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O FBI diz que Amir Khan � o homem que procuram.
- Quero-o fora daquele avi�o. - Mas que esteja vivo.
Se ele n�o comunicar, temos de assumir uma postura defensiva.
Gaita.
- O que julga que est� a fazer, Stark? - O meu trabalho.
O FBI assumiu o comando desta opera��o.
- � uma ordem federal de cessa��o. - Mostrou um destes, em Waco?
Diga aos seus homens para se afastarem e deixarem o avi�o descolar.
- Voc� n�o tem autoridade. - Tenho 30 pol�cias prontos a agir.
Como � que escreve autoridade?
N�o vou permitir que Amir Khan saia da cidade.
Berlinger. Sim, estou no solo agora.
A situa��o est� sob controlo, senhor, mas se tiver um minuto...
Que fazemos agora?
Pensamos r�pido.
Se o avi�o descolar, o Casey est� morto.
Estamos num impasse. Khan est� dentro do avi�o.
Aquele era o promotor p�blico central dos Estados Unidos.
- Temos de ceder a jurisdi��o. - Esquece.
- Bem queria, mas temos as m�os atadas. - Queres nega��o plaus�vel?
Diz que desobedeci a uma ordem directa, que n�o tomei os comprimidos.
- Sebastian... - H� vidas em risco, incluindo o Casey.
- Achas que o FBI se rala? � connosco. - Senhora promotora.
Talvez queira dar aqui ao Stark uma aula sobre a Cl�usula de Supremacia.
O meu gabinete est� no comando, Agente Berlinger.
Est� a brincar comigo, certo?
� o culminar de 6 meses de investiga��o na venda de explosivos a gangs de L.A.
� um problema local. N�s resolvemos isso.
T�m dez minutos para sa�rem, depois, mando entrar a divis�o de fuzileiros
e mando prender quem estiver a atrapalhar.
Amir Khan. Traficante de armas multimilion�rio.
32 HORAS ANTES
Dupla cidadania, paquistanesa e americana.
O FBI anda atr�s dele h� anos.
Khan usa as suas empresas de importa��o e exporta��o como fachada.
Ele � esperto e n�o se preocupa com o n�mero de pessoas que mata.
Rastos do explosivo C-4 que ele vende
foram encontrados em explos�es em Oslo, Telavive e Edimburgo.
- Estou a aborrec�-lo, Stark? - Desculpe, vai haver um teste?
O que estou a dizer � que a vossa vigil�ncia de Khan est� a interferir
numa investiga��o federal em curso.
Quando houver que chegue para o prender com acusa��es dos explosivos,
avan�amos.
O C-4 de Khan � respons�vel por um n�mero de mortes nesta cidade.
Se o prendermos, temos que chegue para acabar com o financiamento do terror.
E quanto tempo vai levar isso? Um ano? Dois anos?
Enquanto isso, esse tipo espalha o terrorismo aqui, agora, hoje.
� por isso que temos a jurisdi��o sobre as actividades de Khan aqui em L.A.
Compreendo a vossa posi��o,
mas quando essas actividades trazem implica��es nacionais...
E quanto �s implica��es de seguran�a em L. A?
Aquele grupo de Rap que explodiu dentro do jipe deles o m�s passado.
Acha que foi realmente um defeito na injec��o de combust�vel?
Khan tem despejado explosivos e excedentes talib�s aos gangs de rua.
Tr�s carros-bomba nos �ltimos cinco meses. Nove mortos.
N�s n�o vamos abrir m�o disso, para voc�s fazerem asneira.
- Voc� tem uma grande boca, Stark. - E voc� � um pol�tico ac�falo.
Ou�am, estamos todos do mesmo lado.
Mas eu tenho ordens de reduzir a viol�ncia dos gangs
retirando as armas das nossas ruas. E parar o Khan, est� no topo da lista.
N�s vamos em frente.
Eu quero receber informa��es regularmente.
Voc�s mexem-se, n�s temos conhecimento.
Ora bem, estamos perto de executar uma opera��o?
Para prender o Khan, h� que coordenar seis ag�ncias no condado de L.A.
Tenho de estabelecer um lugar para a compra. O Khan tem de morder o isco.
O melhor palpite, uma semana.
Esquece. Berlinger vai apresentar uma mo��o para federalizar isso.
- N�s temos de avan�ar amanh�. - Sem press�o.
Eu vou fazer com que isso aconte�a.
- Quer fazer isso esta noite? - Temos os federais em cima de n�s.
Nem pensar. Existe uma raz�o para andarmos devagar com o Khan.
Vai ficar desconfiado se pressionarmos. Nunca vender� os explosivos.
Quando isto come�ou, pedi � Unidade de Gangs os dois melhores detectives deles.
Acredito que j� os tenho.
Agora, voc�s v�o fazer isso acontecer ou qu�?
N�o h� como. Khan vai sentir o cheiro a cilada.
�ptimo. Vamos apenas desistir. Seis meses de trabalho perdido.
N�s vamos passar os pr�ximos seis meses a informar os familiares.
Qual � o plano?
Obrigado.
O advogado do Khan vai contestar a cilada.
Temos de estabelecer a predisposi��o dele para nos vender o C-4.
Se o alvo resiste a cometer um crime, recuamos, planeamos uma nova compra.
Mas n�o nos podemos dar a esse luxo.
Forcem o tipo, se for preciso. � a �nica hip�tese.
Voc�s fazem a compra, n�s fazemos com que o caso funcione.
- Onde est� o informador confidencial? - Com medo, mas a caminho.
- O que sabemos sobre esse tipo? - Emilio Perez, ladr�o menor,
responde por tr�s acusa��es de assalto. Est� a compensar isso sendo informador.
Ele ficou como um dos ajudantes do Khan.
D�-lhe acesso � agenda, e conhecimento sobre as pessoas que o rodeiam.
- Ele � de confian�a? - At� agora.
Mas � do tipo nervoso.
Qualquer um ficaria nervoso nessa situa��o.
- Emilio tem sido consistente. - Sim?
- Vai ser consistente para testemunhar. - � bom que seja.
O testemunho dele sobre as opera��es do Khan vai p�-lo na cadeia.
- Eu protejo-o, se necess�rio. - A pol�cia est� a tratar disso.
O advogado do Emilio Perez acabou de fazer uma mo��o de emerg�ncia
para o fim antecipado da condicional dele.
- O informador confidencial quer sair. - Raina, vem comigo.
Mr. Perez tem fornecido informa��es cruciais
para mais de uma d�zia de processos nos �ltimos dois anos.
E � por isso que ele ainda n�o est� a apodrecer em Pelican Bay, merit�ssimo.
A procuradoria fez exig�ncias insensatas, monopolizou o seu tempo
e causou muita tens�o emocional e mental.
- Por favor... - Mr. Perez j� pagou a sua d�vida.
A sua liberdade condicional deve acabar.
Benef�cio do acordo, merit�ssimo. Mr. Perez ficou fora da pris�o.
E agora tem de cumprir a sua parte do acordo como informador do Governo.
Se Mr. Perez se recusa a cooperar, o povo exige que ele seja preso.
Mr. Perez pode achar que as exig�ncias s�o abusivas,
mas n�o existe coac��o nenhuma no acordo.
- Merit�ssimo... - Mo��o negada.
Obrigado, merit�ssimo.
Tu e o Martin certifiquem-se que o tipo entra no autocarro.
- Precisa de se acalmar. - Tudo o que voc�s pediram, eu fiz.
Para mim, chega.
Ouviu o juiz, n�o funciona assim.
- Eu tenho fam�lia. - N�o deixamos que nada lhe aconte�a.
Fica do lado de fora connosco, identifica pessoas num local remoto. Canja.
Talvez para si. O Khan sabe quem eu sou.
- Se ele descobre que eu o entreguei... - Trazemos o Khan, voc� testemunha,
- ponto final. - O pessoal do Khan vai encontrar-me.
Eu apenas quero viver, est� bem?
Quero viver com a minha esposa e filha. Longe de tudo isto.
E vai ser assim, mas neste momento tem de terminar o que come�ou.
V� para casa, brinque com a sua filha. Relaxe antes da compra desta noite.
Logo, deixa tudo para tr�s das costas.
Cem quilos de C-4, � muita coisa. Fica em 900 mil?
Sem problemas.
Precisa disso para esta noite, porqu�? Vai fazer explodir o Staples Center?
N�o, os Lakers v�o jogar esta noite. Surgiu um imprevisto.
- Ai, sim? - A quest�o � que n�s temos dinheiro.
Se querem negociar, n�s negociamos. Se n�o, encontramos outro vendedor.
- Eu volto a ligar. - Est� bem.
Ent�o?
N�o � nada pessoal, mas da quantia de dinheiro que estamos a falar,
s� negociamos com o chefe, daqui em diante.
Sim, sim, sim.
Dez da noite, cobertura do estacionamento na Foster e Crenshaw.
- Khan far� a troca em pessoa. - Bom trabalho. Meio caminho andado.
O Khan � esperto, mas nunca esteve no sistema. O que significa que � arrogante.
Isso vai ajudar-nos. Temos contacto visual e voc�s estar�o com escutas.
- Ele vai estar l�? - Isaac tem 10 anos de compra e rusga.
- Voc�s querem-no l�. - A vigil�ncia externa est� no lugar.
S� temos uma oportunidade, gente. Vamos fazer isso funcionar.
- N�s temos um problema? - N�o existe "n�s".
� melhor rever essa atitude, Tarver.
Voc� coloca provas, denigre a profiss�o, demite-se em desgra�a.
E vem falar comigo sobre a minha atitude.
Est� a dizer que se um parceiro seu levar um tiro, deixa o tipo escapar?
O Isaac � boa pessoa, Willy.
Eu estarei no carro, Ray.
O Willy � boa pessoa, depois de o conhecermos.
Mantenho-o fora do meu caminho.
Isaac disse que n�o consegue encontrar o Emilio Perez.
Achei que t�nhamos gente a vigi�-lo.
Enganou-os. Entrou num restaurante e fugiu pelas traseiras.
Ele � o �nico que conhece todos os envolvidos.
Dev�amos t�-lo seguido.
- A Pol�cia vai fazer uma busca. - Disseste que ele era de confian�a.
- Gaita. - Os nossos chegaram.
Tarde de mais. Vamos ter de prosseguir sem ele.
- Lewis, pode aproximar a c�mara? - A aproximar.
- Quem � este? - N�s n�o temos um perfil desse tipo.
Eu achava que era o Khan que ia fazer a venda. Isto n�o � bom.
Podemos obrig�-lo a identificar o Khan.
Se o Khan o contratou directamente. Se n�o, n�o temos nada.
- Ainda podemos desistir. - Se os federais convencerem o juiz
que interferimos, n�o teremos uma segunda oportunidade. Que se lixe.
Prossegue, Willy. Vamos continuar.
- Voc�s s�o o Ray e o Willy? - Quem quer saber?
Algu�m me enviou.
- Com o qu�? - Coisas.
- Est�o na mala do carro. - V� buscar.
- Disseram-me que voc� � que ia. - N�o � assim que funciona.
N�s temos algo para si, e voc� para n�s.
Sim, claro.
Vamos.
Voc�s t�m o dinheiro, certo?
Prendam-no.
- Deite-se no ch�o. No ch�o. - Por favor, n�o disparem!
- Contra o carro, ch�o. - A�, a�. Apanhaste-o?
Nada nos bolsos dele. O que tens?
- Mas que diabo? - Bal�es de �gua?
O Khan foi avisado.
E aposto que o nosso informador desaparecido � o motivo.
Ficaste ali sete horas. Diz-me que tens qualquer coisa para mim.
Nada al�m do que j� sab�amos.
James Weyland, 19 anos, estuda na universidade Culver Community.
Rid�culo. Disse que um tipo lhe pagou 200 d�lares para entregar a mala.
E aquele tipo tinha 200 d�lares para pagar ao James.
- O mi�do pode identificar algu�m? - N�o.
Tudo bem. Mandem-no embora.
Sabe, esse vosso informador est� a trabalhar para os dois lados.
Tenho a certeza de que existe um bom motivo.
Se defenderes aquele traidor mais uma vez, sais pela janela!
A Raina est� na esquadra. Disse que os detectives na vigia ao Perez
acabaram de avisar pelo r�dio que a mulher chegou a casa agora.
Certo, tu e o Isaac, v�o ter com a Raina e falem com a mulher.
Encontrem Perez e tragam-no j�!
Est�?
Vamos perguntar por a�, ver se algu�m ainda mant�m contacto com o Perez.
Servi�os de Informa��o. H� rumores de uma grande compra de C-4, mais logo.
- Est� bem, obrigado. - Aquele filho da m�e.
O Khan nunca quis vender-nos o C-4.
Sabia que a nossa compra era fachada. Usou isso como uma cortina de fumo.
Leva todos os nossos recursos para um s�tio, e faz a compra real noutro lugar.
Tudo bem, v�o ter com os Servi�os de Informa��o,
descubram quem realmente est� a querer comprar essas coisas.
Era da FAA.
- O Khan reservou voo para Lucerna hoje. - LAX?
E Burbank e Van Nuys. Tem jactos privados em cada um.
Faz sentido se quer sair do pa�s com muito dinheiro e evitar a alf�ndega.
- Dinheiro de venda de C-4. - Os aeroportos em alerta m�ximo.
Eu trato disso.
Sim, fala.
�ptimo, obrigado.
- Pol�cia. Eles avistaram o Khan. - Aonde vai?
Vou assumir a abordagem directa. Tu vens comigo.
O Casey pode tratar da FAA. Avisa-o pelo caminho. Vamos.
Na Commerce, sentido Norte, alguns carros...
Espero que tenha comido as panquecas de mirtilo. S�o famosas.
- N�o creio que fomos apresentados. - Sebastian Stark, procurador p�blico.
- Stark, sim. J� o vi na televis�o. - Sou muito mais bonito pessoalmente.
Posso fazer algo por si?
- Para come�ar, deixar de matar pessoas. - N�o fa�o ideia do que est� a falar.
Lan�a-rockets, Kalashnikovs, Semtex, todo o lixo que despeja nas ruas.
Isso vai acabar agora.
Deve ter-me confundido com outra pessoa.
Khan � um nome muito popular.
- N�o no meu escrit�rio. - Trabalho com importa��o-exporta��o.
Pedras preciosas, cer�micas finas.
- Quanto � alega��o, sou um... - Assassino?
Foi um prazer conhec�-lo, Mr. Stark.
- Temos de conversar novamente. - Conte com isso.
Talvez com panquecas de mirtilo?
L� se vai a abordagem directa.
Eu acho que correu muito bem.
Onde est� o Emilio?
N�o sei. Saiu a noite passada. N�o me disse para onde ia.
Disse-lhe quando ia voltar?
- N�o. - Isso � normal da parte dele, Elena?
Emilio � um bom homem.
Eu n�o pergunto onde ele anda.
Elena, sabe o que est� em jogo aqui.
Por n�o se ter encontrado connosco a noite passada, o Emilio pode ir preso.
� isso que quer para a sua fam�lia?
� isso que quer para a sua filha?
Se nos ajudar a encontrar o Emilio, n�s vamos resolver tudo.
Prometo.
Eles levaram-na.
Eles levaram a minha filha.
Algu�m sequestrou a sua filha?
Estava a vir do mercado, h� dois dias.
O Emilio estava a chorar. Ele disse que tinham levado a Flora,
e se ele n�o fizesse o que eles pediram...
...eles iriam mat�-la.
- Ele sabe quem a levou? - N�o.
Tudo bem, Elena, n�s vamos ajud�-los,
mas tem de nos dizer onde est� o Emilio.
Juro por Deus, eu n�o sei.
N�s temos pol�cias � procura da Flora em segredo.
Se o Khan desconfia que o Emilio estava com as autoridades, pode mat�-la.
- E a localiza��o do Emilio? - Pusemos escutas no telefone da Elena.
- Ela ligou para o telem�vel dele. - A localiza��o vem de Downey.
Emilio mencionou um primo em Downey. Javier, acho eu, tem uma oficina.
- Conheces Downey? - Conhe�o.
Temos uma pista sobre Emilio Perez. O Isaac explica-te tudo.
O teu parceiro?
O Ray disse que tinha de resolver uns assuntos. Vai l� ter connosco.
Certo. Raina, Martin, telefones. Falem com o pessoal que o Emilio conhece,
- vejam se ajudam a localiz�-lo. - Feito.
Simon Bernhardt. A que devo o desprazer?
Sempre com essa atitude. Represento Amir Khan.
- Os meus sentimentos. - Ele � um empres�rio respeit�vel.
O seu cliente � um assassino a sangue frio, mas cada um diz o que quer.
Esperava que isto fosse amig�vel, mas como j� dispensou a educa��o,
deixe-me dizer-lhe uma coisa. Se acusar o meu cliente publicamente de novo,
processo-o, a si e ao seu departamento, por difama��o
e processo malicioso.
A 500 d�lares � hora, e ainda tem um corte de cabelo
que parece uma tigela de sopa... Imagine-se.
�s vezes sou t�o bom, que me assusto comigo mesmo.
De que forma � que irritar o advogado do Khan vai ajudar a derrub�-lo?
Sabes que mais? Eu devia cobrar por estas aulas.
Eu tinha de fazer algo para o Khan se mexer, faz�-lo sair da toca, e ele caiu.
Bernhardt representa os maiores criminosos de L.A. desde sempre.
Ele tamb�m representa o Khan, o que pode explicar
como um sangue azul como o Khan entrou no mundo dos gangs.
E se Bernhardt os juntou,
os potenciais compradores para o C-4 do Khan s�o agora menos.
- Precisamente. - Estou em choque.
E com motivo. Vai ter com o Casey ao tribunal.
V� se Bernhardt deu entrada com papelada em nome de algum criminoso
com paix�o por explosivos.
Enquanto somos jovens?
Deixei outra mensagem ao Ray. Deve haver um rabo de saias.
Para nossa sorte, o Emilio n�o resistiu.
- Ouve, sobre ontem... - Esquece, j� passou.
Eu passei das marcas.
O que aconteceu com o teu parceiro... Fizeste o que tinhas de fazer.
- Onde est� ele? - Sala de interrogat�rio tr�s.
Senti a sua falta na noite passada, Emilio.
Soube que tinha um compromisso inadi�vel em Downey.
- Desculpe, eu... - Calado.
- Sabemos que trabalha para o Khan. - Isso n�o � verdade.
N�s sabemos sobre a sua filha.
Se quer v�-la viva outra vez, vai dizer tudo agora. Tudo.
N�o o fa�a pedir de novo.
- Podemos conversar sozinhos? - N�o.
H� quanto tempo nos tem passado informa��es falsas?
Tr�s dias.
- Que disse ao Khan sobre a opera��o? - Tudo. Ele tem a minha filha!
Quando � que a sua filha foi levada? - Qual � a diferen�a? Levaram-na.
Olhe para mim, Emilio.
N�s queremos encontrar a Flora, mas para isso, n�o nos pode mentir mais.
Vai ter de nos dizer tudo, para apanharmos o Khan.
Pode come�ar por nos contar quem a levou.
O parceiro dele! Ray Harkin! Foi o Ray que a levou! Ele � um pol�cia corrupto.
- Mentira, filho da m�e! - Levem-no daqui.
- Levem-no daqui! - Acalma-te, acalma-te.
O parceiro dele � corrupto.
Eu juro por Deus, eu juro por Deus, o Ray levou-a.
Ele obrigou-me a fazer isto. Ele trabalha para o Khan.
- H� quanto tempo sabe disso? - Desde que o Ray levou a Flora.
Diga-me a verdade.
- Quem vai comprar o C-4? - Eles n�o me dizem nada.
Mas eu sei que o Khan tem um apartamento na Normandie e Wilshire.
No dia em que a Flora foi levada, eu segui o Ray.
Ele entrou no apartamento e saiu com o Khan.
Eu disse-lhe para me devolver a minha filha ou eu iria � Pol�cia.
Mas o Ray disse que lhe cortava o pesco�o se eu falasse com algu�m.
N�s vamos traz�-la de volta.
- O seu parceiro? - N�o pode acreditar no que ele diz.
- Matava a m�e para se safar. - Willy, onde est� o Ray?
Eu n�o sei. Ele n�o atende o telem�vel.
A filha dele est� na Normandie e Wilshire. Vou chamar a SWAT.
Vamos a isso.
Livre.
Livre aqui em cima.
�cido c�trico, acetona. Detonadores. Este s�tio � um laborat�rio de C-4.
O tipo n�o estava s� a contrabandear explosivos, estava a fabric�-los!
O C-4 foi-se. Ou levou tudo,
ou a compra j� aconteceu.
Temos aqui um corpo.
Sem pulsa��o.
Um tiro nas costas.
Que se passa a�?
Ray!
Perez.
Aquele filho da m�e armou uma cilada ao Ray!
Tudo bem, Willy, Willy...
Willy!
Cuidado, atr�s de ti.
Bomba! Bomba!
V�! Vamos!
- Vai. - Baixa-te!
Uma morte, quatro feridos.
O esquadr�o anti-bombas disse que era um IED por controlo remoto.
O Perez armou-nos uma cilada.
Ele sabia que o lugar estava armadilhado.
Se isso for verdade, eu pr�prio lhe enfio a agulha pelo bra�o. Quando chega?
O departamento do Xerife vai traz�-lo da pris�o municipal agora.
Vou falar com ele, quando ele chegar.
N�o. A �nica pessoa com quem vai falar � com um psic�logo.
O Ray era meu parceiro, gaita.
Vais continuar a trabalhar neste caso sob uma condi��o, vais seguir as ordens.
Ordem n�mero um: fique longe do Perez.
O que sabem sobre o apartamento?
Aluguer em dinheiro sob nome falso. A explos�o destruiu qualquer prova �til.
Ent�o, em suma, o nosso caso contra o Khan continua fraco.
FBI, agente Berlinger. Outra vez. Ele quer saber o que n�s temos.
Diz-lhe que ainda estou no tribunal.
- Boas not�cias. - Deves estar no gabinete errado.
L�der de um gang de supremacia branca chamado Jake Forman
foi condenado por posse de explosivos h� tr�s anos.
- Saiu no �ltimo ver�o. - O advogado dele? Simon Bernhardt.
Forman encaixa-se exactamente no perfil de algu�m desesperado por C-4.
Madeleine, vamos atr�s do juiz. Temos de colocar uma escuta nesse Forman.
Casey, os funcion�rios de mo��o do tribunal federal avisaram-me.
Os federais querem uma ordem cessa��o.
Eles querem acabar com a nossa investiga��o.
Eu troco-lhes as voltas.
Fala com o esquadr�o anti-bombas. V� o que sabem sobre esse Forman.
N�s temos de tirar o resto do C-4 das ruas antes que mais gente morra
e temos de prender Khan antes que ele saia do pa�s. Vamos a mexer.
- Tem um minuto? - Trinta segundos.
O esquadr�o anti-bombas � territorial.
Agora se eu apare�o a fazer perguntas sobre o Forman,
eles v�o querer entrar na investiga��o.
A n�o ser que eu leve um procurador comigo para pressionar.
Casey, preciso que ajudes o Tarver com o esquadr�o anti-bombas.
J� vou.
Certo.
O tipo do esquadr�o anti-bombas disse que nem t�m um arquivo sobre Forman.
Estranho. Cumpriu pena por posse. E C-4 n�o � para principiantes em explosivos.
Acredite, o esquadr�o anti-bombas � um buraco negro. Cambada de malucos.
- Ningu�m tem registos. - Mas � melhor irmos l� � mesma.
- Vamos ver o que encontramos. - Perda de tempo.
Conhe�o um tipo que pode saber do Forman. Trabalha na ADL.
Tem um processo de cada racista que aparece na Costa Oeste.
- Queres dar um passeio? - Vamos l�.
Alguma coisa da escuta?
Nada que possamos usar.
Sabe, o Sebastian conseguiu-nos uma escuta em 20 minutos.
- O tipo � m�gico. - Eu estou na primeira fila.
E ainda n�o sei como ele faz isso.
- Trouxe-lhe um hamb�rguer. - Obrigado.
Muito grato.
� s� um hamb�rguer.
Ou�a isto.
Vamos alugar um lugar em Mobley Heights.
Querem lixar-me no pre�o.
Cantei uma cantiguinha ao tipo, primeiro.
Mobley Heights fica logo depois de Palmdale. H� muitos negros por l�.
N�o � exactamente um para�so para um racista branco.
Trabalhei num caso por l� no ano passado.
Toneladas de armaz�ns.
Ent�o ele n�o mora l�.
Ele usa o lugar como um dep�sito.
Vou pedir um mandado de busca.
Que planeia fazer com o C-4 que encontr�mos no seu cacifo, Jake?
Trabalho na constru��o. Acabaram-se as c�psulas detonadoras.
Mas o C-4 � ilegal. Os detonadores n�o s�o.
- Parece que v�o ter de me multar. - Vamos fazer muito mais que isso.
� bom ver que a ac��o afirmativa continua bem viva em L.A.
Outra boca dessas e ficas a cuspir os dentes.
Que tal afastar o seu c�o de guarda?
Desculpe, n�o est� ensinado. Por isso, preste aten��o.
Pol�cia morto. Pena de morte.
- Est� a tentar acusar-me de qu�? - Homic�dio.
- O qu�? - Duas acusa��es.
Espere, calma a�, eu n�o matei ningu�m.
O C-4 que voc� tinha leva a mesma assinatura qu�mica
que os explosivos vendidos por Amir Khan.
Uma assinatura qu�mica � como uma impress�o digital.
O que o associa ao dep�sito do Khan em que dois pol�cias morreram.
Apanharam o tipo errado. Eu n�o sei nada sobre nenhum pol�cia morto.
Mesmo sem ter disparado ou detonado, temo-lo por conspira��o e homic�dio.
- Nem pensar! - Mais uma piadinha de ac��o afirmativa?
- Ou�a, eu s� comprei as coisas. - Ao Khan?
Quem sabe? Coloquei um an�ncio num f�rum da Internet, � procura de C-4.
Algu�m me recomendou um n�mero gr�tis.
Falei com o tipo algumas vezes. Transferi o dinheiro.
Ele mandou-me uma carta com uma chave de um cacifo na Union Station.
Se nos mentir, vai ser acusado de homic�dio.
Eu n�o estou a mentir. Nunca conheci esse tal Khan.
Nunca estive em nenhum armaz�m. E eu n�o matei ningu�m!
Como � que foi com o Forman?
Bem, as boas not�cias s�o que n�s temos o C-4 que ele colocou nas ruas.
O que � que ele ia fazer com isso?
Provavelmente limpar a �rea para uma nova sinagoga.
Tudo bem, aqui vai a pergunta de 64 mil d�lares: Ele pode levar-nos ao Khan?
N�o.
- Ent�o como � que fica o nosso caso? - No buraco.
E o Berlinger mexeu-se para ficar com a nossa investiga��o.
E o que vamos fazer?
Apanhar uma bebedeira.
Acab�mos de saber. O Khan est� no seu Gulfstream no aeroporto de Van Nuys.
Ele vendeu o C-4, pegou no dinheiro e agora quer sair da Calif�rnia.
Se o avi�o descolar, a filha do informador passa � hist�ria.
Liga para a torre de controlo, diz-lhes que mantenham o Khan no ch�o.
- J� est� feito. - Vens?
- Encontramo-nos l�. - �ptimo.
Comprometi-me por si, Emilio. E tudo o que voc� fez foi mentir.
A vida da minha filha est� por um fio.
Mas estou a dizer a verdade agora. O Harkin disse-me o que fazer.
Ele levou a Flora. Ele trabalha para o Khan.
O Ray Harkin est� morto.
O armaz�m onde nos disse para ir? Uma bomba explodiu.
Morreu outro pol�cia, e voc� ser� responsabilizado.
N�o, n�o. Eu n�o sabia nada sobre uma bomba.
Acabou. Deu para perceber?
Lamento.
- O Tarver n�o me deixou escolha. - Agora � o Tarver?
O Tarver levou a Flora. Voc�s t�m de me ouvir, por favor!
N�o, n�s j� n�o lhe damos mais ouvidos, Emilio.
Primeiro, acusou o Harkin. Agora est� a acusar o Tarver.
N�o fez nada a n�o ser mentir.
N�o. Voc�s podem verificar, certo?
Eu vi. Eu vi o Khan entregar dinheiro ao Tarver.
E o Tarver deu-me isto.
Eu tive de vos mentir.
Se estava a cumprir ordens do Tarver, porque nos levou ao tribunal?
Para tentar escapar disto?
Achei que se n�o vos ajudasse mais, n�o seria mais �til ao Khan.
E ele poderia soltar a Flora.
Mas n�o funcionou.
E agora o Tarver vai matar a minha menina.
V�, deixem-nos passar.
Vamos, deixe-nos passar, vamos.
Afastem a imprensa.
- D�-me qualquer coisa! - Fala!
Certo. Era a Raina.
O Perez culpa o Tarver.
Investiguei as contas do Tarver. O tipo vale dois milh�es e meio.
Casey.
V� l�, atende o telefone.
T�m dez minutos para sa�rem, depois, mando entrar a divis�o de fuzileiros
e mando prender quem estiver a atrapalhar. Que tal?
- Sim? - O Casey n�o atende.
Continua a tentar.
N�s n�o sabemos ao certo se se passou alguma coisa.
Olha, o Tarver matou o seu parceiro, Jess. Ele tentou fazer-nos explodir.
Algo me diz que ele mant�m o Casey e a Flora ref�ns segundo ordem do Khan.
A torre de controlo diz que Khan continua sem responder ao r�dio.
E por que haveria de responder? O que temos contra ele?
A �nica pessoa que pode lig�-lo a tudo � o pol�cia corrupto que n�o encontramos.
Eu percebo que ele leve a mi�da. Mas o Casey?
Seguro. Quando aquele avi�o descolar, os ref�ns tornam-se testemunhas.
E dispens�veis.
Temos de arranjar uma forma de fazer o Khan ligar ao Tarver.
E prender Khan antes que os federais nos prendam. Tudo nos pr�ximos 9 minutos.
Canja.
Eu sou o Casey.
�s a Flora?
Sou amigo do teu pai.
Eu sei que isto � assustador,
mas eu prometo que tudo vai ficar bem.
O dinheiro deveria ter sido transferido h� duas horas.
Ligue-me assim que aparecer na conta.
� espera do dinheiro que o Khan lhe deveria pagar?
- Vai pagar. - Use-o para contratar um bom advogado.
Matou dois pol�cias. Vai dentro.
Na verdade, eu vou subir.
Vou abandonar o pa�s no avi�o do Khan hoje � noite.
Amanh� por esta hora, vou estar em Marbella a beber cocktails.
S� h� um problema. O Khan vai deixar o pa�s hoje.
Ele n�o vai lev�-lo.
- E ele n�o lhe vai pagar. - Cale-se.
Ele reservou um voo para Lucerna para hoje � tarde.
Ele vai deix�-lo para tr�s. Se n�o acredita em mim, ligue-lhe.
Voc�s t�m o telefone do Khan sob escuta. Est� a manipular-me.
Trabalhou connosco durante seis meses.
Passou-nos informa��es falsas sobre os movimentos do Khan, a compra falsa...
E fui muito bem pago por isso, tamb�m.
Quanto ganhou para assassinar o seu parceiro?
O Ray ficou muito curioso, come�ou a intrometer-se.
N�o tive escolha.
Olha, voc� conseguiu o que precisava do Emilio,
liberte a menina.
Tem sido uma conversa muito boa, mas ficamos por aqui.
Abra a boca outra vez...
...e eu enfio-lhe uma bala l� dentro.
- Acabou o tempo. Como � que vai ser? - Eu s� tenho uma pergunta.
Por que � que o Governo quer deixar escapar um tipo que matou dois pol�cias?
Voc�s n�o t�m provas que liguem Khan a coisa nenhuma, quanto mais homic�dio.
N�s sabemos construir um caso. E n�s sabemos como fazer isso funcionar.
N�s temos uma testemunha que vai virar-se contra Khan.
- Isso n�o serve. - Mas por que n�o?
N�o vou ter esta conversa.
N�o quer que ele seja preso, pois n�o?
Pois n�o?
Mr. Khan � uma pe�a muito importante.
- Isso quer dizer o qu�? - Ele levou-nos �s for�as da Al-Qaeda...
Aos operacionais talib�s. N�s precisamos dele no terreno.
Est� a mentir. Voc�s nunca estiveram a construir um caso contra Khan.
S� estavam a atrapalhar-nos, n�o �? A esconder informa��es,
a garantir que falh�ssemos.
O FBI s� fornece informa��es quando elas s�o necess�rias.
- Agora, voc�s precisam de saber. - Aqui vai o que voc� precisa de saber.
Tenho um procurador e uma menina de oito anos com a vida por um fio.
Eu n�o vou assinar mandados de morte para proteger o vosso espi�o.
A guerra ao terror � maior que quaisquer duas vidas, Stark.
Ou�a, voc� tem o C-4 do Khan fora das ruas.
Aceite essa vit�ria. Afaste-se.
Eu vou dar uma volta, sim. Veja s�.
Stark.
- O que � que ele est� a fazer? - Eu sei l�.
Stark, volte aqui.
- Dispare sobre mim. - Stark!
Afastem-se, afastem-se.
Espere, espere, alto a�.
Temos aqui a imprensa.
Amir, fala Sebastian Stark.
Se falar comigo, dou-lhe a minha palavra
em como os meus homens n�o disparam nem o prendem.
Isto pode acabar agora mesmo.
Pode estar no ar dentro de cinco minutos.
Amir Khan.
Est� a ser um grande estorvo, Mr. Stark.
Mas se esta conversa puser fim aos nossos neg�cios...
Aqui vai um acordo.
H� um homem pago por si chamado detective Willy Tarver.
Ele tem duas pessoas como ref�ns.
Quero que eles sejam libertados, ilesos.
Se fizer isso acontecer, prometo que o protejo do Governo americano.
- Isso � rid�culo. - Eu tenho provas que o ligam
ao homic�dio de dois pol�cias de L.A.
- Isso � treta. - V� a imprensa?
- Dei-lhes uma declara��o nesse sentido. - Que bom para si.
Muito bem. Levante voo.
Mas saiba que o FBI vai disparar sobre si,
no segundo em que esse avi�o sobrevoar �gua.
Deu-me a sua palavra de que eu n�o seria ferido.
Disse que os meus homens n�o o fariam. Mas j� n�o s�o eles que comandam.
Mas posso oferecer-lhe uma sa�da.
Ou pode arriscar-se em c�u aberto.
Estou a ouvir.
Liberte os ref�ns e confesse ao FBI as viola��es de armamento.
Eu digo � imprensa que estava errado,
que voc� n�o tem nada que ver com os pol�cias mortos.
Uma vez que o FBI n�o receia fazer m� figura, anula a sua senten�a de morte.
- Mas vou preso. - � admoestado.
� melhor do que acabar morto.
Como � que vai ser?
Aluguei um armaz�m na Washington e Clover.
Houve muitos arrombamentos recentemente.
Eu n�o tenho a certeza sobre o que l� h�.
Estou a ligar o meu gravador. Quero que repita comigo.
Eu, Amir Khan, tenho importado e fabricado explosivos pl�sticos
em viola��o ao artigo 18 do c�digo dos EUA.
Fale.
Eu, Amir Khan, tenho importado e fabricado explosivos pl�sticos
em viola��o ao artigo 18 do c�digo dos EUA.
Stark.
Mr. Khan acabou de confessar a viola��o da lei federal de explosivos.
Tenho uma grava��o dele a confirm�-lo.
Ele gostaria de ser levado sob cust�dia sob a vossa protec��o.
Fala Stark. Preciso da SWAT na seguinte morada.
Martin. Tudo bem.
Temos um endere�o com a localiza��o do Detective Tarver.
- E a Flora? - Esperamos que sim.
- Tamb�m vou. - N�o podemos permitir isso.
- Ela � minha filha. Eu vou convosco. - Vamos.
- Leve-me no lugar dela. - Calado.
O Tarver fugiu pelas traseiras. Ele levou a menina.
Tarver, baixe a arma.
- Tarver, alto! - Pouse a arma!
- Largue a arma. - N�o tem para onde fugir.
N�o, fique no carro!
Baixe-se!
Flora!
- Preciso de uma ambul�ncia! - Martin!
Preciso de uma ambul�ncia!
Martin.
- Martin, c�us. - Casey.
C�us.
O Khan vai apanhar entre cinco e dez anos, no m�ximo.
Pris�es do FBI...
Visitas conjugais, licen�a de trabalho, em tr�s anos est� c� fora.
S�o tr�s anos que ele n�o vai andar a colocar explosivos nas ruas.
O Martin sempre disse que seria pol�cia se fosse mais pesado e mais alto.
Legendagem: SDI Media Group
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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