All language subtitles for The Grand Tour - 1x02 - Episode 2.WEB.CAKES.pt

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Original subtitles

GABINETE DE PRODUÇÃO DE THE GRAND TOUR

ÚLTIMA VEZ QUE O FRANCIS FALOU DE COMBOIOS

Ouçam, no outro dia,

vi uma locomotiva bastante rara na estação de Skipton.

E tem os…

É uma Classe 60

e faz aquele barulho dos cames, aquele…

Ouvem-se os cames debaixo das coberturas

porque é um motor de oito cilindros em linha.

E são muito difíceis de encontrar hoje em dia.

Enfim, vejam isto.

Um Aston Martin DB11,

180 000 libras, novo.

Cinco anos depois, 80 000 libras.

Desvalorizou 20 000 libras por ano.

Eu tenho melhor.

Isto é um BMW M8.

Novo, custava 160 000 libras.

Agora custa 90 000 libras.

Desvalorizou 70 000 libras em menos de um ano.

Isso é ridículo.

Contudo, se andam à procura

de um carro desportivo usado, sobretudo um barato,

a desvalorização pode ser a vossa melhor amiga.

Só é preciso encontrar aquele ponto ideal

em que um carro antigo já desvalorizou tudo

e está a seguir o seu caminho.

Mas antes de o motor explodir.

Sim, é a roleta da desvalorização.

Diria que a questão é:

para um carro a sério… - Sim.

… um em que possamos confiar,

até onde podemos ir?

Depois de vasculhar mais anúncios e de muita discussão,

o Thomas acabou por chegar ao ponto ideal.

Acho que é 5000.

Isso é perigosamente baixo.

Não, acho que é exequível.

Cinco mil libras?

Eu também acho que sim.

Com esse ambicioso teto máximo estabelecido,

começámos a procurar os nossos carros desportivos baratos.

E, para saber quem tinha escolhido melhor,

a produção mandou-nos para aqui.

Singapura, onde os carros nos esperavam

no concessionário mais espetacular do mundo.

Os nossos carros estão ali?

- É uma máquina de venda automática… - Sim.

… mas para carros.

Pelos vistos,

até funciona como uma máquina de venda automática.

O Ferrari chama-me logo a atenção.

- Certo. - Vou pedir um Ferrari.

Espera. Tens uma seleção.

F8 Tributo.

Passa-se algo. Esperem.

Olá.

Vejam só.

É fixe.

Precisa de uma voz a dizer:

"Este é o seu novo F8 Tributo.

Ferrari F8."

Apesar de os carros saírem de uma máquina de venda automática,

não são vendidos ao preço de um KitKat.

- Este é de 2020? - Sim.

Um… Quanto é um milhão de dólares de Singapura?

Um milhão?

Prepara-te.

Seiscentas mil libras.

- O quê? - Espera, 600…

Custam 250 000 no Reino Unido.

Como assim, 600 000?

Porquê 600 000?

Queres a versão longa ou a curta?

- A curta. - Sem dúvida.

Impostos absurdos.

- Certo. - Para os ricos…

Só para carros de luxo?

Para todos os carros.

Como o Mini Cooper de 2025.

- É um bom Mini Cooper novo. - Sim.

Duzentos e quarenta… Isso é…

Cento e quarenta mil libras.

- Cento e quarenta mil libras? - Por um Mini?

Um Mini? Quanto custam? Custam…

É um carro de 25 000.

- Vinte e cinco mil. - Novo.

Para recuperarmos a sanidade mental,

decidimos extrair os nossos desportivos baratos.

Eu fui o primeiro.

Vejo uma sombra.

Mal posso esperar que vejam isto.

Está todo convencido.

Sei o que vem no elevador.

Contemplem

um carro de 2007, de 5000 libras,

o Jaguar XKR.

- O que lhe aconteceu? - Como assim?

- É falso. - Não é falso.

- Falso. - Não é.

Não arranjas um Jaguar XKR por 5000 libras.

Se fores muito esperto e não ligares aos quilómetros,

arranjas um Jaguar.

Compraste um GT britânico velho, V8 com compressor e cheio de quilómetros?

- Por 5000 libras? - Sim. Olha para ele.

Não é conhecido pela sua fiabilidade.

Thomas, cometeste um crime contra o rei e a pátria.

Do que falas?

Perdeu toda a classe britânica.

- A elegância. - Do que falas?

Que raio é isto?

É… Não sei. Não…

Só vi o anúncio. E era à distância.

Que função aerodinâmica terá isto?

Nenhuma. Mas está brutal. Olha.

A asa é horrível.

Tem os farolins fumados.

Mas tem um V8 com compressor.

Um V8 com compressor com quantos cavalos?

- 4,2. - 4,2.

Quatrocentos e vinte cavalos.

Não deu para o cinco.

O de cinco é menos fiável.

Não deu.

Até lhe tiraram os cromados.

Francis, todas as tuas preocupações vão desaparecer

assim que o ouvires a pegar.

Desvendada a escolha algo corajosa do Thomas,

estava na altura de revelar o meu carro.

Pronto. O que tens?

- O que é isto… - Diretamente de há 20 anos,

por 4200 libras,

um Nissan 350Z azul Daytona.

Bem jogado.

Isto é um desportivo a sério.

Três pedais, atmosférico, V6,

tração traseira.

Isto é o pináculo.

O que aconteceu ao capô?

O que aconteceu ao…

Obviamente, não viram Prison Break.

É a tatuagem

para fugirem da prisão.

Parece uma unha do pé podre.

É pátina.

Tenho um problema com o 350Z.

- Tens, Francis? - Em geral.

Não honra a sua herança Z.

- O quê? - Pensem no 240Z e no 300ZX.

Têm linhas angulares.

E, para ser sincero, visto a partir da frente,

é quase como ver um jogador falhar

um golo de baliza aberta.

Começa tão bem no meio-campo.

Agora, passou pela defesa.

Parece que vamos para casa.

Tem de ser angular.

Tem de ter arestas salientes.

É um pouco triste aqui.

- Não é… - Tristeza.

Não tem a tralha toda que o teu tinha, Thomas.

Está quase de origem.

Depois de ver as escolhas dos meus colegas,

estava mais confiante do que nunca na minha.

Um Mercedes CLK 55 AMG barato,

mascarado de Black Series.

Consegui uma mistura do CLK DTM Cabriolet

com o CLK Black Series, ambos de centenas de milhares de libras.

Meu Deus!

O carro em si,

4000 libras. - Certo.

E sobrou-me dinheiro.

Puseste um kit de carroçaria berrante?

Por baixo disto está um CLK 55 AMG.

Ele foi para o Reino Unido e tu para a Alemanha.

Um descapotável de grande cilindrada,

com kit de carroçaria falso.

Um AMG que quer ser um Black Series.

Está feio aqui, Francis.

Manchas de humidade, diria eu.

- O que é? - Isso sai.

Não é tão bom como achávamos.

Espero que não chova nos trópicos…

Só chove todos os dias.

Não tem emblema.

É como se não quisesse admitir que está a fingir.

O tamanho do guarda-lamas!

Ao longe e com a vista turva,

deixa-me extremamente… Deixa-me extremamente feliz seja como for.

MALÁSIA

Na manhã seguinte, fizemo-nos cedo à estrada…

SINGAPURA

… para vermos qual dos desportivos de 5000 libras causava a melhor impressão.

Isto é muito empolgante.

Cinco mil libras.

Cinco mil libras por este Jaguar.

A luz do motor está acesa e diz: "Verificar sistema de aviso de peões."

Acho que, a certo ponto, alguém tirou o forro de uma poltrona

e usou-o para refazer o teto,

mas sinto-me muito bem com a minha escolha.

Reparem que não ficaram surpreendidos

quando este desceu no elevador, porque fazia todo o sentido.

É um grande desportivo pelo preço.

E este, que fez 235 000 km…

Não parece que tem tantos quilómetros.

Não há ruídos parasitas nem rangidos.

Eis o que têm de saber.

O Thomas tem uma bomba-relógio.

O Francis tem um carro cheio de plásticas.

E eu tenho o único desportivo de dois lugares a sério.

Isto é um AMG Classic moderno.

Não acredito no que vejo.

Tenho um conta-quilómetros que marca até 320 km/h.

Tenho 367 cavalos debaixo do pé direito.

Lembra-te de que estás a conduzir num país novo.

Não abuses.

Na verdade, Singapura é o último sítio onde devem abusar.

O trânsito é horrível.

Famosa pelas estradas congestionadas e limites de velocidade rigorosos,

o nosso plano era fazer o que os amantes de carros locais fazem:

seguir para norte e cruzar a fronteira para a Malásia,

onde podemos testar os nossos carros a sério.

Meu Deus! Um túnel.

Vamos lá.

Thomas, tem cuidado.

Há muitas regras que te podem dar problemas.

Há câmaras neste túnel.

As leis aqui são bastante severas.

Nem sequer podes andar nu pelo teu apartamento.

E nos apartamentos dos outros?

Sinceramente, em Singapura é tudo muito rígido.

Cuspir? Prisão. Vapear, prisão.

Cantar canções com letras obscenas, prisão.

Entrar no wi-fi de outra pessoa, prisão.

Pronto, alguns destes dão multa, mas a maioria dá prisão.

Bem, isso é uma desilusão.

E sabes que mais?

O meu carro está em modo de segurança

e estou a perder potência.

Não está.

Estamos num túnel.

Porque não aceleras um pouco?

Estou a avariar enquanto falamos.

O painel parece uma árvore de Natal.

Estúpido.

Só quero dizer que lamento muito o teu fracasso.

Não, não lamentas.

Pareces todos os professores que ele teve na escola.

A temperatura debaixo do capô.

Vês se a correia está partida?

Aquilo é a correia do supercompressor. Está boa.

- Achas que o alternador morreu? - Talvez.

Felizmente, a produção tinha tão pouca fé nas nossas escolhas

que nos tinha dado um computador de diagnóstico.

Acho que o leitor OBD te vai dar um livro inteiro

do que se passa com este carro.

Não precisas de um OBD, mas sim de um Kindle.

Tenho de admitir, disfarças bem.

Se estivesse no teu lugar

e avariasse passados três quilómetros…

Foram mesmo três quilómetros.

Ficaria destroçado.

E estou. Isto sou eu destroçado.

Irritantemente, o Francis tinha razão.

O alternador do Jaguar tinha ido à vida,

por isso, fomos até uma sucata local

para arranjarmos outro.

Todos os carros na sucata parecem novos.

Onde está a frente daquele Q5?

Aliás, onde estão as frentes destes carros todos?

Estão cortados ao meio.

Aquilo é metade de um CLA novo…

É um 750iL.

Está ali um Gallardo.

Dentro deste bizarro matadouro automóvel,

havia visões ainda mais perturbadoras.

- Estranho. - O que se passa?

Está ali um Gran Turismo.

E está aqui um Maserati

a ser cortado ao meio. - O quê?

Diz-lhe para parar.

Porquê?

Isto dói só de ver.

Sinceramente, é difícil de ver.

Está ali a traseira de um Classe S.

Mas que raio?

Não vão cortar este a meio.

Está em ótimo estado…

Está perfeitamente funcional…

Está a ligar.

Enquanto pedia a minha peça…

Estou à procura de um alternador

para um Jaguar XKR de 2007. - XKR.

… descobri o motivo desta carnificina.

Os carros são cortados ao meio

para poderem ser vendidos para peças

e beneficiarem de mais reduções fiscais.

Com um desconto naqueles impostos enormes de que falámos há pouco,

fica mais barato abater um carro para peças do que mantê-lo a andar.

Então, é um país que incentiva o assassinato de carros.

Basicamente, sim.

Tenho uma ideia. Vamos sair de Singapura.

Vou arranjar o meu carro e depois vamos. Sim?

- Feito. - Está bem.

Sabes que,

quando as locomotivas a vapor eram desativadas,

a última coisa que faziam antes de serem desmanteladas era dar um grande apito?

Não, vais fazer-me chorar.

Não gosto mesmo nada disto, James.

Sim, vamos sair daqui.

Com o Jaguar arranjado,

atravessámos rapidamente a fronteira

e entrámos na Malásia,

livres das amarras de Singapura.

Modo desportivo, reduzir, abrir a janela.

Esse carro combina contigo, Francis.

Não sei como, mas combina.

É o kit de carroçaria agressivo do Black Series?

Tem aquele ar de "casei com uma Kardashian"

sem a capota.

Quando saímos da autoestrada,

encontrámos rapidamente uma estrada

onde podíamos começar a perceber

quem tinha comprado o melhor desportivo por 5000 libras.

Estrada a sério.

Desportivo a sério.

É isto.

Bem, a suspensão parece um pouco mole.

É um pouco velho.

Já viveu muito

e a direção é um pouco imprecisa.

Contudo, estou sentado num verdadeiro carro desportivo.

A única coisa que mudava era que, se pudesse abrir a capota,

abria-a, porque o Francis não parece feliz,

parece eufórico.

Que máquina!

Que máquina de 4000 libras!

Mantê-lo na faixa média de rotações

faz com que este carro pareça tão enérgico.

Ainda bem que fugimos de Singapura

e que decidimos sair da autoestrada na Malásia.

Sabem que mais? Às vezes, é preciso uma estrada assim

para mostrar do que é que um carro é capaz.

Tem sido a combinação perfeita entre desempenho e conforto.

E agora

é um desportivo a sério.

Acabada a diversão,

voltámos à autoestrada, rumo a norte.

Que diferença em relação a Singapura.

Que carro!

É um Black Series.

É um trio muito fixe.

Os nossos carros não eram a única coisa fixe nas estradas da Malásia.

A produção deu-nos a dica de um sítio

que merecia ser investigado mais a fundo.

Vejam só este sítio, pessoal.

Acham que podemos entrar?

Não sei. É estranhamente futurista,

mas sinto-me no The Last of Us.

Isto é Forest City.

Inaugurada há dez anos,

esta ilha de arranha-céus de 100 mil milhões de dólares

foi pensada para dar um lar futurista a quase um milhão de habitantes.

Mas, hoje, graças ao efeito dominó da crise imobiliária na China,

está praticamente deserta.

E quando a vida te dá uma cidade abandonada…

Vejo curvas em gancho, vejo chicanas.

Sim, acho…

Sabem, quando temos uma cidade abandonada,

sei que está escrito algures

que temos de a transformar numa pista.

É o que temos de fazer aqui.

Com o circuito improvisado definido,

preparámo-nos para testar os carros a sério, numa volta cronometrada.

E o primeiro foi o Nissan do James, com uns míseros 287 cavalos.

Estás pronto?

Estou com um problema de desempenho.

Do que estás a falar?

O carro dele não pega.

Estás sem bateria?

Acho que não,

mas podem dar-me um empurrãozinho?

Claro. É uma forma muito heroica de começar

o Prémio de Forest City.

Isto conta para o teu tempo?

Não.

Estamos a voar.

Pronto, dá-lhe.

Sim. Ouçam este V6.

Pronto.

Três, dois, um.

- Vai! - Vai!

Arranque fumarento.

Vai, Nissan, é o teu momento!

Arriscou na primeira chicana.

É uma zona de travagem.

O carro do Thomas deve morrer aqui.

Não estou preocupado.

Achas que fica bem?

Não.

- Viste quantos lancis havia? - Não, mas…

Só um idiota usaria isto como pista.

Vai!

Ele está a dar tudo.

Posso fazer algo que eles não.

Soou… Fez a curva com o travão de mão.

Sim! Japonês, leve.

Devíamos desviar-nos.

Vai!

Muito bem.

Como correu?

Olha como ele está suado.

Desliguei o ar condicionado. Ia a fundo.

Ias a rasgar.

- Qual foi o tempo? - Fizeste 1min56s69.

- É bom? - Sim.

Não. Bem, não.

Sim e não.

Então, esse recorde…

Está feito.

Sim, sabia que dirias isso.

A seguir, o Francis.

Decidi que a rigidez estrutural precisa de ser melhorada.

Vou pôr a capota.

Sim, a capota de lona com arames.

Vai dar muito mais rigidez estrutural.

É mínima, mas é nisso que estou a trabalhar.

Olha para… Isto é um exagero.

Só os alemães.

Olha para estas abas aqui.

Vão acabar por partir.

Francis, 1min56s…

Já está focado. Meu Deus!

- A concentrar-se. - Sim.

Ia incentivá-lo e tudo.

Vê-se que está focadíssimo.

Pronto?

Aqui vamos nós.

Três, dois, um, vai!

Um arranque preciso e comedido do Francis Bourgeois.

Ouve-se o eco.

Ouve-se o eco nos edifícios.

A traseira foge um pouco, mas o controlo de tração entra

para me manter onde tenho de estar.

Ele não combina com o carro.

Parece o Carteiro Paulo a conduzir a Estrela da Morte.

120 km/h.

O Francis é estranhamente bom condutor.

Eu sei.

- Muito suave na chicana. - A bater nos lancis.

Parece o Jenson Button, mal toca no volante.

A caixa estica bem as mudanças.

À saída destas curvas mais lentas…

Meu Deus! Ele vai rápido.

… o carro parece preso,

mas o binário puxa-o.

James, estás feito.

Não.

Esta é a essência de um Mercedes AMG.

Estou completamente confortável enquanto, em princípio, faço bons tempos.

1min50s78.

Não!

Foste cerca de seis segundos mais rápido do que o James.

Não. Vá lá.

Quantos tens? 700, 600, 500? Quantos cavalos tens?

367.

Certo.

O último foi o Jaguar temperamental.

Tenho uma pequena confissão.

Enquanto nos preparávamos, encontrei documentos no porta-luvas

que diziam que este carro foi quitado.

Ou seja, já não debita 420 cavalos,

debita 450.

Sim. Basicamente, estou a dizer que aposto em mim.

Três, dois, um, vai!

Mas é só um…

Era só uma roda.

Não nos esqueçamos de que o Jaguar XKR

tem o chassis todo em alumínio.

Isso significa que é leve.

Ele tem mais cavalos.

Devia demolir-nos.

Meu Deus! Tem tanto binário.

Não tem nenhuma desculpa para não te cilindrar aqui.

"Vou vencê-los, custe o que custar."

Tem suspensão adaptativa,

mas acho que já não é muito adaptativa.

A raspar!

Por aqui. Meu Deus! É apertado. Vai!

Credo!

Meu Deus! Esta coisa é rápida.

Pronto.

É um pouco difícil.

Sim.

É mais potente do que achava.

Sim.

Ainda bem que fizeste o burnout no arranque.

Fiz um burnout?

Muito bem, tinhas de bater 1min50s78.

- Sim. - Por este homem.

Fizeste

1min51s94.

Então, ficas comigo do lado errado de 1min51s.

Bem, Thomas, culpa a engenharia alemã

e a tua teatralidade sem sentido.

Na manhã seguinte, o carro do James voltava a pôr à prova

os limites do nosso ponto ideal de 5000 libras.

Cuidado com os pés, Thomas.

Com força.

Está bem.

Deixei marcas de mãos com protetor solar na traseira do carro.

James, sabes como liguei o carro esta manhã?

Carreguei no botão Start/Stop na alavanca de velocidades.

Sim, isso é tão estranho. É…

Também liguei o meu assim. Tem um botãozinho que diz:

"Start Engine/Stop." E foi isso que ele fez.

Não vou pedir desculpa por o meu carro ter uma função de fazer amigos.

"Função de fazer amigos." Certo.

Enquanto íamos mais para norte,

tivemos o nosso primeiro contacto com a cultura automóvel da Malásia.

Não acredito.

Vejam estes Protons.

Meu Deus, vejam aquela asa!

O melhor da Malásia.

Encostem, rápido.

Malta, são vossos?

- Sim. - Sim!

- Brutal! - Carros malaios.

Muito bom.

Então, este é um Satria?

Sim, é um Satria.

É um carro malaio.

Sim, tínhamos estes no Reino Unido.

Sim, é verdade.

- O Satria GTi. - Sim.

Fizeram um excelente trabalho.

Vejam só. Vejam aquela parte. Meu Deus!

Tapem os olhos para não verem a porcaria que está nestes dois carros.

Espera.

Era assim que…

Transformaram um carro alemão num mentiroso

e um carro britânico numa coisa horrenda.

Estes carros dão-se muito bem com uma asa enorme.

Têm splitters, difusores, canards.

Nem sei como se chama aquilo, mas adoro.

- Sim, isto é… - É verdadeira.

É mais rígida que a minha.

E a malta dos Protons também estava impressionada

com os nossos bólides.

- O que acham? - Merda!

Malta, destes três,

qual é que escolhiam como base para modificar?

Como base para modificar?

- Sim. - Base para modificar.

- O Fairlady. - Sim.

Obrigado por chamarem "Fairlady" ao meu carro.

Não gostam do Black Series?

Gostamos, mas as peças são caras.

A propósito do dinheiro,

decidimos comparar quanto tinha sido gasto

para manter os nossos carros de 5000 libras na estrada.

- Pronto. - Não tenho nada

que me envergonhe. - A sério?

Só chumbou numa inspeção em toda a sua vida.

- E 3000 libras em revisões. - Certo.

Na minha inspeção anual, cinco chumbos,

mas eram coisas mínimas como pneus gastos,

lâmpadas dos faróis e coisas assim.

Meu Deus!

Espera. É tudo de revisões?

Daí estares forte?

Olha para o rácio.

50 % manual, 50 % revisões.

- Sim. É tudo o que tenho. - O teu manual?

Isto é puramente…

- Isto é 5 % manual… - Obrigado.

… 95 % revisões.

Isto só mostra o quão meticuloso era o dono anterior.

Quantas reparações é que já teve?

Foram gastas 31 000 libras

no CLK.

Trinta e uma mil libras?

Dá para seis carros dos teus.

Torna a minha compra ainda mais incrível.

Desculpa. Como?

Não, não torna. Torna-a pior.

Se aconteceu uma vez,

acontecerá de novo.

Tem alguns problemas recorrentes. Certo?

Não augura nada de bom para ti.

Tiveram de arranjar o ar condicionado 13 vezes.

Mas vejo isso como algo gradual.

- Estão a melhorar a cada passo. - Certo.

E agora chegámos ao ponto perfeito

do ar condicionado do CLK.

E é bom?

Estou a divertir-me muito.

Até à 14.ª vez.

Estive fresco este tempo todo. Vá lá.

Sim, ou está prestes a avariar.

E, com isto…

- Credo! - Empurra-o no plástico.

… voltámos a pôr o James na estrada.

E rumámos a Kuala Lumpur…

… acompanhados uma vez mais

por alguns carros modificados fantásticos.

Sabe bem vir de Singapura,

onde parece que as pessoas são quase castigadas por terem carro,

para a Malásia, onde isso é celebrado.

Não são…

Lamborghinis, carros exóticos caros, não é nada disso.

São os típicos carros do dia a dia de qualquer entusiasta.

Acho que encontrámos a nossa gente.

Tenho de ser sincero, começo a sentir-me excluído da cena do tuning.

O James quer modificar o carro dele.

Quer juntar-se ao clube.

Parece que quase todos os carros aqui têm alguma modificação.

Estive a falar com um dos tipos dos Protons

e ele disse que há um evento de drift

em KL esta noite, se quiserem ir ver.

Claro.

Esperem. Agora dizemos KL?

Já somos locais?

É KL.

KL, sim.

Sim, claro, é KL.

Kuala Lumpur,

uma cidade de arranha-céus imponentes,

mercados fervilhantes e templos magníficos.

E, por baixo de tudo isso, há um tesouro escondido.

Vejam isto.

Caramba!

Bem-vindos ao submundo do drift de KL,

um mundo secreto onde as regras são

parecer fixe,

deslizar

e evitar os pilares de betão.

Devem ir ali de rabo bem apertado.

Sim, têm grandes tomates.

Tomates enormes.

É a única explicação.

Porque não se fala mais da cultura automóvel da Malásia?

A sério?

- Porque não ouvem. - É de loucos.

Isto é tão bom.

Estão artilhados. Têm vinil.

- Sim. - Telas deslizantes.

- James? - Sim. O que foi?

É assim que o teu carro devia estar.

Tem o splitter, a asa,

tem desenhos de anime.

Vês? Estavas a fazer mal.

É assim que se faz.

Eu gosto. Está bem?

Eu gosto dele.

Inspirado pela arte em movimento à sua volta,

o James desapareceu com os drifters.

E, na manhã seguinte,

disse-nos para irmos ter a uma bomba de gasolina,

onde a malta do drift costumava parar.

Isto é fixe.

Meu Deus!

Isto é incrível. Meu Deus!

Sinto-me envergonhado por termos os nossos carros ao pé de tanto prestígio.

Todos estes carros estão impecáveis.

Isto é uma boa vida. Fazes drift à noite

e vens aqui beber um café.

Ninguém ligou aos nossos carros.

Ia dizer o mesmo.

Ninguém se entusiasmou e disse: "Olha, o Black Series…"

Merda!

Não acredito.

Foi alto que chegue?

Não fizeste isso.

Fiz, pois.

Meu Deus!

Digam olá ao novo e melhorado

350Z, pronto para a Malásia.

Não está bonito?

És tu?

Sim.

Este sou eu e este é o Francis?

Isso mesmo.

É assim que vos vejo.

És assim tão musculado?

Está a jogar com as sombras, mas sim.

É um para-choques novo?

Sim. É novo.

Fizeste-o porque és um drifter.

Querem que vos mostre?

- Claro. - Não faças isso.

- É um para-choques à NISMO. - Sim.

Asa de fibra de carbono.

Tenho escape direto a sair atrás.

Meu Deus!

Tem vinil.

É tão má como a minha, só para que saibas.

Claramente decidido a agredir os ouvidos de KL,

assim como os olhos,

o James insistiu que fôssemos para o viaduto.

Vá lá, James. Dá-lhe gás.

Desculpa lá, mas quem diz que os V6 não soam bem…

Porque é…

Porra!

James, conseguiste transformar o teu chaço em algo incrível.

Nunca me vou fartar.

Nunca me vou fartar disto.

Agora que pelo menos um dos nossos carros já se encaixava,

os drifters locais convidaram-nos para uma pista ali perto,

onde nos tinham montado um circuito de drift.

Um circuito com um substituto alarmante para os pilares de cimento.

- Olá. - Olá.

Para que são os cestos?

- Um verdadeiro rei das frutas. - Sim.

Isto é o durião.

Consigo sentir o cheiro daqui.

Os cestos estavam cheios de duriões,

uma iguaria malaia tão pungente

que é proibida nos transportes públicos.

Cheira a contentor do lixo.

É isto que os novos drifters malaios têm de fazer?

Sim. Já provaste?

Não.

Como a Leona demonstrou,

o nosso desafio era fazer drift numa curva…

Vamos lá!

… sem perturbar o durião.

Boa.

Boa!

É brutal. Sim.

É mesmo brutal.

A penalização por acertar num cesto de fruta era ter de comer uma.

E, como já tinha o aspeto certo,

a Leona decidiu que eu devia ir primeiro.

A boa notícia é que, se ele for mau,

pelo menos, vai soar bem.

Fechamos os olhos e fingimos…

Tenho a janela aberta.

- Ouço-te a falar mal de mim. - O quê?

Ele tem de incorporar aquilo que criou à volta deste carro.

Quando olhamos para ele, vemo-lo a deslizar.

Olha para aquilo.

Tirei o casaco.

Preciso de destreza.

Preciso de me focar.

Preciso de toda a potência.

Vou usar a primeira.

Ele tem mais ferramentas do que nós.

Tem travão de mão.

Tem caixa manual.

Pode usar a embraiagem, entrar de traseira.

Tem tantas opções diferentes.

Pronto, aqui vamos nós.

Soou bem, mas não…

Não deslizou.

Não. Limitou-se a passar rápido.

- Talvez tenhas de meter a segunda, James. - Sim.

O carro está…

"Vou explodir!"

Vou outra vez. Mais uma.

Segunda, James.

Segunda.

- Segunda! - Olha para eles.

Até os profissionais estão a dizer: "Segunda."

Acho que é bem feita.

Ele já estava a abusar.

- James, desculpa, mas já foste. - Estás fora.

Estás fora.

Foi como todos os meus dias do desporto.

Vamos lá.

Ele bateu…

… com o splitter manhoso.

Ainda tens fumo no habitáculo.

O meu splitter.

Infelizmente, temos algo em comum.

- O quê? - Estamos fora.

Agora tudo dependia do Francis

para defender a honra do nosso trio de 5000 libras.

Muito bem.

Vá lá, CLK.

O que estamos aqui a fazer?

Qual é o sentido disto tudo?

Dizem que quanto mais amarelos,

pior o cheiro.

Três, dois, um!

Não.

Não está a acontecer.

- Não. - Boa!

Não faças esses sons.

- Água! - Não faças esses sons.

Não.

Com o meu Mercedes a provar mais uma vez que era o melhor do grupo,

ao cair da noite,

voltámos ao centro da cidade.

Vejam isto.

Vejam isto, pessoal.

É a cidade toda.

Vejam só.

Para não ficar atrás das luzes ofuscantes da cidade,

decidi juntar-me à festa.

Estão a ver o meu carro?

Sim.

Instalaste luzes por baixo?

Meu Deus! Isso é… Pronto. Noutro sítio qualquer,

gozava contigo,

mas, na Malásia,

estou cheio de inveja.

Desculpa, James, não sabia

que podias tornar o carro ainda mais piroso.

Tenho boas notícias, Francis.

Também pus nos vossos.

O teu carro parece uma discoteca.

Olha para ele.

Sim!

Isto é incrível.

Absolutamente horrendo.

Infelizmente, as modificações do James no Nissan não incluíram a sua reparação.

Porra!

Desculpe. Um segundo.

Vão ter de empurrar o carro. Lamento.

Fiquei acidentalmente em primeira e larguei a embraiagem.

Vai ter de pegar de empurrão!

Merda!

Idiota.

Está bem.

- Empurrem, rapazes! - Atenção à faixa.

Desculpem, pessoal.

Vai!

Desculpem.

Desculpem.

James, graças a ti, quase fui decapitado pela cancela

quando desceu.

Acho que devia ter arranjado o motor de arranque em vez de ir

para as luzes, o spoiler, as abas e saias laterais.

Era o último dia a testar os nossos desportivos de 5000 libras.

Depois de ouvirmos falar de mais estradas brutais

pela malta do drift,

seguimos para norte, rumo às terras altas.

E, para mimar o Francis,

fiz mais uma modificação no Mercedes dele.

Não! Francis!

O que foi?

Da última vez que vi o teu carro,

não tinha emblema

e agora tem.

O que diz?

Diz muito com apenas uma letra.

Não, não é um emblema "M"!

Agora, estás num BMW, filho.

Imaginem encontrar o maior adepto do Arsenal a dormir na cama

e tatuar-lhe o emblema do Tottenham Hotspur na testa.

A forma como se sentiria

é como me sinto agora.

Desculpe. Um…

O Francis saiu do carro.

O que está ele…

Atirou-o ao chão, furioso,

mas não deita lixo ao chão e apanhou-o.

Ele está zangado.

Ele não quebra regras.

Logo, está mesmo zangado.

MALÁSIA

Em breve, chegámos ao sopé das terras altas

e começámos a subir.

Temos estado a subir sem parar

até que chegámos a um clima diferente.

Estamos nas nuvens.

Enquanto subíamos,

descobrimos outra faceta da cultura automóvel malaia.

Veem aquele velho Land Rover?

Estou a ver muitos Land Rovers,

mas sinto que me está a falhar qualquer coisa.

Parece que estou algures nas Cotswolds.

Ali está outro.

Ao depararmo-nos com o que parecia um lar de idosos de Land Rovers,

parámos para dar uma volta.

Caramba! Olhem para eles.

Sim, mas…

Vejam como aquele está limpo por baixo.

Deixa-me apreensivo

porque receio que seja como a sucata em Singapura.

- Eu sei. - Estes vão ser executados.

Mas, a julgar pelas peças que estavam a manter os Defender a andar,

parecia que era exatamente o contrário.

Vejam o volante.

É o volante de um Honda.

Outro motor Toyota.

Um motor Toyota, sim.

É assim que se salva um Land Rover, com peças da Toyota.

Então, isto não é um cemitério.

É um hospital.

O segundo maior número de Land Rovers fora do Reino Unido

é aqui.

O quê?

Vejam aquele. Está nas últimas.

A razão de estarmos a ver tantos Land Rovers aqui

é que havia um incentivo fiscal

para os agricultores os adquirirem,

mas só se os usarem para fins agrícolas

e têm de ficar nas Cameron Highlands.

Logo, nunca podem sair.

É por isso que ainda estão aqui.

Mas esta é a casa do Defender.

É a casa da Land Rover.

- Estão a ser bem usados. - Estão.

À medida que subíamos ainda mais selva adentro,

a Malásia tinha claramente guardado o melhor para o fim.

Vejam a vista.

Vejam.

E, à medida que nos aproximávamos do fim da nossa viagem de 560 km,

tivemos tempo para refletir sobre os nossos desportivos de 5000 libras

que, apesar de alguns percalços,

continuavam a aguentar-se.

ADORO CAMERON HIGHLANDS

Dizem que escolhi um carro seguro,

mas estão enganados.

Olhem para ele.

Agora, ouçam isto.

Por 5000 libras…

Não sei se há melhor.

Esta coisa é fantástica.

É de uma altura em que os fabricantes

não se preocupavam em deixar todos os carros tão rígidos

que aguentassem uma pista.

Tem todo o conforto de que precisamos

e todo o desempenho de que precisamos.

Adoro-o.

Adoro mesmo.

Mas, por muito bons que fossem o Nissan e o Jaguar,

o melhor desportivo de 5000 libras,

custos de manutenção à parte,

foi o Mercedes.

Não falhou uma única vez.

Há tanto para gostar neste carro.

Pareceu um achado nas ruas apertadas de Singapura.

A puxar por ele na autoestrada,

apercebi-me de repente do que tinha em mãos.

A fazer drift,

mostrou bem do que era capaz

quando quis que fosse agressivo.

E aqui,

crucialmente,

tem a capacidade de nos fazer sorrir.

Ouçam estes carros

a rasgar aqui.

Que grande final.

Meu Deus!

James, perdeste o resguardo do motor.

Sim.

Sim.

Estes são Kei Cars.

PRÓXIMO EPISÓDIO

São o Ozempic dos carros.

Isto é o mapa da América.

Nos estados a vermelho,

os Kei Cars são ilegais.

Só não quero fazer nada ilegal.

O Francis é demasiado bonito para a prisão.

Fizemos uma coisa em grande.

Isto é embaraçoso e ilegal.

Meu Deus!

Legendas: Pedro Freitas

Supervisão Criativa Mariana Vieira

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