Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Índia tem os cabelos nos ombros caídos Negros como
a noite que não tem lua Tem os lábios de rosas
para mim sorrindo E a doce meiguice deste teu
olhar Índia da pele morena,
da boca pequena
Beija, beija.
Por hoje é só, meninas.
As visitas da rainha estão chegando.
A diabo já tá aí?
Tá só?
Não. O Lilico tá lá.
Se ela tivesse afim de congesta, ela não tinha trazido o Lilico.
Ela deve estar mesmo afim de uma grana extra.
A diabo está esperando.
Pega pra Diabo a tesourinha.
Nossa, que bagunça.
Você é muito desmazelada, Diabo.
Amanhã à tarde, eu venho aqui e vou dar uma arrumaçãozinha nas suas coisas.
Tá aí mesmo, não tem bagunça nenhuma.
Eu acho tudo o que quero.
É só você remexer aí que você acha.
Ah, tá aqui.
Debaixo de tudo.
Falei que tava.
Me dá.
Quero fazer as unhas do pé.
Ah, deixa que eu faço.
Atende os homens.
Eles estão com pressa.
Se abriu, coisa ruim.
Tá naquilo mesmo, diabo.
E tu veio aqui pra me dizer que é isso aí e pronto?
É como eu já falei pra tu.
Esse negócio de passar fumo em escola pegou mal.
Dá pra falar.
Mas os caras largaram o fumo na mão de filhinho de papai.
Caíram. E tá na cara que vão bater o serviço. E os homens vão acabar chegando
em tu.
Que me dizem disso?
Chamei vocês aqui pra ouvirem do coisa ruim o tamanho da encrenca.
Agora...
Quero saber como é que fica.
Bem, não sei, nem quero saber.
Eu só mando lá no cais.
Estudante?
Essa raça pra mim não significa nada.
Quem é?
Quem é que lida com essa raça?
Fala, manguitola da peste.
Tô mandando.
Tem esse negócio.
E aí com os grafinos?
Eu não trato disso,
Tiago.
Eu sou mais eu com o pessoal dos cavalinhos.
Estudante é cuncumpadre.
Coisa tua, Robertinho?
Teve coragem de aprontar uma dessa pra diaba?
Papelão da sua parte.
Quis te agradar e ver que tu me aprontou?
E se tu entrar em cana, vai gostar, é?
Bonito como é, é capaz de se dar mal.
E eu que fique aqui.
Sofrendo de preocupada.
Então ele é?
Matóice, é, matóice.
E tu?
Como entra nessa história?
Para, diabo. Não tem mais jeito.
Sacana, nojento!
É pra vir com esse papo que eu te dei de vista.
Se o Robertinho entrar em cana, tu vai aparecer boiando num rio.
Comido de peixe de navalha.
Escutou? Escutou?
Então, abre bem o teu olho.
Mas o que se pode fazer, diabo?
Não quero Robertinho preso.
Vou arrumar outro cara pra dançar no lugar dele.
Catitu tá na rua cuidando disso.
Se eles arrastam o Robertinho, tá todo mundo ferrado.
Na conferência da mina aí, hein?
Pois é, meu bom.
Cobra que não anda não engole sapo.
Mais que nada, tu tá apanhando topo, hein?
Dá pro gasto.
Tu merece outro trato.
Eu sei de tu.
Não sou de xeretear a vida dos outros, mas botei minhas butuques em cima de tu,
me toquei. Tu não é fácil.
O que é isso? Eu só me mexo.
Só se mexe? Então eu não quero nem saber quando tu partir de verdade.
Olha aqui, pivete, você tem um troço que eu sei.
É tirar um pinta com os olhos.
Tu não é fácil.
Não é, não.
É por essas viotas que eu vim em tu.
Ou tu acha...
Que outra aqui nessa cascata só pra embandeirar o pavão?
Vai chegar num boteco, descer um espirito e acertar os ponteiros.
Sabe o que acontece?
Eu não tô saindo fora.
Mas tem a mina que tá pra pintar e sabe como é.
Eu tenho um assunto com ela.
Se não me vê aqui, vá azedar.
Ela é gamada. Não larga meu pé.
Não tem grilo. Planta ela aí e vem se cuidar.
Então volta, se tu quiser, tu pega ela.
Se começar a oriçar, dá-lhe uma biaba e ganha uma piranha na cara dela, só pra
ela se doer.
Daí tu vai ver como ela fica legal.
Mas eu sou um cavalo.
Veja só, nessa eu quebrei a cara, rapaz.
Claro que tu me deu a despensa.
Não quer o negócio?
Tchau, falou, pivete.
Só tenho um porém.
Eu não te falei nada.
Não é isso não.
Eu tô sem grana.
Chega lá na birita.
Tu chama um e eu não posso comparecer.
Vai dar mal.
Quando umas e outras der o meu, eu vou à vontade.
Deixa de besteira, pivete. O teu é pouco, o meu é muito.
Eu te garanto até tu se calçar com o negócio que eu vou te arrumar.
Esquece essa mina e vamos embora.
Oh, oh, oh!
Vê se não faz barulho.
Não tá vendo que eu tô dormindo?
Chega essa hora bêbado como uma vaca e ainda faz zoada.
Por que que não dormiu na rua?
Se segura.
Larga do meu pé e não me enche o saco.
Vê se te acanha, mulher. Por quê?
Tá cansadinho?
A mulherada te cansou, né?
Por que que não dormiu com as vagabundas?
Eu já mandei calar a boca.
E daí?
Só cala se quiser.
Não sou palhaça pra ficar plantada na rua por um pivete folgado.
Tá sim de malandro da pesada a fim de mim.
Não vai ser o moleque que vai me passar pra trás, não. Tu tá querendo uma biaba,
né? De quem?
De ti?
Tu é besta. Eu tenho guerra pra ti e pra qualquer otário da tua marca.
Eu te mato, moleque safado!
Se segura!
Poxa, vereco.
Tu me castigou.
Dane-se.
Eu também te machuquei, não é?
Deixa pra lá.
Tava de bronca.
Toda cheia de vontade de ti, tu nem se ligou.
Me plantou no meio da rua esperando.
E tu sabe se foi por gosto?
Tu foi onde?
No apontamento.
Tu foi é numa butada.
Tinha muita mina, é?
Foi butada nenhuma.
Meu trato foi com Zeca Catitu.
O que é que esse cara quer contigo? Não te mistura com ele. Ele é sacanageiro, o
paca. O que que é?
Tu pensa que tá falando com algum bunda mole?
Eu sou mais eu, Isa.
O homão vê em mim porque eu tenho um trampo pro cara firmeza.
Coisa de lorde, menina.
Joia.
Ele leva fé no teu chapa.
Me chamou, vai me dar divisa.
Tá bom?
Vê isso.
Essa máquina ele me deu.
Agora eu faço o meu nome, manja?
Vou ter grana paca.
Não te mete nessa jogada, bereco.
Tu tá brincando.
É sujeira, eu estou te dizendo.
O Zé Cacatitu só trata dele.
Então, aí é que está. Para a subida dele, ele precisa de uma escora. Eu
entro aí, com esse berro na mão, me instalo.
Poxa, Beré.
Será que não chega a vida boa que eu te dou?
Que boa vida?
Uns pichulé-me-churuca desses?
Escuta aqui, Neu.
Tu acha que ser cafetão de mulher pobre é coisa pro cara do meu naipe?
Boa vida, eu vou até daqui pra frente.
Virei a cura.
. . .
O que é que tu tem, hein, diabo?
Eu não gosto de ver a rainha assim.
Conta pra gente o teu grilo.
Anda, conta.
Falar alivia.
Eu sei o que é.
Fala! Fala!
Fala! Fala!
Fala! Fala! Fala! Fala! Fala!
Fala!
Pra que falar?
Não adianta.
Tudo em cima.
Pra quando?
Daqui a uma semana.
Diabo, me dispensa.
Uma semana é muito tempo.
Os homens são capazes de ganhar o Robertinho.
Sabe como é?
Tem que enfeitar o cavão, senão ninguém aceita a trampa. Tem que ser no
capricho.
Se tem que ser assim... E o fariseu leva jeito?
Se escolher, diabo.
Então mete bronca.
Então tá.
Mas eu tô morto, mano.
Tudo para que o Robertinho não seja preso.
Tá sacado.
É só botar gasosa e mandar ver.
Então para no posto que quiser.
Primeiro estável é lá mesmo.
Que que tu manda, chefe? Completo.
Ô, amizade.
Quanto é? Tem mictório aí?
Tem. É ali do lado.
Vinte cruzeiros.
Ei,
é por cá.
Bico calado, malandro.
Se segura.
Não é nada não. Pode continuar dormindo.
Aqui, ó.
Boa, bereco. A feira tá toda na tua mão, hein?
Vamos, gente.
Vamos lá.
Boa, garotão.
Vamos para as bocas, moçada. Por hoje está legal.
Tizio, larga esse carango em algum lugar e arruma outro, tá?
Falou.
Amanhã vou meter a mão nos troço mole que eu sei.
De noite já dá pra aguentar carga.
Com o fumo que vamos ter, a diabo vai dançar.
É muita folga uma boneca daquela, seu mandarim. É?
Vamos tomar o mercado dela.
Como é que pode malandro bom trabalhar pra bicha?
Parei. E eu quero ser o chefão.
E todo mundo que tá aqui tá nessa parada comigo, hein?
Falou com a Titu.
Pereco.
Pereco.
Pereco.
Pô, eu tô atrasado.
Eu dormi fora essa noite.
Dane-se.
Cada um cuida de si.
Olha lá aquele, Catitu.
Tá do teu jeito?
Tá, pois é, Tizio. Fecha ele e deixa pra nós.
Jereco, segura o ajudante.
Eu e Vavá estarramos o chofer e bigode. Dá cobertura, hein?
Se não quiser levar rebite, maneira.
Pode ir aliviando.
Atire, ladrão nojento.
O bairro do carro não é teu, rapaz. Vou te rachar no meio, coisa ruim.
Boa, bereco.
Esse pinta já foi falar com Deus.
A gente que tá vivo tem que se cuidar.
Vem, bereco!
Ô, vai lá!
Como é que é, valente? Tu também vai nessa!
Bom serviço.
Agora a gente vai poder chegar na Shibaba e comprar quilos.
Maior sorte a gente deu.
Crepe foi da diaba.
Com a gente passando fumo, ela tá no fim.
Se quiser guerra, vai se dar mal com esse trouxa aí.
Tá certo.
Otário tem que morrer pastando.
Deu pra trás?
Tu que complicou.
Parece bicha, ainda sai com essa baixaria. Não aguenta o repuxo.
Maró escama.
Minha bronca de botar a bunda mole na jogada é por isso.
Tu vê?
Mané dançou e o cavalo já tá aprontando.
Se entra em cana, entrega a gente pros homens.
O negócio é mandar ele junto com o mané. Com a boca cheia de formiga, o boiota
não fala.
Para essa merda, Tizio!
Não,
não, não!
Ninguém se mete!
Que interessa na Correia, se resolve no esquisito. Que essa história dá boi pra
isso mesmo.
Pra tu saber que eu te acredito, é tu mesmo que vai comigo buscar o fogo.
Trouxe a grana?
Claro, pô.
Manda pra cá.
Tá contado.
Mas é bom conferir.
E... Não quer perder tempo?
Escuta, se eu te ganho agora, não tem volta. Pra que contar?
Não sei se na volta você tá vivo.
A rainha diabo pode te pegar antes.
A gente cuida da boneca.
Eu sou mais ela do que tu.
Essa é de mim.
E eu de mim.
Se tu for ferrado, não dá meu nome pra diabo, hein? Tu prometeu.
Não tem sujeira. Que isso?
Vai com Deus.
Tua mina é firme, pivete?
Claro. Mulher comigo, se não for firme, dança. Se é assim, tá. Tu ganha tua
carga no teu mocó.
Legal.
Cadê Catitu?
Ainda não veio.
Ai, ai, ai, ai, gente.
Catitu tá arrumando o arte de deixar o Robertinho mal.
E eu não vou gostar.
O Locke tá preparado.
A muamba tá no mocó e tudo.
Coisa ruim?
Agora é contigo.
Entrega o Locke. Deixa comigo.
Esse que o Catitu escolheu vai tapar a boca de todo mundo.
É pivete.
Se veste bem.
E pode passar por estudante.
Não é assim, Catitu?
Parece que tu tá vendo ele, diabo.
Eu sei que tu sabe escolher bem.
Agora me diga uma coisa.
Quem foi que te vendeu o fungo?
O malandro do carro-tanque.
Nojento, sacana, traidor!
Manco, tu, o anão, mas o piludo?
Vão dançar o pilantra.
Ele tem que pagar a chavecada.
Antes de dar fim ao pilantra, faça ele sofrer.
Deixa ele, diabo.
Sem ele o lance não dava pé.
Ah, é? Mas ele pensava que era uma chavecada contra mim. Topou.
Vai se acabar.
Vai se acabar.
Vai se acabar.
Sente, diabo.
Quero sossego.
Tchau.
Espera.
Não se medo disso.
Não é preciso.
Não é preciso mais lutar na nossa...
Obrigado.
É cana.
Eu não vou vivo. É sujeira.
Te entrego aqui melhor pra ti.
Pra uma fada cadeia? Aqui, ó. Tem cadáver na varada.
Se entra, eu não saio mais.
Eu te falei que não ia dar certo uma coisa. Eu fumo!
Tu só sabe ser capimeteira.
Tchau. O malandro azulou, né? O que interessa é que damos com o bagulho em
cima.
Demos sorte.
É isso aí.
Tu viu o que eu te toei? Tá pra lá.
E aí
Aqui a gente pode falar à vontade.
A cafetina paga pedágio pra diabo, mas não vai querer aprontar.
Só pode ter sido caguetagem.
Foi dica de dedão. Tem que ser gente que sabia.
Foi rápido demais.
Quem pode ter bronca tua?
Sei lá.
Alguém chegado ao nosso negócio?
O bigode?
Será?
Onde está esse barco tanto quanto tu e eu?
Sei lá.
Esculachou com ele.
Um bigode não ia dar uma dessa, né?
Se tivesse afim de guerra contigo mesmo, te pegava nas encolhas, né?
É,
deixa pra lá.
Temos é que te dá a fuga.
Só tem um porém.
Minha fera, aquela chibaba. Eu tô na luna.
E sem grana? Onde é que eu vou?
Onde que a gente vai, pivete. Eu também tenho que azular.
É. Vão ter que sair na mão grande outra vez.
Limpar os otários.
É o jeito, né?
Não vai prestar.
Os homens vão cair feio em cima da gente.
Tem uma jogada que é mole.
Mas pra mim não dá.
Minha cara é muito fácil.
Se alguém pensa, eu tava frito. A diabo me pegava no ato.
E o que que é?
Estourar as bocas da bichona.
Não aqui as do pedaço. Aqui a barra é pesada. As bocas, grã fina.
Moleza. Vai tu, vá, vá, tizio. Numa noite acabam com dez ou doze.
O bigode também.
Sei lá se tu quer ele nessa jogada.
É isso aí.
Eu vou chegar.
Se tu quiser, dá um tempo.
Mas se tu fica aí de bobeira, os homens ganham a gente, hein?
É?
O babado é o seguinte.
Juntei todos aqui porque eu estou sabendo que todos estão de saco cheio
de ser esparro da diaba.
Verdade ou mentira?
Dentinho, falei mal?
Estou errado?
Ah, não?
Então, o que tu diz?
Como é a gravata?
Robertinho!
Me fala, gente!
Peludo!
Manco! Tu que é de briga?
Tá contente de lavar a biaba de um perobo?
Violeta!
Me diz, é cascata?
O negócio... é dançar a diaba.
Ela tá sempre querendo mais grana em nós.
Otário! Só ali.
Tirando do nosso pra dar pro perobo.
Tá certo?
Eu acho que não.
O que tu acha?
Eu acho que não.
E tu, Violeta?
Não é direito.
Como é que é a gravata? Qual é, Robertinho?
É sujeira ou não?
E quem chega nela?
Nós todos.
De frente?
Não, que não é negócio.
Não há muita.
Não há diabo fora do baralho. Quem vai ser o bozão? Tu?
Esse troço de pau de mando acabou.
A gente é que sabe das coisas.
Cada um é rei no seu pedaço.
Sem kizumba, sem nada.
O lucro é de quem pegar na mão.
Aí, quase parei na galera.
Quer dizer, tal do bigode, malandro, tá me devendo. Sem contar que o fumo da
gente dançou e tamo pedido pelos homens. Essa é que o sacana aprontou pra gente,
mora? Você deu pala pro Cat Tu?
Então. E ele?
Mandou a gente arrochar a boca de fumo dos bacanas.
Porra, ele esqueceu a diaba? Não, ele garante.
Não vai nessa porque tem a cara manjada pelos passantes da bicha.
Mas dá cobertura completa.
Não é melhor a gente ficar na estia por algum tempo? A gente fica na sombra.
Quando a barra aliviar, a gente volta.
Com que grana?
Só que antes eu quero apanhar o cagueta.
Manda a vagabunda pastar. Anda!
Se tivesse caído
fora...
De manhã, sem o sol, mas os pingos na chuva e ontem caí.
Ainda estão a virar, ainda estão a dançar.
Ao vento alegre que me traz esta canção.
Quero que você me dê a mão, vamos sair.
Qual é a bronca?
Foi tu, né, seu merda?
Vamos chegar.
Vamos lá, Sam.
Aqui, ó.
Gravata e Robertinho.
Vão aprender a zelar melhor pelo que é meu.
Como foi o lance?
Os pintas chegaram, meteram as armas em cima das bocas e afadaram tudo?
Foi assim?
Muito devagar.
Por causa dessa cara bonita, vivia aprontando.
Mas eu tinha direito.
Viu, Manco?
Fui eu que a elegei.
E a graça que ele fez foi bem menor que a sua.
Pra tu e... Eu tenho um remédio.
Se é a cara bonita que te atrapalha... eu vou acabar com ela.
Quero toda a minha shibaba de volta.
Entenderam?
Ninguém cruza o caminho do pivete que tá roxando as bocas. Deixa andar.
A bichona vai pular, mas não tem nada.
É nessa guerra que ela vai sobrar.
Falou?
Oi, Isa.
Dá um tempo pra mim.
Me esquece.
Precisa ter cara de pau pra chegar em mim depois da presepada que tu me
aprontou.
Coisas da vida, né?
Agora entra aí e vamos levar um papo.
Vem.
Ei, vamos chegar.
Tizio, estão na minha.
É tudo gente fina.
Tizio,
vamos rodar mansinho.
Vamos lá.
Me botou no fogo.
Apelão. Era guerra.
E eu que tomei as sobras.
O que tu queria?
Que os homens me estarrassem?
Não queria não, não é isso?
Se fiz mal, tu dá o desconto.
Não foi por querer.
Eu me afobei.
Mas se me tocasse, tu ia ficar bronqueada comigo ou me rendia pros
homens. Me danava todo, mas tu ficava numa legal.
Tu é bom de papo.
Tô cantando em dó de peito, Isa.
Eu sei.
Tu quer o quê?
Te ver?
Jura? Pela luz que me ilumia, eu sou amarrado em ti, Isa. Parece castigo.
Tu me tira de letra, mas eu sou vidrado.
Mas tu fica esse tempão todo sem chegar.
O que tu queria? Que eu marcasse bobeira?
Os homens tão de olho em ti, manja.
Eles sabem da minha gama.
Se eu venho em ti, eles, ó, me ganham.
Poxa, bereco.
Tu nem sabe como te gano, homem.
Passei esse tempo toda biolada por tua causa.
Queria te ver, bater caixa contigo. Mas tu nem tava aí.
Penei paca.
Um micapim pela raiz, Pereco.
Te amo paga.
Mas agora eu tô aqui.
A gente vai ficar junto?
Pro que deve é.
Legal.
Tu tem que me valer.
Tá perigo?
Não, a situação é legal.
Então tu quer o quê?
Que tu junte umas vadias pra passar fumo pro meu mando.
Eu vou acabar com o bar, Elisa.
Só vai dar eu nas paradas.
A diaba já é carta fora do baralho.
Eu cheguei, tô chegado.
Sabia que tu queria algum troço de mim.
Pô, como tu é otária.
Tu não se toca?
Quero te dar um ganho, tu me vem com essa?
Qual é, vagal? Tu sempre foi de levar o meu.
Tá certo, tu me dá a boa vida.
Reconheço.
Mas agora que tu tá na pior, quero te dar uma estia.
Mas eu não vou forçar a barra. Isso é um problema seu.
Mas tu vai ficar comigo?
Que que tu acha?
Temos aí.
O que
é isso?
A CIDADE NO
BRASIL
Agora,
a nossa amada rainha.
Duvidosa! Ah, você foi um encanto em vir, duvidosa!
É um prazer.
A casa é pequena, mas o coração é grande.
Boa noite.
Diaba, você tem que conhecer o grupo de Palmeiras. É um escândalo.
Considere-se entre amigas. Obrigado. A rainha Diaba, nossa professora.
Maior maravilha.
Vocês são os amores. Vocês são os amores. Quanta honra para mim.
Tem o uísque em Curaná, mas eu faço questão que provem a batidinha. Maior
maravilha, diabo.
Fui eu mesma que fiz.
A
rainha não quis
ajuda. Fez questão de fazer tudo sozinha.
Mandou a Violeta embora, o mulherinho passear.
E abriu a casa só para a gente.
Viu? Até de Marechal Leme. Só para ver ela.
O sacrifício não tá aproveitando nada da festa.
Ele te cortou o coração.
O que é que tu tem, hein, diabo?
Olha, diabo.
Não existe, tá sabendo?
Você se mata pra receber a gente.
Depois fica sofrendo desse jeito.
Maior maravilha!
Dá um abraço pra ele ver se eu ri.
Não quer se abrir?
Deixa pra lá.
Vocês querem saber por que é que eu estou invocada?
Eu acho que esta é a última festa que eu vou
dar aqui.
O meu pesqueiro está sendo bagunçado.
Estão avançando nos meus pontos.
E eu não posso fazer nada.
Eu estou sozinha.
Os meus trufos...
Eles... Eles também estão contra mim.
Eu sou até capaz de jurar... que eles estão por trás do arrocho das minhas
bocas.
A gente podia fazer alguma coisa?
Não sei se posso confiar em alguém numa hora como essa.
Qual é a rainha que não pode confiar no seu povo?
Eu só queria
saber quem está por trás de tudo isso.
Eu sei que vocês vão dizer que é tudo mentira, que não pode ser.
Porque depois de tudo que ele me fez, eu jamais deveria aceitá-lo outra vez.
Eu sei que assim procedendo, me exponho ao desprezo de todos vocês.
Lamento, mas fiquem sabendo que ele voltou.
E comigo ficou, ficou pra matar a saudade,
a tremenda saudade que não me deixou, que não me deu sossego um
momento sequer, desde o dia em que ele me abandonou.
Ficou pra impedir que a loucura fizesse de mim...
Desta vez para sempre Se Deus quiser
As bichas tão se servindo com a gente.
E daí?
Tem que ser com nós mesmas.
Olha, eu não dou muito tempo pra ter um só dono de fumo em todas as bocas pela
aí.
Tu podia então dar uma colher de chá pro Zuleico. Ele é perobinho, mas é legal.
Podia ter uma boca de fumo.
Coitado, tá sofrendo muito.
Não tô afim de dar moleza pro otário, não.
Ah, colher pra ele.
Vou pensar.
Mas só porque foi tu que pediu, hein?
Dá uma força pro Zuleico. Ele merece.
Manda ele falar comigo.
Legal.
Zuleico! Chamou?
Zuleico, eu tenho um negócio pra tu.
Fala, querida. Estou precisando mesmo de escutar coisa alegre. Eu só entro bem...
Falei de tu com a Isa.
Isa?
Qual Isa?
A Isa, do leite da mulher amada.
Ah, sei.
Uma branca azeda.
Que tem ela?
Ela disse que pode dar fumo pra tu passar.
Jura?
Só que antes quer levar um papo contigo. Pra tu ir se acertar com ela.
Aonde?
No leite.
Então é ela que espalha o fumo.
Pois é. Vai nessa que é boa.
Vai sobrar dinheiro pra tu quebrar teus galhos.
Vou agora mesmo. Tchau.
Tchau.
Alô, Isa.
Eu sou o Zuleico, amigo da Dilma.
Ela me falou que você podia me ajudar um pouco.
Eu também estou a fim de transar um fundo.
Ela disse que sentava com as coisas assim.
Você não é maravilhosa.
Onde é que tu pãe a erva?
Fala! É pra teu bem.
A diabo não quer te fazer mal.
Mas se ela perder a paciência, tu já viu.
Vai falar ou não vai?
Ela não quer falar, diabo.
Obrigado.
Cisnou comigo.
A menina vai falar.
Quem é que dá fumo pras piranhas?
O Bereco.
Bereco? Bereco não manjo.
É o Pimenta que tem em casa comigo.
O Loki.
O Loki que o Caetito enfeitou.
Deve ser coisa do miserável.
Ele me paga.
Rainha, tu quer que a gente ache esse maldito pra ti?
Quer, é só dizer.
Não, meu bem.
Eu tenho outro destino pra esse bereco.
Quero ele do meu lado.
O culpado é o que é de tu, mas eu vou acertar o passo dele.
Mas antes, ele tem que ir me buscar esse bereco.
Esse bereco deve ser um boneco, para você querer esconder o nome dele e tudo.
Não faço isso por gosto.
Mas a Isa, com estes olhos claros...
Esta cara tão bonita tem que servir de exemplo para as
outras.
Essa luta foi em 9 de janeiro de 1942, em Nova York. O juiz era Frank Follan.
A outra demorou um pouco.
Vamos ver essa aí.
É a segunda luta no ano de 1942.
É, maneiro.
Muito, muito maneiro.
Fica fofo, desbaratinado.
Fica à vontade, bom pivete. A casa é sua.
Eu e os camaradinhas só estamos a passeio.
Senta, crioulo.
Vamos bater uma caixa?
Tu chegou?
Disse que tá de papo.
Eu só tô de orelha.
O que
é que tu anda fazendo, hein, moleque?
O que tu mandou fazer.
Falei que o pibeta era gente minha, não falei?
Não tô sabendo o que eu tô fazendo, gente.
Quando tu começou a estourar as bocas da conta deles, eu precisei jurar que era
só pra perturbar a diaba.
Perguntei quem tinha peito de apagar a bichona braba. Ninguém se adiantou. Aí
eu apostei em tu.
Não que eu te ache mais valente, tu é igual.
A diferença é que tu é boa pinta.
E a Diaba não te considera capaz de encarar ela, sacou?
Tu entende?
A Diaba não confia mais na gente.
Se mexeu, ganhou a Isa, soube de ti. Só aí deu serviço pra gente.
Mas tem uma coisa.
A Diaba não quer que a gente te apague. Ela quer te ver, quer trato contigo.
Faz o acerto, dança a gente e aí entrega tudo pra tu tomar conta.
Antes que ela jante a gente, a gente tem que almoçar ela.
Falou?
Te levo lá.
Tu finge que tá entrando na dela. Quando ela bobear, tu pimba. Mete os arrebites
no perobo.
Aí a coisa é nossa.
E eu?
Onde é que eu fico?
Comigo, no primeiro trato.
E se eu não topar?
Por quê?
É pouco?
Não, eu só quero saber.
Ah, bom, aí... Aí eu já não digo mais nada.
Tua cabeça é teu guia, daí quem fala é o pessoal.
É legal tu entrar nessa, Belé.
Se o Catitu diz que é quente, é que é.
Tá.
Vamos ver no que dá, né?
Era uma vez um veado.
Tá aí quem vai te dar pá de carro.
Ô, Manco, vamos lá.
Já ou agora?
Eu... Prefiro já.
Ele é pintoso.
Lindo de morrer.
Mas vai ter que entrar na minha.
Ou por bem, ou por mal.
Vai lá e manda ele entrar.
Sozinho.
Espera.
Odete e Viludo, vão lá e revistem ele.
Eu só confio em vocês.
Vão lá.
Vai tu, Viludo.
Eu vou é quebrar louça.
Vão lá, vão lá. E não vacilem, hein?
Entra. A rainha está esperando.
Vai-te-vira.
Então, tu é que é o bereco.
Eu sabia que a gente ia se entender.
Fácil.
Eu sempre quis te conhecer.
Jura?
Verdade.
Posso apanhar um cigarro?
Claro.
Tudo que tem nesse quarto... é teu.
A diaba acabou.
Somos os reis do fumo.
Obrigado.
Diabo, quer que eu chame uma...
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.