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Ela estava sendo chantageada.
A pessoa que estava fazendo isso com a Alice...
faz isso com outras meninas também.
[telefone toca]
[chora]
O programa já foi cancelado,
e nossa marca não tem mais nenhum vínculo com a pessoa em questão.
Jesus.
Graças a Deus.
Pastor Zeca, a irmã Samira não vem hoje?
Samira não vem mais.
Como assim não vem mais, Pastor Zeca?
Aconteceu que fui expulsa da igreja, bispo.
Pastor Zeca começou a inventar uma história horrível,
que eu tinha roubado dinheiro do dízimo.
Quer dizer então, pastor, que o senhor e a sua amante aqui
estão surrupiando o dinheiro de Deus?
-Amante? -Amante?
Eu?
Pelo amor de Deus, o senhor tem que acreditar em mim.
Não tenho nada a ver com isso. Nada, juro.
Você é a melhor pessoa que eu conheço.
Eu não sou exatamente quem você está pensando.
Eu clonei o seu cartão.
O meu cartão?
Você me roubou?
O Jairo manda na polícia, manda em tudo. Vou ser presa.
Quem matou a Alice foi você.
Botando ela nessa vida de merda que você leva, piranha do caralho!
["Dei Um Beijo na Boca do Medo" tocando]
Aqui é o Pacheco. Pode entrar, fazendo o favor.
[música de tensão]
[música de tensão continua]
[Alice] Não acredito que você está aqui na minha frente.
Sou muito sua fã.
Sou fã das suas roupas, do seu jeito, de tudo o que você fala.
-Obrigada. -De nada.
-Como você se chama? -Alice.
Alice, quantos anos você tem?
Quinze.
Me lembro de quando você começou a aparecer na internet.
-Jura? -É.
Você dava nota para seus clientes.
Não era isso?
É.
Mas faz tempo.
Você era novinha.
Você estava ótima.
Bruna!
Você merece.
Oi.
Oi.
É que eu amei te conhecer. Você é muito linda
Você me marca em uma foto? Curte, comenta. Qualquer coisa.
Está bem, pode deixar.
[ri]
Ah, desculpa.
Essa é a Alice. E Alice disse que é minha fã.
-Muito. -Ah, você é fã dela?
Eu também sou fã dela.
Besta.
[ri]
Ah, meu carro chegou.
Olha, vou te dar uma moral lá.
Mas eu quero que você vá para a sua casa agora, tá?
-Tá. -Já deu de você nessa festa.
Tchau.
Boa noite.
Psiu.
Me fale um pouco mais sobre essa sua admiração pela Bruna.
Me fale um pouco mais sobre você.
Qual seu nome?
Você pode me chamar de Sorocaba.
[ri]
[Bruna] Alice?
[Bruna grita]
[Ana] A Bruna é esse tipo de gente que...
faz qualquer coisa.
Para aparecer, para ser famosa,
ganhar dinheiro, usar roupa cara.
E a minha irmã se espelhou nela.
Olha, doutor.
Eu fiquei sabendo que a Alice era uma grande fã da Bruna.
E, por isso, ela pode ter influenciado muito.
Na decisão dela.
A Bruna é...
uma influencer.
E é o que a gente...
tem mais visto por aí é... essa questão de tentar
viver a vida do outro, entrar nessa glamourização.
E a gente precisa ter muito cuidado.
Eu penso que o mundo hoje está muito difícil, mesmo,
porque essas coisas existem.
Essa porra de Internet. Desculpa.
Mas isso existe, isso está ai. E é uma bosta.
Mas eu acho que a Bruna não tinha a intenção de fazer isso.
Eu acho que a Bruna está muito distante
de querer ser exemplo para alguém.
[jornalista] Oi, tudo bom? Desce aqui para conversar.
Dá uma palavrinha, por favor.
Estamos aqui há um tempão. Só uma palavrinha.
Samira, você cozinha divinamente.
Calma, que ainda tem a sobremesa.
-Olha -Ah, meu Deus.
Depois de um jantar daquele, ainda tem um pudim de sobremesa?
Obrigado, Senhor.
"Obrigada senhora", né? Pode agradecer a mamãe aqui.
Samira, como você escondeu o jogo esse tempo todo?
[ri]
Bispo, eu sempre quis mostrar, você que nunca quis ver.
[geme]
E aí? Vai me trancar aqui mesmo?
[ri]
Bem que eu queria.
O pior é que quem vai embora sou eu, né?
Para onde?
Falei para você.
Para a África.
A congregação me chamou para fazer uma missão lá.
Passar um ano.
Um ano na África?
Mas, como te falei...
[beija]
Está chegando um novo pastor
para assumir tudo.
Novo pastor.
Deve ser alguém de muita confiança, né?
Foi bem indicado, mas eu não o conheço ainda.
Ué.
Você vai deixar a nossa igreja na mão de uma pessoa que você mal conhece?
Não me decepcione, hein, bispo?
O que eu posso fazer, Samira?
Pastor Zeca era meu homem de confiança.
É.
Esse se perdeu.
Mas ele tem uma alma boa.
É.
Só precisa ser purificado.
Aliás...
Acho que você podia levar ele com você.
-Para a África? -É.
Ele está precisando mesmo ser perdoado por todos aqueles pecados que ele cometeu.
E não pode ser um perdão daqui. Tem que ser um perdão legítimo. Maior.
É.
Faz sentido.
Claro que faz.
[música melancólica]
Fraco nunca perdoa.
Perdão é atributo dos fortes.
Dayane, me desculpa.
Por favor.
Eu sei que eu errei.
-Errou é pouco. -Eu sei, eu sei.
Mas eu estou aqui te pedindo perdão com coração aberto, Dayane.
É esse o problema, né?
Está aberto demais seu coração.
Não, a Consuelo não é nada na minha vida, Dayane.
Nada, nada, nada.
Por que você fez isso, Zeca?
Estou me sentindo uma idiota.
Se tem um idiota aqui, sou eu.
Me intriguei, fui fraco.
Carente.
Mas tem que acreditar em mim, meu amor.
Por favor, você, Dayane...
É a mulher da minha vida.
A única.
Por favor.
Me dê outra chance.
Não caia nessa, não, Dayane.
Já foi corna uma vez, chega, né?
Te traiu aqui com você do lado, imagina quando ele estiver lá longe na África,
sem você olhando?
-África? -África?
Isso mesmo.
Pode fazer sua mala, pastor.
Pastor, eu decidi que você vai me acompanhar nessa missão especial.
Missão especial? Mas como assim?
Quem vai cuidar da igreja?
Eu não ia ficar como seu sucessor? Cuidando de tudo?
A partir de hoje,
a irmã Samira
é a nova responsável pela gestão religiosa
e financeira
da congregação.
Como assim?
Pastor...
Vamos conversar.
Dayane...
Você vai se meter lá na África?
Deus me livre.
E aí?
Onde você e a Surfistinha vão morar? Na Califórnia?
-Costa Rica? -Para com isso, Camila.
Eu não faço a menor ideia de onde seja.
Mas espero que seja grande, espaçoso.
Vocês terão de passar bastante tempo em casa, né?
Sua chave.
Só mais uma perguntinha.
Fala.
A Bruna é boa de cama, mesmo?
Camila, eu não vou morar com ninguém.
Eu só não quero mais ficar aqui.
Percebi que nossa história acabou faz tempo, né?
O que acabou foi sua lábia, baby,
que não convence mais ninguém.
Vamos acabar bem, vai.
Um último beijo, pelo menos.
Obrigado por tudo.
[suspira]
O que você quer, Samira?
Pastora Samira.
Líder suprema das congregações.
É. A partir de agora, é bom você me respeitar.
[ri]
Vim me despedir, pastor.
Dizer que...
pode não parecer,
mas essa viagem vai ser muito boa para você.
Vai ser ótima.
É verdade. Você terá bastante tempo para pensar em tudo o que fez de errado.
E aí, depois, quando você voltar,
talvez eu deixe você trabalhar aqui comigo de novo.
Está difícil arrumar outro emprego a essa altura da vida.
Olha, pastor...
Sem mágoas.
Ah, pastor, antes de você partir, eu tenho um último pedido para fazer.
Posso?
Pode.
Esse vestido aqui, para o culto de hoje.
É um culto muito importante.
Onde vou dizer para todo mundo quem manda aqui, agora.
Passa para mim.
Daquele jeito que só você sabe.
Depois eu passo aqui para pegar.
E se puder colocar naquele cabide...
Obrigada, pastor. A paz do Senhor.
Vou sentir saudades de você.
Pensa em mim.
Cuide bem de tudo, tá?
Pode viajar tranquilo. Você fez a escolha certa.
Eu, não.
Ele.
Ele.
Ele fez a escolha certa.
Posso levar sua mala, bispo?
Ah, por favor.
Obrigado.
[suspira]
Mãe?
Sabia que você não ia aguentar tanto tempo.
Só vim pegar algumas coisas da Talita.
Ah, é? Vai para onde?
Eu ainda não sei, mas ela vai para a casa da Laura.
Como é?
Eu não posso...
fazer isso com minha filha. Tenho que dar o melhor para ela.
Espere aí, Jéssica.
Você me infernizou esse tempo todo
por conta da Talita, e agora você vai devolvê-la?
Pois é, mãe. Você não pedia para te ouvir o tempo inteiro?
Estou te ouvindo. Pronto!
Eu sou uma péssima mãe.
Você é uma péssima avó.
Isso será o melhor para minha filha. A gente não pode dar o melhor a ela.
Espera aí, Jéssica.
Fale por você. Eu, bem ou mal, certa ou errada...
Criei você e o Lucas muito bem.
[chora]
Estou percebendo agora que era melhor você ter nos dado a uma família normal, mesmo.
[chora]
-Você não está falando sério? -Estou.
Pior que eu estou.
Está bem.
Vá lá, então. Faça isso, Jéssica.
Entregue a sua filha.
Mas pelo menos você vai se responsabilizar por um ato teu
e finalmente vai parar de botar a culpa em mim.
[música intrigante]
Mãe, aonde a gente está indo?
Na casa de uma amiga, meu amor.
Ah, não, quero ir para casa.
Mas nós vamos para a casa de uma pessoa que você gosta muito, Tatá.
Mas eu quero ir para casa.
Aqui também é sua casa, minha filha.
[suspira]
Talita, vamos descer do carro, meu amor.
Vamos, Talita. Vamos descer.
Mãe, eu quero ir para a nossa casa.
Eu quero ficar juntinho de você.
[música sentimental]
[música sentimental continua]
Eu conheço uma Bruna que vocês não conhecem, doutor.
Eu conheço ela há muito tempo.
E eu nunca vi a Bruna fazendo mal para ninguém, pelo contrário.
Até eu já fiz mal para ela.
Mesmo assim, ela foi a única pessoa que ficou do meu lado a vida inteira.
[homem] Mas você sabia do esquema de pedofilia?
Não. Quer dizer...
Todos sabem que existem essas coisas.
Os ricos, poderosos, que acham que podem tudo.
E, de certa forma, podem mesmo no nosso país.
Mas ela não me falou nada.
Só disse que estava preocupada com uma tal de Alice, que precisava fazer algo.
Só isso.
A minha festa era normal.
O Jairo que acabou levando umas prostitutas.
[homem] Então...
mas profissionais contratadas alegam terem sido pagas por você.
Ué?
Ele me pediu para pagar, eu paguei.
E eram todas maiores de idade.
Eu não conhecia a Bruna Surfistinha.
Tinha ouvido falar alguma coisa, mas...
Quando ela chegou lá em casa...
Eu achei que...
Eu achei estranho.
Eu conheço todas as pessoas do escritório.
Ela falou que pegaria uns documentos.
E aí, eu achei que a moça estava mal
e resolvi oferecer um copo d'água.
Simone?
Tudo bem?
Não sei se está lembrada de mim.
A Luísa.
Trabalho com o doutor Jairo, no escritório dele.
Aqui.
Oi, filha. Já voltou da escola?
Sim. Oi, mãe.
Oi.
Você está linda hoje, Júlia.
Obrigada.
Vocês já se conhecem?
Sim.
Já.
Na verdade, vim aqui para falar com você, Simone.
Falar comigo?
[suspira]
Seu marido não é quem você pensa que ele é.
Filha...
Vá brincar.
Seu marido mantém meninas...
Menores de idade...
em uma chácara.
Ele obriga elas a se prostituir.
Ele filma elas.
Júlia!
-E usa os vídeos como chantagem. -Júlia, vá para seu quarto!
Ele é um monstro.
Não sei há quanto tempo ele faz isso, nem quantas meninas ele envolveu
-Mas você não quer morar... -Saia da minha casa.
-Você não quer... -Saia da minha casa, agora.
Júlia, isso será para o seu bem, está bem?
Eu chamarei a polícia, sai da minha casa!
Chama a polícia! Seu marido é um pedófilo assassino.
-Ele não merece! -O que você está fazendo aqui?
Vim falar para sua mulher o covarde e filho da puta que você é.
Como você pode invadir minha casa e falar essas coisas para minha esposa?
Como você tem coragem de aliciar criança?
-Você tem uma filha. -Eu não sei que você está falando.
Sabe! Você matou a Alice.
[chora]
Você matou a Alice!
Filha, vem aqui.
Vagabunda.
-Sua vagabunda! -Jairo.
-Sua vagabunda! -Jairo! Jairo!
Sua vagabunda!
Sai daqui, vagabunda!
[ofega]
Vem.
Essa mulher é uma doida.
Ela deve estar querendo dinheiro, é isso.
Pode deixar.
Eu sei como vou resolver isso.
Me desculpa.
Não sei...
[porta bate]
Bruna, cadê você?
Estou te ligando desde cedo.
Te mandei 500 mensagens, você nem me respondeu.
Estou ficando preocupada, já.
Mande notícias. A Talita também está perguntando de você.
Não some!
Mãe, olha que desenho lindo que eu fiz!
Que lindo, meu amor.
[beija]
Vai lá no quarto, daqui a pouco a mamãe fala com você.
Está bem.
[telefone toca]
Alô?
Pedro, é a Jéssica.
Oi, Jéssica.
Está um caos aqui na frente de casa. Preciso que você fale com a Bruna.
A Bruna está com raiva de mim, ela não quer me ver.
Raiva de tu o quê, menino? Ela está apaixonada por você.
Pedro? Está aí?
Estou. Estou aqui.
Então, vá atrás dela. Ela está fodida com essa história toda.
Ela não está me atendendo, estou ficando preocupada.
Um negócio ruim e eu não posso sair de casa.
A Talita está aqui e tem um monte de repórter aqui na frente.
A Bruna uma inspiração para muita gente.
Foi uma inspiração para mim.
É uma mulher muito forte.
Teve coragem de fazer o que ninguém fez.
O trabalho do Jairo era confidencial.
Eu sempre respeitei muito.
Também não quis insistir no assunto.
Vou te fazer uma pergunta e se você não quiser responder, tudo bem.
Em casa, ele agia com violência com vocês?
Não.
De jeito nenhum.
Ele era um ótimo pai.
Um bom marido.
Meu amigo.
E é isso que não faz sentido.
Como uma pessoa pode ter duas vidas assim?
Publicamente e em casa.
O Jairo sempre foi um homem maravilhoso.
Só que, na verdade, ele era um mosntro.
[quebra o fecho]
[carro acelera]
[carro acelera]
Você invadiu minha casa,
não foi?
[grita]
Cala a boca! Quieta!
[porteiro] Ei, você!
Vou lá na Bruna, rapidinho.
Não, não pode, não. Ela está com cliente, rapaz.
Espere aí, volta aqui!
Volta aqui! Onde você pensa que vai?
[música de tensão]
[gemidos]
[Bruna grita]
Por que você foi na minha casa?
Por que você foi na minha casa, vagabunda?
[grita]
[geme]
Onde você vai?
Aonde você vai?
[grita]
É disso que você gosta?
[Bruna grita]
[Jairo grita]
[suspira]
[ofega]
[ofega]
[chora]
[Pedro] Bruna!
Bruna, abre a porta. Sou eu, Pedro.
Bruna!
[geme]
[chora]
[porta bate]
[soluça]
Estou aqui.
[chora]
[segurança] Dona Bruna!
Está tudo bem por aí?
[chora]
[homem] Aqui é o Pacheco. Pode entrar, fazendo o favor.
[música de tensão]
Tem um jeito que as pessoas me olham.
Você está me olhando desse jeito agora.
Meu pai já me olhou assim.
Na rua, também.
Até meus clientes mais legais.
Tem esse olhar...
de fundo.
Há um...
olhar de arrogância, de quem está olhando para alguém que é menor.
[funga]
Eu sou inocente.
O que aconteceu com o Jairo foi legítima defesa.
Mas todo o resto...
Eu não fiz nada
do que estou sendo acusada.
Eu nunca explorei ninguém. Eu nunca aliciei ninguém.
Eu sei disso.
Só que eu já entendi que...
Eu só estou aqui sentada olhando para você...
porque eu sou puta.
Mais do que isso.
Porque eu sou uma puta pública.
Estou acostumada...
de ter que provar minha inocência,
a minha dignidade.
[funga]
Meu direito de...
ser quem eu sou.
A vida inteira foi assim para mim.
E agora...
quando eu finalmente achei que eu tinha encontrado meu lugar,
acontece isso.
O que mais você quer ouvir?
[música melancólica]
Após um longo processo, a garota de programa, Raquel Pacheco,
mais conhecida como Bruna Surfistinha, foi inocentada de todas as acusações
de participação em uma rede nacional de pedofilia.
O doutor Augusto Leal, especialista em direito penal
vai comentar sobre o desfecho desse caso, que teve tanta repercussão.
[doutor] O que aconteceu foi que o MP optou por não oferecer a denuncia.
A alegação é de inconsistência e falta de provas contra Raquel.
[jornalista] Isso significa que a jovem Raquel Pacheco está livre.
Mas e os responsáveis pelo aliciamento das menores?
[doutor] A investigação segue.
A rede de pedofilia desmantelada,
graças aos depoimentos de Raquel e de outras testemunhas, é enorme.
Oi, meu amor.
Oi.
E aí? Como foi na escola?
-Muito legal. -É?
A gente...
Eu pulei corda com a Maria.
Eu fiz pesquisa com o Zico.
Nossa, quanta coisa!
Sabe o que eu estava pensando?
-[Jéssica] Foi mesmo? -[Tatá] Foi!
A gente estava aprendendo a esticar a perna assim, olha.
Mas ainda estamos aprendendo, não estamos fazendo, não.
E você está conseguindo esticar a perna?
Estou.
[ri]
Ah, meu Deus.
Mas no final ficou tudo bem.
Eu chamei a tia.
A tia veio e resolveu tudo.
Que bom, né? Porque eu não tenho que ficar brigando na escola.
[Tatá] Verdade.
Está chovendo em você?
[Tatá] Não.
♪ Creio na palavra do Senhor ♪
♪ Escudo fiel de cada dia ♪
♪ Sua luz ♪
♪ E a minha vida ♪
♪ Ouça a palavra do Senhor ♪
♪ Quanto tempo a minha fé ♪
♪ O seu amor me ilumina ♪
♪ O Senhor é sempre meu caminho ♪
♪ Ouça a palavra do Senhor ♪
[homem] Glória a Deus!
♪ Quanto tempo a minha fé ♪
♪ O seu amor me ilumina ♪
[Samira] Oi, irmã.
♪ O Senhor é sempre meu caminho ♪
Por favor. Não nos abandone, Samira.
De jeito nenhum!
Dona Samira, me deixe levar isso. Foi um culto maravilhoso.
-Foi bonito, né? -Foi.
-Me deixe acompanhá-la até o carro. -Por favor.
-Está linda a igreja hoje. -Linda, linda.
Oi, irmã.
Obrigada.
Vamos lá.
Descanse, minha irmã.
Pode deixar.
Irmã Samira!
As suas flores, irmã Samira.
A paz do Senhor, irmão.
A paz do Senhor. Bom descanso.
[cantarola]
♪ Ouça a palavra do Senhor ♪
[ri]
[cantarola]
[ri]
Oi, Dayane.
-Oi, dona Samira. -Olha, que lindas.
-Tudo certo? -Tudo certo.
É hoje!
Dayane?
Você precisa dar um jeito nesse seu look.
Não vai arrumar nada assim.
Ah, vou sim, dona Samira.
É fetiche.
[ri]
Opa! Tudo pronto para nossa inauguração?
[suspira]
[música sensual]
Bora trabalhar, putada.
[ri]
Amor, está pronto.
[Bruna] O quê?
Melão com queijo.
Era isso que você queria?
Ah, sim. Oba!
E a história?
Ah, estou escrevendo.
Só que está no começo ainda.
-Está gostando? -Aham.
-Estou. -Lê para mim.
-É? -Aham.
Está bem.
"Uma jovem morena de 17 anos está sentada no salão de um pequeno puteiro,
visivelmente nervosa."
Morena?
É, morena.
[ri]
"Estela, a dona do lugar, passa por ela enquanto conversa com um homem.
A jovem interrompe Estela:
A senhora vai demorar muito para me atender?
Estela responde que sim, e pede para voltar no dia seguinte,
mas a menina é clara: Não, amanhã não posso.
-Precisa ser hoje. Precisa ser agora." -Foi assim mesmo que aconteceu?
Foi. Quer dizer...
Pelo menos é mais ou menos assim que eu me lembro.
Mas parece que faz muito tempo, meu Deus.
Estou feliz que você está escrevendo, de verdade.
[Bruna suspira]
Preciso ir.
Ei, calma. Deixe eu ler mais um pouco.
Tenho dois clientes hoje, amor. Um depois do outro.
[notificação de celular]
Amor?
Oi!
Eu esqueci de te avisar que eu tenho um exame agora.
Você me dá uma carona?
Claro, mas vamos embora que eu estou em cima da hora.
Não, relaxa. Eu também.
Estou quase pronta.
[beija]
Eu te amo.
Eu também te amo.
Vamos? Preciso garantir a papinha do Emerson.
Sabe que não tem a menor chance de ele se chamar Emerson, né?
[ri]
Vem!
["Dei Um Beijo na Boca do Medo" tocando]
Bruna? É você?
Caralho, eu sou muito sua fã.
Você tira uma foto comigo? Você é muito foda!
Obrigada.
["Dei Um Beijo na Boca do Medo" continua tocando]
[musica para]
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