All language subtitles for Hells Island (1955) DVDRip Oldies

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Original subtitles

A ILHA DO INFERNO (1955)

Pode falar?

Por que n�o?

Quer me contar sua hist�ria agora?

Tem um cigarro?

Pode fumar?

Por que n�o?

N�o fique preocupado,

...o doutor Allende � o melhor cirurgi�o de Porto Ros�rio.

Esperaria, mas preciso saber, Sr. Cormack.

Por onde come�o?

Por onde quiser.

Vejamos...

Lembro-me de quando conheci Jeannie, Janet,

...era una garota do bairro, doce...

...e desamparada.

Eu havia terminado o servi�o militar e estudava Direito.

Eu pensava que sempre gostaria de mim.

Mas isso foi h� muito tempo.

Come�arei por Las Vegas na sexta-feira passada � noite.

Custa acreditar que tenha sido sexta-feira passada.

Havia muita anima��o,

...como costuma ser no in�cio dos fins de semana.

Eu estava como sempre, andava pelo cassino...

..."The Blue Diamond".

Mesa n�mero 12.

N�o pense que estou b�bado, reconhe�o uma roleta viciada...

...logo que vejo. � imposs�vel que saia duplo zero duas vezes seguidas!

N�o grite, senhor.

Que quer dizer com "n�o grite"?

Quando me incomodo, n�o fico com humor para sussurrar!

Ajeitaremos sem discuss�o, senhor.

- E o que lhe importa? - Sou da seguran�a especial, senhor.

No que me respeita, isto n�o tem nada a ver com voc�!

A roleta est� viciada!

As roletas s�o inspecionadas pelo Estado, senhor.

Oh, sim? Pois eu digo que est� viciada!

Quero recuperar os 50 d�lares que perdi!

E se n�o?

Farei a maior altera��o para que todo mundo saiba!

Ei, escutem todos...

- Sr. Cormack. - Que �?

- Com licen�a. - Obrigado, Jimmy.

Sr. Cormack?

Sim?

O Sr. Barzland deseja lhe ver.

O Sr. Barzland? Quem � ele?

Por aqui, por favor.

Voc� o trouxe. Muito bem.

Sr. Cormack, desejaria manter uma pequena conversa com voc�.

Sobre o qu�?

Cinco mil d�lares seria um bom tema para manter uma conversa?

- Essa quantia n�o me ofende. - Muito bem, muito bem mesmo!

Acho que vamos nos entender. Lawrence.

Bem, Sr. Cormack. Consegui conquistar seu interesse falando...

...dos 5.000 d�lares. 5.000 d�lares que talvez possa ganhar.

- Escuto com aten��o. - Ent�o prosseguimos?

- Quer amendoim? - N�o, obrigado.

Minha proposta ir� precedida de una pequena hist�ria...

...que acho que voc� achar� interessante.

Ouviu falar de um lugar no Caribe chamado Porto Ros�rio?

Vagamente.

L� eu tenho alguns s�cios que me devem uma grande soma de dinheiro.

Em vez de me pagar, concordamos que iam me mandar em troca...

...um valioso rubi que tinham em seu poder.

Meus s�cios, decidiram mandar o rubi em um avi�o particular que pertence...

...a umas pessoas de Porto Ros�rio que j� haviam realizado para eles...

...miss�es parecidas.

Meus s�cios entregaram o rubi. Ent�o, na v�spera da sa�da,

...o avi�o sofreu um acidente, destruiu-se e infelizmente...

...o rubi desapareceu sem deixar nenhum rastro.

Acha que os donos do avi�o o roubaram?

Sem d�vidas.

Esta � a proposta que lhe fa�o:

Que voc� v� a Porto Ros�rio, ganhe a confian�a dos suspeitos...

...e localize o rubi. Por isso, darei 5.000 d�lares.

Mil agora mesmo e quatro mil quando tiver conclu�do a miss�o.

Parece muito simples.

Mas como pretende que fa�a isso?

Oh, n�o ser� muito dif�cil.

Um dos donos do avi�o � Eduardo Martin.

E me disseram que, h� muito tempo, voc� conheceu muito bem a mulher dele.

Janet.

Voc� n�o deveria se ofender, Sr. Cormack.

Pensa que eu o escolhi pelo corte do seu palet�?

Este dossi�, me custou muito tempo de investiga��o...

...e muito dinheiro.

� a hist�ria completa de sua vida.

Come�o a compreender.

At� h� dois anos o indiv�duo Mike Cormack era ajudante...

...do Promotor do Distrito de Los Angeles.

Esteve comprometido durante tr�s anos com Janet Earsquine.

Esperava uma promo��o para se casar.

Tudo estava l�.

Como conheceu esse piloto quebra cora��es, Eduardo Martin.

Como a levou, foram embora e n�o voltei a v�-la mais nunca.

N�o devia saber que ganhava dinheiro como contrabandista para tipos como Barzland.

Nem sequer... Nem sequer me deixou um bilhete.

Talvez tenha sido o amor que a fez t�o esquecida.

Finalmente... Obrigado.

Depois comecei a beber demais.

Sete meses de esquecimento alco�lico.

Finalmente, um amigo me trouxe para Las Vegas e me conseguiu um emprego...

...como um intimidador de categoria.

Ganhava...

...a vida.

Come�ava a me sentir humano quando Barzland apareceu.

Durante os �ltimos quatro meses trabalhou no clube "Diamante Azul"...

...como agente de seguran�a especial.

- O sal�rio, 87 com... - 87,50 semanais. J� sabe tudo.

Entende por que decidi que poderia lhe persuadir?

Claro. Pela minha rela��o especial com Janet Martin!

Pensa que poderei tirar dela onde est� o rubi!

E como me abandonou uma vez, voc� sup�e que vou me aproveitar...

...vingando-me dela!

E ganhar 5.000 d�lares.

N�o suporto a comida da cadeia, tenho alergia!

N�o vai fazer nada ilegal, Sr. Cormack!

S� lhe pe�o que encontre o rubi e depois me informe!

N�o lhe pedimos nada mais!

- Entendo. - Trato feito?

Deveria ter fugido dali.

Mas quando mencionou Janet, sabia que ia aceitar sua proposta.

Tinha que voltar a v�-la para me libertar de minha amargura.

Para ficarmos empatados. Isso ele me disse.

E sem perceber, encontrei-me voando a caminho de Porto Ros�rio...

...com instru��es muito concretas.

Inclusive havia reservado o hotel.

Parecia uma viagem de lazer.

Aconselhou-me que pedisse um quarto de frente.

Da sala, dizia o folheto, poderia apreciar...

...a vista do alto, do mar e das ilhas.

E estava muito perto da animada pra�a do povoado.

- Ei, rapaz, venha c�! - Sim, senhor.

- Genial, hem? - Sim, genial. Que �?

Uma conven��o. A Associa��o de Instrumentos Musicais Eletr�nicos.

- Sim e que vendem? - M�quinas de discos.

- M�quinas de discos? - S�o muito populares em Porto Ros�rio.

- T�m que p�-los de vez? - S�o os novos modelos.

Um come�a, e o outro tem que mostrar rapidamente o seu.

- Genial! - Ei, volte, volte.

Sim, senhor?

H� americanos em Porto Ros�rio?

Uns quinze ou vinte.

Conhece os Martin?

- Sim. - Sabe o endere�o deles?

Sim.

V� a estrada? Olhe para cima. L�, no cume!

Bem na beira. Sobre o mar.

A casa grande branca.

- A casa dos Martin, hem? - Sim.

Obrigado!

Obrigado, senhor! Sua chave.

N�o se esque�a, meu nome � Lalo.

Sim, preguntou pela senhora Martin.

Registrou-se imediatamente. Seu nome � Cormack.

Mike Cormack.

C O R M A C K

Cormack. Sim, entendi.

N�o, n�o � necess�rio. Fique alerta.

Muito bem, Lalo.

N�o quis ver Janet logo.

Pensei que o encontro deveria ser casual, acidental.

Porto Ros�rio n�o � muito grande, e se me comportasse como um turista,

...estava destinado a me encontrar com ela.

Ent�o me comportei como um turista.

N�o se preocupe, eu explicarei.

Significa que cabem mais de cem discos, senhor.

� uma m�quina maravilhosa!

Bom dia, senhor, s� quero lhe mostrar o �ltimo modelo.

Olhe bem!

Esta m�quina tem mais luzes que qualquer outra!

- Sensacional, n�o? - Sensacional, sim.

Senhor! A Imperial!

� a melhor m�quina de toda a Am�rica do Sul!

Senhor, se tem pouco lugar ou muito lugar, esta m�quina...

...cabe em qualquer lugar!

Senhor, a melhor de todas. A Nacional.

- Senhor, ou�a bem... - Basta, basta!

Basta!

S� estou olhando!

Senhor, senhor, d� uma olhada. � a melhor m�quina.

Voc� deseja?

N�o, obrigado, � muito bonito.

Uma carteira, senhor?

- � bonita. - Sim.

- � voc� quem faz? - Sim, sim, senhor.

De manh� eu fa�o e de tarde eu vendo.

- Bom trabalho, quanto custa? - 35 centavos.

- � razo�vel. - Sim, sim!

- S�o bons presentes. - Sim, sim.

- Quanto quer por todas? - Por todas?

Se quiser todas, 50 cada uma.

50 centavos?

N�o compreendo, de modo que por todas quer mais?

Senhor!

Se vender uma por uma, estou ocupado o dia todo, sim?

Sim.

Se vender todas de uma vez, j� posso voltar para casa com minha mulher

...agora mesmo, n�o? - Eu acho.

Est� vendo? Prefiro vender de uma em uma!

Compreendo. Olhe...

Estou no Hotel Ros�rio. Traga-me uma carteira todos os dias.

Assim resolveremos os dois problemas, est� bem?

Obrigado, senhor, obrigado!

Janet!

Janet Martin.

Mike!

Janet!

Janet, espere!

A senhora n�o lhe conhece, por favor, n�o a siga!

Janet me escapou no mercado.

Ainda n�o havia decidido que carta jogar, quando de repente...

...me arrebataram o baralho das m�os.

- Senhor Cormack? - Esse � meu nome.

- A senhora quer lhe ver. - Pensava que n�o me conhecia!

Eu lhe levarei, senhor.

Adiante, pode entrar.

Espere, por favor.

N�o precisarei de voc� esta noite, Miguel.

Bem, Jeannie.

Mike!

Mike, alegro-me em lhe ver.

Esta tarde no mercado, n�o sei, de repente,

...me lembrei de todo nosso caso e fiquei tonta.

Eu compreendo.

Sentia-me um pouco culpada.

- Comportei-me mal com voc� e... - Oh, esque�a.

Estive um pouco aborrecido.

Bem, mais que aborrecido, queria lhe estrangular!

Mas depois, vendo o que Eduardo lhe oferecia, riqueza, luxo...

...e tudo isso, e eu nada tinha, pensei que qualquer um teria feito.

A prop�sito, onde est� Eduardo?

Oh, n�o sei o que h� comigo.

J� tem cinco minutos aqui e eu n�o lhe ofereci um drinque!

- N�o, obrigado. - N�o bebe?

Um pouco de lim�o e soda, se tiver.

Eu sim, tomarei um drinque.

Eu preciso. Apareceu t�o de repente!

- � engra�ado, n�o? - O que � engra�ado?

Eu n�o costumava beber, lembra-se?

E voc�, Mike Cormack, que bebia como ningu�m, agora bebe soda.

Tem gra�a.

Bem, os tempos mudaram.

E as pessoas tamb�m.

- Perguntou por Eduardo. - Sim, foi isso.

N�o est� aqui, est� na cadeia.

- Que fez? - Nada.

Absolutamente nada.

Mike,

...a uns 20 km h� uma ilha, �s vezes se v� uma luz.

N�o vejo nada.

Pois est� l�, na pris�o.

Condenado por um crime que n�o cometeu.

Que pena.

Que pena pegou?

Perp�tua.

Quer falar disso?

Os primeiros meses foram maravilhosos. Era am�vel, gentil e me dava o que queria.

Parecia ter muito dinheiro.

O que ele fazia?

Ele e o outro s�cio tinham dois avi�es de carga.

H� seis meses, Eddie teve uma mar� de azar.

Eu disse que vender�amos a casa, minhas peles, tudo, mas...

...n�o. Com Eddie tudo teria que ser de primeira.

Conhe�o a hist�ria.

Bem, vendeu um avi�o e hipotecou o outro.

Um homem chamado Emilio Fernandez o hipotecou.

Quando Eddie n�o pode pagar, Fernandez amea�ou tomar o avi�o.

Eddie precisava dele para um transporte importante.

E uma noite que estava com Fernandez em um bar, jurou mat�-lo...

...se lhe tirasse o avi�o, diante de v�rias testemunhas.

Foi uma mancada.

Obrigada. Tinha bebido.

Ent�o, assim que Fernandez foi ao aeroporto no dia seguinte...

...para pegar o avi�o e ir embora para outra cidade, levantou voo...

...cinquenta metros do solo e caiu.

Fernandez morreu.

E as investiga��es demonstraram que haviam manipulado o tanque de gasolina.

E ent�o acusaram diretamente seu esposo, n�o foi?

Foi uma casualidade, Mike. Eddie � inocente, tenho certeza.

Ele vai morrer naquela ilha, infernal e assustadora.

Agora est� doente.

Como sobrevive, Jeannie?

N�o tenho muito dinheiro, mas gostaria de poder lhe ajudar.

Mike, Mike, tenho vergonha. Depois de como lhe tratei...

Pode esquecer. Eu j� fiz.

Por enquanto estou bem.

N�o parei de falar de mim e nem sequer lhe perguntei...

...o que lhe traz a Porto Ros�rio?

Vim aqui para pescar, nada mais.

Oh, n�o sabia que era pescador!

H� muitas coisas que ignora de mim, Jeannie.

Oh!

Acho que havia outras mulheres quando fazia amor comigo.

Claro, pensei que sabia!

Pesquei meu primeiro peixe!

Que fazia, preparando uns canap�s?

Solte-o, Mike!

O Sr. Cormack � amigo, Miguel.

V� para a cama.

Miguel � meu anjo da guarda. Cuida muito de mim.

� evidente.

Alegra-me que esteja aqui.

Desde que Fernandez morreu, sua fam�lia quer se vingar.

Acham que a culpa foi minha.

Tenho medo, Mike.

Espero que n�o exagere, Jeannie.

Sempre teve muita imagina��o.

Vou embora, ou os vizinhos come�ar�o a fofocar.

Mike!

- Tem que ir? - Depois nos veremos.

- Assim espero. - Com certeza.

Mike.

Sim?

N�o importa. Vamos nos ver?

Claro.

Devia estar sentido com o azar de Eduardo.

N�o foi assim.

Tive pena.

Sabia que n�o me contava a hist�ria toda.

Mas n�o me pareceu inteligente lhe falar do rubi.

Ainda n�o.

Aluguei um carro em Porto Ros�rio que seu dono o chamava "A Bela".

Confiava que "A Bela" me levasse ao aeroporto...

...onde poderia descobrir algo mais sobre o acidente de Eduardo.

Descobri que Eduardo, de vez em quando, empregava um mec�nico...

...chamado Carlos Pe�asco.

Fui na "Bela" a casa de Carlos, perto do aeroporto.

Quero falar com Carlos Pe�asco.

Desculpe, meu espanhol n�o � muito bom, fala ingl�s?

Ricardo.

Ricardo!

Que quer?

Carlos Pe�asco, o mec�nico, quero falar com ele.

Sobre o que quer falar?

Do acidente de avi�o em que Fernandez morreu.

Carlos n�o sabe nada.

Pergunte se alguma vez falou algo sobre um rubi.

Sobre o qu�?

Sobre um rubi. Uma gema, uma pedra preciosa.

Ah, um rubi!

Quero falar com ele,

...e poderia ganhar algum dinheiro.

H� uma hora pegou seu galo-de-briga e foi embora.

Voc� pode encontr�-lo na rinha de galos.

Obrigado.

A prop�sito, quem os faz?

Carlos, quando n�o h� trabalho no aeroporto.

Vendemos no mercado!

S�o bonitas.

Se "A Bela" n�o tivesse parado,

n�o teria percebido como a velha estava zangada com Ricardo.

Evidentemente, pelo que me contou.

Quando o menino foi ao povoado, n�o pude segui-lo porque foi pelo campo.

Al�m disso, a "Bela Adormecida" se negou a acordar.

N�o demorou para encontrar a rinha de galos.

E tampouco Carlos Pe�asco.

Pelo visto, seu galo era o campe�o invenc�vel de Porto Ros�rio.

E Carlos, uma celebridade.

- Voc� � Carlos Pe�asco? - Sim, senhor, sou Carlos.

- Quero falar com voc�. - N�o h� nada de que falar, senhor.

Meu pequeno Napole�o vai ganhar a briga!

Tanto que pode apostar o que quiser sem se preocupar!

Uma navalhada com seu espor�o e se acabou!

- Quero que falemos de neg�cios. - Neg�cios, que tipo de neg�cios?

- Pode ganhar muito dinheiro. - Muito dinheiro!

Espere, vou lhe ver depois da briga.

Chegou a hora! Aposte em Napole�o e vai ver como ganha!

Espere-me aqui. - Est� bem.

Sr. Cormack!

Uma grande noite, hem? - �tima!

Que houve com as luzes?

- Que disse? - O que voc� acha?

Era isso o que dizia!

Sr. Cormack, o Capit�o Pe�a.

- Lamento incomodar um turista. - Em absoluto.

� esgotante interrogar todos os assistente da briga.

Obrigado.

� muito estranho.

Uma arma fora do comum. N�o acha?

Que � isso?

Em minha profiss�o eu vi muitos tipos de armas.

Armas, facas, armadilhas engenhosas,

...mas isto jamais.

� um espor�o de a�o.

�s vezes se engancha ao espor�o do galo-de-briga para...

...que mate com mais vigor.

Quer fogo? Desculpe.

Obrigado.

Capit�o, tenho que lhe dizer algo:

Esta tarde fui � casa de Pe�asco.

Eu sabia. Alegro-me que tenha dito.

- Vamos ao assunto, Sr. Cormack? - Claro.

Chegou a Porto Ros�rio,

...foi ver Carlos Pe�asco esta tarde,

...falou com Carlos Pe�asco esta noite,

...e uns minutos mais tarde, Carlos Pe�asco morre.

Quer me dizer por que foi ver esse homem?

- Fui por um cliente. - Um cliente?

Sim, sou advogado, pode comprovar na Ordem da Calif�rnia.

Prossiga, seu cliente?

- A Sra. Martin. - Ah.

Queria que Pe�asco me contasse algo do acidente de Fernandez.

Com que inten��o?

Reabrir o caso, se for poss�vel.

A Sra. Martin pensa que seu marido foi mal julgado.

- Mal julgado? - Acha que � inocente.

Inocente...

A Sra. Martin sempre me pareceu muito interessante.

Agora me fascina!

Acho que pensar� que seu marido teve um julgamento injusto.

Possivelmente.

Em toda minha carreira de criminologista nunca encontrei uma pessoa...

...t�o pouco inocente.

Vinte testemunhas ouviram Eduardo Martin amea�ar de Fernandez de morte...

...se tomasse o avi�o. Fernandez o toma e acaba morto.

Fernandez era um homem muito rico.

Talvez tivesse inimigos que aproveitaram a infeliz amea�a de Martin.

Pode ser que sim, mas n�o acredito.

N�o tenho nenhuma d�vida porque eu mesmo prendi Eduardo Martin.

Armamos uma armadilha e ele caiu.

Voltou ao lugar do acidente quando ainda cheirava a carne queimada.

Tentou ajeitar de novo o tanque para que n�o se descobrisse...

...a causa do acidente.

Isso � pr�prio de um inocente?

Eu n�o sabia disso.

Est� nesta pasta. Se quiser, pode ver.

Lamento por minhas informa��es incompletas.

Se reabrir o caso de Martin, ser� de sua responsabilidade.

Entretanto, devo lhe informar que h� outras provas contra Martin...

...que o prejudicariam ainda mais.

Utilizou o avi�o v�rias vezes para transportar mercadoria ilegal.

- Fala em contrabando? - Sim.

Nunca o conseguimos peg�-lo.

Sem d�vida, a Sra. Martin foi aconselhada por Paul Armand.

Sim, sem d�vida Paul Armand a aconselhou.

Diga a ele, de minha parte, que � bobo, absolutamente rid�culo.

� tudo? Refiro-me ao caso de Pe�asco.

No momento sim.

Suponho que n�o ir� embora de Porto Ros�rio.

Claro.

Tinha tantas possibilidades de ir embora de Porto Ros�rio...

...como de ganhar um grande pr�mio. Por tr�s raz�es.

N�mero 2, queria saber o que eu tinha a ver com o assassinato de Carlos.

N�mero 3, queria ganhar os cinco mil d�lares que Barzland me ofereceu.

E desejava voltar a ver Janet.

Essa era a primeira e n�mero um.

Mas primeiro, queria descobrir algo de Paul Armand, do que Pe�a...

...tinha me falado.

Gostaria de ver Pete um pouco mais de perto.

- Pete? - Sim, o pequeno da vitrine.

N�o sei o que �, mas parece sua cara.

- � muito engra�ado, n�o �? - Sim.

Ele e seus irm�os est�o por todo o povoado.

N�o, esta n�o. Esta estatueta � de origem pr�-colombiana.

Rec�m-sa�da das ru�nas.

Pois se parece com seus irm�os.

Pode me dizer onde viu seus irm�os?

Em uma loja do mercado, na casa da senhora Martin.

Voc� deve ser Michael Cormack!

N�o sabia que fosse famoso.

Sou Paul Armand.

Eduardo e eu �ramos s�cios no neg�cio dos avi�es.

A Sra. Martin, Janet, � uma grande amiga.

Por acaso, nesta mesma tarde, me falou de voc�.

- Bem, espero. - A Sra. Martin tem gostos muito estranhos.

Se diz que � seu amigo, ser� porque � merecedor de sua amizade.

Estava muito unido a seu esposo, n�o �?

Como irm�os.

Acha que foi culpado pelo acidente do avi�o?

Por que me pergunta se Eduardo era culpado pelo acidente?

Janet n�o acredita.

N�o fui testemunha presencial e estou de acordo com ela.

Por qu�?

Pela sua personalidade.

Era um menino mimado.

Contava vantagens, falava muito, inclusive amea�ava.

Mas jamais agia.

Eduardo era incapaz de matar algu�m.

N�o, obrigado.

Parece muito convencido.

Vivi com ele ante de me casar, �ramos como irm�os,

...e parece muito comigo.

Em que sentido?

Verbalmente, sou um le�o, filosoficamente, n�o vacilo,

...mas quando chega a hora de agir,

...Eduardo � igual a mim, n�o podia matar Fernandez.

E por que voltou ao lugar do acidente e tentou ocultar...

...que manipularam o tanque?

N�o me revelou.

Eu n�o sei.

Isso n�o me d� boa esperan�a.

Se voc� pudesse jogar nova luz sobre o caso, talvez eu...

...pudesse reabri-lo. - Quem dera que pudesse.

As pedras semipreciosas lhe interessam?

As semipreciosas, n�o.

- Mas talvez se tivesse rubis... - Rubis?

N�o, s�o muito caros para minha modesta loja.

Como Janet, voc� tamb�m � uma pessoa de gostos estranhos!

Obrigado.

Senhor.

Se quiser, pode falar de l�.

Ol�, Janet. Mike.

Alegro-me que tenha recebido minha mensagem. Preciso lhe ver.

Dentro de uma hora? Que tal na Rosalbas?

� um restaurante perto da pra�a.

Estarei l�.

Mike, querido.

Cometi um erro terr�vel. Sinto muito sua falta.

- Janet... - N�o, n�o.

N�o me interrompa, quero lhe dizer.

Devia ter deixado Ed, voltado para casa.

E lhe pedir que me perdoasse, se pudesse.

Mas n�o tenho esse tipo de coragem.

Desculpe, senhor.

Quer que cantemos can��es de amor para a senhorita?

Claro, v� em frente!

Parem rapazes! N�o toquem!

Para esta mulher, n�o tocamos!

- Por que isso? - N�o tocamos para esta mulher.

Que quer dizer com "esta mulher"?

Para uma mulher com esta, n�o tocamos.

- Qual o motivo disso? - Por favor, Mike, vamos embora!

Levo-lhe a sua casa?

� sua.

Tome.

Obrigada.

Que acontecia �quele cara?

N�o � nada de novo. Todos me culpam pela morte de Fernandez.

- Por qu�? - N�o sei.

Era um homem muito popular.

Obrigada.

De uma fam�lia muito conhecida.

Foi dif�cil, Mike.

- Por que n�o vai embora? - N�o posso.

Eddie est� na pris�o.

N�o poderia fazer isso.

Diz que n�o o ama.

Mike, ajude-me. � o �nico que pode!

- Como? - Tire-o da ilha.

Ajude-o a fugir.

Calma, menina!

Enquanto continuar na pris�o, jamais serei livre.

Mike, ajude-o a fugir, por favor.

Voc� pode fazer isso.

Uma vez livre,

...farei o que voc� quiser.

Voc� mente, Jeannie.

N�o, Mike.

Eddie � culpado e voc� sabe!

N�o!

Chega de mentiras!

Se for sincera, talvez possa lhe ajudar!

Por que n�o me disse que Pe�a o pegou em flagrante?

Por que confessou? Porque � inocente?

Mike, � inocente!

N�o manipulou o tanque.

Fui fiz!

Repita isso!

- Fui eu, n�o queria... - Que sabe de tanques de gasolina?

Ele me ensinou tudo sobre avi�es.

Havia suficiente gasolina no tanque para decolar.

E que importa como mataram Fernandez? Fui eu!

Por qu�, Jeannie, por qu�?

Eu n�o sei. Eddie estava metido em uma encrenca e eu entrei em p�nico!

N�o podia viver assim com um homem a quem tinha deixado de amar!

Fernandez ia tomar seu avi�o, ent�o...

...tentei det�-lo. Ganhar tempo at� que Eddie conseguisse dinheiro!

Ent�o o matou.

N�o era minha inten��o! S� queria evitar que o avi�o decolasse!

Eddie verificou, foi lhe encobrir e caiu na armadilha de Pe�a.

Quis evitar, mas Eddie disse que jamais o condenariam!

Entende agora porque n�o suporto a ideia de v�-lo preso...

...por algo que eu fiz?

- Aonde vai? - Ver o Capit�o Pe�a, quero...

N�o, n�o vai fazer isso!

N�o acreditaria em voc�.

N�o quero lhe ver nessa ilha do inferno...

...agora que posso lhe abra�ar.

Mike, ent�o me ajudar�!

Tenho um plano.

Sei que funcionar�.

Vou lhe fazer uma proposta, Jennie.

Bem.

Vou lhe dar ouvidos. Ajudarei na fuga.

Mas voc� tamb�m ter� que me ajudar.

Conte-me tudo que souber sobre o rubi.

- Do rubi? - Sim!

Onde est�? Quem o tem?

- Seja sincera. - Voc� tamb�m!

Por isso veio a Porto Ros�rio!

Em parte, sobretudo porque voc� estava!

- Diga-me o que souber! - N�o quero saber nada desse rubi!

A pol�cia me perseguiu, Paul e agora voc�!

N�o sei nada desse rubi, absolutamente nada!

- Nada, me ouviu? - Sim, eu lhe ouvi.

N�o posso mais! S� desejo ver Eddie livre para poder dormir!

Calma, calma.

- Pode me dizer agora a verdade? - Quem dera poder!

Eu a deixei l� e subi a colina.

Era a oportunidade de procurar o rubi.

Estacionei perto da casa.

Era muito f�cil subir em uma �rvore junto ao terra�o e entrar.

Mas algu�m j� havia chegado antes de mim.

E pelo aspecto da casa, se n�o houvesse encontrado o rubi,

com certeza que nem eu o encontraria.

Sai de l� depressa.

Mas n�o o suficiente.

Demorei algum tempo para me acordar.

Senti que tinham me levavam a algum lugar.

Quando abri os olhos,

...era como se tivessem apertado a cabe�a com um quebra-nozes gigante.

Um homem em uma cadeira de rodas.

Falava comigo, Sr. Cormack?

Alegro-me que tenha acordado.

Nosso anfitri�o tem umas mascotes interessantes, n�o acha?

Johan, este � seu s�cio, o Sr. Mike Cormack.

O Sr. Tormick � um velho e conveniente amigo.

Levante-se.

Agora, falaremos do rubi?

Nem pense.

Se quisesse falar comigo, n�o tinha que me bater ou me sequestrar.

Duvido que ent�o se prestasse a falar.

Duvida? Pensava que trabalhava para voc�!

E n�s!

Mas essa mulher lhe comprou com dinheiro ou talvez com...

...seus atrativos.

Por isso me contratou, n�o?

Porque podia me aproximar dela!

Amigo, n�o poder� escapar, � evidente que mudou de lado,

Por que se n�o, a mulher e seu querido amigo Armand alugariam um barco...

...e poriam suprimentos para uma grande viagem?

Que pensou em fazer com o rubi?

N�o sei nada de um barco. Come�o a acreditar que esteja louco!

N�o tinha sentido matar o rapaz, ele n�o sabia nada do rubi, n�o �?

� um jovem muito imprudente.

Fizemos um trato, Barzland, um trato de neg�cios.

Tratava-se de uma investiga��o, n�o falou de matar ningu�m!

- Um momento... - Sei que matou o rapaz!

Ainda n�o descobri seu papel no assassinato de Pe�asco,

...mas descobrirei!

At� ent�o, meta na sua cabe�a!

Se acha que tenho algo a ver com esse rubi...

N�o gosto de sua atitude. Nem um pouquinho!

Johan!

Acho que deve ter escutado nossa conversa.

Sim, escutei.

Temos que convencer este jovem.

Bem, Sr. Cormack, onde est� esse rubi?

Barzland, tenho que falar com voc�!

Quando consegui sair de l�, estava destro�ado.

Tinha que andar depressa se n�o quisesse me ver preso naquela ilha...

...com Eduardo pelo resto dos meus dias.

Rosalba 347

Janet? Mike. Tenho que lhe ver imediatamente.

Despistou-me contando que ia pegar um abajur...

...na loja de Armand.

Demorei a entender.

A pol�cia estava l� e n�o podia falar.

A �nica coisa que consegui entender, � que queria me ver depois com Armand.

- A loja est� fechada! - Afaste-se!

Sr. Cormack, todas as lojas est�o fechadas durante a sesta!

Paul n�o quer que lhe vejam, acha que � perigoso.

Para voc� ou para ele? Que voc� acha?

Acho que est� com ci�mes.

- Mas Janet... - Cale-se!

Falo diante dele ou n�o?

- Sobre o qu�? - Sobre voc�, Eduardo...

...e um rapaz chamado Miguel que mataram ontem � noite!

Que voc� sabe sobre Miguel? Onde foi ontem � noite, Mike?

Pescar, que h� sobre Miguel? Fale!

Foi terr�vel, algu�m entrou para me roubar, n�o sei o que esperavam encontrar!

Est� mentindo, procuravam o rubi!

J� lhe disse que n�o sei nada do rubi...

Est� mentindo, n�o para de mentir!

N�o fale com ela assim?

Mike, n�o, por favor!

Sequestraram-me, bateram-me na cabe�a e fiquei relacionado com tr�s assassinatos!

Eu lhe asseguro que descobrirei o porqu�.

- Mike, n�o acreditar� que temos algo... - Fale mais claro!

Estou farto de ouvir mentiras!

Mike, n�o quis lhe contar nada para n�o lhe envolver!

N�o h� raz�o para que se zangue!

Vamos, fale!

E se me negar a lhe contar, que far�?

Denunciarei a Pe�a!

- Faria isso comigo? - Sim.

- Mike, ontem � noite me ofereceu um neg�cio. - Qual?

Que se lhe contasse sobre o rubi, ajudaria Eduardo a fugir.

Est� certo.

Aceito o neg�cio.

Mike, Mike, � melhor que se sente, por favor.

D�-me uma x�cara de caf�.

Paul, traga uma x�cara de caf�.

- Qual � o plano? - N�o h� plano.

� um bom amigo meu, e de Eddie...

Deixe de dizer mentiras!

- De verdade! - Pe�a est� a ponto de chegar!

- Eu lhe direi o que sei. - Fale!

� um grande rubi, sem cortes, virgem.

Pertenceu a uma antiga civiliza��o.

De onde saiu?

De um cara chamado Tormick.

Por qu�?

- Que quer dizer? - Continue, fale!

Bem, Tormick ofereceu a Paul e a Eddie dez mil d�lares...

...se levassem o rubi aos Estados Unidos e o entregassem a um tal Barzland.

Dez mil? Deve valer vinte vezes mais.

Por isso necessitava que Eddie tivesse seu avi�o.

Se conseguisse ganhar esses dez mil d�lares, poderia se recuperar...

- Onde est� o rubi agora? - N�o sei, de verdade!

Eddie deve ter escondido no avi�o na noite antes de ir para os Estados Unidos.

Mas n�o pudemos nos aproximar local do acidente!

Paul pensa que Eddie dever ter escondido em algum lugar...

...antes de que Pe�a o prendesse.

Por que n�o saiu isso no julgamento?

Eddie n�o nos diria, nem a Paul nem a mim.

Espera recuperar o rubi quando sair da ilha.

Por isso quer que ele fuja de l�!

Mike, nunca voltarei a lhe mentir!

Significa muito para mim.

Diga-me quanto.

Se Eddie souber onde o rubi est�, esperemos dividir.

� verdade, mas n�o � isso o importante!

Quero tir�-lo da cabe�a. Oh, Mike...

Quem dera que pud�ssemos esquecer desse pesadelo e voltar para casa!

Aqui est� o caf�.

Ningu�m fez um caf� t�o bem como Paul.

Sim, estou vendo, faz um bom caf�.

- Tinha um plano para Eduardo, n�o? - � isso, temos tudo planejado.

Muito bem, fale.

- Janet, � conveniente? - Poderia fazer sem ele?

N�o.

Mostre o plano a ele.

Seu plano era bastante elaborado para funcionar.

Paul o desenhou gra�as a um ex-presidi�rio que passou anos na ilha.

N�o era como ir a Alcatraz, era uma pris�o pouco vigiada...

...com uma cerca de arame ao redor.

O maior risco era voltar ao continente sem que...

algum barco oficial nos parasse.

E isso � tudo.

Voltemos a repass�-lo para ver se eu entendi bem.

Segundo as cartas de Eduardo, est� na enfermaria.

Bem aqui.

Chego � praia, abro a cerca, entro na enfermaria...

...e vamos embora. - Correto.

Subimos no barco, vamos para o sul onde seu amigo nos recolhe com sua lancha...

...e cruzamos a fronteira.

Ter�amos feito sozinhos, mas nem Paul nem eu sabemos pilotar o barco.

Que h� de equipamento, o bote e outras coisas mais?

Tenho tudo h� muito tempo para evitar que Pe�a suspeitasse.

Bem, telefone a seu amigo e lhe diga que ser� esta noite.

- Esta noite? - Esta noite ou nunca.

Se Pe�a me prender, podemos nos despedir.

Mas com t�o pouco tempo...

Se diz esta noite, Paul, � esta noite!

Ajude-me, Paul.

Espero que tenha falado com...

o capit�o do outro barco.

Vai nos esperar no cabo S�o Dimas.

Bem, n�o se aproxime mais. Se for � deriva, solte a �ncora.

Se ouvir tiros na praia, venha depressa nos pegar.

Entendido.

Que acha disto?

Sinceramente, acho terr�vel toda esta aventura.

Somos dois.

- Lamento ter lhe tratado t�o mal. - N�o importa.

Espero que Eduardo consiga voltar.

- Acha que Eduardo suspeitar� de algo? - N�o creio.

Talvez se negue a dizer onde est� o rubi.

E a viol�ncia me repugna.

Deixe comigo. Eu lhe prometi a metade do dinheiro, n�o?

Voc� me prometeu muito mais, querida.

Espero que Cormack n�o lhe fa�a mudar de opini�o.

Escolhe o pior momento para fazer amor!

Ligue o motor, Paul.

O motor?

Ligue o motor e vamos para o continente.

Se n�o estivermos aqui quando sa�rem da ilha, eles os matar�o!

Ligue o motor ou eu terei que fazer.

Janet, n�o entendo!

Pobre Paul.

Se n�o entender agora, jamais entender�.

O que voc� quer? Quem � voc�?

Meu nome � Cormack. N�s nos conhecemos.

Claro, o amigo de Janet, o ajudante do promotor!

J� n�o sou mais.

Mike Cormack.

Sim, estava apaixonada por voc� ainda casada comigo!

Pensou que tinha me divertido mais! Engra�ado, n�o?

Ria depois, agora temos que ir.

Janet est� nos esperando em um barco.

N�o me diga que lhe mandou me ajudar a fugir?

� o que quer, n�o?

N�o esperava que chegasse a matar, pelo menos n�o pela segunda vez!

Ela me contou, n�o queria matar Fernandez.

Oh, claro que n�o, queria me matar!

Qu�?

Qu�?

Parece-me que ficou louco!

Sim, muito tempo para pensar.

Ou�a, quer um cigarro? - N�o.

Sr. Cormack, quer saber como Fernandez morreu de verdade?

Gostaria de ouvir sua vers�o, mas em outro momento.

Obrigado.

� muito agrad�vel ter a oportunidade de falar com algu�m!

Minha amorosa esposa, sabia que eu devia pegar o avi�o antes de Fernandez.

Tamb�m sabia que tinha um trabalho urgente a fazer.

Claro, entregar o rubi, eu sei.

Oh, vejo que ela lhe contou!

Mas n�o lhe contou que mexeu no tanque...

...para me matar.

Mas... eu tive um problema com meu carro no caminho do aeroporto,

...Fernandez chegou antes que eu, pegou o avi�o e "puft"!

Adeus, Fernandez!

Est� louco. Se quer lhe ver morto, para que lhe tirar da ilha?

Para qu�? � um delicioso modo de me liquidar!

Devo ser est�pido.

Olhe, � advogado, conhece a lei de fugas?

- Lei de fugas? - Sim.

Estou aqui s�o e salvo, verdade?

Sim, eu acho.

E n�o sirvo para ela. Mas quando eu fugir, ou mesmo tente,

...sou bom alvo!

Qualquer um pode atirar em mim e me matar, compreende?

Sim!

Assim que, querido Sr. Cormack,

...n�o penso em sair deste quarto!

N�o quero que me matem, mesmo que seja legalmente.

Est� enganado, Janet est� lhe esperando!

� isso que acredita?

Claro que acredito, caso contr�rio n�o estaria aqui!

Aposto dez contra um que ela lhe abandonou.

E ainda mais, aposto que nesse momento j� ter� avisado...

...anonimamente �s autoridades que Eduardo Martin planeja fugir esta noite!

Que ideia t�o maluca!

Se n�o acredita, v� � praia e veja!

Eu n�o, senhor.

Encontrar�amos uma d�zia de guardas com o dedo no gatilho!

� uma garota muito sabida!

Sabe? Se os guardas n�o conseguissem me matar, morreria de qualquer jeito.

Por qu�?

Porque, meu amigo, neste pa�s, a tentativa de fuga est� apenada...

...com a morte. Por isso, poucos tentam a fuga e h� pouca vigil�ncia.

Por que deseja lhe ver morto?

Alegra-me que pergunte.

Por cem mil d�lares! Meu seguro de vida!

O �nico valor que tenho neste mundo.

Nossa Janet n�o vai parar por nada por tanto dinheiro.

- Est� mentindo. - Qu�?

Mente!

Se sabia, por que se envolveu com ela, por qu�?

O amor � uma droga muito curiosa, meu amigo!

E algumas vezes uma arma!

Leva muito tempo para tir�-la do sangue.

Creio que voc� poder� me entender.

Ah, o alarme! Acham que algu�m tenta fugir!

� una pena que n�o tenhamos apostado!

Dez para um!

Que simp�tico! Veio me cobrir?

N�o! Disseram-me... Vou ver o sargento.

Alto! Leve-me at� seu comandante, quero falar com ele.

Vamos!

Que garota t�o sabida!

- Quem �? - Mike.

Deixe-me entrar, depressa!

Afaste-se! Talvez tenham me seguido.

Surpreende-se me ver aqui?

Mike, melhor que tenha se salvado!

N�o devo a voc�.

Oh, querido, se soubesse o que passei, n�o falaria assim.

Adiante, eu lhe escuto!

Paul estava aterrorizado com o plano.

E quando voc� saiu do barco, ele quis voltar.

- Por que deixou isso? - Querido, eu n�o deixei!

Foi terr�vel, lutei com ele, o joguei pela borda!

- N�o pude fazer nada para evitar. - Continue.

Bem, a essa hora,

...j� havia v�rios barcos. N�o podia me arriscar a voltar.

Ent�o Paul tamb�m morreu.

Oh, querido, melhor que est� comigo aqui!

S�o e salvo!

Essa � outra hist�ria.

Levei Eduardo at� a praia antes que come�assem a atirar.

- Eles o mataram? - Sim.

Ao chegar � balsa.

Eu tive sorte,

...a uns tr�s quil�metros uns pescadores me pegaram e me trouxeram.

Pobre Eddie.

Pobre Eddie.

E pobre Paul!

Mike...

Mike, est� aqui.

Quando cobraremos os 100 mil?

O seguro!

Eddie me contou.

Querido, eu amo voc�!

Tudo isto e mais cem mil!

- Bem, conta comigo, n�o �? - Claro.

Oh, Mike, ser� maravilhoso, tenho tantos planos que a cabe�a me d� voltas!

Tomamos um drinque?

Temos que comemorar.

- U�sque? - Que seja duplo.

- Mike, voc� me deixa arrepiada. - Estupendo!

� conveniente? Faz tempo que n�o bebe!

Volto a beber.

- Minha vida, quero esclarecer as coisas. - Que coisas?

Bem, tenho muito claras as hist�rias de Eduardo e Paul,

...mas as de Carlos e Miguel n�o compreendo.

� necess�rio?

Gostaria.

Veja se estou encaminhado:

Sei criado, Miguel, matou Carlos, isso eu sei.

A quest�o � por qu�?

Talvez porque Carlos sabia onde o rubi estava.

Quando fui a sua casa e falei com a velha,

...havia um menino com uma bicicleta, que o mandou a algum lugar muito depressa.

Talvez para dizer que algu�m tentava falar com Carlos sobre o rubi.

� sua vers�o, n�o a minha.

Vejamos,

...temia que quisesse chantagear Carlos.

Sabia que precisava de dinheiro, e por isso Miguel o matou...

...antes de ele falasse.

- � muito sabido! - Sim.

Mike, j� lhe disse antes, n�o sei nada do rubi.

Mas continuo sem poder acreditar em voc�.

N�o sei que aconteceria se lhe denunciasse � pol�cia.

Pode ser que lhe pusessem uma corda ao redor do seu bonito pesco�o.

Como me aborrece com essas brincadeiras. N�o tem gra�a nenhuma.

Eu j� sei, encanto.

Mas isso � o que penso fazer.

Mike, n�o ser� capaz. N�o pode fazer isso!

Grata surpresa sob meu pr�prio nariz!

Agora tudo se encaixa. Pegou o rubi antes de mexer no tanque!

Eddie morre e voc� fica com o rubi e o seguro!

Mike, por favor, tem que...

Temia que o encontrasse e dissesse a Carlos que o escondeu...

...nesta estatueta. - Sim!

N�o podia vender o rubi at� tir�-lo do pa�s.

N�o tinha dinheiro para sair, tanto que precisava do seguro!

Queria ambas as coisas!

- Mike, isso parece t�o... - Cruel, repugnante, repulsivo?

Querido, eu lhe menti, n�o pude evitar.

Claro, garota. Nasceu mentirosa!

Voc� na pode me denunciar, voc� me ama!

Pode ser que sim.

Passei muitas noites sem dormir, desejando voc�!

E talvez volte a pass�-las.

Mike!

J� pode entrar, Capit�o!

Tenho toda a hist�ria para voc�.

E al�m disso, um presentinho.

O rubi virgem!

Finalmente vou devolv�-lo ao museu!

Voltar� a ficar no lugar que merece.

Eu fico com o rubi!

A espera foi longa e aborrecida, Sr. Cormack.

Mas ficamos empatados. Agora quero a recompensa.

O rubi, por favor.

Ter� que peg�-lo, Barzland.

N�o quero que se machuque.

Ainda assim, ter� que peg�-lo.

Como desejar, Sr. Cormack.

Lawrence!

A hist�ria � essa, Capit�o Pe�a, eu lhe contei tudo.

Confie em mim.

A prop�sito, de que me acusa?

Duvido que possamos lhe acusar de nada.

Al�m disso, colaborou com a Justi�a.

Obrigado.

E o rubi ser� devolvido ao Museu Nacional.

Obrigado, doutor.

- Obrigado. - De nada.

Lembra-me de algu�m que conheci.

Um homem feliz tem a virtude de esquecer.

- Adeus, amigo. - Boa sorte.

Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL -3

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