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Original subtitles

Legenda: WOW Presents+ Re-sync: @omiika

Nessa temporada da Competição das All Stars,

dezoito queens competiram em três grupos.

E hoje,

as maiores All Stars se enfrentam nas semifinais.

Seguindo firmes na busca por uma vaga cobiçada no Hall da Fama do Drag Race.

A All Star que retorna para a competição é…

Boa noite. Eu sou a Rowdy Ru.

E eu sou a Rowdy Ru Junior, mas podem me chamar de Little Ru Ru.

Essa noite, as queens do top

de todos os três grupos estão de volta

para as semifinais

- da Competição das All Stars. - Da Competição das All Stars.

Tragam de volta as nossas semifinalistas.

Do grupo um.

Lá vêm Dawn

e A'keria C Davenport.

- Meu bem, a gente voltou com tudo. - Acho que ela andou malhando.

Eu praticamente devorei o grupo um, cuspi de volta e pisei em cima.

E estou aqui pra fazer a mesma coisa de novo.

As semifinais já começaram oficialmente.

E eu me sinto poderosa.

Não tenho outra opção além de eliminar essas garotas uma por uma, e estou pronta.

Então coloca no cachimbo e fuma.

Ela chegou.

Agora, do grupo dois.

Crystal Methyd.

E reverenda doutora Silky Nutmeg Ganache.

É a Punky Brewster já crescida.

O circo voltou pra cidade e eu vou conduzir essas garotas até a final

e até aqueles duzentos mil dólares.

E ponto final.

Nossa, essa é a ganache mais sedosa que eu já provei.

Não vou arrancar a coroa.

Estou aqui pra conquistar a coroa.

Está vendo? Tem diferença.

Algumas precisam arrancar a coroa,

mas a Silky Nutmeg Ganache não.

E do grupo três, Kennedy Davenport.

Jasmine Kennedie.

E Sam Star.

Ela precisa começar a se arrumar pra esses eventos.

Bom.

Eu estou preparada e totalmente em modo competição.

Vai ser uma batalha até o final.

As melhores de cada grupo voltaram e, meu amor,

o jogo começou.

- Michelle, você está careca. Desculpa. - Está falando de quem?

Eu sou a Little Ruru.

Três garotas do grupo três?

Isso significa que somos competidoras bem fortes.

Desculpa, meninas que não passaram.

- Não me faz pegar o cinto. - Apertem os cintos, gatas.

Que comecem os jogos.

E agora, o momento que todos estavam esperando.

A vencedora da loteria da vaga coringa.

A queen

que retorna à competição é...

gay.

É a Joey Jay.

Eu voltei, voltei, voltei de novo.

Não adianta ir à igreja mil vezes, você nunca vai conseguir

expulsar essa gay.

- Oi, gay. - Oi, gay.

Eu não me classifiquei pelos pontos,

então tenho certeza que tem gente pensando:

"Não estamos preocupadas com ela."

Mas elas têm que lembrar que a RuPaul e a Michelle escolheram isso.

Então, obviamente, eu estou aqui por um motivo.

Parabéns, All Stars.

Vocês estão um passo mais perto

do grande prêmio de duzentos mil dólares.

- Meu Deus. - Ok.

A partir de hoje e pelas próximas duas semanas,

as regras das semifinais da Competição das All Stars

entram em vigor.

Primeiro, os pontos que vocês ganharam na fase preliminar foram zerados.

Assim, todas vocês começam do mesmo ponto.

Nos próximos dois episódios, vou escolher uma All Star

do top da semana,

e ela vai ganhar uma gorjeta de dez mil dólares em dinheiro.

Depois, as duas All Stars do bottom vão fazer lip sync

pelas suas vidas.

Mas

a decisão sobre quem vai fazer o lip sync

não será minha.

Ela será sua.

- Está bom. - Certo.

Queriam uma reviravolta, né?

Meu Deus.

Depois que eu anunciar a All Star do top, as outras queens vão se avaliar entre si

em uma versão nova e repaginada do Rate-A-Queen.

- A edição MVQ. - Babado.

Meu Deus. Tem sempre alguma coisa.

Tem sempre alguma coisa.

As duas All Stars que receberem as piores avaliações

das outras queens, vão fazer o lip sync pelas suas vidas.

E uma delas vai ser eliminada.

Passada.

Agora, vamos reacender essa competição.

No maxi desafio dessa semana,

vocês estão oficialmente convidadas a se apresentar

na Hora da História: Me Conte Algo Bom.

Cada uma de vocês vai precisar dominar o palco

enquanto conta uma história divertida

trazendo uma lição que gostaria de ter ouvido

quando era mais nova.

- Ok. - Agora, pra ajudar vocês a se prepararem,

vocês vão participar da minha oficina de contação de histórias,

onde estaremos acompanhados pelo nosso jurado convidado

superespecial, o ator e comediante Evan Mulrooney.

Meu Deus.

- Vem, Evan. - All Stars,

- liguem seus motores. - E que a melhor drag queen vença.

Porque vai ser eu.

Não só as eliminações voltaram, como também temos

essa situação do Rate-A-Queen.

Qual é o prêmio mesmo?

Porque isso é demais.

A vencedora de RuPaul's Drag Race All Stars vai levar

uma colaboração oficial de maquiagem com a

Anastasia Beverly Hills Cosmetics,

um lugar cobiçadíssimo no Hall da Fama do Drag Race

e um prêmio de duzentos mil dólares.

Com o nosso jurado convidado especial, Evan Mulrooney.

- Elas não pediram baile. - Muito bem.

Meu Deus, garota. Conseguimos voltar.

- Estamos de volta nessa sala. - Vamos lá todo mundo.

- Gente. - É agora que a festa começa de verdade.

Estou muito animada pra conhecer as melhores das melhores de cada grupo.

Meu Deus, oi, diva.

Acho que o que mais me choca é ver quatro garotas do grupo três.

Que loucura nós quatro aqui.

Surreal.

E agora que eu sei que o Rate-A-Queen voltou,

espero que elas gostem de mim.

- Quantos pontos fez? - Fiz oito.

- Menina, deve ser o maior da temporada. - Eu acho.

Você acabou com elas.

- Sim, acabei com elas. - Passeou com elas na coleira.

Um pouquinho, vai. Mas agora não importa. Agora está tudo zerado.

Está todo mundo no mesmo nível. Está.

Não tenho certeza se o nível da competição aumentou

ou se foi só minha pressão.

Mas não estou com medo. Só porque eu e a Crystal fizemos seis pontos

e outras fizeram sete ou oito, isso não significa

que a gente não vai passar por cima de vocês.

- Onde a gente vai ficar? - Não sei, onde você quer?

Eu estava aqui.

Mas a dona Silky já está ali.

Então não quero todas as pretas de um lado só.

Vamos pra lá.

Onde você quer ficar? Vamos pra aquele lado.

A gente estava falando disso. Como vai ficar isso?

- O quê? - Você e a Silky?

- Não vai dar em nada. - Não vai dar em nada. Está bom.

Infelizmente, não conheço ela.

Todo mundo sabe que

eu e a Silky tínhamos uma amizade muito profunda.

Mas a gente já não se fala há mais de um ano.

E rolaram algumas coisas fora das câmeras

que me colocaram numa posição em que eu simplesmente não consigo nem

- cumprimentar ela. - Cadê minhas coisas?

Tem homem forte demais por aqui pra eu carregar minhas coisas.

Ok.

Entrando nas semifinais, eu estou muito confiante de que posso chegar até o fim.

Estou muito feliz com o que entreguei no meu grupo.

Ai, garota. Como se a vida já não fosse difícil o suficiente.

E estou orgulhosa de ver a A'keria aqui. Ela é da minha família. É minha sobrinha.

A dinastia Davenport está reunida.

E com esse Rate-A-Queen, ter alguém que eu sei que me apoia

nesse Werk Room é

maravilhoso. Vem pra cá com a gente, vem ficar com as veteranas.

Nesse formato, espero que todo mundo aqui faça o maior papelão o tempo todo.

- Ah sim. - Como assim?

- Joguinhos, mentiras, armações. - Sim.

Quando voltei pras semifinais, eu achei que seria aquele bom e

velho Drag Race clássico.

Mostra seus looks bonitos e, sabe, os jurados decidem.

Mas agora virou uma guerra de estratégia social.

Olha só as irmãs de turnê juntas de novo.

Meu Deus, fizemos turnê juntas.

Fizemos, querida.

Todas nós fizemos. Foram 36 datas juntas.

- Agora estamos competindo. - Pois é.

Mas talvez...

As garotas da turnê podem se apoiar na hora do Rate-A-Queen.

Sabe, o Rate-A-Queen é muito interessante.

Na minha fase preliminar, meu lado social do jogo não foi dos melhores.

Vamos trocar pontos? É o único jeito de conseguirmos.

Óbvio.

- Coloquei April. - A Silky me passou a perna bonito.

Então, nas semifinais, não vou esperar que ninguém me proteja.

Estou passada.

Passada, porque agora todo mundo vai opinar.

- Eu sei. - A gente já opinava.

É babado, porque agora a gente decide quem vai para o bottom.

- Está na frente da minha câmera, querida. - Então sai daí. Procura outra.

Não, sai você, seu espanadorzinho.

Ah, eu adoro alfinetar. Sou profissional, querida.

Eu alfineto queens todos os dias.

Amor, eu olho pra elas e digo: lixo, horrível.

- Jasmine, você pode calar a boca. - Não, eu calei da primeira vez?

- Vai aprender. - Não, acho que não vou.

Também acho que não vai. Dá uma segurada, garota.

Também acho que não.

Acho que é um pouco estressante no geral

porque é um jogo social. Então,

melhor eu ficar quieta.

Mas duvido. Agora tenho que ser boazinha?

Jasmine, vai arrumar suas malas, menina.

- Temos que virar contadoras de histórias. - Elas montaram a coreografia.

Chegou a hora de escrever nosso material pra Hora da História:

Me Conte Algo Bom.

E eu estou pronta pra contar essa história, querida.

No estilo Doutor Seuss.

No estilo Mamãe Gansa.

Chegou a minha hora de me redimir.

Porque na última vez num desafio assim,

eu fiquei no bottom.

Pra esse desafio, você precisa estar disposta a fazer papel

de boba, ser uma completa idiota.

E sei que isso é difícil pra você, Sam.

Eu fiquei focada demais em ser perfeita.

Então agora é pra se jogar e curtir.

Espero.

Só quero impressionar as meninas e...

se eu não ficar no top, espero que elas não queiram

- me colocar no bottom, sabe? - Sim.

Na parte socia do jogo, acho que nós temos uma vantagem

- porque somos quatro do nosso grupo. - Tomara que ajude.

Vamos formar uma aliança do grupo três?

Espero que sim,

porque ter a maioria do grupo me protegendo seria babado.

- Elas estão quietinhas ali. - Estão tramando?

Acha que estão tramando? A Joey adora.

Não sei. A Joey foi meio atravessada comigo durante o grupo três.

E assim, eu sinto a vibe das pessoas.

Tinha algo na energia dela. Ela sempre parecia meio sorrateira.

Então com certeza vou ficar de olho nela.

- Quer tramar? - Tramar o quê? O Rate-A-Queen?

As histórias podem ser tipo:

se me ajudar, eu não te coloco em último.

A Jasmine provavelmente é a garota daqui de quem eu sou mais próxima,

mas nem somos tão próximas assim.

Encontrei ela duas ou três vezes. Nós duas somos de Nova York.

E eu quero construir alguma coisa.

Quero garantir que alguém saiba que eu estou do lado dela

pra ela também ficar do meu.

Estou aberta a possibilidades, ainda mais se isso for me levar adiante.

Sem mentira. Eu deveria ter te dado aquele último ponto.

E eu me culpei muito por isso porque não achei que fosse chegar ao top.

Sim, sei o que você estava pensando.

Sabe, eu não quero que você pense

que eu fiz aquilo por maldade ou má intenção.

Eu realmente não achei que fosse chegar ao top.

Todas nós estamos aqui por nós mesmas, mas, tipo,

eu estou aqui por você enquanto não chega aquele momento final.

Eu estou com você.

- Sabe? - Está tudo certo.

Eu acredito que a Silky realmente está arrependida.

Então eu perdoo minha irmã.

Daqui pra frente, não vou depositar toda a minha confiança na Silky,

mas acho que ela vai me apoiar um pouco mais do que antes

quando o assunto for Rate-A-Queen.

Todos os desafios que ganhei no Drag Race foram de comédia.

Então estou pensando em falar sobre onde tudo começou,

quando eu era a palhaça da turma,

e contar algumas histórias sobre as surras que eu levava na escola.

- Você sofria bullying? - Não.

Ah, sua mãe te batia?

- Devia ter batido. - Eu me sinto forte no palco

com um microfone na mão. Então estou bem animada pra esse desafio.

Essa é a oportunidade pra gente relaxar

e curtir o momento.

Sou uma pessoa que fala de forma muito natural.

Não gosto de escrever um roteiro completo porque

tudo que escrevo acaba parecendo ensaiado demais

- e aí começo a me atrapalhar. - Estou nervosa.

Você tem alguma história que possa contar?

Não acho que eu seja comediante, então não sei como dizer:

toc toc, quem é?

Tipo…

não é a minha praia.

Preciso contar uma história pra minha versão mais jovem

torcendo pra que seja engraçada.

É meio tipo: ai, que vergonha.

Mas eu falo o que vem na cabeça, então

pode ter graça.

Estou muito travada sobre o que quero falar.

Não sei, nem sei o que te dizer. O quê? Pra não comer miojo?

Se pudesse falar algo pra mim quando mais nova,

seria: "Amada, se prepara."

Como vocês estão, gente?

Obrigada por estar aqui na reunião de hoje.

É a leitura de mesa?

Isso, é a leitura de mesa.

Chegou a hora da nossa leitura de mesa com a Mamãe Ru e o Evan Mulrooney

para o nosso Hora da História: Me Conte Algo Bom.

Agora,

eu não vou pedir que vocês contem qual vai ser a história que vão

apresentar no palco principal, mas quero que contem uma história pra gente.

E então eu e o Evan vamos ajudar a moldar essa história,

caso precise, numa narrativa mais redonda e amarrada.

Certo. Então, quem quer começar?

Jasmine, seu primeiro beijo, seu primeiro carro ou sua primeira peruca?

Vamos de primeiro beijo.

Tinha um cara bem estilo Matthew McConaughey.

- Está. - Bem rústico.

- Sim. - Vivia me olhando de cima a baixo.

Um dia ele me chamou de canto e, sabe, ele estava...

- Onde você estava? Onde era? - Estava na igreja.

Ah, na igreja.

Isso. Eu estava lá, sabe, ajoelhada.

Rezando pra que um dia Deus me mandasse alguém que me tratasse direito.

- Isso já está hilário. - Meu Deus.

Ele me segurou pelo queixinho assim, e me beijou bem…

Meu Deus.

- Na bochecha, como uma bênção. - Que coisa linda.

Gente, a RuPaul está adorando minhas mentiras e fábulas sobre o padre.

Se ela está rindo desse jeito,

quero ver a reação dela quando contar minha história de verdade.

- E a Dawn voltou. - Oi, tudo bem?

- Oi, Dawn. Voltou para o Brooklyn? - Voltei sim.

E o que fez primeiro quando chegou em casa?

Meu Deus, a primeira coisa que eu fiz foi,

bom, dormir.

E assim que acordei,

quis dar uma animada na minha alma.

Entrei no Grindr.

Acho que esse desafio é bem a minha cara.

Nem que seja só porque eu adoro falar um monte de besteira.

- Tenho uma pergunta. - Fala.

Então, eu falo demais e consigo contar uma história,

vou enchendo, enchendo, enchendo…

Como faço pra não me perder e conseguir entregar a piada final

e as três partes da história?

Amor, eu consigo contar até a roupa que cada pessoa estava usando

porque ainda lembro até do cheiro do hálito delas,

mas aí eu também ficaria lá em cima por uns dez minutos.

Acho que

muitas pessoas se perdem ao contar suas histórias quando

começam a falar de coisas que não acrescentam nada à história.

Não entre nesses desvios e enfeite, coisas que não importam.

Ouvir esse conselho me anima bastante.

Principalmente depois de ter vencido meu desafio de tutorial no meu grupo

preliminar, eu sei que consigo fazer isso.

Sabem o que eu faço? Quero dar a volta na mesa.

Quero perguntar: quando vocês pensam na A'keria,

qual é a primeira coisa que vem à mente?

Esse exercício é pra dar uma ideia de qual é o consenso

sobre como você pode tirar sarro de si mesma.

Porque quando penso na A'keria, penso: ah, aquela bunda toda.

Sim.

A'keria, qual a primeira coisa que pensa ao ver a Sam Star?

- Caipira. - Caipira. E você, Jasmine?

Pegadora de primo.

Foi só uma vez.

Mas é engraçado.

- Jasmine, e a Joey Jay? - Pena de galinha.

Pena de galinha.

- É a primeira coisa que lembro. - Que vaca.

Certo. A'keria, o que você lembra quando olha pra Joe Jay?

Dois pontos.

- Dois pontos. - Ainda estou aqui, suas vacas.

Estou com vocês ainda.

Eu sou a coringa, então provavelmente elas não me enxergam como ameaça.

- Sabe, Joey Jay é gay. - E burra.

E burra. Até se você contasse uma história

sobre o quanto você é burra. Tipo:

eu entrei no bar...

E bati a cabeça.

- E bateu a cabeça. Isso. - Porque entraram no bar.

Eu tenho um senso de humor meio idiota

e vou usar isso totalmente a meu favor.

Todo mundo de bloquinho na mão. O que vocês estão anotando aí?

- Cartas de amor. - Receitas.

- Meu nome. - Eu desenhei vocês dois.

Claro que desenhou.

Claro que desenhou.

Crystal, conta uma história boa pra gente.

Não sei.

Sabe quando um professor te chama pra responder algo sem você esperar? Foi isso.

Uma história sobre, sei lá, sua primeira bicicleta.

Eu sou uma pessoa visual.

Eu odiava inglês. Sempre odiei escrever histórias.

Mas não tenho escolha a não ser corresponder às expectativas

e aceitar o desafio.

Era Natal, e eu e meu irmão ganhamos patinetes elétricos.

Antes mesmo de eu colocar o pé no acelerador,

meu irmão desceu da calçada, caiu de cara no chão,

levantou com o rosto ensanguentado e eu nunca mais andei

de patinete elétrico.

E ainda não andei.

Sabe onde você errou, Crystal?

Quando falamos de contar histórias, queremos que exista um rumo, certo?

Tipo, pra onde essa história pode ir depois disso?

Eu vou...

tirar algo da cartola.

Vamos virar a noite trabalhando hoje.

Boa sorte.

E não façam cagada.

- Bom dia. - Meu Deus, Peter.

Estamos de volta.

Dia de desafio.

Hoje a gente vai contar nossas histórias do Me Conte Algo Bom no palco principal.

Minha estratégia toda é fazer papel de idiota, o que geralmente

funciona a meu favor.

Estou confiante com esse desafio. Decorei tudo.

Vai usar suas anotações, Silky?

- Não vou, não. - Sem anotações?

- Sem. - Amei. E você, Crystal?

- Sabe, vou improvisar. - Improvisar?

Amada, você está se fazendo.

A Crystal é muito calculista.

Claro, ela pode ter tido dificuldade naquele workshop,

mas conhecendo aquela maluca

esquisita e conceitual,

eu sei que vai ser uma história boa. Nem vou mentir.

Depois do workshop com a Ru...

Tive umas ideias.

Pra dar um tempero.

Mudei algumas coisas e acrescentei outras.

Pegadora de primos.

- Exato. - Entendi.

Como se sente com o Rate-A-Queen?

Não sei. Acho que sinceramente vou esperar pra ver quem eu acho

- que foi pior por enquanto. - É.

Entende? Ainda está muito cedo.

Gosto de pensar que minhas irmãs do grupo três me apoiam, assim

como eu apoiaria elas.

Tipo, só estou me perguntando se os grupos vão mesmo se proteger entre si.

- Não sei. - Não sei.

Nem falei com elas.

E a Sam não me dá abertura nenhuma.

Então a esse ponto, é um jogo psicológico pesado.

Estou tentando criar laços e relacionamentos.

Quem vocês consideram ser a pessoa mais próxima de vocês aqui nesse momento?

Acho

que tenho várias pessoas de quem sou mais próxima.

Sou amiga de todo mundo.

Bom, eu sou próxima da A'keria porque ela é minha sobrinha.

Sim. Eu conheço mais a Silky e a Jasmine. Passei mais tempo com elas.

E você, A'keria?

A Kennedy é a mais próxima que tenho aqui.

E...

É.

Jasmine, eu percebi que se eu não ganhar, já é um voto certo pra eu ir para o bottom.

Eu não acho que a A'keria vai me avaliar de forma justa.

- Vocês conversaram? - Não.

- Não? - É uma distração.

Mas, sinceramente, eu não tenho mais nada pra dizer pra ela.

E é por causa do que ela disse nas redes sociais.

Ela disse pra todo mundo que eu não tenho talento e falou da minha perda de peso.

Ela ainda questionou meu caráter, se eu sou boa pessoa e reverenda.

Isso não me desce.

As Davenport sendo Davenport.

Mas você tem outras pessoas que estão do seu lado e vão te proteger, então...

Com toda essa história de Rate-A-Queen,

vou tentar jogar da forma mais justa possível. Porque, se eu fizer alguma

jogada suja, as garotas podem descobrir e vir atrás de mim na próxima semana.

Eu diria que provavelmente sou mais próxima de todas as garotas do grupo três.

Só porque tivemos muito mais tempo pra nos conhecer.

Como você acha que foi a questão dos pontos no grupo três?

Acho que todas nós estávamos animadas pra jogar, mas não tivemos muitas

oportunidades de ficar a sós com alguém.

Não sei. Eu vi você algumas vezes.

Bom, só estou dizendo. Se você quer ir por esse caminho, a gente pode ir.

- Não fui a lugar nenhum, garota. - O clima ficou estranho hoje.

Meu Deus, garota.

Fiquei de boa com como o jogo foi jogado.

Só, sinceramente, senti que não podia contar com ninguém naquele momento.

Parece que teve bastante drama no grupo de vocês.

É, um pouco.

Como essa é a minha quarta vez competindo,

sinto que me colocaram na categoria de ameaça nessa competição.

Então, é claro que isso vai pesar no Rate-A-Queen. Porque agora, se eu não

vencer o desafio, elas vão aproveitar a oportunidade pra me colocar no bottom.

Minha temporada foi a primeira com Rate-A-Queen.

E o elenco votava baseado no desempenho ou usava um pouco de estratégia?

As amizades definitivamente eram levadas em conta.

Tipo, se você conhece alguém há anos e ela não foi tão bem, você não vai

colocá-la em sétimo.

Vai colocar em quarto ou quinto.

Então, com certeza existe mesmo

uma certa apreensão com tudo isso.

Sabe, mesmo que eu e a Jasmine tenhamos falado brevemente sobre uma

aliança ontem, ela tem relações pessoais com várias outras pessoas.

E nessas outras garotas eu não confio nem um pouco.

Elas sabem que eu arrasei no grupo um e, se enxergarem uma oportunidade

de me tirar daqui,

elas vão aproveitar.

Bem-vindos ao palco principal de RuPaul’s Drag Race:

Competição das All Stars.

Era uma vez uma linda dama.

Michelle Visage.

E foi assim que nos tornamos o grupinho das venenosas.

E Victoria Pork Chop Parker como Alice.

Sim, só existe uma.

Superestrela da moda Carson Kressley,

você gosta de histórias?

Ah, sim. All My Children, The Bold and the Beautiful.

Passion ainda passa?

Na Eslovênia, sim.

Não podemos julgar o livro pela capa.

É o Evan Mulrooney.

Ru, sou muito mais burro do que pareço.

Essa semana, desafiamos as nossas All Stars a nos entreterem

com suas histórias.

E hoje na passarela a categoria é...

Elegância de Tapete Vermelho.

All Stars, liguem seus motores.

E que a melhor drag queen vença.

Não existe LGB sem TQ Nos vemos no Tela Queer

Bem-vindos à Hora da História: Me Conte Algo Bom.

Bem-vinda, Dawn.

- Vamos, Dawn. - Arrasa, Dawn.

- Você está ótima, querida. - Te amo, Dawn.

Dawn, que palavras de sabedoria você tem pra sua versão mais jovem?

Acho que o que gostaria de dizer pra minha versão mais jovem

é pra sempre aproveitar ao máximo os bons momentos com seus amigos.

Tipo aquela vez em que você

estava numa casa de praia com três dos seus melhores amigos.

Amy, Sarah e Josh. Certo?

Num lugar lindo, tropical, exótico.

Carolina do Norte.

Então eu consegui um pouco de maconha e a Sarah trouxe o cachimbo.

Aí começamos a passar aquilo de mão em mão.

Eu olho pra cima e vejo o Josh parado colado no espelho,

convencido de que ele era um fantoche.

E a Sarah estava medindo os batimentos cardíacos,

convencida de que o coração dela estava batendo mil vezes por minuto.

E a Amy, meu Deus. A Amy se aproximou de mim, toda fofa, e disse:

Olha, então...

acho que estou com dificuldade pra respirar e talvez esteja engasgando.

Aí, eu liguei para o 190.

Alô,

qual é a sua emergência?

E eu disse:

Socorro. Meus amigos estão morrendo, caramba.

Então a polícia quase certamente estava a caminho.

Pego o pote de maconha.

E vou enterrar aquilo no quintal.

Corro para o quintal

e começo a cavar.

Enterro a erva.

Levanto.

Minhas mãos.

Estavam cheias de terra.

Então eu resolvi começar a lamber a terra dos meus dedos.

De repente, batem na porta.

E lá, parados na entrada,

estão os guarda-vidas da praia?

Dois caras de 21 anos com prancha de surfe.

Esses caras com pranchas acabaram dizendo pra gente talvez não fumar

tanto da próxima vez.

Mas aquele momento me ensinou que eu sempre vou até o fim do mundo

pra proteger não só a mim mesma, mas também todos os meus amigos.

Obrigada.

Arrasa, garota.

Eu gostei da Dawn, mas acho que faltaram mais piadas.

Obrigada.

Ei, ei, é a Joey Jay.

Jo Jo.

Joey, que palavras de sabedoria você tem pra sua versão mais jovem?

Você vai crescer pobre.

Mas depois de anos ralando,

vai ficar mais velho.

Deixa eu contar sobre o meu pai.

Ele era mágico.

Ele fez um truque em que desapareceu por trinta e quatro anos

e a gente ainda não conseguiu encontrar.

Isso, Joey.

No inverno depois que completei dezoito anos,

eu saía escondida de casa e roubava o carro da minha mãe.

Eu buscava minha melhor amiga. Daí dirigíamos cento e trinta e

cinco quilômetros pra ir à noite dos novinhos na boate.

Era só pra maiores de dezoito.

Lembro disso perfeitamente.

Usando um vestido preto de veludo,

lá estava ela.

Desiree Matthews.

Ela balançava aqueles quadris enormes de forma voluptuosa

e veio deslizando na minha direção.

“Ei, gatinho, já engasgou num cachorro-quente com uma mulher

de verdade?”

Seis meses depois, finalmente contei tudo pra minha mãe

sobre a boate e sobre a Desiree.

Depois de me deixar de castigo, é claro, ela disse: Espera aí.

Eu e a Dez morávamos juntas. Ela trocava suas fraldas.

Meu Deus.

Fui na próxima noite dos novinhos.

Desfilei meu rabinho gay de um lado para o outro na boate procurando a

Desiree como se estivesse numa missão divina.

Ela me vê e vem deslizando de novo.

“Ei, gatinho, já engasgou...” e eu interrompi a mesma cantada.

Peguei uma foto e perguntei: “Conhece essa mulher?”

“É minha mãe.”

Ela me respondeu: "Meu Deus, vou cuidar muito bem de você."

Um ano depois, ela falou: “Joey,

"você tem o rosto perfeito pra drag."

Depois de umas doses de uísque, comecei a me maquiar.

Talvez esse seja meu chamado.

Ser a primeira participante assumidamente gay de RuPaul's Drag Race

abriu muitas portas pra mim, na frente e atrás.

Então, Joey, você não precisava de dois pais.

Você teve uma fada madrinha o tempo todo.

Muito obrigada.

- Isso, Jojo. - Isso, Joey.

Foi engraçado, gata.

Agora, recebam Jasmine Kennedy.

Vai, Jasmine.

Jasmine, que palavras de sabedoria você tem para a sua

versão mais jovem?

Oi, Kyle. Presta atenção.

Vou deixar pra contar outra hora sobre quando você se assumiu

trans na TV, sua vadiazinha icônica.

Em vez disso, vou contar da primeira vez que você se assumiu.

Eu tinha quinze anos e morava em Binghamton, Nova York.

Como todo garoto do interior de Nova York, me incentivavam a praticar esportes.

Então eu ia a todos os jogos de basquete e futebol, sempre de uniforme.

Como líder de torcida.

Minha mãe viajava a trabalho e meu pai trabalhava à noite.

Eu e minha irmã Carly ficávamos muito sozinhas.

Numa certa noite,

estava brincando com as maquiagens da minha mãe,

fazendo um olho esfumado horrível, quando, de repente,

o telefone tocou.

Alô?

Caiol, onde você está?

Você deveria estar na escola animando o jogo de basquete.

Vem pra cá agora.

Está bom.

Entrei em pânico na hora.

Como eu poderia ir pra escola daquele jeito?

Então lavei o rosto, corri pra escola e entrei no ginásio.

Até que meus colegas começaram a me interrogar.

Kyle, você está de maquiagem?

Primeiro: achei rude.

Como ousam achar que um líder de torcida no armário

estaria usando maquiagem?

Segundo, eu nem achava mais que estava.

Depois de uma noite inteira sendo interrogada,

chegou a hora de voltar pra casa.

E quem eu vejo?

Ninguém menos que a minha mãe.

Kyle. Está de maquiagem?

Não consegui segurar mais. Explodi.

Sim, mãe, porque sou gay e gosto de maquiagem.

Você tem problema com isso?

Meu Deus. Ela ficou em choque por um momento.

E depois riu.

Ela disse: "Está tudo bem."

"Eu já sabia." O quê?

Como você poderia saber?

Mas naquele momento, eu senti só uma coisa.

Alívio.

Eu tenho a melhor mãe do mundo.

E fico muito feliz por ela ter aceitado quem eu achava que era na época.

E ainda me aceitar por quem eu sou hoje.

A vida pode ser difícil e assustadora, mas é ainda mais assustador não viver

a vida como a pessoa que você nasceu para ser.

Porque, em algum lugar por aí,

existe um Kyle que só quer ter o direito e a oportunidade

de ser uma Jasmine.

Obrigada.

Mandou bem, irmã.

A história da Jasmine é bem a cara dela: um pouco melodramática,

mas cheia de doçura.

Isso, Jasmine.

- E agora, Kennedy Davenport. - Vai, Kennedy.

- Caramba. - Isso.

Bem-vinda, Kennedy.

O que você tem a dizer

para a sua versão mais nova?

Não se preocupe, pequeno Reuben.

As coisas ficam melhores depois.

Olha, eu era a palhaça da turma.

E, crescendo nos anos oitenta,

nós ainda levávamos umas boas surras na escola.

Tinha uma professora

que era a única pessoa que eu conhecia que vivia fazendo a dieta de água

e mesmo assim nunca emagrecia.

Ela não me suportava.

Eu ficava batendo papo enquanto ela explicava a matéria.

E essa mulher

me colocou bem lá para o fundo da sala.

Mas eu continuava rindo.

Até que ela finalmente perdeu a paciência e disse:

vá para a diretoria.

Agora, essa diretora, imaginem o George Jefferson,

só que mulher.

E ela tinha uma raquete de pingue-pongue.

E disse: já que você quer agir como uma criancinha,

vou colocar você no meu colo.

Ela me colocou no colo dela e me deu uma surra.

Mas quer saber?

A pior coisa que você pode ouvir da sua mãe é:

não me faça receber ligação daquele povo.

Vocês sabem o que significa.

Preciso da ajuda de vocês.

Vão me ajudar?

Sim.

Quero que vocês façam três toques de telefone.

Alô.

Seu filho está aprontando na escola.

Ah, não se preocupa.

Já estou indo aí.

Está bom.

Ela pegou o cinto.

Ele fez o quê?

Socorro.

Cala a boca.

Mandei calar a boca.

A moral da história é:

não tem problema ser a palhaça da turma.

Talvez você tenha levado umas surras nos anos 80,

mas isso te levou a lugares como esse,

onde você vence todos os desafios de comédia.

- Obrigada. - Isso.

Isso, Kennedy.

Agora estou deprimida.

Bem-vindos de volta à Hora da História: Me Conte Algo Bom.

Nossa próxima contadora de histórias

é a Silky Nutmeg Ganache.

Silky, Silky, Silky.

Que palavras de sabedoria você tem para a sua versão mais nova?

Você vai se tornar uma estrela internacional

e vai dever tudo isso à igreja.

Esse garotinho de nove anos que vocês estão vendo,

nós o chamávamos de Big Weejie.

O Big Weejie frequentava uma igrejinha

em Moss Point, Mississippi.

Nessa igreja, todas as crianças faziam parte do coral,

e a regente do coral conduzia tudo

com uma colher de pau na mão.

Vocês podem conhecê-la como a regente do coral,

mas eu conhecia como minha mãe.

Foi durante um ensaio milagroso do coral

que a regente veio até mim e disse:

quero que você conduza o coral nesse domingo.

E então ela pegou aquela colher de pau,

encostou no meu narizinho e disse:

é bom você não fazer gracinha na frente de todo mundo

e me envergonhar.

Eu, pequenininha, fiquei tão animada.

Eu ia conduzir o coral pela primeira vez.

Chegou a manhã de domingo e, meu amor,

eu coloquei minhas botas brancas Nancy.

O pastor disse: coral,

venham à frente pra cantar pra nós.

Eu corri para o microfone.

Peguei ele.

Fui lá pra frente da igreja e disse:

Que a igreja diga "amém".

Então a primeira-dama levantou e falou: louve pra gente, Big Weejie.

Eu parecia a Serena Williams do jeito que desfilava

por aquela igreja, meu amor.

Eu cantei, eu dancei. E falei: Jesus.

O diácono levantou e saiu correndo pela igreja.

Ah, ele correu mesmo. O espírito estava lá no alto, minha gente.

Aí o Senhor falou comigo.

Senti que tinha que contar pra todos.

Então eu falei na frente da igreja: Chocolate sensual.

É isso aí.

E quando abaixei a cabeça de novo,

eu vi minha mãe.

E eu soube que ela ia me dar uma surra.

Comecei a caminhar para o fundo da igreja.

A irmã Pearly me segurou e disse:

Você é muito talentoso.

Não deixe as bobagens

apagarem a sua luz.

E a irmã Pearly ainda falou:

sua mãe vai te dar uma surra.

Obrigada.

Bom trabalho, querida.

Que a igreja diga amém.

Agora, A'keria C Davenport.

Sim, senhora.

A'keria,

que palavras de sabedoria você tem para a sua versão mais jovem?

Olha, talvez você se sinta sozinha agora,

mas um dia você definitivamente será vista e amada.

Eu era uma criança bem solitária.

Não tinha muitos amigos.

E, quando cresci, os concursos de beleza se tornaram um lugar onde eu sentia amor.

Eu participava de concursos usando perucas de loja de um real,

colava strass na pele.

Eu estava desesperada para vencer um concurso.

Nem preciso dizer que eu vivia perdendo.

Aí conheci minha mãe gay.

Eu amo essa mulher demais.

Estávamos viajando uma vez, eu tinha feito a inscrição pra um concurso.

Estávamos deitadas na cama de um hotelzinho simples.

E, de repente, ela pulou da cama e disse: "Gata,

já sei o que fazer."

"Vamos fazer umas injeções."

Eu falei: está bom, amiga. Sabe, pra eu ficar com aquele corpão cheio

de curvas. Entramos no carro,

fomos dirigindo. Eu achando que

estávamos indo pra um consultório médico.

De repente, pá.

Paramos na agropecuária.

Por quê, mulher? Isso é pra bicho, o que a gente está fazendo aqui?

Ela: "Amiga, vou pegar umas seringas."

Aí fomos andando.

Eu olho.

Era agulha de coelho. Está, até aí, ok.

Seguimos andando.

Até chegar nas de cavalo.

Quero corpo de garanhão, mas calma lá, bebê.

Voltamos para o quarto de hotel. Eu estava toda animada. Ela disse:

tira a roupa.

Então abaixei minha cueca. Na época eu ainda era menino.

Bom, continuo sendo menino até hoje, meu amor.

E ela disse: garota, deita de barriga pra baixo. Eu deitei.

Ela disse: vou contar até três.

Um…

dois…

no três, a danada já tinha enfiado.

Eu quis levantar num pulo, mas não dava porque ela já tinha feito um lado.

Então deitei de novo e tomei a outra. Nem preciso dizer:

ainda perdi o concurso.

Então, moral da história: às vezes,

a gente faz besteira.

Mas toda lição vira uma lição de vida.

E eu não vivo com arrependimentos.

É assim que as coisas são e eu sou quem sou hoje.

Linda, saudável e livre.

Obrigada.

Arrasa, A'keria.

- A seguir, Sam Star. - Isso, Samantha.

Sam, existe algo que você gostaria de dizer para a sua versão mais jovem?

Pequena Samantha,

você não vai precisar servir, pra servir.

Se vocês ainda não perceberam pelo meu look ou pelo meu sotaque,

eu venho lá do Alabama.

E somos conhecidos por muitas coisas: jeans, franjas,

pegação entre primos.

Um beijo, primo Billy. Te amo.

Mas se você conhece bem o sul dos Estados Unidos, sabe que lá esporte é

praticamente uma religião.

E quando eu era criança, queria me encaixar e tentei ao

máximo ser como os outros meninos.

Então pensei: por que não tentar esportes?

Meu pai ficou muito animado.

O primeiro esporte que quis experimentar foi futebol.

Gente, foi um desastre.

A única coisa de que eu gostava no futebol eram as chuteiras,

porque era quase como usar salto alto.

Está bom, futebol vai ser o primeiro strike.

Droga.

Depois pensei: vou tentar beisebol.

Gente, sempre me colocavam de defensor externo.

Mas eu não me importava, porque gostava de trançar a grama.

Também gostava de ter a vista do Ricky, que jogava na segunda base,

porque ele tinha uma bunda bem durinha.

Um beijo, Ricky.

Então esse vai ser nosso segundo strike.

No ensino fundamental,

pensei: vou tentar tênis.

Os shorts eram mais curtos e os garotos eram mais bonitos.

Meu crush, Blake, jogava comigo.

Mas quando descobri que ele só se interessava por bater nas bolas

da quadra e não em mim, perdi o interesse rapidinho.

Esse vai ser nosso terceiro strike.

Pequena Samantha, vão dizer que você não leva jeito pra esporte.

Mas nem se preocupe, gata. É só esperar até encontrar uma

peruca e um par de saltos.

E você vai entender que não precisa ser boa em esportes

pra um dia ser uma All Star.

Obrigada.

Samantha.

Recebam no palco, Crystal Methyd.

Vai, Crystal.

Crystal, palavras de sabedoria para sua versão mais jovem.

Ahoy, pequena marinheira.

Deixa eu te contar uma coisa: a vida não é só mar calmo.

É uma jornada cheia de motins,

portos estranhos e monstros marinhos.

Estamos em 1997.

Eu tenho apenas seis anos

e minha família acabou de zarpar da ensolarada Califórnia

pra ancorar em Ozark, no Missouri.

Eu estava morrendo de ansiedade pra começar na escola.

Minha mãe me apresentou ao nosso vizinho, Danny,

um garoto da quinta série com cabelo castanho e sardas,

fazia muito o meu tipo naquela época.

E a regra era simples.

Se o Danny subisse no ônibus, eu subia.

E se o Danny descesse, eu descia também.

Bom, nesse dia específico, o Danny não entrou no ônibus.

Devia estar fazendo algum esporte, tipo futebol americano ou luta

livre, eenquanto eu fantasiava sobre todos os uniformes fofos

que o Danny poderia estar usando,

Bob, o motorista do ônibus, começou nossa rota de volta pra casa.

Eu brincava com minha pulseira da amizade,

que eu mesma tinha me dado, olhando pela janela quando, de repente,

minha casa ficou para trás.

O único porto seguro que eu conhecia desapareceu num instante.

Então lá estava eu,

Uma garota da cidade, vinda da Califórnia, em miséria,

indo sabe-se lá pra onde.

Será que eu falo com o Bob? Mas digo o quê?

Só tenho seis anos. Quem sou eu pra ensinar esse homem

a fazer o trabalho dele?

Então abracei minha mochila

e assisti enquanto cada criança era deixada em casa em segurança.

E continuei no ônibus até ele voltar pra garagem.

- Ah, não. - E pensei: bom,

é aqui que vou morar pelo resto da vida.

Comecei a procurar mantimentos na mochila.

Sucesso. Uma barrinha de cereal.

Hoje vamos jantar bem.

Enquanto eu organizava todos os meus mantimentos no banco,

nem percebi que Bob estava fazendo a inspeção final

quando olhou pra baixo e me viu.

Ele disse: ih, droga.

Então Bob, meu motorista particular, me levou para casa.

Nem preciso dizer que minha mãe nunca mais me deixou andar de ônibus.

Agora, Cody, na vida,

você vai passar por situações difíceis e se sentir perdida.

Você vai aprender a importância de usar sua voz pra não ficar à deriva.

Obrigada.

Ela encontrou terra firme.

A categoria é: Elegância de Tapete Vermelho.

Primeira, Dawn.

É assim que fazem em Marte.

Esse vestido é uma homenagem ao meu primeiro tapete vermelho do Emmy,

o primeiro que eu pisei.

- Usei esse mesmo tom verde-água. - Ela me deixa até espumando pela boca.

Estou apertadíssima nesse espartilho. Não consigo nem respirar.

Meus peitos estão incríveis e eu estou de orelhinha de elfo.

Estou me sentindo ótima.

Silky Nutmeg Ganache.

- Querida, isso é puro chocolate sensual. - Muito bem.

Sim.

Amor, eu não faço terror. Mas se fizesse, seria assim.

Um cisne negro gótico.

Os peitos empinados, a cintura marcada.

E olha esse cabelo, amor. É de parar o desfile.

Crystal Methyd.

- A palhaça maluca dela está pegando fogo. - Está mesmo.

Eu normalmente não uso vestidos longos, então estou usando um conjunto

inspirado na moda masculina dos anos sessenta com tema de carro

de palhaço de alta-costura.

Minha bunda está um espetáculo nessa calça. Tudo sob medida, impecável.

Quer saber? A mamãe arrasa no acessório de cabeça.

Eu usaria boca de sino por ela.

Kennedy Davenport.

Quanto mais alto o cabelo, mais perto da menopausa.

Isso é um fato.

Elegância de tapete vermelho é uma das minhas categorias favoritas

porque eu posso ser bonita, luxuosa e me sentir rica quando não sou.

Olha esse pêssego, gente.

Perdi uns quilinhos, então vim com esse vestido.

E meu cabelo está quase falando com Jesus, viu?

A'keria C. Davenport.

É um pavão ou ela que está animada por ver a gente?

Isso é uma obra de arte.

Esse é um dos meus vestidos favoritos que já fiz.

Eu estou brilhando dos pés à cabeça.

Cada pétala tem strass refletindo.

Tenho franjas de 50 cm nos braços.

Parece muito leve.

Eu sei que a Ru está desejando esse vestido por dentro.

- Pode ficar com ele por duzentos mil. - E o brilho não acaba.

O primeiro homossexual a pisar no nosso palco, Joey Jay.

- Quer dizer, o primeiro assumido. - Isso.

Uma pioneira.

Estou usando cristais que descem por todo o corpo

com detalhes dourados.

Só uma Joey comum.

Não vim só pra premiação. Eu já ganhei dezoito Oscars.

Me sinto ótima.

Sam Star.

Quero ver o que o primo da Sam vai achar.

Amor, estou servindo gostosa de tapete vermelho à moda antiga.

Um penteado loiro enorme.

Mas a melhor parte do look: tem salto nos meus peitos,

salto nos quadris, salto combinando nos pés.

Essa gata está turbinada.

Será que ela usou uma agulha de cavalo?

Jasmine Kennedy.

Essa é uma mulher que pode resolver até meu score no Serasa.

Dinheiro. É isso que eu estou entregando nessa passarela.

Tenho meu lindo coque com ondas na frente, mechas azul-marinho,

meu batom vermelho e meus sapatos vermelhos.

Está entregando antiga Hollywood.

Bem-vindas, queens.

As regras da Competição das All Stars estão valendo.

Hoje, eu vou escolher a All-Star do top da semana.

Ela vai ganhar uma gorjeta em dinheiro de dez mil dólares.

Depois, o restante de vocês irá avaliar umas às outras

para determinar as duas All Stars do bottom da semana.

Elas vão fazer o lip sync pela sua vida,

e uma All-Star será eliminada.

Agora é hora das críticas dos jurados.

Começando pela Dawn.

Quando fiquei chapado pela primeira vez na vida,

também chamei a polícia.

Mas, em vez de esconder as provas,

eu contei pros policiais que tinha pegado a maconha

da minha mãe, o que era verdade.

Sobre a história, eu diria que queria ter visto

um pouco mais de detalhes sobre seus amigos,

quem era o fornecedor, de onde veio a maconha.

Meu pai.

- É destino. - Pra mim, a história se perdeu um pouco.

Minha recomendação pra todas é: se dá pra chegar ao ponto mais rápido, chegue.

Esse look...

é inacreditável.

Amei como é arquitetônico e como envolve o corpo e cria essa silhueta

que faz você parecer ter três metros de altura.

Dawn, você sempre sabe se montar muito bem.

Você tem um ótimo olhar.

A seguir, Silky Nutmeg Ganache.

Esse look… ooh, pura Ebony Fashion Fair.

Chocolate sensual.

- Deslumbrante. - Agora pode pregar, pastora,

porque eu fiquei completamente envolvido na sua história.

Vocês conhecem como regente do coral, eu conheço como minha mãe.

Fiquei impressionada com o quanto você se segurou.

Porque eu sei que você pode falar sem parar.

A seguir, Crystal Methyd.

Esse look de hoje é uma loucura. E não deveria funcionar, mas é tão

bem construído.

É simplesmente fantástico.

E na história, o look de Napoleão foi demais.

Foi muito divertido.

O trocadilho com miséria e Missouri.

Genial.

Uma garota da cidade, vinda da Califórnia, em miséria,

Foi enxuto, polido e muito profissional.

Foi tão emocionante e engraçado ao mesmo tempo.

Tinha aquela mistura perfeita de melancolia com

absurdo, que é exatamente a Crystal Methyd.

O que deixou de fora da história?

Que eu comecei a matar ratos pra comer.

- Que bom que deixou de fora. - Sim.

A seguir, Kennedy Davenport.

Kennedy, teve tanta surra nessa sua história,

mas os personagens eram engraçados.

Não sei exatamente qual era a grande lição da história,

mas eu temi pela minha vida quando você apareceu interpretando sua mãe,

e a sua entrega na hora dessa virada foi incrível.

Você sabe como se vestir pra um tapete vermelho.

Nesse look tem tudo: começo, meio e fim.

E foi isso que faltou na sua história.

Ela não foi objetiva o suficiente.

Eu adoraria que tivesse sido sobre um momento muito específico.

Teria sido mais fácil de acompanhar, sabe?

Sim, senhora.

A seguir, A'keria C Davenport.

Esse seu look de hoje é pura arte. Quem fez?

- Eu fiz. - A'keria.

De cada miçanga

a cada escama...

- É tão lindo. - Lembra um vestido do Mugler.

- Alien. - Sim, é extraordinário.

Obrigada.

Eu gostei muito da sua história. Foi uma história tão única.

A parte da agropecuária e todos os tamanhos diferentes de agulha.

Era agulha de coelho. Está, até aí, ok.

Achei tudo isso muito interessante.

Mas acho que toda aquela parte atrás do camarim não era necessária.

Aquilo tira a gente do momento.

A gente fica: pra onde ela está indo? O que ela está fazendo?

E isso pode te prejudicar.

É preciso muita coragem pra contar uma história assim com tanta honestidade.

É fascinante. Sinceramente, acho que daria uma minissérie de seis episódios

na HBO.

A seguir, Joey Jay.

A forma como você contou a história com aquela máquina de efeitos sonoros...

Nós estávamos morrendo de rir.

- Sua escrita é de altíssimo nível. - Obrigada.

E eu só acho que talvez se afastar dos cartões teria ajudado um pouco.

Eu achei que ter aqueles cartões junto com a mesa de som

foi algo brilhante. Adorei a ideia de tudo ser tão coordenado.

Isso, use seu ponto forte.

Continue bobinha.

Acho que esse look de hoje está lindo.

Pra mim, eu só teria escolhido um sapato preto, só pra destacar

mais o chiffon.

Mas está muito bonito mesmo, Joey.

Sabe, Joey Jay,

o All Stars foi criado para dar destaque a algumas queens

que não tiveram a chance de brilhar antes.

E você é o exemplo perfeito disso.

E todos nós estamos adorando ver.

A seguir, Sam Star.

Antes de mais nada, você me ganhou

na pegação entre primos.

Foi ali.

Sua história foi boa. Eu só queria um pouco mais de detalhes.

Como foi o futebol americano? Como foi o futebol?

Faltou deixar tudo mais com a sua cara.

Acho que esse look de hoje é muito divertido, muito peculiar.

Os saltos que você colocou nesse vestido...

Pra mim, o comprimento está me incomodando.

Acho que deveria ir até o chão

ou ser um pouco mais curto.

- Mas essa cor está maravilhosa em você. - Obrigada.

Jasmine Kennedy.

Sua história acabou sendo bem emocionante.

Eu adorei sua apresentação. Foi muito teatral.

Tem um momento em que você se senta e atende o telefone, e aquilo me lembrou

muito um filme noir.

- Alô? - Disque T de trans.

Sim.

Eu cobro bem caro por minuto, está bom?

Você parece uma daquelas cisnes de Truman Capote

que todas as outras esposas odeiam.

- Odeiam. - Odeiam amar.

Também adorei sua história, foi muito boa.

Muito obrigada.

Obrigada, All Stars. Acho que já ouvimos o suficiente.

Com base no desafio Me Conte Algo Bom,

e nos looks da categoria Elegância de Tapete Vermelho,

eu tomei algumas decisões.

Hoje, todas vocês mexeram com a nossa imaginação.

Mas a melhor história, foi da...

Crystal Methyd.

Condragulations.

- Você é a All Star do top da semana. - Muito obrigada.

Você ganhou uma gorjeta em dinheiro de dez mil dólares,

oferecida pela Clutch Glue,

a cola original da moda.

- Amei. - Para o restante,

é hora do Rate-A-Queen edição MVQ.

Vocês vão classificar suas concorrentes do top ao bottom.

E as queens do bottom 2

vão fazer lip sync pelas suas vidas.

Então, enquanto vocês fazem o Rate-A-Queen,

eu e os jurados vamos

brincar de charadas indecentes.

Podem deixar o palco.

Tchau.

Chegou a hora do Rate-A-Queen e eu estou em pânico, gata.

Temos que classificar as queens do top ao bottom

e isso vai decidir quem vai fazer lip sync essa semana.

Peço desculpas às minhas irmãs antecipadamente.

Não pensei que veria essa merda de novo.

Tem uma pequena parte de mim que só quer causar o caos.

Com base nas críticas,

eu posso estar em risco aqui.

Vou ser estratégica.

Muito bem.

Estou nervosa porque as queens podem me colocar no bottom por eu ser a coringa

e isso pode me fazer ser vista como a diferente.

Então,

vamos jogar o jogo.

Minha MVQ número um vai para a Kennedy Davenport.

Porque, se as queens forem traiçoeiras,

eu sei que não vou ter que fazer lip sync contra ela hoje.

Minha MVQ número um é a Joey Jay.

- A apresentação dela foi muito engraçada. - Minha MVQ número um...

- Minha MVQ número um... - vai ser a Sam Star.

Deu pra ver que ela se esforçou a noite toda,

mesmo que os jurados não tenham concordado.

Minha MVQ número dois: Jasmine Kennedy.

- Amei como ela contou a história. - Minha MVQ número

- dois... - Joey Jay.

Porque achei que a Joey Jay fosse vencer.

Minha MVQ número três, Sam Star.

Mesmo que o comprimento do vestido fosse horrível,

ainda acho que ela estava linda.

Minha MVQ número três, A'keria.

Minha MVQ número quatro, com base nas críticas, Silky.

Minha MVQ número cinco vai ser a Kennedy.

A única pessoa que eu ajudaria seria a Kennedy.

Mas, por causa dos comentários negativos sobre o look dela,

eu realmente não posso fazer nada muito óbvio pra salvá-la,

isso colocaria um alvo nas minhas costas.

Minha MVQ número cinco: A'keria.

Ela é a pessoa que eu estou tentando tirar do bottom.

Mesmo amando ela demais, minha MVQ número seis vai ser a Kennedy.

Talvez essa seja nossa única oportunidade de colocá-la no bottom.

Ela é fortíssima.

Minha MVQ número seis vai ser a Dawn.

Não me surpreendeu.

Minha MVQ número seis: Dawn.

Minha MVQ número seis: A'keria.

Porque a passarela da gata foi coisa de outro mundo.

Mas, ao mesmo tempo, eu não ri nada com a história dela.

E esse é o babado.

E esse é o babado.

- E esse - é o babado.

- E esse é o babado, porra. - Me desejem sorte.

E esse é o babado.

Cala a boca.

Bem-vindas de volta, All Stars.

Todas as queens tomaram algumas decisões.

Pelo resultado do Rate-A-Queen,

as duas All Stars do bottom da semana são...

Kennedy Davenport

e A'keria C Davenport.

Sinto muito, minhas queridas, mas vocês duas estão em risco de eliminação.

O restante pode ir para o fundo do palco.

- Obrigada. - Obrigada.

Amo vocês.

- Te amo. - Te amo, gata.

Duas All Stars estão diante de mim.

Meninas, essa é a sua última chance

de me impressionar

e se salvar da eliminação.

Chegou a hora

de fazerem o lipsync pela sua vida.

Eu odeio ter que fazer lip sync contra a minha sobrinha

porque não vai ser nada fácil mandá-la pra casa,

mas esse lip sync é meu.

Nós somos Davenports, sabemos bem o que é competir.

Então eu vou vir com o dobro de força, porque sei exatamente

do que ela é capaz.

Dona Kennedy, hoje eu vou jogar tudo que tenho em cima de você.

Boa sorte.

E não façam cagada.

Isso.

É assim que se começa uma semifinal.

Isso sim

é um lipsync digno de entrar pra história.

All Stars,

eu tomei minha decisão.

A'keria C. Davenport.

Shantay, você fica.

A'keria, pode se juntar às outras queens.

- Arrasou. - Obrigada.

Kennedy Davenport.

Você é, e sempre será,

uma queen lendária.

Agora...

sashay, pode ir.

Obrigada.

Kennedy.

Te amo, irmã, desculpa.

Ah, droga… eu perdi mesmo.

- Amo você. - Também.

Eu sinto que fui muito bem nessa competição e fui uma competidora

de verdade,

e uma ameaça.

Mas o livro ainda não acabou,

ainda não terminou.

É só mais um capítulo.

São sempre as meninas.

Condragulations, All Stars.

E lembrem-se: se você não se amar, como diabos vai amar outra pessoa?

- Posso ouvir um amém aqui? - Amém.

Muito bem, agora deixe a música tocar.

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