All language subtitles for Dracula.1958_24

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Original subtitles

'O Di�rio de Jonathan Harker.

'3 de maio, 1885.

'Enfim minha longa jornada est� chegando ao fim.

'Como ser� o final, eu n�o posso imaginar.

'Mas de qualquer modo, eu posso dormir tranq�ilo...

'...de que fiz tudo o que poderia ser feito para obter sucesso.

'A �ltima parte de minha jornada a partir do vilarejo de Klausenberg...

'...provou ser mais dif�cil do que eu tinha imaginado...

'...devido � relut�ncia do cocheiro em me levar por todo o caminho.

'Como n�o havia outro meio de transporte dispon�vel...

'...fui for�ado a viajar os �ltimos quil�metros a p�...

'...antes de chegar ao castelo de Dr�cula.

'O castelo parecia in�cuo ao sol quente, e tudo parecia normal...

'...exceto por uma coisa: N�o havia p�ssaros cantando.

'Enquanto eu cruzava a ponte de madeira, e adentrava o port�o...

'...tudo repentinamente parecia estar ficando mais frio...

'...devido, sem d�vida, �s �guas torrenciais que desciam da montanha...

'...que h� pouco eu tinha cruzado.

'Por�m, eu me julguei um afortunado por ter avan�ado...

'...e n�o tinha a inten��o de hesitar em meu prop�sito.'

Desculpe-me. N�o a vi chegando.

Meu nome � Jonathan Harker. Sou o novo bibliotec�rio.

Voc� ir� me ajudar, n�o ir�?

Diga que sim, por favor!

- Como posso lhe ajudar? - Leve-me para longe daqui.

- Mas por qu�? - Ele me mant�m prisioneira.

Quem? O Conde Dr�cula?

Acho que n�o entendi.

Por favor. Me ajude a escapar!

Sr. Harker. Estou feliz que tenha chegado a salvo.

Conde Dr�cula?

Sou Dr�cula. E lhe dou as boas vindas � minha casa.

Desculpe-me por n�o estar aqui para cumpriment�-lo pessoalmente...

...mas estou certo que voc� achou tudo o que precisa.

Obrigado, senhor. Est� muito acolhedor.

Era o m�nimo que eu poderia fazer depois de uma viagem dessas.

Sim, � uma longa viagem.

E cansativa, sem d�vida. Permita-me mostrar-lhe seu quarto.

Obrigado, senhor.

N�o, por favor, permita-me.

Infelizmente, minha empregada est� fora no momento.

- Uma perda familiar. � compreens�vel. - Claro.

Por�m, o senhor achar� tudo que foi preparado para o seu conforto.

Quando eu posso come�ar a trabalhar?

Assim que desejar. H� um grande n�mero de volumes a ser indexado.

- Precisa de mais alguma coisa? - N�o. Voc� foi muito prestativo.

Pelo contr�rio, � um privil�gio para mim.

Sou afortunado por encontrar algu�m t�o distinto para trabalhar para mim.

Eu gosto da solid�o e do sil�ncio.

Esta casa, eu acho, oferece tudo isso.

Ent�o todos estamos satisfeitos. Um arranjo admir�vel.

S� mais uma coisa, sr.. Harker.

Eu tenho que sair e s� voltarei amanh� ap�s o p�r do sol.

Enquanto isso, por favor, sinta-se como se estivesse em sua casa.

- Boa noite, sr.. Harker. - Boa noite, senhor.

Como eu ficarei fora por um tempo, voc� poderia ter a chave da biblioteca.

Obrigado.

A biblioteca fica � esquerda da sala.

- Me permite? - Sim, certamente.

- Sua esposa? - N�o, minha noiva.

Voc� � um homem de sorte. Posso saber o nome dela?

Lucy Holmwood.

- Encantadora, encantadora. - Voc� � muito gentil.

Boa noite.

Durma bem, sr.. Harker.

'Finalmente eu conheci o Conde Dr�cula.

'Ele me aceitou como o homem que concordou em...

'...trabalhar com seus livros, como eu pretendia.

'S� me resta esperar o sol nascer...

'...quando, com a ajuda de Deus...

'...eu terminarei para sempre...

'...com o reinado de terror deste homem.'

- Sr. Harker, o senhor pode me ajudar? - Farei o que for poss�vel.

Mas por que o Conde Dr�cula a mant�m prisioneira?

- Eu n�o posso dizer. - Mas se vou ajud�-la, preciso saber.

Eu sinto muito, n�o � poss�vel.

Voc� est� dificultando as coisas para mim.

Eu sou apenas um convidado. Eu tenho que ter um motivo para ajud�-la.

Uma raz�o. O senhor me pede uma raz�o!

N�o � raz�o suficiente ser trancada nesta casa, contra a minha vontade?

Voc� n�o faz id�ia no qu�o mau este homem �!

Ou nas coisas terr�veis que ele faz!

Eu n�o poderia. Eu n�o ouso partir sozinha.

Ele me encontraria de novo, eu sei.

Mas se voc� me ajudar, eu tenho uma chance.

Voc� tem que me ajudar, voc� tem. Voc� � minha �nica esperan�a.

Voc� deve!

Eu a ajudarei, eu prometo.

Por favor, n�o se aflija.

Obrigada.

'Eu me tornei uma v�tima de Dr�cula e da mulher que est� em seu poder.

'Pode ser que eu esteja condenado a virar um deles.

'Se for assim, eu s� posso rezar...

'...para que quem achar o meu corpo...

'...possua o conhecimento...

'...para fazer o que for preciso...

'...para libertar a minha alma.

'Eu perdi o dia. Logo estar� escuro.

'Enquanto ainda domino meus sentidos, devo fazer o que minha raz�o ordena.

'Eu tenho que achar o lugar de descanso de Dr�cula...

'...e l� dar um fim � sua exist�ncia para sempre.

'Logo o sol ir� se p�r, e eles ir�o caminhar novamente.

'Eu n�o tenho muito tempo.'

- Bom dia, senhor. - Bom dia.

- Voc� teria um conhaque, por favor? - Certamente, senhor.

- Viagem longa? - N�o muito, eu espero.

- Posso fazer uma refei��o? - Sim senhor.

Inga!

Apenas uma simples, eu temo, senhor.

- Seu troco senhor. - Obrigado.

Recebemos poucos viajantes por aqui. De qualquer maneira, n�o param aqui.

Creio que voc� recebeu um, alguns dias atr�s. Um sr.. Harker.

- Harker, senhor? - Sim.

Ele � um amigo meu.

- Ele me escreveu deste endere�o. - N�o aqui, senhor.

Eu me lembro do cavalheiro. Ele me deu a carta para postar.

Segure sua l�ngua, mo�a!

Era esta a carta?

- N�o estou muito certa. - Talvez voc� se lembre do nome.

Dr. Van Helsing.

N�o estou certa disso.

Prepare uma refei��o para o cavalheiro. Imediatamente. Voc� me ouviu?

Do que est� com medo?

- Eu n�o entendo. - Por que todos esses alhos?

E em cima da janela?

E aqui em cima?

N�o � para decora��o?

- Eu n�o sei do que voc� est� falando. - Eu acho que voc� sabe.

O que voc� sabe sobre o meu amigo?

- Ele veio com o prop�sito de ajud�-los. - N�s n�o pedimos ajuda.

Mesmo assim, voc�s precisam.

Olhe, senhor. Voc� � um forasteiro aqui em Klausenberg.

� melhor que algumas coisas sejam ignoradas...

...tal como interferir em coisas que est�o al�m dos nossos poderes.

Por favor, n�o me entenda mal.

Isto � mais que uma supersti��o. O perigo � muito real.

Se a investiga��o que o sr.. Harker e eu estamos fazendo tiver �xito...

...n�o apenas voc�, mas o mundo todo se beneficiar�.

O castelo que Dr�cula fica em algum lugar em Klausenberg.

Voc� me diz como chegar l�?

Ordenou que trouxessem comida. Como empregado, � meu dever servir.

Depois que comer, eu pe�o que nos deixe em paz.

Sua comida estar� pronta em breve. Gostaria que se sentasse.

Obrigado.

Isto foi encontrado nas encruzilhadas pr�ximas daquele lugar.

Ele me pediu para que queimasse isto.

Mas seu amigo era um agrad�vel cavalheiro. Eu n�o pude.

Harker?

Harker!

Harker!

Harker!

Perd�o, sr.. Holmwood, mas n�o posso falar mais nada sobre sua morte.

N�o pode ou n�o quer?

Voc� � quem escolhe.

Dr. Van Helsing, eu n�o estou satisfeito.

Voc� aparece de repente e nos fala que Jonathan Harker est� morto.

E ainda por cima n�o nos fala como e onde ele morreu.

- Eu acho isso um tanto quanto suspeito. - Arthur!

- Voc� tem a certid�o de �bito. - Sim, assinada por voc�.

Quando ele morreu, Doutor?

- H� 10 dias atr�s. - H� 10 dias atr�s!

- Onde ele foi enterrado? - Ele foi cremado.

- Com ordem de quem? - Dele mesmo.

Como seu amigo e colega, ele me falou h� muito que desejava isto.

Voc� tem que saber que Jonathan iria se casar a minha irm� Lucy.

Certamente voc� poderia ter escrito.

Eu senti seria um choque menor se eu contasse pessoalmente.

Eu preferiria que voc� n�o visse a minha irm�.

Minha esposa e eu lhe falaremos.

Muito bem. Eu sinto muito.

Faria o favor de expressar as minhas condol�ncias para a srta. Lucy?

Se ela desejar entrar em contato comigo, estou aos servi�os dela.

Gerda. Dr. Van Helsing est� partindo. Pode acompanh�-lo at� a porta?

Sim.

Bom dia.

Por que todo esse segredo? Por que ele n�o nos falou?

Bem, o Dr. Van Helsing � um homem muito eminente.

Quaisquer que sejam os motivos, fique certo que teve uma boa raz�o.

Em todo caso, n�s n�o podemos ajudar o pobre Jonathan agora.

� em Lucy que n�s temos que pensar.

Ela est� bem o suficiente para contarmos?

- Ser� uma surpresa terr�vel para ela. - Ela tem que saber algum dia.

N�s n�o perturbaremos o resto de tarde dela. N�s a veremos hoje � noite.

Jonathan logo estar� em casa, eu sei. Ent�o eu vou melhorar, voc� ver�.

N�o serei mais uma preocupa��o para o Dr. Seward ou qualquer um de voc�s.

Lucy, voc� n�o � preocupa��o alguma. Agora descanse, durma um pouco.

Voc� tem que dar um pouco de cor nessas bochechas.

- Boa noite, Lucy. - Boa noite, Mina.

Boa noite, Arthur.

- Durma bem. - Eu vou tentar.

Pesquisa sobre vampiros. H� certos fatos b�sicos estabelecidos.

Um: Luz.

O vampiro � al�rgico a luz.

Nunca se aventura de dia.

Luz solar fatal. Repita, fatal.

Os destruiria.

Dois: Alho.

Vampiros s�o repelidos pelo odor do alho.

Confira os arranjos finais com Harker antes de ele ir para Klausenberg.

Tr�s: O crucifixo.

Simbolizando o poder do bem sobre o mal.

O poder do crucifixo nestes casos...

Entre.

- Voc� tocou, senhor? - Sim.

Eu quero esta que carta seja entregue com prioridade pela manh�.

- Voc� ver� isto? - Sim.

- Obrigado. - Obrigado, senhor.

Mais alguma coisa?

O que �?

Quando eu estava fora pensei ouvir voc� falando com algu�m.

Claro. Estava falando comigo mesmo. Voc� n�o vai esquecer a carta, vai?

N�o, senhor.

Sim.

O poder do crucifixo nestes casos � dobrado:

Protege o ser humano normal...

...mas revela o vampiro ou v�tima...

...deste cont�gio vil quando em est�gios avan�ados.

� certo...

...que estas v�timas detestam ser dominadas pelo vampirismo...

...mas s�o incapazes de renunciar � pr�tica...

...que � semelhante ao v�cio em drogas.

No final das contas a perda de sangue resulta na morte.

Mas, ao contr�rio da morte normal, nenhuma paz se manifesta...

...porque eles entram num estado medonho de p�s-morte.

Desde a morte de Jonathan Harker...

...Conte Dr�cula...

...o propagador deste mal indiz�vel, desapareceu.

Ele deve ser encontrado e destru�do.

- Ela parece mais fraca, Doutor. - � um caso enigm�tico, sra. Holmwood.

Os sintomas s�o de anemia, e eu a estou tratando disso.

Pode ser um processo lento, � claro.

Mas eu esperava por sinais mais encorajadores.

- Por favor, posso ver a tia Lucy? - Hoje n�o, Tania.

- Ela est� muito doente? - Eu temo que sim.

- Voc� sabe o que ela tem? - Claro que sei.

Ent�o por que voc� n�o faz ela melhorar?

Tania.

Quantas vezes eu te falei para n�o aborrecer a sra. Holmwood?

- Eu sinto muito, senhora. - Est� tudo bem, Gerda.

- A l�gica infantil pode ser embara�osa. - Sim.

Voc� aceitaria uma segunda opini�o, sra. Holmwood?

Obrigado, Doutor. Eu pensarei nisto.

Continue com o rem�dio e dieta que eu prescrevi...

...e bastante ar fresco. - Sim, doutor.

- Bom dia para voc�. - Bom dia.

Entre.

Sra. Holmwood, foi bom voc� ter vindo.

- Por favor, n�o quer sentar-se? - Obrigado.

Voc� mencionou em sua carta algumas coisas sobre Jonathan.

Sim, eu as tenho comigo. Eu as teria trazido, mas...

Eu entendo. Mas voc� tem que ver que o...

...Sr. Holmwood estava preocupado. - � Caro.

Eu gostaria de ter sido mais prestativo.

Como a srta. Lucy recebeu as noticias?

N�s ainda n�o falamos para ela. Ela est� muito doente.

Eu sinto muito ouvir isso. Posso perguntar o que ela tem?

Foi tudo t�o s�bito. Aconteceu cerca de 10 dias atr�s.

O nosso m�dico disse que � anemia.

Estou muito triste por isso.

Eu n�o tenho nada contra Dr. Seward, por favor, n�o pense isso, mas...

- Eu quis ter uma segunda opini�o. - Eu gostaria de v�-la imediatamente.

- Eu agradeceria. - Se me der licen�a.

Lucy. Eu trouxe algu�m para v�-la.

Dr. Van Helsing. Ele � um amigo de Jonathan.

Srta. Lucy.

Que flores ador�veis.

Jonathan est� morto, n�o est�?

- � verdade, n�o �? - Sinto muito.

- O Arthur lhe contou? - Ningu�m me contou, eu sabia.

- � por isso que o Dr. Helsing veio? - Em parte.

Dr. Helsing � um especialista. Ele veio ajud�-la.

Jonathan me contou tantas coisas sobre voc�.

- Coisas boas, eu espero. - Muito boas.

Agora, deixe-me ver.

N�o se preocupe, logo n�s teremos voc� bem novamente.

Adeus, Doutor.

Eu sinto por voc� ter perdido a viagem, sobre Jonathan, eu quero dizer.

N�o foi perdida, eu juro. Bom dia, srta. Lucy.

Como ela soube da morte de Jonathan?

Premoni��o. N�o � incomum.

Mas ela aceitou com tanta calma, isso me preocupa.

Temo que hajam coisas mais urgentes para se preocupar.

Aquelas marcas no pesco�o, quando apareceram pela primeira vez?

Eu percebi logo que ela ficou doente.

Eu perguntei o que eram. Ela disse que achava que tinha sido picada.

� bem prov�vel.

Dr. Seward disse que ela precisa de ar. As janelas est�o abertas o tempo todo.

Entre as horas de p�r-do-sol e amanhecer...

...todas as janelas no quarto dela, com exce��o de uma clarab�ia pequena

...devem ser mantidas fechadas.

Sra. Holmwood, voc� me chamou para uma segunda opini�o.

Se for para eu ajudar, h� certas coisas que voc� deve fazer para me ajudar...

- mesmo que n�o pare�am ortodoxas. - Sim, eu sei, mas...

Se voc� ama a srta. Lucy, seja guiada por mim, eu imploro.

Farei qualquer coisa para que ela fique bem novamente.

Voc� tem que pegar algumas flores de alho, tantas quanto voc� puder.

Coloque-as nas janelas, na porta, e ao lado da cama dela tamb�m.

Elas podem retiradas durante o dia. Mas de modo algum...

...mesmo que a paciente implore, elas devem ser removidas � noite.

� muito importante que voc� obede�a as minhas instru��es.

Fa�a exatamente como eu digo e n�s poderemos salv�-la.

Se voc� n�o fizer, ela morrer�.

Eu estarei aqui pela manh�.

C�us, crian�a! O que foi?

Estas flores, n�o posso ag�entar!

Elas cheiram forte, mas a sra. Holmwood disse...

N�o me importa o que ela disse! Por favor, tire isso daqui!

Por favor, Gerda, elas me incomodam.

Est� bem, senhorita. Vou retir�-las

E as janelas, voc� abrir� as janelas?

Sim, srta. Lucy, se � isso que voc� quer.

Vou voltar a descansar.

N�o h� nada que eu possa fazer para salv�-la.

Sra. Holmwood, voc� fez como eu lhe falei?

Ela fez. E voc� viu o resultado.

Por favor, senhor. Com licen�a, senhor.

� tudo minha culpa. Ela n�o podia respirar. Ela parecia t�o doente.

Ela me implorou que abrisse as janelas e jogasse fora as plantas.

Eu sei que voc� me falou, senhora, mas...

Que horas foi isso?

L� pela meia-noite.

- Eu ouvi um barulho... - Certo, Gerda...

...voc� pode ir agora. - Sim, obrigado, senhor.

Eu sinto muito, senhor.

Tudo que eu sei � que voc� nos trouxe ainda mais afli��o.

Primeiro Jonathan, e agora Lucy.

N�o importa que seja voc� ou os seus motivos, v� e nos deixe em paz.

Sr. Holmwood, quando eu contei sobre Jonathan, eu pensei que fosse melhor...

...poupar os detalhes das terr�veis circunst�ncias nas quais ele morreu.

Mas a morte tr�gica de sua irm� est� t�o ligada � dele...

...que eu acho que voc� deveria saber a verdade agora.

N�o espero que acredite em mim, mas voc� acreditar� em Jonathan.

Aqui est�o as �ltimas palavras dele. O di�rio dele.

Quando voc� ler isto, voc� entender�.

O que �, Gerda?

� um policial, senhor. E Tania est� com ele.

Tania?

- Deixe-o entrar, Gerda. - Muito bem, senhor.

- Boa noite, senhores. - O que foi, oficial?

Eu achei esta menina. Ela realmente estava muito aflita.

- Conte a eles o que voc� me contou. - N�o quero.

N�o precisa ficar com medo.

Venha aqui, sente-se comigo, e me fale sobre isto.

Voc� n�o quer que o sr. Holmwood pense que voc� � uma chorona, quer?

Voc� � uma menina crescida agora.

Me diga o que aconteceu.

Eu estava l� fora, e ela veio at� mim.

E disse: 'Ol� Tania, vamos dar uma caminhada?'

Eu disse 'sim', e fomos caminhar.

Ent�o algu�m apareceu, e ela correu e me deixou...

...e acabei me perdendo.

Quem era ela? O que voc� viu?

Vamos, me diga.

Quem era ela?

Tia Lucy.

- Eu ouvi voc� me chamar, tia Lucy. - Sim, querida.

Venha.

Voc� est� gelada. Por onde andou?

Fui caminhar. Conhe�o um lugar bom e calmo para brincar.

� muito longe, tia Lucy? Estou cansada.

N�s estamos quase l�, meu bem.

Lucy!

Arthur, querido irm�o!

Querido Arthur, por que voc� n�o veio mais cedo?

Venha aqui, deixa eu te dar um beijo.

Vista isto.

- Por favor, eu quero ir para casa. - E voc� deve.

Eu irei buscar sr.. Holmwood e n�s vamos todos juntos.

- N�o tia Lucy. - N�o, tia Lucy. Agora sente-se aqui.

Seja uma boa menina.

Voc� parece um ursinho agora. Voc� vai usar essa coisinha bonita?

Ele n�o � ador�vel?

- Voc� promete que n�o vai fugir? - Eu prometo.

Se voc� olhar l� de cima, poder� ver o sol surgir.

Matenha quente.

Voc� entende agora?

- Mas por qu�, Lucy? - Por causa do Jonathan.

Voc� leu no di�rio dele sobre a mulher que ele achou em Klausenberg.

Esta � a vingan�a de Dr�cula.

- Lucy vai substituir aquela mulher. - Oh, n�o!

Vi a tumba dela todas as noites desde que ela foi enterrada h� tr�s dias.

Hoje foi a primeira vez que ela saiu.

Eu sei que � de seu desejo ver Lucy descansando em paz.

Eu prometo realizar este desejo. Mas primeiro...

...se o senhor consentir, ela pode nos conduzir ao Dr�cula.

Como pode sugerir tal coisa?

Que ela deva ser possu�da por este mal por mais um segundo?

E quanto � filha de Gerda, e as outras que ela sujar�?

N�o, eu n�o poderia! Eu n�o poderia!

Claro.

Voc� levaria a crian�a para casa e me encontraria aqui em uma hora?

Est� bem.

Est� quase amanhecendo, ela n�o deixar� o caix�o novamente.

N�o h� nenhum outro modo?

Mas � horr�vel!

Por favor, tente entender.

Esta n�o � Lucy, a irm� que voc� amou. � s� uma casca.

Possu�da e corrompida pelo mal de Dr�cula!

Para liberar sua alma e devolver-lhe a paz eterna...

...n�s temos que destruir esta casca de uma vez por todas!

Acredite em mim, n�o h� nenhum outro modo.

- Beba isto. - Estou bem agora.

- Beba. - Obrigado.

Tem coisas no di�rio de Jonathan que eu n�o entendo.

Dr�cula pode ser t�o velho quanto ele diz aqui?

N�s acreditamos que � poss�vel.

Vampiros s�o conhecidos por viverem de s�culo em s�culo.

Registros mostram que Dr�cula pode ter entre 500 e 600 anos.

Outra coisa.

Eu sempre achei que se tais coisas existissem...

...eles poderiam se transformar em lobos ou morcegos.

Isso � uma fal�cia comum.

Estudei estas criaturas a minha vida toda.

Pesquisei com algumas das maiores autoridades na Europa.

Mesmo assim, n�s apenas arranhamos a superf�cie.

Sabe-se bastante sobre o morcego vampiro.

Mas detalhes destes corpos reanimados da morte...

...os 'mortos vivos', como n�s os chamamos...

...s�o t�o obscuros, que os bi�logos n�o acreditariam que eles existam.

� claro que voc� est� chocado e confuso.

Como voc� pode esperar entender em t�o pouco tempo?

Mas voc� leu e viu o bastante para saber...

...que este culto profano deve ser banido.

- Eu espero que voc� me ajude. - Farei qualquer coisa que me disser.

Obrigado.

Claro que n�s sabemos certas coisas.

Voc� testemunhou uma delas h� pouco.

E n�s tamb�m sabemos que durante o dia...

...o vampiro tem que descansar em seu solo nativo.

Quando eu fui ao castelo de Dr�cula, um carro funer�rio passou os port�es.

Naquele carro funer�rio estava um caix�o.

Eu acredito que era de Dr�cula e uma cama da pr�pria terra dele.

Para chegar aqui, aquele carro teria que vir pela fronteira em Ingstadt.

Eles ter�o um registro para aonde ele estava indo.

N�s precisamos daquele endere�o. Voc� vem comigo a Ingstadt?

Quanto tempo levar�? Eu tenho que avisar a Mina.

Com um pouco de sorte, n�s retornaremos pela manh�.

Casa de Alf�ndegas

Isto est� fora de quest�o, senhor. Contra os regulamentos.

N�s queremos saber aonde aquele caix�o foi.

Eu n�o posso dar tal informa��o sem autoriza��o.

- Isto � urgente! Eu sou medico. - Eu sinto muito, senhor.

H� um rapaz com uma mensagem para voc�.

Pessoal, ele disse. Ele n�o daria isto a mim.

Certo, Gerda, eu o verei.

- Sim? - Voc� � a sra. Holmwood?

- Sou eu. - Chegou uma mensagem para voc�.

Para voc� ir para Frederickstrasse 49 imediatamente. Sem ningu�m saber.

Quem falou?

Arthur Holmwood, ele se chama. Disse que voc� o conheceria.

Mas isso � imposs�vel. Meu marido foi para Ingstadt.

Mas se ele me deu esta mensagem, n�o foi. E ele me deu esta mensagem.

Boa noite.

Voc� precisa de uma permiss�o do minist�rio por escrito.

Eu tenho minhas ordens e devo obedec�-las.

S�o colocados no governo regulamentos que de modo algum...

...uma pessoa sem autoriza��o possa examinar...

Claro que, em uma emerg�ncia, n�s �s vezes fazemos uma exce��o.

E vendo que este cavalheiro � m�dico...

- Quando voc� disse que foi? - 1� de dezembro.

Klausenberg para Karlstadt. Deixe-me ver.

Aqui est�. Um carro funer�rio, um caix�o.

J. Marx, Frederickstrasse 49, Karlstadt.

Arthur?

Arthur?

Tem certeza de que n�o quer algo para voc� comer, senhor?

N�o, obrigado, Gerda. N�o temos tempo.

Mas eu gostaria de trocar uma palavra com sra. Holmwood antes de irmos.

- Suba para ver se est� acordada. - Sim, senhor.

Voc� est� pronto?

- Ela n�o est� aqui senhor. - N�o est�?

N�o senhor.

Bom dia.

Mina, voc� me assustou.

Onde voc� estava a esta hora da manh�?

Estava um dia ador�vel, acordei cedo e dei uma caminhada pelo jardim.

- Eu n�o o esperava t�o cedo. - Eu tenho que sair novamente.

- Quando voc� estar� de volta? - Eu n�o posso dizer com exatid�o.

Voc� parece p�lida. Voc� est� bem?

Arthur, querido, n�o exagere. Estou perfeitamente bem.

Adeus, querido.

Talvez seja melhor me deixar conduzir, estes passos podem ser perigosos.

N�s n�o queremos causar um acidente.

Um velho veio aqui para ver um ente querido...

...e caiu por estes degraus. Foi bem engra�ado.

Veio prestar os �ltimos cumprimentos e permaneceu para compartilh�-los.

Bem engra�ado.

Onde n�s estamos? Onde n�s estamos?

Est� em algum lugar ali atr�s.

Ficou tanto tempo aqui que est� preso l� atr�s, n�o �?

Por aqui, cavalheiros. Sigam-me.

Eu sei onde estava. Por aqui.

Isto � extraordin�rio!

Estava l�. Eu sei que estava, porque eu o vi ainda ontem.

Eu realmente n�o entendo quem poderia t�-lo movido.

O condutor do carro funer�rio poderia ter mentido na fronteira...

...sobre aonde ele estava indo.

Mas o companheiro no necrot�rio n�o estava mentindo.

Ele ficou surpreso quando viu que o caix�o n�o estava l�.

Ele deve t�-lo visto algum dia.

- Acho que ainda est� em Karlstadt. - Mas onde? � uma cidade grande.

N�o esque�a, n�o h� muitos lugares para ele se esconder.

Claro que h�.

O que h� l� para voc�s estarem fazendo tanto mist�rio?

N�s estaremos com voc� num instante, querida.

H� um cemit�rio velho a aproximadamente 5 km daqui.

Em algum lugar nesta �rea.

St. Joseph.

S� um momento.

Mina, querida, n�o pense que estou sendo tolo...

...mas eu ficaria feliz se durante minha aus�ncia voc� usasse isto.

Por favor, n�o me pergunte porqu�, apenas use isto por mim.

- Arthur, eu... - Por favor, Mina.

Voc� disse que Lucy nos levaria ao Dr�cula. Por que n�o ouvi voc�?

Isso nunca teria acontecido.

N�o se culpe, mas voc� tem que deixar Mina nos guiar agora.

N�s lhe daremos toda prote��o que pudermos.

Hoje � noite n�s vamos observar as janelas do quarto dela.

- A casa tem duas fachadas? - Sim.

Eu sei que � muito dif�cil, mas voc� n�o deve se enfraquecer agora.

Est� em nossas m�os o poder de libertar o mundo deste mal.

E com a ajuda de Deus n�s conseguiremos.

Mina est� segura, mas temos que ficar de olho esta noite. Descanse.

- E quanto a voc�? - Eu ficarei bem ali, se puder.

- Eu pegarei um tapete do quarto. - Obrigado.

Mina!

Fique assim parado por mais um minuto.

Obrigado.

- Ela ficar� bem? - Eu acho que sim.

Deixe-me ver seu bra�o.

Firme.

Voc� est� bem?

Sim, � muito bom.

Voc� precisar� de bastante liquido. Ch�, caf�, ou melhor ainda, vinho.

Agora des�a e beba algo, seja um bom companheiro.

N�o se preocupe, Gerda e eu cuidaremos dela.

S� lave ela com �gua-de-col�nia ou algo assim.

- Como ela est� agora? - Ela reagiu muito bem.

Gra�as a Deus!

Como ele entrou? N�s vigiamos a casa a noite toda.

Sua teoria deve estar errada. Ele pode se transformar em outra coisa.

Ele deve ser capaz disso. Como ele poderia ter entrado?

Quisera eu saber.

- A senhora est� dormindo agora. - Ela n�o deve ficar sozinha.

Eu vou ficar com ela. Eu gostaria.

Fique aqui e beba um pouco de vinho. Estou certo de que precisa de ambos.

- Gerda, voc� ir� buscar outra garrafa? - Senhor, eu n�o gostaria.

Voc� sabe o que aconteceu quando desobedeci a sra. Holmwood.

O que voc� quer dizer?

A senhora me disse que jamais eu deveria descer ao por�o.

Holmwood! Holmwood!

Gerda, o que aconteceu?

Voc� disse para ficar com ela, ent�o eu subi aqui.

- E ele se parecia com o Diabo! - O que aconteceu?

Ele veio aqui e a pegou como se ela fosse um beb�!

Acalme-se.

S� h� um lugar para ele agora: a casa dele.

� um cocheiro. Est� morto h� cerca de meia hora.

Voc� acha que o Dr�cula matou aquele cocheiro?

Claro, sem uma carruagem ele nunca chegaria em casa antes do amanhecer.

Ele morreria.

- Se ele chegasse em casa... - Ele se esconderia no alto do castelo.

- N�s o perder�amos l�. - E Mina?

Pare!

Pare!

Est� amanhecendo.

Olhe!

Revis�o: Volzen

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