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Ajudem-me.
N�o est� a resultar...
- S�o t�o maus que metem nojo. - Deixa ver se percebo...
- Este jogo foi no domingo? - Foi.
Fez o mesmo passe cinco vezes em menos de tr�s jardas.
- Sabes quem ganhou. - Tenho dois mil d�lares para prov�-lo.
Um pouco de ac��o. Desvia, passa e marca.
- Nunca duvidei de ti, querido. - Ent�o, porque est�s a ver isto?
Pesquisa.
Arnie, aposta duas moedas na Carolina, e eu compro o meio ponto. Certo.
- Como vai o trabalho sobre Longfellow? - Entregam amanh�.
De certeza que te esmeraste. � uma quest�o de te preparares.
- E infringir a lei? - Contornar a lei.
S� uso o Arnie, quando n�o posso ir a Vegas.
De certeza que nenhum juiz se importar�.
Abdico do meu angariador de apostas, quando puderes pagar Stanford.
Fala comigo.
Eram tr�s.
Levaram-me para uma sala e apertaram-me o pesco�o.
Tentei gritar, mas agarraram-me...
...e come�aram a rasgar-me as roupas.
Eu resisti, mas eles eram fortes de mais.
Sydney, consegues identific�-los?
S�o jogadores de futebol americano.
J� vi dois deles antes.
N�o sei como se chamam.
Mas conhe�o o terceiro.
- Josh Carpenter? - Ela tem a certeza de que foi ele.
O melhor jogador universit�rio do pa�s.
- N�o pode ser um violador? - Eu disse isso?
- J� chega. Linhas de ac��o? - Trazer todos os tipos que l� estavam
e fazer com que a Sydney identifique os agressores.
Queres chamar uma equipa inteira para o alinhamento de identifica��o?
S� os que estiveram na festa.
Poderemos interrogar o Josh Carpenter sem a presen�a de um advogado.
- Isso ro�a a ilegalidade. - E, no entanto, agrada-me.
J� se espalhou. Algo me diz que a CU vai deitar por terra uma �poca perfeita.
- Se os apanharmos. - Com quem est�o a jogar?
Arizona.
Arnie. Stark.
Aposta-me cinco moedas no Arizona, no jogo de s�bado.
� s� um palpite. Vamos apanh�-los. � garantido.
Leva o tempo que for preciso, Sydney.
Lamento, n�o os vejo.
- Grupo seguinte. - N�o posso fazer isto.
- Eu sei que � dif�cil. - N�o, quero ir para casa.
E ir�s. Mas estes tipos fizeram-te mal.
Se n�o ajudares, v�o fazer mal a outra pessoa.
E eu sei que n�o queres isso, certo?
Consegues fazer isto.
Estamos prontos, minha senhora.
N�mero dois.
E n�mero cinco.
- Tens a certeza? - Sim, eles violaram-me.
Viste a Miss Blair na festa esta noite, Josh?
N�o. Estava muita gente. S� me estava a divertir com uns amigos.
A Sydney identificou os suspeitos como Seth Taylor e Brent Freeman.
- O advogado deste tipo est� a caminho. - Conseguiste um nome?
- Ted Jeffries. - Acabou a festa.
Reparaste em alguma coisa fora do normal?
Pe�o desculpa por interromper, Frye, mas tenho algumas perguntas.
- Stark, est�s a abusar. - Costumo fazer isso.
- Quem violou a Sydney Blair esta noite? - Como quer que saiba?
Levaram-na para aquela sala?
- N�o. - Ela excitou-vos um bocado,
- perderam o controlo e violaram-na? - � mentira.
�s o l�der, o maior jogador. Reparaste na Sydney, uma brasa,
chamaste os teus amigos e foram l�.
- N�o foi isso que aconteceu. - Se estiveres a mentir, eu descubro.
Por isso, se tiveres algo a contar, mais vale ser agora.
N�o digas mais nada.
Estava a interrogar-me sobre quando apareceria.
- O meu cliente est� detido? - � uma investiga��o preliminar.
Poupava-nos tempo e trabalho, se confessasse e nos deixasse dormir.
Tenho uma ideia melhor. Detenham-no ou deixem-no ir.
Anda.
E, se queres uma amostra de ADN, apresenta uma mo��o.
�ptimo. Agora, fic�mos sem o ADN dele.
Eu n�o sei perder.
Manda isto para o laborat�rio. Avisa quando tiveres os resultados.
E vou dar-te o nome do meu alfaiate,
porque essas lapelas sa�ram de moda com o disco.
Obrigado por me receber, Jessica.
Garanto-lhe que todos os meios da universidade est�o � sua disposi��o.
- Obrigada, Ben. - Lamento n�o ter conhecido o Mr. Stark.
Considere-se aben�oado.
Nunca lhe pediria para comprometer a sua posi��o, Jessica,
mas o departamento de RP da universidade est� a deixar-me louco.
Se puder dar-me uma indica��o sobre o rumo disto...
A pique e depressa.
- Mr. Stark, suponho. - Pe�o desculpa pelo atraso.
No entanto, o procurador n�o pode falar de um caso com uma parte interessada.
- Certo, Jess? - Est�vamos mesmo a acabar.
Pod�amos trabalhar juntos.
Isso pressup�e que temos os mesmos interesses, o que � falso.
Est� a proteger receitas de um milh�o de d�lares.
- E eu a tentar condenar violadores. - Lamento, Ben.
Eu n�o. Os seus rapazes v�o cair.
Vim discutir uma estrat�gia para gerir o mediatismo para o bem de todos.
- Pelo menos, para o seu. - O Dr. Flynn quer pouca imprensa.
Estou at�nito. Porque ser�? Talvez sejam os milh�es da TV em jogo.
- Doa��es de ex-alunos, menos alunos... - Isso � injusto.
A universidade quer que se fa�a justi�a.
Est� com sorte, Ben. Estou no neg�cio da justi�a.
Vamos analisar tudo.
A v�tima vai a uma festa na resid�ncia universit�ria dos arguidos.
- Chega �s nove e bebe uns copos. - Descubram quantos.
O Carpenter, o Freeman e o Taylor levam-na para uma sala no piso de baixo
e fazem avan�os sexuais. A v�tima recusa, mas eles n�o acatam.
Quando eles regressam � festa, a v�tima foge e liga � Pol�cia.
- Quais s�o as boas not�cias? - Roupa rasgada, hematomas.
Provas de rela��es sexuais for�adas.
Mas o melhor � isto. O ADN de Josh Carpenter encontrado na v�tima.
L� se vai o Heisman. M�s not�cias?
Segundo testemunhas, ela estava alcoolizada,
tendo namoriscado os suspeitos e ido de livre vontade.
A lei � clara. Nada disso constitui consentimento.
Os tribunais nada t�m que ver com lei. O Casey reparou, e o j�ri pode reparar.
Por isso, vamos atacar no contra-interrogat�rio.
Retrat�-la como uma v�tima adolescente insuspeita.
O problema � o "diz que disse".
Ele � um jogador famoso que ir� para a NFL no pr�ximo ano.
O que significa que o nosso caso apenas se baseia na credibilidade da Sydney.
- Jules? - Pe�o desculpa por interromper.
Preciso de falar contigo.
- O que foi? - Fui suspensa.
Acusam-me de ter copiado o meu trabalho sobre o Longfellow.
- Dizem que o tirei da Internet. - Isso � de loucos.
H� uma p�gina na Internet que tem muitas coisas.
Tem ensaios, planos e trabalhos antigos.
Agora, tenho de ir � Comiss�o Disciplinar.
Se me considerarem culpada, vou ser expulsa, pai.
N�o te preocupes. Isso n�o vai acontecer.
Isto vai deitar por terra tudo aquilo por que trabalhei, pai,
- e a m�e vai matar-me... - Jules, Jules, respira fundo.
Agora, com quem tenho de falar?
O vice-reitor Saunders � o respons�vel pela Comiss�o Disciplinar.
Quero que re�nas todas as anota��es que fizeste,
todas as cita��es que fizeste, tudo, para eu ver quando chegar a casa.
Juro que vai correr tudo bem.
A Sydney foi vista na pista de dan�as por algumas testemunhas.
Segundo parece, estava a beber bastantes shots de melancia.
Beber n�o vai contra a lei, ao contr�rio de agress�es sexuais.
Acho que � aqui em baixo. Vamos.
- Foi aqui que aconteceu. - Chamam a isto sala de conv�vio.
Sem rel�gios nem janelas, enterrada na cave.
- � o s�tio perfeito para violar. - Ou para estudar.
Qual � o teu problema?
Um amigo meu de faculdade acabou com a namorada,
ela passou-se e acusou-o de viola��o.
Ele quase n�o se formou.
Isso � lixado.
Mas n�o tem nada que ver com este caso.
A Sydney Blair foi violada.
Sugiro que arrumes a cabe�a e que fa�as o teu trabalho.
Vou dar uma vista de olhos.
Ele faltou � escola...
Chegou cedo. As strippers s� come�am �s 10.
Ouvi dizer que os ester�ides fazem encolher os genitais.
Pelos vistos, t�m o mesmo efeito no c�rebro.
Sou a procuradora adjunta Madeleine Poe.
Algum de voc�s esteve na festa aqui na noite de s�bado?
Algu�m estuda Direito?
Talvez seja melhor relerem o cap�tulo sobre obstru��o � justi�a.
- J� fal�mos com a Pol�cia. - Eu li os depoimentos.
Pelo menos 25 de voc�s estavam aqui, mas nenhum
viu a Sydney Blair a ir para a sala de conv�vio com os vossos colegas.
A lealdade � uma virtude not�vel, encobrir violadores � um crime.
Se algum de v�s ficar, subitamente, com consci�ncia, eis o meu n�mero.
- Nelson, tens um segundo? - Como sabe o meu nome?
O teu n�mero vem nos cal��es. Eu tenho a lista da equipa.
- Avan�ado, embora caloiro. Muito bem. - Tenho de ir treinar.
Segundo o teu depoimento, viste a Sydney Blair aqui no s�bado.
Sim, mas n�o vi o que aconteceu.
Pareces um tipo �s direitas, Nelson.
E sei que � dif�cil fazer a coisa certa neste caso.
Mas f�-lo de qualquer maneira.
- O que se passa na universidade? - O t�pico c�digo de sil�ncio.
- Em que ponto est�o as deten��es? - Emitiram mandados para os suspeitos.
O Freeman e o Taylor t�m advogados pr�prios.
Estou � espera que liguem para negociar uma confiss�o volunt�ria do Carpenter.
Porque estamos a dar facilidades ao menino bonitinho?
Quanto mais p�blica for a sua deten��o, mais depressa ceder� em troca de ajuda.
Uma deten��o privada d�-nos menos hip�teses de reac��es adversas.
Por incr�vel que pare�a, t�m raz�o. Vamos prender os tr�s discretamente.
E manter o sorriso de um milh�o de d�lares longe das c�maras, por agora.
Talvez seja tarde de mais para isso.
Josh Carpenter � um enorme talento.
Tamb�m � um jovem �ntegro.
O Minist�rio P�blico fez acusa��es sem qualquer fundamento.
Mas � verdade que foi emitido um mandado de deten��o?
O Josh ofereceu-se para se entregar voluntariamente.
O MP quer, claramente, humilh�-lo.
Deviam ter vergonha.
- L� se vai a discri��o. - Muito bem.
Quero 10 agentes da Pol�cia no campus da CU daqui a uma hora.
N�o seria nada profissional dar pistas an�nimas
a todos os jornalistas criminais sobre a importante deten��o
- que vai ter lugar na CU. - Entendido.
Seria ainda pior avisar o Stu Gates da KCEI por telefone,
utilizando o n�mero pessoal que tenho no meu telefone fi�vel.
Certo.
O Jeffries quer jogar, vamos a isso.
Retirado de cena,
por alega��es de viola��o por membros da melhor equipa de futebol americano.
Centenas de pessoas aguardam o desfecho de Josh Carpenter.
A Pol�cia de Los Angeles entrou no complexo desportivo h� momentos.
Fontes do MP dizem que, em breve, ser�o feitas deten��es.
Em direito, chamo-me Tom Phillips, Not�cias do Canal 8, Los Angeles.
- Pronto. - Hora do espect�culo.
- Vamos, pessoal. - Stu Gates, KCEI News.
Porque est� a sair sorrateiramente com estes suspeitos?
- Para salvaguardar a sua privacidade. - Aquele � o Josh Carpenter?
N�o fa�o coment�rios. Lamento.
Comenta o facto de Ted Jeffries dizer que isto � uma ca�a �s bruxas?
Foi violada uma jovem.
Apesar de os advogados de defesa quererem tornar isto um circo medi�tico,
tencionamos fazer justi�a de forma profissional.
Obrigado. Obrigado, Stu.
A� t�m.
Invulgarmente t�mido com os media, Sebastian Stark
apresenta uma acusa��o feita � risca no caso da viola��o na CU.
Em directo para a KCEI News...
Not�cia de �ltima hora. Sou o m�ximo.
Quando posso voltar � escola?
Estive a ver tudo, incluindo as regras de pl�gio.
Vou reunir-me com este tal Saunders.
Mas s� podes voltar �s aulas depois da comiss�o reunir.
Entretanto, pare�o culpada.
Lamento, Jules. Mas juro que ser� a minha prioridade.
N�o te irei desiludir.
E o teu caso?
Isto � mais importante.
N�o vais perguntar se copiei?
N�o preciso.
Audi�ncia preliminar. Estado vs. Carpenter, Taylor e Freeman.
Ted Jeffries representa Josh Carpenter, Merit�ssimo.
Vivian Anderson por Seth Taylor e Brent Freeman.
- Mr. Stark, pronto? - Sim, Merit�ssimo.
O Estado chama o detective Gordon Frye.
Merit�ssimo, a defesa reconhece o depoimento do detective Frye.
Ent�o, o Estado pede que esta quest�o seja levada a julgamento, Merit�ssimo.
- Alguma defesa afirmativa, Mr. Jeffries? - Sim, Merit�ssimo.
Chamo Josh Carpenter para depor.
Jura dizer a verdade e s� a verdade?
Sim.
Josh, estiveste na resid�ncia dos atletas na noite em quest�o?
Sim, eu moro l�.
Viste a alegada v�tima, Sydney Blair?
- Sim. - Conheces a Miss Blair?
Conhe�o a Sydney muito bem.
Ali�s, os dois estiveram envolvidos numa rela��o, n�o foi?
Mais ou menos. Tenho namorada, mas eu e a Sydney t�nhamo-nos visto.
Objec��o. Sem fundamento.
Indeferido.
Josh, podes explicar por que motivo havia ADN teu no corpo de Miss Blair?
- Porque tivemos rela��es sexuais. - Na noite da festa?
N�o. Nessa manh�, no apartamento dela.
Ent�o, a Sydney Blair n�o era apenas uma rapariga conhecida numa festa.
Costumas ter rela��es sexuais consentidas com ela?
Sim.
Bom, Josh, devo dizer que isso muda tudo.
O Josh Carpenter n�o te violou?
N�o. Mas tudo o resto aconteceu como eu disse.
Mentiste-nos. Agora, � admiss�vel a tua falsa acusa��o.
Que j�ri vai acreditar em ti?
- Podemos reconstruir-lhe a credibilidade. - Nem eu sou assim t�o bom.
Tens dez segundos para dizer a verdade ou retiro as acusa��es
e processo-te por mentir a pol�cias.
Achei que, se contasse a verdade, n�o iria acreditar que fui violada.
Explica a omiss�o de sexo consensual, mas n�o por que o acusaste de viola��o.
Cinco segundos.
- O que quer que diga? - Nada. Acabou o tempo.
N�o sei por que menti. N�o sei por que menti.
Eu e o Josh conhecemo-nos h� tr�s meses.
Ele precisava de ajuda para um exame de Hist�ria.
Eu nunca conhecera ningu�m como o Josh.
Ele podia ter qualquer rapariga que quisesse.
E o facto de estar interessado em mim deixou-me deslumbrada.
Nunca sa�mos juntos, na verdade.
Ele ligava e dizia que queria ir a minha casa,
e eu sei que ele estava a usar-me,
mas n�o me importava.
Estava apaixonada por ele.
O que aconteceu nessa manh�?
Depois de termos tido rela��es,
disse ao Josh que queria um relacionamento a s�rio.
Ele ficou danado.
Disse que tinha uma imagem a defender.
Disse que era bom ir para a cama comigo,
mas que nunca poderia ser visto comigo em p�blico.
Porque foste � festa?
Para que ele mudasse de ideias.
O Josh nem se aproximou de mim.
Foi ent�o que os outros dois tipos vieram ter comigo
e me perguntaram se eu queria ir para a farra com eles.
- Que significa "ir para a farra com eles"? - Eu estava zangada e confusa.
Por isso, fui l� abaixo. S� queria meter ci�mes ao Josh.
Juro...
...que nunca quis que acontecesse nada.
S� queria deixar de sofrer.
E, em vez disso, passei a sofrer ainda mais.
- Como � que ganhamos? - Ela acusou um inocente de viola��o.
- Acabou o jogo. - A prova f�sica � arrebatadora.
J� ponderaste se esta rapariga teve uma noite m�, pegou em dois tipos
e se queixou quando as coisas ficaram feias?
A viola��o n�o � um sin�nimo de "coisas que ficaram feias"?
N�o. N�o, quando o sexo � consensual.
- Ela est� a dizer a verdade. Eu sei. - Adoro a arrog�ncia.
Mas sa�ste da escola h� dez minutos. Este caso n�o tem pernas para andar.
Se foi cometido um crime, � nosso dever avan�ar com a acusa��o.
Liberdade e justi�a para todos. Acabou, retira as acusa��es.
- N�o. - Desculpa, deves estar surda.
Eu disse que acabou.
Tamb�m disseste que o tribunal � uma guerra e o segundo lugar � a morte.
- E ent�o? - Ent�o, sou nova de mais para morrer.
A Sydney Blair foi violada pelo Brent Freeman e pelo Seth Taylor.
D�-me s� mais um dia para provar isso.
Retira a acusa��o contra o Josh Carpenter.
Descobre todos os pormenores da vida da Sydney.
Desde o seu momento de concep��o.
Arranja maneira de descredibilizar o Taylor e o Freeman.
Tens 24 horas para viver. Faz com que valham a pena.
- Obrigado por te reunires comigo. - Como est� a Sydney?
O que achas? Sabias que ela namorava com o Josh Carpenter?
N�o, mas n�o me admira. Aquele tipo � um sedutor nato.
Mant�m um registo das mi�das. Chama-lhe "percentagem de �xito".
- Que encantador. - � um sacana.
Mas tamb�m � a nossa �nica hip�tese no campeonato.
Se n�o te importasses, n�o estarias aqui.
- O que quer de mim? - A verdade.
O que viste naquela noite?
Estava l� em baixo.
Vi o Seth e o Brent a levar a Sydney para a sala de conv�vio.
Ouviste alguma coisa? Gritos? Sons de um confronto?
- A m�sica da festa estava muito alta. - Estavas l�, quando eles sa�ram?
A Sydney passou por mim.
Estava a chorar, com a camisa rasgada.
Quando o Seth e o Brent sa�ram, estavam a rir.
Anda comigo � esquadra e corrige o teu depoimento.
- Assim, arrisco tudo por que trabalhei. - Se n�o o fizeres, ponho-te na pris�o
e for�o-te a depor.
Pelo menos, desta maneira, podes ficar na equipa. Vamos.
Julie, cheguei.
Ela acabou de sair da piscina.
Julie, est� um rapaz seminu a pingar na minha cozinha.
Eddie Linden. Conhecemo-nos...
Sim, Eddie, o bandido beijador. Eu lembro-me.
Que tal pouparmos tempo, e eu matar-te j�
e enterrar-te no quintal?
- A Julie disse que tinha piada. - Tamb�m tenho uma arma.
- Pode dar-me um conselho jur�dico? - Tive um dia complicad�ssimo.
O Craig, um amigo do meu irm�o, foi preso por roubar um carro.
Ningu�m o viu, mas os pol�cias n�o querem saber.
A quest�o � que ele conhece a dona do carro.
P�ra.
O teu irm�o acha que, se disser que � o culpado, tudo se resolve.
- Exacto. - Deixa ver se percebi.
Queres assumir a culpa da Julie,
porque achas que a escola ser� mais brando contigo.
A culpa � toda minha. Fui eu que lhe dei o nome daquela p�gina da Internet.
Eu ia us�-la, mas ela n�o me deixou.
Sou o capit�o da equipa de atletismo.
A minha m�e faz parte da direc��o, n�o me v�o expulsar.
Esquece. � muito simp�tico da tua parte mas est� fora de quest�o.
Deixa-me perguntar-te uma coisa.
- Achas que ela copiou? - Claro que n�o, � muito inteligente.
Concordo, por isso, deixa-me ser eu a resolver isto. �s um tipo �s direitas.
Mas, se descobrir que andas a dormir com a minha filha, mato-te.
� justo?
Querem que desista do caso. Metade dos membros s�o ex-alunos da CU.
N�o querem que a viagem a Rose Bowl fique estragada pela viola��o em grupo?
A credibilidade da v�tima est� arruinada. Est�s feito.
A afundar depressa, morto n�o. Encontr�mos outra testemunha.
- Pode confirmar o ataque? - N�o exactamente.
Exactamente, qu�o longe do exactamente?
Ele viu a rapariga entrar na sala. Viu-a a sair, a chorar.
Surpreende-me que os rapazes n�o se d�em j� por culpados.
Ele viu os suspeitos a rir.
Voltamos ao concurso da credibilidade, o qual perdes.
Procurei outras acusa��es contra os jogadores.
- Embriaguez, brigas, conduta sexual... - Alguma coisa do Taylor e do Freeman?
...com a Pol�cia da CU. As queixas s�o tratadas pelo tribunal da faculdade.
- Vou ligar ao Dr. Flynn. - Eu j� liguei.
Negou o nosso pedido para ver casos que envolvam jogadores da CU.
- Aquele tipo � mesmo manhoso. - Hei-de arranjar um mandado.
Arriscamos que os advogados da universidade nos empatem.
Eu falo com o Dr. Flynn.
Ele tem o direito de reter processos.
E eu tenho o direito de pedir que reconsidere.
Desculpe, vou ter de lhe ligar depois. O que se passa?
O meu gabinete pediu os vossos processos disciplinares.
Dada a natureza medi�tica, urge proteger a privacidade dos alunos.
Foi violada a privacidade de uma aluna, que se chama Sydney Blair.
Reteria esses arquivos se fosse violada pela equipa de matem�tica?
- Como se atreve... - N�o estou a insinuar nada.
Estou a dizer-lhe na cara. D�-me os processos, sen�o prendo-o.
- Ligue para o gabinete jur�dico da CU. - Talvez ligue para o L.A. Times.
Os pais das vossas alunas
v�o adorar ler que admitem viola��es.
- Espere. - Como vai ser, Dr.?
Mais um caso de menor alcoolizado e mato-me.
Eis um de banhos de sol em topless.
- Tenho saudades da faculdade. - Espera l�.
- Em 2004, o Freeman foi preso. - O que diz o relat�rio?
Ele e o Taylor pegaram numa rapariga, tentaram ter sexo e n�o a deixavam sair.
Bingo. Sabes como se chama?
Estava numa visita � faculdade com outras colegas do meu liceu.
O Brent convidou algumas de n�s para uma festa.
Eu bebi e dancei. Ele parecia porreiro.
Depois, o que aconteceu, Tandi?
Ele apresentou-me ao Seth Taylor.
Levaram-me para uma sala na cave.
� sala de conv�vio?
Foi onde me violaram.
O processo diz que tentaram ter sexo contigo.
N�o menciona viola��o.
Acreditem. Foi viola��o.
Eu apresentei queixa na universidade,
mas disseram que n�o havia provas suficientes.
Porque n�o foste � Pol�cia?
Eu tinha uma atribui��o de bolsa pendente.
No dia em que arquivei a queixa, concederam-me a bolsa.
Eu precisava do dinheiro.
Ent�o, peguei na bolsa e calei-me.
E odeio-me desde ent�o.
Todos cometemos erros, Tandi.
Mas est�s prestes a ter uma segunda oportunidade.
- Por favor, diga o nome para o registo. - Sydney Blair.
Olha para o j�ri, Sydney. Estabelece um la�o com eles.
Na noite em quest�o, esteve na festa dada por Seth...
Nada de nomes pr�prios.
Pensa. N�o vou l� estar a segurar-te na m�o.
Esteve na festa dada pelos arguidos?
- Estive. - N�o olhes para baixo, Sydney.
N�o tens nada de que te envergonhar. �s a v�tima.
- Pode descrever a agress�o sex? - Madeleine.
Concentra-te, est� bem? Voc�s t�m de trabalhar em conjunto.
Levem-nos �quela noite. Ponham o j�ri naquela sala.
Fa�am-nos sofrer atrozmente, momento a momento.
Isto n�o � uma enumera��o de factos, mas uma exig�ncia de justi�a.
Sydney, pode dizer-nos o que aconteceu,
quando os arguidos a levaram para aquela sala?
De in�cio, est�vamos a rir-nos.
Depois, o Brent come�ou a acariciar-me os seios.
Eu disse-lhe para parar.
Mas foi ent�o que o Seth me agarrou por tr�s
e me segurou.
Eu sei que isto � dif�cil.
Mas pode dizer-nos o que lhe passou pela cabe�a?
Parecia um pesadelo.
Eles estavam em cima de mim, a rasgar-me as roupas.
Eu sabia o que eles estavam a fazer mas tentei fingir que n�o era aquilo.
Eles violaram-me.
N�o tenho mais perguntas.
Miss Blair, n�o estava zangada com Josh Carpenter nessa noite?
- Estava. - Ent�o, foi a uma festa,
bebeu alguns copos
e entrou de livre vontade numa sala com homens que queriam ter sexo consigo?
N�o foi isso que aconteceu.
- Estava a beber na festa? - Estava.
Foi de livre vontade l� abaixo com os meus clientes,
que, claramente, namoriscou?
- Sim. - E n�o foi isso que aconteceu?
- Parece que foi exactamente isso. - Objec��o.
Indeferida.
Nessa manh�, teve sexo consensual com o Mr. Carpenter, certo?
Certo.
E o sexo com os meus clientes tamb�m foi consensual?
N�o. Eles violaram-me.
Mas n�o disse � Pol�cia que o Josh Carpenter a violou?
- Foi um erro... - N�o.
Foi uma mentira, Miss Blair.
E espera que este j�ri acredite que diz a verdade sobre os meus clientes?
- Sim. - N�o � verdade que decidiu vingar-se
do Josh tendo sexo com os amigos dele?
- N�o, isso... - O Josh deixou-a, deixou-a destro�ada.
- Queria vingar-se. - Objec��o. Persegui��o.
- Indeferida. - Esta sua actua��o
tem que ver apenas com vingan�a, n�o �, Miss Blair?
N�o. Estou a dizer a verdade.
Ai sim? E que vers�o da verdade �?
A que o Josh Carpenter a violou?
A que mentiu � Pol�cia?
Ou a vers�o de que j� mentiu antes, mas que agora n�o est� a mentir?
- Objec��o. - Retiro o que disse.
Agrada-me a sua franqueza, Miss Blair.
Ent�o, o que � necess�rio para acabar com isto? D�-me um valor.
Estou a brincar. S� queria quebrar o gelo.
Enganei-o, n�o foi?
� uma situa��o inc�moda.
- Tenho �ptima opini�o da Julie. - Ent�o, porque n�o a deixa em paz?
- Ambos sabemos que n�o fez isto. - Infelizmente, a prova � s�lida.
Por falar em alegadas provas...
- O caso ser� decidido pela comiss�o. - Mas � quem manda no espect�culo.
O que torna qualquer discuss�o pr�via dos pormenores inapropriada.
Tudo bem. Mas, para que conste, a Julie est� completamente inocente.
Bom, se n�o estamos a discutir o caso, porque estou aqui?
Porque gosto da Julie.
� uma das nossas melhoras alunas e uma mi�da fant�stica.
Estou a tentar perceber como � que isto aconteceu.
Como � que isto alegadamente ter� acontecido.
Quando os alunos fazem um mau ju�zo das situa��es,
costumam resvalar para problemas piores.
- Droga, experimenta��o sexual... - Isso � de loucos.
Desculpe, mas pelo que a Julie me disse, o seu trabalho ocupa-lhe muito tempo.
E ent�o?
A sua ex-mulher parecia mais activa na vida da Julie.
- Mas agora est� em Nova Iorque. - Exacto.
Com todas estas mudan�as, a Julie pode sentir-se ao abandono.
Tem no��o de que a Julie escolheu ficar comigo em Los Angeles?
Isto n�o � um ataque pessoal. De certo que estar� a fazer o melhor que pode.
- Eu sou capaz de criar a minha filha. - N�o duvido disso.
A Julie nunca teve problemas, antes de a m�e se ir embora.
- O que � isto? - Uma ac��o c�vel de difama��o e cal�nia.
- Cinco milh�es de d�lares? - Isso � s� para come�ar.
Mas, quando terminar, este lugar ser� um Burger King.
Anule a suspens�o da Julie at� � audi�ncia, e eu desisto da ac��o.
Acho que j� sei como conseguiu a sua alcunha.
E, se fosse a si, aceitava o acordo.
Durante todos aqueles anos em que fui um pai p�ssimo e irrespons�vel,
de algum modo, me tornei um advogado bom como o raio.
- N�o estou a sentir o amor, minha gente. - Estamos tramados.
Eu li a transcri��o. A Sydney foi arrasada no contra-interrogat�rio.
- Completamente. - N�o me admira.
- Mas ainda temos a Tandi Parker. - Bem, em rela��o a isso...
Por favor, diz-me que n�o perdemos a Tandi Parker.
- Quem me dera poder dizer isso. - Mas, em vez disso, vais dizer?
Ela entrou � socapa no tribunal e, agora, recusa depor.
Porqu�? Tal como os detidos que n�o saem da fila para a c�mara de g�s.
T�m raz�o, estamos tramados.
Intima a Tandi, for�a-a a depor que eles a violaram.
Ela ir� negar. J� somos mal vistos pelo j�ri.
Talvez esteja a exagerar.
Estive a ver os pormenores do depoimento da Tandi.
Ela diz que fugiu do Freeman e do Taylor e correu para a porta.
Mas havia outra pessoa l� fora.
Eles recorreram a um vigia.
Ent�o, duas mulheres foram violadas pelos mesmos tipos no mesmo s�tio.
Se o seu modo de agir for consistente, isso significa...
Meus senhores, podemos ter uma testemunha desconhecida.
V�o. Muito bem.
- Fa�am isso, fa�am isso. - V�, cabe�a erguida.
N�o faz mal, vou mais atr�s de ti.
O que diabo fazem aqui?
Sabemos que estavas no corredor, quando a Sydney entrou na sala.
- E ent�o? - Se est�s implicado, confessa agora.
Acham que estive implicado nisto? Eu tentei ajudar-vos.
- Vou-me embora. - Nelson, eu acredito que n�o a violaste.
Mas acho que sabes mais do que me disseste.
- Eu disse tudo o que vi. - N�o nos falaste do vigia.
Sabemos que havia algu�m l� fora, � porta,
quando a Sydney estava a ser violada.
Algu�m que garantisse que o Taylor e o Freeman n�o eram incomodados.
Quem era, Nelson?
N�o me obriguem a fazer isto. Tenho pena da Sydney.
Mas isto n�o tem que ver com a Sydney.
Um dia, pode ser a tua mulher ou a tua filha...
- Eu sei... - N�o, n�o sabes, eu � que sei.
Quando tinha 11 anos, tivemos de ir viver com a minha tia em St. Louis.
E ela namorava com um tipo, o Larry.
O Larry era grande e bem-parecido.
Estava sempre a rir, a brincar, a dizer piadas.
Mas o motivo de goza��o era eu, porque, uma noite,
o Larry foi ao meu quarto e entrou na minha cama.
Isto arrastou-se 10 meses,
porque eu tinha medo de dizer alguma coisa.
Mas, um dia, o meu irm�o viu-nos e chamou a Pol�cia.
Basta haver uma pessoa...
...que n�o tenha medo.
Quem era o vigia?
Era o Josh Carpenter.
H� um s�tio especial no Inferno para o Josh Carpenter.
Antes de chamar o Dante, vamos rever isto.
O depoimento do Nelson p�e o Carpenter no local,
mas fora do acto.
Podemos utilizar o Carpenter como testemunha contra o Taylor e o Freeman.
- Ele pode n�o querer colaborar. - Acusamo-lo at� doer.
O depoimento falso que deu � Pol�cia, falso testemunho, obstru��o...
Precisamos de mais. O Jeffries n�o vai ceder por delitos menores.
Vamos tentar a nossa sorte com o j�ri.
Acusamos o Josh Carpenter como c�mplice de viola��o.
N�o tem antecedentes. Sair� com uma advert�ncia.
N�o. N�o necessariamente.
No depoimento dele, o Nelson Moore disse:
"Aproximei-me do Josh. Perguntei se estava tudo bem.
Ele olhou � volta e disse que sim. Disse para eu me ir embora."
Ent�o, o Josh Carpenter evitou que o Nelson
ajudasse a Sydney Blair.
Tornando-se um envolvido t�o culpado como os outros.
Viola��o concertada, muito imaginativo. S� h� um problema.
Sem o depoimento de Carpenter, nenhum j�ri os condenar� por viola��o.
E, sem uma condena��o por viola��o, n�o h� hip�tese de viola��o concertada.
Bom, temos duas op��es:
Acusamos o Taylor e o Freeman de viola��o sem o depoimento do Carpenter
e depois acusamos o Carpenter de viola��o concertada.
Se tivermos muita sorte, apanhamos os tr�s.
Se n�o tivermos, saem todos em liberdade.
Ou ent�o utilizamos a acusa��o de viola��o concertada
para conseguir um acordo com o Josh Carpenter.
E, depois, for�amo-lo a depor...
O que refor�a o nosso caso, mas deixa um sacana mentiroso safar-se.
Vamos falar com a Sydney Blair.
N�o estou a perceber.
Ele estava l� fora a vigiar.
- N�o pode ser verdade. - Lamento, mas �.
Meu Deus.
Eu sabia que o Josh estava furioso.
Mas ficar ali e deixar que aqueles animais me atacassem...
O problema � este.
N�o podemos provar que o Josh sabia o que se estava a passar naquela sala.
Mas, se lhe propusermos um acordo, podemos garantir o seu depoimento
contra o Taylor e o Freeman.
Isso significa que o Josh n�o ser� punido pelo que fez?
Isto tem sa�do na imprensa. A reputa��o e a carreira ser�o afectadas.
- N�o foi isso que eu perguntei. - O Josh n�o ser� condenado.
Foi o Josh que planeou isto. Ele queria castigar-me.
Indicou-me ao Brent e ao Seth. Vigiou a porta enquanto me violavam.
Por favor, compreende.
Sem acordo com o Josh Carpenter, o Taylor e o Freeman ser�o absolvidos.
Ningu�m pagar� pelo que te aconteceu, Sydney.
Eu entendo, mas o Josh Carpenter ajudou-os a violarem-me.
Imploro-lhe, Mr. Stark. N�o o deixe sair impune.
Lamento.
- Porque fizeste isso? - Por me teres feito voltar � escola.
Ainda temos de negociar com a comiss�o.
Eu sei, mas � bom estar de volta � rotina normal.
- Aonde vais? - Eu e a Katie vamos ver um filme.
- Tens aulas amanh�. - Sim?
Acho que devia saber mais aonde vais,
para que fique a saber.
Tudo bem.
� que nunca pareceste importar-te muito.
Mas importo-me.
Tudo bem, mas agora posso ir ao cinema?
Sim.
- At� logo. - N�o venhas muito tarde.
Certo.
- N�o h� acordo. - Uma testemunha
p�e-no � porta durante uma viola��o.
Alegada viola��o. E ficar � porta n�o � crime.
�, se evitar que algu�m ajude e depois minta � Pol�cia sobre isso.
- Ent�o, processe-o. - Acredite, adoraria faz�-lo.
Muito bem. Esta reuni�o acabou.
Josh, se sa�res por essa porta, farei com que lamentes o resto da vida.
O Mr. Stark est� azedo. H� muito tempo que n�o perdia.
Juntarei todos os pequenos delitos para conseguir uma intima��o
e espalh�-los-ei em todos os jornais desportivos. Logo v�s se �s recrutado.
Mesmo que sejas ilibado de tudo, a tua reputa��o ficar� destru�da.
E dar�s a maior parte do teu b�nus ao Mr. Jeffries por honor�rios.
Pensa nisso.
Imunidade total.
Delito sexual, 18 meses, liberdade condicional em seis.
- Sais a tempo do recrutamento. - Est� a sonhar.
Ted, ele viu a rapariga a ser violada.
Sem o depoimento dele, n�o t�m caso.
Imunidade total. Julgamento � porta fechada e ordem de sil�ncio para o j�ri.
Vou preparar a papelada.
O que quer que diga?
Estava fulo por a Sydney ter vindo � festa.
Eu estava com a minha namorada e n�o queria nenhuma cena.
- O que fizeste? - Pedi ajuda ao Brent e ao Seth.
E eles levaram-na l� para baixo.
- Para a sala de conv�vio? - Sim.
De in�cio, correu bem. A Sydney estava a divertir-se com eles.
Ela queria ir embora, mas eles n�o deixavam.
- E como sabes disto? - Porque estava � porta...
...a vigiar.
E tens a certeza de que o que aconteceu naquela sala foi uma viola��o?
Sim.
A dada altura, ouvi a Sydney a chorar.
- Abri a porta e... - O que viste?
Vi o Seth em cima dela e o Brent a segur�-la.
- Ele olhou para mim e sorriu. - E o que fizeste?
Nada.
Diz-me, Josh, que tipo de pessoa v� uma jovem a ser violada
e n�o faz nada?
�ltima pergunta: alguma vez ponderaste entrar naquela sala
e participar na viola��o de Sydney Blair?
- Claro que n�o. - Porqu�?
Porque n�o sou violador.
Ah, pois. S� ficas a vigiar � porta.
N�o tenho mais perguntas.
Ent�o...
A fazer ser�o?
Foste formid�vel neste caso.
- Um elogio. - Totalmente profissional.
A forma como conseguiste que o Nelson Moore colaborasse. Foi incr�vel.
- S� fiz o meu trabalho. - Foi mais do que isso.
Estiveste disposta a partilhar um segredo para que ele agisse bem.
- Foi preciso ter muita coragem. - Na realidade, precisei de imagina��o.
N�o tenho uma tia. Nunca estive em St. Louis.
Inventei tudo.
Porque mentirias sobre algo assim?
Eu disse o que ele precisava de ouvir.
- Pareces desiludido. - Claro que n�o.
Acho que pensei que come�ava a entender-te um pouco.
A intimidade � sobrestimada.
Queres ir beber um copo?
Acho que, hoje, n�o. Estou um pouco cansado.
Como queiras.
- Cinco anos cada um por viola��o. - Estar�o nas ruas dentro de tr�s.
Tendo em conta o ponto de partida, foi um bom veredicto.
Tirando o Josh Carpenter, que saiu impune.
� claro que estou desiludido com o envolvimento dos meus colegas
em algo t�o horr�vel assim.
Josh, pode dizer-nos por que motivo decidiu depor?
Afinal de contas, eu tinha de fazer a coisa certa.
- Proponho que lhe demos um enxerto. - Assim � que se fala.
Por mais que adorasse ver isso, ele n�o vale a pena.
O mundo n�o � justo, pessoal. Aceitem um sim e sigam em frente.
N�o vais dizer que me tinhas avisado?
- N�o. - Boa decis�o.
Josh, o seu estatuto de jogador...
Que express�o t�o s�ria.
Estou a pensar em tudo.
A partir de agora, vou envolver-me mais na tua vida.
Na escola, nos teus hobbies, em tudo.
Gostava que o fizesses.
Vamos ultrapassar isto, Jules, confia em mim.
Aquela comiss�o nem vai perceber o que lhes aconteceu.
- Obrigada. - Ainda n�o fiz nada.
Fizeste, sim.
Todos duvidavam de mim. Os meus professores e amigos duvidavam.
Comecei a duvidar de mim pr�pria.
Mas foste o �nico a acreditar em mim.
S� me levou 16 anos a mostr�-lo.
Pai, eu copiei aquele trabalho.
Distra�-me e fiquei sem tempo.
Descarreguei-o da Internet.
Lamento.
Legendagem: SDI Media Group
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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