All language subtitles for Made in Korea - 2x01 - Episode 1.WEB.SYLIX.pt

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Original subtitles

OS LOCAIS, PESSOAS, ORGANIZAÇÕES E EVENTOS DESTA SÉRIE SÃO FICTÍCIOS.

9 ANOS DEPOIS - CASA AZUL, 1979

Vice-diretor Baek.

Sim, Sr. Presidente.

É verdade.

Chamo-me Baek Kitae.

Vice-diretor da KCIA.

Há quanto tempo...

... estou neste cargo?

Está no seu 18.o ano, senhor.

Já estou nisto há demasiado tempo, não?

Não, senhor.

Sim, estou.

É por isso que o povo está tão revoltado.

Não se preocupe com isso.

Fazem barulho durante algum tempo e acabam por acalmar.

Quanto ao diretor Cho.

A forma como me olha ultimamente...

Bem, já não é como dantes.

O que achas?

Creio que os tumultos em Busan o deixaram algo nervoso.

Os braços direito e esquerdo do presidente: o diretor Cho, da KCIA,

e Gwak, da Segurança Presidencial.

À primeira vista, dizem procurar uma solução para os tumultos em Busan.

Mas, na verdade,

só disputam o poder e o favor do presidente.

"Abaixo o regime Yushin. Abaixo a ditadura."

É contra isso que protestam em Busan.

E temos Cheon Seokjung, chefe de gabinete do presidente,

o segundo homem mais poderoso do país.

Devem ter os seus motivos.

O quê?

Se provocarmos agora o povo, só vamos piorar a situação.

Estás a ver?

É nisto que dá a KCIA amolecer.

Os malditos comunas andam à solta!

Falo com o presidente e mando os tanques esmagá-los.

Não te metas, idiota.

Seu sacana. "Idiota"?

Basta. Tenham tento na língua.

Ouviste bem, seu grande idiota!

Então? Eu disse para terem tento na língua.

Sacana.

- Perdeste o juízo? - Seu...

- Passaste das marcas. - Mas que...

- Como ousas? - Insultos não ajudam...

Sacana! Acabo contigo primeiro!

Não te armes em bom por o presidente te apoiar!

Achas-te superior a mim, seu sacana?

É demasiado brando.

A KCIA tem de apertar mais com eles.

- Não achas? - Tem razão, senhor.

Quero que te aproximes do Cho e fiques de olho nele, meu amigo.

Sim, senhor.

Sr. Presidente, a Sra. Shin chegou.

Ora, Sra. Shin. Ainda bem que veio.

Estava inquieto depois de um sonho estranho.

Este é Baek Kitae,

o vice-diretor da KCIA de quem lhe falei.

Baek, cumprimenta-a.

Sou Baek Kitae.

É um homem bonito.

Sou a Sra. Shin.

E também tem mãos tão macias.

Percebo porque gosta tanto dele, senhor.

Como próximo diretor da KCIA,

vai liderar a República da Coreia.

Senhor! Darei a vida por si!

Falas japonês?

Vivi algum tempo em Osaca.

Osaca!

Que bom.

Baek, vigia o Cho de perto e informa-me regularmente.

Sim, senhor!

Sra. Shin, vamos entrar.

Estou a ficar impaciente.

Sim, vamos?

"Diretor da KCIA..."

MADE IN KOREA

Aquele sacana perdeu o juízo de vez.

Não vou deixar aquele merdoso sair impune.

- Boa tarde, senhor. - Sacana.

Aquele fedelho!

Era capaz de o matar!

Que se passa?

Baek. Confias em mim, não confias?

Claro que sim, senhor.

Ótimo. Limita-te a confiar em mim.

Um dia, vou pôr fim a isto tudo.

Só assim sobreviveremos todos.

O que quer dizer?

"O caminho de um homem não é só alegria.

Para quem está decidido a percorrê-lo,

qualquer tempestade parece ridícula."

Adeus, senhor.

Boa tar...

O quê?

Boa tarde, vice-diretor Baek.

O major-general Hwang Daesik, comandante da Segurança Militar.

Formou-se na Academia Militar e caiu nas graças do presidente.

Conhece Cheon Seokjung desde os tempos da academia,

mas há muito que cobiça o cargo dele.

Vem falar com o presidente?

Tenho algo a comunicar.

Ocupado com Busan?

Aqueles sacanas nem são humanos.

Depois de tudo o que o presidente fez para construir este país.

Agora que têm o que comer, queixam-se de ele governar há 18 anos.

Entretanto, o Kim Ilsung, no Norte, já governa há mais de 30 anos.

Democracia?

Será que os idiotas sabem o que significa?

Cambada de ingratos.

Devíamos juntá-los todos e cortar-lhes as cabeças! Não acha?

Um dia, temos de ir beber um copo.

Porquê esperar?

Que tal esta noite?

Já tenho planos.

Fica para outra altura.

Vemo-nos por aí.

Grande maluco. Devia...

Raios.

O Hwang Daesik veio ver o presidente?

Parece que o presidente se tem interessado bastante por ele.

Até o convida em privado para beber.

O sacana do Hwang Daesik.

Baek.

Não chegou a hora de lhe darmos uma lição?

Mas como?

Inventa alguma coisa.

Temos de lhe cortar as asas

antes que se arme em importante.

O chefe Cheon exerce poder absoluto há mais de uma década,

mas, mesmo assim, continua eternamente em segundo lugar.

Outra coisa.

O presidente ficou muito desiludido com as últimas eleições.

Refere-se aos fundos da campanha?

Desta vez, certifica-te de que tens munições suficientes.

Senhor, da última vez fiz tudo o que pude.

Kitae.

Achas que só estou a pensar em mim?

O objetivo é colocar os nossos homens na Assembleia Nacional.

Os nossos homens, está bem?

Ouve.

Sabes porque o presidente favorece o Hwang Daesik?

O presidente põe à prova a sua lealdade de vez em quando, não é?

Talvez esteja a tentar fortalecê-lo um pouco mais

antes de lhe passar o cargo.

Kitae...

Ainda não o conheces.

Aquele homem não tenciona abandonar o cargo.

Não percebes?

É por minha causa.

Mantém o Hwang Daesik por perto para me manter sob controlo.

Não lhe resta muito tempo.

Já não tem a lucidez de outrora.

Meu amigo.

Sim, senhor.

Há quanto tempo estás comigo?

Desde que se mudou para Seul.

Há sete ou oito anos, creio.

E ainda não perdeste esse sotaque.

Tenho-me esforçado. Ainda se nota?

O que achas, amigo?

Desculpe. Terei cuidado.

Nunca te mandei fazer isso.

Quando chega a matéria-prima de Taiwan?

Este domingo, senhor.

Mantém o laboratório a trabalhar dia e noite e produz o necessário.

Sim, senhor.

Senhor.

Posso perguntar-lhe uma coisa de homem para homem?

O que foi?

Bem...

Não ganharíamos ainda mais se vendêssemos também no país?

Exportar é importante, mas o mercado interno...

- Ouve. - Sim, senhor.

Concentra-te em conduzir se não quiseres morrer.

Desculpe, senhor.

Porque queres vender droga neste país?

Não te esqueças disto.

O que estamos a fazer é patriotismo.

Patriotismo.

Entendido, senhor.

Patriotismo!

Está um belo dia.

Ora, ora.

Vamos, por aqui! Mais!

- Changbae. - Sim, senhora.

Não ouves o dinheiro a entrar?

Sim, perfeitamente.

Que raio estás a fazer? Mexe-te!

OSACA, JAPÃO

Só há uma razão para vos ter reunido hoje.

Como todos certamente sabem,

a minha saúde está a piorar.

Portanto,

continuar neste cargo

seria pura arrogância.

Não.

Ganância.

Foi a essa conclusão que cheguei.

Kumicho.

Peço-lhe que reconsidere.

- Reconsidere! - Reconsidere!

De cabeça baixa e garras escondidas,

a Choi Yuji esperou muito tempo por este momento.

Este clã

não deve acomodar-se à prosperidade atual.

Tem de...

... reconstruir-se

através de uma reforma profunda.

Na próxima assembleia geral,

anunciarei o meu sucessor.

E a minha decisão não mudará.

Mas, por mais competente que seja,

os dirigentes do clã nunca aceitariam de bom grado

uma jovem zainichi como sucessora.

Entendido.

Se é essa a sua vontade, kumicho,

respeitaremos a sua vontade.

Respeitaremos a sua vontade!

Para finalmente conquistar o cargo,

ela primeiro tem de derrotar este homem, Kimura Yoichi.

Sobre o que queria falar?

Vou direta ao assunto.

Quero o seu apoio, Sr. Harimoto.

Com os métodos antiquados de Kimura,

o clã terá dificuldade em crescer e até em sobreviver.

Sabe disso, não sabe?

Mesmo assim, o kumicho continuará a escolher o Kimura.

Deixe isso comigo.

A verdadeira questão é o que vem depois.

Não acha que teremos boas hipóteses se unirmos forças, Sr. Harimoto?

Soube que o seu irmão mais novo foi detido na Coreia por espionagem.

Sabe que tenho contactos na KCIA, certo?

Vou libertar o Prof. Jang.

Na Coreia, a espionagem é punível com a morte.

Pretende mesmo tornar-se kumicho?

Kumicho.

O número um do clã.

O sonho de toda a vida dela.

Prof. Jang Gyeongsik?

É o irmão mais novo do chefe Harimoto.

Já te falei dele, certo?

Dirige as operações em Tóquio.

Também é zainichi, como eu.

O Kimura pode ser da velha guarda da família principal,

mas, com o Harimoto do meu lado, terei boas hipóteses.

Tem peso no clã e muita influência.

O que precisas exatamente que eu faça?

O Prof. Jang foi à Coreia

visitar túmulos ancestrais com coreanos zainichi

e a KCIA deteve-o por suspeita de espionagem.

Então, queres que o liberte?

Podes mexer uns cordelinhos?

E se o fizer? O que acontece?

Não haverá nomeação de sucessor.

É hora de deixar o meu pai descansar.

BUSAN, COREIA

Senhor, está tudo mais calmo do que esperava.

Não queimaram uma estação de televisão?

Sim.

Está calmo.

Houve algum acidente?

Porque parou o trânsito?

O quê?

O que se passa?

Anda cá, desgraçado!

Estás feito!

Raios.

Sacana!

Bolas.

Para. Alto!

Anda cá! Estás feita.

FILIAL DA KCIA EM BUSAN

Não, por favor!

Bem...

O que traz um homem tão ocupado

como o vice-diretor até Busan?

Esquece as formalidades quando estamos a sós.

Deixas-me pouco à vontade.

Não sabia se seria apropriado.

Sou apenas diretor-geral de uma filial, e você é Baek Kitae, o vice da KCIA.

Como posso tratá-lo por tu...

A não ser...

A menos que queira. Quer?

Sim?

Tens uma peruca?

Nota-se?

O raio do cabelo não para de cair.

Deve ser por causa deste trabalho.

O Hwang também começou a perder cabelo.

Mas tu não.

Como é que não te cai o cabelo?

Pergunta ao teu pai.

Ao meu pai? Pois.

O que tem isso que ver?

É uma questão de genética.

É preciso nascer com sorte. Merda.

Vi uma bela cena a caminho daqui.

- O que achas que vai acontecer? - Nada de bom.

Masan também já está um caos.

Nada garante que não chegue a Seul.

O presidente governa há demasiado tempo.

Isso é uma falta de respeito.

O que se passa contigo?

Porque não merece respeito.

Merdoso.

Tento na língua.

Sim, senhor.

Reuniste uma bela coleção.

Hoje em dia, os malditos comunas são mais do que as mães.

Ou talvez sejas tu a criá-los.

Sabes como é.

O presidente tem favorecido mais o Comando de Segurança do que a KCIA,

por isso, precisamos pelo menos dos números para salvar a face.

Esses sacanas metem o nariz em tudo. São uns cabrões.

E a parte difícil

é ter de inventar sempre narrativas.

Senão, as pessoas aborrecem-se depressa.

Então, contrata um romancista.

Já contratei.

Então, o que se passa?

O que te traz cá?

Não posso explicar em pormenor.

Sim, este homem.

Preciso dele.

JANG GYEONGSIK

Quem é o Jang Gyeongsik?

Levante a mão.

Quem é o Jang Gyeongsik?

"Eu."

- Sim? - Levem-no.

Os coreanos nascidos e criados no Japão não conseguiam compreender

a realidade das leis anticomunistas da Coreia do Sul.

Tragam as algemas!

Além disso, muitos mal falavam coreano,

tornando-os presas fáceis na corrida da KCIA e do CSM para inventar espiões.

Apanhar espiões dava recompensas,

cargos, promoções especiais e até o favor do presidente.

Por isso, todos ficaram obcecados em caçá-los.

Queres que o liberte?

É uma jogada ousada.

Não estás preocupado com o diretor?

Estás preocupado com isso?

Sei que o diretor Cho está acabado, mas, ainda assim...

E então?

Consegues libertá-lo ou não?

Se deres a ordem, tenho de obedecer.

Só dirijo uma filial. Que poder tenho eu?

Está bem.

Esta droga anda a circular em Busan.

Pensei que tinhas dito que era só para exportação.

Disseste que não a venderias cá.

- Tens a certeza de que circula em Busan? - Sim.

Lembras-te da colega do Jang Geonyoung?

A Oh Yejin?

Está na Brigada Antidroga da Procuradoria de Busan.

Parece que anda atrás de quem a está a vender.

Ouvi dizer que também é doida varrida.

Tão tenaz como o Jang Geonyoung.

É a melhor droga que há por aí.

Normalmente, só a exportam para o Japão.

Depois de a provares, nada se compara.

Então,

porque vieste sozinha hoje?

Deixei-os lá fora.

Estavam a atrapalhar.

E o resto da droga?

De quanto precisas?

De tudo o que tens.

Tudo.

De certeza que dás conta?

Fazemos isto ou não?

Queres fazê-lo?

Por mim, tudo bem.

Então...

... vamos a isso.

Queres fazê-lo aqui?

Com os rapazes a verem?

Porque não?

Com público, é ainda melhor.

O quê?

Estás a falar a sério?

Está bem.

Sim. Está bem.

Estão a olhar para quê? Fechem os olhos, idiotas.

Está bem.

O que estás a fazer?

Não é preciso tanto.

Pronto, já chega!

Muito bem, vamos começar?

Mas que raio?

Porra.

Anda cá!

Mna. Oh, o que está a fazer? Não!

Não, Mna. Oh!

Quem raio és tu?

Procuradora Oh Yejin, da Brigada Antidroga de Busan!

Seu cabrão!

Raios.

- Idiotas. - Chega de tretas.

De joelhos, idiota.

Seu sacana. Ouve, Kim.

Onde arranjaste a droga?

Ouve, Kim.

Se fores preso, apanhas no mínimo dez anos.

Sabes disso, certo?

Dez anos por vender um pouco de droga?

Não me parece.

Porra! Então?

Dei o litro a estudar durante dez anos para ser procuradora.

Porquê?

Para poder pôr sacanas como tu atrás das grades.

Tenho o meu distintivo em jogo.

Estás lixado.

Então, como vai ser?

Confessas e cumpres um ano ou armas-te em parvo e cumpres dez?

Queres mesmo ser lixado?

Um ano.

Dá-me a sua palavra?

Está bem, tens a minha palavra.

Então, quem é?

Um tipo chamado Changbae.

Tem um laboratório em Seul e a droga dele é mesmo potente.

Disse que normalmente só o exportavam para o Japão,

mas deve ter precisado de dinheiro.

Veio ter comigo.

"Changbae"?

Sim. Park Changbae.

Changbae?

A beber antes de o sol se pôr?

Vai dar cabo da sua saúde.

Caramba.

Está a partir tudo.

O que está a fazer?

Ouve.

Serve-me uma bebida.

Raios, vai dar cabo do fígado.

Vamos lá.

Caramba.

E se comesse alguma coisa... Mas que raio?

O que lhe deu?

Mas o que é isto?

Queres fazê-lo?

Fazer o quê?

- O que achas? - Porra.

Idiota.

Kitae, não te esperava.

Estão só os dois?

Sim.

Acabámos os envios, por isso mandei-os mais cedo para casa.

Soyeong, vai para casa preparar a cerimónia.

O Kihyun também vai.

Sim.

Está bem. E tu?

Vou lá ter. Tenho de falar com o Changbae.

Está bem.

- Senta-te. - Está bem.

Changbae.

Sim, senhor?

Qual achas que é a virtude mais básica que uma pessoa deve ter?

Amor.

Amor?

Sim, o amor é importante.

Mas sabes o que eu acho?

Acho que é a vergonha.

Vergonha?

As pessoas que mais odeio são as desavergonhadas.

As que não têm vergonha nenhuma.

Abanam a cauda à tua frente e fingem que fazem tudo por ti.

Mas, quando chega a hora da verdade, acabam sempre por te trair.

Fazem-no...

... porque não têm vergonha.

Mas, se não tivermos vergonha, como somos diferentes de um animal?

Não é?

Desviaste droga, não foi?

O quê?

Não desviei nada.

Senhor.

Se vai fazer isto, não podemos continuar a trabalhar juntos.

Não fui eu. Por favor, acredite em mim.

Está bem?

Não faça isto!

Não faça isto!

Vendeste-a em Busan sem eu saber.

Já lhe disse que não fui eu!

Não fui eu, senhor.

Juro pela minha vida.

Acredite em mim...

Então, dizes que não foste tu?

Sim, não fui eu.

Trata disto.

Sim, senhor.

COMANDO DE SEGURANÇA MILITAR

- Vamos fumar? - Sim, senhor.

Como vai o trabalho? Já te adaptaste?

Sim, senhor. É excelente.

Ainda ontem eras capitão

e agora és tenente-coronel, um dos nossos melhores.

O tempo voa mesmo.

Devo tudo ao senhor.

Disparate.

Foi mérito teu.

Ora essa.

Não disseste que hoje é a cerimónia em memória do teu pai?

Sim, senhor.

Então, acaba e vai para casa. Porque estás a trabalhar tanto?

Ainda tenho coisas para acabar, senhor.

Saio assim que terminar.

Se é a cerimónia do teu pai,

deves ver o teu irmão mais velho.

Sim, senhor.

A KCIA tem andado ocupada com a situação em Busan, não tem?

Bem, suponho que sim.

Toma.

Parabéns pela promoção.

Obrigado.

O nosso Kihyun já é um homem, não é?

Já é tenente-coronel.

Foste o primeiro da turma a subir?

É uma questão de tempo até seres general, não é?

É tudo graças a ti, Soyeong.

Ora essa.

Eu nem fiz nada.

O Kitae fez muito por ti nos bastidores.

Devemos tudo o que temos a ele, sabes?

Até esta bela casa.

Por isso, devias vir cá mais vezes e...

Soyeong.

A sopa está a arrefecer.

Não comes?

Que idade tens? Tenho de te dar de comer?

- Abre. - Tenho sono.

Minju, acaba o jantar e depois conto-te uma história.

Vá, come.

Tio Kihyun, o que é uma promoção?

Quer dizer que subi de patente.

De major a tenente-coronel.

"Patente"?

Bem, passaste do primeiro para o segundo ano, certo?

É algo assim.

- Então, subiste? - Sim.

Então, quem está acima, tu ou o tio Kitae?

O tio Kitae, de longe.

Como é trabalhar para o general Hwang? Tudo bem?

Sim.

Não te dificultam a vida por minha causa?

Não.

O coronel Ahn trata-me bem. Está tudo bem.

O coronel Ahn Jaeho, da Academia Militar?

Sim.

Dizem que é o braço direito do general Hwang.

Falou de mim?

Não, nunca.

Soube que o general Hwang tem reunido com oficiais.

Encontra-se sobretudo com coronéis da Academia.

Bebem, jogam golfe...

É um líder forte, daí tantos o seguirem.

Preciso que estejas muito atento.

Fica atento a quem faz parte do círculo dele.

O que foi?

Há algum problema?

Não, senhor.

Kihyun.

És meu irmão, está bem?

Não podes juntar-te ao general Hwang.

Eu sei.

Tio Kihyun, quem é o general Hwang?

Estou?

Come mais um pouco, Minju.

Um momento.

Kitae, é a Mna. Choi.

Atendo lá em baixo.

Está bem.

Estou?

E o Prof. Jang?

Espera.

Soyeong, desliga.

Partimos amanhã.

Está tudo pronto por aí?

Não te preocupes.

Só tens de chegar a horas.

Pai.

Já escolheu o seu sucessor?

É o Sr. Kimura?

O que foi?

Também queres que eu abdique?

Esquece a conversa sobre o sucessor.

Ainda não posso deixar tudo nas vossas mãos.

Por isso, fica ao meu lado,

continua a apoiar-me e a aprender comigo.

Como sempre fizeste.

Entendido.

Farei o que diz, pai.

Vou buscar chá.

Por ironia do destino,

o presidente Ikeda morreu em casa de paragem cardíaca nessa noite.

Membros da Yakuza de todo o Japão compareceram ao funeral

e, como o presidente morreu sem nomear um sucessor,

a especulação sobre o próximo kumicho tornou-se o centro das atenções.

Professor, esqueça tudo o que aconteceu na Coreia.

Apague tudo da memória.

E fale bem de mim ao Sr. Harimoto.

Parem! Nada de fotografias!

Por fim, decidiram escolher por votação o próximo kumicho do clã Ikeda.

A Choi Yuji já garantiu nove votos.

Se o Harimoto a apoiar, como prometeu,

o cargo será dela.

A votação terminou.

Vamos proceder à contagem dos votos.

Senhor, começaram.

"Ikeda Yuji."

"Kimura Yoichi."

"Kimura Yoichi."

"Ikeda Yuji."

"Kimura Yoichi."

"Ikeda Yuji."

"Kimura Yoichi."

"Ikeda Yuji."

"Ikeda Yuji."

"Kimura Yoichi."

"Kimura Yoichi."

"Ikeda Yuji."

"Kimura Yoichi."

"Ikeda Yuji."

"Ikeda Yuji."

IKEDA YUJI, KIMURA YOICHI

"Kimura Yoichi."

Kimura Yoichi, dez votos.

Ikeda Yuji, nove votos.

Dezanove votos no total.

Assim, Kimura Yoichi é nomeado o quarto kumicho do clã.

Como se atreve uma rameira coreana a cobiçar o lugar de kumicho?

Tirem-na daqui para fora.

Sua cabra!

Yuji!

Yuji!

Yuji!

Alguém se opõe

a eu ser kumicho?

- Submetemo-nos! - Submetemo-nos!

26 DE OUTUBRO DE 1979

E aqui, reuniu-se outro grupo de olhos postos no lugar de kumicho.

Vai com calma na bebida.

Caramba.

Diretor Cho, foi a Busan?

Como está a situação por lá?

Eram apenas estudantes e cidadãos comuns.

Incendiaram uma estação de televisão.

Isso não é coisa de gente comum!

Sr. Presidente.

Temos de agir antes que os protestos comunistas alastrem.

Não é altura de falar em reforçar as tropas da lei marcial.

Busan e Masan não são ilhas.

Nada garante que não chegue a Seul!

Exatamente!

Temos de os esmagar já!

Mataram três milhões no Camboja!

Se os tanques matassem dois milhões,

achas que importaria?

Seu lunático. Estou farto de te ouvir.

O quê?

És maluco.

Continua assim e serás o primeiro a morrer, idiota.

Raios.

Cho, o que julgas que estás a fazer?

Sr. Presidente!

É por manter vermes como ele ao seu lado

que este país está neste estado!

O quê?

Tem de governar com uma visão mais ampla.

Ouve, Cho.

Queres morrer?

Tem uma chamada.

Senhor.

A Choi Yuji tornou-se kumicho.

Esquece isso. Tens de vir para cá, Kitae.

Tenho um mau pressentimento.

O idiota do Cho parece planear algo para esta noite.

Vem para cá já.

Sim, senhor.

Para Gungjeong-dong.

Merda! Mas que raio?

O que foi aquilo?

Senhor, tenha cuidado.

Merda.

Raios!

Diretor.

Raios!

Traz-me uma arma!

Raios!

A maldita arma encravou!

Porque estão as luzes apagadas?

O quê?

Não vejo um corno com as luzes apagadas!

Diretor, o que se passa?

Fica aqui!

Vou acabar o serviço!

Raios.

Senhor, que raio se passa?

Seja o que for, estamos lixados.

Merda.

A 26 de outubro de 1979,

o kumicho da Coreia do Sul foi morto.

Tradução: Nuno Oliveira

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