All language subtitles for The Wild North (Western 1952) Stewart Granger, Wendell Corey & Cyd Charisse

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Original subtitles

TERRAS DO NORTE

Boa tarde, velho. Como vai?

O que faz para viver?

Pesca, às vezes, levo uns recados... Nada.

- Você honesto? - Sou pobre.

Eu tenho a meu equipamento na canoa.

Será que poderia tomar conta para ninguém roubá-lo?

O que posso fazer se alguém tentar roubá-lo?

Fácil. Diga que pertence a Jules Vincent.

- E você acha que fará diferença? - O que você acha?

- Para mim, pelo menos. - Não trabalhe muito.

Olá, Vincent!

- Ei, Jules. - Olá, como estamos?

Fora daqui! Fora daqui!

Fique aqui, hein? Aqui você está seguro.

- Como está senhor? - Estou bem.

Ainda não escreveu o local de origem.

Do Norte.

Do Norte de algum lugar em particular.

- Bem ao norte daqui. - Nada de animais!

Não se zangue tanto, meu amigo. Vivemos pelos animais.

Nós comemos sua carne, bebemos o seu leite,

usamos suas peles,

Além disso, eu mesmo tenho, por vezes, aspecto de animal.

Existe um barbeiro por aqui? Guarde isso.

Por que você faz meu pequeno coração?

Agora que se foi e levou o meu amor.

Meu coração não é mais um objeto solitário.

Ligeiro, brilhante e novo,

Leve-me para o meu amor logo.

Ouvi dizer que encontraram ouro.

Você é o único que ouviu.

Ouça. Eu sou um caçador e eu venho do norte.

Durante seis meses eu não ouvi mais do que barulho do vento,

o uivo do lobo e minha própria voz,

falando comigo mesmo.

- Isso explica tudo. - Isso não explica nada.

Ei, eu posso falar sobre qualquer coisa,

qualquer coisa que você gosta.

Que eu goste? Eu gostei daquela garota.

Essa ali.

Leve-me para o meu amor logo

Meu amor, acima no céu,

Encontrar o meu amor,

antes de morrer.

Esse homem quer falar.

- Não tem um nome? - Você acredita que é necessário?

- E o seu? - É necessário.

Diga-me, você é mestiça de Índio e branco, certo?

- O que você está fazendo aqui? - Em um lugar assim?

Eu me pergunto a mesma coisa.

Você sabe? Em outro tempo... Eu gostava de cantar.

Agora é o meu trabalho. A gente precisa comer.

- Mas isso não é suficiente. - Porque não?

- Porque não é feliz aqui. - Porque diz isso?

Em seu canto, no seu jeito...

Pelo menos, se não sou feliz, estou trabalhando.

Um trabalho que dá tristeza não vale a pena.

Ei, meu pai era um verdadeiro amigo de seu povo.

Conheço bem aos índios. Juntos, caçamos com muita frequência.

O que você está fazendo aqui? Também vem em busca de ouro?

Não, não. Vim para ficar bêbado.

- E falar. - Está bêbado agora?

Não, ainda não. Quando noto que estou bêbado Volto à minha terra.

A gente só deve fazer aquilo que sabe fazer.

Se eu agora me lançasse em uma busca ao ouro,

seria mais um tolo no mundo.

Mas na minha profissão, eu sou o melhor.

Com o ouro você pode comprar muitas coisas, mas nunca isso.

- Então você é o melhor? - Claro.

O melhor caçador em todo o País.

- Não já não está bêbado? - Não, não. Ainda não.

O álcool leva tempo.

O que temos aqui?

Veja. Este é um gato. Este é uma amiga minha.

- E sou Jules e Vincent. - Bom. Meu nome é Brody.

Eu sou um urso feroz vindo do topo da colina.

Que tal um abraço, índia?

Prazer em conhecê-lo, Brody.

Solte-me!

Está terminado.

O pobre urso só queria brincar.

Uísque o fez escapar da jaula.

Sim, você é um gatinho engraçado. Você não tem uma casa.

Mas eu vou levá-lo para casa comigo.

Eu tenho minha cabana na margem do Rio Peace.

E eu tenho para você um bom companheiro.

Um esquilo vermelho.

Sua tribo a chama "Aggie Domo". Para cima, homem.

- Sim, "Aggie Domo"... - Vai ser uma boa companhia.

Eu disse, eu vou levá-lo para casa comigo, certo?

Me levaria?

Você está falando sério sobre querer voltar?

Sim, quero ir.

Ei. Se pode me tirar daqui.

Prometo levá-la a qualquer lugar.

Está bem...

Você disse que para levá-la ao norte?

Sim.

Devia estar muito bêbado quando eu disse isso.

Não. Bem... Sim.

- Mas, eu disse, certo? - Sim.

Bem, então eu vou levá-la.

Ei, velho! Como será o inverno este ano?

Bom para martas e fuinhas. Ruim para você.

São os invernos que prefiro.

Aqueles que testam o valor um homem, você me entende?

Vou fazer 77 anos, filho e eu ainda estou vivo.

Então se mantenha assim.

Ei, vocês! Vincent!

Vincent!

Eu errei na noite passada e mereci o que eu ganhei.

Merecia mais do que recebeu.

Estava certamente bêbado.

Eu estava muito bêbado, né?

É verdade, meu amigo. Você estava bêbado.

Disseram-me que está indo para o norte.

Isso mesmo.

- Irá até o rio Peace? - Mais longe.

Gostaria de acompanhá-lo.

Eu sou um bom remador. O melhor.

- O melhor? - Logo vai verificar.

Gostaria de fazer a travessia.

De acordo. Embarque.

Oi, Jules.

Oi, Jules. Jules?

Olá padre. Desculpe-me. Estava distraído pensando.

Pensar não é ruim.

Exceto se você pensar em algo pecaminoso.

Padre, esta é uma garota.

Estou levando-a de volta para seu povo.

Padre Simon. Seu nome é...

Aggie Domo.

Em índio significa esquilo.

Jules, pensou em sair para caçar neste inverno, certo?

Já está lendo meus pensamentos. É verdade. Adivinha o que eu penso.

Eu não iria tentar. Vai ser um inverno ruim.

- Um dos piores. - Já vi melhores, padre.

Eu não quero perder o pior.

Desculpe-me pela cabana tão suja.

Mas é o modo como eu vivo.

O policial, Você acha que sabe?

Não. Não houve tempo ainda.

Agora nós vamos ficar aqui. Nós viajaremos à noite.

Amanhã cedo estará com seu povo.

Nenhum homem no mundo pode descer as corredeiras.

Mas aquele homem tinha empenho em provar a sua capacidade,

se tivesse que morrer fazendo isso.

Ele queria se vingar.

Se tivéssemos ido sozinhos Eu o teria deixado blefar.

Mas esta garota estava conosco. Essa foi a diferença.

É verdade. Aquele homem estava obcecado. Notei. Jules não...

Eu o matei. Eu apontei para o ombro, quase o tocando. Para assustá-lo.

A canoa pegou um desvio, e eu o matei.

Você não disse a ninguém?

Eu disse a você porque você é capaz de compreendê-lo.

Se você tivesse que ser o meu juiz, Eu me entregaria agora.

Mas eu não vou comparecer perante um júri de homens da cidade.

Não suporto que esses cavalheiros digam-me o que deve ser feito.

O que você vai fazer agora?

Ainda há lugares nesta terra conhecidos apenas pelas marcas dos meus pés.

Lá vou me esconder.

Quando puder voltar sem riscos, você vai saber.

Cuide dela.

Talvez a polícia já saiba. Espere.

Sua tribo roubou alguns cavalos. Eu venho atrás eles.

- O que você monta é excelente. - É só por isso que veio?

Devolva-me os cavalos e evite danos maiores.

Não!

Ouça. Não são os cavalos, mas a lei.

Você violou e não deveria ter violado.

Se você tem algo a dizer, há juízes.

Isso não é o meu trabalho. Só vim para recuperar os cavalos.

Não!

Arre, cavalo.

É um rapaz corajoso.

Se nós o matarmos, mais virão. E eles vão encontrá-lo.

Você viu como se arriscam por uns cavalos.

Pense como se arriscaram por um homem.

Deixe-os vir buscar-me no meu terreno de caça.

Eu? Eu não sou um cavalo que se deixa levar.

Jules...

Não lhe dê mais importância de que têm.

Eu sei a importância. É sua vida.

Ouça, é um homem, uma formiga, ou um pássaro.

É a vida e a morte todos os dias.

Você espere por mim.

- Olá, Pedley. - Oi, Bob.

- Bom dia. - Bom dia, Pedley.

Estamos falando sobre a minha saída?

Não. Levo uns meses muito tranquilo. Sente-se, Pedley.

Sem saída, hein?

Sem saída. Há um assassinato.

Um tal Brody foi encontrado morto a tiros.

Ele saiu em uma canoa descendo o rio com uma mestiça e outro homem.

Encontraram seu corpo entre as pedras das corredeiras.

- Jules Vincent. - Você o conhece?

- Apenas ouvir falar. - Traga-o para mim.

Que ocorre?

Isso não é nada mais do que um papel.

Pensava em um homem.

Ninguém impede que você pense em uma mulher.

Ele estava com eles. Eles haviam brigado com ele na noite anterior.

Eles podem ter brigado novamente.

Uma garota vai com ele?

Ne pense mais sobre isso. Apenas traga-o.

Entendido, sargento. Vou trazê-lo.

- Boa sorte, Pedley. - Obrigado.

Ouça, meu filho. Está esgotando a paciência.

O chocolate é cinco centavos e você só traz um centavo.

Eu repeti, pelo menos, cinquenta vezes.

E ele olha para mim sem piscar.

Preste atenção. Deixe-me explicar novamente.

O chocolate vale 5 centavos. A barra de doce, um centavo.

Como você traz um centavo, Por que não compra um doce?

Ouça, meu filho. talvez um dia tenha uma fortuna,

e você pode encher-se com chocolate. Você tem a vida inteira pela frente.

Quando ficar rico Vai perder o gosto.

Por que não dá para ele?

Este menino vai longe.

- Bem, o que você quer? - Informações.

Isso é algo que nós não vendemos aqui.

- Eu não vir comprar. - E não vou dar também.

Onde está Jules Vincent?

Onde encontra uma raposa? Onde um lobo se esconde?

- Como posso saber onde ele está? - É seu amigo.

Deus também é.

Isso não é uma brincadeira, Callahan.

- Bem, diga-me o que é. - Assassinato.

- Alguém matou Vincent? - Não.

- Vincent matou alguém? - É isso.

Vamos lá!

Você combina com esse uniforme,

mas não deixe sua autoridade cegar o seu bom senso.

- Vincent é incapaz de uma coisa dessas. - Tem um ótimo conceito de Vincent.

Eu tenho. É minha opinião.

Você está no seu direito.

- Sirvo uma xícara de chá? - Sim, obrigado.

- Trabalho seu? - Sim.

Bonito.

Obrigado.

- Quer leite? - Não, obrigado. Onde ele está?

Não importa. Eu sei para onde foi.

Não é bom fugir.

Faz as coisas piores.

- Por que ele o matou? - Ele não matou.

Mas ele foi morto, certo?

Tendo ou não razão para fazê-lo, deveria ter ido às autoridades.

Agora vou pegá-lo.

É desagradável.

Seria melhor do que ele mesmo se entregasse.

Bem, obrigado pelo chá. Estava excelente.

Obrigado.

Teria sido muito melhor se ele se entregasse.

Porque vou trazê-lo de qualquer forma.

Padre!

Ok, padre.

Ei, sou eu! Jules Vincent!

Padre!

Padre...

Padre...

Vamos lá.

Eu preciso!

Eu preciso encontrar Jules.

Eu tenho... que encontrar Jules...

Não matarás. Não matarás.

Devo encontrar Jules Vincent.

Padre. Padre, não me vê? Eu sou, Jules.

Devo encontrá-lo. Não há deserto tão grande que suficiente para...

- Esconder um pecado. - Padre.

Padre, sou eu, Jules.

Jules... Tenho procurado você por todos os lugares.

Como me encontrou, padre.

Eu estava fora de si, certo? Realmente ruim?

Não. Vai ficar tudo bem agora.

Você é um bom homem. E preciso que você volte.

Você também é bom, padre.

Ei, vai tomar um pouco de café. Então vai dormir melhor, certo?

Sim. Eu preciso dormir.

Mas vá imediatamente para se entregar.

Eu... eu segui “ELE”.

Você não acha isso, Jules?

Não é verdade que eu segui seu exemplo?

- Sim, padre. Você seguiu. - Sim...

Bem, por que não senta?

- É meu dever... - É meu dever...

prendê-lo pelo assassinato de Mike Brody.

Você não é obrigado a falar, mas quando falar pode ser tomado por escrito...

e usada como prova de acusação.

Sim, não é? Você está disposto a me prender?

O mesmo que levou os cavalos do acampamento indígena?

- Existe uma diferença? - Sim. Há uma diferença.

Ei, você joga damas?

- Sim, um pouco. - Um pouco.

Tome café e vamos ver como joga.

Você acha que vai ganhar se eu lhe ceder as brancas?

Não. Ainda não.

Certo. Vou pegar as brancas e ganhar.

- O que aconteceu com o padre Simon? - Um ataque de loucura.

Você pode entender isso, não é?

Você já deve ter visto mais de um caso aqui.

- Eu vi. - O cérebro congela.

A Loucura Branca, amigo. É como a chamo.

Vejo o que aconteceu com aquele homem lá.

Algo que ele realizou dentro.

Fé, Deus...

e mais coragem do que poderia ser exigido, mas...

- Insuficiente para aqui. - Sempre ajuda.

Haverá também ajuda para você. Mas não o suficiente.

Você veio para me levar, amigo.

E não sabe que vai acontecer com você o mesmo que o padre.

Eu também terei que enterrá-lo.

Deveria ter enterrado Brody.

Eu o matei. Se não tivesse feito isso.

Ele teria matado a mim e a garota.

Eu o matei apenas para viver, amigo. Eu só mato quem me ataca.

Seja homem ou animal.

Dama.

Acredita na justiça nesse casaco vermelho, não é?

Para mim não é nada mais do que um homem...

que quer me matar.

- É. Pegue mais? - Obrigado.

Não se preocupe com isso. Ela está descarregada.

Levante as mãos.

De quem é a vez?

Minha.

E eu coloquei minha dama.

Sim, eu entendo. Vamos sair amanhã cedo.

Sorte que veio em bom tempo. A tempestade virá amanhã.

E não vai durar dias, sabe? Ela vai durar semanas.

Como eu vim, Eu vou voltar.

Vê-se que o mau tempo não o assusta, hein?

Falando francamente, Eu nunca liguei para isso.

Uma cruz louca. Mas está bem.

Ele também era louco.

Você não é um homem mau para ser um criminoso.

- Como ele pode matar? - Eu apontei por cima do ombro.

- A canoa balançou. - Brigaram antes pela garota.

Não foi uma briga. Apenas não foi nada.

- Por que estava fugindo, então? - Não acredita em mim, certo?

Se você, homem compreensivo, não acredita em mim,

Que sorte teria diante de um Júri antiquado e piegas?

Não sei. Não sou um advogado nem antiquado e piegas.

Sou um policial.

Sim, eu sei bem o tema. "Mantenha-se correto".

Não se esqueça disso.

- Você pegar alguma coisa? - Sim.

Vá pegá-lo.

Deixe isso.

Nós vamos precisar.

E, mais cedo do que você pode imaginar.

Bem. Eu me encarrego disso.

Vamos lá.

Você sabe? Eu posso abrir uma lata de feijão com um desses a 50 pés.

- Isso me disseram. - Eu não trouxe para você.

- Eu sei para que serve. - Naturalmente.

Diga-me, você já foi atacado por uma matilha de lobos?

- Por favor, vá e marque a rota. - Claro.

Adiante!

Vai!

Em marcha! Vamos, vamos!

- Você deve secar antes. - Sim, acamparemos aqui.

- O que diz isso? - 31 graus abaixo de zero.

Você acha que vai abrandar na parte da manhã?

Você me diz, que sabe tudo.

Eu disse. Eu avisei que deveríamos esperar o tempo melhorar.

- Pequena melhora. - Sim... pequena melhora.

Mas quis fazer antes.

Vamos olhar essa perna. Deite-se. Dê-me sua pata.

- Ele se cortou? - Não. É uma ferida.

Vamos lá.

Você não tem nada.

- Aquele cachorro gosta de você. - Sim, nós somos bons amigos.

14 de janeiro 7 milhas

38 graus abaixo de zero. Nevada pesada.

Afundei em gelo fino. Acampei para secar meus mocassins.

Está tudo bem, amigo. Anote tudo.

No final vou ser eu quem vai escrever as últimas palavras.

Não me diga essas coisas.

Me mata de medo.

Ei, amigo!

Melhor ficar com isso perto das mãos.

Pare!

É melhor você me matar.

É melhor fazê-lo agora.

Volte para a cama.

Eu espero que você durma bem esta noite.

Pare!

Está bem. Está bem.

Ei, amigo. Em que pensa quando você não consegue dormir?

Durma.

Você nunca pensa sobre a morte?

Às vezes.

Talvez a morte o assuste?

Sempre.

Certa vez ouvi que o sono era como uma pequena morte.

No seu caso, poderia muito bem ser uma das grandes.

Me acompanhou?

O que vamos escrever esta noite no caderninho?

O que gostaria?

Você vai anotar que hoje adormeceu em pé?

Eles apenas querem saber da sua prisão,

não o que eu sinto.

Acontece que eu sou o único que preocupa-se com o que sente.

- Todos sempre têm alguém. - Ei, tem uma mulher em algum lugar.

- Ou a mãe. - Não.

- Como? Ninguém no mundo? - Só você.

Quantas milhas anotou no dia de hoje?

Jules, talvez sorte envie no seu caminho algumas surpresas.

Mas não conte com o destino de me perder.

Outros mais arriscados se perderam. A nevasca cobre as trilhas.

Marcas desaparecem.

E então não consegue ver nada, e continua instintivamente.

Você anda às cegas. Guiado pelo instinto.

Mas mantenho a minha presa.

No tribunal, há esperança. O que espera perdido na neve?

Sobreviver é essencial. Você disse. A vida acima de tudo.

Você acredita que posso desistir.

A vida? Transborda no corpo.

Alguém teria que arrancá-la de você.

Não é do meu gosto me entregar.

É como levar um urso para o zoológico.

Mas a lei tem que ser seguida.

E até mesmo, às vezes, se pega o animal errado na armadilha.

Pode-se mudar isso, mas nunca machucá-lo.

- Eu só fiz uma torção. - Que o quebrou.

- Quieto. - Lobos?

- Não, não creio. - Talvez alguém esteja vindo?

Sim, acho que sim.

- Algum problema? - Sim, por causa do tempo.

Matou o nosso último cão ontem.

Meu nome é Ruger. E Sloan.

Pode dar-nos alguma coisa para comer?

Sim, um pouco.

Nunca conheci um inverno pior.

Vocês não podem ir conosco.

Não tenho comida suficiente para quatro.

- Você vai para McGuire? - Nós, sim. Vocês não.

Devem-se dirigir a cabana de Vincent.

Há provisões e se o tempo melhorar, pode caçar.

- Está muito longe? - Você pode ir.

- Você não é Jules Vincent? - Sim.

- E você acha que conseguiremos? - Podem tentar.

Você não parece estar convencido disso.

Eu não sei se você é bom, amigo. Sim, eu poderia.

O que aconteceu?

Azar.

Acha que não posso alcançar. E eu também.

Não sem cães.

O policial disse que não podemos ir os quatro para McGuire.

- Isso mesmo. - E três?

- Se eu guiar, é claro. - Está bem, durma bem.

- Não tem uma chave? - A chave está com ele.

- Isso não é problema. - Não o subestime.

- Não pensei isso. - Eu pensei.

Que deveríamos ter uma pequena conversa.

Ei, nossos amigos me fizeram uma proposta na noite passada.

Sim, sim. Eles acreditam que três teriam mais chance que quatro.

- Eles estão certos. - Por isso eles querem excluir um.

Você.

- E o que você acha? - Eu?

Eu vou dizer que ouvi o bom policial que você é.

Bem, eu vou descobrir o quanto você é um homem bom.

- Ei, espere um pouco. - Por quê?

Alguém pode encontrar. Descobrir o cadáver.

- O que pode acontecer? - Com uma bala no corpo?

A bala fala demais.

Seria um erro. descobriam a bala, nos descobrirão.

Eu sei o que estou falando. Nos encontraríamos.

- Você pode pensar em algo melhor? - Sim, deixe-o aqui.

Um policial que se perdeu e morreu congelado.

Ei, pegue a chave e abra-me as algemas.

- Por quê? - O que quer dizer?

Vocês não me querem?

Sim queremos. Mas tal como está.

Bem, é assim que eu sou.

Chega! Chega!

Fora daqui!

Agora terão que fazer sem usar armas.

Diga-lhes para onde ir.

Porque eu? Você não sabe?

Diga!

Continue para o norte por 10 Km.

Em seguida, a oeste ao longo da enseada,

e ao sul para a cabana. E deixem-na limpa.

Porque estou voltando.

Já ouviram? Agora, vão.

Não sabia apontar o caminho, não é?

Você não sabe, não é?

- Por que não os deixou me matar? - Não se preocupe, amigo.

Esse é um trabalho que reservo exclusivamente para mim.

Ei, amigo. Está perdido. Por que não admite?

Eu não tenho tanta certeza.

Se estávamos seguindo o rio Big River...

Por aqui não há nenhum.

Amanhã irei para explorar o vale. Vai esperar acampado.

- Amanhã, hein? - Em marcha.

Certo, para cima!

Avalanche!

Aqui, aqui! Quietos!

Os cães estão bem.

Ei, você tem notado que o deixei dormir estas últimas noites?

Vou lhe dizer por que, se você estiver interessado.

Não estou.

É porque já sabe.

E não quer ouvir.

Por que não se cala?

Você faz como um avestruz. O que há com você?

Por que esse medo de encarar a verdade?

Eu disse-lhe para se calar.

Sim... você está perdido.

Você sabe, Jules?

Eu não deveria perder a paciência assim.

Bem, é algo que faz descobrir sua humanidade.

Sim.

Ei, você deve ir dormir.

Aguarda amanhã muitos perigos para explorar.

- Eu sei o que eu tenho que fazer. - Claro que sabe.

Afinal de contas não sou eu quem leva você.

Você é quem me leva.

Não me faça esquecer-se disso.

Sem sal, sem açúcar, sem chá.

Pelo menos você poderia dar descanso aos seus nervos.

Que cardápio temos hoje?

Peixe salgado. Pode dar descanso ao estômago.

Escute, amigo. Dê-me uma arma e posso caçar algo.

Você encontra algo e eu mesmo atiro.

Devemos ter liquidado aqueles tipos e não encher-lhes a barriga.

- Hoje nós estaríamos melhor. - Estamos, talvez, agora?

Não gosto quando meu estômago está vazio.

Agora, cada milha conta, Certo?

Cada uma.

Agora vai me dizer onde estamos?

E se eu disser? Vai me dar o perdão?

Vou explorar os arredores. Vou levar um dia.

Um dia perdido, mas, talvez, mais muito necessário.

Sim, é muito possível.

Você matou um homem, Jules.

Teria matado outros dois e agora quer me eliminar.

Lembre-se. Eu poderia abandoná-lo em qualquer lugar.

E escrever no caderninho que acha tão engraçado.

Hoje eu tive que atirar porque ele tentou fugir.

Isso me tornaria um homem como você.

Ou num animal. Você não disse que às vezes era?

Antes de descer a isso prefiro que este país me leve.

É questão de tempo.

Vamos, vá!

Estou perdido, garoto. Estou perdido.

Você quer abrir a armadilha?

Diga-me, eu deveria?

Experimente.

Caçado com minhas próprias armadilhas.

É a sua sorte, Jules. Lembre-se.

Jules! Jules!

Bem, o que você está esperando? Vamos lá.

Você acha que queria matar aquele homem?

Você acha que eu gostei disso?

Isso não é meu trabalho, Jules.

Apenas pergunte.

Não é meu trabalho o que um homem é.

É o que ele faz.

Amanhã vai ter que andar de trenó.

Sim. Para onde?

Deixei que se perdesse. Eu admito.

Tão perdido que não poderia encontrar nunca o caminho de volta para casa.

Minha casa? Onde é?

Onde eu penduro meu casaco?

Você tem uma casa mais do que eu já tive.

Uma mulher espera nela. Ela a decora para você.

Tece cortinas para isolá-lo da rua.

Um gato vai dormir em seus joelhos junto ao fogo quando ficar velho.

Agora Jules, você é quem deve voltar para casa, eu não.

E você vai me libertar?

- Não, sem chances. - Eles treinaram você direito, hein?

- Pegue. - Nós não precisamos mais.

Nós não vamos voltar nem um sem o outro.

- Como se sente? - Ótimo.

- Você conseguiu se orientar? - Eu sei de dois caminhos.

Sigamos o mais curto.

É mais fácil contornar uma montanha do que pular sobre ela.

Será mais longo, mas mais fácil. Em suma, mais curto.

Esse caminho é o melhor. Mas você não pode subir.

Então vamos tomar esse caminho. Mais longo, mas é mais curto.

Vamos lá.

- Tudo pronto? - Avante!

- Peixe. - E está terminando.

A água fervendo.

Eu sou capaz segurar todos os golpes que me acerte esse país.

Mas não tirem meu café.

Eu sou como o grego.

Eu tenho um calcanhar como ponto fraco.

- O café. - Como você gosta?

Quente, preto. Com pouco açúcar.

Eu não sei por que temos de falar sempre o mesmo.

Não temos.

- Em bando. - Sim.

Quando a vida está em jogo Eles se agrupam. Como nós.

Finalmente lado a lado como irmãos.

Assim é como o santo louco do Padre Simon queria nos ver.

- Não é que se torna a vida melhor? - Muito melhor.

Aí estão!

Conseguimos, amigo. Conseguimos. Você e eu.

Isso está feio. Vou ter que cauterizar.

Desculpe, amigo.

Vai doer.

Ei, amigo... Ei, amigo... me ouve.

Vamos conseguir.

Restam três cães e um pouco desse peixe horrendo.

Com isso eu vou colocá-lo em casa.

Você pode me ouvir?

Levante-se, vamos lá!

Eu lhe disse que não poderia me levar!

Isso não teria coragem suficiente!

Eu lhe disse que eu ia terminar esse diário para você!

Dê-me!

Leia!

Vamos lá.

PEDLEY ESTÁ FORA DE SI, O LEVO PARA CASA COMO...

SE FOSSE UMA CRIANÇA ÍNDIA. VINCENT.

Vamos, vá!

Ei, amigo... Venha aqui.

Ei, venha aqui, amigo! Venha aqui amigo!

Vamos lá.

Desculpe-me, amigo. Tenho que fazer isso.

Vamos! Adiante!

Vamos lá.

Anime-se, um pouco.

Olhe. Você vê, amigo?

Ai está ela. Ai está.

Vai entrar nesse estado?

Você quer que todas as pessoas riam o resto de sua vida...

vendo o gato sendo levado pelo rato?

Vamos, amigo.

Cuide dele.

Ele estava bem enquanto enquanto tinha resistência.

Ninguém pode resistir a isso.

É o que todos pensavam. É o que todo mundo pensou.

Que ambos estavam mortos. Ninguém nunca teria retornado.

Por que o trouxe com você?

Ei, que bonito está aqui!

Que bonito!

Onde está o gato? O pequeno gato.

Você acha que trazê-lo de volta irá ajudá-lo no tribunal?

Não o trouxe pensando nisso.

Foi minha culpa. Ele estava sucumbindo cada dia.

Teria sido melhor deixá-lo. Isso teria resolvido tudo.

Nesse caso eu também não teria retornado.

A vontade de trazê-lo deu-me forças.

Porque tinha imposto a mim essa obrigação.

Isso é tudo.

Chá, não se lembra? Quando você chegou, eu servi chá.

Ei, amigo. Você gosta de peixe, certo?

Peixe?

Lembre-se que no caminho só comemos o peixe seco?

Então você gosta de pescar, hein? É um grande esporte.

Mas, isso é a opinião do peixe?

Quando o pescador puxa-o para fora, imagine que o peixe não sofre nada.

E ele sofre.

Como você sofreu em sua luta com os lobos,

quando pela primeira vez em sua vida perdeu o controle...

e o animal em você saiu vitorioso.

Como ele deve ter sofrido. Lembra-se?

Quando o enorme, cinza, saltou em seu pescoço...

Assim! Assim!

- Bom dia. - Olá, Sr. Callahan.

- É um belo dia. - Lindo.

"Inverno rigoroso, primavera chega cedo".

Não espere por ele. Eu decidi ignorá-lo.

Está na rua da amargura.

Agora, o que está faltando? Nozes, biscoitos...

Sopa, chá. Três libras?

Uau, você realmente gosta de chá.

Chocolate, como de costume, eu imagino?

Sou idiota. Com alguns como você, mendigando.

Espere um momento. Espere um momento.

- Não vá sem levar isso. - O que é isso?

Rapé. Não me diga que compra só para você. Eu sei.

E talvez mais uma coisa. O sargento do posto me visitou.

- A polícia? - Sim, mas está tudo bem.

Ele está seguindo este boato.

E claro que muitas pessoas acham que...

Jules e o policial se perderam na neve.

Mas só os que não conhecem Jules.

Faria bem avisá-lo.

O rapé não penso em colocá-lo na conta.

Obrigado.

Jules, eles sabem. Callahan, sabe.

Disse que o sargento do posto sabe disso também.

Que você está vivo, e talvez aqui.

Você precisa fazer alguma coisa. Você deve sair daqui.

Você está certa, você está certa.

Devo ir.

Vou dar lhe tempo e, em seguida, vou levá-lo.

Vu dizer que veio sozinho e que eu cuidei dele.

Eles vão acreditar que você está morto...

- Vou levá-lo comigo. - Por quê? Onde?

Se você não sabe, não terá mentir para esconder isso.

Eu não vou falar, mas eu preciso saber.

Bem, ei. Uma impressão nublou sua consciência.

Será preciso outra impressão para restaurar a razão.

- Eu sei o que fazer. - E se ele voltar?

Ele vai ser salvar do hospício e vou escapar da prisão,

ou talvez a forca.

- Você não pode me dizer? - Posso dizer-lhe uma coisa.

Uma vez lá fora, ele me disse que eu tinha uma casa...

e uma mulher nela. E um gato dormindo sobre os seus joelhos.

Eu não acreditei então por que não sabia que era verdade.

- Era verdade. - Claro.

Ok, Jules. Você não tem que me dizer.

Volte, eu lhe peço. Volte para mim.

- Aonde vai com ele? - Eu quero comprar uma canoa.

Eu quero levá-lo para descer o rio comigo.

Desta vez eu decidi descer as corredeiras.

Nenhum homem desceu as corredeiras.

Vai matar você dois.

É possível, mas de modo vai recobrar a sua razão...

quando confrontar a morte

Talvez aconteça isso.

- Você não entende? - Sim, eu entendo.

Sendo assim, vai me vender a canoa?

Aqui eu tenho uma. Ela é velha. Mas ainda é boa.

A dou para você.

Ei, amigo!

Embarque.

Ei, amigo!

Pegue.

Ei, amigo, não teria esquecido também de remar?

Pegue o remo. Pegue.

Aonde vamos?

Começa a soltar a língua, hein? Está recuperando a memória.

Lembra-se de sua luta com os lobos, certo?

O que você está tentando fazer? Você ficou louco?

Claro que fiquei louco!

Ei, estúpido! Quer nos matar?

Eu quero, amigo!

Para a margem! Não me ouviu? Para a margem!

- Obrigado, amigo. - Obrigado a você.

Você estava com o acusado quando ele tentou descer as corredeiras...

nas mesmas condições que desceu com o falecido Mike Brody?

Sim, Meritíssimo.

E você considerou as circunstâncias tão perigosas...

que constituíam um ataque a sua vida?

Considerei.

- Qual foi sua reação, então? - Eu atirei nele.

Atirou com a intenção de matar Vincent?

Sim, eu atirei para matar.

Isso é tudo policial.

Devido às circunstâncias e a importância do testemunho,

este tribunal concorda que...

o réu Jules Vincent seja libertado sob fiança.

Embora a causa seja enviada para revisão ao Ministério da Justiça.

Declaro encerrada a sessão em nome do rei.

Deus salve o rei.

- Vamos dar parabéns. - Obrigado.

- Parabéns. - Obrigado.

- Ei, o que significa isto? - Isso significa que ganhou.

Nenhum tribunal no Canadá iria refutar esse testemunho.

- E ele pode ir? - Naturalmente.

- Está seguro? Está livre? - Sim. O tribunal o libertou.

Porque ele trouxe-nos de volta um dos nossos melhores oficiais.

Ande, tire-o daqui. Está livre.

- Parabéns, Jules. - Obrigado.

Nós nos esquecemos de alguma coisa, hein? Vamos lá.

Uh... Temos algo para você.

Nova geração.

- O que vou fazer com ele? - Construir uma casa.

A propósito, atirou em mim com a intenção de me matar?

Claro que sim, mas às vezes erro, isso é tudo.

- Ei, como se chama? - Coloque-lhe o nome.

Ei, amigo.

Tradução: Kilo

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