All language subtitles for Nightmare Classics - Carmilla (1989)

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Original subtitles

"Tudo o que vemos ou veremos...

não é mais que um sonho dentro de um sonho".

Não há ninguém dentro.

A moça estava muito doente para viajar.

Onde ela está?

Onde está a filha do general?

Não pôde vir, senhor.

Diga ao chofer que ele pode ir.

Agora mesmo.

Sim, senhor.

Soube que é novo no Sul.

Te manterei a salvo.

Seu pai te espera.

Queria tanto que ela viesse.

Querida, mas ela está muito doente.

Sempre acontece alguma coisa!

Se não vai mudar sua disposição...

preferiria que fossemos pra casa.

Sinto muito...

Quando o General me avisar...

que sua filha melhorou...

arranjaremos outra visita.

Até lá...

Tudo bem...

não quero que se incomode.

Por favor, não se zangue comigo.

Encontrará uma amiga pra mim?

Bom...

Farei o que puder.

Agora...

porque não desfrutamos esta noite?

Marie, afaste-se daí.

Mas temos que fazer algo.

O doutor examinou os corpos e acredita que uma é a mãe.

Mas do chofer e a mulher no bosque ele não sabe dizer.

Espero que possamos encontrar seus parentes.

É terrível estar sozinha no mundo.

Mas ninguém sabe como contatá-los.

Além disso, os corpos devem ser enterrados rápido, vão apodrecer nesse calor.

Seu pai pensa enterrá-los na cripta.

Mantenham-na em cama.

Ainda não deve se mover.

Peça para que as criadas chequem a cada duas horas.

É possível que não tenha apetite nos próximos dias...

mas isso é de se esperar.

Um golpe violento na cabeça...

pode produzir sintomas imprevisíveis.

Sirvam-lhe um pouco de chá antes de dormir.

Eu levarei pra ela.

Há rumores...

sobre uma praga no sul.

O que ouviu?

Bem, devo ir ao necrotério está noite.

Há falatório sobre praga...

que estaria se espalhando.

Mas...

quem pode mesmo saber.

Deixe-me ver...

Bom, não é nada.

E você se assustou também.

Vim para ver se podia fazer algo por você...

e é você quem cuida de mim.

Não era pra ser assim.

Oh, tome, coloque isto.

Nem sabemos o nome uma da outra.

Eu sou Carmilla.

Meu nome é Marie.

Eu sei.

Ouvi quando o médico perguntou ao seu pai sobre você.

Ele perguntou? Por que?

Não escutei...

Eu não gosto de médicos,

acreditam que sabem tudo.

Meu pai pensa igual a você.

Além disso, têm mãos frias.

Beba seu chá.

Você gosta de bonecas?

Posso te mostrar minhas bonecas se quiser.

Tenho várias casinhas, também.

Não acho que gostem de morar sempre na mesma casa.

Não acha?

Não.

Você gosta de visitar lugares?

Sim.

Eu também.

Há lugares especiais por aqui.

Te levarei quando estiver melhor.

Beba o chá.

Depois...

prometo.

Está sufocante aqui dentro...

Como está minha mãe?

Pensei que haviam lhe dito.

O que vai fazer agora?

Aonde vai?

Tenho uns parentes que talvez possam me alojar.

Minha mãe e eu viajávamos sempre depois que papai morreu.

Visita lugares com o seu pai?

Ele diz que tudo o que preciso está na casa.

Não é verdade.

É antiquado.

Quando foi a última vez que falou com alguém de fora da casa?

Falava com mamãe o tempo todo.

Mas ela se foi a muito tempo, não é?

Estou aqui agora. Pode falar comigo.

Não é isso o que fazem as amigas?

Deixe-me ver.

É muito bonita.

Eu sei.

Aonde foi?

Papai acha que ela fugiu com um oficial ianque depois da guerra.

Ela sempre quis partir, até onde eu sei.

Ele chegou aqui e fez amizade com ela,

começou a lhe descrever

tudo o que tinha visto.

Ela decidiu fugir com ele.

Fugiu tão rápido que nem sequer me levou com ela.

Só partiu.

É por isso que seu pai não permite ninguém perto de você.

Ele teme que você o abandone.

Eu não vou abandona-lo.

A menos que a pessoa certa te peça.

Ninguém chega perto de mim.

Não há segredo nisso.

Eu vou te mostrar.

Fará qualquer um que quiser vir até você.

Como?

Ficou linda no vestido de minha mãe.

Foi muito amável de sua parte me permitir vesti-lo.

Viajo com tão pouca bagagem.

Ah, aqui estão vocês, crianças.

Papai, arrumou seu cabelo.

Bom, não vejo por que não possa me arrumar um pouco...

agora que temos...

companhia.

O jantar está pronto quando quiser, senhor.

Acredito que estamos quase prontos.

Muito bem, senhor.

Marie e eu estivemos conversando...

As coisas devem ter sido muito difíceis para você...

criando a sua filha sem sua esposa.

Bom, sim, claro, mas...

isso tornou Marie e eu tão mais...

próximos.

Podemos comer agora?

E quem é esse?

O encontramos mendigando, senhor.

Nas últimas duas noites, perto das cavalariças.

Não há como dizer quais doenças ele carrega.

Mantenha-o longe da casa.

Não o achará aqui dentro de novo. Prometo.

Não me sinto muito bem...

talvez seja melhor eu subir.

Oh, sim, é claro...

pedirei que levem algo para você.

Está muito bonito esta noite, Leo.

Tomarei apenas a sopa.

Vamos, preguiçoso, é hora de tomar o café da manhã.

Vamos, levante...

Era tão adorável...

O menino era um mendigo, certo?

Sim.

Tem todos os sintomas da doença do sul.

Deve ter vindo de lá.

Quer dizer a praga?

Ainda não sei.

Até que eu saiba, nenhuma palavra sobre essa morte deve sair da casa.

Está claro?

O médico disse que podíamos sair para um picnic...

e comer tudo o que quiséssemos.

Quero que Carmilla prove os doces que gosto.

Bom, não creio que ela vai querer, mas farei o que pede.

Não gosta dela, não?

Quero ter certeza que nada vai acontecer com você.

Por favor, não estrague tudo.

Sempre disse que preciso de amigos...

e agora que tenho uma...

quer estragar tudo.

Isso não é verdade.

É só que algumas amigas...

são boas pra você e outras não.

Não entende?

Fala igual papai!

Marie!

Detesto isso.

Talvez possa ficar conosco.

Não posso.

Por que?

Ninguém nunca fica.

Por que?

Realmente não sabe sobre a senhora Hodgett?

Ela nos vigia o tempo todo com aqueles olhos...

Não acha que ela seja uma bruxa?

Essas coisas que usa no pescoço...

ela me assusta.

Como os viu?

Ela não mostra a ninguém.

Papai lhe manda não traze-los para dentro da casa...

diz que não quer nada com maus espíritos.

Ao menos ele gosta de você.

Quer que eu diga porque ele gosta de mim?

Porque está seguindo as ordens do médico.

É a única razão de me deixar ficar.

Não, está errada.

Ele só quer o que é melhor pra mim.

E sabe que você me faz feliz.

Mas não nos deixará ser amigas.

Ele quer te manter como...

uma de suas pinturas.

O que está fazendo?

Agora é sua vez.

Corte de onde quiser.

Vamos, não vou te morder.

Vamos jurar ser amigas para sempre.

Amigas...

Amigas...

para sempre.

Para sempre.

Tem que molhar sua mão também.

Deve estar faminta...

não tocou na sua comida.

Vai provar uma verdadeira iguaria esta noite.

É a especialidade da senhora Hodgett.

Está deliciosa.

Ótimo!

Obrigado, Hodgett.

Sabe o que vou fazer?

Vou sair amanhã com todos meus amigos.

Sim, todos iremos.

Isso é tudo, Hodgett.

O que houve?

Você está bem?

O que?

Acho que preciso ir.

Te levarei às escadas.

Ouvi você gritar, vim ver o que aconteceu.

Está bem?

Acho que sim.

Fiz isso pra você.

Boa noite.

A doença do sul está aqui.

O inspetor acha que foi assassinato.

Posso me juntar a vocês?

Finalmente!

Com sua permissão, gostaria de examinar o corpo.

Se acabou de comer, eu sugeriria que esperasse.

Boa advertência...

para quem não está acostumado a lidar com uma praga.

Com o que?

A praga.

Não é a praga.

Obrigado. Eu julgarei isso.

A praga não morde.

Em questões judiciais, não é você quem faz as autópsias.

O que vê nas costas?

Mordidas por todo o corpo.

Mas nada no rosto.

Nem um arranhão.

E olhe:

A língua...

se foi.

Agora, a cepa da praga...

que ataca desta maneira...

como se chama, mesmo?

Isto não parece ser a praga.

Não, não parece.

Para Marie?

Sim, e para a hóspede.

A garota que sofreu o acidente?

Inspetor, acredito que encontrei algo, olhe isto.

Sim, são similares.

Mas dezesseis mortes no último mês?

Todas com mordidas como essas...

e, até agora, todas encontradas nos arredores da paróquia?

Quero dizer, este é o primeiro ataque aqui.

Por acaso sugere...

que os morcegos estão sob o efeito de uma raiva feroz?

Bom, já aconteceu no passado,

e essa morte pode provar isso.

Perdão, senhor.

A senhorita Marie parece não estar se sentindo bem.

Definitivamente, isto não é...

um de seus ataques de morcego, Doutor.

Quando um morcego ataca, a vítima entra em pânico.

As mordidas são...

suaves.

Agora, alguém poderia me explicar...

por que as mordidas em Marie...

são tão limpas, tão precisas?

No jardim, ontem...

fomos atacadas por aranhas...

Vêem?

Ambas fomos mordidas.

Você parece muito melhor.

Obrigada.

É assombroso quão rápido...

você se recuperou.

Ela não está em perigo, Leo.

Você diz que ela não corre perigo.

O que aconteceu, então?

Se está me pedindo para chutar conclusões, como esse inspetor...

Você sabe ou não?

Há uma explicação médica...

Então encontre-a.

O que sabe sobre ele?

Investiga situações...

especiais para a Corte.

Abigail...

você notou...

pessoas estranhas rondando a casa...

antes da morte da governanta?

Não, o patrão não permite que ninguém entre.

Até deu bronca na senhora Hodgett...

por deixar o menino dormir no celeiro.

Qual menino?

O pobre órfão que esteve aqui.

Ele morreu.

E onde está seu corpo agora?

O coveiro o levou.

Obrigado.

Este é um desenho das feridas...

que mataram o menino.

Idênticas às que encontramos na senhora Hodgett.

E em Marie.

Marcas que apareceram nesta região...

no dia seguinte em que sua hóspede chegou.

Está fazendo uma caça às bruxas!

Não é uma caça às bruxas. Não são bruxas.

Então o que são?

Por favor! Nos diga!

Bem, acredito que ela é uma vampira.

Meu deus!

Este homem vive na era das trevas!

Doutor, continua vivendo a ilusão...

de que seja a praga!

Um momento, cavalheiros.

De acordo com este livro,

a ração diária de um morcego-vampiro...

consiste em duas onças de sangue.

Agora, para causar uma perda de sangue...

na Senhora Hodgett, capaz de mata-la...

seria necessário ter ao menos oitenta morcegos-vampiros nessa casa.

É um número difícil de acreditar.

É possível?

Acredito que não.

Assim, até que tenhamos algumas respostas...

quero que o inspetor fique aqui...

e continue com seu trabalho.

Com nossa total cooperação.

Não tenho tempo pra isto, Leo.

Tenho pacientes na paróquia...

que estão morrendo.

Um encobrimento perfeito para seus crimes.

Com tantas mortes, ela sabe...

que não se pode examinar cada corpo.

Enfrentamos uma praga aqui.

E eu pretendo visitar cada paciente.

Agora, se me derem licença...

preciso ver Marie.

Bem, agora...

até que eu saiba mais...

poderíamos separar as senhoritas?

Marie fará o que eu mandar.

Mas, inspetor...

Não posso acreditar que a senhorita Carmilla seja...

uma vampira.

Os vampiros, Senhor...

têm muitos disfarces.

Homens, mulheres, crianças, gordos e magros.

Ou... muito belos.

Eles podem lhe oferecer o mundo por um preço muito alto.

Se sua filha foi mesmo mordida...

devo me assegurar de traze-la de volta.

Imagina o que estamos fazendo, não é?

O que está acontecendo entre nós?

É tão jovem, Marie.

Todos os dias o sol nasce...

e se põe.

E ainda assim você nunca faz nada...

nunca vai a lugar algum.

Posso nunca ver o nascer do Sol...

mas posso te levar a mundos...

além de seus sonhos.

Posso te ensinar sobre as estrelas.

Ou dançar sob sua luz...

pela eternidade.

Quero ver o mundo, mas tenho medo.

Nunca sentiu saudades de seu lar?

Lar?

Isso foi em outra vida.

Sou muito mais feliz agora.

Me pegue se puder!

Agora te peguei! Tente escapar de mim.

Nunca tinha visto nada parecido.

Há mais!

Esconde, esconde. Encontre-me.

Preciso encontrar Marie.

Não temos nenhuma chance contra Carmilla a noite.

E se ela suspeitar dessas flores?

Bom, se ela perguntar podemos dizer...

que eram as favoritas da senhora Hodgett...

que as colocamos em sua memória.

Coloque-as nos degraus...

e veremos como ela reage quando

tentar subir as escadas.

Flores de alho funcionam muito bem

cavalheiros, mas só há uma maneira garantida...

de matar um vampiro.

Cravar uma estaca...

onde os humanos têm o coração.

Meu Deus!

Não sinta piedade por ela, Senhor.

Carmilla é uma besta...

com uma insaciável sede de sangue.

Terei que partir em breve, Marie.

Então eu também.

Marie.

Carmilla, venha aqui.

O jantar ainda está quente. Começávamos a nos preocupar.

Por que?

Ninguém conhece o bosque melhor do que eu.

É tarde.

O que estavam fazendo?

Estava mostrando pra Carmilla meus lugares favoritos.

Vou subir, não tenho fome.

Deixe-a ir.

Não vou permitir que suba com minha filha.

O que?

Fique fora disso.

Não ficarei.

Não sei se acredito no que ele diz que você é.

Mas sei que algo está errado.

E não vou permitir que se aproxime da minha filha.

Como pode insultar a única amiga que já tive?

Você sempre diz que irá arranjar a visita de alguém...

mas ninguém nunca vem.

Deixe-me ter uma amiga, é tudo o que peço.

Por que fala como se ela fosse um monstro?

Não me diga que está dando ouvidos a ele.

Porque se estiver, não o reconheço mais.

Você não tem amigos.

É sua escolha.

Mas não foi assim que minha mãe me criou.

Ela foi a melhor amiga que já tive.

Até que conheci Carmilla.

Carmilla me mostrou quão maravilhoso pode ser...

compartilhar com outra pessoa.

É parte de estar viva.

E você nunca me mostrou isso. Ela sim.

Assim não tire a única alegria que tive na vida.

O que é isto?

Os colares da Senhora Hodgett?

Você zombava quando ela os usava.

Me dê.

Agora acredita em mim?

E se ao invés do que me contou...

ela esteja assim apenas pela necessidade de ter uma amiga?

Ambas precisam de uma amiga.

Mas olhe o que isto está fazendo a Marie.

Agora eu lhe digo, inspetor, com ou sem sua permissão.

Carmilla deixa essa casa essa noite.

Muito bem, Senhor.

Deverá então aceitar que perderá sua filha para sempre.

Porque ela certamente irá com Carmilla.

Marie fez com que a vampira hesitasse...

o que nos deu o tempo que necessitamos.

Leo tem razão, devemos separa-las esta noite.

Confie em mim.

Devemos esperar o amanhecer.

Carmilla não machucará Marie até lá.

Não a viu na escadaria?

Havia lágrimas em seus olhos.

Ela lembrou como era ser humana.

Ser amada.

Essa memória nos dará o tempo

que precisamos para matar Carmilla...

e resgatar sua filha.

É o que propõe fazer?

Quando o sol nascer...

Carmilla terá de dormir, e será aí que atacaremos.

Agora, Carmilla e Marie devem ser mantidas separadas a qualquer custo, até lá.

Deveremos revezar uma vigília até que o dia nasça.

Tomarei o primeiro turno.

Irei pro meu quarto, posso escutar tudo o que acontecer de lá.

E o que devo fazer?

Cuide de Leo... e seja cuidadoso!

Se a vampira suspeitar, fugirá imediatamente.

Inspetor!

Está passando a noite?

Sim.

Estará aqui de manhã?

Oh, sim!

Inspetor!

Devem ter ido para o cemitério! Vamos conseguir ajuda.

Depressa! O Sol está nascendo.

Com cuidado!

É meu pai! Não pode feri-lo!

Cresça, Marie, ele nunca fez nenhum bem para ninguém.

Tudo o que ele quer é nos parar!

Precisa confiar em mim.

Nada no mundo me fará ficar com ele.

Só deixe eu me despedir.

Marie...

Marie...

Não me reconhece?

É claro.

Precisamos voltar, Marie, é a única maneira.

Não, não é.

Quero que entenda porque vou embora.

Maldição, Marie! Esta mulher está...

Veja o que está fazendo comigo.

Sou seu pai, não percebe?

Sei que não é você mesma.

O inspetor sabia também.

É por isso que Carmilla o matou. E Hodget. E aquele garotinho...

e quem sabe quantos mais.

Marie!

Ela não pode te machucar!

Com cuidado!

Marie!

Marie!

Ela te enganou, Marie!

Ninguém morreu nesse acidente!

Me ajudem a abrir os caixões...

devemos encontra-la.

- Elizabeth! - Mãe!

Mate-me! Mate-me!

Marie... Leo... precisam me matar!

Não há sinal de Carmilla.

Ela sabe que não é bem-vinda aqui.

Vamos pra casa.

Ela sempre soube tanto sobre mamãe...

agora sei como.

Ela a teve todo este tempo...

esperando chegar a mim.

Ou a mim.

Marie, se houver alguma forma de você me perdoar...

tentará?

Tudo acabou.

Só quero voltar para casa.

Se precisar de algo...

Um pouco de chá, só isso.

Farei que preparem um pouco.

Marie...

- Não, não! - Marie...

Marie...!

Marie...

Estou cansada, poderia fechar as cortinas?

Consertaremos juntos.

Sei que é uma de suas favoritas.

Isso foi em outra vida. Sou mais feliz agora.

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