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Bom dia senhoras e senhores. Aqui é o comandante.
Estamos chegando ao Rio de Janeiro.
A temperatura é de 25°C e o dia está lindo.
Bem-vindos ao Rio de Janeiro.
Veja isso, querido.
James? James?
Acorde!
Socorro! Socorro!
James! James! Socorro!
Tem algum médico a bordo? Um médico, por favor!
- Ele está bem? - Você está bem?
Ninguém vai saber.
Mas Deus vai.
Corta! Obrigado, pessoal. A próxima.
A próxima é: o padre acorda do sonho na floresta.
- O que achou? - Incompleto.
Acho que ele precisa do seu microfone.
Eu sei português.
Mas ele nem falou em português.
Por que pediu uma intérprete? Eu gosto do trabalho, mas...
Para podermos falar de amor.
Em particular.
Nem tão em particular assim.
O que é o amor, Felícia?
Sei lá.
Acho que... o amor é bom.
Quer dar uma volta?
Vai você.
Talvez encontre sua resposta.
Filha da puta.
O que você está fazendo, fumando no trabalho?
Pedi para me trazer uma cerveja.
Sabe qual é o problema da humanidade, James?
Ninguém quer fazer nada!
Eu te amo.
O sol vai Ihe fazer bem. Você só fica na sombra!
Mas eu odeio o sol!
Dorothy!
- O que foi? - Estava pensando...
Vamos à Praia da Sereia? Você gosta tanto de lá!
Mas você nunca quer ir.
Mudei de ideia.
Por quê? Você sempre diz que o mar lá é perigoso.
Às vezes, eu exagero.
Você sempre exagera, James.
Estou velho, Dorothy.
Gente velha tem medo de tudo.
Eu te amo.
Não quer mesmo ficar debaixo da árvore?
Não, não quero.
Estou começando a gostar do sol.
Você está esquisito hoje, James.
Pensando bem, somos todos esquisitos.
Pode me dar um pedaço desse chocolate?
Você está doido?
Você é diabético! Quer me deixar viúva?
Você precisa se acostumar com a ideia, Dorothy.
Não comece com seu pessimismo profundo.
Sabe o que acalmaria meu pessimismo profundo?
O quê?
Um cigarro.
Você enlouqueceu!
Cheio de problemas de saúde e quer fumar?
Dorothy...
o que você acha da sorte?
Você está esquisito mesmo com essas perguntas.
Acha que sou Aristóteles
para responder a questões existenciais?
Não é uma questão existencial, Dorothy.
E não precisa ser Aristóteles
para ter uma opinião sobre a sorte.
Ah, sei lá...
Digamos que eu ache que ter sorte é muito bom.
É isso aí. A sorte é uma coisa muito boa.
E você? O que acha?
O que quer que eu diga?
Sou um construtor. Não acredito em sorte.
Contudo, como um arquiteto...
acredito que a sorte pode ser projetada.
Isso é complexo demais para mim.
Eu adoro essa música.
- Por que não dança? - Está muito calor.
Você é muito tímida para dançar na frente dos outros.
James...
Não sei o que é timidez.
Está muito calor. Vou mergulhar.
- Cuidado! - Não se preocupe.
Eu te amo!
Socorro!
Ei!
Pessoal!
Pessoal!
James!
Socorro!
Socorro! Socorro!
James!
James! Socorro!
Também te amo.
Sr. Arnold? Meu nome é Célio.
Posso pegar a sua mala?
O senhor tem muitos fãs no Brasil,
todos doidos para ver seu filme novo.
- O voo foi bom? - Foi.
Não precisei falar com ninguém por 17 horas.
Não.
Fala alguma outra língua?
Sei um pouco de alemão.
Angela Merkel!
Quer dar uma volta pelo Rio?
Posso mostrar uns lugares legais...
Bangu 1, Bangu 2...
Olha, não estou muito a fim de conversa.
Só quero tomar um banho.
Sim, senhor, já estamos chegando.
Por que você abriu a janela?
Se queria me irritar, conseguiu! Dirija!
Saiam daqui!
Dirija!
O que está escrito?
"Bem-vindo ao Rio, a cidade mais empolgante do mundo."
"Seu motorista, Célio, cuidará de suas necessidades."
Estou no fim de uma turnê de divulgação de 5 meses.
A única coisa que eu quero é chegar ao hotel e tomar...
- Pare! Pare agora! - Está bem!
Ai, caramba!
Pão de Açúcar.
- Alguns dizem que é... - Mágico.
Mudei de ideia. Tem uma coisa que eu quero ver.
Mas o evento começa em 90 minutos!
Eles que esperem. Está no meu contrato.
Vamos!
Sr. Arnold, eu gosto do meu trabalho...
O que você faz, Célio? Dirige para babacas como eu?
É um trabalho voluntário.
Na verdade, sou traficante de drogas e de menores.
Você tem família para sustentar? Esposa, filhos, gato...
Não, nada.
Nem eu. Parabéns, você tem um novo chefe.
- Como chego lá? - De bondinho. Olhe lá.
Vamos pegar um atalho.
- Como assim? - Escalar.
- Como assim, escalar? Até lá? - É.
É, sou doido mesmo.
Célio, meu pai nasceu em Lisboa. Eu não falo português,
mas entendo.
Não... Jai!
E aí, cara!
Ele é australiano.
- Sempre faz essas coisas, chefe? - Só quando estou sozinho.
Sou o único que não me decepciona.
E nada de chefe. Me chame de Jai.
Não olhe para baixo. Olhe para mim.
Me conte algo, como a origem do nome "Pão de Açúcar".
Certo.
Os índios falavam de um pão mágico...
- Mágico? - É.
Os escravos chamaram de pão de açúcar.
Apenas uma mulher poderia salvar o dia:
Carmem Miranda, que cantou tão alto
que derrubou o pão no pé do Pelé,
que o chutou para a Baía de Guanabara.
Do pão, nasceu um ovo de avestruz gigante.
Todos viveram felizes para sempre. Acreditou, Jai?
E um jumento sabe escrever?
- Que idiotice... - É.
Está tudo bem aí, cara? Está muito quieto, Célio.
É. Desculpe, mas fico assim em igrejas.
E em funerais.
Você não confia em si mesmo.
Chega uma hora em que só podemos confiar em...
Meu Deus!
Segura!
Você é bom demais para isso. Está demitido.
Vai se ferrar!
Parceiro.
Pão de Açúcar mágico.
Acho que estou apaixonado.
Vai! Não!
Não vai ganhar.
Estou só segurando sua mão.
Vai, muito bom!
Ganhei!
Eu deixei você ganhar.
O dia está lindo.
É.
- Cuide de mim. - Eu cuido.
- Você cuidava. - Sempre.
- Não acredite neles. - Nunca.
Como estou?
Está franzina.
- Franzina? - E.
O que quer dizer com isso?
- O que está fazendo? - Não sei.
Ele ferrou com você! Vai voltar para ele?
- Não interessa! - Por quê?
- Não é da sua conta! - E bom de cama?
- Você não é meu dono! - Nunca fui.
Mas eu te amo.
Eu sei. Eu sei.
Também sou louca por você.
Eu era.
Estou confusa, eu...
Está confusa? O mundo está confuso!
E vivemos nele, amorzinho.
- O que quer dizer com isso? - Nada, são só palavras.
Palavras.
Nunca POSSO me expressar.
- Palavras são pedras. - Nunca tive uma chance!
Vamos abrir o jogo! Esta cara nunca teve uma chance!
Ei!
Ei!
Uma palavra!
Eu não ligo para o que vai acontecer.
Tome alguma coisa.
Em nome dos velhos tempos.
Eu sei o que é sofrer por amor.
Perdi uma esposa.
- Só que você a traiu. - Pois é. Grande coisa.
Diga a verdade.
Tínhamos nossos problemas.
Ela tentou me matar.
- Mas nunca deixei de amá-la. - Ela sabia.
Era amor de verdade, não essa coisa de cartãozinho.
Toda mulher sabe.
Era apenas sexo.
Sexo é alguma coisa!
Talvez.
Mas nunca contei a ela.
Fiquei quieto, como um homem.
Não chorei. "Querida, desculpe, estraguei tudo!"
Você é um babaca!
- Quero você, magrela. - Não me chame assim!
- Ainda te desejo muito. - Não me chame de magrela!
Só de ouvir sua voz, eu enlouqueço!
- Não parece algo bom. - Mas é! É bom.
O som que você faz... De onde vem?
O que aconteceu?
Tudo. E nada.
Os bons tempos.
Quando não há mais amor
Ficam as sobras
De alguns juramentos frágeis
Fios de cabelo no casaco
Não se mexa.
Quando não há mais amor
Certas coisas ainda ficam
Névoas e segredos comuns
De um casarão rosado
Quando não há mais amor
Resta o horror
Um monte de insultos E mentiras terríveis
Portas ao vento E o medo de quem ama
Tínhamos algo, e você estragou.
- Como estou? - Está como...
aquela menininha com medo de atravessar a rua.
Você não me conhecia.
Deveria ter conhecido.
Quando não há mais amor
Certas coisas ainda ficam
Névoas e segredos comuns
De um casarão rosado
Quando não há mais amor
Resta o horror
Um monte de insultos E mentiras terríveis
Portas ao vento E o medo de quem ama
Sem mais vista para o mar
O mesmo futuro linear
É o inverno do amor
Comum, tão comum
Uma única palavra errada
Para um ataque com pedras
É o inverno do amor
Na costa, tão comum
Tão comum
Quando não há mais amor
Permanece a ternura
Por vezes, bebe-se demais Aquele vinho barato
Um momento que nos deixa
Mais vazio de amor ainda
De repente, tudo oprime
Quando não há mais amor Restam dois reféns
Quase dois leões enjaulados Sonhando com outros litorais
Outros litorais
Sem mais vista para o mar
O mesmo futuro linear
É o inverno do amor
Comum, tão comum
Uma única palavra errada
Para um ataque com pedras
É o inverno do amor
Comum, tão comum
Quando não há mais amor
Não consigo.
Claro que consegue!
- Você pode fazer tudo que quiser! - Não, não posso.
Boa luta.
Sente-se.
Soube que sua esposa precisa operar.
Proponho lutarmos. Se você ganhar,
eu pago a cirurgia da sua esposa...
e a reabilitação dela.
Se eu ganhar,
pago a operação e a reabilitação.
Não terminei ainda.
Minha esposa morreu há alguns anos.
Ela morreu durante a gravidez do meu filho.
Vi sua esposa em uma revista.
Ela é a cara da minha.
Então, se eu ganhar, pago tudo...
e Maria vem morar comigo.
Vamos fazer o que tiver que ser feito.
Depois de ter um filho, ela volta. Eu fico com o bebê.
É uma proposta.
Uma proposta séria.
Converse com sua esposa. Pense nisso.
Você não é aquele ator?
Não.
"Os Bons Companheiros"?
Acha que eu mentiria em uma igreja?
Não participei deste.
...COMPANHIA DE BALLET TEM A HONRA DE CONVIDÁ-LO PARA INTEGRAR...
Vocês entendem, rapazes?
Falamos português, não é?
Não sou prostituta, seu filho da puta!
O quê?
Hoje faz 3 anos que ela me deixou.
E eu ainda a amo.
Coloco um pouco do perfume dela na foto,
mas não é a mesma coisa, entende?
O perfume na pele dela...
Eu sinto muita falta
do cheiro dela de manhã.
Ela é muito bonita.
Por que ela te deixou?
É complicado...
Outros "homem", outras "mulher"...
Sei...
Acho que você deveria perdoá-la.
E ela perdoaria você também.
Talvez.
Desculpe, não...
Não falo... português.
Quero usar o telefone rapidinho...
Meu telefone, este aqui, está...
- Nadine! - Graças a Deus! Você sumiu!
Um monte de turistas queria tirar foto comigo.
- E aí, cara! - O que foi, rapazinho?
Ah, está quebrado!
- O quê? - Ele está esperando...
uma ligação importante.
- De quem? - De Jesus?
- De Jesus? - É, de Jesus!
Jesus... Jesus?
Com barba? O Salvador?
O irmão dele é amigo de Jesus.
Inacreditável.
É uma gravação.
"Você está prestes a chegar ao Céu.
"Jesus não pode falar agora.
"Se precisar de uma ajudinha para chegar ao Céu,
"deixe o nome e número
"e Jesus vai ligar de volta.
Peça e receberás."
É um Jesus totalmente diferente.
Quanto tempo...
O que foi?
Acho que o irmão bate nele.
E disse que não tem uma família esperando por ele.
João, eu queria tirar uma foto sua.
Uma foto... Deixa para lá.
Vou tirar uma foto. Assim, legal.
- Diga "X". - "X"!
- Legal. - Graças a Deus.
Perfeito!
João, obrigada...
Muito obrigada!
Obrigada! Tchau!
- Até mais! - Boa sorte!
Vamos.
Quer uma bola do Pelé!
Bola do Pelé?
Mamãe!
Diga: "Sim, meu filho."
Fale alguma coisa!
Pode falar devagar? Devagar...
Você como Nossa Senhora não convence!
Ei, Tony.
Não li o roteiro ainda.
Tenho uma missão divina para você.
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