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A CA�ADA
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O Alto �rtico no inverno.
Um dos lugares mais dif�ceis de se viver na Terra.
Apenas tr�s predadores s�o capazes de sobreviver aqui.
O lobo, � procura de sua presa nas terras congeladas.
A raposa do �rtico, tentando sobreviver no litoral vazio.
E, no mar de gelo, o urso polar.
Para viver aqui, durante o ano,
esses ca�adores precisam aproveitar os bons momentos
para suportar os piores.
A vida no �rtico enfrenta um problema fundamental.
N�o � o frio,
mas esse eterno ciclo de mudan�a.
SOB O DOM�NIO DAS ESTA��ES
Quando o sol regressa ao �rtico na primavera,
ele d� in�cio a maior mudan�a sazonal da Terra.
Mudan�a que rege a vida do �nico ca�ador do mundo do mar de gelo.
O urso polar depende totalmente do gelo para ca�ar.
Ele precisa consumir 2/3 do alimento necess�rio
para o ano todo nos pr�ximos 3 meses,
antes que o sol derreta o gelo sob os seus p�s.
A foca � a mais importante presa do urso.
No in�cio da primavera, elas sobem ao gelo para ter filhotes.
Abaixo dele, n�o podem ficar longe dos buracos para respirar.
O que facilita para os ursos.
Mas essa oportunidade dura pouco.
Logo, o mar de gelo fica repleto de aberturas.
Os filhotes de foca poder�o nadar e desaparecer na �gua.
A dificuldade aumenta para o urso polar.
Agora as focas est�o cercadas por buracos no gelo,
elas j� t�m sua rota de fuga.
Dentro d'�gua, elas superam facilmente o urso.
As focas s�o sens�veis a todo movimento no gelo pr�ximo.
O urso somente consegue se aproximar para atacar
aproveitando-se dos buracos no gelo.
Ah... N�o � t�o simples como parece.
O problema � achar o buraco mais pr�ximo da foca...
..sem dar na vista...
..e estragar a surpresa.
Quase l�.
Mas, debaixo do gelo,
� f�cil se confundir.
Droga!
� preciso ser discreto.
Opa.
Apenas uma em cada 5 tentativas � bem-sucedida nesse gelo fino
ao final da primavera.
A melhor esta��o para o urso est� acabando.
Uma placa de gelo do tamanho da Austr�lia breve se quebrar�.
A melhor ca�ada do �rtico n�o � mais no oceano congelado,
mas na terra que o cerca.
E esse � o territ�rio de um outro ca�ador.
Ap�s um inverno e primavera dif�ceis,
finalmente chegou a melhor �poca para o lobo do �rtico.
Em terra, a neve derrete conforme o ver�o se aproxima...
..tornando o trabalho de achar presa...
..consideravelmente mais f�cil.
Lebres-do-�rtico.
Como os lobos, elas t�m pelagem branca durante o curto ver�o.
Embora possam correr, elas n�o podem se esconder.
Para piorar, agora � a �poca de elas terem sua prole.
A m�e lebre arrisca alimentar seus filhotes
por poucos minutos por dia.
Sua cor branca a deixa em evid�ncia.
Quando avista os lobos, a m�e foge.
Faz sentido. Seus filhotes t�m melhor chance sozinhos.
Diferente da m�e, os filhotes t�m camuflagem.
� praticamente imposs�vel localiz�-los,
mesmo quando bem em cima deles.
Eles precisam...
...manter a calma.
Quando obrigados a fugir, eles d�o trabalho aos lobos.
A ca�ada aos filhotes pode parecer uma disputa injusta.
Mas para cada um pego, centenas permanecem escondidos.
� t�o dif�cil achar alimento nesse extremo norte
que um bando de lobos tem de procurar
por quil�metros quadrados para ter algum sucesso...
...e sucesso significa criar a pr�xima gera��o.
Para tanto, os lobos precisam trabalhar em conjunto.
Os filhotes s�o criados n�o apenas por seus pais,
mas tamb�m por suas tias e tios.
Juntos, eles tentam garantir que cada filhote
seja praticamente adulto antes que a neve regresse.
Um filhote de lobo precisa mais que alguns filhotes de lebre.
Os lobos precisam de presa maior e, para peg�-la...
..precisam ca�ar como bando.
Lebres adultas s�o f�ceis de localizar,
mas bem dif�ceis de capturar.
Elas correm a 64 km/h.
Para capturar uma, os lobos trabalham em equipe.
Um se aproxima o suficiente para morder a cauda da lebre...
...mas a lebre pode mudar de dire��o num instante.
Se ela continuar desviando e fazendo finta,
ir� acabar derrotando eles.
Finalmente, ela foge.
Para pr�xima lebre, o bando inteiro entra em persegui��o.
Agora, o n�mero � importante.
Os lobos l�deres mant�m o ritmo.
Outros correm pelas laterais,
impedindo que a lebre mude de dire��o.
Uma pequena refei��o para um bando inteiro...
...mas � a �nica existente.
Em julho, o tempo est� acabando para o urso polar.
Cinco milh�es de km quadrados de gelo fraturado � deriva.
As focas agora est�o mais dif�ceis de achar.
Espalhadas por um labirinto em constante altera��o...
a vantagem...
abandonou o urso.
Com o gelo se quebrando, o urso sequer consegue se aproximar.
Ela est� muito vis�vel e barulhenta em sua abordagem.
Sua �nica op��o � mudar de t�tica.
Ela nada no meio do gelo � deriva...
...com discri��o.
Quando a foca cai na �gua, n�o h� como peg�-la.
Ela precisa captur�-la antes que caia na �gua.
A margem de erro � pequena...
...e o pre�o pode ser grande.
Cada fracasso a deixa mais perto da inani��o.
Nessa �poca do ano, os ursos polares, em m�dia,
t�m �xito em uma em cada 20 ca�adas.
Se a ca�adora for magra, como esta, talvez n�o sobreviva.
Tudo que resta a ela � tentar.
Para evitar que seu cheiro a denuncie,
ela contorna para ficar contra o vento.
Est� se aproximando.
Ela agora est� bem atr�s da foca.
Para surpresa, ela capturou a foca embaixo d'�gua.
� pequena, mas mesmo assim,
sua gordur� cont�m 100 mil calorias,
o suficiente para manter a ursa por uma semana.
Nesse per�odo, ela talvez capture outra foca.
Mas isso n�o se prolonga indefinidamente.
� medida que o ver�o continua, a temperatura aumenta.
Cada ca�ada exige mais energia,
consumindo as reservas dos ursos.
Quando o derretimento acaba,
ele revela algumas das �guas mais ricas do oceano.
H� uma explos�o de vida.
Milh�es de aves chegam do sul.
Com 24 horas de luz di�ria, elas se alimentam o tempo todo.
O litoral do �rtico � tomado por aves em nida��o.
A oportunidade est� agora com uma terceira ca�adora...
a raposa do �rtico.
Ap�s um inverno alimentando-se de restos,
as raposas agora podem ca�ar.
� a melhor �poca para ter a prole.
At� 20 filhotes atingir�o a independ�ncia em apenas 90 dias.
Mas nenhum sobreviver� ao primeiro ano,
a menos que seus pais aproveitem ao m�ximo o curto ver�o.
Sem a neve, as raposas trocam sua pelagem branca
por uma de camuflagem castanha.
Isso facilita a ca�a.
Mas algumas aves t�m uma solu��o dram�tica
para o problema da raposa.
Sem �rvores, elas constroem seus ninhos no alto dos penhascos,
Bem longe do alcance da raposa.
Mas a grande maioria � obrigada a ter ninhos no ch�o.
Muitas dependem de camuflagem.
Os patos marinhos reduzem o batimento card�aco,
evitando detec��o.
Outras n�o precisam se esconder.
As poderosas gaivotas rapineiras defendem os ovos com agress�o...
...e truques sujos!
A raposa tem outras op��es.
Todo ano, mais de 30 milh�es de tordas an�s v�m ao �rtico.
Fazem seus ninhos na base dos penhascos.
Sua solu��o para o problema da raposa
� se esconder no meio das pedras.
Parece dar certo.
Uma raposa faminta pode ficar muito frustrada.
Correr para cima das tordas n�o � a solu��o.
Ele precisa ser mais paciente.
� hora de usar a famosa intelig�ncia da raposa.
Se as pedras escondem as tordas,
tamb�m podem esconder uma raposa.
Uma pequena cabe�a, no meio das pedras.
As tordas t�m rea��o r�pida.
� preciso algum tipo de distra��o.
Uma gaivota hiperb�rea, tamb�m ca�ando tordas.
As tordas podem lidar com uma amea�a, mas e quanto a duas?
As tordas s�o derrotadas pela raposa...
...e os filhotes ter�o o seu jantar.
S�o as �ltimas semanas do ver�o.
O mar de gelo desapareceu.
Os ursos que vagavam livremente pelo oceano congelado no inverno
agora est�o ilhados nas praias.
As focas est�o pescando no mar.
Apenas as morsas fazem companhia aos ursos na praia.
Mas as morsas adultas s�o imensas.
Pesam duas toneladas e, armadas com longas presas,
s�o perigosas demais para os ursos enfrentarem.
Durante esses meses sem gelo,
o corpo dos ursos praticamente para.
S�o ursos zumbis...
...com calor, famintos...
...implorando pela volta do gelo.
Mas alguns ursos se recusam a passar o ver�o dormindo.
Este urso faz algo extraordin�rio.
� dif�cil imaginar lugar menos adequado para um urso polar
que a 300 metros de altura num penhasco desabando.
H� milhares de ninhos de arau aqui,
em raz�o de ser muito perigoso para predadores terrestres.
Mas o barulho e o cheiro de um penhasco com aves
podem ser irresist�veis para um urso faminto no fim do ver�o.
O desespero leva ele a arriscar a vida.
Os �nicos pr�mios ser�o alguns ovos e filhotes.
� um risco muito alto.
Ele trabalha metodicamente,
vasculhando o conte�do de todo ninho que alcan�a.
O urso se move devagar e com cuidado.
Ele vive e dorme no meio de sua presa.
Os araus n�o conseguem evitar a carnificina.
Muito embora, alguns tentem resistir com bravura.
O urso polar ficar� no penhasco at� o final do ver�o,
quando os araus ir�o embora.
E, nesse momento,
a raposa aproveitar� sua chance.
Longe do litoral, os lobos t�m um problema.
As lebres adultas se dispersaram...
...e seus filhotes est�o organizados.
Sua pelagem adulta ficou branca para o inverno,
por isso n�o podem mais se esconder.
Em vez disso, eles ficam juntos.
A t�tica de ca�a dos lobos, ao que parece,
n�o consegue lidar com grupos assim.
Eles agora abandonam as lebres
e v�o em busca de uma presa bem mais perigosa.
O maior animal em seu territ�rio.
O boi-almiscarado.
Um �nico boi pesa mais que todo um bando de raposas.
Tem cr�nio refor�ado, armado com chifres.
H� novilhos na manada, mas est�o bem protegidos.
A f�mea alfa lidera a ca�ada.
Primeiro, eles correm rumo � manada.
O objetivo � assust�-los.
A manada em p�nico pode deixar um novilho para tr�s.
A t�tica come�a a dar certo.
Mas, ent�o, a manada retoma o controle.
Eles formam um c�rculo protetor ao redor dos novilhos.
N�o h� como entrar.
A f�mea alfa cancela a ca�ada.
Mas a busca por alimento precisa continuar.
Para ter a chance de sobreviver ao inverno,
o bando precisa se alimentar bem agora, mesmo arriscando a vida.
Um boi solit�rio, a presa mais perigosa de todas.
Um golpe dos seus chifres poderia matar um lobo.
Mas os lobos est�o prontos para arriscar tudo por uma refei��o.
Fisicamente, o boi � p�reo para eles...
..mas os lobos se revezam para cans�-lo,
arriscando as pr�prias vidas para isso.
Preso no barranco, o boi n�o tem para onde ir.
Apesar do perigo, os lobos mant�m-se no ataque.
O boi levar� horas para tombar...
..mas esta ca�a alimentar� o bando inteiro por uma semana.
Com a esta��o perto do fim,
as vidas de seus filhotes podem depender disso.
O ver�o no litoral chega ao fim com um �ltimo espet�culo.
Centenas de milhares de filhotes de araus
est�o nas �ltimas fases de seus preparativos.
Adiante est� o dia mais importante de suas vidas.
O dia em que deixar�o o ninho, saltando dos penhascos...
...e tentando voar pela primeira vez.
� um voo de teste consider�vel.
800 metros at� a seguran�a do mar.
Quando chega a hora, estimulados por seus pais,
os primeiros saltam.
Os filhotes t�m asas pequenas e r�gidas,
eles conseguem apenas planar.
Os pais tentam empurr�-los para mant�-los na rota certa...
..que os levar� direto � �gua.
Com os primeiros a salvo, o c�u come�a a encher de saltadores.
Onda ap�s onda de filhotes e seus pais rumo ao mar.
Nenhum filhote faz esse primeiro voo sozinho.
Em poucos dias, uma gera��o inteira,
milhares de filhotes, dar� esse salto.
Com sorte e um bom vento, a maioria chegar� � �gua.
Mas, mesmo assim, muitos fracassam.
As gaivotas hiperb�reas s�o �geis em garantir a refei��o.
Um filhote de arau � indefeso contra as gaivotas...
...a menos que seu pai volte a tempo.
Os filhotes continuam seu trajeto.
Os que se separam dos pais t�m pouca chance.
At� mesmo a prote��o do pai pode n�o ser o suficiente.
Este � o momento da raposa...
..a ca�ada mais f�cil do ano...
..mas � tamb�m a mais curta.
Os filhotes chegam de uma vez.
A sincronia do salto confunde a raposa.
O azar de uns possibilita a fuga de outros.
A �ltima chance de encher a barriga da fam�lia chega ao fim,
praticamente antes de come�ar.
Os filhotes que chegam � �gua n�o t�m tempo de descansar.
Incapazes de al�ar voo, eles precisam nadar 160 km ao sul
antes que a superf�cie do oceano congele.
O inverno se aproxima rapidamente.
O mar de gelo come�a a se formar.
Um continente flutuante vai se materializar.
A terra fica branca mais uma vez...
...assim como a raposa.
Para ela, meses � frente alimentando-se de restos.
Mas, para os ursos, a boa esta��o finalmente regressou.
Sua oportunidade est� de volta.
NA CA�ADA
Todo ver�o, os ursos polares
devem se adaptar ao �rtico mut�vel
alterando sua ca�ada do gelo para o mar.
Para filmar esse comportamento pela primeira vez,
a equipe da s�rie precisa se preparar para fazer o mesmo.
Enquanto os ursos permanecem no gelo,
a equipe depender� do meio tradicional com lentes e trip�s.
Prefiro chegar o mais pr�ximo poss�vel do animal com o trip�,
esse � meu estilo.
Mas quando o gelo come�ar a quebrar,
eles planejam cair na �gua com os ursos.
Por que tanto equipamento?
N�o � demais. � o necess�rio para filmar
de forma estabilizada em um barco,
� o melhor jeito de fazer isso.
Dois m�todos distintos...
Jamie tem mais chance de filmar o comportamento do urso
- com toda essa tecnologia? - N�o!
Dois cinegrafistas distintos,
uma disputa inevit�vel.
Com o tempo agindo contra, a equipe busca
os �ltimos rinc�es de gelo, presos em ba�as.
Jamie n�o tem como entrar no gelo com o barco,
ent�o devo me deslocar com o snowmobile
em dire��o aos ursos para film�-los pela primeira vez.
Rolf n�o precisou ir muito longe.
Os ursos polares s�o um dos poucos animais na Terra
que vir�o nos encontrar.
Loucura!
Est� vindo em nossa dire��o.
Este estava pronto para um close up.
Registrei algumas tomadas dele vindo em nossa dire��o,
mas ele n�o parava, chegava cada vez mais perto.
No �ltimo instante, fugimos, ele ainda corria atr�s de n�s,
foi muito intenso.
Um urso louco � melhor que nenhum,
Rolf continua a film�-lo pela noite do �rtico.
Eles se habituam rapidamente a gente.
Percebem que n�o somos um perigo,
contanto que mantenhamos certa dist�ncia, podemos observ�-los
e, com sorte, registrar o comportamento que procuramos.
De repente, notamos que ele ia em dire��o a uma foca-barbuda.
Ele se aproxima da foca
sorrateiramente pela �gua, algo que nunca fora filmado.
Ele parece ter problema para achar o caminho certo,
mergulhando por essas piscinas.
Ficamos muito felizes. Achamos que era o momento certo.
Por fim, a foca pulou na �gua.
Ficamos nervosos pois vimos o urso
surgindo em outro ponto, olhando para n�s,
n�o tinha nem 50 metros, depois ele sumiu de novo.
Olhei para o Rolf e de volta para os buracos ao nosso redor
imaginando que, por um deles, o urso poderia sair e atacar.
Ser perseguido por um urso � bem perigoso.
O que acho disso?
Para ser sincero, acho muito bom!
Com o novo comportamento do urso registrado,
a equipe recolhe a c�mera e volta ao navio...
...um pouco tarde.
Em poucos minutos, surge uma n�voa
e eles andam �s cegas pelo gelo ruim.
Quando dei meia volta para o gelo bom,
percebi que Oskar tinha sumido.
No final do trajeto, bati no gelo.
Fui jogado por cima do snowmobile,
ele come�ou a afundar lentamente,
puxando o tren� com o equipamento para �gua.
Oskar teve de soltar o snowmobile
para salvar o equipamento de Rolf
e voltar a p� at� o navio.
Tivemos a chance de perder o snowmobile ou o sueco.
Por azar, perdemos o snowmobile.
O sueco passa bem!
� assim que nadamos no �rtico.
Mas enquanto todos est�o a salvo no navio,
o equipamento de Rolf ainda est� l�, em algum lugar no gelo.
Sem seu equipamento, a filmagem de Rolf chegou ao fim.
Viu? Sou bom.
Finalmente, �s tr�s da manh�, al�vio geral.
O problema em ca�ar no degelo
� que s� d� para observ�-los na �gua de degelo,
ou seja, no gelo fino.
� o motivo pelo qual ningu�m tinha filmado.
Valeu a pena correr o risco.
Quando o gelo se quebra, ele cria gelo � deriva,
um labirinto flutuante em constante altera��o.
O lugar para Jamie tentar a sorte.
Estamos no meio do gelo � deriva,
Agora posso p�r o bote na �gua e trabalhar.
Sem muito drama, sem queda no gelo,
ningu�m correndo e gritando, perseguido por ursos.
Seguiremos os ursos com calma e iremos film�-los ca�ando.
Estamos presos no gelo.
Sem drama,
s� alguns quil�metros de gelo para atravessar.
Temos muito tempo antes do almo�o!
Tentar navegar por um labirinto mut�vel
requer um pouco de pr�tica...
...mas � cheio de recompensas.
� incr�vel. Muito lindo.
Tantas formas distintas.
Para onde olhamos, encontramos esculturas de gelo incr�veis.
Ter mais mobilidade possibilitou � equipe
encontrar cada vez mais ursos...
...cada um deles, um personagem.
Com tanto acesso ao maior predador do �rtico,
a equipe acabou encontrando seu astro.
A ardilosa ca�ada de ver�o do urso polar
� finalmente registrada em filme.
Ela surgiu atr�s da foca, que mergulhou na �gua,
mas a ursa saltou na �gua e apareceu alguns segundos depois
com a foca entre os dentes.
Tudo se encaixou. Tivemos muita sorte de estar no lugar certo.
Pod�amos ter perdido tudo que aconteceu.
Estou feliz por termos filmado uma ca�ada bem-sucedida.
Aconteceu na nossa frente e conseguimos registr�-la.
O �nico jeito de ter �xito no �rtico,
seja um urso polar ou equipe de filmagem,
� ter mais de um truque na manga.
No pr�ximo epis�dio, A Ca�ada ser� na floresta...
Um mundo emaranhado
que abriga o maior jogo de esconde-esconde.
Para ser bem-sucedido aqui,
o predador precisa aprimorar a arte da emboscada.
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