All language subtitles for Marcel Hanoun_Une simple histoire (1959)

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Original subtitles

N�O ESTOU IMAGINANDO NADA NEM INVENTANDO.

S� ESTOU RELATANDO NOS M�NIMOS DETALHES UMA HIST�RIA VER�DICA

COMO CONTOU-ME SUA HERO�NA, QUE SE ENCONTRAVA EM UM MOMENTO

PERDIDA, CEGA, SEM ESPERAN�A, PRESA NA ALG�STIA E NA SOLID�O

COMO PODERIA ACONTECER COM VOC�, COMIGO, COM QUALQUER UM DE N�S.

UNE SIMPLE HISTOIRE

ESTE FILME FOI INTEIRAMENTE FILMADO EM CEN�RIOS NATURAIS DE PARIS

E COM A PARTICIPA��O DE PESSOAS DE PARIS.

Henri!

Henry, levante-se!

Henri, tem uma mulher que passou a noite l� fora com uma crian�a.

Assim foi como me contou a Sra. Paumier, que me viu l� embaixo.

Ela desceu vestindo um roup�o

aproximou-se de mim.

Ela perguntou-me: "Porque voc� passou a noite aqui".

N�o a respondi.

Voc� passou a noite aqui, n�o foi?

Balancei a cabe�a.

Ela disse: "Vamos para minha casa."

Eu disse n�o.

Vamos...vamos.

Ela pegou minha mala, me pegou pelo bra�o

N�o pude resistir: Eu a segui.

Seu marido estava terminando o caf�.

N�o disse nada.

Ele saiu.

Fique aqui, j� volto.

A Sra. Paumier trouxe-me caf�.

Por favor, Beba. Isto lhe far� sentir melhor.

Estava quente.

Comecei a chorar.

Vamos, n�o fique assim.

A Sra. Paumier me consolou.

Ela disse: "Esta noite me contar� sua hist�ria".

Fiquei surpresa. Eu disse: "N�o".

-Estou atrasada, preciso ir. -Ela continuou.

Acrescentou: Estou atrasada para o trabalho, tenho que ir.

Vou mostrar-lhe o apartamento.

Aqui est� o fog�o a g�s...

Ela mostrou-me a cozinha.

-Ali est� a despensa. -A despensa...

Qualquer coisa que quiser, cozinhe o que voc� gosta.

Bem, nos vemos � noite...

-Adeus. -Adeus, senhora.

Ela se foi.

Queria abra��-la.

Fiquei sozinha...com Sylvie.

Olhei em volta.

Sob um arm�rio

havia duas fotos.

Eu n�o podia ficar aqui.

Tive que ir.

Peguei a minha capa de chuva.

Abri a porta.

Duas mulheres conversavam na escada.

Elas n�o me viram.

Decidi esperar e sentei.

Sylvie estava no seu canto...

em uma cadeira.

Estava cansada e adormeci.

Quando acordei, Sylvie estava chorando.

Algu�m bateu na porta.

Era a zeladora, ela trouxe um pouco de p�o.

A Sra. Pommier pediu-lhe para cuidar de mim.

Ela perguntou se eu precisava de alguma coisa. Eu disse: "N�o".

Ela disse que voltaria de qualquer maneira.

Eu conhecia a casa de mem�ria.

O telefone tocou.

N�o h� ningu�m aqui, senhor.

Sim, s� eu...

Era algu�m que ligou para o n�mero errado.

O telefone tocou novamente.

Al�.

Sim, sou eu.

Era a Sra. Pommier, para certificar-se que ainda estou aqui.

Ela perguntou se estava bem.

Disse que estaria de volta em uma hora.

Adeus, senhora.

Voltei para o meu lugar.

Comecei a pensar em tudo o que aconteceu comigo...

desde que cheguei a Paris.

Cheguei � esta��o de trem � tarde.

mas n�o quis ir direto para a casa da minha amiga Solange.

porque eu n�o havia avisado.

E n�o lembrava como chegar at� a casa dela.

Era nos sub�rbios, eu iria no dia seguinte.

Procurei um hotel, mas sem sucesso.

Disseram-me que n�o podiam deixa-me entrar com a minha filha.

Encontrei um quarto j� muito tarde...

depois de uma longa caminhada.

Estava cansada.

N�o tinha for�as para comer.

Os vizinhos batiam na parede.

Solange estava feliz em me ver.

Ela � costureira.

Conheci seu irm�o em Lille.

Passei oito dias em sua casa...

h� dois anos atr�s.

Solange riu, quando eu disse que s� tinha 9.300 francos.

Vou lhe dizer onde encontrar um emprego.

Ela prop�s cuidar de Sylvie, enquanto eu procurava trabalho.

At� me disse onde poderia encontrar.

Obrigada. Vou come�ar amanh�.

Naquela noite, na cama, ela disse que tinha um parceiro.

Seu nome era George. Estava em uma viagem de neg�cios.

Perguntei o que ele estava fazendo.

Ela n�o me respondeu.

No dia seguinte, fui ao lugar de que Solange me falou.

N�o havia mais trabalho.

At� me disseram que houve demiss�es.

Um homem me seguia pela rua.

Tentou falar comigo.

Vamos dar uma volta?

Eu disse a ele que estava perdendo tempo.

Que eu estava procurando um emprego.

Ele me convidou para tomar um caf�. Concordei.

Ele disse que n�o tinha namorada

e se eu quisesse, pod�amos ir para a casa dele.

Fui embora, sem tomar nada.

Entrei no metr� imediatamente.

Quando voltei, descobri que Sylvie quebrou um vaso.

que era um presente de George.

Naquele momento, havia uma foto de George na c�moda.

Uma vizinha apareceu.

Solange e ela foram para a cozinha.

Eu fiquei com Sylvie.

No dia seguinte, sa� muito cedo.

Precisava encontrar alguma coisa.

Mas... � noite

voltei sem nada.

Um homem estava sentado.

Lia seu jornal.

Sylvie estava sentada no ch�o no meio das p�ginas espalhadas.

Eu a peguei.

Solange me chamou para a cozinha.

Ela disse que George voltou

e que n�o podia mais nos alojar...

...mas que n�o queria que pagasse pelos tr�s dias que ficamos.

Voc� � muito gentil!

E que se eu precisasse de dinheiro, podia ir v�-la.

-Se precisar de dinheiro, venha me ver. -Obrigada.

Parti ao anoitecer.

Naquela noite, n�o sei como encontrei um hotel...

mas s� at� o dia seguinte.

No dia seguinte, precisava encontrar um quarto para v�rios dias.

E deixar Sylvie com algu�m, para poder procurar trabalho.

Sobraram 7200 francos.

Primeiro, fui tomar um caf�.

A gar�onete foi muito am�vel.

Trouxe uma grande x�cara de chocolate para Sylvie.

Ela perguntou onde eu morava.

Eu disse que estava � procura de um quarto.

Ela me indicou um lugar onde poderia ficar.

Fui diretamente para l�.

Ela disse que gostaria de me ajudar, mas n�o tinha mais quartos vagos.

Sua filha � linda.

A propriet�ria achou Sylvie bonita.

Ela disse que era uma pena.

Eu andei.

Andei por um longo tempo.

N�o encontrei nada.

Em todos os lugares, diziam que n�o havia quartos.

Sempre diziam a mesma coisa:

n�o podiam acolher-me com a minha filha.

Sempre perguntavam o que eu fazia, se era casada, de onde venho...

Se conhecia algu�m em Paris.

Passei por uma f�brica.

Parei.

Entrei.

Deixei Sylvie na cal�ada.

Queria pedir um emprego.

Quando sa�, uma mulher perguntava o que Sylvie estava fazendo ali.

-Est� sozinha? -Ela est� comigo, senhora.

A mulher deu de ombros

e me tratou como uma qualquer.

Levei a Sylvia rapidamente.

Parei um pouco mais adiante.

Sentei em um banco.

Fiquei l� por algum tempo.

N�o me lembro de como encontrei novamente um quarto.

Sabia que poderia ficar por apenas tr�s dias.

Perguntei � dona se ela conhecia algu�m que pudesse cuidar de Sylvie.

Ela recomendou a zeladora da porta ao lado.

Deixei minha filha com ela, pagando 250 francos por dia.

Fui � procura de trabalho.

Durante dois dias, procurei, e n�o encontrei nada.

Em um lugar, foi-me dito para voltar no outro dia.

Mas no dia seguinte

disseram que foi um engano.

No terceiro dia pedi � dona que me deixasse ficar por mais tempo.

Ela aceitou por dois dias

mas pagando adiantado.

Restavam 3450 francos.

Pensei em voltar para Lille.

Era imposs�vel.

Talvez meu pai me receberia.

Mas a minha madrasta n�o iria gostar

e tornaria a minha vida imposs�vel.

Pensei em ir ver a Solange.

E pedir-lhe dinheiro, at� que eu encontre algo.

Mas ela havia se portado mal comigo.

Na manh� seguinte

fui � sua casa de qualquer maneira.

Ela n�o estava.

Sua vizinha disse que ela havia sa�do um dia antes com George

para a casa dos pais dela.

Foi ao casamento da irm�

e n�o voltaria antes de oito dias.

-� in�til esperar por ela. -Obrigada.

Observei a vizinha indo embora.

Voltei novamente sem pensar em nada.

Estava h� nove dias em Paris.

Havia gastado 6300 francos.

Sobraram exatamente, 3000 francos.

Fiz as contas...

e tinha certeza de ter perdido algum dinheiro.

Fiquei na casa de Solange por tr�s dias

e consumi apenas alimentos baratos.

Tinha certeza que havia perdido dinheiro.

Sylvie n�o podia saber nada sobre isso.

Tinha que deixar o quarto no dia seguinte...

antes do meio-dia.

Pedi para a senhora, guardar minha mala.

at� eu encontrar outra coisa.

Ou�a. Deixe-me explicar...

Ela parecia estar se desculpando.

Ela disse que h� poucos dias, recusou o quarto para um casal com um beb�.

O marido ficou furioso e quis chamar a pol�cia.

Mas ela respondeu que n�o podia fazer nada.

E que estava no seu direito.

Eu queria deixar Sylvie com a zeladora.

Pouco antes de chegar, encontrei o marido dela.

Ele disse que sua esposa estava doente

havia acabado de ter um ataque de asma e o m�dico deu-lhe uma inje��o.

Voltei para o hotel.

Um casal havia acabado de pegar as chaves do meu quarto.

A Senhora n�o estava feliz em me ver de novo.

Andei sem rumo.

Olhando as vitrines.

Comprei um croissant para Sylvie. Ela n�o queria e o jogou no ch�o.

Dei-o a um mendigo que passava.

Ele ficou surpreso e disse: "Deus a aben�oe, boa senhora."

Foi engra�ado e me fez rir.

Vi que ele n�o andava em linha reta.

e que estava b�bado.

Peguei o metr�...

e desci, n�o sei onde.

Fui a um caf�. Pedi um chocolate.

E dei para Sylvie.

Um homem me disse: "Voc� n�o � daqui."

Eu disse que n�o.

Ele disse: "D� para notar."

Ele perguntou de onde eu era.

De Lille.

Ele disse que conhecia Lille

que era caminhoneiro e que j� viajou por quase toda Fran�a.

Perguntei se eu poderia encontrar um quarto nesta �rea.

Ele disse que achava que sim.

Levou-me at� l�.

No caminho, ele me contou sobre as ironias do destino

que ele havia acabado de ganhar 100.000 francos na loteria

mas no mesmo dia, sua esposa quebrou o bra�o ao escorregar na cozinha.

Disse que pediu demiss�o ao chefe que n�o queria dar o dia de folga.

A dona do hotel n�o queria me dar a vaga.

Mas ele insistiu

Foi muito am�vel.

Ela disse: Bem, s� porque � voc�, Sr. Jean.

Ela me disse que eram 600 francos por dia

para fechar bem a porta

e nunca levar a chave.

Eu disse que precisava buscar algumas coisas.

Ela perguntou se eram muitas.

Respondi que era s� uma mala.

-Ela perguntou: "Isso � tudo?" -Sim.

O Sr. Jean foi embora.

Fui buscar as minhas coisas.

Quando voltei j� era tarde.

Lavei a roupa.

Havia uma panela e um fog�o.

Eu havia comprado comida enlatada.

Fiquei com 2057 francos.

Apenas o suficiente para pagar uma noite no hotel.

N�o conseguia dormir.

Pensava em como conseguir dinheiro?

Como conseguir trabalho?

Como encontrar algu�m que fique com Sylvie?

Primeiro encontrar algu�m que cuide de Sylvie...

encontrar trabalho...

e tentar conseguir um adiantamento.

Algu�m errou de porta e tentou entrar no quarto.

Houve barulho durante toda a noite.

Pela manh�, fui acordada por um caminh�o.

Era muito cedo.

Desci e peguei o leite.

Sylvie ainda estava dormindo.

Fervi o leite.

Precisava encontrar algu�m para cuidar dela.

Ao sair, a dona perguntou-me se voltaria at� o meio-dia.

E que era para pagar-lhe o dia se n�o retornasse at� a noite.

Perguntei a ela se conhecia algu�m que ficasse com Sylvie.

Ela respondeu que n�o conhecia ningu�m...

e que de qualquer maneira n�o era assunto dela.

Voltei ao caf� onde encontrei o Sr. Jean.

Ele n�o estava l�.

O propriet�rio me reconheceu.

Ele me disse que n�o viu o Sr. Jean esta manh�.

E acrescentou, n�o sei porqu�:

"Sabe, ele � um bom homem... s� um pouco estranho �s vezes."

N�o quis perguntar se ele conhecia algu�m que ficasse com Sylvie.

Decidi lev�-la comigo.

Procuraria emprego e depois algu�m para cuidar dela.

Comprei um jornal para ver os an�ncios.

Encontrei um que me interessou.

Procurei o lugar no mapa do metr�.

Com licen�a, Senhor. Como posso chegar a Porte d'Ivry?

Um homem que passava n�o conseguiu me ajudar.

Outro indicou-me o local.

Era longe.

Teria que fazer baldea��o.

Ap�s uma longa busca, encontrei o caminho.

Encontrei a f�brica.

Entrei em um caf�, sem saber o que fazer com Sylvie.

A vaga j� estava ocupada desde manh�.

Aparentemente, o an�ncio foi publicado no dia anterior.

Pedi um caf�.

Sylvie saiu sem que eu percebesse.

Mas a gar�onete notou e a trouxe de volta.

Estava esquecendo de pagar.

Ei, Senhora, esqueceu de pagar. S�o 35 francos.

35...

Depois de pagar, vi pelo espelho, enquanto sa�a

que a gar�onete fez um gesto, como se dissesse, que eu era louca.

Comprei p�o e chocolate para Sylvie.

Para mim, comprei uma lata de sardinhas e pedi que a abrissem.

Entrei em um parque.

Havia idosas e crian�as l�.

Encontrei um canto tranquilo.

Sylvie estava contente.

Ela come�ou a brincar.

Pegou uma p�

e jogou areia em mim.

Uma crian�a chorava: Sylvie pegou o seu brinquedo.

Sua m�e veio gritando.

Ela disse que as crian�as n�o deveriam brincar

sem supervis�o.

N�o a respondi.

Esperei um pouco e fui embora.

Sylvie queria ficar.

O que � isso? Chega de ser infantil.

Um homem me parou e perguntou: "O que est� fazendo com a menina"?

Respondi que n�o era problema dele.

Ele n�o insistiu e partiu.

Voltei ao hotel.

A dona ficou surpresa por eu ter voltado t�o cedo.

Enquanto ela falava comigo

chamou um homem que passava pelo corredor.

Estava furiosa.

Ela falou para ele n�o voltar a levar as chaves de agora em diante

e que tamb�m ele estava devendo tr�s dias

e teria que pagar antes do final de semana.

Ele n�o disse nada.

Olhou para mim.

Parecia estrangeiro.

Era jovem.

Sa� para comprar um pouco de comida.

Comprei batatas para Sylvie e fiz pur�.

Fui me deitar.

Acordei.

Fiquei tonta.

Era a primeira vez que isso aconteceu comigo.

Coloquei a cabe�a debaixo da torneira.

Andei ao redor da sala.

Como uma louca.

Sylvie estava dormindo.

Decidi sair e dar uma volta.

Sa� sem fazer barulho.

Eu tinha que pagar o quarto at� amanh� ao meio dia.

Ficaria apenas com 500 francos.

Fui � um caf�.

Estava lotado.

Ent�o sa�.

Queria voltar.

N�o conseguia encontrar o caminho.

Estava perdida.

Finalmente encontrei o hotel.

A dona estava prestes a fechar.

Disse-me que era sorte eu ter retornado.

que esqueci de dar as chaves para ela

e teria que acord�-la.

Tamb�m perguntou se eu pretendia ficar por muito mais tempo.

Respondi que n�o sabia.

Sylvie acordou.

Sentou-se...

mas n�o chorou.

Deitei-me completamente vestida.

Adormeci sem perceber.

Acordei de repente.

Olhei pela janela.

Estava com frio.

Tirei a roupa...

E fui para cama.

N�o consegui dormir.

Levantei-me.

Olhei debaixo da cama.

Fui abrir o arm�rio.

Vasculhei as gavetas.

Encontrei uma revista para mulheres com hist�rias em fotos.

Voltei para a cama.

Nestas hist�rias

havia homens e mulheres

todos belos

sem of�cio

sem nada a fazer o dia todo

que bebiam u�sque

e tinham carros.

J� era tarde quando acordei.

O brilho do sol me acordou.

Vesti-me rapidamente.

Sylvie ainda dormia.

Comprei uma pequena garrafa de leite.

Adicionei bastante �gua

e coloquei um peda�o de chocolate que havia sobrado.

Quando desci, a dona n�o estava l�.

Esperei por ela.

Estava � sua espera, para lhe pagar o dia.

Paguei pelo quarto antes do meio-dia.

Ela n�o disse uma palavra.

Eu disse que esperava encontrar algo naquele dia.

N�o me respondeu.

Sa�, sem saber para onde ir.

N�o sabia o que fazer.

Eu tinha 478 francos.

Comprei um jornal.

Encontrei 10 francos no ch�o.

Fui a um parque em uma pra�a.

Havia um lago no centro.

Ao meu lado sentou um homem, lendo um jornal sobre corrida de cavalos.

Quando eu estava distra�da, Sylvie puxou o seu jornal.

Mas o Senhor n�o estava zangado.

Ele tirou um brinquedo da mala.

e deu a Sylvie.

Eu vou lhe mostrar como funciona.

Voc� puxa aqui. � assim que funciona.

Ainda n�o sei por que n�o propus pag�-lo

nem por que ele deu este brinquedo a Sylvie.

Eu agradeci...

e sa�.

Queria voltar para o hotel.

Sylvie estava cansada.

Perguntei a um homem que estava saindo com o seu carro.

Ele me disse: Entre, vou para l�.

Levou-me at� a rua.

Quando chegamos

a dona do hotel, que ia ao mercado, nos viu.

Ela parou, e parecia muito surpresa.

Estava entrando...

Ao passar pelo escrit�rio, ela me chamou.

Disse que havia alugado o meu quarto

a partir de amanh�.

J� que havia lhe dito que estava saindo.

N�o respondi.

N�o queria dizer que para o dia seguinte

eu n�o poderia nem pagar pelo quarto daquele dia.

Eu tinha 473 francos.

Comprei p�o e presunto.

Caminhei a tarde toda.

Quase n�o parei.

Quando voltei

Sylvie estava exausta

e mal-humorada.

Tamb�m comprei p�o e pat�.

N�o sentia fome.

mesmo n�o tendo comido.

N�o queria tirar a roupa.

Contei meu dinheiro.

Tinha 303 francos.

Do�am-me os p�s.

Deixei-os de molho na pia.

Vesti-me para sair...

mas n�o pude:

na rua, dois homens brigavam.

Uma mulher tentou separ�-los, mas os homens n�o paravam.

A briga continuou, mesmo com a mulher

que tirou um sapato para bater com o salto.

O dia seguinte era domingo.

Ainda assim, levantei cedo.

Ao lado, em uma r�dio, soava o acorde�o.

Eu comi o p�o e o pat�.

Comecei a recolher as coisas

e esperei.

Comprei cacau em p�, dois croissants

e uma pequena surpresa para Sylvie.

Dentro havia um pi�o...

Sylvie o jogou fora.

Ela comeu o croissant.

Eu queria esperar at� o meio dia.

Mas... antes das dez

fui embora.

Falei para a dona, que n�o poderia pagar

que n�o tinha mais dinheiro.

Ela n�o se aborreceu.

Apenas deu de ombros.

Perguntou seu eu n�o podia deixar-lhe algo

e antes que eu pudesse responder, ela disse:

como o seu rel�gio, por exemplo.

Fiquei calada...

e entreguei a ela.

Era um rel�gio de broche e naquele dia, eu o usava por acaso.

Normalmente, carregava em minha carteira.

Passei por um mercado.

As pessoas olhavam para mim com a minha mala.

Alguns sa�am de uma igreja.

Eu n�o sabia para onde ir.

Restavam 77 francos.

Encontrei uma passagem de metr� de duas viagens

mas n�o o usei.

Passei em frente de hot�is

mas n�o entrei.

Vi um p�tio em um pr�dio.

Entrei.

Esperei um pouco.

Uma m�sica tocava

vinda do andar de cima.

A zeladora apareceu.

Perguntou-me o que estava fazendo ali.

N�o respondi e sa�.

Ela chamou o marido.

Observaram-me indo embora pelo port�o.

E voltaram para dentro.

Parei em um lugar onde n�o havia estradas.

Fiquei ali por um bom tempo.

Fui embora.

Passei por um t�nel, onde os carros entravam

e sa�am um pouco mais � frente.

Depois, n�o me lembro de mais nada.

Eu estava em um terreno baldio.

Enrolei Sylvie na minha capa de chuva.

Ela caiu no sono bastante tempo depois.

E eu tamb�m.

Acordei, de repente.

Tinha medo.

Tinha frio.

Ainda havia luz acesas nas janelas.

Assim termina

UNE SIMPLE HISTOIRE

Legenda por Cinecultz

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