Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
A nossa aventura neste episódio surgiu após um copo
com o dono de um pub em Wiltshire.
- … já discutido. - Tenho fome.
O problema dos hambúrgueres
é que estão a ficar muito altos.
Mas deviam ser… Se querem mais hambúrguer,
e comi alguns enormes nos EUA,
se querem um maior,
devia ser mais largo, não mais alto,
porque a minha boca continua a abrir o mesmo.
É porque tudo está cada vez maior.
- Também é o problema dos carros. - Sim.
Vejam o caso do novo Fiat 500 elétrico.
Pesa três vezes mais do que o Fiat 500 original.
Três vezes mais?
Sim. É uma epidemia de obesidade.
Vejam isto.
Tenho notado isso nos últimos cinco ou seis anos.
Os carros cresceram tanto que já não cabem
no seu meio, certo? - Sim.
Como os estacionamentos e as garagens.
Li uma estatística que dizia que, aqui no Reino Unido,
22 % das pessoas admitiram
que os lugares são tão pequenos e os carros tão grandes
que, quando voltam das compras,
têm de entrar no carro pela bagageira.
Não podem abrir as portas porque não há espaço.
É a mala, espectadores ingleses.
- Já vi isso. - Desculpem.
Também nos venderam o tamanho como luxo.
Quanto maior é o carro, mais luxuoso é,
mas é errado porque, quando tentas estacionar num lugar normal,
não sentes o luxo.
E na América, ainda é pior.
É uma corrida ao armamento.
O que fazemos?
O que podemos fazer?
- Quanto ao tamanho dos carros? - Sim.
Para ser sincero, deixei de fazer estas coisas.
Vocês são a nova geração que recebeu este testemunho.
E têm de tomar a dianteira.
Está bem, mas o que fazemos?
Sim. Tu devias ser o sábio aqui.
Não sei. Já não preciso de saber.
Poupei com cuidado para a reforma.
Mas vou buscar-vos um hambúrguer
que não seja tão alto que não caiba na boca.
- É o meu contributo. - Seria bom.
- Obrigado, James. - Boa sorte.
Como era óbvio que nos cabia a nós
resolver o problema dos carros cada vez maiores,
rumámos ao país que mais adora metal em ponto grande.
AMÉRICA
Mais concretamente, a Laramie, no Wyoming.
EM TODO O WYOMING
E chegámos com o que achávamos
ser a solução.
Estes são Kei Cars, que se escreve K-E-I,
e são a solução perfeita
para o problema da obesidade automóvel no mundo.
Carros minúsculos feitos pelos japoneses para serem eficientes e acessíveis
e para lidar com as cidades apertadas.
São mais relevantes e essenciais do que nunca.
Com dimensões inferiores às de um Fiat 500,
normalmente com pequenos motores de três cilindros
e a pesar cerca de 800 kg,
só há uma forma de descrever os Kei.
São o Ozempic dos carros.
Olhem para o tamanho destas carrinhas.
Aquela idosa…
Aquele homem
teve dificuldade
a sair daquela Ram, sem razão nenhuma.
Estou a ser levado ao meu destino como ele?
Sim. Temos os dois a caixa vazia?
Sim.
Logo, faço isto com mais eficiência
e inteligência do que ele.
Apesar de estas máquinas maravilhosas serem uma presença bem-vinda
nas estradas do Japão há mais de 70 anos,
não são bem-vindas na América.
Na verdade, em muitos estados, são ilegais.
Pronto. Vejam.
Nos estados a vermelho,
os Kei Cars são ilegais. - Certo.
Então, ainda têm problemas
em todo o país? - Sim.
Não faz sentido.
Porquê?
Não sei, estou só a especular,
mas talvez os grandes fabricantes não gostem deles.
Haveria um monte de veículos acessíveis.
E talvez os bancos, que adoram juros altos,
não gostem que se comprem por uns milhares.
Dizem que é devido às emissões e à segurança.
- Têm três cilindros. - Eu sei.
- Emissões? - E existem motas.
Dizer que são um problema de segurança é culpar a vítima.
É injusto. O tamanho dos outros carros é que os torna inseguros.
Só temos de realçar as qualidades adoráveis,
a eficiência, o quão práticos são. - Exato.
E, para fazer isso,
tínhamos criado um plano arrojado.
Pikes Peak.
É isso mesmo.
Pikes Peak acolhe um dos eventos desportivos mais icónicos da América.
Os carros que competem nesta subida anual,
enfrentando as suas 156 curvas
enquanto correm até à meta, a 4300 m de altitude,
tornam-se lendas por mérito próprio.
Se os nossos Kei conseguissem fazer a subida em Pikes Peak,
conquistariam certamente os corações e as mentes dos americanos.
Mas, para nós,
havia um grande problema,
porque, embora Pikes Peak ficasse a pouco mais de 300 km,
no estado vizinho do Colorado,
no Colorado,
os Kei Cars são ilegais.
Pronto. Então, a nossa missão é chegar ao Colorado.
- A nossa campanha será lá. - Sim.
Persuadi-los, persuadir a América
e o mundo
de que os Kei Cars são bons.
- Sim. - Sim.
Como chegamos lá?
Pomo-los num reboque.
Um reboque? Não os vamos rebocar.
É ridículo. É tão embaraçoso.
O objetivo é mostrarmos como são bons.
Joana d'Arc fez 600 km de Uber até Orleães?
Não. Aníbal atravessou os Alpes de helicóptero?
Então, como fazemos?
Vamos conduzir.
- Fora da estrada. - Fora?
É a América selvagem.
Há muitos trilhos e estradas de terra batida.
Estou num desportivo.
Sim, Thomas, dizes isso com a tua Acty 4x4.
São só estradas de terra batida.
Parecem pistas. São regulares.
Só não quero fazer nada ilegal.
Não. Não vamos. Cem por cento…
Cem por cento dentro da lei, juro.
Já usaram Kei Cars?
Acho que não. Nunca subiram Pikes Peak em Kei Cars.
Está bem. Se achas mesmo
que os nossos carros aguentam as estradas de terra batida…
- Acho. - Alinho.
Muito bem.
Esperem.
- Assim. - Vamos ver isso.
Olhem para eles.
Estes três carros vão mudar a paisagem
dos EUA.
- Sim. - Precisamos de um nome.
- Um nome? - Percebem?
O que temos?
Kei, Kei…
- Não. - Não.
- Eu ouvi. - Não. Logo se vê.
- Não resulta. - Não.
Temos tempo para tratar disso.
Queres ver magia, Francis?
Adoro as tuas portas.
- Até a janela à McLaren F1. - Sim.
Tem tudo.
Seguimos para sul, em direção à fronteira do Colorado,
aproveitando para conduzir legalmente enquanto podíamos
nas estradas de asfalto do Wyoming.
Esta máquina magnífica
é um Autozam AZ-1.
E é o supercarro Kei.
É um supercarro Kei.
Grelhas laterais à Ferrari Testarossa,
motor central…
Que mais podíamos querer?
Mais potência?
Não, não preciso.
0,6 litros, três cilindros e um turbocompressor.
São mais de 60 cavalos.
Dos zero ao 100 em dez belos segundos.
Para mim, esta é a joia da coroa dos Kei Cars.
Este é o meu Kei Car.
Um Suzuki Alto Works.
Este carro faz tudo o que se espera de um carro normal.
Podia ir com um grupo de amigos na autoestrada a 120 km/h.
Podia ir a um horto
e encher o carro de plantas e contraplacado.
O que mais adoro nos Kei Cars é que são tão despretensiosos.
Na verdade, para conduzir um Kei Car na América,
é preciso não ter ego,
mostrar uma confiança serena e ser imperturbável face ao statu quo.
Meio testículo a sair dos calções de banho quando vais dar um mergulho?
Não há problema.
Os Kei Cars são para ti.
Já o meu Kei Car,
sem dúvida nenhuma,
tem o melhor nome.
Esta é a Honda Acty Attack.
É uma carrinha Kei clássica.
Pequena, compacta, utilitária.
Eu sou a cabina.
Tem motor central.
O motor fica atrás de mim
e tem tração integral permanente.
Ao contrário deles, não tenho turbocompressor no motor.
Só tenho um motor atmosférico de 0,6 litros, de três cilindros.
Em termos automobilísticos,
vai dos zero a velocidades de autoestrada
em três a cinco dias úteis.
Estou a ir rápido?
Não. Estou feliz?
Sim, muito.
Pessoal, quanto se estão a divertir
a conduzir só em linha reta?
Acho que o sorriso de orelha a orelha do Francis diz tudo.
Thomas, podemos ir lado a lado como ciclistas
que querem falar?
Vejam só.
Tornámos todas as estradas na América
em autoestradas de quatro faixas, de borla.
Isto é tão divertido.
Contudo, o nosso tempo descontraído
no belo asfalto legal do Wyoming
acabou por chegar ao fim.
Pessoal, cá está.
Encostem aqui.
BEM-VINDOS AO COLORADO COLORIDO
Aqui vamos.
Bem-vindos ao Colorado.
Os Kei Cars são ilegais a partir daqui.
Não dá muita credibilidade à palavra "bem-vindo".
Nem por isso.
A nossa rota é aquela.
Vai à frente, Thomas.
Estamos a correr no topo da trincheira,
a saltar arame farpado com as espingardas.
O apito está a soar.
O Thomas estava confiante no seu Acty de tração integral,
mas eu,
nem por isso.
Não tenho altura nenhuma
e só as rodas traseiras é que têm tração.
Não se preocupem, não fica pior que isto.
São trilhos usados por madeireiros e assim.
Não pode piorar muito.
E, realmente,
parecia que o Thomas tinha razão.
O que vos disse?
É canja.
Sim, não é mau.
Isto é brutal.
O Alto Works sente-se em casa neste terreno.
Já me tinha esquecido de que andamos a tentar passar despercebidos.
Se continuar assim,
não vejo problema nisto, Thomas.
Um dia destes, vão confiar em mim.
Céus!
Está a ficar pior.
Meu Deus!
Cuidado com as pedras.
Não!
É uma pedra grande.
Credo!
Thomas, culpo-te por isto.
Aposto que é só mais este bocadinho
e depois estamos safos.
Mas não estávamos safos
porque o castigo durou quilómetros.
Entra!
Vai!
Merda!
Céus! Não. Uma pedra grande…
Raios partam!
Vá lá, Alto!
Não.
Grande raspagem.
Merda!
Entrou cá dentro.
Mas os pequenos e valentes Kei Cars não desistiram.
Vá lá, sacana.
Estão a levar isto nas calmas.
Merda!
Isto não foi nas calmas.
Acabámos por chegar a um grande obstáculo cheio de água
que o Acty atravessou facilmente.
Sem problema.
Fácil.
Fácil.
E o Alto do Francis
quase atravessou facilmente.
Vai!
- Vá lá, Alto! - Vai!
A embraiagem está a fumegar!
Tenho cordas.
Um Kei a ajudar outro Kei!
Vamos subir a colina toda, filho.
Estamos a conseguir!
Sim!
Tantos gritos.
Para mim,
estavam a festejar demasiado cedo,
porque o desportivo baixo, com portas asas de gaivota,
ainda tinha de atravessar.
Não é muito fundo. Dá para ver bem.
Não é fundo, mas olha este declive.
É um penhasco.
Não é nada de mais.
Vou fechar a janela.
Antes de o James ir nadar,
voltámos a pôr o Acty, o veículo de resgate, em posição.
Para a esquerda.
Para.
Isto é muito gratificante
porque é como na West Coast Main Line.
Têm uma Classe 57 posicionada em Crewe,
para o caso de haver um Pendolino que avarie.
É exatamente igual.
Pronto.
Lá vem ele.
A questão é: parece um tritão
e também está a entrar na água.
Vai tornar-se um.
Uma roda…
No ar.
Vamos entrar.
Vamos entrar.
Que barulho foi aquele?
As rodas levantaram!
As rodas da frente estão no ar.
Ele está a andar no para-choques.
Bati no fundo!
James,
fá-lo pelos Kei.
Fá-lo pelos Kei.
Sim!
Credo!
Meu Deus!
Vai!
Vá lá!
Sim!
Como foi?
- Foi incrível. - Foi impressionante.
Meu Deus! Quando disseste: "Fá-lo pelos Kei",
algo acordou em mim.
- Sinto-me orgulhoso. - Sim.
- Sim. - Há orgulho aqui.
Há aqui um grande orgulho Kei.
- Há orgulho Kei. - Sim.
- Pai… - Vamos.
… gosto de Kei Cars, está bem?
E vais ter de lidar com isso.
À medida que íamos avançando, a estrada de terra voltou a melhorar.
Ao pôr do sol, já tínhamos feito quase 160 km.
E a paisagem da tarde era verdadeiramente impressionante.
Isto é absolutamente deslumbrante.
Parecem de O Senhor dos Anéis, as montanhas.
Chega de O Senhor dos Anéis.
Preocupa-me estarmos a chegar a uma estrada normal.
Sim, parece que vai dar àquela cidade.
Não vi mais nenhuma opção.
Era a única a sair da floresta.
Contudo, para mim, a cidade não era o único problema.
Estou preocupado com o Alto.
Não está a debitar a potência toda
desde aquela subida cheia de solavancos.
James, tens de acelerar
ou não consigo subir a colina.
Rápido.
Pronto.
Pronto, o asfalto é já aqui.
O meu Alto deve ter algum problema
e chegámos ao asfalto.
Acho que este é o maior problema, não é?
Sim.
Pronto.
Desculpa. O que é isso?
A válvula de descarga. A válvula de descarga foi-se à grande.
Basicamente, toda a pressão do turbocompressor
está a ser libertada para a atmosfera.
Daí o carro parecer tão fraco?
Não conseguias subir.
Devo ter metade da potência que tinha antes.
Isso arranja-se.
Isto não.
O problema é esse.
Mesmo que houvesse mais trilhos, demoraríamos semanas a chegar.
Precisamos duma solução.
Tenho uma ideia.
És engenheiro, certo?
Conhecem a história de Troia?
Só precisávamos de uma oficina simpática
e, após encontrarmos uma,
o Francis pôs-se a arranjar o seu Alto
com a ajuda do James,
enquanto eu explicava o meu plano astuto ao dono da oficina,
para cruzarmos o Colorado pelo asfalto sem dar nas vistas.
Acho que fazemos algo assim.
Sim. Apoiá-lo um pouco.
Acham que conseguem soldar aqui debaixo?
- Conseguimos. - Certo.
- Já montei a válvula de descarga. - Boa.
Foi aqui que cheguei.
Achas que é forte o suficiente para ligar?
Trata isso como uma barra de suporte
e, a partir daí,
já podes fixar a estrutura.
O que está a fazer?
Desculpa. Então…
A estrutura liga o fundo aos pontos de apoio, certo?
- Sim. Se soldarmos ali… - Sim.
… e ao ponto de apoio da frente…
Acham que acabamos isto até de manhã?
Acho que sim.
Está bem.
Meu Deus! Lá vamos nós.
Acho que fizemos uma coisa em grande.
AUTOCARRO ESCOLAR
Pronto, vamos lá!
Vamos lá!
Este era o nosso cavalo de Troia, versão Kei Car.
O veículo perfeito para chegarmos a Pikes Peak sem dar nas vistas.
Isto é absolutamente genial.
Basicamente, escondemos os nossos pequenos Kei Cars
com um autocarro escolar americano.
Só temos de manter as folgas uniformes.
Só temos de fazer isso.
Para todos os efeitos,
isto é só um grupo de miúdos a caminho da escola.
Esta vista à frente…
Esta vista à frente é incrível.
Não acredito na visibilidade.
Como estão as minhas portas aí atrás, Thomas?
Sãs e salvas.
Tive de remover as portas
para isto resultar ou não poderia sair do carro.
James, tens de me ir avisando das curvas, das travagens e assim,
porque a minha margem de erro é zero.
Vou fazer como num autocarro a sério.
Abro à esquerda para virar à direita
e à direita para virar à esquerda.
Espera, o quê?
Merda!
Curva à direita!
Avisaste muito tarde, James!
Desculpa.
Fechem a folga!
Meu Deus! Pessoal, não tenho potência.
Já não tinha antes de ter um autocarro agarrado a mim.
Mantém-te junto, Thomas.
O Francis é muito bonito para a prisão.
Reparei que outra coisa que nos pode denunciar
é não termos uma buzina à altura de um autocarro escolar.
Qual de nós tem a buzina mais masculina e agressiva?
Eu não tenho.
Mas consigo imitar.
Acho que vai dar para chegarmos a Pikes Peak.
Será difícil e cansativo, mas…
Talvez resulte.
Pessoal, lamento dizer isto…
Preciso de combustível.
O quê?
Não atestaste o carro antes de o pores no autocarro?
O engenheiro mais burro que conheço.
Temos de encontrar uma bomba de gasolina.
E, uns quilómetros à frente,
encontrámos.
Estou a entrar.
Vamos fazer isto rápido e sem rodeios.
James, o que estás a fazer?
Preciso da bomba do lado direito.
Merda!
Não me disseste isso!
Pronto, vou recuar.
Só… James, para!
Desculpa.
Por favor, podemos só ir para a bomba mais à direita
e parar de bater?
Pareceu caótico.
Pronto.
Podes parar aqui, James.
Está um belo dia.
- Como vai? - Ótimo.
- Precisa de gasolina? - Sim. Na bomba um.
Bomba um?
Tem um autocarro em três partes.
Não.
Vou levar um destes.
Um desses? Está bem.
Muito bem, são 104 dólares.
Está pronto para si.
É um pouco lento.
É mais pairar do que encostar, mas funciona.
- É a Internet da província. - Certo.
Obrigado.
- Cuidem-se. - Obrigado.
Vão precisar.
Estamos lixados.
- Porquê? - Então?
Ele sabia.
Como assim, ele sabia?
Ele sabia e eu, em pânico, comprei um creme.
Tem CBD.
O que tem isso que ver com…
Compraste algo só para despistar?
Porque…
Quando se mete gasolina, compra-se mais qualquer coisa.
Não só estamos a conduzir veículos ilegais,
como temos drogas.
É um creme de 56 dólares.
Tendo sobrevivido à bomba de gasolina,
queríamos muito fazer o resto da viagem sem dar nas vistas.
Mas uns quilómetros adiante,
deparámo-nos com um desafio ainda maior.
Uma cidade.
Pessoal, estamos a entrar na cidade.
Com muitos olhos.
Sejam um autocarro!
Parem!
Meu Deus!
Estou sempre a esquecer-me de que sou a frente do autocarro.
- Pronto. - Vou arrancar.
Não.
Pela última vez, não posso acelerar tão rápido.
Temos de melhorar as curvas.
De repente, sinto muita pena dos cavalos de pantomima.
Não é fácil.
Merda! Desculpem.
- Desculpem. - James, o que…
- Não viste os pilaretes? - Desculpem.
És cego ou quê?
A culpa é minha.
Podemos sair desta cidade?
Estamos… Isto é embaraçoso e ilegal.
Francis, vai correr tudo bem.
Vai correr tudo bem.
Vem aí um stop.
O temido cruzamento.
Calma. Vamos com calma.
Há tanta gente aqui.
É o último sítio onde queremos ser descobertos.
Muito bem, pessoal, somos um só.
Não!
Thomas, onde estás?
Preso num cruzamento.
As pessoas não param, não sei o que fazer.
Continua, Thomas.
Boa, vejam o que aconteceu.
Thomas, onde estás?
Estás atrás do homem zangado na carrinha?
Sim. Que queres que faça? Ultrapasso-o?
- Isto é… - Thomas?
As pessoas estão a olhar. Por favor.
Já vou! Estou a chegar.
Na minha cabeça, estão todos a chamar a polícia.
Estamos outra vez legais.
Malta, para isto funcionar, vamos ter de trabalhar juntos.
Isto não é um bom som.
Parem. Estão a mandar-nos parar.
Estão?
Sim, estão a mandar-nos parar.
Não.
Estamos em apuros.
James, vai para o lugar do condutor.
Já estou.
No do autocarro.
- Os autocarros têm condutores. - Sim.
Boa tarde.
Desculpe.
O que raio é isto?
É uma geringonça
que foi feita para resolver um problema.
Que…
Não resultou.
Aparentemente.
Há uma probabilidade de ele não saber o que são Kei Cars
nem que são ilegais.
O Francis está a sair.
Que está ele a fazer?
Tirem isto da autoestrada.
Não voltem a conduzi-lo nas nossas estradas.
Se voltar a ver isto a andar,
vai dar uma volta comigo.
Está bem. Sim.
Vamos tirá-lo da estrada. Não se preocupe.
Depois de recuperarmos o homem em fuga,
livrámo-nos do disfarce
e partimos novamente nos Kei Cars por estradas de terra batida.
O autocarro quase funcionou.
Enganámos no mínimo 10 % das pessoas.
Mais frustrante ainda,
o autocarro só nos tinha deixado uns quilómetros mais perto de Pikes Peak,
o que significava que ainda tínhamos mais de 160 km pela frente.
Podemos parar para montar as minhas portas?
Parece que há aqui uma espécie de estaleiro
com maquinaria pesada.
Talvez seja um bom sítio para tratares das portas, James.
Parece-me bem.
O que se passa?
- Olá, como vai isso? - Olá.
Bem. O que estão a fazer?
Podemos montar as portas dele?
Está bem. Sim.
Nunca vi um carro destes.
- É um Kei Car. - Sim.
E esta é uma carrinha Kei.
São carros pequenos do Japão.
Sim, são muito fixes.
Este é o melhor.
- O Autozam. - Não é melhor.
- Os melhores… - Tem portas fixes.
Mas vejam como esta é prática.
Tem tração integral.
Isso faz sentido no meu mundo.
Pronto.
Viras as dobradiças para baixo para as aparafusar?
- Não sei. - Olá. Como vai?
- Bem. E tu? - Prazer. Francis.
Enquanto trabalham nele,
não quero ser atrevido,
mas temos um pequeno problema.
Agora, não podemos conduzi-los na estrada.
- Certo. - São ilegais.
- E temos de chegar a Pikes Peak. - Sim.
O que vão lá fazer? Uma corrida?
Vamos subir Pikes Peak com os Kei.
- Meu! - Vai ser fixe.
Porque nós adoramos Kei Cars
e queremos que a América os adore. - Certo.
É uma questão de orgulho Kei e de assumir isso.
Temos um camião que vai nessa direção.
- Com um reboque. - Sim.
Acho que vos podemos ajudar.
Não sei se cabem todos,
mas aposto que cabe um.
Podemos fazer isso.
- Obrigado. - Certo.
No Reino Unido, diríamos que são uns gajos porreiros.
Vocês dizem "gajos"?
Não.
Felizmente, os gajos porreiros conheciam outros gajos porreiros
que também nos podiam dar boleia.
No entanto, era claramente uma situação
em que não podíamos ser esquisitos.
Queres feno?
Estradas rurais
Isto é um bebé gorila às costas da mãe gorila.
Não é? É a natureza.
Estão a ver o ciclo de vida das carrinhas.
Tenho o meu creme.
Sabia que seria útil.
TRAVESSIA DE PÉ GRANDE
Foi por pouco.
Muito bem.
Conseguimos.
Aquilo é Pikes Peak.
Nem acredito…
Sim, foi uma viagem e tanto.
Muito bem, amanhã,
fazemos história.
Na manhã seguinte,
já com autorização da organização da Pikes Peak
para conduzir até à linha de partida,
o James abordou um assunto
que eu estava a tentar evitar.
Thomas, sabes que o Pikes Peak tem 4300 m, certo?
Quantos cavalos tens?
Tenho 38 cavalos ao nível do mar.
Vais perder muita potência com a altitude.
Vais acabar com cerca de 15 cavalos aqui.
Já eu e o Francis, com os nossos carros com turbocompressor
a debitar 60 e tal cavalos, vamos safar-nos lindamente.
Sim, vou ter dificuldades.
Quando chegámos à linha de partida
e vestimos os fatos de corrida,
os nervos instalaram-se.
Porque fazer a subida de 20 km
exige uma destreza imensa.
E é completamente implacável.
É alto, não é?
Sim, tem muitas curvas.
Cento e cinquenta e seis.
E pouquíssimas têm rails de proteção.
- É tudo? - Sim.
Pensa nos precipícios na berma.
- Temos de… - Estou a tentar não o fazer.
- Boa sorte. - Vamos lá.
- Sim. - Vamos.
Pelos Kei.
- Pelos Kei. - Pelos Kei.
- Posso ir primeiro. - Sim, claro.
- Sim. - Boa sorte.
Acho que vou ser o mais lento.
Também estou muito assustado.
Sim.
Quão seguro é o teu carro?
Tens airbag?
Não.
Não só sabia que ia ser o mais lento,
como receava nem sequer chegar ao topo,
e foi por isso que delineei uma espécie de plano.
Como sabem, quando chegar perto dos 4300 m,
só vou ter um punhado de cavalos.
Então, fiz uma pequena modificação durante a noite.
Eu…
Instalei nitro.
É isto.
Isto vai dar-me três picos de potência extra.
Quando estiver a perder potência,
basta premir aquele botão vermelho.
Talvez faça a diferença
entre chegar ou não ao topo.
Aqui vamos.
Meu Deus! Estou a competir em Pikes Peak.
Tantos grandes pilotos já fizeram esta subida.
Vou prego a fundo, completamente.
Já estou com dificuldades.
Vá lá!
Vou meter outra.
A quarta é inútil. A quarta é inútil a esta altitude.
Enquanto a missão do Thomas era apenas tentar chegar ao topo,
eu e o James estávamos a competir.
Porque ambos, com os nossos motores com turbocompressor,
queríamos ser o Kei Car mais rápido
a subir Pikes Peak.
Vá lá, Alto!
Puxa pelo turbo!
Estou a fazer a Pikes Peak!
Não acredito.
A Suzuki tem um histórico de corridas fantástico
em Pikes Peak.
Em 2011,
o Suzuki SX4 foi o primeiro carro
a fazer a subida em menos de dez minutos.
Vamos ver se conseguimos mais um recorde para a Suzuki.
Começo a pensar que talvez o fato,
o capacete e as luvas fossem desnecessários.
Aqui vamos.
Com o tempo mais rápido de um Kei Car em jogo,
estava na hora do Autozam brilhar.
Isto é especial.
Isto é especial!
A fazer esta curva!
Está bem!
Tenho de ter cuidado porque este carro tem motor central,
o que significa que, se perder a traseira, vai atravessar-se
e é o fim
de um programa a três.
Estamos a 3400 m.
E temos de subir mais 1000 m.
Ainda bem que estou a hiperventilar ligeiramente,
porque assim entra mais oxigénio nos pulmões.
Vá lá, Alto!
Enquanto o meu rival subia a todo o gás,
no Autozam,
eu começava a ter um problema.
O carro está a aquecer.
E o ponteiro da temperatura está muito perto do H, a sobreaquecer.
Pode significar desistir,
algo que não estou disposto a fazer
e o Autozam também não!
Os nossos carros continuaram a resistir
e, um a um, passámos o meio do percurso
e deixámos a linha de árvores para trás.
3480 M
O que significava
que a paisagem estava muito mais assustadora.
Credo!
Está bem.
Meu Deus! Não olhes para baixo.
Meu Deus! É aqui.
É onde o Ken Block fez a coisa mais fixe
que já vi fazer num carro.
É pena ele ter partido.
Espero deixar-te orgulhoso, Ken.
Sim.
Vou a fundo.
Não acredito na vista.
Para de te focar na vista e foca-te na condução.
Travar a fundo, reduzir.
Vá lá!
Continua a aquecer.
Não está a arrefecer rápido o suficiente.
E o meu desempenho está a sofrer.
Vá lá, Autozam.
Este carro está a ficar muito lento.
De facto, tinha chegado a hora.
Pronto, vou premir o botão.
Vamos a isto.
Nitro!
Acho que não fez nada.
Espera aí.
Aquele é o Francis?
O leiteiro saiu um pouco da rota.
Não há ultrapassagens…
Não deves ultrapassar em Pikes… Pronto.
Thomas…
Vá lá, Alto.
Tenho de começar a respirar corretamente,
a oxigenar o cérebro,
porque é aqui que a concentração mais importa.
Deves estar a gozar.
Vejam só. Está praticamente parado.
Adeus, Thomas!
Como vai tão rápido?
A pouco mais de 300 metros da meta,
era uma verdadeira corrida contra o tempo para mim e para o James.
Pisei a gravilha.
Reduzir para segunda.
Travar a fundo.
Vá lá, Autozam, não desistas. Não sobreaqueças.
Não tens desculpas e também não vou dar nenhuma.
Não gosto disto.
Abranda, James.
Não morras no fim.
Vá lá, Alto!
Fazemos isto pelos Kei Cars!
Pé no travão.
Acho que é o último gancho.
Bem…
Sim!
Está oficialmente a sobreaquecer,
mas não vou dar tréguas.
Estamos a apontar ao ouro.
São muitos sulcos.
São muitos solavancos.
Está a sobreaquecer.
Ali está a meta!
Ali está ela! Vamos conseguir!
Tenho fumo a sair.
Está a fumegar.
Não! O líquido refrigerante.
Merda!
Eu e o carro demos tudo.
Tive a oportunidade de gerir o sobreaquecimento
e não abrandei.
Meu Deus! É a meta.
Conseguimos.
Meu Deus! Vou morrer na reta final.
Thomas!
Conseguimos.
Conseguimos.
A Honda Acty Attack conquistou a montanha.
Três em três.
Sim!
Vejo tudo turvo.
O que aconteceu?
Esforçou-se mesmo muito.
Não aconteceu à minha.
Agora que estávamos todos aqui,
era altura de descobrir quem, entre o Francis e o James,
tinha sido o piloto de Kei Cars mais rápido da história
a subir Pikes Peak.
CUME DO PIKES PEAK
Cá estamos.
- Olá. - Nervoso.
- Excelentes provas. - Obrigado.
- Thomas… - Sim.
… com um tempo de 29 minutos e 39 segundos.
- Não é rápido. - Belo certificado.
Pode celebrar quando quiser.
É uma garrafa de champanhe Kei.
A seguir, é o Francis,
com um tempo de 17 minutos e 8 segundos.
Ele foi 13 minutos mais rápido do que…
- Faz sentido. - Doze minutos.
- Obrigado. - Finalmente…
Então, 17min8s é o tempo a bater.
Acham que conseguiu?
Não sei. Ele é muito rápido.
É muito… É destemido.
Muito bem, 16 minutos
e 16 segundos.
Aqui tem. Parabéns.
Dezasseis, dezasseis?
Foi tão renhido.
Pronto.
Fica aí parado.
Cá está o pódio.
- Ficámos todos no pódio. - Estamos no pódio.
Cheguei ao pódio na Pikes Peak.
Muito bem.
Temos de pôr a bandeira.
- Meu Deus! O que… - Tens uma bandeira?
Sabia que ia dar jeito.
- Não! - Um bálsamo de 56 dólares?
Um bálsamo de CBD de 56 dólares.
Pronto, Francis,
podes pôr um pé aqui.
Podes usar as minhas costas.
PRÓXIMO EPISÓDIO
Qual é o carro mais resistente?
Credo!
Vou sair daqui.
Céus!
Um pouco mais rápido, James, vá lá.
És um criminoso.
- Como estás a escrever? - Claro.
Todo f…
- Sim! - Obrigado.
Meu Deus!
- Meu Deus! - Não!
Legendas: Pedro Freitas
Supervisão Criativa Mariana Vieira
www.tvsubtitles.net
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.