Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Danish
Dutch
Esperanto
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
A Câmara dos Lordes é uma das instituições mais antigas.
Alguns dizem que é uma afronta à democracia moderna.
Outros dizem que este grupo de especialistas firmes,
imunes aos caprichos da opinião pública,
é a única coisa que impede o país de cair no abismo.
Não quero uma lição de História, Dickie. Vai direto ao assunto.
Pois, sim.
A questão é que
a lei para a despenalização da canábis será decidida na sexta-feira.
Se os a favor ganharem,
a lei é aprovada
e poderemos comprar 3,5 gramas de erva de primeira
em qualquer uma das mil lojas certificadas na avenida principal
até ao fim do ano.
Se os contra ganharem,
a lei volta para a Câmara dos Comuns,
onde murchará e morrerá lentamente,
como uma velha cortesã fétida com gonorreia.
Considerando a lealdade partidária, a Câmara está dividida,
ou seja, quem controlar os pares hereditários não afiliados
controla o que acontece à lei.
Graças ao trabalho delicado e subtil
dos rapazes nas últimas semanas, estamos confiantes.
Bem, então, já está, não é?
Missão cumprida.
Daqui a uma semana,
estará tão morta como a música disco.
Precisamos que deixe passar a lei.
Dissemos ao seu pai que a vetaríamos.
Não se rale com ele.
Tem de se focar em como convencer os seus compadres a mudar o voto.
Do que estão a falar?
É um favor grande,
mas, dada a natureza singular da nossa relação,
achámos que, desta vez, poderia dar tudo por tudo.
Não pensem que não estou grato por tudo o que fizeram por mim.
Não diga mais nada. E descanse,
não contámos a ninguém o seu pequeno incidente.
Nem uma palavra.
Não digo que não o faça, mas…
Céus…
Deixem-me explicar.
Têm o molho de tomate, o molho inglês, o sal e a pimenta, e a mostarda.
Os conservadores nunca a apoiarão.
Mas os trabalhistas sim.
Os liberais estão divididos a meio.
E a maioria dos pares hereditários
seguirá o dinheiro, mas ainda ficam, possivelmente,
uns 20 votos em falta.
Quem é a mostarda nesta analogia, Dickie?
Além dos pares que compõem a Câmara dos Lordes,
há 26 Lordes Espirituais.
Juntos, formariam um bloco que nos poderia dar a vitória.
Mas há um problema significativo que teria de ser resolvido
personificado na Bispa de Sussex.
Qual é o problema?
É uma defensora acérrima da luta contra a ameaça do narcotráfico.
Mas pode haver
uma forma de a convencer, por assim dizer.
Há um filho rebelde na equação.
Deixe a bispa connosco.
Sabe o que Jesus disse aos mercadores quando os expulsou do templo?
Ele disse-lhes: "Está escrito.
A minha casa será chamada casa de oração…"
"E vós a tornastes um covil de ladrões."
Concordo plenamente.
Não se deve usar a crença no Todo-Poderoso para lucrar.
- É novo. - Sim.
Fui eleito há umas semanas.
Hereditário.
É raro, hoje em dia.
Não tanto como bispos.
Queria falar-lhe da lei a votação.
Sei que é próximo do Lorde Hawthorne.
Devo dizer que é muito ambicioso
ao defender uma lei tão cedo na sua carreira.
Bem, eu acredito
que há vários benefícios sociais e económicos na legalização da canábis.
É uma droga de entrada, Vossa Graça.
Já foi a centros de reabilitação conhecer quem viu a vida arruinada?
Sim, já. O meu irmão está num neste momento.
É essa a sua motivação?
O ângulo pessoal?
Ou é só uma narrativa que usa para convencer as pessoas?
É muito cínica para alguém com uma crença tão profunda.
E é muito ingénuo se acha poder convencer a Igreja de Inglaterra
a apoiar a despenalização.
Só estou aqui para ver se há forma de nos ajudarmos mutuamente.
Queria falar-lhe do seu filho.
Desculpe, como?
O Óscar. Ouvi dizer que se meteu numa alhada.
Acho que esta reunião acabou.
Não nos precipitemos. Ouça-me, por favor.
O meu filho não tem nada a ver com isto.
Eu sei disso, mas também sei que preciso da sua ajuda para passar esta lei.
Acho que o posso ajudar a sair da alhada.
Por isso, por favor, diga-me o que se passou.
O meu filho é um homem muito determinado.
Trabalha no imobiliário.
INVESTIDOR
Tudo corria muito bem até há uns meses.
Envolveu-se num novo empreendimento.
Acabou por pedir dinheiro emprestado a uns agiotas desonestos
para comprar uma monstruosidade perto de Ascot.
Contactou-me há três semanas a pedir dinheiro emprestado para lhes pagar.
Dei-lhe tudo o que tinha, mas ligou uma semana depois a pedir mais.
Recusei.
Estou raladíssima.
Não o vejo desde então.
Não me atende o telefone.
Acredite ou não,
já tive sucesso no passado a lidar com problemas desses.
Deixe-me carregar o seu fardo
e, se for bem-sucedido,
ajuda-me a carregar o meu?
UMA MONSTRUOSIDADE NOS ARREDORES DE ASCOT
Bispa convencida.
Se ele não arranjar o dinheiro, sofrerá as consequências.
Temos de identificar quem detém a dívida
e ver se a podemos aliviar.
Depois, se entregarmos o filho, ela dará o voto.
- Então, a questão passou a missão? - Parece que sim.
Estou, Segurança.
Procuramos o Oscar Thorne. Queremos falar com ele.
Sorri, Eddie. Filmam-nos.
CÂMARA DE SEGURANÇA
CHEFE DE SEGURANÇA
Posso ajudar?
Procuramos o senhor que comprou este sítio. Ele está?
Se eu soubesse isso,
e sei,
não vos diria.
Isso não é da minha competência.
Este sítio é da minha competência.
E fora deste sítio não é da minha…
- Competência? - Sim.
- Cinco mil para o ver? - Dê-me dez, levo-o até ele.
Entrem. Obviamente, para já, ainda são só paredes.
Mas vê-se que tem muito potencial.
O Oscar é esperto. Tem a cabeça no sítio.
A verdade é que giro isto desde que fizeram as plantas.
Chefe de segurança, percebem? Ouçam esta.
Em vez de um salário, fiquei com ações da casa.
Pronto, cá estamos. É aqui.
Fazem ideia de quanto é
um quarto de um por cento de 200 milhões?
Sim. Quinhentas mil libras.
É a sua opinião.
Não passo daqui. Não posso passar esta linha.
Há um conflito de interesses.
Por isso, se faz favor.
Claro.
Obrigado.
O que se passa lá dentro?
Oscar!
- Quem são vocês? - A tua mãe mandou-nos. Está ralada.
Como raio entraram aqui?
Oscar, viemos ajudar-te.
Embora possamos ter algumas perguntas.
Ofereceram-me este sítio por cem milhões.
Pois, eu sei.
São 3250 metros quadrados em 5,6 hectares com um lago privado.
- Quem emprestou o valor? - O Pat Gallagher.
É um promotor de lutas irlandês riquíssimo
que queria diversificar os seus investimentos.
- Conhecemo-lo? - Sim.
É um traficante de cocaína irlandês que virou promotor de lutas.
Imagino que quisesse lavar dinheiro.
- Quanto lhe deves? - Cinquenta milhões.
Precisava de mais 20 para as obras,
mas, de repente, disse-me que queria o dinheiro de volta com juros.
Sem aviso. Disse-lhe: "Não tenho tanto dinheiro.
Só quando vender isto. Preciso de tempo."
Que achas?
Que o Oscar precisa de um passe do Pat Gallagher.
PROMOTOR DE LUTAS
Senhores.
Depois de ti.
Boa forma, Patrick.
Susie.
Vê-se uma sociedade pela gestão das prisões.
Fé, justiça, dignidade humana básica. Reflete-se em como tratamos os criminosos.
Quantos anos apanhou o teu pai?
Pela última contagem, ia em seis de dez.
Deve sair no próximo ano, se se portar bem.
- Dez anos por aldrabar os impostos. - Houve circunstâncias atenuantes.
Podíamos debater o sistema penal britânico o dia todo,
mas viemos falar de um conhecido em comum.
O Oscar Thorne.
O Oscar Thorne? Porque querem ajudar um oportunista desses?
O Eddie é colega da mãe dele no Palácio de Westminster.
- A bispa. - Sim.
Toda a gente adora um bispo. A segunda melhor peça.
Não era preciso.
Recentemente, aceitei abdicar dos juros da dívida do Oscar
em troca de ele me fazer um favor.
Dou-te o tempo que precisares.
Só tens de ir buscar um pássaro.
Um pássaro? Que pássaro?
- Para que era o pássaro? - Não é um qualquer.
Um falcão-sacre branco de um milhão de libras.
Fazem corridas no Médio Oriente. É importante.
Um modo de vida passado de geração em geração.
Uma tradição beduína tornou-se um grande negócio.
Vale mais por grama do que o ouro.
Estas aves viajam de carro de luxo, voam em aviões…
Até têm passaporte!
Não há maior símbolo de status do que um falcão de elite.
Mas a particularidade desta ave era ser um macho. Para criação.
A mãe dele ganhou a Taça do Rei Abdulaziz três anos seguidos.
A linhagem do pai remonta aos anos 70.
Pode ser o melhor falcão para criação que o mundo já viu.
Pedi ao Oscar para o ir buscar,
pois não posso sair do país, faz parte da minha fiança.
Tenho de ir a tribunal no final do mês.
O meu advogado diz que o prognóstico é decididamente negro.
- Conhecem o xeque Khaled Suliman? - Sim.
O pai é o 3.º homem mais rico do Golfo.
Se queres cair nas boas graças
da família real do Médio Oriente, talvez possamos ajudar.
Temos um homem no Médio Oriente que pode mexer uns cordelinhos.
Não, já mexi os cordelinhos. O pássaro é o meu bilhete dourado.
Entrego-o ao xeque e ele dá-me um visto para viver no Médio Oriente.
E digo-vos,
prefiro passar os meus dias a vê-los a construir cidades no deserto
do que a conviver com o teu pai
na prisão de Sua Majestade.
Parece haver um problema
com o artigo que o mandaste comprar.
Que problema?
Estava à venda num leilão na América.
Comprei um bilhete e fui lá para o comprar.
Assim que entrei no avião para casa, surgiu-me uma ideia na cabeça.
Se valem tanto, porque não faço alguns?
Mal voltei a Inglaterra, gastei tudo o que tinha
nas fêmeas de falcão disponíveis.
Pus o falcão do Pat aqui e esperei que a natureza seguisse o curso.
Mas não aconteceu isso.
O falcão do Pat foi-se
porque estas cabras o comeram, porra!
Bem, ele parece ter
perdido o falcão.
Como é que se perde um falcão gigante?
É uma pergunta válida e, infelizmente, ainda não temos resposta para ela.
Se o querem ajudar, ajudem-no a encontrar o falcão.
Se não o tiver até ao fim da semana, juro por Deus que eu mesmo o mato.
Se vou apanhar três penas perpétuas,
mais vale apanhar quatro.
Cuidado!
Eis o dinheiro, Dickie. Metade em cada saco.
Obrigado, Mestre Jack.
Ficas para um copo?
Não, tenho de voltar.
Que pena.
Fica para a próxima.
Está tudo bem?
Está tudo a correr bem, obrigado.
Os lordes alinham-se todos como bons lordes.
Há um jantar esta noite para intervenientes-chave.
O processo está em andamento.
Ótimo. Era só para saber.
Só que é mais difícil
pedir às pessoas para confiarem em ti… quando tens sangue nas mãos.
Não pensaria muito nisso.
Imagino
que as vozes vão diminuindo…
… com o tempo.
Foi o que descobriste?
Que vozes, Dickie?
As vozes dos que mataste.
Diz-me sinceramente, Jack. Quantas vidas já tiraste?
Não é algo em que pense.
Estamos no mesmo clube.
Um clube exclusivo e secreto do qual nunca se sai.
Concentre-se em ultrapassar os próximos dias.
Sim, não, tens razão, claro.
Tudo será diferente quando a lei passar.
Mas vamos chumbar a lei.
Não a deixamos passar.
Chumbá-la.
Sim, claro. Era o que queria dizer. Foi um lapso.
Pois.
Anime-se, Dickie.
Passa num instante.
TELEMÓVEL
- Não vais atender? - Não, ligo mais tarde.
É trabalho. Pode ser importante.
Posso tapar os ouvidos para te dar privacidade.
Dada a tensão sexual entre vocês.
Que desilusão. Porque achas que estava a ligar?
Imagino que por trabalho, Susan.
Tínhamos uma reunião marcada para mais tarde.
- Vais sozinho? - Podes vir, à vontade.
Não te preocupes. Não te quero atrapalhar. Seja como for, tenho planos.
Aposto que sim.
Alguém é persistente.
Ciao, Bella.
Ciao, Susanna. Vou a Londres hoje
e tenho três palácios novos que te queria mostrar.
Uma extravagância.
- Estás livre esta noite? - Infelizmente, não.
Já tenho um compromisso. Liga ao Eddie.
Tentei, mas não atendeu.
Não te está a ignorar. Deve estar a fazer-se de difícil.
Não brinques, Susie.
Levo as minhas novas funções a sério e o Marco quer que te mostre o que tenho.
Olha, já estou a vê-lo. Dá-me um segundo. Eddie! É a Bella.
Quer saber se podes ir a uma reunião de negócios esta noite.
Parece ótimo. Diz-lhe às 20 horas. Mando-lhe a morada.
- Ouviste? - Às 20 horas, sim.
Meto-me no avião e estou aí dentro de duas horas.
Talvez possas vir, Susie.
Não, estou ocupada. Mas divirtam-se os dois.
Trá-lo para o conhecermos.
Exato. Traz o Joe para o conhecermos.
Está bem. Eu levo-o comigo.
- Ciao. - Ciao, Bella.
Mudaste de ideias.
Reparei que o brasão dos Soranza tem um escudo com dois falcões de cada lado.
Claramente um desporto de família.
Talvez a perícia tenha passado de geração em geração.
Se não encontrarmos o falcão, a Bella pode ajudar-nos ao jantar.
- Estás bem, pai? - Onde estás?
A travar uma guerra. Que queres?
Estou preocupado com o Lorde Hawthorne.
Porquê?
- Porque estamos preocupados? - Estava um pouco instável, só isso.
Tem muito em que pensar.
Convencer os lordes,
garantir que chumbam a lei, como especificaste.
Mas sem stresse, é confiável.
E não me queres contar nada?
Não que eu saiba.
Então, está bem.
Vou deixar-te continuar com o que estavas a fazer.
Está bem. Falamos logo.
Sim, até logo, querida.
- Queres que faça alguma coisa, pai? - Sim. Pede ao John Órgãos para me ligar.
Está tudo bem com o velhote?
Não sei. Parecia estranho.
Nos últimos tempos, é o normal, Susan.
Aslan!
- Sim, Sr. Ozzy. - Os meus amigos querem falar contigo.
- Céus! - Desculpe. Baza com isso! Pebbles!
Achamos que houve um roubo.
- Queremos ver as imagens de vigilância. - Sim. Mostra as imagens.
Sigam-me.
- Vamos conversar? - Sim, seria bom.
Não significará muito para si, mas…
… já tomei conta de 57 propriedades.
Nunca roubaram nada. Isso significa algo para mim.
Chamo-me Aslan.
Em homenagem ao grande leão dos filmes.
Levo esse nome muito a sério.
Orgulho-me do que faço.
Não vamos encontrar nada nas gravações, pois não, Aslan?
Como disse, sou um leão.
Olha,
ambos sabemos que o teu parceiro de negócios
é bem capaz de perder uma destas aves.
Não é da tua competência cuidar dos animais,
mas se uma destas aves desaparecesse,
serias a melhor pessoa para localizar a dita ave.
Sinto que há um laço entre nós.
Investi muito no Sr. Ozzy e neste sítio,
e pode dizer-se que, ultimamente, ficou algo obcecado com estas aves.
Tem de pôr as prioridades em ordem, focar-se em vender para eu ter retorno.
Com isso em mente,
posso ter retirado uma das distrações dele.
Estou a ver.
Claramente, Aslan, és um empresário incrivelmente astuto
e não há dúvida de que tens uma ideia de quanto podem pagar por estas aves.
Posso ter uma pequena ideia.
E é muito difícil encontrar um comprador para elas.
Mas, Aslan…
… sou esse comprador.
Pago o preço de mercado por um falcão-sacre.
Siga-me.
Desculpe, este sítio é enorme.
Só mais uns lanços.
Vou ser sincero consigo, pois sou sincero.
Roubei o pássaro.
Não sei o que este cabrão tem de especial.
Só come, dorme e caga.
Gosto de papagaios. Podemos conversar com eles.
Que merda é essa?
É uma nota de dez libras.
Esse pássaro vale um milhão de libras.
Tens razão.
Poderias ter conseguido um milhão de libras
do xeque Khaled Suliman
por ele e os compatriotas serem obcecados por corridas de falcões.
Talvez até conseguisses dois.
Mas ele não está cá, pois não?
Estou eu.
E o preço para alguém que sabe que és um ladrão
incapaz de fazer o que te pagam para fazer,
nomeadamente, não roubar o patrão,
são dez libras.
Portanto, se queres manter os teus preciosos 0,25%,
sugiro que aceites este dinheiro
e devolvas o pássaro ao Oscar.
Parem todos. Encontrámos o pássaro.
Aleluia!
Sugiro que o levemos ao Pat. Vou buscar o carro.
- Excelente ideia. - Onde estava?
Bem,
foi dar uma voltinha, não foi?
Esperem lá.
O capuz dele?
Tirei-o. Parecia ridículo.
Calma e fiquem onde estão.
Estas criaturas são predadores de topo.
Precisa do capuz nos olhos.
Se vê algo que considere uma ameaça, foge.
Não sabia. Não percebo nada de aves.
Põe-lhe o capuz, por favor.
Dê-me um segundo. Vou tirar o capuz do bolso.
Pebbles, não deixes o drone aproximar-se de nós, cabrão!
Temos algum plano B?
Não. Sem aquela ave, vão faltar-nos 26 votos,
a tentativa de manipular a Câmara dos Lordes falhará
e deverei 60 milhões a um chefe da máfia italiana.
Não há plano B nenhum, porra!
Queres um doce? Acho que tens o açúcar baixo.
Acho que preciso de mais do que isso.
Vamos jantar.
Calças em baixo, tudo, mas mesmo tudo, de fora.
- Tudo? - Aioli a escorrer-me pelo pulso.
E, ao olhá-la nos olhos, soube que ela sabia.
Devias ter-me avisado que o teu namorado é maroto.
Não sabes nem metade.
Chamavam-lhe Joe Pinguim por vender tanta branca.
- Não. - Joe Pinguim.
- Foste para os EUA por isso? - Miami. Gosto do sol.
- É um eufemismo para cocaína? - Sol.
Se é, é a primeira vez que ouço.
Já ouvi de tudo. Escama, brilho, tornado.
Amor, acho que ele estava a brincar.
Senhoras, senhores.
Não pedimos isso.
É uma oferta, senhor, dos cavalheiros daquela mesa.
Certo. Que simpáticos.
Mas não sirva.
E apague isso antes que morramos de vergonha.
Conhecemo-los?
O Paul Alto e o Frank Porra. Não os via há 15 anos.
É uma piada.
Joe, não deixemos que nos estraguem
o que acabou por ser uma noite bem agradável.
Bom plano. Sugiro retribuirmos o gesto com juros.
- Um Dom Pérignon. - Com duas velas.
Boa ideia.
Se vais pedir Dom Pérignon para eles, pede para nós também.
Vou pedir.
Susie, vamos à casa de banho?
Claro.
- Lá vamos nós. - Porra.
Então, Joe, tudo bem?
Quem é o teu amigo?
Edward Horniman. Prazer.
E obrigado pelo presente brilhante
que foi apreciado por todos no restaurante.
Sim, fixe. Frank. Este é o Paul Alto.
Prazer.
Joe, não te via há anos. Por onde tens andado?
- Pela América. - Corre-te bem, presumo.
Podias ter partilhado a gamela.
É melhor deixares as porções americanas.
Chamávamos-lhe Joe Maçã do Rosto.
Era um cabrão bonito. Duplamente bonito.
Os retrovisores masturbavam-se a olhar para este cabrão.
Agora, olha para o teu tamanho.
Se vieste atuar, saíste-te mal.
Acalma-te.
Acalma-te tu na porra da tua mesa.
Que te aconteceu, Joe?
Eras o Joe alegre, o Joe feliz, o Joe despreocupado.
Fico feliz se voltares para a tua mesa.
- E parares de me chatear. - Só está a brincar.
Porra! Isso é um pouco forte, não é, amigo?
Já cumpriste cinco anos.
Deixa que me preocupe com isso. Preocupa-te em voltar para a tua mesa.
- Sim, vamos. - Pronto.
Claramente têm uma história adorável e muito para pôr em dia.
Mas posso sugerir uma ocasião mais apropriada?
Joseph, porque não te sentas, por favor?
E, Frank, porque não voltas para a tua mesa?
Enviámos-te uma garrafa de Dom Pérignon de 2008 como gesto de apreço recíproco.
Ainda bem que vieste.
Às vezes, é bom misturar negócios e prazer.
Normalmente, tento manter os dois caminhos separados.
E nunca tiveste a tentação de abrir uma exceção para o Eddie?
Não, trabalhamos bem juntos. É raro neste ramo.
Nunca estragaria isso.
Aí tens, Joe.
Um homem com modos.
É uma palavra bonita, "recíproco".
- Imbecil magricela! - Cobardolas!
Desculpa, Eddie. Parece que ele não mudou.
Mas admito que ele tem os seus encantos.
Fazem um bom casal,
tu e o Joe.
Pareces mais feliz quando estás com ele. Isso é bom.
Às vezes, é preciso ser feliz.
Se não podes ser feliz, diverte-te.
Aí vêm elas.
- Olá. - Olá.
- Tudo bem? - Sim.
- A Susie falou-me da ave desaparecida. - Boa.
- Sabem o sexo? - Sim, é macho.
Precisam de um perito para encontrar a fêmea com quem acasala.
- Certo. - São criaturas românticas.
- O chamamento dela fá-lo-á voltar. - Ajudas-nos?
Deves ter herdado a magia da tua família.
Certo, encontro a ave. Vamos já.
- Já? - Já.
- Como? - Vamos.
Acho que deixei o telemóvel na mesa. Vou ter lá fora.
- Está bem, eu pago. - Sim.
Seu cabrão magricela da porra!
Ele brincava.
- Calma! - Chamem a polícia, porra!
- Que porra fizeste? - Nada. Anda, vamos.
Lucas!
Vai buscar o Avery e chama a polícia.
Não é preciso chamar a polícia.
Tem um kit de primeiros socorros. É só parar o sangue.
Isto é pelo incómodo.
É melhor para todos.
Sobretudo para a fama do restaurante.
Talvez algum gelo.
Ficam fofos, não? A Susie e o Joe.
Sim.
Suponho que sim.
- Oscar. Aqui em cima. - Olá.
- Quem são eles? - Vieram ajudar.
É a condessa di Fabri.
Parece que o avô dela era o maior falcoeiro de Itália.
- Importas-te de baixar a música? - Não.
É como uma canção de embalar para os falcões.
Ela tem razão.
Estas aves adoram ópera italiana.
Tens de perceber que os falcões são incrivelmente românticos.
Quando acasalam, é para a vida.
E é assim que vamos encontrar o falcão desaparecido.
Oscar, quantos falcões tens?
Cinquenta.
- E são todos fêmeas? - Correto.
Só uma é a parceira do que desapareceu. Qual é?
Não faço a mínima ideia.
Então, temos de descobrir. Se a encontrarmos, encontramos o macho.
Não têm de ver. Avisamos quando encontrarmos a ave.
Mas aviso que pode demorar algum tempo.
Obrigada.
- Quem é? - O Hawthorne.
Olá, Dickie.
Não devia estar a dar graxa aos lordes?
Desculpa. Não consigo, Susie.
- Não consigo enfrentá-los. - Por amor de Deus…
Qual é o problema?
Eles acham que sou um homem de honra.
Não me conhecem.
Não sabem o que fiz.
Sou um assassino, Susie.
Há quanto tempo vendes erva?
Há um par de anos.
- Dá lucro? - Tem altos e baixos.
Que achas do pai da Susie? O mauzão Bob.
Já são três, Joseph.
Três quê?
Já são quatro.
Perguntas.
Tenho uma mente curiosa. Não a consigo desligar.
Todos fizemos coisas de que não nos orgulhamos.
Que isso não o impeça de fazer o necessário.
Mas tirei a vida a um homem.
Como posso olhar os meus colegas nos olhos quando fiz algo tão desprezível?
Está a dar cabo de mim. Não consigo dormir.
Deixe-me interrompê-lo, Dickie. Está bem?
Tenho notícias para si. Notícias importantes.
Não foi o Dickie.
Estava drogado.
Puseram o morto na sua cama para pensar que o matara.
Encenámos tudo.
Mas… porquê?
Para o tornar mais flexível.
Para fazer tudo o que precisássemos.
Deixa-me fazer-te uma pergunta.
Costumas levar uma Beretta M9 para um jantar informal?
- O meu comportamento incomodou-te? - Não me incomodou.
Só o achei um pouco grosseiro.
É o problema dos plebeus, Vossa Senhoria.
Não podem sair connosco.
Podemos sair com qualquer um.
Desde que se comportem.
Pode não ser um assassino,
mas ainda há muitas provas
que o podem ligar ao crime.
Por isso, sugiro que pare de ter pena de si mesmo,
se recomponha
e comece a convencer os lordes a aprovar a lei.
Podias ter sido uma política do caraças.
Obrigada.
Mas que porra acha que sou, Dickie?
Aonde queres chegar, Eddie?
Eu e a Susie somos…
Digamos assim…
Sou muito protetor da Susie.
Ele está um pouco hesitante.
- Espiral de culpa? - É uma boa forma de o descrever.
De certeza que vai sair dela num instante.
Sim. Vamos apanhar ar, sim?
Boa noite, senhores. Desculpem a demora.
Cabrão!
Achamos ter uma vencedora.
- Como sabes que é essa? - Está agitada, um pouco agressiva.
Quando lhe fiz cócegas na barriga, arranhou-me.
- Sangue. - Há uma metáfora algures por aí.
Malandreca.
Vamos ver o que ela consegue fazer.
Está a chamar o amante. Ele virá vê-la. Vão ver.
Que achas, Eddie?
Ela vai atraí-lo
ou ele está a divertir-se muito a abrir as asas?
Vamos ver, não é?
- É aquilo? - Sim.
- Vejo algo. - Aquilo?
- Estás a ver? - Sim. É?
Anda!
Vá, meu filho. Vamos!
- Anda! - É isso! Anda!
- Anda, porra! - Anda!
Céus! Cérebro de pássaro! Anda cá.
E ainda dizem que já não há romance.
- Já podemos ir para casa, amor? - Claro.
Onde te escondeste? Está tudo bem. Não te preocupes.
Não queria admitir, mas foi por pouco. Obrigado.
O prazer foi meu.
Começo a achar que não há nada que não faças.
Não me estou a fazer difícil. Só tens de pedir, Eddie.
Este belo falcão-sacre é um símbolo da minha amizade
e do respeito que tenho por si, xeque Khaled Suliman, e pela sua família.
É uma criatura requintada.
A minha gratidão, Sr. Gallagher.
Estou ansioso por vê-lo a correr com ele no seu país.
Tudo a seu tempo. Vossa Graça.
Prazer em conhecê-lo, Eddie.
Por favor, sente-se.
Fica connosco para ver a demonstração.
Claro! Mas os campos de Inglaterra não são nada
comparados com a visão de um falcão sobre as dunas do deserto.
- Mashallah, o seu árabe é muito bom. - Obrigado.
Não tive tempo para o melhorar lá.
Como é que ele fala a língua?
É uma tripla ameaça, Patrick.
Um linguista astuto com uma musculatura criminosa
e com raízes que remontam ao Domesday Book.
Que acha do nosso amigo irlandês?
Requer cautela.
Mas pode ser útil. Pode não servir para isto, mas para outra coisa.
A cautela é essencial…
Tenho de ter cuidado.
Vou conceder-lhe o visto que ele tanto quer.
Mas só por um ano.
Só queremos os melhores no nosso país. Quem se preocupe com a cultura
e com o património.
Pessoas como o senhor,
Vossa Graça.
Às coisas boas, Vossa Excelência.
Apresento-lhe o Oscar Thorne. É o filho da bispa de Sussex.
Como o senhor, tenho uma vasta coleção de falcões.
Falcões?
Além de um portefólio substancial de propriedades de luxo.
Venha, vamos falar.
Venha, vamos falar. Então…
Não sei o que lhe disseste, mas deves ser muito convincente.
Sua Excelência é claramente um homem que sabe o que quer.
Não estaria tão certa.
Parece que o rapaz vai ganhar 250 milhões pela casa que quer vender.
Caramba! Muito bem, Aisha.
É sempre um gosto ajudar.
Se precisares de algo no futuro, sabes onde estou.
De facto.
Bom dia, Dickie. Como correu ontem?
O jantar foi um sucesso triunfante.
Todos aceitaram votar para permitir a aprovação da lei.
Fico feliz por saber. Ainda bem que superou a hesitação.
O Oscar voltará para junto da sua querida mãe
a tempo de ela nos entregar os 26 votos que esconde na sua batina.
Então, é quase certo
que o teu golpe nefasto terá o resultado que desejas.
Mas há um ou dois pontos de ordem que queria discutir antes de avançarmos.
Lamento se o meu comportamento causou
alguma distração indevida ontem à noite.
Mas a verdade é que
sempre me considerei alguém totalmente comprometido
e moralmente condenável.
Mas a minha pequena hesitação de ontem à noite, como lhe chamas,
deu-me motivos para reavaliar as coisas.
Afinal, há certos limites que não ultrapasso,
como tirar a vida de um homem.
E isto levou-me a perceber
que existe um vasto abismo entre os nossos posicionamentos.
Portanto, vou ajudar o projeto de lei a tornar-se lei.
Mas, depois disso,
nunca mais quero voltar a ver a tua carinha suja.
O teu coração é negro, Susie Glass.
A tua alma é veneno.
Chegará o dia
em que não conhecerás mais nada além da verdadeira solidão.
É tudo o que mereces,
porque és uma grande cabra.
Está pronto para a massagem?
Obrigado, Gladys.
- Se não precisa de mais nada, vou indo. - Sim, é tudo. Obrigado, querida.
Boa noite.
É novo. Que aconteceu ao Juan?
O Juan não se sente bem.
Não… Que pena!
Ele conhece bem o meu corpo.
Só um Juan para me conhecer.
Espero que não seja grave.
O Juan está bem. Aprendo muito depressa.
Pôs-me no meu lugar.
E como o chamam?
Chamo-me John Órgãos.
Que auspicioso.
A votação está aberta.
Quem for a favor da lei para despenalizar a canábis,
dirija-se ao átrio do Sim.
Os que forem contra,
dirijam-se ao átrio do Não.
A votação para legalizar a canábis será hoje.
Os ativistas defendem que deve ser legalizada…
Esta indústria pode valer 15 mil milhões de libras para a economia do país.
Taxem-na, legalizem-na e pronto.
É uma droga de entrada. Digam não.
Mais, depois do tempo…
Onde estás, Dickie? Vão votar.
Preciso de ti aqui para garantir que corre bem.
Boa tarde.
NÃO
É bom.
Excelência, devia votar por aqui, como falámos.
Estávamos mesmo a falar disso, Eddie.
Agradeço tudo o que fez para ajudar o Oscar,
mas temo que tenhamos mudado de ideias. - Como assim, mudaram de ideias?
A Polícia informou que o Lorde Richard Hawthorne morreu.
Todos gostávamos do Dickie, mas…
… e era um defensor ativo de uma série de causas,
incluindo bloquear o projeto de lei para despenalizar a canábis.
Não.
Porra!
Vi agora nas notícias.
Caiu de uma janela. Ataque cardíaco, parece.
Não foi isso.
Quem fez isto fez de tudo para garantir que os membros da Câmara dos Lordes sabiam
que, se votassem a favor, lhes aconteceria o mesmo.
Claramente, resultou. Estamos lixados. Espera. Tenho outra chamada.
Espera!
Que é, Cobertor? Estou ocupada.
- Vem ter ao escritório. - Porquê?
Não sei. O Cobertor disse ser urgente.
Legisladores vetam a lei para legalizar a canábis.
Os lordes falaram e não era o que a maioria do público esperava.
TELEMÓVEL
Eddie, que porra se passa? Disseste que tinhas isto controlado,
que os lordes eram teus amigos, que não te iam desiludir.
Então, adivinha. Desiludiste-me tu!
- Eu sei. - Desiludiste-me!
- Alguém nos lixou. - Desiludiste-me!
Senta-te.
Vou ser direto. Tenho de voltar antes de apagarem as luzes.
Não tinhas de matar o Lorde Hawthorne.
O sangue dele não está nas minhas mãos. Não me deram outra escolha.
E, numa jogada,
tudo o que construímos desmorona-se como um castelo de cartas.
Não foi só o Lorde Hawthorne que foi morto.
A lei para despenalizar a canábis morreu com ele.
Dei-te uma ordem clara.
Tu desobedeceste a essa ordem.
Tu traíste-me.
Tudo o que fizemos foi meramente em prol da nossa organização.
Vou dizer-te algo.
Quando quiser a tua opinião, eu dou-ta, caralho.
Há pouco tempo, olhaste-me nos olhos e disseste que vias um general.
E um general responde a um marechal. Eu sou um marechal.
Não sei porque te digo isto. Devias saber isso.
O problema, Bobby, é que não ouves.
Estou no terreno e tu estás preso.
Não tens o panorama geral.
Aceitas conselhos de, como hei de dizer… Criaturas míticas, porra!
O panorama geral?
O trabalho do marechal é ver o panorama geral.
E o panorama é tão grande que ficarias espantado.
De quem recebo os meus conselhos é bem pensado,
mas não entenderias isso,
porque isto é sobre a porra do panorama geral.
Vá lá, pai.
Tens de admitir.
Às vezes, pareces um maluco.
O quê?
Brutus!
Trato de ti quando tirar este punhal das minhas costas!
- Só digo… - Eu sei o que é!
Esta maldita cobra virou-te contra mim!
- A minha filha! - Não é nada disso.
Sim, é, porra!
Estás encantada por esta cobra traiçoeira!
- Hipnotizada! - Tudo o que…
Cala a boca, caralho!
Cala-te!
Não digas nem uma palavra, sua cobra!
Seria melhor não me falares assim, Bobby.
Que disseste?
Tu ouviste-me.
Ouvi? Só ouço a porra de um sibilar!
Não me fales assim, caralho!
Ora aí está.
Não é?
É bom ver
que ganhaste tomates.
Cultivaste-os, não foi? Desenvolveste-os.
Ele tem razão, sabes? Tem razão. Quero dizer…
Ele nunca poderia ser o homem que era. E devíamos
tratá-lo da forma que ele merece.
Está bem, mas ouçam…
Vamos acabar com isto. Temos muito em que pensar, não temos?
E, a seu tempo,
vou explicar-te qual é o panorama geral.
Tu não.
Olha,
é compreensível.
Ele é um tipo muito bonito.
Não foi nada disso.
Não?
Não quero que voltes a vê-lo. Não até eu dizer que podes.
O que vais fazer é uma pausa prolongada.
Tirar umas férias.
Uma folga.
Comprei-te um bilhete em executiva para as Bahamas.
Ia comprar em 1.ª classe, mas pensei: "Que se lixe!"
Portaste-te mal.
Duas semanas.
Depois, podes… Bem, podes voltar
com a cabeça fresca e seguimos a partir daí.
Está bem, pai.
Dá-me um beijo.
E o duque?
Não te preocupes com o duque.
Eu trato dele.
Legendas: Ana Sofia Pinto
www.tvsubtitles.net
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.