All language subtitles for Anna (1951) DVDRip Oldies

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Original subtitles

ANNA

Tradu��o: KUNCKA

- Bom dia. - Bom dia.

Mam�e! Mam�e

O que aconteceu, meu bem? Por que est� chorando?

Irm�, leve-o com voc�. Como se eu n�o tivesse mais nada para fazer!

Vai com a irm� Virginia. Ela te ajudar� a encontrar tua m�e.

Irm� Anna!

Venha essa noite ao meu escrit�rio. Precisamos conversar. Sim, madre.

- Bom dia, professor. - Bom dia.

Bem, aten��o. Este � um caso de fratura de menisco.

Serei capaz de jogar novamente, professor?

- Em que time voc� joga? - No Desportivo de Monza.

- Ah! Voc� � um bom jogador? - Magn�fico.

At� a Gazetta dello Sport falou dele, eh?

- N�o poderei voltar a jogar, certo? - Te direi depois da opera��o.

Mas agora descansa.

- Fa�am novas radiografias. - Ok.

Acompanhei este caso, professor. O pulso est� normal.

- Pode voltar a dieta normal. - N�o, doutor, desculpe.

N�o pode comer. Esta noite n�o reteve a comida.

Muito bem, ent�o veja que problema tem, por favor.

- Fez as radiografias? - Sim, professor, est�o na sua mesa.

- Tem certeza? - Sim, professor.

Que pena!

Gostaria que se enganasse de vez em quando, Irm� Anna.

S� de vez em quando.

Ande, vamos! N�o fiz por mal.

O senhor sempre tem vontade de brincar, professor.

Ah, est� cicatrizando! Como est� hoje?

N�o sabe que o melhor colaborador do m�dico � o paciente?

Ou n�o tem vontade de curar-se? Quem sabe isso n�o Ihe interessa.

Muito bem, sigam com o tratamento: extrato de f�gado e vitaminas.

- Vejamos, como est�? - Muito mal.

- O que tem? - Fome.

Olhe, o mais pequeno sempre � para mim.

As freiras me odeiam, n�o querem me dar comida.

Procurarei resolver.

Dieta rigorosa!

Voc� ouviu, tem que nos ajudar, para que se cure.

Minha mulher estava esperan�osa que eu adoecesse, para livrar-se de mim.

N�o me enviou nem uma carta, nem um telefonema, nada.

Provavelmente hoje ela vir�, � dia de visita.

N�o quero que ela veja assim. Vou te mandar o barbeiro.

Irm� Anna!

Hoje deve jejuar. E n�o fume, ser� melhor.

- Me operar�, professor? - Sim, pela manh�.

- Tem medo? - N�o, n�o.

Bom, certo. Tchau, professor. At� amanh�, rapazes.

Professor, bom dia.

Est� �timo. Ele s� faz gra�a para n�o voltar a pris�o.

Acho que terei que t�-lo aqui pelo menos outra semana.

Obrigado, professor!

Irm�, poderia conseguir um livro que n�o fosse as Sagradas Escrituras.

Compreendo, compreendo. Mas n�o seria nada mal se fosse esse.

Temos que prepar�-lo.

Irm� Anna, v� ver o que fazem esses dois turistas e depois me procure.

Voc�, visite o quarto 2 e voc�, vem comigo.

- Bom dia, coronel. - Bom dia, querida.

O que � isso? N�o vai querer me dar inje��o, vai?

N�o, calma. � para a senhora do outro lado. Eles trouxeram suco?

Com atraso...

Olha que defesa. Tente comer um, se � capaz.

Como voc� fez isto?

Professor, estou t�o mal...

E o Professor? Est� na cirurgia. Tem um caso urgente.

E aquele doutorzinho jovem t�o simp�tico, onde est�?

Vamos, r�pido! R�pido!

� que estou muito nervosa.

E n�o me machuque, n�o me machuque.

- N�o me fa�a perder tempo. - J� est� me machucando.

Voc� me detesta, certo?

Eu sei que me detesta e me sinto t�o sozinha...

...t�o s�.

N�o vejo a hora de sair deste hospital.

Voc� sair� logo.

Outras pin�as hemost�ticas.

Anime-se, em breve voc� n�o sentir� nada!

E depois, o que ser� do meu menino?

Depois da opera��o, voc� mesma cuidar� dele. Fique calma.

Pulso: 120 Press�o arterial: 90

- Pus uma atadura, certo? - Sim, eu sei.

� como se ela j� estivesse morta.

Recorrem a n�s, quando j� � muito tarde.

N�o entanto, enquanto haja uma chance entre mil, temos que tentar.

- Tudo pronto, professor. - Obrigado, Irm� Anna.

N�o esque�a o �ter.

E o meu filho? E meu filho, irm�? N�o se preocupe com ele agora. Respire profundamente.

Pode come�ar, doutor.

Agulha.

Limpe a testa.

N�mero tr�s!

Compressas.

Canforefedrina

- Professor... - Intracard�aca.

O caf�, professor.

Tem raz�o meus colegas.

S� tem que operar, quando o �xito � certo.

Mas, com meus vinte anos de experi�ncia...

...� uma opini�o que acabo de aceitar.

Sab�amos que era tentar o imposs�vel.

Professor, o 36 est� pronto para opera��o.

Penicilina, penicilina. O �nico que pedem todos, � penicilina...

...e depois morrem do mesmo jeito.

- Trouxe o vale? - Sim, toma.

Precisa comer algo, n�o �? Mas, n�o diga a ningu�m, certo?

Onde est� teu pai?

N�o quer dizer?

N�o me importa. Sou o marido dela.

Quero saber quem deu permiss�o para trazer minha mulher aqui.

Quem autorizou? Tenho direito de saber.

N�o grite ou ser� tirado a for�a daqui.

Ah, est� aqui! Venha comigo. Sabe o que eles fizeram com tua m�e?

N�o fale assim diante do menino.

Eu falo. Falo porque sei o que digo.

Levaram sem a minha permiss�o e agora a mataram, sim, a mataram.

- Voc�s a mataram. - N�o tem vergonha.

Onde voc� estava quando trouxeram a sua mulher?

Eu... andava por a�. Sempre ando por a�...

- ... procurando trabalho. - Voc� est� b�bado.

Saia!

E meu filho?

N�s cuidaremos dele. Volte quando estiver trabalhando.

E n�o volte aqui nestas condi��es.

E minha mulher? Poderia v�-la?

Acompanhe-o.

E o que fazemos com o menino? Levem-no a pediatria. J� falarei com...

Sim, com tanto progresso da medicina, alguma coisa encontrar�o.

Todos temos alguma doen�a.

- Onde est� levando ele? - A pediatria.

Quem mandou? Irm� Anna. Irm� Anna?

Temos que acolh�-lo durante uns dias, Madre. � necess�rio.

- � um caso... - Est� bem. Leve-o.

Por que mentiu, irm�? O menino n�o est� doente.

N�o podia deix�-lo com seu pai... n�o estava em condi��es de...

Deveria saber que este hospital n�o � uma pens�o familiar.

Pode ir.

- Anna, querida! - Bom dia. - Luisa!

Este � Giorgio. Viu como � bonita?

Tinha muita vontade de te conhecer. E voc�, o que acha? Escolhi bem? � simp�tico?

Sim, claro. E quando casam?

- Amanh�. Eu te escrevi. - Gostar�amos que viesse ao casamento.

Eu tamb�m gostaria, Mas acho que n�o poderei.

Ao menos, na cerim�nia religiosa. Depois, te acompanharemos at� aqui.

Obrigado, mas acho que n�o posso.

Viu, Giorgio. Te disse. Tem medo de sair daqui.

Medo? Do que? Sim, eu estou aqui, para defend�-la.

E n�o tem vontade de vez em quando de ver o mundo, as pessoas?

Aqui j� tem gente suficiente e este � o meu mundo.

Viu, � in�til insistir. Ela � feliz aqui dentro.

Sim, sou feliz.

Ao menos, aceitar� uns doces.

Ah, que est�pida, quase esqueci! Desculpa querido, devo dizer algo a minha irm�.

Ana, eu sa� da casa onde mor�vamos e...

...ao esvaziar umas gavetas encontrei isso.

N�o sei se fiz bem em traz�-lo.

Fez bem. J� podemos ir. Voc� deve ter muito o que fazer.

Obrigado por vir, Luisa. E obrigado tamb�m a voc�, Giorgio.

Desejo tudo de bom, de todo meu cora��o.

Amanh� rezarei por voc�s.

- Adeus, Anna. - At� logo, Irm� Anna.

Entre!

- Louvado seja Jesus Cristo. - Para sempre seja louvado.

Bem? O que aconteceu, Irm� Anna?

Perd�o, Madre, por interromper teu trabalho...

- ... mas preciso falar com voc�. - Est� bem. Estou ouvindo.

Preciso algo da senhora, Madre. Por favor me ajude.

Ajud�-la eu? E como?

Te pedi h� algum tempo que me enviasse ao convento.

Queria fazer meus votos.

Esperava que viesse esta noite, irm� e n�o sei o te levou a vir agora.

Mas j� que est� aqui, vou ser franca.

Ainda me parece que voc� n�o est� pronta para os votos.

Olha, a decis�o que voc� quer tomar � s�ria, muito s�ria.

E algo que voc� n�o pode, nem deveria fazer...

...impulsionada por um desejo.

Eu sei. A senhora duvida de minha voca��o.

E com raz�o, irm�.

Em todos os seus atos vejo... que tem algo muito material.

Suas repentinas decis�es, sua falta de reflex�o...

...me assustam. Voc� est� muito ligada aos afetos humanos.

- Madre, Eu pensei que... - O que voc� possa pensar n�o importa.

Importa o que eu vejo, pois tenho mais anos de experi�ncia que voc�.

E eu n�o preciso te lembrar das estranhas circunst�ncias, pelas quais veio ficar entre n�s.

Eu vejo al�m do que voc� possa imaginar. � uma excelente enfermeira.

Seu cuidado e sua efic�cia s�o indispens�veis aqui.

� poss�vel que nesses momentos, irm�, esteja a ponto de superar a prova decisiva.

E somente ficando entre n�s, nesses muros...

...e lutando contra si mesma poder� dizer amanh� que venceu.

- Sim, madre. - Agora pode ir.

Reze ao Senhor e volte a seu trabalho com humildade.

- Voc� pode encontrar seu caminho? - Sim.

Perto tem um bar, mas n�o v� ali esta noite. N�o, vou para casa.

- Adeus. - Adeus.

Tem fogo, doutor?

� uma noite tranquila. Tem sorte em seu primeira plant�o.

Espero que n�o aconte�a nada. Fiquei s�. S�, por que?

Blandi foi para casa. N�o estava bem.

Estava mal? Pobre rapaz, sinto muito.

Ver� como n�o acontecer� nada. Eu pressinto.

Esperemos. Se acontece algo, me chame. Est� bem, doutor.

Tem que dormir, Corrado, ok?

Quero ir para casa.

Muito bem, fica assim. Dorme, meu bem.

Quero ir para casa.

Calma. Deve dormir.

Por fim! Sabe que fazem 32 minutos que a espero?

Estou cansada. Agora � com voc�, beleza.

Oh, olhe! Um, dois e tr�s.

- Estou cansad�ssima. - Desculpa. Venha, venha.

A prop�sito, ouvi dizer que a senhora da porta ao lado, � vi�va de um fascista.

O que voc� acha disso? Estou bastante interessado no assunto.

- Por que voc� tamb�m �. - Eu?

Eu sou anti-fascista desde 1921. Sai, Sai!

Ei! Aonde vai?

S�o duas ambul�ncias. N�o � problema seu. Irm� �ngela est� de plant�o.

Com licen�a, coronel. Por Deus! N�o consigo terminar uma partida.

Doutor! Doutor!

R�pido, r�pido, levem-no a emerg�ncia.

Doutor, doutor... eu vinha pela estrada de lambreta.

la na minha m�o, quase junto a valeta...

quando vi um carro vir de frente, a toda velocidade.

Parecia que tinha ficado louco. N�o coloque a culpa em mim.

Sim, sim. Atendam-no.

Recobrou sentido?

As pupilas n�o reagem.

Temos que oper�-lo. Preparem ele.

- Ainda bem que est� aqui. - � grave? - Sim. E Manzi n�o tem muita experi�ncia.

Canfortalcafe�na e vamos fazer um exame de sangue.

Irm�, quer me trazer um pouco de �lcool, por favor?

- O que aconteceu? Voc� est� doente? - N�o, n�o.

- V� dormir. Est� cansada. - N�o, deixe-me ajud�-la.

E n�o se pode fazer nada para avisar-Ihe?

Aonde foi? Onde?

Compreendo. Est� bem. Muito obrigado.

- � grave, doutor? - N�o � poss�vel assegurar, sem um exame radiol�gico.

- Claro, que � grave. - Falou com o professor?

Acabei de telefonar, mas est� no teatro.

- Ent�o, voc� vai oper�-lo? - Naturalmente. Quem mais faria isso?

Operaremos dentro de 20 minutos. Preparem ele para a opera��o.

R�pido, eu pe�o. R�pido.

Espere-me aqui.

Aonde vai irm�? Tenho que encontrar o Professor Ferri. Entre.

Entre, por favor.

Senhora, a assistente de seu marido est� aqui.

- E o professor Ferri? - Deve estar no balc�o n� 5.

Quer sentar?

Com licen�a.

Se trata de algu�m que voc� conhece, Irm� Anna?

A Madre Superiora sabe que voc� saiu? N�o.

- Devia ter avisado. - Sim, devia ter feito.

Me d� outra luva!

Vamos, vamos! Calma, calma!

- Boa noite, professor. - Boa noite.

Como � que est� aqui? N�o te avisaram?

Avisaram? N�o, n�o. Tinha que vir ver um dos meus doentes.

Por que? Tem alguma complica��o?

� um caso grave, professor. Um acidentado.

la Ihe fazer uma laparotomia explorat�ria.

De acordo. J� sabe se abre e se olha.

Professor, n�o gostaria de examin�-lo?

- Se desejar, eu fa�o. - Obrigado, professor. Um avental!

Sabe que na minha primeira noite de plant�o...

me aconteceu um caso semelhante.

Eu era mais jovem que voc�.

As luvas!

Naqueles tempos n�o se tomavam tantas precau��es.

A cirurgia era considerada como uma arte nobre.

Irm� Anna. Est� muito cansada. Est� dispensada.

J� dormiu?

Naturalmente eu tamb�m estava muito nervoso aquela noite

Lembro que minhas m�os tremiam.

Viu o acidentado?

� natural. Tem dinheiro, um carro.

Se todos fossem a p� como eu, haveria menos acidentes.

Canta EL NEGRO ZUMB�N

Vittorio, qual � o favorito?

- O favorito? Te direi amanh�. - Dois cocktails de champanhe ao n� 7.

Lembre-se de que estamos aqui para servir o cliente.

Porque isto � um local noturno e n�o o Teatro da �pera.

Tem um cliente que quer te convidar � sua mesa.

Sinto, mas o contrato s� me obriga a cantar tr�s can��es,

n�o sentar na mesa com seus clientes.

O que reclama? N�o bastam 15.000 liras por noite?

N�o entendo o que voc� meteu na cabe�a.

N�o pedi nada. N�o quero isso.

Desculpa.

- Dormi o dia inteiro. - Dormiu? - Ol�, beleza.

- Quando? - Nunca.

Ol�! Como vai? Por que n�o entrou? Eu te procurei l� dentro.

- Perd�o. Me atrasei. - Tamb�m essa noite?

Acabei de chegar, a verdade � que n�o gosto de estar entre essa gente,

...que tem direito de te olhar, s� porque pagam.

Por favor, v� em frente.

Voc� tamb�m esteve entre essa gente, n�o?

Sim, tem raz�o. Mas era diferente.

Eu s� te via como uma mo�a bonita.

Vim como esse modelo est� fora de moda. Gostou?

N�o. Esta noite ter� que subir nele, mesmo que n�o goste. Sinto muito.

- Onde gostaria de ir? - Onde queira. Vamos.

Anna, sabe que a tarde pra mim ficou intermin�vel?

E era porque desejava te ver, s� por isso.

S�rio? Sim, olhava o rel�gio cada meia hora...

...e sempre estava cedo.

Ent�o tive uma ideia para passar o tempo,

fui comprar umas pe�as de reposi��o para meu trator,

umas pe�as que n�o me serviam para nada.

Me dei conta logo.

Que sil�ncio, n�o! Parece como se estiv�ssemos longe da cidade.

Por que n�o vem na minha casa domingo?

Te apresentarei a minha m�e assim poder�s ver nossa casa,

o campo. Eu nasci ali.

Eu acho o lugar mais belo do mundo.

- N�o te agrada o campo? - Sim, gosto, mas nunca vou.

Nem me lembro como �.

Ainda que se respire um ar puro...

...tem formigas, aranhas, moscas, mosquitos. Uff, n�o!

Anna! Por que voc� aceita sair comigo?

E voc�, por que vem me buscar todas as noites?

Bem, acho que voc� j� sabe, n�o?

N�o. J� fazem dois anos que trabalho em boates.

E quando um homem vem me procurar, eu sei o que quer.

mas voc�, eu ainda n�o te entendo.

Sabe como cortejar uma garota.

Eu n�o estou te cortejando...

...mas te pedindo que se case comigo.

Isso n�o � poss�vel.

Andrea, as vezes penso que me enganei toda a minha vida.

Por que diz isso?

N�o me fa�a mais perguntas, por favor.

- Me deixe. Quero ir - O que aconteceu?

Nada, quero ir para casa, agora.

- Posso saber o que aconteceu. - Quero que me deixe em paz.

Meu destino n�o � ser uma esposa.

Seria in�til conhecer a sua m�e,

fazendo o papel de sua noiva.

Bem, se � assim, esta ser� a �ltima vez que nos vemos.

Onde quer que eu te leve? A tua casa? Sim.

Desculpe, Andrea. Tuas palavras me fizeram muito feliz...

mas tive que reagir.

Talvez seja porque n�o estou acostumada. Me perdoa?

N�o te entendo.

N�o pode me entender. Te pe�o, que n�o me pergunte nada.

N�o... Mas algum dia me contar�.

Sabe que se arriscou muito?

Estive a ponto de parar o carro e te dar umas bofetadas.

- Teria sido capaz? - Sim.

Ir� no domingo? E voc�, vir� me pegar alguma noite?

Sim. Est� bem. Ent�o, virei no domingo.

- Boa noite, Andrea. - Boa noite, Anna.

- Ah! J� voltou? - Sim.

Responde! J� � a terceira vez que chama essa noite.

E eu amanh� devo levantar-me cedo. Estou cansada.

Anna!

Est� apaixonada pelo fazendeiro, eh?

Talvez.

Suponho que te pediu que se case com ele.

Sim.

Ent�o, tudo acabou entre n�s dois.

- E essas plantas o que s�o? - Batatas.

Anda, olha. O feno dizem que traz sorte.

- Aqui tem. - Obrigado.

- Bom dia, mam�e. - Bom dia, querido.

- Mam�e, esta � Ana. - Muito prazer.

E essa � sua irm�. Como se chama? Luisa.

Como? Luisa. Ah, Luisa! Muito bem

Mas... n�o percamos tempo ou nos atrasaremos para a missa.

Diga a tua irm� que se apresse.

E elas n�o vem na missa?

- Creio que sim. - Est� bem. Vamos.

D�-me teu bra�o, querido.

- Ol�, Andrea! - Ol�, Lucia!

Eh! Apresento, meninas, Lucia e S�rgio. Ana e Luisa.

Ana, quer casar comigo?

Quando era pequeno, brincava sempre ali.

Era um bandido e aquele era meu esconderijo.

- N�o deveria ter vindo. - E nunca deixava entrar ningu�m.

- N�o gostou de minha casa? - Gostei at� demais.

Ao vir aqui pensei que passaria um dia agrad�vel.

Agora significa muito mais. Quem sabe venha a me arrepender.

O que mudou desde a outra noite? Nada, n�o mudou nada.

� esse � o problema.

Anna, por que n�o confia em mim?

Claro que confio. N�o.

Quando quis saber algo sobre voc�, tive que fazer sozinho.

O que quer dizer?

Tem outro homem no meio, certo?

- Quem te disse? - Ningu�m.

N�o � dif�cil adivinhar.

Sim, quem sabe n�o � dif�cil, nem tamb�m interessante.

Sou uma desgra�a como pessoa.

Voc� n�o se deu conta?

Anna, eu te amo muito.

Por isso preciso saber. O ama?

E que diferen�a faz? Tem outro homem. N�o � o suficiente.

Quero saber se o ama. Responde-me.

O odeio...

...desde que te conheci.

Mas s� de v�-lo... ou ouvir sua voz...

...tem algo que desperta em mim, que n�o posso dominar.

Se soubesses quantas vezes tentei fugir dele...

...mas foi in�til.

Andrea, tenho vergonha de mim mesma.

� como se houvesse duas pessoas dentro de mim,

uma, essa que te ama...

e a outra... n�o posso dizer.

Agora que j� sabe a verdade. Me leve contigo, sem que ningu�m me veja.

Quietos assim! Sorriam!

Pronto! Ora! N�o fiquem assim, que j� vamos.

Quero te ajudar, Ana.

Sei que posso confiar em voc�.

Na vida ca�mos em muitas tenta��es,

mas o importante � super�-las e voc� pode.

Te amo.

Me ajude, Andrea!

Abra�a-me sempre assim.

N�o deixe nunca que eu v�.

Eu tamb�m te amo, com todas minhas for�as.

Tem que acreditar.

Acredito.

Nos esperam. Venha!

Esta � tua casa.

Gra�as a Deus, este tamb�m saiu. Por esta noite, acabou.

E como foi? Tudo bem, se n�o acaba nunca. Um pouco mais e durmo eu, em vez do paciente.

Se sobreviver esta noite, se salvar�.

Professor, n�o quero que pense que n�o estava seguro de mim mesmo.

Como poderia fazer isso. Nunca havia pensado.

J� sabe, com a emo��o da primeira vez...

Fiz tudo o que pude e agora...

pe�a por ele, se encontra em condi��es de faz�-lo.

- Boa noite. - Obrigado.

De toda forma, querido colega, quando tiver tempo...

d� uma olhada em suas anota��es de cirurgia abdominal.

- Sempre se tem algo que aprender - � verdade, professor.

- Boa noite. - Boa noite.

Dentro de uma hora, se estiver agitado, d� uma inje��o. Certo, doutor.

Canta NON DIMENTICAR

Este amor que te pertence

N�o quer arrancar

De teu cora��o

Voc� n�o pode esquecer

Que te amei tanto

E que soube amar

Voc� n�o pode esquecer.

Mas deste amor

S� ficou a lembran�a

N�o jogues fora

Longe de teu cora��o

Se j� se foi, se j� se afastou

Nas asas do destino

N�o � minha culpa, n�o, pois me sentirei

Sempre perto de ti.

Voc� n�o pode esquecer

Que te amei tanto

E quem sabe meu cora��o

Poder� encontrar ainda

Tanto e tanto amor.

Vou me trocar e j� venho.

Estamos em paz, Vittorio, ou ainda te devo algo? S� este �ltimo.

S�o duas mil liras.

- Toma, cobra. - Leva em seguida para a mesa.

Hei, diga, o que sabe dessa garota?

- Quem? - Anna.

Anna? Sim. Vai ser poss�vel dan�ar com ela?

� dif�cil conquist�-la. Oh, boa noite!

- Boa noite. - O que Ihe sirvo?

- N�o sei, um conhaque. - N�o, permita-me.

Para voc�. tenho algo melhor.

Aqui tem. Prove.

- Despois se sentir� outro homem. - Outro homem?

N�o obrigado. Estou contente de ser como sou.

- Quer tomar algo? - A senhorita bebe isso.

Um manhattan.

- Dancemos. - Como quiser.

Esse parece t�-la conquistado, n�o? Voc� acha?

- Bem, d�-me o troco. - N�s jogamos, quer?

Trate de super�-lo.

- Boa noite, Anna. - Boa noite. At� amanh�.

- Ol�, Anna! - Ainda acordada?

- Quem era? Andrea? - Sim.

N�o sabe como me alegra que est� indo bem com Andrea.

O ama muito, n�o?

Sim. Dentro de dez dias, tudo vai mudar.

O diretor disse que vai dobrar meu sal�rio, se continuo no Clube.

N�o est� mal. Se soubesse os projetos que fiz com Andrea.

Ana! Fico contente por voc�!

Voc� disse a Vittorio, que vai se casar?

- N�o. - Voc� pretende contar a ele?

Por que? Acha que tenho medo dele?

Decidi n�o voltar a v�-lo.

Boa noite.

Boa noite.

Anna! Anna!

Anna!

O que aconteceu? O que trouxe aqui?

Nada. Me enchi da cidade. Rompi o contrato e sai correndo.

Bem... Vamos!

Andrea, um dia me disse que se eu quisesse, poderia ficar na tua casa...

O que aconteceu? Nada, quem sabe fui muito impulsiva.

Creio que agi sem pensar.

Anna...

...diga-me a verdade.

Sei que n�o devia recorrer a voc�.

Mas voc�...

...� o �nico ref�gio que eu tenho. Deve ajudar-me.

Andrea!

Quem chegou?

Ol�, Anna! Que alegria voltar a v�-la!

Agora n�o deixaremos que ela se v�, certo, Andrea?

Mas, o que � isso? Por que est� chorando? Nada.

Mam�e, olha quem veio!

Anna, me alegro de voltar a v�-la.

Mam�e, Anna vai ficar com a gente.

Decidimos nos casar o mais r�pido poss�vel.

Anna!

Deixa as malas ali.

Tirem com muito cuidado esse espelho e levem-no.

O colarinho ficou um pouco alto.

E a saia devia cair um pouco mais para frente... e tamb�m aqui.

Tem que arredondar um pouco aqui.

O que acha, Luisa? Tenho certeza que nunca viu um vestido t�o bonito.

Nem eu. Fique tranquila, senhorita, ficar� perfeito.

S� terei que fazer uns pequenos ajustes.

Quem �? Sou eu. N�o, Andrea, n�o entre. N�o pode me ver.

- N�o entre. Traz azar. - Bem, virei daqui a pouco,

- ... quando tiver acabado. - Sim, Andrea.

- Acabar� esta noite? - Sim, claro.

- Luisa, fico bem ao andar? - Sim, perfeito.

Tem pouco que arrumar, senhorita. Creio que termine em uma hora.

Se tivesse uma m�quina de costura, poderia faz�-lo aqui mesmo.

Tem uma m�quina de costura na vila.

Ent�o, senhorita, ver� que tudo vai ficar liso como seda.

Luisa, por favor, acompanha a senhorita � vila.

Muito bem. E diga a Andrea que des�o em seguida. Est� bem, Anna.

- Luisa. - J� vou.

- O que faz aqui? - Vim te ver.

E respirar um pouco de ar puro.

Voc� deve ir embora, Vittorio. Por favor.

N�o penso ir.

- Vejo que vive muito bem. - Vai embora. N�o devem te ver aqui.

Venha, r�pido. Vamos embora daqui.

Anna!

Podia ter me dito algo para mim pelo menos, antes de ir.

Perd�o, Vittorio.

Mas, agora, me deixa em paz.

N�o me machuque mais.

Eu amo Andrea, de verdade.

Est� convencida disso?

Sim.

Amanh� me caso.

Se � assim, te prometo que n�o voltarei a te incomodar.

O que quer? As chaves. N�o devolveu.

- N�o lembro onde est�o. - Eu vi quando jogou no esgoto.

N�o queria ter a tenta��o de voltar. N�o est� segura de si mesma.

Tem que entender, Vittorio. N�o podia continuar com voc�.

Voc� s� me fez mal.

Ao conhecer Andrea entendi que n�o poderia viver com algu�m como voc�.

E se ele soubesse o que existiu entre n�s?

Ele sabe tudo. Talvez voc� n�o tenha dito tudo. Deixe-me.

N�o acredito que o ama.

Sim, o amo.

- Repete. Vamos! Vamos! - O amo. O amo.

O amo tanto como odeio a voc�. Me deixe!

N�o!

Ana!

Voc� vai ver como vai me querer. Ser� voc� quem vir� me procurar.

Voc� n�o sabe nada. Desta vez...

- Vamos! Fora! - Voc� vem comigo. N�o!

N�o!

Voc� me fez um assassino.

N�o quero voltar a te ver.

Some!

Some!

Anna!

� in�til, Luisa. J� decidi.

Mas � um absurdo, Andrea ser� absolvido.

Quer te ver e casar o mais breve poss�vel.

Muito tarde. N�o sei como explicar.

Aqui encontrei algo que n�o sabia que existia.

Algo que sempre quis, talvez sem perceber.

N�o voltarei a sair daqui.

Adeus Luisa.

Trata de explicar. E agora me deixe.

- Ana! Escuta! - N�o deve cansar ela.

Precisa descansar.

N�o entendo. Muita coisa mudou nestes dias.

Sua irm� atravessa uma grave crise, mais moral, que f�sica.

Nada pode agora impedir que seja feliz.

Por acaso sabe onde se encontra a verdadeira felicidade?

Se sua irm� decidiu ficar entre n�s, seria um erro impedir.

Chegou o momento que se deve escolher entre dois caminhos:

O mundo ou Deus. � livre.

No Nome do Pai, do Filho...

Sou eu, Andrea.

Sou Anna.

Olhe-me!

N�o, voc� n�o � Anna.

Olha-me.

Andrea.

Anna!

Sim, sou Anna.

Sofremos tanto.

Mas agora, acabou, certo?

Sim, acabou.

Pai nosso, que est�s nos c�us...

...mas livra-nos do mal.

...livra-nos do mal.

Am�m.

Bem, pode ir tranquila. Agora ele est� fora de perigo.

Obrigado, professor. N�o sabemos como agradecer. Est� bem, est� bem.

Se subir a temperatura, d�-Ihe outra inje��o

Mas, deixa que descanse um pouco.

Entendido? Ele precisa sobretudo de repouso.

- Bem, bom dia. - Bom dia.

- Bom dia, senhorita. - Adeus. Bom dia.

Oh, Irm� Anna!

Me esperava?

Sim, professor. Tem a ver com o paciente, aquele preso.

Amanh� deve sair e para ele significa a cadeia.

Sim, entendo. Bem, j� veremos.

Mas... voc� parece que n�o dormiu a noite toda.

- N�o, professor. - E por que n�o?

N�o h� raz�o para preocupar-se. Ele est� fora de perigo.

E foi em grande parte, m�rito seu.

Mas, queria te perguntar: como me achou no espet�culo?

Por favor!

Tem que me ajudar, professor.

N�o posso ficar nesta se��o.

Sim, compreendo. � dif�cil.

� imposs�vel. e n�o tenho for�as para pedir a Madre Superiora.

Teria que explicar muitas coisas.

Consiga que me transfiram, professor, por qualquer motivo.

Se bastasse com uma mentira para ajud�-la, n�o hesitaria.

Mas, seria in�til. Sua presen�a aqui � necess�ria, indispens�vel.

Al�m disso... eu gosto de ter voc� aqui.

Senti-la trabalhar ao meu lado.

Voc� � uma �tima ajuda.

Atenta, eficaz e... ao mesmo tempo...

t�o impulsiva e t�o generosa...

- Muitas coisas. - N�o me fale assim, professor.

� verdade. Tem raz�o.

Mas como veio pedir algo que n�o tem nada a ver com o servi�o...

me permito dar a minha opini�o.

Deve estar pronta a lutar, do contr�rio...

nunca conseguir� ver claro no seu interior.

Mas fique aqui, Irm� Anna, eu pe�o.

Minhas palavras s�o um pouco ego�stas, mas todos aqui, precisamos de voc�.

Obrigado, professor.

- Muito obrigado, querida. - Oh, perd�o!

Me permite? Coronel Rudolf Zenner.

Muito prazer. Voc� est� no quarto ao lado.

Estava curioso para conhec�-la pessoalmente.

Eu j� conhecia sua voz, sobretudo pelos gritos que d� com as inje��es.

Ah, sim? Eu prefiro uma rajada de metralhadora.

Voc�, sem duvida d� gritinhos de satisfa��o.

Voc� � muito am�vel, coronel.

Por�m preferiria que me tivesse dentro de uns dias,

talvez tivesse evitado uma grande decep��o.

Decep��o? N�o me obrigue a te bajular.

Estou envergonhado. Apresentar-me com esse aspecto.

Mas desfrutemos, desfrutemos, que estamos na primavera.

O que voc� acha de dar um passeio ao sol? Sim, ser� um prazer.

Perd�o. Devemos confiar sempre na primavera.

- Sente? - Sim, muito.

Ah, a natureza! A natureza!

Se observar ver� como as �rvores se enchem de nova seiva.

As chuvas, as flores, os passarinhos...

� verdade. Mais que um coronel, parece um poeta.

Perd�o, irm�, n�o h� entre voc�s uma freira que se chama Anna?

Sim, Irm� Anna, mas ela ainda n�o � freira.

E ela n�o presta servi�o nesta se��o?

Sim, mas faz uma semana que s� trabalha na Sala de Cirurgia.

- H� uma semana? - Sim. E por que?

Por que? Porque � assim e pronto.

E agora, vai. E seja cuidadoso, ou vai ter febre novamente.

Onde conheceu a Irm� Anna?

- Como est�, meu bem? - Bem.

Bem? Que bom. Vim te buscar.

Irm� Anna, encontrei um trabalho e...

Agora voltar� ao col�gio e encontrar� todos teus amiguinhos.

Est� contente?

Vir� me ver algum dia?

Toma, Corrado. Te pus um pouco de tudo, mas n�o diga a ningu�m.

Toma, toma e quando acabar, volte a pegar mais. Entendido, meu bem?

Obrigado, Irm� Anna.

E ainda h� quem n�o creia em milagres.

Ontem tiraram os pontos e hoje j� se levantou.

Anna!

Andrea, o que faz aqui?

Volte ao teu quarto.

Vim para falar com voc�, Anna

Volte ao teu quarto, ou chamarei os atendentes.

N�o saio daqui, sem falar com voc�.

Eu n�o te escutarei.

Mas eu te amo, Anna e tem que me ouvir.

- Sofri durante tanto tempo. - Eu tamb�m sofri.

Agora me deixa em paz. N�o me atormente mais.

Sigo te amando, dia ap�s dia.

Minhas cartas n�o tiveram resposta.

Sabe o que quero dizer?

Por que se esconde assim, Anna?

Me disse um dia que devia aprender a morrer.

E aprendi, Andrea.

Agora estou vivendo uma nova vida.

- Agora, vai. - Mas sei que voc� me amava.

A gente ia casar, Anna.

Vai, vai.

Ah, voc� est� aqui! Seu quarto j� est� pronto. Obrigado.

N�o pode falar assim comigo, Anna.

Sei que ainda me ama.

Pode me dizer o que fez por mim, na noite que me trouxeram aqui?

Teria feito por qualquer um, n�o fiz s� por voc�.

N�o minta, Anna. Voc� me ama.

Sim, te amo, como amo a todos os que sofrem a dor.

A todos os que sofrem aqui dentro. Conhe�o um por um.

Se soubesse quantos rostos acariciei e quanta gente pobre tive que consolar.

Sim, entendo. Mas colocou este h�bito para se defender,

porque tem medo de viver.

N�o deve ter medo, Anna.

� uma mulher e deve se tornar uma esposa para se realizar.

- Vem comigo - N�o, saia.

Ainda n�o fez os votos. �s livre.

Podemos come�ar uma vida completamente nova.

N�o, Andrea. Me tornei uma boa enfermeira.

M�dicos, doentes, freiras, precisam de mim.

Voc� n�o entende o que � tomar conta de algu�m, � necess�rio.

Anna, n�o se traia por seus impulsos generosos.

Ningu�m te pede esse sacrif�cio. N�o o deve a ningu�m,

Um hospital n�o pode ser tua vida. Deve ter um lar e filhos que ame.

Vai embora!

Olha, daqui a pouco sairei do hospital.

Vem comigo. Te esperarei.

Me deixe!

- Tem que me prometer... - Vai agora, vai agora.

Oh meu Deus, me ajude!

O que voc� faz aqui? N�o sabe que n�o deve levantar-se?

Volte para a cama!

Olha, que doentes, passeando pelos corredores como almas penadas!

Infringem o regulamento. Vamos, v� com ele.

- Mas, Coronel Ihe parece justo que... - Insisto. N�o compartilho sua opini�o.

Por que n�o? Explique-me.

Mas, como? J� levam o do 56?

Naturalmente, n�o viu. Saiu fazem dez minutos.

Que sorte!

N�o seja injusta comigo, nem com voc� mesma.

Te esperarei esta noite as nove, em frente do hospital.

Te amo.

- V� devagar. - Obrigado, irm�.

Ah, o livro que me emprestou, irm�! Fiquei na metade...

e gostaria de saber como termina.

- Pode lev�-lo. - Obrigado.

Com licen�a. Com licen�a.

O que aconteceu? Um desastre, um acidente ferrovi�rio.

Foi na linha de Veneza e tem muitos feridos graves.

Me chame a Irm� Anna.

Preparem a sala de cirurgia e chame Irm� Anna.

- Onde est� Irm� Anna? - N�o sei, professor. N�o a vi.

Estou aqui, professor.

A situa��o � grave.

Preparem outra sala.

Irm� Carmela, acorde o Dr. Colombo e telefone aos demais pavilh�es.

Chame a todos os m�dicos de plant�o. Est� bem.

Preparem para oper�-lo.

Se aproxima outra boa noitinha, Irm� Anna.

Mas o que voc� espera? Assim � a nossa vida.

Quanto mais envelhe�o, mais me dou conta.

Se um dia fosse obrigado a retirar-me definitivamente...

...afastar-me de meu trabalho, creio que n�o resistiria.

Sabe quais s�o as pessoas que no fundo me interessam...

...e as que amo verdadeiramente?

S�o esses desconhecidos que chegam aqui, procurando nossa ajuda...

...e depois de um tempo se v�o sem nos conhecer, nem nos dar obrigado.

O que foi, Irm� Anna?

Sim, entendo.

Mas, �nimo! Na vida...

tamb�m � preciso saber perder.

Eu n�o perdi, professor.

N�o perdi.

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