All language subtitles for The Gentlemen - 2x07 - Episode 7.WEB.FLUX.pt

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Original subtitles

O DIA APÓS O CASAMENTO

Bem-vinda a casa, Vossa Senhoria. Como foi o casamento?

Fantabulástico.

O lago, a igreja, a noiva, bellissima…

E agora o casal feliz foi de lua de mel.

Fico muito contente por saber.

Espero que a viagem de regresso não tenha sido difícil.

O Tarquin não gostou do avião.

Berrou o caminho todo.

- Ele acabou de adormecer. - Ótimo.

Vamos ter de o extrair do carro.

Uma operação delicada que requer silêncio total.

A alegria e felicidade de ser avô.

Tomei a liberdade de preparar um jantar leve.

Só vichyssoise e frios.

O chefe e o resto do pessoal está de folga até amanhã.

Vichyssoise. Que bela receção.

Pronto.

Geoff, acompanha-me nuns frios.

Presumo que Sua Graça e a nova Lady Halstead

se instalem aqui quando voltarem.

É esse o plano.

Claro que significa que terei de encontrar uma alternativa.

Porquê? Há 40 quartos. Não está exatamente cheio.

Nenhuma noiva quer a sogra a rondar,

como o Fantasma do Natal Passado.

Para onde vai?

Para a casa da viúva.

Claro que precisa de uma pintura,

mas sempre a achei bastante acolhedora.

Sim, sempre gostei dessa casa.

Sim, eu lembro-me.

Não fica longe de ti.

Sim, são cinco minutos a pé.

Uma família de texugos mudou-se para lá. Para o quintal.

São animados.

Gostam de uma festa numa noite quente de verão.

Bem,

acho que poderíamos viver juntos muito harmoniosamente.

Eu e os texugos.

Olá, querida.

Missão parcialmente cumprida. Deixei o pequenote na cadeirinha.

Podemos tirá-lo daqui a uma hora.

Com sorte, dorme até amanhã à hora do almoço.

Meu Deus! Parece o paraíso.

Vou fazer o mesmo. Estou mesmo de rastos.

Também deves estar, Geoffrey. Não te prendas por nós.

A menos que houvesse algo mais?

Não, tudo bem. Vou andando.

Não, Geoff. Não tens de ir já embora.

Está a ficar tarde.

Senhoras…

- Obrigado pela ajuda, Geoff. - Boa noite, Geoff.

Disse algo de errado?

THE GENTLEMEN: SENHORES DO CRIME: A SÉRIE

Anda, Betsy.

Que fazes cá fora?

Quem deixou o portão aberto?

Vamos voltar para dentro.

EPISÓDIO SETE ESTE CIRCO DE LOUCOS

Vá lá.

Pronto, acalmem-se.

Decidiste voltar?

Parece que sim.

Pronto, meninos, acalmem-se.

Deram-te muito trabalho?

A maior parte do tempo, portam-se relativamente bem, exceto aquele ali.

Rosnou-me quando cometi o erro de me sentar na tua cadeira.

No fundo, é um grande mimalho.

Até lhe dar a ordem e, depois, é o fim.

Anda, Winston. Dá-me um abraço.

Está amuado.

Dá-lhe uns dias e ele fica bem.

Vi meia dúzia de ovelhas na estrada.

- Pensei que estavas a cuidar dos animais. - E estava.

O portão estava aberto, George.

Não aches que fui eu a deixá-lo aberto.

Deve ter sido um dos criados de Sua Senhoria.

Não.

Tiveram a semana de folga.

- Tem cuidado, George. - Não te preocupes comigo.

Vou procurar outra vez a raposa no caminho para casa

e ver se há mais portões que possam ter sido deixado abertos.

Estás zangada?

- É por causa do Geoff? - Talvez, sim.

Acho que foste um pouco brusco com ele.

Brusco?

Sim.

Seco, desdenhoso.

Ele é um funcionário, querida. Estava a dispensá-lo.

O Geoff é mais do que um funcionário.

Ele faz parte da conspiração criminosa?

- Não. - Então, o que é?

Bem,

ele foi contratado como couteiro,

mas ajuda o meu irmão de vez em quando.

Olha para isto.

Esta porcaria não está a dar.

Deixa-me ver.

Vou sair de fininho para fazer os meus exercícios.

Posso tentar pôr o Sr. T no berço.

Não. Deixa estar. Faço isso depois.

Meu Deus! Vá lá.

Nanny,

sabias que estamos sem rede nenhuma?

Viu na sala do bilhar?

Até fui ao roseiral,

que costuma ter sempre rede.

- Nada. - É urgente?

Queria falar com o Eddie e a Bella

para ver se chegaram à casa.

- Podem ter desligado os telemóveis. - Podes ver?

Não percebo nada disto, mas acho que o problema é nosso, não deles.

CONDESSA ISABELLA

BEM-VINDO AO BATIZADO DE TARQUIN HORATIO ASSANTE

Aí estás tu, minha linda.

George para Geoff.

Geoff, responde.

Já me apanhaste a raposa, George?

Tinha-a na mira quando escapuliu.

Assustou-se com dois carros estacionados junto ao marco.

Acho que são os responsáveis pelo mistério do portão aberto.

Quantos são?

Para já, só vejo um, mas há dois veículos.

Os amigos dele podem ter ido a algum lado.

Que achas? Caçadores furtivos ou…

Não.

Não é época.

As perdizes não têm muita carne.

Talvez itinerantes?

Não, não me parece. Estão muito armados para itinerantes.

Fica de olho neles, sim?

Está bem, Geoff.

Vens até cá ver comigo?

Não, vou até à casa.

Está bem.

Já de volta, Geoffrey?

Sim, só queria ver se estavam todos bem.

Tanto quanto sei, estão todos bem.

Meu Deus, Geoff! Que raio se passa?

Vimos uns carros perto do bosque

e não há rede de telemóvel.

Parece tudo algo estranho.

Aonde vais?

Lá acima.

Estamos a meio da noite.

Eu sei.

Podes falar comigo abertamente. Sei o que se passa nesta casa.

Não sou parvo e o Eddie não é tão discreto como pensa.

Não estarás a exagerar?

Não há droga nesta casa

e o Eddie está em lua de mel.

Quer seguir-me?

Vejam as áreas. Sem barulho. Se alguém aparecer, matem.

Assim que tivermos o cesto,

saímos.

Geoff, tens de me dizer o que se passa.

- Tem treino adequado? - Antes de trabalhar para Sua Majestade,

fiz duas missões operacionais com os tipos de Hereford.

Muito bem. Tome isto.

Traga a Charlotte e o Tarquin. Trago a Lady Sabrina.

Leve-os pela ala dos empregados. Vamos no Land Rover.

Modifiquei-o para o Eddie. É à prova de bala. É um tanque.

- Entendido. - Não pare para lutar, fuja só.

Vamos a isto.

Bronsky a entrar agora.

Há homens armados na casa. Roupão, chinelos, vamos.

Mas quem são eles?

Não sabemos, querida. Só temos de ir.

Vá!

Ligue o chuveiro.

Avisem quando o último piso estiver limpo.

Quando tiverem o cesto, deem dois cliques.

- Está bem? - Sim.

A ala leste está limpa. Vou para sul, para o rés do chão.

- Entendido, Zammo. Bronsky, situação? - Temos de ir.

Yuri, responde.

Yuri à escuta.

O Bronsky não responde. Voltem para trás e vejam se o encontram.

A caminho.

O Bronsky não responde. Vamos voltar. Todos atentos.

Devem ter vindo pelo Eddie, não por nós.

E se fugíssemos?

Temos de esperar pelo momento.

E se criássemos o momento?

Sr. Lawrence!

Voltem a revistar o 1.º piso.

Baixem-se!

O 1.º piso está livre.

É uma cidade fantasma.

O alvo pode ter-se assustado e fugido por trás.

E alguém que encontre o Bronsky, porra!

- Sim, chefe. - Daqui fala Tin Tin.

Não há nada aqui fora. Está tudo livre. Câmbio.

Quem disparou? Todos os líderes, informem já.

Zammo, negativo.

Jay, negativo.

Atenção. Viram-nos.

Bunny, flanco esquerdo da entrada lateral

e elimina os hostis na direção do fogo.

Está bem?

Peço desculpa. Estou com tanto medo.

- Contacto no átrio! - Por aqui!

Sigam-me!

Merda!

Não podemos deixá-los.

Vem para aqui. Tranca as portas.

O carro é blindado, mas não arrisques.

- Se alguém vier, arranca. - Está bem.

- Deita-te no chão! - O duque de Halstead não está cá.

- Está em lua de mel. - Deita-te!

- O duque não está aqui. - Deita-te já!

Mata-o!

Mãe!

- Ajuda! Temos de o pôr no carro. - Vamos! Mexam-se!

Vamos!

Para! Para o carro!

O Tarquin?

Ele estava ali. Deixei-o ali.

Verifiquei antes de sair. Meu Deus!

Meu Deus! Levaram-no.

Levaram-no.

Alvo capturado. Vamos.

Chefe para John. A regressar ao ponto de extração.

Chegada: zero, um, três, cinco.

Meu Deus!

George,

preciso que elimines os veículos e o condutor.

Queres dizer pôr esse sete palmos abaixo da terra?

Sim, e preciso que seja rápido, amigo.

Lembrar-me-ei disto, George, e fico a dever-te.

Está bem, Geoff.

És um bom homem.

Vamos fazer o seguinte.

Charlotte, vais entrar no Land Rover e conduzir.

Afasta-te o mais possível.

Não posso ir.

Ouve-me!

O melhor que podes fazer é ficar viva.

É o que tens de fazer pelo Tarquin, sim?

Querida,

o Geoff tem razão. Vamos salvá-lo.

- Agora! - Anda, querida. Vamos, está bem?

Sabes para onde vão?

Não vão a lado nenhum. Vamos.

Vamos sair daqui.

Tudo bem, John?

John?

Saiam do carro.

Desliguem tudo. Espalhem-se. Atentos. Vigiem a linha das árvores.

Mas que merda é esta?

Vá lá, querida. Não podemos ficar aqui paradas.

Vamos. Vá lá.

Não consigo.

Não me consigo mexer. Não posso deixá-lo. Não sei o que fazer.

Quem faria isto, mãe? Quem…

- Quem roubaria o meu bebé? - Não sei, querida.

É incompreensível.

Ouve-me.

O Geoff é um homem muito bondoso, não é, Charlotte?

Mas também tem um passado.

O Geoff passou os últimos 30 anos a aprender a livrar-se de vermes.

Ninguém quer estar nesta situação,

mas, se alguém nos pode tirar dela, é ele.

Nada o impedirá de garantir

que aquela criança está nos teus braços o mais depressa possível.

Ele constrói as próprias armas, Charlotte. Até faz as próprias balas.

Esta é a terra dele, o território dele, o ambiente dele.

Ele é o homem certo para o trabalho.

Podemos ficar aqui, se quiseres,

mas só porque estaremos mais perto

quando o Geoff te trouxer o Tarquin.

Vá lá! Porra!

A casa devia estar vazia.

O mandante enviou-nos para uma emboscada!

E por que raio levamos um bebé, porra?

Para quem estamos a trabalhar? Quem roubaria um bebé?

Estás a ser bem pago.

E a tua parte será bastante maior, dada esta situação.

Então, sugiro que te concentres

e fiques atento a quem está por aí, percebeste?

Chefe, a bomba de combustível e os injetores estão lixados.

O carro não anda.

Vê o outro carro.

Contei três

e acho que há mais um por aí, algures.

Nanny, este é o George, o couteiro da casa ao lado.

É o seu filho que têm ali?

Não se preocupe. Ele vai ficar bem.

Consegues vê-lo?

Não. É demasiado arriscado disparar sem saber onde ele está.

Vai por trás, George. Vê se consegues ver o miúdo.

Está bem, Geoff.

Estão ambos lixados.

Ou seja, nós também.

Não estamos lixados. Faz reconhecimento enquanto resolvo isto.

Jay, precisamos de extração urgente. Vem buscar-nos de carro.

Chefe, daqui Jay. Entendido.

Meu Deus!

Céus!

Chefe, vi um carro na linha de árvores. Parece ter dois à frente.

Sabes o que fazer. Qualquer coisa para o obteres.

Entendido, chefe. Dê-me cinco minutos.

Que foi, Geoff?

George, vai para a estrada a sul da casa.

O mais depressa que puderes, amigo.

Estou a dois minutos, Geoff.

Que foi?

Que se passa?

Nada, Nanny. Estamos a resolver isto.

Depressa, faz marcha-atrás. Ele tem uma arma.

Isto é um carro blindado, mãe. Não vou fazer marcha-atrás.

Porra!

Achas que lhe acertei?

Acertaste, sem dúvida.

- Achas que o matei? - Muito possivelmente.

Meu Deus! Acho que ele se mexeu.

Que achas?

Certificamo-nos?

Sim.

Mais uma vez?

Mais vale.

O teu Land Rover ainda é amigo?

- É nosso. - Ótimo.

Nesse caso, não tens de te preocupar com o outro homem.

Vou voltar para aí.

Boa.

Onde estás, Jay?

Cinco minutos, chefe.

A tratar disso.

Quando perceberem que ninguém vem, vão ficar agitados.

Mal o George volte, temos de os atacar. Vai correr tudo bem, Nanny.

Não vão levar o seu menino.

Queres dizer o nosso menino.

Sei que és o avô dele.

O que não consigo compreender é a razão de tanto segredo.

Pois…

Não é assim tão simples.

Há semanas que espero que me contes.

Dei-te imensas oportunidades para dizeres a verdade,

mas não consegues.

É que há coisas que é melhor não dizer.

Onde raio está ele?

Jay?

Onde nos conhecemos?

Perguntei

onde nos conhecemos?

Como estás, George?

Estou em posição.

Vejo o Tarquin. Puseram-no na parte de trás da carrinha. Está seguro.

Pronto, está na hora.

Vou para a esquerda. O Nanny vai para a direita.

O do teu lado é teu.

Está bem, Geoff.

Pronto?

Vês alguma coisa?

Não vejo um corno!

Consegue levantar-se?

Não é nada de grave.

Respondam todos.

Zammo, estás aí? Zammo? Jay? Alguém?

- Não consigo… - Geoff!

Falta um. Está ferido, mas não está morto.

Ele tem o Tarquin. Foi para oeste.

Vai para o Caminho de Bagley.

As chaves do carro?

Pousa o bebé e eu digo-te.

Antes, larga a arma.

Ou o bebé fica comigo.

Está bem.

Chaves?

Estão na lata de sagu, entre o açúcar e o café.

Usamo-lo nas sopas, bolos e pudins.

Vai buscá-las.

Recebi notícias muito tristes, pai.

Parece que a condessa está morta.

Como assim, morta?

Os pormenores ainda são vagos,

mas, segundo a dama de honor que o Jack comeu,

puseram uma bomba no hidroavião dela.

Detonaram-na em altitude.

Isso é terrível.

Estou devastado. Estou mesmo devastado.

- E a caixa? - Que caixa?

A cena da caixa. A caixa negra que tem a informação toda.

Encontram a caixa negra e descobrem o que aconteceu.

Não é um avião grande, pai. É um hidroavião de brincar.

Não tem caixa negra.

O que eu gostava de saber

é se tiveste algo a ver com isso.

Achas que a matei?

É óbvio que ninguém a queria matar.

A questão é quem o queria matar?

O Eddie pode não ter uma lista de suspeitos,

mas, se tivesse, estarias nela.

E não no fundo.

Gosto muito do duque.

- Isso nunca te impediu. - Bem, isso é um pouco injusto.

Nunca o quis matar. Estava a dar-lhe uma lição.

Onde está ele agora?

Não sabemos. Pirou-se da custódia policial em Gstaad.

Desapareceu.

Sem deixar rasto.

Tentei ligar-lhe.

Sem sucesso.

Ele sabe que a bomba era para ele.

Não é parvo nenhum.

E sabe que, se não conseguiram à primeira,

vão tentar uma e outra vez.

O Edward já não é quem era.

Agora, é um homem perigoso.

Vai querer vingança.

E agora tem os tomates e as competências

para exercer essa vingança.

Ele vai ser o raio de um diabo-da-tasmânia volátil.

A questão é…

Quanta destruição causará

antes de obter a resposta de que precisa?

Uma coisa te digo, amor.

Se ele acha que estou por trás deste circo louco,

isso pode ser um problema do caraças.

Diz-me a verdade.

Foste tu ou não?

A verdade é que…

… não estou surpreendido.

Sabia que algo assim ia acontecer.

A maldade ainda não acabou.

Agora, eu é que tenho de te contar uma coisa.

Algo que já devia ter partilhado contigo.

Que é, pai?

Podes não gostar.

Legendas: Ana Sofia Pinto

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