All language subtitles for PORT.Bangla.2019.iTALiAN.DVDRiP.XviD-PRiME[MT]

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali Download
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Anuncie seu produto ou marca aqui fale com www.OpenSubtitles.org hoje

- Art Subs - 11 anos fazendo Arte para voc�!

Legenda - JuLima -

Oi. Desculpa, n�o ouvi a campainha.

Estava fazendo pole dance.

- Mas voc� foi r�pido. - Sim, eu me apresso.

Para cada entrega atrasada, perco tr�s euros.

Eu te darei uma boa gorjeta, assim se atrasar a pr�xima...

Entre, vou pegar o dinheiro.

Acho que temos um problema. Deixei a carteira no escrit�rio.

E o que faremos agora?

Se voltar sem dinheiro, serei demitido.

- Eu tenho uma solu��o. - Qual solu��o?

Desta vez voc� me dar� a pizza

e darei um jeito de compensar.

V� com calma!

Que fofo, todo t�mido! Como voc� se chama?

Eu me chamo... N�o sei mais como me chamo.

Phaim? Est� tarde, levante.

O caf� est� pronto, ande logo. E deixe a janela aberta.

Est� fedendo!

BANGLA

Eu me chamo Phaim, tenho 22 anos

e mesmo que voc�s me achem meio negro, sou italiano.

Digamos que sou um meio termo, tipo cappuccino.

50% Bengala, 50% It�lia e 100% Torpigna.

Torpignattara, vulgarmente chamado de Torpigna,

� o bairro mais multi�tnico de Roma.

Desde que Piazza Vittorio ficou decente,

n�s viramos a zona de fronteira.

Nasci aqui anos ap�s meus pais se mudarem para a It�lia.

Ultimamente Torpigna est� muito na moda,

principalmente quando se trata de negros, imigra��o,

atentados e coisas do tipo.

A verdade � que muita gente vive aqui,

muita mesmo e todos s�o diferentes.

Como um tipo de globaliza��o.

Voc� anda por aqui a qualquer hora

e sente cheiro de lasanha, curry, kebab, tudo misturado.

� uma experi�ncia psicod�lica.

Em Torpigna h� tr�s gangues dividindo o territ�rio:

os estrangeiros, os hipsters... Nem tente! V� para l�.

E por �ltimo tem os idosos.

Isso, chute com for�a!

- N�o! - N�o!

Quem n�o � italiano h� ao menos tr�s gera��es

� considerado estrangeiro.

A maioria � bengali, mas n�o bengali como eu.

Os bengalis de Bangladesh falam mal e se vestem pior.

Quanto custa uma cerveja grande?

- Dois "ieuros". - Dois "ieuros"?

- E o guarda-chuva? - Cinco "ieuros".

Est�o sempre com frio e jamais entenderei

a obsess�o em p�r o len�o em volta das orelhas.

Compre um chap�u, tio!

Compre um guarda-chuva.

Um guarda-chuva? Nem est� chovendo.

- Vai chover depois. - Beleza.

Os hipsters chegaram h� alguns anos

porque as casas s�o baratas.

Todos trabalham com cinema, quando trabalham,

ou fazem outras coisas "art�sticas".

Acasalam entre si e t�m filhos com nomes art�sticos.

Nunca t�m um centavo, mas gastam muito

em coisas org�nicas e aperitivos.

Aperitivos de trabalho.

Para os idosos, os estrangeiros vinham de outra parte do pa�s.

Eles viram o bairro mudar completamente

e agora n�o entendem porra nenhuma.

Eles reclamam de tudo, mas n�o � racismo,

� mais quest�o de h�bito, como n�o usar WhatsApp

e s� assistir a Rai Uno.

Eles s�o velhos, n�o � culpa deles.

Matteo est� aqui desde a funda��o de Roma.

Acho que constru�ram o parque ao redor dele.

Quando preciso de um conselho, ele sempre est� aqui.

Falou, Matteo.

N�o, eu n�o entrego pizzas.

Trabalho aqui como orientador de p�blico.

N�o � dif�cil. Na pr�tica devo s� evitar que tirem fotos,

quebrem ou roubem as obras de arte.

O �nico problema � que o tempo nunca passa. Nunca mesmo.

Sem fotos, por favor.

Por favor, mantenha a dist�ncia.

Ele � meu colega Fede.

Temos muitos interesses em comum.

Adivinhe a pepeca dela.

Sem fotos, por favor.

Bigodinho...

Fede � um artista.

- Do jeito dele. - � exatamente esse.

Era bem branco, a neve era como chantilly.

Depois vi aqueles dois enormes e longos...

chifres sa�rem da neve.

Estava ali, na minha frente.

A rena do arquip�lago Svalbard?

O animal mais bonito, mais imponente que j� vi.

Quantas vezes j� ouvi essa hist�ria?

Cinquenta? Cem?

Antes de vir para a It�lia,

meu pai era marinheiro em navio de cruzeiro.

Ele praticamente rodou o mundo sem sair do navio.

Chegando aqui, ele come�ou

com a profiss�o mais antiga do mundo: vendedor ambulante.

Primeiro foram rosas e len�os, depois isqueiros e bijuterias.

Come�ar de baixo � duro, voc� precisa ralar.

Ele ralou. Comprou uma van e come�ou o pr�prio neg�cio.

Enfim, ele conseguiu, tipo os rappers.

- Sobrou um pouco de lasanha? - N�o, chega! Coma biryani.

Minha m�e � tipo a Cor�ia do Norte:

fazemos o que ela diz e ponto. E ela sempre tem algo a dizer.

Ela s� n�o fala quando assiste sua s�rie preferida.

� sobre um grupo de bengali que se muda para Londres,

a cidade dos sonhos e das oportunidades.

Minha m�e � totalmente obcecada com a ideia de ir morar l�.

Coma um pouco.

N�o, m�e, estou de dieta at� o casamento.

Minha irm� � uma chata de galocha.

Pelo que lembro sempre tivemos uma rela��o meio conflitante.

Idi-ota.

Ela estuda Direito e h� dois anos namora o Rajib,

que n�o � muito esperto, visto que a escolheu.

- O que foi? - Fa�a a dieta que quiser,

mas isso n�o vai sumir da�.

- Pelo menos n�o sou fedida. - Quem � fedido?

Chega! Shipon, diga algo a eles e terminem de comer.

O "idi-ota" de sempre.

Relaxa, se essa coisa explodir, ser� um desastre.

Allahu Akbar.

Como devem ter notado, se forem meio espertos,

sou mu�ulmano e praticante:

n�o bebo, n�o fumo, n�o como porco.

E, obviamente, nem preciso dizer,

nada de sexo antes do casamento.

Falaremos de tabu...

Por mim sem problemas o �lcool e o porco,

mas essa coisa do sexo me tira do s�rio.

Tento n�o pensar, mas como � poss�vel?

O sexo est� em todo lugar: todos falam, todos fornicam.

Todos menos eu e os perdedores aqui presentes.

A poligamia no islamismo n�o significa ser obrigado

a casar com mais de uma mulher. Isso � facultativo.

Digamos que nossa religi�o nos deixa fazer isso.

Farei uma pergunta:

voc�s acham que aqui na It�lia � poss�vel ser pol�gamo?

N�o, � proibido por lei. Eles nos jogam na cadeia.

Exato. Mas principalmente precisamos entender

quais s�o os princ�pios que um mu�ulmano

deve respeitar caso fa�a esse tipo de escolha.

� interessante lembrar que em tempos de guerra

a poligamia tamb�m se aplicava por raz�es econ�micas.

Os homens morriam e as mulheres ficavam sozinhas com os filhos.

Se acharam que um cara se casa com dez mulheres

para se dar bem voc�s se enganaram.

Esse na guitarra � o Tangir,

foi com ele que comecei a banda.

A garota toda arrumada que canta � a Shoshi.

Fayruj toca o baixo e n�o acerta uma nota nem a pau.

Somos os Moon Stars Studio.

Fazemos principalmente covers de m�sicas bengali.

Embora ultimamente estejamos evoluindo muito.

Talvez at� demais.

Pare essa m�sica!

Essa � a minha vida, mais ou menos.

N�o posso reclamar, tenho um empreguinho,

uma fam�lia bem normal e alguns amigos.

S� falta uma coisa...

Isso, exatamente isso!

Toda vez que mando ele tomar o rem�dio, ele n�o toma.

Ele � pregui�oso, fa�o tudo sozinha.

Mando ele fazer uma coisa e ele n�o faz.

Quanto falta? Os atiradores est�o mirando em n�s.

- S� falta uma caixa. Espere. - Beleza, entendi.

Deixa quieto, voc� est� bagun�ando.

Sua m�e sabe que isso � explora��o do trabalho?

Voc� vai avisar? Reprovei tr�s vezes no exame de medicina

- e agora ela me trancou aqui. - Voc� deve impor respeito.

Sobreviver � mais importante que impor respeito.

Mas voc� vai morrer aqui dentro.

Por isso somos amigos, s� falamos verdades.

Somos amigos porque estudamos a vida toda juntos.

E tamb�m tocamos na mesma banda.

N�o quero ser maldoso, mas estou em outro n�vel.

Tipo aqui. E voc� est� aqui.

Ou melhor, est� aqui.

Ali�s, ontem vi uma gata que nem te conto. Minha nossa!

- Voc� gosta de todas. - E voc� n�o?

Eu n�o gosto das italianas.

Coitadas, elas v�o se desesperar ao saber.

- Voc� n�o gosta ou � sua m�e? - Por que envolver minha m�e?

� sempre sobre sua m�e.

N�o sei por que n�o gosto.

Voc� n�o gosta de cogumelos, eu n�o gosto das italianas.

Eu sei por que voc� n�o gosta. Porque elas n�o te d�o a m�nima.

N�o, sou eu que nem as considero.

- Ent�o � porque elas fedem? - As italianas fedem?

- Pra caramba! - E fedem a qu�?

- Porco! - As italianas fedem porco?

Juro! Fedem salame, bacon, salsicha.

- Elas fedem pancetta. - Guanciale, j� que estamos em Roma.

- N�o. - N�o?

Nosso primeiro compromisso.

N�o � um compromisso de verdade,

� s� um concurso e n�o seremos pagos.

Mas enfim tocaremos na frente de um p�blico real.

Vamos arrebentar!

Meninos, que lugar � este? Acabaremos pegando doen�as aqui.

Acho que foi uma burrada nos inscrevermos.

E diz isso s� agora?

E se pegarmos os instrumentos e dermos o fora de fininho?

� verdade que sou guloso e gosto de todas.

Mas essa gata �... � realmente...

Que lugar � este?

Eu nunca vi uma garota t�o linda.

Bem, vou pegar uma bebida.

Sabe quando voc� v� um peda�o de pizza

e sente que se n�o com�-lo em dois minutos ter� convuls�es?

Exato.

- Aonde voc� vai? - Daqui a pouco seremos n�s!

N�o banque o idiota. Diga qualquer coisa, puxe papo.

Voc� � m�sico, deixe fluir naturalmente.

- Voc� tem o visto? - Como �?

Nada, era uma piada ruim para quebrar o gelo.

Beleza, foi engra�ada. Ali�s, sou italiano.

D� para ver.

Pare�o terrorista por acaso? Sempre me revistam no metr�.

Mas o que posso fazer?

Parece que voc� nunca falou com uma garota.

- Quem � aquela? - Ela � italiana.

Beleza, foda-se.

- O que voc� faz? - Estudo.

Estuda Artes?

S� porque tenho cabelo azul?

- N�o, imagina. - Estudo Estat�stica.

Certo. Eu toco. E para ganhar uns trocos

sou orientador de p�blico no museu.

Que bacana! O que voc� toca?

Toco m�sica multicultural, e tamb�m fazemos etno-trap.

Daqui a pouco tocaremos aqui.

Voc� vai tocar aqui? Ent�o ficarei para ouvir.

Mas n�o garanto nada, porque acabamos de come�ar.

Ainda estamos praticando.

Mas voc� � m�sico, deve ser cara de pau e voc� n�o �.

Voc� tem raz�o, ainda preciso melhorar isso.

Acho que vou melhorar. Estou indo...

- Aonde voc� foi? � nossa vez. - Eu sei, tive uma venera��o.

- Como assim? - E some assim?

- Mas ela � italiana. - E da�?

- Ela � italiana! - Qual � o problema?

Italiana, Phaim!

Ol�, n�s somos os Moon Stars Studio e...

Agora tocaremos uma m�sica. E vamos come�ar.

Vamos embora.

� isso a�, pessoal! Arrasaram.

- Qual � o nome de voc�s? - Moon Stars Studio.

"Munsta Studio", arrebentaram! Tem um trocado para a cerveja?

Tenho.

SOLICITA��O DE AMIZADE: ASIA BLU

N�o adianta apagar o hist�rico.

Voc� poderia bater para n�o perder o costume.

A mam�e mandou voc� ir buscar a receita do papai.

J� vou. Mas voc� pode sair do meu quarto, por favor?

Estou saindo.

ACEITAR

OI, LINDONA

JOVEM MU�ULMANO SE OFERECE PARA HORAS AGRAD�VEIS

OI

OI

DESCULPA POR ONTEM OUVI AS M�SICAS NO YOUTUBE

N�O � MEU ESTILO, MAS N�O � RUIM

Vamos, Phaim, pense!

Uma resposta original, engra�ada,

auto ir�nica, surpreendente.

OBRIGADO

O QUE VOC� VAI FAZER HOJE � TARDE?

Ramad� n�o significa apenas n�o comer,

n�o beber e n�o sair por a�.

Mas se... vou dar um exemplo.

No dia do Ramad�, por acaso, n�o que eu queira,

mas meu rel�gio para e n�o sei quando posso comer...

N�o precisa de rel�gio para saber se � dia ou noite.

Certo. Era um exemplo, s� para dizer.

Sempre h� uma escolha mesmo diante do acaso. Mais perguntas?

Certo, mas digamos que eu fa�a essa escolha

e escolha algo que poderia ou n�o acontecer,

s� que num contexto particular isso pode me fazer pecar,

aquela escolha � pecado ou n�o?

N�o, se n�o existir pecado. Mais perguntas?

Pode falar, Phaim.

Mas mesmo...

Mesmo se eu quisesse muito pecar?

- E se te pegarem? - N�o v�o. S� vou ao centro.

- E se algu�m te ver? - Sabe quanta gente tem em Roma?

Quais as chances de encontrar algu�m do outro lado da cidade?

Mesmo sendo uma em um milh�o, pode acontecer.

Valeu, muito animador!

Digo para tomar cuidado. Se eu fosse voc�...

Se sua m�e te pegar saindo com uma italiana,

arrancar� suas bolas e te deixar� aqui

dobrando roupas para o resto da vida.

Ali�s, � o que voc� j� faz.

E sua m�e ficaria feliz por acaso?

Mas voc� tem sorte. Isso nunca acontece comigo.

� que voc� precisa sair, se mexer.

Acha que as gatas vir�o aqui fazer pole dance para voc�?

Te juro, vou largar tudo e dar o fora daqui.

- E aonde vai? - Sei l�, para o Brasil,

Holanda, Isl�ndia. N�o ficando aqui dobrando roupa.

- Ainda n�o terminou? - M�e, faltam duas caixas.

Anda logo! N�o demore!

Por que viemos para o centro?

Por que, voc� n�o gosta daqui?

N�o muito.

Sinceramente, nem um pouco.

� cheio de imbecis e lugares badalados.

Foi s� uma ideia...

Tenho uma ideia melhor, vamos para minha casa.

Para a sua casa? Sua mesmo?

Sim, minha mesmo.

Fica a vinte minutos daqui. Assim damos uma volta.

N�o deve ter ningu�m l�.

Emerg�ncia! Fuja, Phaim, invente uma desculpa!

Invente qualquer coisa, mas n�o v�!

Ent�o vamos!

Voc� est� oficialmente na merda.

Que anima��o!

Desculpa, eu estava pensando numa coisa.

Voc� � meio estranho, sabia?

Mas eu gosto de voc�. E juro que n�o sei o motivo.

� um elogio que parece um insulto ou o contr�rio?

Decida voc�.

Voc� foi enfeiti�ado?

� o seu irm�o que escuta essa m�sica?

N�o, � meu pai, que precisa abaixar o volume!

Oi. Sou o Olmo, o pai da Asia.

Travei durante o solo. Podem me ajudar com a guitarra?

- De novo? - Sim.

- Me ajude. - Desculpa.

- Segure aqui. - Obrigado.

- Voc� n�o precisa ir ao bar? - Max est� l�, amor.

- E o m�dico? - N�s iremos.

- N�s iremos? - Sim.

Vou p�r as pernas um pouco... Obrigado, tchau.

N�s vamos para o quarto.

Seu pai n�o acha ruim irmos para o quarto?

Por voc� ser um garoto ou por ser negro?

- Bem, os dois. - Voc� n�o � o primeiro.

N�o! Claro que n�o.

Ali�s, ele � simp�tico e jovem.

Simp�tico com certeza.

Jovem n�o sei, veja como ele est�...

Ele tinha 22 anos quando nasci.

Diz que sou o melhor incidente da vida dele.

Ele e minha m�e se separaram quando eu tinha seis anos.

- Voc� est� com frio? - N�o. Estou bem.

Eu tamb�m tenho um irm�o.

Veja que fofo.

Ivan.

Existe um site dinamarqu�s

que por 300 euros envia para sua casa um kit

para fazer insemina��o artificial.

Minha m�e mora em Velletri com a Marzia, a mulher dela.

Desculpa perguntar, mas seu pai est� com uma mulher ou um homem?

Ele estava com uma mulher que conheceu no bar.

Livia "boca de cu".

Mas s� eu estou falando. Sua vez de contar algo.

- O que vou contar? - Sei l�, fale da sua fam�lia...

Bem, minha fam�lia, � mais normal, digamos.

Eu tamb�m...

tenho uma irm� que tamb�m � um pouco "boca de cu".

Tem minha m�e que � a ditadora.

E meu pai que est� sempre viajando.

Que bacana. Quero conhec�-los.

Claro, com certeza.

Ela � linda! O que farei? Que merda essas religi�es!

- Voc� gosta de terror? - Pra caramba.

Vamos ver se acho algum legal.

O �nico terror que assisti, que nem � um terror,

foi "Tubar�o", aquele antigo.

Desde ent�o, s� entro no mar at� o joelho.

Talvez eu tenha achado um legal. Vamos assistir?

Phaim, agora agrade�a, se despe�a e v� embora.

Phaim? Phaim!

- Estou fedendo por acaso? - Diz isso por ser italiana?

N�o entendi. Por qu�?

� uma c�pia de "Sexta-feira 13" que ficou muito ruim.

Horr�vel, n�o �?

- O que foi? O que tem l�? - N�o, � que...

- E isso a�? - O qu�?

A cicatriz.

Nada, �...

Acabei no meio de uma confus�o entre bengali e romenos.

Briga por territ�rio.

Como no filme "Os Selvagens da Noite"?

Tipo isso.

Ficou bem em voc�. � bonitinha.

Desculpa, tenho que ir.

Esqueci que preciso fazer uma coisa urgente.

- Tenho que correr. - Mas faltam s� dez minutos.

Bem, j� sei que a peituda vai morrer e o nerd tamb�m

e os �nicos que se salvar�o ser�o o tatuado e a sapat�o.

Sem ofensas.

Digo, eu gosto das l�sbicas. Quer dizer, tipo a sua m�e.

Bem, voc� entendeu, n�o? Gosto delas como mulheres...

N�o que eu goste da sua m�e...

Fora que nem a conhe�o...

Bem, mas eu mando mensagem ou te ligo... A gente se fala.

Eu fiz algo estranho?

N�o, n�o! Voc� n�o fez nada, est� tudo �timo.

� s� que esqueci esse neg�cio e preciso ir embora.

- Certo. - Certo, estou indo.

Voc� n�o imagina o que o Grappa fez essa noite.

O que ele fez?

Mijou no travesseiro enquanto eu dormia.

Os gatos s�o assim, fazem o que bem entendem.

N�o d� para confiar em ningu�m, nem no pr�prio gato.

- Voc� tem gato? - Tenho uma irm�.

� tudo a mesma coisa. Amigos, garotas, c�es, gatos,

um dia eles se irritam e mijam na sua cabe�a sem d�.

Por que diabos eles est�o correndo?

Pessoal, n�o posso fazer nada, meus pais decidiram tudo.

- E quando ir�o embora? - Semana que vem.

- J� compraram as passagens. - Naquela cidade de merda?

Justo agora que tocaremos em lugares s�rios?

N�o quero tocar em casamento para sempre.

Sem guitarrista nem isso mais.

Mas o que posso fazer? Nem quero ir para Londres.

A� est�: a mijada no travesseiro, quente e silenciosa

e voc� s� percebe quando sente o cheiro.

Sinto muito, mas chega! Vamos largar tudo, afinal...

S� porque temos um problema vamos desistir de tudo?

� nas situa��es ruins que devemos persistir.

V� para Londres. Afinal, os Beatles te esperam.

Beleza. Precisamos entrar num acordo,

sen�o eu vou pirar.

Voc� n�o me diz nada, com raz�o,

teoricamente eu deveria saber o que � certo e o que n�o �.

E de fato eu sei.

Mas voc� n�o imagina o esfor�o que fa�o para p�r em pr�tica.

Voc� vai dizer que � problema meu, n�o?

Oi. Estou atrapalhando?

Est� certo.

Pensei que se estiver a fim podemos sair hoje.

Sim, n�o. N�o vou fugir mais, eu juro.

J� vou avisando que n�o jantarei em casa hoje.

- Tudo bem. - Aonde voc� vai?

Acha que contarei justo para voc�?

Essa m�sica se chama "Love Turns Around".

Ent�o voc� n�o bebe, n�o come carne de porco

- e imagino que n�o... - N�o, nem isso.

- �s vezes � at� melhor. - Como assim?

� que �s vezes voc� morre de t�dio

e prefere ficar em casa arrumando as gavetas.

�s vezes, ir ao dentista � melhor.

- Assim faz a vontade passar. - Melhor assim, n�o?

J� que entende do assunto, quero saber...

Do que est� me chamando?

- N�o quis dizer que voc� �... - Desembucha.

Mas sua primeira vez, como foi?

Aconteceu.

Eu nem gostava tanto dele, sinceramente.

Mas estava curiosa.

Certo. Ent�o sua escolha foi meio aleat�ria.

Desculpa, achei que...

� que essa hist�ria que a primeira vez

deve ser inesquec�vel para mim � bobagem.

Ent�o as outras vezes n�o s�o importantes?

Certo.

O que foi?

- Voc� se masturba? - Eu?

Quer dizer... Por que essa pergunta?

Se n�o pode fazer sexo. Ao menos isso...

Sim, isso eu fa�o.

- O qu�? - Isso que voc� falou.

Isso o qu�?

Em teoria, n�o poderia nem fazer isso.

Voc� n�o consegue dizer?

- Diga: "Eu me masturbo". - Por que preciso falar?

Se sentir� melhor, acredite. Diga: "Eu me masturbo".

- Voc� � louca! - E voc� se masturba.

Sim, eu me masturbo.

N�o ouvi.

- Eu disse que me masturbo. - N�o ouvi.

- Eu me masturbo! - Eu tamb�m me masturbo.

�s vezes precisamos dar o nosso jeito.

Mas toda essa Coca-Cola n�o te far� mal?

E o �lcool, n�o?

Valeu pela noite. O show foi legal.

Foi demais, n�o foi?

Gra�as ao meu pai

conhe�o essas bandas fracassadas dos anos 90.

Bem, voc� vai para l� e eu para c�.

- Certeza que n�o quer carona? - N�o, obrigado. Vou a p�.

- Beleza. Boa noite. - Boa noite.

Agora irei para casa e sabe o que farei?

N�o, � brincadeira. Eu te ligo.

Ou voc� me liga. Bem, quem ligar primeiro.

- S�o seis da manh�! - � uma desgra�a, Rifat.

Uma grande desgra�a.

Est� certo, voc� a beijou.

N�o � t�o grave, pode acontecer.

Afinal, de que lado voc� est�?

Primeiro diz que isso � pecado. E agora est� tudo bem.

N�o disse que � certo. S� disse que pode acontecer.

E o que farei agora? Eu gosto dela. Gosto muito.

Mas tenho medo do que pode acontecer.

O melhor seria n�o v�-la mais.

Para ficar despreocupado.

N�o v�-la mais? Nem um pouquinho? Nunca mais?

- � o �nico jeito, acredite. - Mas se a visse um pouco menos?

Sei l�, em lugares p�blicos e durante o dia? N�o.

Obrigado. Voc� ajudou muito.

Eu n�o devo dizer o que voc� deve fazer.

Seu interior sabe o que � certo.

N�o comece pregar, eu imploro.

Voc� me tirou da cama de madrugada. O que devo dizer?

Mas foi mais forte que eu, eu a segurei e a beijei.

Parecia que eu estava sendo teleguiado.

E sinto umas descargas el�tricas e n�o consigo ficar parado.

N�o consigo dormir, nem comer. E quero abra�ar todo mundo.

Entendi. J� entendi.

E ent�o, o que voc� acha que significa isso?

Significa que est� apaixonado.

- Apaixonado? - Sim.

� isso a�!

N�o imagina como s�o as garotas,

tem brancas, negras, de todos os tipos.

E s�o muito mais abertas e dispon�veis do que na It�lia.

- Elas n�o se acham. - Caramba!

E a m�sica? Voc� j� fez o Oasis voltar a amizade?

Estou trabalhando nisso.

Fiz teste para uma banda e eles ficaram de me avisar.

Ali�s, falando em garotas...

Sim, eu te conto depois. Agora tenho que ir. Tchau.

E esse?

Custa muito caro, n�o podemos comprar.

Fa�a o Rajib comprar, n�o?

Desculpa, � mesmo, ele n�o tem dinheiro.

Ele n�o trabalha, s� estuda.

- Mas n�o � burro como voc�. - Tr�s bombas em tr�s anos.

Desse jeito meus filhos ir�o na formatura dele.

Onde achar� algu�m que se case com voc� e te d� filhos?

Primeiro trabalho, depois esposa, depois filhos.

Se quer virar adulto

primeiro aprenda a arrumar sua cama.

E quem disse que quero casar?

Ainda tem tempo. Foi isso que eu quis dizer.

Nunca esque�a de onde voc� vem, sua cultura e sua hist�ria.

Imposs�vel, nasci aqui perto, no hospital Vannini.

Fiz o prim�rio na escola Pisacane

e o ensino m�dio na Laparelli e na Kant.

Praticamente nunca sa� desse quil�metro quadrado.

N�o tenho toda essa hist�ria.

Ali�s, acho que chegou a hora de sair do quadrado.

Fale para ela, pai.

N�o d� para ficar no nosso cantinho,

precisamos conhecer coisas novas.

Tipo as garotas?

N�o tenho raz�o, pai?

Bilbao. Noventa e oito... n�o, n�o foi!

Ano noventa e sete.

Inaugura��o do Museu Guggenheim:

�timo museu, c�pula de tit�nio, lindo.

Corredor muito longo, bar grande � esquerda. Lembra?

Certo, j� entendi. Sabem o que farei?

Vou sair, comer um sandu�che de carne de porco,

vou me embebedar e depois irei para o inferno.

Beleza. Tchau, meus queridos.

Bar � esquerda. Lembra?

Obrigado pelo apoio, pai.

Sua ajuda foi fundamental, como sempre.

Pessoal, o que � isso? Cada um est� indo para um lado.

Voc� sabe que sem o Tangir n�o � a mesma coisa.

Estamos mandando bem, s� precisamos...

- Ela tem raz�o, est� uma bosta. - Exato.

V�o ficar contra mim? Ent�o vamos parar e ir embora.

- Estou tentando. - Vamos recome�ar do refr�o.

- O que foi? - N�o vai atender?

Vai, vamos come�ar.

- De novo? O que foi? - � a mo�a do bar? A italiana?

De onde vem essa perspic�cia de repente?

- Perspic�cia? - Deixa pra l�.

Mas voc� nem a atendeu.

Calados! Se meus pais souberem, ser� um desastre.

Fique sossegado. Vamos continuar.

Perd�o.

Por favor, mantenha dist�ncia.

Desculpa de novo.

Voc� precisa se afastar.

S�rio? Eu me aproximei demais?

Brasileira. T�o certo como a morte.

Voc� � idiota?

Voc� acha que � inteira?

Pode me deixar aqui. Atr�s desse carro.

Ent�o, a gente se fala.

Voc� � daqueles que beija e depois some?

- N�o, imagina! - � uma t�tica?

- N�o, n�o � isso. - O que � ent�o?

Tem meu emprego, os ensaios... Ando ocupado.

Claro, o emprego e os ensaios.

Eu gosto de voc�, gosto muito.

- E ent�o? - � dif�cil.

- � dif�cil... - Muito dif�cil.

Eu acho que n�o �.

Venha almo�ar em casa amanh�.

- Amanh�? - Isso.

Meu pai far� frango assado, que � s� o que ele sabe fazer.

A fam�lia toda estar� l� e isso n�o � um pedido.

N�o sei se posso amanh�. Quer dizer, preciso pensar.

Mas voc� se acha tanto assim?

Te espero �s 13h30. N�o leve nada.

Arranjei um emprego bem maneiro.

Tenho tr�s manh�s livres por semana e ganho bem.

Que legal! Que emprego �?

� meio complicado de explicar.

Distribui��o de alimentos, digamos.

Mano, acredite em mim, Londres � demais.

Por que voc� n�o vem para c�?

� que estou com uns problemas aqui.

� a garota italiana? Ent�o � algo s�rio?

Navila, veja s� esse s�ri.

N�o, m�e, nem pensar!

- Viu s�, Navila? - N�o, m�e.

Pare�o um bolinho com este modelo.

- Sem ele tamb�m. - Voc� tinha mesmo que vir?

Acha que eu queria? A m�e me mandou comprar roupa tamb�m.

Ent�o v� procurar sua roupa. N�o! E este?

Navila, esse aparece sua barriga!

Voc� viu, Phaim?

Voc� n�o gosta de nada, m�e. � melhor eu n�o casar mais.

Este � bonito, deixe ela escolher qual quiser.

- Voc� est� atrasado. - Como �?

Brincadeira. Venha.

- Eu trouxe isto. - Falei para n�o trazer nada.

O que posso fazer? Sou meio caipira.

Obrigada. Siga-me.

Ivan, o terr�vel, fazendo jus ao nome.

Carla, pode pegar as tigelas?

Aqui embaixo? As verdes que compramos em Otranto?

- Essas mesmo. - N�o est�o aqui.

- Olhe direito. - J� olhei e n�o est�o.

- N�o � poss�vel! Est�o a�, sim. - Ent�o venha procurar.

Quer sempre ter raz�o... Elas n�o sa�ram andando.

- Ol�. - Oi, Phaim, desculpa.

- Muito prazer. - Minha ex-mulher.

- Carla, prazer. - Phaim.

Phaim, certo. Muito prazer.

- Ela � a Marzia. A mulher... - Prazer, Marzia.

Ivan! Ivan, vem c�.

Esse � o pior de todos. Ivan, o terr�vel.

- Vem c�. - N�o fa�a bagun�a.

N�o s�o estas as tigelas de Otranto?

- Voc� � um babaca mesmo. - Por que nos separamos?

- Pergunte de novo. - Por qu�?

- Porque voc� � um babaca. - Que engra�ada!

- Tudo bem? - Tudo.

Isso � normal. Eles s�o sempre assim.

Voc�s n�o ficam entediados. E eu que reclamo dos meus pais.

Chega!

Phaim, seus pais s�o bengalis, certo?

- Acho que � bengaleses. - Bengaleses.

- Isso mesmo, amor. - Pode falar dos dois jeitos.

- Dos dois jeitos. - Eu n�o sabia. Acalme-se!

- Que saco, Carla! - Eu que o diga.

Bem, meus pais chegaram aqui uns anos antes de eu nascer.

Ent�o voc� nasceu na It�lia e tem cidadania italiana?

- Pai! - O que foi?

Tenho, sim. Tirei com 18 anos.

- Este pa�s � uma merda! - Por qu�?

Ele nasceu na It�lia e n�o � italiano. Que merda!

- N�o discutiremos pol�tica. - � quest�o de civiliza��o...

Mas n�o foi dif�cil.

S� preenchi uma ficha e levei ao escrit�rio.

- Viu? S� preencheu a ficha... - Aos 18 anos!

Este pa�s � incapaz de criar uma lei

garantindo que quem nasce aqui � italiano. Posso ficar puto?

- Claro. - Desculpa, Phaim.

Experimente esse molho delicioso que a Marzia fez.

O plano dos meus pais...

ou melhor, da minha m�e, sempre foi ir para a Inglaterra.

Estamos competindo com a Hungria! � isso.

- Come�ou a ladainha. - Come�ou mesmo.

- Agora ele tem raz�o, amor. - N�o sairemos mais disso.

Na verdade, v�rios bengalis ficam aqui

- s� o tempo de se programar. - Como assim?

Eles chamam de "corredor italiano."

- Viramos um corredor? - Que horror!

Acha engra�ado, Carla? Posso saber por qu�?

- � uma vergonha. - Chega, amor.

- N�o posso dizer o que penso? - Claro que pode.

Nesta casa as brigas s�o exclusividade dos ex?

- Sim. - N�o, amor. Vem c�.

Voc� pode dizer o que quiser.

- Nem tanto. - Voc� � um cretino.

- Ali�s, esse molho � delicioso. - Eu te avisei.

- Eu que fiz. - Eu que fiz.

Que coragem!

- Eles s�o assim, viu s�? - Fui eu que fiz!

- E o frango? - O frango tem seu prop�sito.

Como se diz puxa-saco em bengali?

Vamos l�! Jogue algo voc� tamb�m.

Seus pais s�o legais, d� para ver que se importam.

Mas eles nem estavam te ouvindo.

- O que foi? - Nada.

Estava pensando nessa hist�ria da Inglaterra.

Pois �. Minha m�e � completamente obcecada.

- E voc�? Quer ir para l�? - Por um lado sim.

Um amigo me disse que � muito legal morar l�.

Sim, mas agora, neste momento, voc� iria?

Bem, agora, neste momento, n�o.

Visto que estamos falando de coisa s�ria,

voc� sabe que j� sai com outros caras, n�o?

- E que aconteceram coisas. - Claro.

Juro que se ela come�ar contar vou gritar feito um doido!

Bem, n�o somos obrigados a fazer aquilo.

Pois �.

Mas podemos...

O qu�?

Fazer alguma coisa?

Tipo, "isso sim, isso n�o"?

Tipo os golpes proibidos das artes marciais?

Vamos combinar que n�o vale golpes abaixo da cintura.

Pelo menos n�o abaixo da minha.

Combinado.

Tem certeza absoluta que est� tudo bem?

Est� bom assim?

Tem certeza que sabe se defender?

Consegue se defender?

Voc� sabe se defender?

Golpe proibido. Cart�o vermelho.

Voc� disse que pode fazer aquilo.

N�o! � s� sozinho.

Est� indo muito bem, eu me divirto.

Fazemos v�rias coisas. E estou tranquilo.

N�o me preocupo porque j� conversamos.

N�o podemos fazer aquilo. Ponto final. Assunto encerrado.

Eu foco em outras coisas.

�s vezes, penso naquilo, mas � normal, n�o?

Dou uma corridinha, tomo um banho gelado,

fa�o flex�es...

E se ela me trair com algu�m que n�o tem essas paranoias?

Se acontecer, saberemos que n�o era o destino.

E minha m�e tem raz�o quando diz:

"Macarr�o e arroz n�o se misturam."

� ela! Caramba, ela tem um radar.

Valeu pelos conselhos. Ainda bem que tenho voc�.

Sabia que eu estava falando de voc� com um amigo?

Ele � o m�ximo. Voc�s deveriam se conhecer.

- Pode ser hoje. - Como assim?

Estou indo para Torpigna.

Jura? Est� vindo para c�?

N�o se empolgue tanto!

N�o � isso. Estou super feliz e surpreso.

� que marquei com duas amigas naquele pub, "Stop Corner."

- � "Hop Corner". - Esse mesmo.

Por que voc� n�o vai e leva seu amigo?

Meu amigo agora est�... Ele n�o pode, est� trabalhando.

Droga! Mas v� voc�, eu te espero. Ande logo.

- Pode deixar. Tchau. - Tchau.

O que significa quando sua gata te apresenta as amigas?

Significa que est� te colocando na coleira.

� uma estrat�gia.

Como os camale�es,

primeiro s�o da cor "fa�a o que quiser."

Depois ficam da cor "mexa-se e arranco suas bolas."

Voc� est� enganado, ela n�o � como as outras.

Pois �. Ent�o j� se perguntou porque ela est� com voc�.

Oi.

Voc� veio!

Voc� demorou pra caramba.

Tive uns contratempos, mas enfim... Estou aqui.

Elas s�o Lavinia e Flaminia.

- Oi. - Oi.

Ent�o, quais as novidades? O que fazem por aqui?

Eu as fiz vir porque queria que te conhecessem.

Ela est� insuport�vel. S� fala de voc�.

Ao menos agora sabemos como voc� �.

Aqui estou: o namorado negro da Asia.

Era uma piada. N�s nos chamamos de negro.

N�o � obrigatoriamente um insulto.

Os gays podem fazer isso, por que n�o podemos tamb�m?

Bem, vou pegar uma bebida enquanto voc�s fazem amizade.

Posso te perguntar uma coisa? Estou meio curiosa.

- Manda. - Voc� n�o come porco, certo.

Mas e javali?

- Oi. Como vai? - Bem. E voc�?

Quem � aquele?

� bonitinho.

- H� quanto tempo! - Muito.

- Com licen�a. - Voc� voltou da Austr�lia?

- Faz s� um m�s. - Quanto tempo ficar� aqui?

Acho que duas semanas.

Ele � o Ruben.

- Oi. - Muito prazer.

Viajamos juntos nas f�rias faz um tempo.

� incr�vel a gente se esbarrar agora assim.

Coisa de louco.

- Ele � muito estranho. - E muito feio.

Como conseguiu ficar com ela?

- E como vai o ingl�s? - Quero uma Coca, por favor.

- Melhorou, n�? - Sim.

- Quer? - N�o, n�o posso.

- N�o tem �lcool. - Tem certeza?

Dois dedos de Prosecco, um pouco de Aperol,

� praticamente sem �lcool.

Experimente, voc� n�o ir� para o inferno.

� gostoso.

E tem aquele, como � o nome dele?

Aquele todo azul com a tampa da panela...

- Capit�o Am�rica! - Isso, ele mesmo!

Ele me mata de rir com aquela asinha na cabe�a.

Se bem que ele parece um pouco com um padre.

Claro que n�o conhe�o muitos padres,

mas os imagino assim, porque ele � todo certinho.

De qualquer forma, o Pantera Negra mudou tudo.

Agora os negros conquistar�o o mundo.

Outra rodada!

Hoje voc� teve permiss�o para beber?

Sabe, �s vezes at� n�s fazemos como voc�s,

que fazem o que querem 356 dias por dia.

- Por ano, digo. - Claro.

Ali�s, precisamos conversar sobre aquele assunto.

- Qual assunto? - O outro assunto.

N�o me interessa mais.

� que parecia que...

N�o, n�o me interessa.

Parecia que aquele assunto te interessava bastante.

Talvez antes, mas agora n�o.

Bem, agora vou embora porque n�o me sinto muito bem.

Jura? Por que n�o fica aqui e passa mal na frente de todos?

Aonde voc� vai?

- Relaxa, depois ela volta. - Ela sempre faz isso.

Mais ou menos.

Meu Deus!

Precisa de ajuda?

N�o, j� passou. Estou muito melhor.

- Nunca mais vou beber, juro. - Acredito.

Fiz voc� passar vergonha com suas amigas.

Elas j� conheceram caras piores, acredite.

� que senti um pouco de ansiedade de desempenho.

Primeiro voc� me apresentou seus pais, agora as amigas,

e esses caras simp�ticos com bigodes.

- Ent�o � por isso. - O qu�?

Voc� est� com ci�mes.

S� porque todo mundo copula alegremente

e eu queria copular com voc�?

E ainda tem seu amigo Ruben que te comeu com os olhos.

S� por isso eu estaria com ci�mes?

- Voc� � doida! - E voc� � idiota!

Me deixe te limpar.

Pare, estou fedendo.

Est� mesmo e esse � o �ltimo dos nossos problemas.

E da pr�xima vez que quiser ir para o inferno,

n�o beba um litro de Spritz de est�mago vazio.

Ali�s, sabia que me deu um pouco de fome?

- Est� com fome? - Estou.

- Vamos comer? - Vamos.

Ent�o, temos o mughlai que s�o esses pacotinhos...

com ovos, carne e cebolas.

Depois temos o cl�ssico biryani.

Este � com frango e aquele com legumes.

Tamb�m tem chamu�a

que � com batatas, ervilhas e especiarias.

E aqui tem khichdi

que � com arroz basmati, lentilhas e ervas frescas.

� isso a�! Bom apetite.

Gostoso! Parece comida indiana, mas custa a metade.

Phaim, a poligamia � ilegal aqui na It�lia. Tome cuidado.

� estranho voc� estar aqui.

- Estranho bom ou estranho ruim? - Estranho bom.

Sabe o que gosto na arte urbana?

Que aceita tudo.

Sol, vento, chuva.

E envelhece como as pessoas.

Como eu e voc�, talvez. Juntos.

Quem sabe? Pode acontecer.

Espere um pouco.

O que est� fazendo?

- Quem �? - A m�e de um amigo.

- E voc� precisa se esconder? - Sim. Ela conhece minha m�e.

E da�?

Ela tem um megafone no lugar da boca.

Ela � o jornal de Torpigna.

Voc� tem medo que ela nos veja e talvez conte para sua m�e?

Talvez? Certeza que ela contaria se nos visse.

Voc� n�o pensou em falar de mim para os seus pais?

� um pouco complicado.

N�o � complicado. Voc� s� n�o quis contar.

� que na verdade eles s�o meio tradicionalistas.

Acham que devo me casar com uma boa mo�a de Bangladesh,

ter dois ou tr�s filhos, um emprego s�rio...

Ou melhor, � como eles dizem:

"Primeiro o trabalho, depois casamento".

E voc� pensa como eles?

N�o. Mas o que posso fazer?

Nada. N�o fa�a nada.

Espere a�.

N�o quero ficar com um cara que faz o que mandam

e n�o assume suas responsabilidades.

Certo, mas s� tenho 22 anos. Por que eu seria respons�vel?

- Est� parecendo minha m�e. - Talvez ela tenha raz�o.

Ent�o devo arranjar um emprego, casar e ter filhos?

- De que lado voc� est�? - Eu que pergunto.

- Quer ficar comigo ou n�o? - Sim. Voc� acha que � f�cil.

E isso de que somos diferentes, mas somos iguais � uma besteira.

N�s n�o somos iguais. N�o somos nada iguais!

- Ainda bem! - Por isso quer ficar comigo?

Pois sou o cara ex�tico para apresentar �s amigas?

O namorado bengali.

Sou a nova moda do norte de Roma agora?

V� se foder, Phaim.

Est� certo. Volte para o seu pa�s!

Idi-ota.

Idi-ota.

Idi-ota.

- Voc� est� bem? - O que voc� quer?

Nada, � que te ouvi chorando.

- Ouviu errado. - Tem certeza que est� bem?

Est� tarde, estou exausta. Me deixe sozinha, por favor.

Desculpa por me preocupar.

Pode entrar. Pelo menos voc� bateu.

Posso conversar um pouco com voc�?

Pode, entre. Vem c�.

Eu o odeio.

- Quem? - Rajib.

Por qu�? O que ele fez?

Me pediu em casamento.

Perd�o, mas ele j� n�o tinha pedido?

Eu quero mat�-lo.

Ele n�o deveria ter pedido.

N�o estou entendo muito bem.

N�o � que o odeio. Mas tamb�m n�o sei se o amo.

�s vezes nem sei se o acho legal.

E por que voc� aceitou?

Porque era o certo, � o que todos esperam.

- O que posso fazer? - E pergunta para mim?

Acabei de estragar o relacionamento da minha vida.

Voc� � o �nico com quem posso falar.

Est� certo. Vem c�.

Por enquanto durma um pouco.

Amanh� voc� pensa nisso, liga para ele e diz:

"Rajib, n�o vai rolar. Obrigado" E se despe�a dele.

- Simples assim? - Simples assim.

Que merda de conselho!

Veio pedir conselho para mim. O que esperava, sabedoria?

N�o! N�o, parem. Vamos esclarecer uma coisa.

Mudei meu turno hoje, fui a primeira a chegar,

pois t�nhamos ensaio e quero ensaiar.

N�o quero te ver assim em frangalhos.

Ent�o ou se recupere ou ligue para ela. Decida-se.

Voc� est� assim h� dias. Precisa reagir.

- � o que sempre me diz. - Voc�s acham que � f�cil.

Ou�a, tive uma ideia. Tenho uma amiga muito bonita.

Voc� � doida? N�o! Nem pensar!

Viu como voc� �? Ao menos, me escute.

Ela � linda. Fale para ele.

Eu vi as fotos, confirmo que � gostosa.

- Ent�o saia voc� com ela. - Por falar nisso...

Ent�o voc� gosta de sofrer, admita.

� �bvio que n�o gosto de estar assim.

Mas n�o acho que sair com uma garota que...

Talvez se a tivesse conhecido em outra vida, em outro mundo,

em outra religi�o, eu teria gostado dela.

- Mas neste momento, n�o. - Estou namorando.

- O qu�? Voc�? - Ela se chama Radha.

A fam�lia dela est� se mudando de Daca para c�.

Nos conheceremos amanh� pelo Skype.

Obviamente que n�o preciso dizer que minha m�e fez tudo.

Voc� nem sabe como � o rosto dela?

- Bem, talvez seja bonita. - E se foi sua m�e que escolheu

no m�nimo ele pesar� 150 kg, ter� os dentes tortos e bafo.

- N�o. Bafo, n�o. - Voc� � um babaca quando quer.

Phaim? Desculpa o atraso.

Esperei o �nibus por uma hora e...

N�o tem problema, relaxa.

- Mala. - Phaim.

Prazer.

E tr�s!

Como �?

� a terceira vez em meia hora que voc� checa o telefone.

Desculpa, � que...

- Posso perguntar uma coisa? - Manda.

- Mas responda sinceramente. - Beleza.

Por que voc� saiu comigo?

Porque qualquer coisa � melhor que ficar em casa no Facebook.

- Esperando ela postar algo... - Ent�o tem uma "ela".

Ele � o Daniel. Estamos... Bem, est�vamos juntos.

Namoramos por um ano e meio e terminamos h� quatro meses.

E eu estou destru�da.

Essa � ela.

Bonita.

� uma grande bagun�a.

O que foi? Que caras s�o essas?

Phaim, lembra do seu tio Bharat?

Voc� o conheceu quando era crian�a.

- N�o comece com as hist�rias. - N�o vou.

Ele enriqueceu em Londres com um quiosque de comida de rua

e decidiu abrir um restaurante.

Legal. � isso a�, tio Bharat! N�o sobrou omelete de ontem?

Phaim, ele me pediu ajuda. Eu aceitei.

Todos n�s partiremos logo ap�s o casamento.

Para Londres? Mas todos quem?

Mas e todo aquele discurso sobre independ�ncia,

que devemos trabalhar por conta pr�pria?

- Mudei de ideia. - Voc� n�o est� feliz?

Phaim, lembre-se: "Veleiro forte n�o tem medo de furac�o."

Acham que resolveremos isso com prov�rbios?

Eu tenho uma vida aqui, um emprego, amigos.

E tamb�m tenho uma...

N�o, nada.

Est� certo.

Phaim.

� s�rio?

Encheu meu saco falando que Londres � incr�vel.

Agora que estou indo voc� reage assim?

� que pensei em voltar para Roma semana que vem.

E voc� precisa me pegar no aeroporto,

sen�o o pessoal pensa que gritarei "Allahu Akbar".

- Est� de brincadeira? - Na verdade, Londres � p�ssima.

O clima � uma bosta e estou sozinho como um c�o.

Ningu�m liga para mim quando n�o estou vendendo kebab.

Espera a�. Voc� trabalha num quiosque de kebab?

Aqui eles est�o piores que a�.

Voc� n�o arranja emprego nem a pau.

- E as garotas? - Nem me fale.

At� os 20 anos d� para encarar, depois elas embarangam.

Deve ser a cerveja, sei l�.

Ou�a meu conselho, preserve a garota italiana.

Phaim!

Venha ajudar, por favor. Caixa pesada.

- Devagar. - Como � a hist�ria do veleiro?

Veleiro nos leva para casa. Vai.

Devagar!

Pessoal, se eu vou dan�ar, voc�s tamb�m v�o. Vamos!

Isso, dancem!

N�o � nada. J� passou um tempo e...

Queria saber como voc� est�.

Est� ocupado!

Tudo acabou de um jeito meio ruim, digamos.

Acabou mesmo de um jeito ruim. E por isso eu queria te ver.

E sinto saudades de voc�.

Estou mudando para Londres com meus pais.

Talvez se voc� estiver a fim podemos nos despedir.

Phaim! Temos que voltar a tocar! Sua m�e est� furiosa!

�ltima coisa, j� que estou sendo sincero,

lembra da cicatriz na minha bochecha?

N�o foram os romenos, eu tive um abscesso.

Como tenho um medo gigante de ir ao dentista,

fiquei enrolando e ficou do tamanho de uma toranja.

E no fim foi isso, abriram minha bochecha

e tiraram aquela coisa nojenta. Pronto, te contei.

Mas eu entendo se n�o quiser mais me ver.

- Phaim! - De novo? Pronto, acabei!

Minha nossa! Como voc�s s�o.

- Como sabia que eu estava aqui? - Tangir postou uma foto.

G�nio. Faz sentido.

- Eu ouvi suas mensagens. - Voc� ouviu?

Por que demorou tanto?

O que deu em voc�?

Desculpa!

Viva os noivos!

Rifat!

Rifat.

Rifat!

Voc� est� a�. Podemos conversar?

Sente-se.

Fiz uma bagun�a.

Todos v�o chorar agora? � algum tipo de v�rus?

Cometi o maior erro da minha vida.

Todos me diziam: "Ela n�o serve para voc�.

Ache algu�m como n�s.

Quer matar sua m�e de desgosto?"

Ent�o terminei com ela.

Eu disse que n�o podia continuar e nem expliquei nada.

Percebe como fui um desgra�ado?

Foi um pouco mesmo. Mas o que voc� poderia fazer?

Eu poderia mandar todos para o inferno.

Poderia ter ficado com ela.

Mas agora ela se casar� com outro.

Por que voc� nunca me contou essa hist�ria?

Achei que tivesse passado,

mas hoje recebi essa bomba e tudo voltou.

L� vamos n�s de novo... Voc� acha que isso passa?

Sei l�, s� sei que tudo isso � uma merda.

- O que foi? - Voc� falou "merda"?

Eu? N�o.

Sim, falou alto e claro.

Viu o que voc� faz comigo?

Veja os pelinhos do meu bra�o, fiquei todo arrepiado.

- Que dia � hoje? - Sexta-feira.

Ent�o � dia de greve.

Corra!

Eu estava te esperando.

- Asia est� em casa? - Voc� chegou tarde.

Teve sua chance e a desperdi�ou.

- Tem raz�o, eu fiz merda. - Fez mesmo.

N�o d� para recuperar algo assim.

N�o chore pelo leite derramado. Seja homem.

D� um abra�o nela. Melhor, finja que nunca estive aqui.

- Aonde est� indo? - Para casa.

Estou ensaiando para a audi��o que farei.

- Acha que ando vestido assim? - N�o. Pois �.

Ali�s, � um belo papel. S�o oito cenas.

� um empres�rio que perde tudo, acaba embaixo da ponte

e funda uma cooperativa agr�cola.

Asia n�o contou que tamb�m sou ator?

Na verdade, n�o.

Que tonta!

Ela est� no quarto. O clima n�o est� muito bom.

- Estou indo. - Boa sorte.

- No teatro se diz "merda". - Merda?

Quem voc� chamou de merda?

Estou brincado. Boa sorte. Voc� vai precisar.

E se enxugue.

Seu pai me deixou entrar.

- S� queria te di... - Ou�a, estou um lixo.

E se veio aqui me deixar pior, pode dar o fora.

Dois minutos e te deixarei em paz.

- O que voc� quer? - Queria me despedir.

Ent�o tchau.

Antes de vir, assisti na TV um filme de terror inteiro.

Parab�ns! E da�?

S� para te dizer que odeio filme de terror,

tenho muito medo.

E n�o te disse antes porque senti vergonha.

E tamb�m porque voc� gosta.

E fingi que eu tamb�m gostava.

Quero que saiba que n�o tenho mais medo.

Quer dizer, tenho medo, mas assisto mesmo assim.

Voc� tem muita sorte

porque n�o tenho for�as de te chutar para fora daqui.

Ent�o ainda bem que voc� est� doente.

Voc� n�o sabe o quanto eu queria te chutar.

Venha!

- Eu tamb�m queria dizer... - Podemos s� ficar assim?

- Beleza. - Podemos mesmo?

- Sim, podemos. - �timo.

- Ali�s... - Meu Deus! Voc� n�o consegue?

- Fazer o qu�? - Ficar quieto.

Certo, vou ficar calado. Mudo como um peixe, juro.

Isso mesmo. Muito bem.

Voc� praticamente me batizou.

- Desculpa. - Voc� me deu um banho.

Desculpa.

Desculpa.

N�o tenho medo do futuro.

O futuro n�o existe.

� o presente que � uma grande bagun�a.

Uma bel�ssima bagun�a.

BANGLA

- Art Subs - 11 anos fazendo Arte para voc�!

Curta a gente no Face: facebook.com/ArtSubs

E visite CineMio Downloads: cinemiodownloads.blogspot.com.br

Contribua tornando-se um usu�rio VIP e remova todos os an�ncios do www.OpenSubtitles.org

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.