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Lysa!
Lysa, vai mais devagar, você vai acabar se machucando.
- Não podemos diminuir o ritmo. Vamos lá. - Parece que alguém está com o Cardio em dia.
Fico impressionado, Lysa, com a urgência que você está aplicando a esta missão.
Não é a missão. É aquilo.
- As árvores? - Não, a névoa.
Deus, nunca acontece nada de bom quando tem névoa.
Não, vamos lá.
- Ah, certo. O sinal está mais forte por aqui. - Então a pata de macaco pode estar se ativando.
Temos apenas alguns instantes para neutralizá-la.
Charlie, hora de deixar a caixa de neutralização da pata de macaco pronta.
Todo mundo está com as luvas anticontato da pata de macaco?
- Sim. - Lembrem-se,
nunca toquem numa pata de macaco ativa com as mãos sem luvas, está bem?
Lysa, pra que lado?
Lysa, eu sei que você tem nebulosofobia ou o que for, mas preciso que se concentre.
Desculpe.
Ele está lá em cima.
Isso foi um pico enorme.
Não gosto do que esse pico significa.
- O que significa? - Que chegamos tarde demais.
Significa que acho que ele já fez o desejo.
- Em frente! - Oh.
Tradução, Revisão e Sincronia: @EvandroNight
Por favor, não.
Por favor, imploro a você. Seja lá o que tiver acontecido,
não importa o quão mal você esteja, por favor, pense no que está prestes a fazer.
Qual é o sentido?
O sentido é o de viver.
Qual é o seu nome, meu caro amigo?
Josh. Josh O'Brennan.
Josh O'Brennan. Eu sou Vikram Chamberlain.
Você me perguntou qual é o sentido de viver.
Bem, meu caro amigo Josh, posso dissertar sobre o assunto
por horas a fio, algo que estou muito disposto a fazer
se você me permitir convidá-lo para uma bebida.
Bebidas, no plural.
A pata de macaco, Vik. Um dedo dobrado.
- Ele fez um desejo. - Sim, estou vendo.
Achei que fosse ajudar.
A pata de macaco sempre vai te enganar.
Subverter seus desejos. Voltar seus sonhos contra você.
Te levar literalmente ao limite.
- Ainda está bem, Lysa? - Tô sim. Sim.
É só que, ... estou evitando olhar para a névoa.
Veja, minha amiga Lysa tem medo de névoa, algo que eu desconhecia até hoje.
E ainda assim, aqui está ela, encarando seu medo.
Talvez nos permita ajudá-lo a encarar o seu.
Eu desejei uma vida melhor.
E não funcionou.
E tudo continua igual, então tanto faz se eu pular.
- Não. Não faça isso. - Não, não, não.
- A pata não funcionou! - A pata nunca funciona!
Por favor, Josh, me entregue ela.
Me dê a pata e volte para cá.
Tudo bem.
Certo.
Ajuda, ajuda!
Nos puxem para cima.
Excelente trabalho, equipe. Acho que quase morri.
Acho que quase morremos todos. Obrigado, Lysa.
Não, não me agradeça. Foi a Charlie.
Ela é assustadoramente forte como sempre.
Só estou fazendo meu trabalho e protegendo minha equipe.
Me desculpe. Não foi minha intenção.
Não precisa se preocupar com isso, Josh, pois somos os Bibliotecários.
- Vocês trabalham numa biblioteca? - Isso mesmo.
Josh, você disse que desejou na pata de macaco por uma vida melhor.
Você pode me dar detalhes bem específicos sobre o que quis dizer com isso?
Eu sei que é super pessoal, mas realmente precisamos
tentar desvendar o seu desejo da pata de macaco antes que coisas terríveis aconteçam
Bom, eu acho que bati no fundo do poço.
Perdi meu emprego.
Era um emprego horrível para começo de conversa.
E depois... meu apartamento
porque não consegui pagar o aluguel, e minha namorada me deixou.
E nossa filha, ela só tem cinco anos.
Não a vejo há meses.
Meu irmão, meu único defensor no mundo,
a gente brigou feio por eu ser um pai horrível.
E então... isso é tão... e aí não restou mais nenhuma esperança em nada.
- Pessoal? - E eu...
Estava nessa loja estranha de bugigangas, e encontrei essa pata.
Pessoal, acho que algo está vindo.
Uma Dupla de Dois apresenta: S02 EP07 The Librarians... e a Pata do Macaco
O quê?
- Muito interessante, devo dizer. - Que raios aconteceu aqui?
A ponte, onde foi...
- A gente foi teletransportado? - Talvez, mas...
pessoal, vamos descobrir onde estamos.
Ah, certo.
Ótimo. Muito mais névoa.
Josh, ainda está com a gente?
- Você está bem? - Não.
Provavelmente vai se sentir assim bastante hoje, então tente se acostumar.
Josh está com a gente, e estamos todos juntos, mesmo sendo levados por aquela névoa impossível.
E agora não conseguimos sair desse lugar estranho,
dessa pousada fora do tempo, por causa de mais névoa impossível.
- Connor, o que você acha? - Estou pensando...
E se lá na ponte, a gente tivesse de fato morrido?
Não. Não, não. Não podemos estar mortos.
Apenas não podemos.
Quer dizer, se existe uma vida após a morte, seríamos energia. Seríamos poeira estelar.
Não seria tão literal quanto isso.
Como você sabe? Digo, pessoalmente, nunca estive morto antes.
- Então isso é o purgatório? O limbo? - Vikram.
Pessoal, Josh fez um desejo numa pata de macaco.
É tudo por conta disso. Certo.
- Não estamos mortos. Provavelmente. - Pessoal, estou, tipo, entrando em pânico,
e vocês todos parecem muito... vou dizer analíticos.
Ah, essa não é a nossa primeira realidade paralela.
- Essa biblioteca onde vocês trabalham... - Connor, você é o historiador.
Isso tudo está embaralhado no tempo. Dá uma olhada?
- Tenta entender tudo isso? - Sim, sim, sim.
É fascinante.
Tem um rádio sem fio Marconi ao lado de um alto-falante Bluetooth.
São quase cem anos de evolução tecnológica bem ali.
Josh, fique longe de encrenca.
- E vocês dois, mentes brilhantes, vão e... - Vamos investigar a névoa.
Não.
Sim, juntos. Vai ficar tudo bem.
Fica aqui.
- Então me conte. - Não.
- Lysa. - Vikram.
- Estava querendo perguntar. - Não quero falar sobre isso.
- Por que névoa? - Eu estou bem.
Deixa pra lá, por favor.
- Você está bem? - Sim. Estou bem.
Não, não, não, não, não. Por favor, não abra a porta.
Desculpe. Estou sendo irracional.
Você tem razão. Precisamos sair daqui,
e precisamos abrir a porta. Então, abra a porta.
Não vou perguntar de novo.
Mas posso ouvir quando quiser conversar.
Agora, proponho usar a estratégia de Teseu.
Amarramos um novelo de barbante nessa maçaneta e navegamos pela névoa lá fora
usando o barbante para marcar o caminho de volta à segurança.
Ou, como alternativa, não precisamos fazer nada disso.
Ei. Adoro as roupas de vocês.
Estão indo para uma festa à fantasia?
Fantasia? Esse é o último estilo da moda.
Claro que é. E, ah...
- Onde estamos? - No Ritz.
O estabelecimento mais chique de Nova York.
Entendido.
E você?
Cara, estou aqui para ver o pouso na Lua.
- Ei. - Ei.
- Atrasado também? - Atrasado?
Seu voo. Estou supondo que você vai pegar um voo
- já que estamos no aeroporto. - Sim, claro.
É onde estamos.
- Quer mais um? - Claro.
Dois de... O que ela estiver tomando.
Então...
- Para onde você vai? - Seattle.
Não parece muito animada com isso.
Em Seattle, minha vida é uma merda.
Fora de Seattle, minha vida também é uma merda.
Acho que só não descobri ainda qual das duas é pior.
- Gosto de Seattle. - Que bom pra você.
É só todo o resto da minha vida que é terrível.
Bom, então encontrou a parceira certa pra beber.
- Me conte sobre sua vida terrível. - É uma lista longa.
Acho que posso traçar tudo isso de volta aos meus pais.
Sei que é clichê, mas no meu caso, também é verdade. Minha mãe, ela...
Ela fugiu com... não sei. Ela não me contou.
E meu pai, bem...
Ele queria muito uma vida que não incluísse ser pai,
o que acho que herdei dele porque...
eu também sou um pai horrível.
- E você? - A mesma coisa, mas pior.
Meu pai não está por perto.
Minha mãe é uma completa perturbada, então...
Eu preencho minha vida com homens inadequados,
incluindo o homem em Seattle, que acho que me odeia.
Mas aí acho que provavelmente também o odeio.
Então por que voltar para ele?
Porque ódio ainda é alguma coisa.
- Ei, você viu isso? - Vi o quê?
Aff, não anunciam esse voo nunca.
E não tenho sinal aqui dentro e é um celular novinho em folha.
Então esse visual fora do tempo não é só estético.
- Então em que época estamos? - Em todos os tempos, em tempo algum. Não sei.
Achei uma primeira edição do Harry Potter de 2007 com pelo menos 50 anos de idade
e uma Barbie original de 1959 completamente nova.
O mesmo com as pessoas. Elas todas acham
que são de lugares diferentes em épocas diferentes.
Como se pudessem se ver, mas não conseguissem realmente se enxergar.
Aqueles soldados acham que é a Segunda Guerra Mundial
e estão aguardando ordens num hotel na Normandia.
E estão conversando com aquele garoto, Greg, que acha que é 2009
e está esperando os amigos num shopping.
A única coisa que os liga a todos é um sobrenome que continua aparecendo.
- O'Brennan. - O'Brennan.
Não é o sobrenome do Josh?
Ei, tem uma coisa gigante lá fora, tipo uma perna enorme, e, tipo, estamos bem com isso?
Josh, você reconhece alguma das pessoas nesse bar?
- Olhe com cuidado. - Todos se chamam O'Brennan.
Como eu ia conhecer um soldado da Segunda Guerra?
Quantos anos você acha que eu tenho...
espera. Não. Eu...
ele parece... é meu avô, Colin O'Brennan, o pai do meu pai.
Eu o conheço pelas fotos. E a garota festeira dos anos 1920,
não a reconheci em cores, mas é a mãe dele.
É Nora O'Brennan. É minha bisavó.
O garoto, o nome dele é Greg O'Brennan.
Greg?
É meu irmão. É meu irmão mais velho com uns 15 anos. Mas como?
Certo. Então esse é o desejo da pata de macaco?
Josh desejou uma vida melhor, e recebeu, o quê, uma reunião de família?
Eu aceito. Pelo menos não estamos mortos.
- Vitória é vitória. - Isso mesmo.
Josh, tem alguém aqui que você não reconhece?
Sim, quer dizer, o casal jantando no restaurante
e... a garota mais cedo no bar com quem eu estava...
espera.
Com licença.
- Seu nome é Amy? - É. Como você sabia?
- Amy O'Brennan? - Amy Scott.
O'Brennan é o nome do meu pai. Nunca uso.
Esse celular. Ela é do futuro.
Ela é minha filha de cinco anos... já crescida.
Lysa, o que foi?
- Lysa? - Eu...
O que houve?
- Por favor, fale comigo. - Eles morreram.
- Eles morreram. - Lysa. Quem morreu?
São meus pais.
Eles morreram. Mas estão aqui.
- São tão jovens. - Oh, Lysa.
- Como você deve estar se sentindo? - Isso é real?
Eles realmente estão aqui?
Talvez devesse falar com eles.
Não posso. Quer dizer, o que eu diria?
Não são apenas duas pessoas aleatórias.
- São minha mãe e meu pai. - Com licença. Olá. Oi.
- Eu? - Sim.
Você pode, por um segundo,
- por favor, explique ao meu marido... - oh, não, não, não.
Por favor, não comece a arrastar a garçonete nisso.
- Por que não? - Vamos lá. Oh, sinto muito.
Por que não? Eu já fui garçonete e uma das habilidades essenciais do trabalho
é dar e entender instruções claras, certo?
- Certo. - Acho que sim.
- Então quem melhor para julgar? - Julgar? Você está se ouvindo?
Com licença, senhorita, qual é o seu nome?
- Lysa. - Oh, o nome da nossa filha.
Perfeito.
Lysa, se eu dissesse para você pegar a terceira à esquerda,
- você iria para... - não, não, não.
Você não está explicando direito, já está passando por uma esquerda.
Quer dizer, pra ficar claro, nesse cenário, tem uma esquerda diretamente à sua esquerda.
Não. Eu disse pegue a terceira à esquerda,
que é a esquerda que você está passando mais três.
Não, essa seria a quarta à esquerda.
A esquerda que você está passando é a primeira esquerda.
Então a terceira esquerda é duas a partir daí?
Não. Você não conta a primeira esquerda.
Não. Você não conta a primeira esquerda. Eu conto.
Por acaso vocês teriam se perdido na estrada?
Estamos perdidos porque ele não sabe distinguir a terceira da quarta curva.
Não, estamos perdidos porque ela não sabe distinguir a segunda da terceira curva.
- Qual de nós está certo? - Qual de nós está certo?
Ah, eu...
ele está errado.
Você sempre faz isso quando está estressado ou sabe que se enganou.
Como você sabia da minha moeda da sorte?
...Que tem tanta sorte assim que só nos fez nos perder umas 10 vezes hoje.
Ah, mas encontramos esse lindo restaurante cheio de pássaros.
Esqueci o quanto eles faziam isso.
- Briguinhas. - Hmm.
Brigar é a linguagem do amor deles, me lembra um pouco eu mesmo com a Anya,
o que faz sentido, pois sou o seu tataratetravô.
Com licença, Lysa.
Já nos encontramos antes? É que...
não sei. Você me parece muito familiar.
É. E ela sabia da sua moeda da sorte.
Ei, relaxa, Jill. Não estou tendo um caso.
- Eu nunca disse isso. - Não. Ah, não.
A razão pela qual pareço familiar é porque, bem, eu sou...
me dão licença. Problema com a equipe.
Precisamos ter uma reunião de emergência.
O que me faz o gerente, o que claro que sou.
Aproveitem os pássaros.
Você não pode dizer a eles quem você é.
Eles foram tirados do seu tempo correto.
E quando retornarem, se você lhes der qualquer conhecimento prévio, se você...
mas há coisas que preciso que eles ouçam.
- Como o quê? - Como...
eles não gostavam de mim, está bem?
Eles não suportavam estar perto de mim.
É por isso que me mandaram para o internato.
Mas essa é minha segunda chance.
Posso mostrar a eles que sou alguém de quem podem se orgulhar.
- Claro que eles se orgulham de você. - Não se orgulhavam. Não se orgulham.
Lysa, mesmo que isso seja verdade, o que tenho certeza que não é,
que bem vai fazer dizer isso a eles?
Você não pode mudar o fato de que eles morreram.
Mas você quer, não é? Você quer mudar o passado.
Eu, mais do que ninguém, reconheço essa expressão.
Posso avisá-los. Posso salvá-los.
Não, eles têm o seu destino.
Posso salvá-los. Posso salvá-los da névoa.
- Da névoa? - Vikram, você fez de tudo
para mudar o passado a seu favor.
Como pode me negar a mesma chance?
Você está me dizendo que se Anya estivesse sentada ali,
você não iria até ela e diria tudo
que não teve a chance de dizer.
Essa não é a pergunta certa. Lysa, você está deixando
suas emoções prejudicarem suas faculdades críticas.
Ah, é? Então qual é a pergunta certa, Vikram?
Como eles estão aqui?
Você não é parente do Josh, é?
Portanto, tudo isso não pode fazer parte do desejo dele.
Sim, não mesmo.
E a única pessoa que desejaria que seus pais estivessem vivos sou... eu.
Lysa, quando você tocou na pata de macaco...
deixe-me ver suas luvas.
Um rasgo.
Então, fale-me sobre seus pais.
Não é nada interessante. Não é que eles...
- Ei, você está bem? - Estou bem.
- É que você parece um pouco... - Eu...
É que fico nervoso em aviões, sabe, então...
- Fale. Me distraia. - Certo. É isso que você quer.
Ok. Então... Minha mãe é uma psicopata, embora não seja totalmente culpa dela já que meu pai...
se matou quando eu tinha cinco anos.
Pulou de uma ponte.
E isso basicamente destruiu ela e me destruiu,
e destruiu um monte de outras coisas,
das quais aparentemente ele era muito bom em fazer quando estava vivo.
- Então, pai clássico, eu acho. - Ah, talvez você fosse melhor sem ele.
Não.
A pior coisa que ele já fez foi...
morrer e me abandonar.
São seus pais?
- Que loucura. - Não posso ter desejado com a pata.
Mesmo que eu tenha tocado nela, não fiz nenhum "eu desejo".
E tem regras, né? Tem regras, então...
Ainda há muito sobre a pata de macaco que não compreendemos.
Se eu tivesse desejado na pata, teria sentido, está bem?
Teria sentido.
Dois dedos dobrados, dois desejos feitos.
Lysa, você trouxe seus pais para cá.
De alguma forma, foi você.
O desejo da pata de macaco deve sempre se voltar contra você, certo?
Sempre te pune de alguma forma. Como é que isso vai me punir?
Pessoal, me sigam. Sei o que estou fazendo.
Vai! Vai, vai.
Ok. Precisamos tirar vocês daqui. Só se apressem.
Certo. Sim, não, vamos ficar e conversar.
- Vamos! - Odeio aranhas!
Vamos lá.
- Pouso na Lua. - Um pequeno passo para o homem.
Pessoal, por favor se afastem da aranha gigante.
Vai, vai, vai. Por aqui, por aqui!
Todo mundo evacua.
- Vai, vai! - Vai, vai, vai, vai.
Senhoras e senhores, por favor, saiam de forma ordeira!
Greg!
Greg! Corre!
Soldados, aeronaves nazistas atacando a oposição.
Mirem. Fogo!
- Um teatro? - Esse lugar não faz sentido nenhum.
Ei, ei. Você está bem? Está machucada?
Não há necessidade de se preocupar.
Não, só preciso ter certeza, tá bem?
Está bem? Está bem?
- Sim. Eu só não tenho... - Certo.
Todo mundo quieto. Certo. Shh.
Está nos circulando.
Está procurando outra forma de entrar.
Vamos barricar as portas.
- Me ajudem. - Ok. Tenta isso. Tenta isso.
- Aqui. - Certo.
- Encaixa aí. - Foi embora?
Seria muita sorte.
Oh meu Deus. Quer dizer, aquela coisa era...
- O que foi aquilo? - Eu sei. Eu sei. Está tudo bem.
Ah, prometo que vamos tirar vocês daqui.
- O quê? O que foi? - Nada. É só que...
Tem algo em como você tem tanta certeza. Está me lembrando da nossa filha.
Nossa. Que estranho.
Vamos lá. Vamos te colocar pra trabalhar, tá?
- Tá bom. - Sim.
Espera. Acho que conheço esse lugar.
Vim aqui numa excursão escolar uma vez, mas isso foi décadas atrás.
E ainda assim ficou gravado na sua memória.
Será que não são apenas as pessoas
com quem você se conecta, mas o próprio edifício?
O saguão me lembrou um lugar que meu tio costumava nos levar
e o restaurante é igual ao que
meu irmão trabalhava, com todos os pássaros.
Certo. Então tudo isso é feito das memórias do Josh?
Você disse que odeia aranhas.
Está dizendo que aquela coisa saiu da minha cabeça?
Assim como a névoa veio da Lysa.
Vocês são loucos.
E eu preciso de uma bebida.
Ei, o que aconteceu com a caixa?
Deve ter sido quando eu a derrubei.
A base soltou.
Connor, me dá isso.
Escrita oculta. O que é isso?
A caixa foi fornecida especificamente pela biblioteca para conter a pata de macaco.
Talvez essa inscrição oculta guarde algum segredo sobre o funcionamento da pata.
Então vamos traduzi-la.
Sumério antigo, acho.
Não, não, não. Do que estou falando?
Claramente bizantino tardio, ora.
Seja lá o que for, traduz logo.
- Vocês estão bem? - Ah, já estive melhor.
Por favor, pare de fazer isso.
- Acalma meus nervos. - Está acabando com os meus.
Parem de brigar!
Deus, não me lembrava que era tão ruim quanto isso.
Quer dizer, desculpe, é que vocês me lembram meus pais, é tudo.
Então você disse que tem uma filha.
Como ela é?
Lysa? Ah, ela é... Assustadoramente inteligente.
- Inteligentíssima. - É.
Puxou ao meu tataratataravô, ou pelo menos foi isso que minha avó dizia.
É. Ela não é nada parecida com a gente. Quer dizer, tentamos entendê-la.
Mas ela é tipo um cometa, sabe, e a gente está preso aqui na terra.
Parece que é difícil de gostar dela.
Ah, não, ela é maravilhosa.
Engraçada, animada e surpreendente.
E o sorriso dela, ilumina o ambiente.
Mas você disse que não a entendem.
Não entendemos. Mas se você só amasse as coisas que entende...
Ninguém jamais teria filhos ou torradeiras.
É por isso que a mandamos para o internato,
por causa do programa para alunos superdotados.
Sabíamos que ela iria florescer lá. Ter tudo o que não podemos dar a ela.
E sentimos tanta saudade.
Mas acho que seria egoísmo segurá-la, né?
- Por que não vão visitá-la? - A escola pediu que não fôssemos.
A Lysa estava com dificuldade para se adaptar
e disseram que se ficássemos aparecendo para segurar a mão dela...
Só iríamos piorar as coisas.
- É. - Eu não sabia disso.
Por que saberia? Acabamos de nos conhecer.
É. Então, na verdade, como você sabia que não fomos visitá-la?
- Antes de hoje, quero dizer. - Ah... hoje?
Vão visitá-la hoje? Nós, desculpe, qual é a data?
- Qual é a data de hoje? - 17 de abril.
Não. Não, não.
A gente entendeu errado como a pata de macaco funciona.
Ela não realiza desejos. Ela realiza necessidades.
A diferença entre o que você quer e o que você precisa pode ser enorme.
Daí a aparente crueldade da pata.
Então, na história original da pata de macaco, esse casal deseja duzentas libras,
que era uma fortuna na época. E então o filho é morto
e eles recebem duzentas libras como indenização.
Você pode interpretar isso como a pata tendo um senso de ironia crudelíssimo.
Mas só se achar que ela realiza desejos. Veja, o que o casal queria era dinheiro.
Mas o que precisavam era valorizar o filho,
- o que, graças à pata, conseguiram. - Ao perdê-lo para sempre?
A pata não é gentil nas lições que ensina.
Deve ter havido uma necessidade na Lysa tão poderosa
que a pata se fixou nela quando ela a tocou.
- Por favor, por favor, só espera. - Me desculpe.
- Espera, mais cinco minutos. - Precisamos ir.
Não, precisamos ir.
- Desculpe. - Por favor...
não é mais seguro aqui dentro. Precisamos pegar o carro.
Precisamos chegar até nossa filha. Me desculpe. Tchau.
Oh, não, não. Vocês não podem, não podem.
Parem. Oh, meu Deus.
Lysa, para. Você tem que deixá-los ir.
Não. Parem.
- Lysa. - Posso salvá-los.
Lysa?
Jill? Luc?
Podem me ouvir? Não.
Mãe? Pai?
Lysa?
- Precisamos ir atrás dela. - Não, vou eu. Fiquem aqui.
- Mas Vikram... - Essas pessoas precisam
- de proteção contra o demônio-aranha. - E se ele vier atrás de você?
Não vai. A aranha era o medo do Josh, não da Lysa.
O medo da Lysa é a criatura na névoa com os olhos brilhantes.
Algo que a pata de macaco determinou que ela precisa,
mesmo que não seja algo que ela queira. O quê?
Boa sorte.
Lysa. Lysa!
Lysa, qual é esse medo? Qual é essa necessidade?
Mãe? Pai?
Sou eu. É a Lysa.
Oh, por favor estejam bem. Por favor, não estejam...
Vikram está certo.
Não vai segui-lo. Está atrás só do Josh.
Espera, me desculpe. Por que está atrás só de mim?
Tem a ver com a sua necessidade.
A pata realiza necessidades, não desejos.
Você desejou uma vida melhor, mas não é isso que ela vai te dar.
Descubra qual é a sua necessidade. É isso que a pata vai fazer acontecer.
Eu não preciso ser perseguido por uma aranha gigante.
Então pensa. Olha ao redor desta sala.
Todos seus parentes de diferentes épocas
e a pata de macaco os trouxe até aqui.
Por quê?
Você acha que a aranha gigante está atrás deles também?
Quer dizer, ela atacou o Greg lá atrás.
Até você salvá-lo, o que foi bem corajoso, pra mim.
Bom, quer dizer, ele é meu irmão e, ele salvou minha vida uma vez.
- Sabe como é. - O quê... nos conta mais.
Ele tinha a mesma idade que tem aqui. Estávamos nadando.
E eu fiquei preso numa boia.
Me virou de cabeça para baixo, quase me afogou, até ele me tirar de lá.
Tem mais alguém aqui que salvou sua vida ou talvez te deu a vida?
Minha bisavó, ela foi da Irlanda para a América no início dos anos 1910,
arriscou tudo para dar à família uma vida melhor.
E meu avô, que lutou e morreu na Segunda Guerra Mundial por, tipo, todo mundo.
E meu tio, o hippie, costumava me levar de férias
depois que minha mãe foi embora, tipo, para nos animar, e... espera.
Todos eles fizeram algo, deram algo que me fez quem eu sou.
É isso.
Achei que estava sozinho há tanto tempo, mas não estou.
Tenho meu irmão e minha família, minha filha, pessoas que se importam comigo.
E o que preciso é mostrar a eles que não vou desperdiçar essa vida
que eles me deram.
E então todos seremos livres disso.
Ei, todo mundo.
Alô? Luc?
Jill? Podem me ouvir?
- A 3⁰ à esquerda e a 2⁰ a partir daí. - Não, você não conta a 1⁰ esquerda.
Não. Você não conta a 1⁰ a esquerda. Eu conto.
Não, a esquerda que você estava passando é a 1⁰ esquerda.
- Então a 3⁰ a esquerda é a 2⁰ a partir daí. - Não, você não conta a 1⁰ a esquerda.
Não. Você não conta a 1⁰ a esquerda. Eu conto.
Mãe, pai, estou tão preocupada. Achei que vocês tinham entrado no carro e eu...
- não, ainda não encontramos. - Espera, você acabou de me chamar de mãe?
Você chamou ele de pai?
Oh, meu Deus. Eu... certo, eu sei que não deveria fazer isso,
mas que se dane. Que se danem as regras.
Olhem isso.
Qual é o meu nome? O que está escrito?
Lysa Marie Pascal.
Você tem exatamente o mesmo nome da nossa filha.
Isso. E a data de nascimento. Olhem.
O mesmo aniversário também, mas isso foi só há 15 anos.
Não pode ser certo. Você é mais velha do que 15 anos.
É falso, é um truque.
Qual é o seu jogo? O que você está tramando?
Estou tentando dizer a verdade.
Hoje vocês estão indo de carro ver sua filha na escola dela
pela primeira vez porque ela disse que está doente.
- Estou certa? - E como você sabe que ela está doente?
Porque ela não está.
Ela está sozinha e odeia a escola.
E sente saudade de vocês.
E é por isso que inventou uma febre para que fossem visitá-la.
Não, nossa filha não mentiria para nós.
Sim, mentiria.
Porque ela acha que vocês não gostam dela.
E acha que é por isso que a mandaram embora.
E acha que vocês literalmente não suportam estar na mesma sala que ela.
E... vocês querem saber como eu sei disso?
Porque eu sou ela.
Eu sou a filha de vocês, 15 anos no futuro.
E estou aqui para impedir vocês de entrar naquele carro.
Porque se entrarem naquele carro, vão dirigir para dentro da névoa e vão morrer.
E não posso deixar isso acontecer de novo,
não para mim, não para ela. Ok. Olhem meu celular. Tá bom?
Olhem essa tecnologia. Está anos à frente da de vocês.
E nessa foto, que guardo de vocês na carteira.
Ok? Mãe, você está com a mesma blusa. E olhem como está velha.
Quer dizer, para vocês foi tirada há alguns meses, mas eu só...
Só me olhem... Por favor.
Só me olhem. Só me olhem.
Só... não conseguem me ver...
Por favor?
Certa vez vi um retrato num castelo da minha tatatataravó.
- É. - Você é igualzinha a ela.
O que demos à Lysa no último Natal?
Uma placa de circuito e um ferro de solda.
E qual é a guloseima favorita dela desde criança?
Sanduíches Daisy Belle com mel. Igual ao personagem do livro.
E quando estava crescendo, o que ela queria ser?
Um ouriço.
Meu Deus. É você.
- É. - Não acredito.
É realmente você.
Você acha que não gostamos de você? Lysa, nós te amamos.
Tudo o que fizemos foi porque te amamos.
Não, não, não. Eu entendo isso agora. Só que...
é por isso que precisam ficar longe da névoa, tá bem?
Porque se ficarem longe da névoa, temos uma segunda chance. Tá? Vocês só...
só precisam me prometer que não vão entrar no carro.
- Não vamos. Prometemos. - Prometem?
- Sim, prometemos. - Certo.
- Juro. - Ok.
Não. Não, não, não. Mãe?
Pai?
Está forte demais, não conseguimos segurar.
Josh, nos ajude. Não sou forte o suficiente.
- Sou inútil. Sempre fui. - Josh, precisamos de você.
Espera. A necessidade do Josh.
Ele tem que enfrentá-la sozinho.
Josh, qual é o seu maior medo?
Esqueça a aranha. Falo lá no fundo, aqui dentro.
Errar de novo. Estragar tudo de novo.
- Machucar as pessoas que amo de novo. - Você desejou uma vida melhor,
mas o que você precisa é fazer essa vida funcionar.
Josh, você precisa enfrentar seu medo do fracasso.
É isso? A aranha é... é o meu medo?
E a Charlie está certa, Josh.
Você precisa derrotar a aranha e precisa fazer isso sozinho.
Não sou corajoso o suficiente.
- Josh... - Vamos lá.
...você já salvou seu irmão da aranha. Ok. Você é corajoso.
Droga.
Abra a porta.
Não.
Não. Não, cheguei tarde demais.
Não.
Não.
Seu maior medo.
- Sinto muito. - Achei que podia salvá-los.
Não, eu...
Eu sei, eu sei. Ouvi tudo.
E seu medo da névoa, agora entendo.
Não, a esquerda que você estava passando é a 1⁰ esquerda, então...
Você não conta a 1⁰ esquerda.
Não, você não conta a 1⁰ esquerda. Eu conto.
Não, você não conta a 1⁰ esquerda.
O tempo está em loop.
Porque você ainda não quebrou o domínio da pata.
A 1⁰ esquerda, então a 3⁰ esquerda é duas...
Você fez o que queria fazer, não o que precisava fazer.
Não. Não posso salvá-los?
Essa não é sua verdadeira necessidade.
Então qual é? Eu...
Como alguém que não esteve presente na morte de todas as pessoas
que já amou, a coisa que mais me doeu foi nunca poder me despedir.
Não estou pronta para isso.
Lysa...
...ninguém nunca está.
Certo.
Não, a esquerda que você estava passando é a 1⁰ esquerda.
Então a 3⁰ esquerda é duas a partir daí.
- Não, você não conta a 1⁰ esquerda. - Não, você que não conta a 1⁰ esquerda.
- Eu conto. - Foi isso que nos fez nos perder.
Oi. Desculpe.
Eu sou a Lysa, a garçonete da pousada.
- Lembram de mim? - Claro que sim.
Você tem o mesmo nome da nossa filha.
É, essa sou eu.
- Gostaram do almoço? - Foi muito bom.
- Obrigada. - Ótimo.
Ótimo. Só queria dizer... vocês mencionaram que sua filha
estava tendo dificuldades de se adaptar na escola.
Bem, meus pais também me mandaram para o internato.
E na época, eu fiquei muito brava
porque não entendia que eles me mandaram pra lá porque me amavam.
E eu realmente precisava entender isso.
E agora entendo. Então obrigada por isso.
E também, vocês mencionaram que ela estava doente e eu só queria perguntar,
o que vocês fariam se chegassem lá e descobrissem que ela estava
- fingindo o tempo todo? - Por que ela fingiria?
Não sei. Atenção, talvez.
Bom, só mostra o quanto ela nos ama.
Não dá para ficar bravo com ela por isso, né?
E ela ama vocês tanto.
Quer dizer, eu... imagino que é assim que ela se sente.
Oh, nós a amamos e temos tanto orgulho dela.
Mais orgulho do que ela jamais saberá.
Não, acho que ela sabe.
Luc, você tem uma gorjeta?
- Uma gorjeta? - É. Foi um bom almoço.
- Dá uma gorjeta pra ela. - Ah, não tenho nenhum...
- Não, tudo bem. - Oh, aqui.
Mas essa é a sua moeda da sorte.
É, bom, já tive minha boa dose de sorte.
Minha linda esposa, nossa filha genial.
Quero que você fique com ela.
Muito... obrigada.
- Bom, até logo. - É. Até logo.
- E boa sorte. - É, até logo.
E obrigada...
Por tudo.
Espera, onde está? Estava pronto para lutar.
Acho que estar pronto foi a luta.
Você teve que encarar seu medo e encarou.
- Então venceu. - Eu venci? Realmente venci?
E essa é a sua recompensa.
- Uma chance de vida melhor. - Não, a mesma vida.
Mas vou vivê-la melhor. Não tenho como agradecer.
Quer dizer, a todos vocês, Vikram, se você não tivesse me convencido
a sair da beirada e Lysa e Connor, do jeito que vocês resolvem as coisas,
e Charlie, você é a pessoa mais corajosa que já conheci.
Desculpe. É que eu só...
na minha vida, não estou acostumado a ter pessoas
- sendo tão gentis comigo. - E por isso, sinto muito.
Mas tenho esperança, Josh, de que o futuro te trate melhor do que o passado.
Valeu.
Lysa, você está bem? O que aconteceu com seus pais?
- Pude me despedir. - Isso é bom?
Não é o que desejei, mas sim.
Foi muito bom.
É meu irmão.
Não falo com ele há meses.
Do que você está falando, Josh?
Você literalmente salvou a vida dele uma meia hora atrás.
Atende.
Greg. Ei. Já faz tempo...
Não. É. Eu sei, eu sei.
Eu sei, fui um pai horrível.
Mas vou aparecer. Vou ver a Amy.
Vou ver todos vocês.
A névoa finalmente dissipou.
É mesmo, dissipou.
- E o que aprendemos hoje? - Ah, sempre verifique suas luvas.
Sempre verifique suas luvas.
Mas claro que o verdadeiro mistério...
É o que aconteceu com o resto do macaco.
Não dê a espada pra ele. Meu Deus, Charlie.
Connor, não.
Dedicado ao @ARKeiroVesgo
Uma Dupla de Dois agora é: @TeamArkeiro
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