All language subtitles for The Death of Bunny Munro S01E04 Part Four Con Man 1080p SKST WEB-DL DD 5 1 H 264-playWEB.mkv15

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Original subtitles

SOLUÇÕES DE BETÃO

Porra!

Porra!

Porra!

Porra!

BASEADO NO ROMANCE DE NICK CAVE

A MORTE DE BUNNY MUNRO

PARTE QUATRO CHARLATÃO

Mesmo a tempo.

Tira essa roupa daí e senta-te.

O que foi?

Ele já voltou?

O bar ainda não abriu. Telefono para lá quando tal.

Está bem.

Senta-te.

Acho que devíamos ir ao bar.

Está bem. Depois do pequeno-almoço.

Ele deve estar lá à minha espera.

Depois do pequeno-almoço.

- Não tenho fome. - Pronto. Então, vai lá.

- Não sei o caminho. - Não.

Terás de esperar, não é?

Agora, senta-te e come.

Credo! Já não tenho dramas que chegue?

O que tens nos olhos?

Nada.

Cum catano!

Continuem.

Sim.

Então e o dinheiro?

Que é feito dos bons samaritanos?

Que é dele?

Deve estar...

E está. Eu sei.

Está aqui um envelope cheio de dinheiro.

Não.

Foi-se.

Empurrámo-lo até aqui para nada?

Empurramo-lo de volta?

Cretino.

Vamos.

Sacana dum raio.

Porra!

Porra! Grande porra!

São 5,20 libras.

INCÊNDIO DO MOLHE CONSIDERADO FOGO POSTO

Está a ter um bom dia?

Tudo bem. Está é a ficar nublado.

Diz que vai virar.

ATROPELAMENTO E FUGA HOMEM EM PERIGO DE VIDA

Parece que vem aí uma tempestade.

Vá em segurança, querida.

Dizem que o assassino dos chifres está a vir para sul.

Meu Deus, ouvi dizer. É assustador, não é?

É.

Adeusinho.

Tudo bem, amigo?

Ora bem, eu tenho dinheiro.

Isso é bom.

Sim. A questão é que tive uma noite um bocado louca.

Sabe como é.

E acabei por o deixar no bar.

- Que pesadelo. - E não sabe da missa a metade.

Seja como for, vou lá agora buscá-lo.

Mas, bem...

Eis a questão: para já, preciso que me fie,

eu irei ao bar, pego no dinheiro

e trago-o cá mal o tenha.

Não pode ser, lamento. Sem dinheiro, não há gasolina.

Demoro meia hora.

- Sem dinheiro, não há gasolina. - Eu percebo.

O caso é que preciso mesmo de voltar àquele bar o quanto antes.

Sem dinheiro...

Cale-se e ouça, seu burocrata dum cabrão.

Ouça, John, amigo,

estou num certo aperto.

Uma fufa partiu-me o nariz,

aconteceu algo terrível ao meu melhor amigo,

para onde quer que olhe só vejo fantasmas

e tenho para mim que tudo irá ruir por fim

a menos que trate do meu filho, que deixei no bar.

Portanto, por favor,

peço-lhe encarecidamente,

pode fazer-me só este favorzinho?

- Não me vai ajudar? - Sem dinheiro, não há gasolina.

Tem mesmo o hábito de se repetir, John,

o que, imagino, a par da placa com o nome e o polo da empresa

faz de si um cortes daqueles.

Um repelente de ratas à séria.

Eu trago-lhe o dinheiro.

Demoro dez minutos. Vai ver!

Vai-te lixar.

Garagenzinha de merda. Que se lixe!

Que se lixe.

Vendedor número um de toda a Brighton...

Vai ver!

Gary.

- Gary? - Andas em que escola?

Eu não vou à escola.

Toda a gente vai à escola.

Eu não.

Eu e o meu pai andamos em viagem.

Ele está a ensinar-me a arte.

- Ai sim? - Sim.

Sortudo.

Gary.

Ouve, acho que vou ter de fazer um telefonema.

Que telefonema? Para quem?

Para a segurança social.

Porquê?

Porque não sou tua mãe, precisas de quem cuide de ti

e eu não o posso fazer.

Talvez te encaminhem para alguém que possa.

Como quem?

Não sei. Uma família.

Mas ele vai voltar.

Mas ainda não o fez.

Mas vai voltar, não tens de telefonar a ninguém.

- Está bem? - Tudo bem. Pronto. Acalma-te.

Não podemos passar aqui o dia.

- Porque não? - Porque tenho que fazer.

- Eu posso esperar por ele cá fora. - Não, não podes.

Está tudo bem.

- Não te vou deixar aqui sozinho. - Porque não?

Porque seria uma parvoíce e uma merda fazê-lo.

Voltaremos.

Põe o cinto de segurança.

HOTEL STAPLETON E CLUBE DE GOLFE

Bom dia.

Preciso de um uísque.

Dinheiro ou cartão?

Um segundo.

Senhoras, hoje é o vosso dia de sorte.

Terrível.

Lamento interromper,

mas está a comer o meu almoço.

Desculpe?

Bem, isso é comida de coelho e eu sou...

Sou o Bunny. Bunny Munro.

Ora, senhoras, hoje é o vosso dia de sorte,

pois, nesta mala, aqui mesmo nesta mala,

tenho o melhor naipe de produtos de beleza do mundo,

que ofereço hoje, e apenas hoje,

e apenas a vocês, minhas belas senhoras, a metade do preço.

Devido a um problema temporário de liquidez,

precisarei do dinheiro adiantado. Quem quer uma demonstração?

Hillary?

Para!

Está bem.

Estes produtos vão mudar a vossa vida.

Pronto.

Também posso oferecer alguns...

...extras.

Sabem? Extras-extras.

Estou com uma certa pressa, teríamos de...

Meu Deus!

Inacreditável.

Vocês é que perdem. Isto far-vos-á rejuvenescer dez anos. Vinte.

Trinta.

Sabem?

Sabe Deus que bem precisam. Cum catano!

Desande!

Não pense que não reparei que olhava para mim.

Não creio.

Bem, hoje é o seu dia de sorte.

Disponho dos melhores produtos de beleza,

cremes, loções e bálsamos, tudo a metade do preço.

Metade do preço?

Apenas hoje. Mas irei precisar do dinheiro adiantado.

Isso não é um problema.

Ai não?

Pronto.

Muito bem.

Precisarei de uma demonstração, claro.

Estou com uma certa pressa.

E moro ali ao virar da esquina.

Por isso, hoje pode ser o seu dia de sorte.

Talvez.

Agora, desliza o calcanhar para trás. Isso mesmo.

Está tudo bem. Vá lá.

Despachemos isto e logo nos vamos divertir.

- Prometes? - Eu vou divertir-me.

Se quiseres, podes sentar-te lá a aborrecer as pessoas.

Pronto. E agora o esquerdo.

Pensei que íamos voltar ao bar.

Eu telefono-lhes e peço que verifiquem lá fora e tudo.

Mas prometi ao meu irmão, por isso...

Haverá montes de miúdos por lá, vai ser divertido.

- Está bem. - Certo.

É um 35 largo.

Certo. Vejamos. São as pretas?

Sim?

Não, ele não é...

Desculpe, mas as...

- O quê? - As sapatilhas estão-lhe pequenas.

- Sim, mas ele não é meu. - Pronto. Então...

Cum catano! Sim. Está bem.

Vá lá.

Pronto.

Sim?

Assim está melhor.

Sim, compreendo.

Eu sei. Fica atento a ver se o vês, sim?

Eu já tento outra vez.

Obrigada, Gary.

Ainda não abriu?

PETISCOS - GELADOS - BEBIDAS

Não, já abriu.

É só que... Sabes...

Eu logo torno a tentar.

Desculpa.

Não tinham mais nada a menos de dez libras e não posso...

São boas.

- Ai sim? - Sim.

Ótimo.

Andem. Vamos.

Tudo bem?

Cá está ele!

Chega aqui, magano.

- Parabéns, tio Bill! - Obrigado, Chris.

- Muitos parabéns. - Obrigado.

- Não te trouxe nada. - Não me espanta.

- O que recebeste? - Ora, isto e aquilo.

- Não, vá lá. - Não, aqui.

Por onde tens andado?

Andamos à procura de peixes-palhaços.

- Fixe. - Não vão encontrar nenhum.

É um peixe-das-anémonas. Já li sobre ele.

Gosta de corais e lagoas de águas mornas,

pelo que não os verão em Inglaterra.

Mas já se encontraram bodiões em Inglaterra.

São muito fixes.

Mas só ao largo da Cornualha, pelo que também não os verão por aqui.

O que tens nos olhos?

Preciso de pomada, mas o meu pai tem-na.

Que é do teu pai?

Está a caminho.

Vens?

Cá estamos.

Número 19.

- Belo carro. - É, não é?

Existe um Sr. Birch?

Não, há 20 anos que não. Mas...

...ele divertiu-se muito neste carro.

Não podia desfazer-me dele.

Deve achar que sou uma velha tola, Sr. Munro,

mas ainda que ele tenha morrido e eu esteja cega como uma toupeira,

continuo a pagar para mo limparem.

Com que finalidade?

Não faço ideia.

Não faz, pois não?

Entre, Sr. Munro.

Aceita um chazinho, Sr. Munro?

Para mim não, obrigado. Estou com uma certa pressa.

Como se colhidas do seu lindo jardim,

sente a fragrância a rosa-mosqueta e cedro?

Há anos que ninguém me fazia isto, Sr. Munro.

Já carregou a bateria desta velhota.

"Velhota"?

Ora, Sra. Birch, as suas mãos são as de uma jovem.

Seu tonto.

Dizem que este creme de mãos refrescante

tem poderes tonificantes quase mágicos.

Que tal é a sensação?

Divinal.

Então, quantos frascos pretende?

A vida está mais difícil, não acha, Sr. Munro?

Chame-me Bunny.

Mais cruel.

Em fragmentação. Fraturante.

Passamos por ela, sem levantar ondas,

sem afetar ninguém, sem ser afetado por ninguém.

É a morte.

É tão solitária.

Tenho de ir andando.

Temos de a agarrar mais firmemente do que nunca.

Já alguma vez leu Auden, Sr. Munro?

Auden disse tudo.

"Devemos amar-nos uns aos outros ou morrer."

"Devemos amar-nos uns aos outros ou morrer", Sr. Munro.

Bunny. Chame-me Bunny.

"Devemos amar-nos uns aos outros ou morrer."

Bunny...

Cruzes credo!

O que querem vocês de mim?

Desculpe, Sr. Munro. Não o quis perturbar.

- Não, eu estou bem. - Eu fico com o creme de mãos.

O quê?

- Escrevo-lhe já um cheque. - O quê?

O livro de cheques está naquela secretária.

Um cheque? O que raio faço com um cheque?

Receio ser tudo o que tenho,

- Sr. Munro. - Cum catano!

Raios partam a velha maluca.

Sim! Entra aí.

Lembras-te de me deixares faltar às aulas 15 dias?

Quando o pai estava para fora.

Corríamos as cortinas,

ficávamos no escuro e não atendíamos a porta.

E fingíamos que só existíamos nós no mundo.

Sim.

Aninhados no sofá.

Quantos filmes vimos?

Cem?

Não gostei assim tanto.

Todos os meus amigos da escola tinham outros amigos quando voltei.

Para que saibas.

Acho que quero que me deixes em paz.

Tinhas razão quanto aos peixes-palhaço.

Mas vi um caranguejo.

Queres jogar à apanhada?

- Christopher! - Chris!

O que aconteceu?

Para que foi isso?

Estou a falar contigo. Para que foi isso?

Eu sei, querido, está tudo bem. Vais ficar bem.

Vamos.

Anda!

Está tudo bem. Vem cá.

Está bem. Espere aí.

Libby...

Sou capaz de ter exagerado um pouco.

Tu prometeste.

Libby...

Quando irá parar de sangrar?

Dói muito.

Sim, eu sei.

Vá.

Veste o pijama e mete-te na cama.

Eu já vou aconchegar-te.

Como está a cabeça dele?

Ele vai ficar bem.

Grande pontaria.

Vai lá. A água ainda está quente.

Eu estou bem.

Não estás nada.

Se há um rapaz a precisar de um banho és tu.

Vai lá.

Podes usar a toalha dele que está pendurada.

Não te ponhas a brincar. Lava-te.

Está bem?

Chris, já vestiste o pijama?

Estás bem?

Se quiseres, posso levar-te lá daqui a pouco.

Podemos ir lá fora ver de novo.

Queres ir?

Achas mesmo que...

...haverá uma família que possa cuidar de mim?

Sim.

Tenho a certeza.

Se é essa a tua vontade.

Telefono-lhes?

Talvez consigam vir esta noite.

Está bem.

Certo.

No News Time, bairro de Londres em pânico

face ao corpo mutilado de uma jovem mãe, encontrado em sua casa, em Maida Vale.

O mistério do que pode ter causado lesões tão pronunciadas resolveu-se

perante imagens bizarras de videovigilância...

...do assassino dos chifres, com uma forquilha ensanguentada,

a atravessar a correr a zona de restauração,

semeando o terror pela comunidade,

enquanto os clientes se tentavam afastar dele.

Segundo a polícia, ele pode...

Macacos me mordam. Falta-te alguma coisa?

Onde está ele?

Onde está o Júnior?

A Yvonne levou-o.

Muito bem. Qual é a morada dela?

Lizzie, vai ver a agenda.

Vê se dás com a morada da Yvonne.

Toma. Bebe um copo enquanto esperas.

Soubeste do Poodle?

Eu não vi.

Eu não disse que viste.

- Uma desgraça dum raio. - Sim.

Ponho na conta?

Estás bem, pá?

Aqui tens. A morada da Yvonne.

- Obrigado. - Espera aí.

O Geoffrey ligou. Tem tentado contactar-te.

Acerca do teu pai.

Parece que o cuidador se fartou e saltou fora.

Disse que tens de ir lá depressa.

Raios...

Sim.

Sim.

Está bem.

Está bem?

Mas que raio?

Alguém?

- Onde está ele? - Onde raio te meteste?

Não comeces.

- Pai. - Tudo bem, miúdo?

Voltaste.

Claro que sim.

O que foi? Anda lá.

Não precisas de ir.

Claro que precisa. Sou pai dele.

Vai para o carro.

Vamos.

Júnior.

Adeusinho.

Adeus.

Que é do nosso carro?

Tive de o deixar.

Este é mais fixe.

Tinha lá a minha pomada.

Eu compro-te mais.

E a minha enciclopédia.

Eu arranjo-te outra.

Não quero outra.

Aonde vamos agora?

Vamos ver o avô.

O grande Bunny Munro I.

Legendas (português): Deluxe Media Tradução de: Rolando Melo

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