All language subtitles for The Grand Tour - 1x01 - Episode 1.WEB.CAKES.pt

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Original subtitles

LOJA - POR AQUI DIDDLY SQUAT FARM

Cá está.

Grande dia.

É um pouco maior ao vivo, não é?

Pronto.

Ainda têm o letreiro.

Sim.

Ali está ele.

Jeremy.

- Olá. - Olá, Jeremy.

Como vão as coisas?

Desculpa. Tem um bocado de carne.

Como… Sim. Certo.

- Vou dar um aperto de mão. - Desculpa.

Como posso ajudar?

Viemos perguntar…

Por favor, podemos usar a tenda como nosso estúdio?

Querem usá-la?

- Bem, sim, é para o programa. - Sim.

O estúdio.

Precisamos de um sítio.

Não me parece.

Quer dizer, podem,

mas agora tem um talho, um bar

e uma loja.

E uma garrafeira.

Há algum canto?

De novo… Não me parece.

Também costuma estar bastante cheio.

Ou seja, não teria público, mas sim clientes.

- Está bem. - Tudo bem.

Eu quero ajudar. Mas olhem…

Sim, eu sei.

Foi reconvertido.

- Percebemos perfeitamente. - A 100 %.

Querem alguma carne enquanto cá estão?

Fazem salsichas de porco com salva?

Quase de certeza.

As salsichas estão ali.

Perfeito. Leva algumas.

Está bem. Boa… Ouçam, pessoal.

- Sim. - Pessoal, a sério.

Divirtam-se com isto.

- Obrigado. - Sim.

A sério. E boa sorte.

E não estraguem tudo.

- Certo. Está bem. - Certo.

Obrigado, Jeremy.

- Cuidem-se. - Está bem.

Vais comer as salsichas?

- Sim. - Força.

Não imaginava que corresse assim.

Tenho de ser sincero.

Tenho visto o que eles têm andado a fazer

no último ano e meio

e eles são muito bons.

Acho que vão adorar.

És tu?

Sim.

Então, este sou eu.

E este é o Francis.

O que diz sobre Angola termos encontrado corridas

antes de um animal selvagem?

Significa que viemos ao sítio certo.

Adeus, James!

Como estamos numa pista,

seria de esperar uma corrida Top Fuel…

Porque não se fala mais da cultura automóvel da Malásia?

Porque não ouvem com o barulho.

Mantém-te junto.

Ele é muito bonito para a prisão.

James, para!

O jato? Onde está?

Porra!

- Achas que ele fica bem? - Não.

Qual é o tamanho médio de um lugar de estacionamento urbano na Europa?

O quê? Tu sabes?

E diziam que eu era um nerd.

Isto é fantástico.

A correr em Angola!

Merda!

Espaço pessoal.

A borda!

Não gosto disto.

Credo!

Vou sair daqui.

Sim, eu também.

Meu Deus!

Já viste o que temos feito?

- Sim, gostei. - Obrigado.

- Viste a parte em que… - Não.

- Não, não vi isso. - Não?

- Não. - Não essa parte.

Então, estamos sem casa?

Parece que sim.

Ao menos, não saímos de mãos a abanar.

Temos as salsichas de porco e salva.

Sim, podemos não ter casa,

mas isso não nos impede de partir em aventuras.

E está na hora do nosso primeiro filme.

É sobre uma luta pelo poder

que está a acontecer no mundo automóvel.

Não sei se repararam,

mas está tudo a ficar elétrico.

Há por aí grandes carros elétricos,

mas isso deixou a gasolina encurralada.

Quando encurralamos alguém, tendem a contra-atacar.

E não há sítio onde essa luta seja tão feroz

como na América.

CALIFÓRNIA

E no mundo em declínio dos carros desportivos a gasolina,

o contra-ataque faz-se ao mais alto nível da potência.

Sejam todos bem-vindos

à Resistência.

Apresento-vos o Mustang mais incrível que o mundo já viu.

O Mustang Grand Touring Daytona, ou GTD.

O seu V8 de 5,2 litros,

com a ajuda de um supercompressor de 2,65 litros,

debita 815 cavalos.

É tão rápido e tão extremo

que a Ford diz que já nem é um carro desportivo.

Na verdade, é um supercarro.

Portanto, é um Mustang que custa 300 000 libras.

Está todo revestido com painéis de fibra de carbono,

ostenta uma asa traseira gigantesca

e, onde deviam estar os bancos traseiros,

está uma suspensão de corrida.

Vejam, consigo ver as molas a mexer

no habitáculo.

O que é aquilo?

O que é aquilo?

Bom dia.

Este é o Corvette ZR1.

E tem 1064 cavalos.

A cerca de metade do preço do Mustang,

este Corvette tem um V8 biturbo de 5,5 litros

capaz de atingir os 360 km/h.

É isto que acontece quando se encurralam os carros a gasolina.

Alguém acordou uma fera,

uma fera grande e malcheirosa.

Credo!

Embora estes dois carros possam estar lado a lado

na linha da frente da luta contra os veículos elétricos…

… continuam, ainda assim, a competir um com o outro.

Ambos a lutar pelo título de rei dos carros a gasolina.

Aí estás tu, James, é bom ver-te.

Por acaso, esse carro tem muito estilo.

Pois tem. E tinha ainda mais antes de chegar o teu.

Sim, parece ótimo através do calor

que sai do meu V8 biturbo de 1064 cavalos.

Só uma pergunta.

Não te importas de estar no carro que tem menos cavalos,

pesa mais uma morsa inteira

e custa o dobro?

Não podes insultar o carro

porque, apesar de ter começado nos EUA,

foi para um sítio melhor, o Canadá,

e foi completamente reinventado.

E tu és de lá.

Logo, isso é traição.

Tenho orgulho de o carro ser feito no Canadá.

É feito a 20 minutos da minha casa. É incrível.

Mas, infelizmente, em termos de números, hoje,

está um pouco abaixo, não está?

Não se trata de números.

Estás a olhar para um carro de corrida feito à medida.

Está bem, então, vamos correr.

Muito bem. Arranque.

James, não achas estranho que, neste momento,

haja robots com IA provavelmente a planear uma viagem

para colonizar Marte ou assim,

mas no mundo automóvel

ainda decidimos quem tem o melhor carro

a conduzir muito depressa numa curta distância em linha reta?

Desculpa, só… Estou a ajustar o controlo de arranque.

Cá vamos nós.

Vai, Mustang!

Está a ir.

O Mustang foi-se. Sim.

Adeusinho.

Foi renhido.

Vejam aquele Corvette!

Vai, Mustang!

O que é aquilo?

O que é aquilo?

Adeus, James!

Olá, Thomas!

Adeus, Thomas.

Que diabo é aquilo?

Seu maluco…

Inacreditável.

O que…

Achei que ias trazer um Dodge Demon ou assim.

Isto é um Hennessey Venom F5 Revolution Evolution.

O carro de produção com motor de combustão interna mais potente do mundo.

É um V8 biturbo de 6,6 litros.

Nunca vi um carro a andar tão rápido.

Quando pisei o acelerador,

ficou tudo para trás.

Ainda estou à espera dos meus testículos.

Está bem.

Foi a melhor derrota que já tive.

- Quantos cavalos? - Uns bons 815.

- Quantos cavalos? - Mil e sessenta e quatro.

Dois…

Dois mil e trinta e um cavalos.

Meu Deus!

Quanto custa este carro?

Dois vírgula um milhões de libras.

Céus!

- Dois milhões. - É…

Vieste num hipercarro.

Então, 2031 cavalos,

sem tecnologia híbrida?

Não, isto é…

São todos motores de combustão interna puros, certo?

Não… Parece que ficou tudo louco no último ano.

Sim.

Oitocentos e quinze, há um minuto, era de loucos.

Isto é o gancho da América

em resposta ao murro no estômago dos carros elétricos. Quer dizer…

Faz as contas.

Dá uns 4000 cavalos no total?

- Quase. - Sim.

Temos uma grande viagem pela frente.

Para além de darem uma lição aos supercarros elétricos em potência,

estes carros prometem uma experiência de condução

muito mais envolvente e visceral.

Mas qual destes três faz isso melhor?

Não concordámos.

Então, decidimos fazer uma pequena viagem

pelos confins da Califórnia.

O que começo a adorar no Venom é meter mudanças em plena aceleração.

Parece o disparo de uma caçadeira de canos serrados.

Mesmo a baixa velocidade, é tão gratificante.

Não é preciso ir a 320 km/h

para desfrutar deste carro. Prontos?

É tão agressivo e brilhante. É brilhante.

Vocês querem falar do Nürburgring?

Porra!

Não.

Sei o que o Thomas pretende com a pergunta.

É muito importante. Aquela pista na Alemanha.

A grande, perigosa, longa e rápida,

onde os fabricantes provam que os seus carros são bons.

Que…

Que tempo fez o vosso carro?

James?

Fez o melhor tempo de sempre de um carro de produção americano.

6min52s.

É mais rápido do que um 918 Spyder.

Muito bom.

Até…

O Corvette foi um segundo mais rápido, com 6min51s.

Sim, é mesmo uma pena.

Francis, já levaram o Hennessey Venom Evolução Revolução Poluição

ao Nürburgring?

- É Revolution Evolution. - Desculpa.

Não, acho que ainda ninguém foi suficientemente maluco

para ir ao Nürburgring.

BEM-VINDOS A BOMBAY BEACH

Pouco depois, encontrámos a cidade mais baixa da América.

A 67 metros abaixo do nível do mar,

encontra-se Bombay Beach.

Vejam este sítio.

Isto é peculiar.

Este antigo resort dos anos 1950 junto ao lago,

era uma atração turística.

O Frank Sinatra, os The Beach Boys e o Bing Crosby eram visitantes habituais.

À medida que o lago secou

e as praias ficaram contaminadas,

os turistas foram-se embora.

Nunca estive num sítio assim.

Hoje, está praticamente deserto.

À exceção de alguns habitantes interessantes.

Sabem como há pessoas que consomem microdoses de cogumelos mágicos?

Acho que não andam a consumir microdoses.

Vejam este drive-in de Bombay Beach.

Parece uma instalação de um cinema drive-in.

Muito bem, querem ir ver um filme?

Vou entrar.

O Chevelle.

Aquele é um AMC Pacer.

Que barulho… É…

- Francis… - Viste o que têm?

- É ruidoso. - Francis,

quanto da minha viagem vai ser interrompida

pela tua ventoinha?

Estás a arruinar o filme.

Tem de respirar.

Este é um 1…

W126 SEC.

Ainda tem o símbolo da Mercedes?

- Não. - Não.

Vinha de fábrica em rosa e amarelo?

Sim, claro. Sim.

Sim, olha. Belos estofos Mercedes.

- Francis. - Não te sentes aí.

Francis.

Aconteceu tanto sexo

neste carro. - Sim.

Francis, a julgar pelas cuecas penduradas ali no Gran Torino,

isto foi um sítio de…

É um sítio de deboche.

Tinhas de estragar a diversão.

Não me toques.

Está ali outro Mustang.

Não tem rodas, mas dá para restaurar.

É bom ver que o teu carro ainda respeita a plataforma original.

Sim.

Ligeiramente. O objetivo era ter quatro lugares.

O meu trocou os bancos pela janela da suspensão.

- E do transeixo. - Sim.

Isso soou muito acusatório.

Sim, ia falar disso.

Sim, o teu ZR1 é basicamente um supercarro italiano adulterado.

Espera. Os nossos carros

são ambos clássicos do sonho americano, certo?

Que parte do sonho americano representa o teu carro?

Bem, diria que é o novo sonho americano de ser um bilionário.

Tenho de ser bilionário. Tudo é pior.

Tudo é pior. Sim.

Um bilionário pode ser tudo, até presidente.

Sim.

Parem todos um segundo.

- Espera. - É um comboio.

Vamos apanhá-lo.

- O quê? - Entrem no carro, por favor.

Queres apanhar o comboio?

- Está bem. - Está bem.

Vamos.

Impossível.

Estamos a seguir comboios.

Estamos a seguir comboios

no melhor que a combustão tem para oferecer.

Vejam só.

Sim!

Não há como esconder, pois não?

Estamos num sonho do Francis Bourgeois.

Francis, como o faço buzinar?

Buzina.

Sim!

Francis, admito,

isto é muito fixe.

É daquelas ocasiões raríssimas

em que encontramos algo nesta viagem

mais potente do que o Venom.

É verdade.

Quando nos separámos do Thomas, a Locomotiva,

o som dos carros dos meus colegas

pôs-me a pensar na acusação do Francis

de que o meu Corvette

é apenas uma imitação de um supercarro italiano.

Ambos os V8 naqueles carros soam tipicamente americanos.

É aquele som rouco… típico de um V8 clássico.

Este tem aquele som… suave

e isso é muito característico

dos V8 italianos.

Por muito que o adore,

parece um pouco estranho para um Corvette.

Ao longo da história,

os Corvettes sempre tiveram V8 daqueles,

não como este.

Algo que o James estava ansioso por provar,

à medida que penetrávamos mais no deserto da Califórnia.

É assim que um V8 deve soar.

Não abafado por turbocompressores.

Mas um supercompressor que ruge.

Música.

Agora, estávamos numa estrada com curvas a sério.

Podia finalmente dar o devido uso ao meu volante de alto desempenho.

A direção é incrivelmente direta.

Os meus comandos são transmitidos

por este manche ao estilo de um caça.

Cada grau de comando

dita exatamente para onde o carro vai.

E, com esta aceleração,

sinto que estou a voar num caça.

Irritantemente, apesar de este troço sinuoso de asfalto

ser uma estrada a sério,

percebemos logo que os nossos carros eram demasiado potentes para ela.

Primeira zona… e travagem.

Foi…

Não.

De modo algum.

Não sei quanto a vocês,

mas nem me consigo aproximar dos limites do meu carro nesta estrada.

Não há hipótese.

É muito bonito,

mas estes carros precisam de mais.

Sim, entrei na curva com o turbo

e acho que tenho de mudar de cuecas.

Felizmente, a sempre sábia produção do Grand Tour

tinha-nos organizado uma visita a uma pista próxima.

Bem-vindos ao Autódromo Thermal.

O que temos aqui é um refúgio para amantes de carros extremamente ricos.

Se conseguirem pagar uma das casas multimilionárias

à beira da pista,

podem correr no Circuito Thermal à vontade.

Diz-se até que o Max Verstappen tem aqui uma moradia,

caso precisem de lá ir pedir um pacote de leite.

Temos aqui uns carros a sério estacionados.

Estou a ver, com estes meus olhinhos, um GT3 RS?

O carro de corrida de fábrica mais perfeito do mundo? Sim.

Não é o carro que a Ford queria bater no Nürburgring

e que depois não conseguiu?

Definiram-no como objetivo.

Certo? Os objetivos servem para isso.

Apontas à lua,

cais nas estrelas.

Daí chamar-se um prémio de constelação.

James, não é um prémio de "constelação",

é um prémio de consolação.

Então… O que tem que ver com estrelas?

Não tem, seu idiota.

O quê? Não é…

Não é um prémio de constelação?

Não.

Como estava a ficar um pouco escuro para usar a pista,

a produção conseguiu arranjar-nos uma moradia nada má.

Esta é a nossa?

Esta?

Estás a brincar.

Meu Deus!

Este sítio é de loucos.

Este fica bem aqui.

Faz-me sentir que estou a visitar a casa luxuosa do tiktoker bilionário

Francis Bourgeois.

Não poria estas luzes no teto.

Isto é incrível. Desculpa. Posso ajudar?

- Posso? - As mochilas estão aqui.

Porque estão no meu carro?

Não temos bagageira nos nossos, Thomas.

Não tenho… Tenho suspensão em vez de mala.

Quando puseram as vossas…

Sinto-me violado.

Sabes que mais?

- A mochila está a ferver. - Obrigado. Pois está.

Não é solução para o futuro.

- Como assim? É… - Não te vou agradecer.

Pessoal.

- Agora somos bilionários. - Somos bilionários.

Temos de ter outra postura? Qual?

- Ombros para trás… - Ombros para trás.

- Sim. - Fios para o céu.

Não pago impostos.

Acham…

Terá esta casa uma sanita

que lava o rabo com água quente?

Sem dúvida.

Sim.

Só com base nestas escadas,

qual acham que é o carro desta pessoa?

- Um Classe G. - Um Urus.

Sim. Acho que é algures no meio ou ambos.

Que tal?

Não está mal.

Não tinha percebido que a pista é já ali.

É já ali.

O Francis ainda está na cama?

Se a cama for um hipercarro com 2000 cavalos.

Muito bem, vou pô-lo em modo F5.

Vou libertar toda a potência de 2031 cavalos.

250 KM/H

Fogo!

Verdadeiramente infernal.

Este carro foi concebido para atingir os 480 km/h.

Tiveram de usar a pista de aterragem do vaivém espacial da NASA

só para o levarem ao limite.

Meu Deus!

E atingiram uma velocidade máxima de 435 km/h.

E tinha mais para dar.

Abri as portas do Inferno com este Hennessey Venom.

E não sei se as consigo fechar.

Juntámo-nos rapidamente ao Francis,

ansiosos por saber como se portavam os nossos carros num circuito a sério.

Vejamos do que ela é capaz.

Modo de pista.

Credo!

Este tem o pacote de desempenho ZTK opcional.

Por isso, tenho apoio aerodinâmico e pneus de alta aderência.

O motor tem um sistema anti-lag,

por isso, quando travo para entrar numa curva e reduzo,

mantém o turbo a girar

e a pressão a entrar na admissão.

Logo, à saída,

não há atraso, só…

Só desempenho brutal.

E a direção também.

Conduzi todos os outros Corvettes desta geração

e normalmente a direção

não tem feedback nenhum.

É como tentar ler braille com luvas de cozinha.

No entanto, este é diferente.

Pronto.

É aqui que qualquer semelhança com um Mustang normal desaparece,

e já conduzi todos.

Este foi completamente redesenhado

por uma empresa canadiana chamada Multimatic,

que, admito, soa a marca de ar condicionado,

mas são os mesmos que fizeram o Ford GT

e o Aston Martin Valkyrie.

Eles não brincam.

Este eixo com mais 15 cm do que num Mustang normal

serve para pôr o máximo de borracha possível na estrada.

Estes pneus frontais,

são tão largos como os pneus traseiros de um Lamborghini.

Quanto ao desempenho em modo de pista,

corta o ar condicionado quando é necessário.

Apesar de ter sido concluído no Canadá,

mantém alguns dos valores americanos

porque está a sacrificar o meu bem-estar para ganhar potência.

Após uma manhã a domar os cavalos,

estávamos finalmente a dominar os nossos carros.

No entanto, ainda havia muita margem

no desempenho destas máquinas.

E, inevitavelmente, chegámos ao nosso limite.

Acabei de dar um murro nos tomates.

Por isso, achámos que era a altura certa para parar

e trocar impressões.

A sério…

As forças G da travagem naquele Mustang são absurdas.

Nem me fales de forças G.

Uma coisa, é ótimo a acelerar,

mas, nas curvas,

os meus órgãos estavam deste lado e depois deste.

Este carro tem tanta aderência. A sério.

Sem controlo de tração, levei um bocado a habituar-me.

A certa altura, vi-vos aos dois ao contrário.

- É só uma técnica. - É "entrar de traseira".

- Exato. - Para uma derrapagem louca.

Já chega das desculpas ridículas do Thomas e do James.

O que todos queríamos saber

era qual dos carros faria a volta mais rápida aqui.

E, para ser justo,

recrutei um piloto de corridas,

um rapaz inglês da minha terra natal, Frome.

- Francis. - Jenson.

- Tudo bem? - É bom ver-te, meu.

- É o Jenson Button. - Jenson…

Como correu a tua viagem?

A viagem correu bem. Obrigado.

Vamos lá? Ou esperamos que venha cá?

- Só… - Há alguma regra?

Ponho as mãos na anca ou nos bolsos?

Posso apresentar-te aos meus coapresentadores?

- Como estás? - Ótimo.

- James. - Olá.

Está bem, meu.

- Espaço pessoal. - Sim.

- Certo. - Precisava disto.

Que bonito. Estranho… Sim.

- Mantém a calma. - É bom ver-te, amigo.

- Olá. Eu… Sim. - Olá.

- Céus! - Ótimo.

Vocês conhecem-se?

Sim. Vivíamos na mesma cidade em Somerset.

- Sim. - Sabes…

- Frome. - É Frome.

- É onde? - Em Somerset.

- Estava a falar deste carro. - Sim.

O Hennessey Venom F5 Revolution Evolution,

com 2031 cavalos.

Tenho-o conduzido e é uma autêntica máquina.

Sim?

O que fazem eles aqui?

Eles trouxeram os…

- Estes são os nossos carros. Sim. - Boa.

- Sim. Vi-vos a conduzi-los. - Sim.

- Precisam que os conduza. - Sim. É justo.

- Justo. - É ciência.

Queres começar no mais lento? O Mustang?

É encorpado, não é?

- Vejam só. - Sim.

Tem umas belas ancas.

Tu lidas com a potência.

- Sim? - Sem problema…

- Vejam. - É uma combinação vencedora.

Vejam como ele anda. É como…

- Pessoal, posso só dizer… - Sim.

Isso é embaraçoso.

- Acho que estivemos bem. - Foi bom.

- Sinto que já somos amigos. - Não.

Então, o primeiro a ser posto à prova pelo ex-campeão de F1

foi o meu querido Mustang.

Foi um bom arranque. Um pouco de subviragem.

Segunda curva.

É a primeira vez que ouço o supercompressor.

Sim.

É o que vocês não têm. Têm…

Mas ouves o supercompressor enquanto conduzes?

Não.

Boa tração a entrar na reta de trás.

Meter mudanças acima é uma maravilha.

Soa bem.

- Está a voar. - Vai mesmo rápido.

Vamos.

Vamos, GTD!

Última curva.

Continua.

- Até ao limite da pista. - Ele sabe conduzir!

- Meu Deus! - Aqui vamos!

- Tens o tempo? - Não tenho comparação.

Está bem.

Com o tempo do Mustang cuidadosamente registado,

estava determinado a dar ao ZR1 e ao Jenson

a melhor hipótese de sucesso.

Muito bem, Jenson, ouve.

Tem cuidado a entrar na primeira curva.

Está escorregadia.

Sugiro uma travagem em curva.

Põe algum peso na frente.

E quando o carro se começa a endireitar à saída,

tem calma com o diferencial aberto.

Acelera progressivamente e devagar.

Teve boa aderência atrás, tendo em conta os 1000 cavalos.

Meu Deus, vejam como passou rápido.

Cento e sessenta, 190.

A aceleração é de loucos.

Duzentos e quarenta.

Pareces preocupado.

É o olhar de alguém preocupado.

Não, é uma miragem do deserto.

Sinto que este aderna muito mais…

… do que o Mustang.

Um pouco instável na saída.

Credo!

Meu Deus!

Ganhou velocidade num instante.

- É tão rápido. - Tens o tempo?

Estou a manter o suspense.

Vamos deixar o Venom ir a seguir.

Olá, Jenson.

O Venom tratou bem uma pessoa de Frome

e sei que também te vai tratar bem.

Em cinco, quatro, três, dois,

um, vai!

- Chamas! Vejo chamas! - São muitas chamas.

Um arranque perfeito.

- O que aconteceu? - O que aconteceu?

James, demora cerca de três segundos até o turbo ganhar pressão.

Então, o teu carro é uma merda.

Estou a segurar-me.

E não costumo fazer isso num carro de corridas. Estou a segurar-me.

Ouçam-no.

Porra!

Vejam como anda.

É um autêntico foguetão.

É o único carro em que estou a travar,

porque parece um pedal de corrida a sério.

É duro, é agressivo.

A velocidade em curva não parece muito alta.

Ele tem razão. Não parece.

É óbvio que foi feito para velocidade em linha reta.

Não foi feito para isto.

Vá lá, Jenson.

- Está com dificuldade. - Vê-se que dá luta.

Meu Deus! Vejam como anda!

Cruzou a meta.

A velocidade em linha reta…

Meu Deus!

Quer dizer…

É uma loucura.

Caramba!

- Caramba! - Pareceu difícil.

Não é muito frequente sentir que é o carro que me conduz.

- Aquele, sim. - É uma afirmação e tanto.

É uma verdadeira máquina.

É alucinante. É mesmo.

Há algumas coisas a melhorar.

No arranque, ainda não está no ponto.

As mudanças são um pouco bruscas, mas…

Quando aceleramos

e ganhamos tração… - Sim.

- … deixa-me atónito. - A sério?

- Este parece veloz. - Sim.

- Põe-nos a sorrir. - É veloz.

Achamos que não há mais veloz e depois entramos naquele.

- E, sim, é alucinante. - Que tal…

Que tal o Mustang?

Não parece rápido numa reta,

mas é incrível nas curvas. A questão é essa.

Para mim, o Mustang

é um bólide.

- O quê? - É equilibrado,

faz o que queremos.

Sentimos que a 30.ª volta será igual à primeira.

- Ótimo. - Os outros dois, nem por isso.

Pronto, Francis, acaba com isto.

- Quero saber. - O que é?

- Estamos prontos? - Sim.

- O Ford Mustang GTD… - Sim.

… fez 1min22s25. Está bem?

- 1min22s25. - O referencial.

Não sei o que significa.

É um bom ponto de partida.

O Corvette ZR1.

Isto é importante.

1min19s10.

O quê?

O quê?

Desculpa. É um massacre.

Não.

É o que é. Em segundos.

Vários segundos mais rápido.

- Senhores. - Sim.

- Preparem-se. - Está bem.

O Venom…

1min19s42.

- Sim. - É assim difícil.

- Meu Deus! - É mesmo difícil.

É mesmo.

Não foi pensado para fazer curvas.

Então, é feito para ir extremamente rápido em linha reta.

E acho que esses três décimos são do arranque.

Sem dúvida. Seja como for, que teste!

E que surpresa com os três carros.

Condução fantástica, Jenson.

- Muito obrigado. - Obrigado.

- Foi ótimo. - Um aperto de mão.

Anda cá.

Com a avaliação especializada do campeão do mundo feita,

parecia que o nosso trabalho com estes carros estava terminado.

Adeus.

Pensávamos nós.

Recebi uma chamada da produção esta manhã.

Disseram que o objetivo desta viagem era vir aqui exibir

o último reduto da combustão interna.

- Certo? Estivemos a competir. - Sim.

Disseram que temos de ir até um aeródromo 320 km a norte

onde, ao que parece, há um maquinão local

que vamos ter de enfrentar em equipa.

Nada é tão rápido como estes.

Não faço ideia do que estão a falar.

Somos como os Vingadores.

Um pouco perplexos, mas intrigados com o que nos esperava,

partimos numa viagem de 320 km rumo ao nosso confronto final.

AEROPORTO DE INYOKERN

CONDUZ UM CHAÇO?

James, estás rodeado de Mustangs.

Tenho razão em pensar que têm todos o mesmo interior,

apesar de o teu ser dez vezes mais caro?

Sim, tens razão.

Não sei porque a Ford fez isso.

Mas não tenho um ecrã que parece tirado de um Lotus velho.

Certo? Por isso, não começaria a falar de interiores.

Francis, tu trabalhavas na Rolls Royce, certo?

Sim. Correto. Como engenheiro de montagem.

Só queria saber o que achas da qualidade do teu Venom,

considerando que custa milhões de libras.

Considerando que é um carro de produção muito limitada,

não há ruídos parasitas

nem folgas na carroçaria,

mas estou a sentir

cada pormenor da estrada

no traseiro.

Ʌ

Não é uma sensação agradável.

Não te preocupes. É aqui que o teu carro vai brilhar.

Uma viagem de centenas de quilómetros num banco de fibra de carbono.

Espero que estejas confortável.

Continuámos a nossa viagem pelo deserto de Mojave,

à procura de um local para pernoitar antes do confronto de amanhã.

E, com o cair da noite,

demos com uma antiga localidade mineira perto do Vale da Morte,

chamada Randsburg.

Isto está congelado no tempo.

Absolutamente fantástico.

Vejam este sítio.

O bigode daquele tipo chegava-lhe aos tornozelos.

RANDSBURG INN ALOJAMENTO - ANTIGUIDADES

Que lugar único.

É fixe, certo?

Nunca vi nada assim.

Temos uma pensão.

E um bar.

Mas que raio?

Meu Deus!

- O que te aconteceu? - O que aconteceu?

Derramaste algo?

O ar condicionado deixou de funcionar.

Vê-se a marca do cinto de segurança.

Pareces um teste de Rorschach.

Grande viagem.

- Não. - Não.

Sabem, a tinta do couro do volante

misturou-se com o meu suor

e manchou-me as calças.

Meu Deus!

Enquanto o Francis se secava,

fomos buscar bebidas

e sentámo-nos a conversar sobre os nossos carros.

Genuinamente,

o que acham dos vossos carros? Francis.

Sem contar o preço…

- Não pode ser. - Tem de ser, para ele.

- Sem o preço… - Sim.

É a melhor coisa que já conduzi.

A experiência é única e tem o título.

"O carro com motor de combustão interna mais potente."

É difícil discordar.

Quando aceleramos, não conseguimos respirar.

A verdade é que também me apaixonei pelo teu carro.

No início, não estava convencido.

Quando entrei nele, parecia um GT 500,

que custa três vezes menos,

tem o mesmo motor e parece igualmente rápido.

Sim.

Mas só de ver o Jenson a tocar-lhe…

É inacreditável.

Deixei o ecrã do Mustang ligado lá dentro

para olhar para ele…

- Sim. - … e para a suspensão.

Tem muitos truques escondidos.

Posso falar do Corvette por um segundo? É brilhante.

Adoro-o mesmo.

Acho que é objetivamente quase perfeito.

É quase perfeito na sua missão. No entanto…

Tem uma crise identitária.

Tem, sim. Lamento.

Com o V8 turbo de cambota plana e alta rotação,

parece um supercarro italiano

numa estranha carroçaria americana de motor central.

Mas é mais em conta.

É. Mas…

Não importa porque, quando o ouvimos e o conduzimos, é pura Itália.

Depois entramos e o interior parece um cruzamento

entre Las Vegas e a frase: "A malta aqui vê NASCAR ou quê?"

- É confuso. - Percebem?

Seja como for, acho brilhante.

Acho que todos eles…

É o trio mais fixe que já vi reunido.

Sim.

Uma pergunta. Arma apontada à cabeça.

Qual escolheriam? Força.

O dinheiro não é problema.

- Qual… O Venom. James? - O Venom.

O GTD.

O ZR1. Bem, isto foi inútil.

Foi completamente inútil.

Pronto. O dinheiro é problema.

É problema? O ZR1.

- O Corvette, sem dúvida. - O GTD.

Está bem.

Ainda bem que adoramos os nossos carros,

porque amanhã vem aí qualquer coisa.

E se o teu for o superior,

vamos contar contigo.

Acho que a velocidade vai ser um fator decisivo amanhã.

Céus!

DESERTO DE MOJAVE

Está bem.

Gosto de uma boa pista.

- Sim. - O que disse a produção?

Que vamos enfrentar um maquinão local?

Sim. Só sei que devíamos vir aqui, trabalhar em equipa

e, ao que parece, vamos enfrentar um piloto local.

Acham que vai ser um veículo elétrico potente com tração integral?

Como estamos numa pista de descolagem,

seria de esperar uma corrida Top Fuel…

Meu…

Credo!

Vamos correr contra o quê?

Bem, é contra isto que vamos correr.

Um trio de caças L-39 Albatros.

Pilotados por alguns dos pilotos mais americanos

da Patriots Air Display Team.

Bom dia, cavalheiros.

- Olá. - Olá.

Chamo-me Cory "Zippy" Lovell.

A voar comigo estará o Scott "Intake" Kartvedt,

na posição número dois.

E logo a seguir estará o Randy "Howler" Howell.

Entendido.

Daqui para a frente, chamamos-vos pelas vossas alcunhas?

Sem dúvida.

- Zippy, Howler, Intake. - Ótimo.

Vamos ter de vos arranjar alcunhas.

Tenho de pensar numa.

Não podes pensar na tua própria alcunha.

Não podemos pensar nas alcunhas?

- Não, Molson. - Estou a ver.

"Molson".

Thomas, és do Canadá, certo? Do Ontário?

- Soube que gostas de cerveja. - Sim.

Não. Tudo bem. Estou bem.

- É Molson. - Certo.

Vais guiar o Corvette.

- É verdade, Molson? - Sim, senhor.

Aquele é o Stretch. É o Stretch.

- Stretch? - Stretch.

Stretch.

Porque sou alto. Está bem.

Vou enfrentar o James. Precisa de um nome.

Estive a falar com ele.

Perguntei-lhe o que mais gostava de fazer.

- Holiday. - Holiday.

Ele disse: "Não gosto de trabalhar. Gosto de férias."

É tão aborrecido, mas a alcunha é fixe.

Agora sou o Holiday? Está bem. Zippy.

Vou explicar rapidamente a corrida de hoje para que todos percebam.

Vamos ter três carros e três aviões.

É uma estafeta.

O carro fica do lado direito

e o avião fica do lado esquerdo da pista.

Vamos descolar ao vosso lado

e vamos pelo lado esquerdo.

Não podem atravessar porque, quando chegarem aqui abaixo,

vão querer vir para a esquerda,

mas não o façam. Têm de ficar do vosso lado.

O avião vai sair por aqui, a fazer cerca de dois ou três G na curva.

O carro continua.

Têm esta pista toda e, nesta última reta,

apareço aqui com as asas niveladas,

a 480 ou 640 km/h.

E vamos descer até cerca de 6 m

e vamos correr… - Seis metros? Credo!

… para ver quem corta a meta primeiro.

- Está bem. - Então…

Pista, virar à direita.

Pista, não bater no avião.

- É isso. - Certo.

Alguma pergunta?

- Negativo. - Não, estamos prontos.

- Muito bem. Vamos lá. - Muito bem.

Sim. Algum de vocês vê estafetas nas Olimpíadas?

Alguma estratégia? Quem vai primeiro

e quem vai no fim?

A última estafeta que fiz

foi no Dia do Desporto na escola secundária.

Se não me engano,

o Usain Bolt foi o último na equipa de estafetas da Jamaica.

Certo, faz sentido.

Então, vais tu no fim,

o mais potente.

Acho que, James, se quiseres ser tu a começar,

serve-nos de referência e já sei o quanto tenho de puxar.

Está bem. O Mustang primeiro, o Corvette em segundo e o Venom em terceiro.

Vamos lá.

O que estou a ver agora no retrovisor…

Caramba!

Meu Deus!

Meu Deus!

Estamos lixados.

Estou a ver-te, Zippy.

Ele… Aquilo foi mesmo intimidante.

Olhou diretamente para mim.

Muito bem, Patriots, vamos derrotá-los.

Aguardem, dez segundos.

Controlo de arranque.

Dois, um…

Vai!

Vai! Sim!

Vai, James.

Arranque impecável!

Bom arranque.

Inicialmente, os carros teriam vantagem

porque eram muito mais rápidos no arranque.

Estou a arrasá-lo.

Vá lá, amigo.

Duzentos e vinte e cinco.

Duzentos e quarenta.

Estamos a andar.

Duzentos e sessenta.

Hora de travar.

A travar.

O jato está quase no ar.

Onde está ele? Está a vir.

Estou a rodar.

Estes travões são fenomenais.

Lá vai o avião.

Está a fazer a curva.

Cuidado a acelerar.

Céus, que curva apertada!

Vá lá, James, onde estás?

Cento e oitenta.

Duzentos! Onde está ele?

Lá está ele! Não olhes.

Concentra-te.

E trava!

Os travões são tão bons!

A fazer a curva,

a usar a pista toda.

Vou a todo o gás.

Vou tentar apanhá-lo aqui na reta final.

Lá vem ele. É quase a minha vez.

- Dá-me a vez. - Onde está?

Estou a ganhar!

Não o vejo.

Meu Deus! Está tão perto!

Passou tão perto!

Vai ganhar-me no arranque!

O jato vai chegar primeiro.

Vai!

Vamos, James.

Céus! Estou a enfrentar um jato!

Adeusinho!

Adeusinho, senhor!

Céus! Coragem, Thomas.

Mantém o pé… Não. Credo!

Meu Deus do céu!

Estou nos sulcos.

Duzentos e sessenta.

Duzentos e setenta.

Trava.

Está a fugir quando travo.

É assustador. O jato? Onde está?

Thomas, foca-te na curva. Não olhes para o jato.

Lá vai ele!

Acelera! Meu Deus!

Está escorregadio.

- Acelera, Thomas! - Estou a perder a traseira.

Há areia na pista.

Lá está ele.

Está a fugir. Travar.

Cá vem ele.

Cá está o Molson. Apanhei-te.

Vá lá, Thomas. Vira.

Porra!

Lá está o Thomas!

Lá está o avião. Foi ultrapassado.

Com o Thomas para trás,

era altura de jogar o nosso trunfo.

DESPORTIVO

Vejam só!

Vá lá, Thomas! Onde estás?

Vai!

Vamos lá!

Tenho de apanhar o jato.

Vamos, Venom!

Estou a apanhar o jato!

Caramba, aquilo é rápido!

Duzentos e noventa.

Estou a travar.

Estou a travar!

Lá vai ele.

Estão próximos.

Onde está ele?

O jato já está a virar.

Abriste demasiado nessa.

Vamos.

Vamos, Venom!

Vejo o Francis.

Ele é rápido.

O jato?

Travagem forte.

Reduzi para segunda.

Tenho de tentar apanhá-lo.

Acelera.

Não te vejo, Stretch!

- Lá está o Stretch! - Ali!

Duzentos e sessenta. O jato?

O jato?

320 km/h.

- Não! - Falhou por pouco!

Não!

Raios!

E começou a largar fumo.

Foi a primeira vez que cheguei aos 320 km/h.

James, sinto tanta adrenalina

no corpo.

- Não sei… - Estou contente.

Estou a falar rápido.

Eu falo assim normalmente?

Acabámos de perder.

Acabámos de perder.

Senti necessidade…

Não digas.

- De ir à casa de banho. - Sim.

Podemos ter perdido para os caças,

mas estes três carros mostraram-nos que o desempenho a gasolina

não vai desaparecer tão cedo.

Foi tão renhido.

- Foi tão renhido! - Foi tão renhido.

- Estiveste muito bem. - Céus!

O meu ar condicionado também avariou.

Estiveste muito bem.

- Obrigado. - Stretch, não Francis.

- Desculpa. - E Molson.

Molson. Holiday.

Que final para o nosso primeiro Grand Tour.

Com uma derrota?

Sim, aceito.

- Tudo bem. - Aceito.

Isto não vai ser fácil.

Não é um trabalho fácil.

Vamos começar como queremos continuar.

PRÓXIMO EPISÓDIO

Os carros estão ali?

Quem comprou o melhor desportivo por 5000 libras?

Quem comprou um velho XKR por 5000 libras?

Sinto-me no The Last of Us.

Vou vencê-los a todos, custe o que custar.

Estou a avariar enquanto falamos.

- Não. - Foi alto que chegue?

- Segunda, James. - Segunda.

Desculpa, mas já foste.

Legendas: Pedro Freitas

Supervisão Criativa Mariana Vieira

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