All language subtitles for Os Visitantes (1988) Dual Áudio 1080p BluRay.x264

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Original subtitles

Uma distribuição Politeo.

Dublado por Cecília Lemes.

Juliana Assasso.

E João Francisco Garcia.

Os visitantes.

José Paris e Júnior.

Maíra Silva.

Ricardo Nova.

Sérgio Carvalho.

Versão brasileira, dubla a vídeo.

Puxa, o som desse aparelho é incrível.

Custou um pouco mais, mas valeu. Não distorce nem com volume alto. Mamãe, o

Peter não quer me dar meu chocolate.

Cuidado, crianças.

Esse carro é novinho em folha.

Peter, o que você está fazendo? Olha só seu rosto. Vem pra cá pra eu poder

limpar isso.

O que eles estão aprontando? Eles estão sujando o estofado novo. Parem com a

folia atrás.

Vamos, parem. Já chega, mocinho. Para com isso já. Deixa seu pai dirigir.

Vamos lá, Sarah. Você quer cuidar disso comigo? Seu, você vai apanhar. Fica

quieto. Muito bem. Senta aí. Fica quietinho.

Chega de doce. Você quer parar com tudo isso? Você vai deixar todo mundo louco?

Papai, você está bravo?

Bravo? Sim, gostaria que vocês se comportassem. Para vocês tudo isso é uma

boa brincadeira, mas não é não.

Bissau, o que você fez, seu porquinho?

Quietinha, Laura.

Adoro o ar da Suécia. É puro, inacreditável.

Com certeza não é Nova York.

Sim, mas você gosta. Frank é uma maravilha.

O que acha, garotão?

Olha,

papai, tem chocolate na minha camisa.

Não faz mal.

Cadê a chave, Sarah?

Estão com você.

Como assim? Você pegou quando partimos.

Estavam com você enquanto fazíamos as malas de manhã.

Isso mesmo, eu vi.

Você tem razão.

Tudo certo.

Eu não sei o que vocês fariam sem mim.

Eu não quero saber de chocolate na minha camisa, mamãe. Seu burro, começou a te

deixar cair na camisa. Calma, vamos lá.

Já, lava já, mamãe. Eu quero agora. Tá bom, cachorrão.

Incrível. Veja como deixaram tudo arrumadinho.

Surpresa, querida?

Sim. Ainda bem que não sobrou nada pra nós.

De fato.

Mas só porque eu sou um figurão.

Sim. Não se esqueça do andar de cima, seu figurão.

É, mas é só papel de parede, nada demais.

Faço isso em 15 minutos.

Então, como se sente?

Perfeito. Por que então essa cara esquisita?

Que nada, não me abalo.

É, é claro que não. Agora pare de se preocupar.

Na semana que vem a campanha já estará aprovada.

Ah, certeza?

Claro. É?

Se não acreditasse que minhas ideias são boas, não estaríamos aqui.

Você vai ver.

Nós vamos ter muita grana. Logo, espero. Logo, logo. Eu lhe prometo isso.

Bem, vamos aproveitar o fim de semana e na segunda eu começo, certo?

Certo. Hã?

Certo. Mesmo? Você manda.

Mamãe, onde foi minhas coisas?

No seu quarto lá em cima.

E o Peter, cadê?

Te fazendo as malas e pondo os brinquedos na prateleira.

Ah, pelo amor de Deus.

Então, o que achou da casa, princesa? É grande.

Ah, é?

Papai, é só a gente que vai morar aqui? Bem, eu espero que sim, né? O bastão

pode cair bem na sua cabeça.

Agora, para de mexer nisso. Vai lá pra cima e veja o seu quarto.

É a correspondência. Ah, obrigada.

Belo serviço fazem por aqui.

É uma vez só.

Vai ter que pôr uma caixa no portão de entrada.

Está dizendo lá perto da estrada? Mas é muito longe.

Acabamos de nos mudar dos Estados Unidos e deve chegar muita correspondência todo

dia.

Você não faria o grande favor de entregar aqui em cima?

Tudo bem.

Só uma coisa. Vocês terão que colocar uma caixa aqui em cima para eu vir

direto com o carro. Eu não vou descer daqui.

Não, não, não. Não precisa sair do carro. É muito gentil da sua parte fazer

isso. Falou. Sem problema.

Você está bem?

Sim, muito bem. Você não vê?

Sim, muito brilhante.

E não é o único tapete na janela.

Você?

Vocês são todos loucos, não é?

Vocês vêm aqui para ver um profissional em ação, não é? Você pega o tapete

assim, você tem que prepará-lo um pouco, não é?

Depois, para que você tenha a correção certa sobre essa coisa, você põe-a sobre

a cabeça.

Você faz uma pequena corte em cima disso, não é? Então você sai daqui.

Depois, para que todos sejam felizes e felizes, você se move um pouco, assim,

não é? Para trás e para trás, não é? Depois você pode fazer...

O que vocês estão rindo de mim?

Eu vi todo o seu cabelo no meio.

Você não pode rir sobre o maior objetivo do mundo.

Ele queria que nós tivéssemos uma caixa de cartão.

Sim.

Deve ter sido interessante.

Sim.

O eletrodoméstico.

O eletrodoméstico.

O eletrodoméstico. Sim, obrigado. É o suficiente.

Vamos embora com o eletrodoméstico.

Como é que você vai estar lá amanhã?

Não esqueceu nada?

Não. Você errou. Por quê?

Puxa vida.

Boa sorte, amor.

É babada.

Ei, o que é isso aí?

Ah, droga.

Frank, compra uma caixa pra cartas, por favor.

Claro, claro.

Mas ele não precisa jogar as coisas no chão.

Te vejo à noite.

O que que é? Aqui em cima.

Laura, o que que foi?

Venha, mamãe.

Papai não vai gostar de ver isso, não é, mamãe?

Oi.

Cadê a bebida?

Na estante.

Por que diabos está aqui, hein?

Você enfiou aí.

Não gostaram?

Não.

Não acharam minha ideia das mais originais. Eu sabia, bem que sabia. Ah,

é mesmo?

E desde quando você virou adivinho?

Não seja sarcástico. Como vamos pagar tudo o que compramos? O carro, a casa,

estamos duros. Você pode parar.

Eu não fui despedido ainda.

Me deram mais uma chance. Tenho uma semana para pensar em algo novo.

Só não sei como começar.

É isso. Você nunca sabe como começar, não é?

Sinto muito pelo que eu disse há pouco.

Você vai se sair bem, como sempre.

Certo?

Vamos conversar um pouco, talvez apareça alguma ideia.

Pode testar algumas chamadas comigo, isso sempre ajuda.

Você vai criar uma boa campanha para aquela seguradora.

Ouviu?

Nem pense em ficar no escritório essa semana. Você precisa de um lugar calmo.

Já tem pressão suficiente.

Sua secretária cuidará das ligações.

Mamãe, hoje vimos na TV um programa de pavões.

Disseram que o macho usa a cauda para atrair a fêmea. É mesmo?

Sério? Sim. O macho abre sua cauda na frente da fêmea para namorar.

Ainda bem que vai ficar em casa. Assim pode colocar o papel de parede no nosso

quarto.

Frank, o que foi?

Você se machucou?

Droga, que susto você me deu?

Que diabos você estava fazendo aí?

Tinha uma coisa arranhando aqui a parede.

Pensei que fosse um rato ou coisa assim.

Na parede?

É, um dos canos. Ah, sabe, ali que na casa de uma mulher, um desses malditos

ratos surgiu bem na privada. Frank, eu não acho que tenha ratos em nossa casa.

Venha pra cama, você vai conseguir pensar melhor de manhã.

Agora o papel vai grudar mesmo. Eu passei o dobro de cola.

Isso é bom. Ai, o que tá fazendo?

Ah, eu não consigo ter uma ideia nova.

É tão estúpido. Minha cabeça está vazia.

Temos que ganhar o maldito contrato. Nosso futuro depende disso.

É, devia ter pensado nisso antes.

Pode parar. Para você.

Você quis se mudar para cá tanto quanto eu.

É, mas achava que deveríamos esperar um pouco. Você sabe disso.

Ah, tá bom. Lá vem. Então, de repente, é tudo culpa minha. Você não foi lá muito

contra quando planejamos nos mudar.

E esse foi o meu erro.

Eu devia ter protestado mais, só que nunca é minha vez de falar.

Bem, isso é bobagem. Você sabe disso.

Qual é? Você tem boca pra falar o que você quiser.

Não adianta se você não me ouve. Ah, agora eu sou sacana também, não é?

Não é, não.

Mas às vezes me enche um pouco essa história de que tudo diz respeito a

você. A sua casa, o seu carro, o seu emprego, as suas ideias.

E o que estão à sua volta?

Sim, é por isso tudo que estou fazendo isso. Você e as crianças.

Que coisa!

Você não me entende.

Não acho que sou muito burro pra entender.

Tá bom, a culpa é sempre minha.

Se tento acalmar as coisas, a gente acaba brigando.

Muitíssimo obrigado pela droga do seu apoio e adeus. E obrigado, hein?

Sarah? Oh, não.

Sarah!

Mas o que é isso?

Já estava assim.

Como misturou a cola?

Engraçado.

Sinto o cheiro de algo metálico ou... eletrônico, eu acho.

De onde vem esse cheiro?

Talvez tenha usado cola demais dessa vez.

Isso, não soltaria o papel.

Ou se é esse o caso, ou que... Se eu soubesse por que o papel se soltou, isso

não teria acontecido. Portanto, por que não vai fazer o que tem que fazer? E eu

colo a droga do papel de novo.

Ótimo, você pode colar até do avesso.

Maldito papel de parede.

Peter, não suba no balcão.

Só queria pegar um copo de limonada. Então pega uma cadeira, senão vai cair e

se machucar.

E aí

Frank. Sinto muito. O que foi? Alguma coisa errada? Não, eu só pensei.

Você quer um cigarro?

Não.

Você tem que fumar aqui.

Quer um copo d'água?

Eu tô tentando dormir de novo.

É, eu sei. Desculpe.

Mas o que foi? Por que essa coberia, Frank?

Mas que maravilha, hein?

Você derramou cerveja em mim.

Há algo de suspeito nessa casa.

É verdade.

É um tal de Frank.

Certo, apaga a luz e durma.

Mas estou lhe dizendo, toda vez que passa... Frank, eu realmente estou

tentando dormir. Por favor, quer apagar a luz?

Sarah?

Esta casa é assombrada.

Não tem lugar pra eu sentar. Eu quero sentar atrás do papai. Você sempre

consegue o que quer.

Cuidado. Pegue a correspondência.

Por quê?

Porque não entregou corretamente.

Não tem onde colocá-la.

Ache um lugar, então, menos no chão sujo, idiota.

Já fiz muito em trazê-la até aqui. Você quer receber as suas cartas na sua cama?

Compre uma caixa para elas.

Que tipo de imbecil trabalha por correio neste lugar?

Vai ter a sua caixa, mas até lá pare de jogar a droga da correspondência no

chão.

E se por acaso chovesse, hein? Você devia agradecer minha boa vontade em vir

até aqui.

Quem faria se chovesse, hein?

Eu entregaria em casa.

Bravo! Parece que agora entendeu.

Faça a mesma coisa se for dia de sol que eu compro a droga da caixa de cartas.

Droga!

Maldito idiota!

Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não,

não,

não.

280 centavos, isso é louco.

Você tem que botar de volta.

Você prometeu que eu conseguiria.

Sim, mas 280 é muito.

Venha agora.

Sim, mas pegue a carro.

Eu não quero uma.

Mas não comece a brigar quando eu disser que você conseguirá a carro.

Vamos comprar uma revista para a mamãe também.

Espere um

minuto.

Obrigado.

Não esqueça de pagar.

Frank!

Fala! Vem cá um pouco!

O que é?

Por que comprou tanto leite?

Achei uma boa ideia de deixar algum de reserva.

Metade do leite vai azedar antes que a gente possa beber.

Acho que você tem razão. Vou ter que beber essa droga mais depressa que o

normal.

Comprou a caixa de cartas? Droga, sabia que tinha esquecido alguma coisa.

É, mas comprou um carrinho bem caro pro Peter. O que é que eu posso fazer quando

ele dá um show no meio do mercado?

Pensei que tínhamos combinado ser rígidos mesmo quando ele age assim.

Ouça, temos cabide de arame aqui?

Temos.

O que é que tem?

Só pra saber.

Frank, o que você está fazendo?

Oh, meu Deus!

Estou olhando se tem alguma flecha quente.

O que?

Tem uma espécie de colaboração de energia.

Colaboração de energia?

Sim, o espelho.

Tem uma espécie de colaboração de energia. O que?

Colaboração de energia.

O que?

Colaboração de energia. O que?

Colaboração de energia.

Como vai com a ideia de publicação?

Eu tentei me concentrar, mas não consegui.

Você realmente tentou?

O que você quer dizer com isso?

Parece que você se concentra mais na fantasia sobre o espelho.

Eu não estou fantasizando sobre algum espelho.

Tem alguma merda nesse prédio e eu vou descobrir o que é.

Não seja louco agora.

Eu não sou louco.

O tapete que cai o tempo todo, é normal, não é?

O que? Eles caíram de novo?

Não.

Mas, Frank, você não quer que eu pense que algum espelho os caiu?

Não, é bom. Eu sou o que está maluco de cabeça.

Você não entende que eu fico preocupada quando eu sei que não temos dinheiro, e

você anda por aí procurando o espelho?

Eu tentei achar algo, mas não funciona.

Não é melhor que você fique grudando. Eu não estou grudando.

Isso vale para todos nós. Eu estou grudando o quanto eu quiser.

O que você quer que eu faça?

O quê?

Eu quero que você se estresse um pouco, pelo menos.

Você é tão bom, meu querido.

Você acha que é tão fácil?

Você acha que é só tirar as lâmpadas e ir para casa depois de acordar? Eu sei

como é.

Ah, você sabe como é.

É muito bom.

É muito bom. É o topo. É o melhor.

É muito bom.

Muito bom.

O que você está fazendo, papai? O que é isso?

O que você acha que é isso, hein?

Um velho.

É, assim está parecendo um velho.

Meu pai me fazia esses bonequinhos quando eu ainda era pequeno. O vovô era

bem velho.

Quem era?

Ele era meu pai.

Mas você não o conheceu. Eu sim, eu sim. Ele tinha cabelo branco.

Sim, tinha, mas não quando eu era criança.

Ele se parecia muito comigo.

Escuta, vamos parar de falar nisso agora, tá?

É um presente pra você, Peter.

Ensine esse velho a dirigir seu novo carrinho.

Muito obrigado, papai.

Deixa eu ver o homem, Peter.

Laura, vem me ajudar a pôr a mesa.

Ok.

Ajuda também, Big.

Vou levar o homem de pau pra dar uma volta no carro.

Vamos ajudar a mamãe. Mas o Pedro não quer ajudar.

Deixa ele em paz, Laura. Ele não tem que ajudar.

Sarah!

Sarah!

Sarah, vem cá!

O que foi? Vem cá logo!

Vem cá! O que foi?

Depressa! O que foi?

Hein?

Por que você não responde? Ali, o que é aquilo?

Aquilo o quê?

Você está ficando louco?

Elas sumiram.

O quê?

As pegadas.

As pegadas, eu vi. Havia pegadas por todo o chão. Frank, não há nada aqui.

Tenha calma. Não diga para me acalmar. Tinha alguma coisa aqui.

Eu vi marcas, juro. Tinha marcas de pés no chão.

Frank.

Frank, venha.

Vamos, crianças.

Espere um pouco.

Agora, não na frente das crianças. Por que não acredita em mim?

Não, não foi nada. O que foi, mamãe? Por que o papai está tão nervoso?

Não é nada, nada não. Só um encano.

Vamos, eu já disse que não foi nada. Vamos descer e comer.

Você vem? Daqui um pouco.

O jantar está pronto. Estou sem fome.

Certo. Venham vocês dois.

O que você está fazendo aí? Quero que o papai venha sentar também.

Revista Ocultismo. Alô, meu nome é... Eu quero falar com alguém chamado... Alan

Swanson. Alan Swanson?

É, sobre um artigo que ele escreveu. Um momento.

Obrigado.

Alan Swanson.

É, oi.

Aqui é Frank Erickson.

Como? Frank Erickson.

Posso ajudar?

É, li o que escreveu sobre cabides de arame.

Sinais que indicam espíritos.

Ah, sim, esse artigo. Exato, ouça.

Pode falar mais alto?

No momento, não posso.

O que achou do artigo? Você gostou?

É, é muito bom. Na verdade, estou ligando.

Liguei para falar.

Eu sei que isso pode parecer ridículo, mas minha família e eu acabamos de nos

mudar para cá.

E, bem, vou dizer, desde então, muita coisa estranha tem acontecido.

Mesmo? Que tipo de coisa?

Entre outras coisas, há um quarto que rejeita papel de parede.

É mesmo? Será que está colocando papel direito?

É, sim, mas muitas outras coisas estranhas têm ocorrido.

Coisas esquisitas. Ouça, Frank. O quê? Talvez eu devesse visitá-lo.

É?

Você vir aqui?

Haveria qualquer problema?

Não, eu acho que não.

Certo, passarei aí amanhã.

Frank.

Tudo parece estar dando errado.

Mas o que mais me preocupa é você.

É mesmo?

Você nunca agiu assim antes.

Eu sei.

Mas não é de se estranhar considerando o que tem acontecido aqui de noite

enquanto dormimos.

E de onde vem essa sua obsessão?

Parece que esqueceu... Desculpe, o que quer dizer com esqueceu? Eu não me

esqueci de nada, não. Vamos ter que se acalmar.

Estou calmo.

Mas há coisas que... Frank, você se preocupa demais com coisas que não valem

a pena.

Sei como se sente. Tudo parece estar fora de controle. Não consegue se

concentrar.

Que tal a gente pegar as crianças amanhã e dar um longo passeio pelo bosque para

conversar sobre isso e esparecer? Eu acho que ajudaria muito.

Será um novo começo. Vai ver como tudo vai se acalmar.

E então, Frank?

Prometa que vai parar de falar em ruídos estranhos, visões e fantasmas.

Fará isso?

Uhum. Uhum?

Uhum.

Certo. Agora... durma pra ficar bem disposto de manhã.

Olá?

Olá? Tem alguém?

O carteiro.

Droga. Por que esquentar a cabeça com isso?

Oi.

Cheguei um pouco cedo.

Mal posso esperar.

Você os encontrou de novo?

Não, não encontrei. Não estão aqui.

Eles deram uma sumida.

Como vou saber?

Bem, desapareceram ou não?

Sei lá se desapareceram, puxa vida.

O que vão fazer seguidos por aí? O que fazem é problema deles.

Brigam muito.

Eles brigam?

Mas pelo quê?

Bem, a caixa de cartas.

Mas por que razão?

Ah, estão na caixa também.

Eu acho que eu não entendi. Não há ninguém na caixa. Nem mesmo compraram

uma.

E estão aqui faz quase uma semana.

Uma semana? Quer dizer que você realmente os viu?

Eles se mudaram e ocuparam toda a área.

Bem, cara, eu já tenho que ir, ok?

Não, não, não, não, não. Espere aí, não fuja, espere.

Vamos esclarecer.

Você disse que eles se mudaram.

Na minha opinião, vão voltar.

Não vamos perder a chance. Vale a pena o risco. O equipamento está no carro. Nós

vamos lutar.

Assim que os prendermos, vou fotografá-los e depois dar-lhes uma boa

descarga elétrica.

Piada.

Não tem graça.

Eu não brinco.

É sempre a mesma coisa. Não faço isso para os outros rirem.

Eu continuo sem entender.

É muito simples. Temos que pegá-los ou virão atrás de nós.

Vá lá saber.

Eles podem estar nos ouvindo bem neste minuto.

De que diabos está falando agora?

Das esferas de energia que vão e vêm, é claro.

Corre!

Há um cara estranho aqui.

Acho que ele é biruta. Não diz coisa com coisa.

Você é... Oi.

Como é que vai? Sim, Alan.

Da revista O Oculto.

Sei, é você.

A gente se falou por telefone.

O homem da revista. Eu sou Frank. E aí, como vai? Claro, claro.

Então, conseguiu chegar até aqui?

Não, é meu espírito. Eu estou em casa, na cama, dormindo.

Parece que vocês dois se entendem bem.

Ouça, você ainda não tem caixa. O tempo está feio, então pus as cartas sobre a

mesa.

Opa!

Me desculpe.

Tenha um bom dia.

Se puder.

Bem... Vamos dar uma olhada no papel de parede, hein?

Ah, claro.

Mas antes, minha esposa... Ah, olá.

Oi, Sarah.

Sim.

Bem, acho melhor trazer o equipamento, não acho?

Está lá fora. Você vai me dar uma mão, não vai?

Espera aí, Frank. Você contratou um pintor. Como espera que possamos pagar?

Calma. Ele não é pintor, querida. Na realidade, ele é um...

Pode

carregar esta?

Claro. Ótimo. Diga-me, onde fica o quarto?

Lá em cima.

Hum, como é pesado.

Opa! Seu trabalho não deve ser nada leve, hein?

Não.

Estamos por isto aqui.

Sim.

Bom.

Para que... Para que servem essas máquinas?

Estas, meu amigo, elas registram energia.

Energia?

Vida.

Vem cá. O que foi? Para que me diga quem é esse homem.

É bobagem. Disse que queria vir aqui. Não me enrole.

É um tipo de pesquisador. Que tipo?

De fantasmas. Bem, está funcionando.

Tem interesse em ver se acusa algo.

Agora é preciso que ninguém fique no quarto para não atrapalhar o

equipamento.

Vamos, crianças.

Vem, querido.

E então?

Bom, onde eu posso pôr a minha mala, hein?

Você acha que vai demorar tanto assim?

Bem, se quer um registro adequado, sim.

Sim.

Bem, Sarah, onde a gente vai pôr as crianças?

No lugar em que você dorme, é claro.

Meu Deus!

É, muitas vezes a gente não percebe... que sabe pouco sobre

fantasmas e o sobrenatural.

E a única vez que se descobre algo...

É depois de morto.

Você já experimentou esse tipo de coisa?

Ah, várias vezes.

Mas um amigo meu... teve uma experiência horripilante uma vez.

O que houve?

Demônios.

Demônios?

Passou a noite numa casa mal-assombrada.

Ele não era o tipo de cara que acreditasse em espíritos.

Uma família tinha vivido lá antes, mas desapareceram misteriosamente.

Na noite em que desapareceram, ouviu-se um grito horrível vindo da casa.

Ele acreditou que estaria salvo lá, mas se enganou. A princípio, tudo correu

bem.

O lugar era calmo.

Ele sentou no meio da casa, com as portas fechadas e mais nada exceto uma

vela.

Lá pela meia-noite, um vento misterioso soprou.

Deu uma olhada e as portas e janelas estavam fechadas. De repente, a vela

apagou e ele ficou no escuro.

Algo começou a se mover, aproximando-se mais e mais.

Algo grande.

Enorme. Ele nunca ouvira nada parecido antes.

Até que parou. Mas de repente... ele olhou para a porta. Que lenta,

lenta, lentamente... começou a se abrir.

O que foi isso?

Não sei.

Algo disparou o equipamento.

Mas como?

O que faria isso?

É isso que eu quero descobrir.

O que é isso?

O que é aquilo?

Onde? Lá atrás.

Eu não sei. Está trancado.

O que está correndo?

Havia sons esquisitos saindo daquela droga. Eu só apertei o botão errado.

Então, por que você correu? Eu... eu segui você.

Escute, eu acho que essa máquina não vai ajudar muito nesse caso. Não é possível.

É sério. Certo.

Seria interessante ver o que há atrás da porta.

Tem a chave.

Não, vamos esquecer tudo isso. Não mesmo.

Temos que abrir e checar. É muito, muito importante.

Vamos lá, a casa é sua. Você tem que saber o que há lá em cima.

Tá bem.

Vou pegar as ferramentas.

Calma, espera um pouquinho.

Troca.

Tem algum problema se eu quebrar a porta?

Não, não. Vai em frente. Quebre.

Frank, preciso de luz.

Vai acordar todo mundo.

Não vi ninguém correndo por aí.

Venha cá.

Ouça isto.

16 de novembro.

Minha pesquisa das origens dos antigos donos ainda não deu resultados.

Mas as manifestações que presenciei nos últimos dias me convenceram. Não tenho

mais dúvidas.

17 de novembro.

Sei que não estou só.

Há algo aqui.

Algo maligno.

18 de novembro. Meus visitantes estão a caminho.

Posso ouvi-los chegando.

Espere, espere. Nada de pânico.

Temos que sair daqui já. Vamos acordar todo mundo. Saia daqui correndo. Fala o

sério, rápido. Não, não, não, não. Pare.

Como assim, pare? E minha família e minha casa? Droga. Mas ainda nem sabemos

o que... Bem, eu já decidi. Eu vou partir.

Frank, calma. Como vai explicar isso?

Deixe-me examinar isso um pouco mais.

Ei, do que está falando? O que pretende fazer?

Subir lá e dizer, oi, eu sou o Alan, algum demônio escondido aí?

Ouça, Frank, nem sabemos se são demônios. Eu sei, eu tenho certeza.

O que mais poderia ser aquilo? Eu já vou indo.

Espere, acalme-se.

Só há um modo seguro de provar. Se me ajudar, posso fazê-lo bem depressa.

Vamos.

O que será agora?

O que você vai perguntar agora?

Aqui, ajude-me com isso.

Firme. Firme? Que droga é isso?

O que tem nessa caixa?

Você é bem curioso. Bem, você não pode me culpar.

Esta é uma versão modificada da outra máquina.

Ela capta energia, como a outra.

A diferença é que esta aqui desenvolve alta energia.

Feche. É bem o que a gente precisa.

Eu lhe digo, espíritos e marcas, não passem de energia reunida. E se dermos

um choque de alta voltagem, assim, sabe, desaparecem.

Vá pegar o cabo no carro.

Para que isso? Temos que fixar a máquina toda.

Corra!

Isso vai nos proteger bem.

Primeiro ativamos o gerador para gerar uma carga de alta voltagem.

Essa força pode vir a estimular outros campos de energia se houver por aqui.

E depois, vamos só esperar.

Aperto este botão... e pro inferno com os calhordas.

Atenção, lá vamos nós.

Isso parece ser muito perigoso. Espero que saiba o que está fazendo.

Não se preocupe. A invenção é minha.

Algo está acontecendo.

Diabo! Cuidado!

Calma!

Cuidado!

Deveria examinar sua cabeça, seu viruta!

O chão! Eu esqueci de fixar a máquina!

Alan! Volte aqui!

Alan!

Pare!

Alan, pare aí! Agora!

Droga! Não há com o que se preocupar!

Sim, sim.

Parece que a conclusão do caso vai ficar em aberto.

Você afirma que fantasmas mataram Alan Swensen?

Demônios.

Acho que isso é tudo que conseguimos por enquanto.

Entraremos em contato assim que sair o resultado da autópsia.

Todos os artigos que o Sr. Swensen trouxe com ele foram empacotados.

Alguém os pegará amanhã.

O carro está trancado.

Viremos buscá-lo.

Foi vedado e espero que fique assim até que possamos retirá-lo de sua

propriedade.

Sarah, eu... Frank, essa é a experiência mais insana que já passei na minha vida.

Não entendo por que você tinha que arrastar aquele homem pra cá.

Droga.

Para de dizer isso a todo instante.

Certo, mas que droga. Eu não arrastei pra cá. Ele quis vir aqui.

Ah, então foi ele que telefonou primeiro.

É mentira que ele morreu. Você percebeu isso, Frank?

Ele se foi.

Você está à beira da loucura.

Do que vocês falavam?

De você, é claro.

E o que decidiram? Que eu devo ir para um hospício?

Acho que ajudaria.

Esqueceu que tem um jantar com seus clientes hoje à noite? Eu não tenho

intenção de ir.

O que há com você?

Vou ficar em casa.

Escuta aqui, Frank. Isso não vai ser uma guerra de nervos.

Do que você está falando? Você já decidiu que eu vou para um sanatório,

não foi?

Sarah, você não percebe? Não temos escolha. É fazer as malas e partir.

O que está dizendo?

Por favor, Sara, vamos embora. Fazer as malas e partir imediatamente.

Há riscos de vida se ficarmos aqui por mais uma noite.

Frank, esta é a nossa casa. Não temos para onde ir.

Sara... Pois entre no seu carro, Frank. Vá àquela reunião e explique a eles que

precisa de mais algum tempo. Você entende? Você tem compromissos. Pode

esquecer. Você não faz ideia do que acontece. Você diz isso, mas há um homem

sendo levado daqui morto, Frank. Não temos dinheiro e você passa o seu tempo

perseguindo fantasmas. É absurdo! O que é que você quer de mim?

Idiota, me pergunta o que eu quero? Eu quero que pare com isso. Não posso

controlar, corremos perigo.

Eu tenho você e as crianças. Por mim, essa casa pode desmoronar, entendeu?

Nossa família vai se mudar e já!

Não, eu não vou, Frank.

Estou avisando, se você não parar, acabou.

Espere, por favor!

Espere, Sarah, você não pode ir embora sem a gente!

Pare o carro! Me deixe ir embora!

Calma, espere!

Sarah,

você tem que entender!

Você tá louco? Você não pode ir embora assim! Calma!

Sarah, espere!

Sarah, você vai acabar matando alguém! Sarah!

Sarah, agora!

Estou te dizendo, você vai acabar matando alguém, Sarah!

Sarah!

Fale o que é!

Mamãe voltará logo. Só foi buscar ajuda.

Vocês esperem na varanda que eu vou chamar um táxi.

Venham comigo!

Maldição!

Toca! Por favor, papai, podemos entrar?

Podem ir, eu irei no minuto.

O pai tá louco.

Está louco. Ele e a mamãe brigaram.

Ele e a mamãe brigam sempre porque ele é louco.

Por que você e a mamãe estão sempre brigando?

Não brigamos sempre.

Então, por que ela se foi?

Não sei por quê.

Por favor, papai.

Conta uma história pra nós.

Contarei uma.

Sim, de susto.

É que tem um monstro?

Certo, vamos, sentem-se.

Sim, senhora. Pode descartar direto do seu quarto.

Obrigada.

Algo de ruim?

Desculpe, estamos em linha no momento. Por favor, tente de novo mais tarde.

Fica calma, meu bem. Mamãe vai voltar logo.

Mas eu quero já. Não se preocupe, Laura. Eu vou acabar com isso e já.

Fiquem aqui.

Que cretino!

Vamos! Vamos atrás!

Droga, malditos tiras! Droga!

Não tenham medo, eu volto logo, logo. Vocês fiquem aqui.

Amém.

Tchau.

Está ligada?

Não!

Soltou, papai!

Laura!

Você terá que ligá-la, ouviu? Mais rápido que você puder!

Tchau.

Acorde, Frank!

Frank!

Frank, acorde! Frank!

Abra os olhos, Frank!

Olha pra mim! Você está me ouvindo?

Vou tirar vocês daqui. Não se preocupem.

Tudo bem.

Fiquem aqui.

Fiquem aqui que eu vou ajudar o papai. Nós temos que sair dessa casa.

Rápido! Pede!

Laura!

Vamos sair daqui!

Dá pra chegar à cidade?

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