Achas que o fizeram?
N�o sei. N�o sei, p�. S�...
Estou farto de ser apanhado no meio.
Podes desistir, se quiseres.
Mas acho que ainda est�s do lado certo.
A malta vai detestar-te por trabalhares com o Stark.
Mas precisam de um infiltrado.
V� se os pol�cias t�m uma hip�tese justa.
Sabemos que o Tillman tinha algo contra o Ferris.
Queria vingan�a, v� o Ferris, dispara.
Ou pensaram que o barulho do escape foi um tiro.
Se o Leary disparou primeiro.
Mas o Tillman disse que foi ele. � pol�cia h� 30 anos.
Sabe distinguir um escape de uma arma.
Mentiram. Porqu� mentir, se est�o inocentes?
- E conseguir prov�-lo? - Temos os cartuchos.
Mas para causarem impacto, o j�ri tem de ver o v�deo.
Aquele que brilhantemente excluiu?
Nunca disse que ia ser f�cil.
O v�deo mostra o Detective Tillman a deitar fora as balas.
Define o contexto da reposi��o da arma.
Alegada reposi��o. H� dias, o doutor Stark contestou com sucesso
esta prova, devido � sua natureza prejudicial.
N�o tem o direito de a apresentar.
Ele tem raz�o, Mr. Stark. O seu conhecimento � soberbo.
- Sinto-me lisonjeado, � um novo caso. - As regras s�o as mesmas.
E entre elas est� a 1102.
O v�deo mostra o padr�o
e pr�tica comportamentais do Detective Tillman.
- N�o sem provas anteriores. - Exacto, Merit�ssima.
Esta � a folha do Detective Tillman.
- N�o o pudemos analisar. - N�o demora muito.
� um processo disciplinar de h� v�rios anos
alegando que o detective incriminou um r�u com drogas.
- Nunca foi adjudicado. - Nunca foi ilibado.
� demasiado t�nue, Mr. Stark.
Mas dou autoriza��o. Apresente o v�deo.
A rolar em tr�s, dois, um.
- Sebastian? - Sim?
O Leary quer falar contigo.
S� falava em apanhar o Reshaun Ferris.
Recebemos a chamada e avan�ou logo.
O Tillman sabia que o Ferris ia l� estar?
Sim. T�nhamos a matr�cula, a descri��o do ve�culo.
Dizia sempre que o tipo era da pior esp�cie.
E que t�nhamos de estar preparados para tudo.
Ele foi l� para matar o Ferris?
Assim que ele disparou, n�o me deixou alternativa.
- O parceiro dispara, voc� dispara. - Sim, compreendo isso.
Mas por que o ajudou a encobrir tudo?
Se n�o o ajudasse, ia dizer que o abandonei.
Colocaria o emprego em risco.
O Ray disse que os parceiros se ajudam. � assim que funciona.
Tem de perceber, Mr. Stark, sempre quis ser pol�cia.
O que quer?
Imunidade total. Fica ilibado.
Em troca, ajuda-te a prender o Tillman.
Est� a mentir. J� os conhe�o. No final, querem desistir.
- Parece que est� no dentista. - N�o quer tramar o parceiro.
N�o tem de o fazer. Pode dizer que foi um acidente.
Mas em vez disso, prejudica-o?
Sem ofensa, mas o que importa? Temos um caso vencedor.
O ex-parceiro disse que todos os colegas do Tillman
morreriam por ele, pois ele faria o mesmo.
- Mas o Leary est� a tram�-lo. - N�o acredito.
Estive com este mi�do. Vi-o nos olhos dele.
Adora o tipo. Por que est� a tram�-lo?
- N�o faz sentido. - A n�o ser que o Tillman queira.
Protec��o do local do crime. O novato n�o podia estar no comando.
O Tillman apanharia sempre uma bala pelo parceiro.
� isso que ele est� a fazer.
Isto � o local do crime antes do tiroteio.
Os v�deos MPEG-3 de pouca qualidade.
O programa desmonta-os para a an�lise.
- Mostra-me o que tens, Lewis. - O Leary e o Tillman aproximam-se.
N�o h� disparos. Temos o barulho do escape.
- Ali. Aquele movimento do Leary. - Est� a recuar?
N�o. Aquilo � o recuo da arma.
N�o foi o Tillman quem disparou primeiro, foi o Leary.
N�o temos motivo.
Esquecemos o homic�dio e avan�amos com a obstru��o.
A� o j�ri trama-nos. Seguimos tr�s rumos diferentes.
O problema � que parece um acidente.
Talvez sim, talvez n�o. Uma coisa � certa,
mentiram-nos.
E porqu�? A parte boa � que sei como o descobrir.
- Uma Angela Corbin para v�-lo. - C� est� ela, mesmo a horas.
Obrigado por teres vindo, Angela.
E esse fato fica-te muito bem.
Engra�ado. A meteorologia n�o disse que ia nevar.
Temos de nos ajudar um ao outro.
O v�deo de vigil�ncia n�o ajudou.
- Temos de evit�-lo no futuro. - O que queres?
O de sempre. Assist�ncia m�tua.
- Desculpem interromper. - Agora n�o.
� urgente.
Volto j�.
O que se passa, Kenny? O que h� de t�o urgente?
Uma jornalista disse que me est�s a aldrabar.
Por que faria isso?
Fui eu que tive esta ideia. Estou certo ou errado?
Ela disse-me o mesmo,
falou de um juramento que encontrou no escrit�rio do Stark.
Mas se nos mantivermos calados,
n�o tem nada para publicar, percebes?
Segue o plano, Kenny. Em breve, tudo ter� terminado.
Prometo-te.
Continuo a n�o acreditar que est�s a fazer isto por mim.
� o que os parceiros fazem, Kenny.
Um dia ter�s a tua oportunidade. Est� bem?
Ela n�o tem nada para publicar, percebes?
Segue o plano, Kenny. Em breve tudo ter� terminado, prometo-te.
Boa jogada.
� o que fa�o na rua: o que for preciso.
Seja honesto comigo e farei tudo para resolver isto.
Tendo estado nos narc�ticos...
...o que vejo todos os dias,
cresci naquelas ruas. Percebes?
Passei pelo mesmo que o Ferris.
N�o � desculpa para vender droga aos mi�dos da escola.
Prendeu centenas de canalhas. Ele � diferente em qu�?
Sa�ste cedo. Eu dei a vida por este trabalho.
E nunca fui o pai ou marido que devia ter sido.
N�o � o �nico.
Mas perdi tudo, a mulher, os filhos.
A sua mulher deixou-o h� dois anos. Porqu� perseguir o Ferris agora?
H� seis meses...
...reparei que tinha os joelhos inchados.
Joguei futebol, pensei que fosse osteocondrite ou assim.
Fui ao m�dico. Era tarde de mais.
- Histiocitoma fibroso maligno. - Cancro?
Sim.
O que aconteceu naquela noite?
Tinha acabado de vir da cl�nica nessa manh�.
O m�dico deu-me seis meses, no m�ximo.
Fiquei arrasado.
Queria descarregar o que sentia em algu�m.
- E recebemos a chamada. - Reshaun Ferris.
Pensei que o senhor l� de cima me estava a atirar um osso,
percebes?
A dar-me a oportunidade de apanhar o sacana.
Pol�cia!
Mas j� tinha mentalizado tanto o Kenny contra o Ferris
que ele teria disparado contra a pr�pria sombra.
Depois ouvi o barulho do cano de escape.
Kenny, n�o, n�o, n�o!
O Leary abriu fogo e tamb�m tive de o fazer.
O Reshaun estaria armado e podia ripostar.
Mas n�o ripostou, pois n�o?
N�o, n�o.
Quando l� cheg�mos, o Ferris ainda tinha a arma no bolso.
- N�o disparou, pois n�o? - Tem calma, Kenny.
- Disparei para nada. - Tem calma, Kenny.
Kenny, olha para mim.
Eu trato disto. Eu trato disto.
V� l�. Est� tudo bem.
Pegou na arma e tirou as balas.
Disse ao Leary para alinhar.
Sim.
Sim.
E o Tommy Broussard? Tinha 17 anos.
Nunca pisou o risco em toda a sua vida.
Daria tudo para trazer aquele rapaz de volta.
N�o pode voltar atr�s, detective.
Eu sei.
Castiguem-me a mim. Est� bem?
Fiz muita coisa errada em 30 anos, Stark.
Deixem-me fazer esta como deve ser.
Mr. Stark, sei que chegaram a acordo.
Cheg�mos, Merit�ssima.
Detective Raymond Tillman.
Nas acusa��es de homic�dio em segundo grau
e obstru��o � justi�a, como se considera?
Culpado, Merit�ssima.
Mediante esta confiss�o,
s�o retiradas as acusa��es sobre o Detective Leary?
Correcto, Merit�ssima.
A audi�ncia est� encerrada.
Isaac, falei com o meu capit�o. A minha suspens�o terminou.
- Posso regressar ao trabalho. - Sim, acerca disso...
O que � isto?
� parte do acordo que fizemos com o Tillman.
Entregue o distintivo, Kenny.
O qu�?
- Sou pol�cia. � tudo o que sei fazer. - E era o que devias ter feito.
N�o devias ter alinhado num esquema s� porque te mandaram.
Tu vais dar-me um serm�o?
Depois do que fiz...
...n�o podia voltar a ser pol�cia.
Ray?
H� aqui algu�m que merece saber o que aconteceu.
V�o contar-lhe.
Lindo, o depoimento falso que me deixaste ver,
sabendo que o ia mostrar ao Tillman e ao Leary...
- Fui um joguete nas tuas m�os. - Isso costumava excitar-te.
Que pena. Pensava que �amos fazer as pazes.
- Estamos quites. - At� � pr�xima.
- Por isso, eu... - Sebastian, eu devia...
- N�o devia ter dito o que disse. - N�o, tiveste raz�o.
Quanto te trouxe para aqui, n�o pensei no que isso te custaria.
S� pensei em mim.
Algo novo e diferente.
Ent�o, ficas?
Bem...
Algu�m tem de evitar que se mate.
Ol�.
E se f�ssemos tomar um caf�.
Acho que � melhor n�o.
- As coisas ficaram esquisitas... - Sem ofensa.
Mas j� lidei com tipos como tu.
Sossegados, complicados.
Dem�nios fechados num bonito embrulho. Passo.
Ent�o, achas que sou bonito?
J� vi mais bonitos.
Ser� que podemos?
Vamos para outro lado qualquer conversar?
Prometo que deixo os meus dem�nios no carro.
Como correu a audi�ncia?
Carta suspensa por 90 dias.
E 180 horas de servi�o comunit�rio.
Mas se o fizeres, o que vais fazer, ficas com o cadastro limpo.
- Isso � muito reconfortante. - Tem de ser.
Podias ter-me ajudado, pai.
- Como? - Arranjavas-me um advogado melhor.
O Boyd � o melhor. Se fosse mau, estarias na cadeia.
Espera a�. Como sabes quem contratei?
Achas que n�o ia querer saber o que andavas a fazer?
Pai, podias ter resolvido isto tudo.
Facilmente.
Tens de saber que as ac��es t�m consequ�ncias.
Isto vindo do tipo que enriqueceu a ilibar criminosos?
- � poss�vel ser-se mais hip�crita? - N�o te atrevas a falar-me assim.
O qu�? Vais assumir o papel de pai
e dar-me um grande serm�o?
Sempre que me interesso pela tua vida,
tu afastas-me.
Metes-te em sarilhos e corres para a tua m�e.
Telefonas ao Isaac. N�o a mim.
S� queres um pai quando te � conveniente.
Mas tenho uma novidade, n�o funciona assim.
Quando decidires que queres um pai...
...avisa-me.
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