Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Sigam-me! Atr�s de mim! N�o se afastem!
Atr�s de mim. Mexam-se!
FRONTEIRA ENTRE M�XICO E EUA. Depressa! Mexam-se!
Corram!
Cala a boca, seu cabr�o!
Cubram-se com cobertor.
E calados!
P�O E ROSAS
- S�o os familiares? - Sim, somos.
Trouxe o dinheiro?
� que n�o confio em voc�s. S� acredito vendo.
V�o para l�.
- A grana? - E os meninos?
- Quero ver meus filhos. - Quem lhe pagou? Como estamos?
Quem � o pr�ximo?
Fora, seus desgra�ados! N�o quero mais ver voc�s!
A grana est� toda a�.
Anda, sua vaca!
Vem c�, seu desgra�ado!
- Qual �! - Maya Montenegro.
Entra a�, sua vaca!
- Que merda � esta? - Fui roubada.
E a�?
Eu pago por ela. Aqui tem minha alian�a de casamento.
- � o meu rel�gio. - Tamb�m pago.
Deixe-a sair.
- N�o se mexa! - Eu lhe pe�o.
- Eu te mato! - N�o a levem embora!
N�o a levem! Maya!
Ajude-me, Rosa!
Para onde est� me levando?
Rosa, socorro! N�o me deixe!
Afaste-se da janela!
Por que est� chorando?
- Para onde est� me levando? - Calada!
Fecha a matraca!
- Agora virou beb� chorona, hein? - Para com isso.
Cala a boca, maldita!
Vamos tirar na sorte quem vai pegar essa vaca.
Algu�m vai se dar bem esta noite.
- Voc� est� a fim, n�o est�? - Agora vejamos quem vai papar.
- Cara? - Cara. Eu sempre ganho.
Tu est� fodido, cara.
Sabe onde arrumar trabalho?
Eu levo a mochila. Voc� est� cansada.
N�o fique assim.
O que foi? N�o se preocupe.
Eu n�o sou igual �quele safado.
Voc� n�o � t�o feio quanto pensei.
Mas voc� fede, hein!
Voc� at� que cheira bem, amor.
Gostou?
Onde as comprou?
Em Tijuana. Eram as botas mais legais de Tijuana.
Eu estou com pressa, querida.
- Gosta de cantar? - N�o, meu bem.
- Eu sei que estou esperando - Continue.
Mas no dia em que eu morrer eu sei que chorar�s
Voc� canta bem, amor.
Chorar sem parar
Voar sem parar
- � �chorar�, cara. - Ah, sim. Voc� canta, eu sigo.
E me disse um vendedor de mulas
N�o, j� me enganei.
N�o � preciso chegar primeiro
mas � preciso saber chegar.
Com dinheiro ou sem dinheiro
Fa�o sempre o que quero
E minha palavra � lei.
- Oh, meu bem! - Vire, para eu esfregar suas costas.
- J� estou gostando de voc�. - Jogue uma �gua.
Puxa, como voc� ensaboa bem! Vai ter que ficar assim.
� assim que vai ficar
Com dinheiro ou sem dinheiro
Eu sempre fa�o o que quero.
Vejamos...
- Me diz... - Um momento.
N�o demore.
N�o gostou da minha voz?
Eu n�o disse que j� tinha ouvido voc�?
Eu sei que gostou de mim.
Disse que j� tinha ouvido voc� no carro.
Sei que fica olhando meus p�los. As mulheres s�o loucas por mim.
E como � que cuida dele?
Cad� voc�?
Porra! Mas que vaca! Abra, sua vaca! Merda! Abre!
Abre logo esta merda! Sua filha da puta!
Filha de uma boa m�e! Cad� voc�?
Filha da puta!
Minhas botas! Filha da puta!
E a�? Sou eu, a Maya!
- � voc�? Como cresceu! - Ela est� aqui!
- Olha s� para voc�! - A mam�e ficou t�o preocupada.
Est� mais alta que eu.
O que houve? Voc� me assustou.
Que bom que est� aqui! Que bom que voltou!
- Quem � ela? - A vov�.
Exatamente.
� a vov�.
- Este � o vestido que lhe mandamos. - E tio...?
- Enrique. - O tio Quique. Deixe-me v�-lo.
Olhe para isto.
E ela �? Val�ria!
- Olhe ela com seu vestido de festas. - Ela est� linda.
Est� na hora de fazer o dever de casa. Lu�s, Simona.
- Voc� tem prova amanh�, Simona. - Mesmo?
Veja se seu irm�o faz tudo como deve ser, certo?
- Nada de TV, certo? - Eu fico com voc�.
Sem TV nem nada. Trate de ver se ele faz tudo certo.
O que houve com o dinheiro, mulher?
N�o tenho um peso, depois que Bert ficou doente.
Por que n�o me avisou, Rosa? Esta gente � louca.
Como louca? Eu avisei!
Foi, sim! Mas voc� nunca me escuta!
O que est� havendo aqui?
Disse que tinha resolvido tudo. N�o se mexe com esses caras.
- Eu achei que tinha. - E o dinheiro?
Escute...
Conhe�o algu�m que tem um bar.
Arrumo emprego para voc� l�.
Ele prometeu 800 d�lares de adiantamento do seu sal�rio.
Mas ele tem um irm�o, e n�o tinha lhe contado.
Eles discutiram muito, e hoje de manh� s� me deu 300.
Quero trabalhar com voc� limpando escrit�rios.
Muitas outras tamb�m. J� falamos sobre isso.
Sei, mas eu sou r�pida.
N�o vamos mais falar disso.
J� chega. Sabe... Por favor, pare.
Certo, mas que tipo de bar �?
Oi, bela. Com licen�a. De onde voc� �?
- Eu? - Sim.
- Do M�xico. - De que parte do M�xico?
- Da capital. - Dizem que as mulheres da capital...
...s�o todas putas. - N�o sei. E voc�, de onde �?
Somos da Guatemala.
Me disseram que os caras da Guatemala s�o todos bichas.
Voc� falou em bichas?
Cuidado com a garrafa!
Estou atrasada. N�o me arrume caso com os caras da portaria.
- Por qu�? - Voc� n�o pode entrar.
- Voc� n�o pode entrar. - N�o? E o que fa�o?
N�o sei, mas tem que ficar aqui.
Espero aqui. Fico aqui at� de noite.
Sei l�.
- Como vai? - N�o muito bem.
N�o est� bem?
Posso ajudar? Voc� est� esperando algu�m?
N�o pode ficar a�. Fala ingl�s? Entende o que eu digo?
Sim, eu �falar� ingl�s. Entendo tudo.
Vai ter que sair daqui. Entendeu?
- Sim. - Obrigado.
Voc� est� bem? Est� perdida?
N�o, estou bem. Conhece algu�m que me ajude a arrumar trabalho?
N�o, mas posso perguntar.
Ei, senhores. Caras...
- Ela n�o pode ficar aqui. - S� quero ver se ela est� bem.
Est�. Ela j� ia sair.
- Ela est� bem. - N�o est� fazendo nada errado.
Est� certo, mas sabe como � que �. Ela n�o pode ficar aqui.
Tem certeza que vai ficar bem?
Venha, estamos atrasados. Ele est� no papel dele. � um cara legal.
- Um cretino fodido. - O que ele disse?
- Filho da puta. Vamos. - O que ele est� dizendo?
J� manjei, seja l� o que ele disse.
Sei l�, o seu cabelo, acho que n�o �...
Pode se virar, para eu ver? Pode virar de lado? Vire.
�, n�o � l� muito bom.
Devia ser mais apertado. � muito perigoso, por causa das m�quinas.
O uniforme � grande demais. Pode apert�-lo, para eu ver?
Pode segur�-lo no peito e apertar, para eu poder...
�, assim est� legal. �timo. Melhorou.
- Muito legal. - Bem...
Obrigado por me dar esta chance, Sr. Perez.
Vou trabalhar duro.
Oh, eu sei que vai, eu sei.
� hora de gente nova por aqui, nos livrarmos das bruxas in�teis.
Imploram-me para trabalharem aqui. Nem sabe a sorte que tem.
Percebe isso?
� um favor � Rosa.
Eu arranjo documentos, documentos legais.
Para isso cobro uma comiss�o.
Que tipo de comiss�o?
O seu primeiro sal�rio.
Podemos dividir em 2 meses.
Que diz?
Para! Para! Espere um pouco.
Voc� n�o est� correndo, isto n�o � uma maratona.
- N�o estamos nas olimp�adas. - N�o vou terminar a tempo.
Vai, sim. Vou lhe mostrar. Segure. Ligue isto ali.
- Est� querendo se matar? - N�o.
- N�o vai dar tempo. - Vai, sim. V� devagar, tenha calma.
Relaxe, v� com calma, bote um pouco de ritmo nisso.
D� passadas largas, rebole o bumbum...
os ombros e as ancas, ande para tr�s...
e depois para o lado. Fa�a de conta que est� dan�ando.
- Ele � o seu homem. - Um aspirador?
- Ele � o seu par, ok? - Ok.
Se fizer assim, cobrir� o ch�o todo. Tome, tente.
V�, v�, ande. Est� indo bem.
Pense que estamos dan�ando. Calma. Para tr�s.
Para cima e para baixo.
- Obrigada. - Ok. � isso a�.
Esse � o seu homem. Trate-o bem, e ele a recompensa.
Veja. Primeiro use a chave de fenda assim.
- Assim � mais f�cil. - Ela � para isso.
- � melhor que o dedo. - Primeiro limpe as frestas menores.
N�o sai.
Cuidado. �s vezes o vento joga a poeira na sua cara.
Parece que n�o surgiram mais fatos materiais. Acho que devemos fazer.
O juiz ainda n�o vai dar a senten�a. Quer esperar um pouco.
Se ganharmos em alguns quesitos, Vale a pena.
- Fica caro. - Mas a ideia � boa.
J� lhe contei minha teoria sobre os uniformes?
Eles nos tornam invis�veis.
Venha, vamos terminar o outro.
At� aquele voltar.
Que est� fazendo?
- Espere a�. - Meu Deus, que est� fazendo?
- Se isto der errado... - Precisamos da linguagem de acesso.
Se n�o funcionar, voc� vai ficar com a��es podres at� o pesco�o.
Merda! Quem apertou todos os bot�es?
Voc� � louca! Logo no primeiro dia!
L� vai ele para baixo.
Filho da puta! Cad� voc�, seu safado?!
Filho da puta!
Cad� voc�?
Com licen�a. N�o se assuste.
Calma. Isso a� � sab�o?
Desculpe.
Onde voc� se meteu?
Espera s� eu te pegar! Merda!
Sai da frente! Porra!
Filho da puta!
- Para onde ele foi? - Pelo outro lado.
Ernest, pegou o caminho errado. � por aqui!
Por onde? Por onde?
As pessoas se machucam aqui. Desculpe, sim?
- N�o faz mal. - Eu n�o sou ladr�o. Garanto.
N�o me entregue.
Tenho que chegar ao elevador de servi�o, certo?
Elevador de servi�o? � por ali, no fundo do corredor.
R�pido, por favor.
- Muito obrigado, senhorita. - De nada.
Onde est� voc�, safado?
Ningu�m toca nele at� eu botar as m�os nele. Esse � meu!
Foi muita gentileza sua. Voc� n�o vai ter problemas.
Calado. Desculpe.
N�s perdemos o filho da puta.
Formid�vel, seus cretinos! Voc�s s�o trig�meos?
Pare de nos chamar isso, sim?
Nem vem, careca! Trate de ach�-lo, imbecil!
Por que n�o se cala? N�s estamos fazendo alguma coisa aqui.
Quem foi o sacana que falou isso?
Fecha a matraca!
- Voc� � o �nico que pensa a�. - Eu levo isso, senhor.
Merda! Temos que encontr�-lo.
Opa! Opa! Que leva a�?
Livros e listas telef�nicas velhas.
Est� bem, cai fora.
Obrigado. Foi excitante.
Como voc� se chama? Berta?
Rosa? Teresa?
- Jo�o � que n�o �. - Claro que n�o.
- Onde arrumou essa lista? - Na CIA.
- Anna? - N�o.
- Onde conseguiu? - Roubei-a do quadro de avisos.
- Voc� � Maya, certo? - Como sabe?
Quem � voc�?
- Minha tia est� aqui, m�e. - J�?!
- Onde estava? Por que tanta demora? - As filas estavam enormes.
Trouxe esta porque n�o tinha da outra.
Eu atendo.
- A Rosa est�? - Sim. Um momento.
- Que foi? - Tem algu�m na porta.
- Quem �? - N�o sei.
Sou Sam Shapiro, da campanha Justi�a para os Faxineiros.
Eu sou Rosa, da campanha Justi�a para Rosa.
- Quem �? - O que deseja?
Ele veio jogar o sab�o no ch�o, acho.
Esse � o palha�o de que voc� falou?
Eu sou do sindicato dos faxineiros.
- Posso entrar? - Claro.
Obrigado.
Sam, voc� entende de ventiladores el�tricos?
N�o. Eu sou uma nega��o nisso.
- Este � Lu�s. - Oi, Lu�s.
Por favor, sente-se.
Quer dinheiro, hein?
Mais do que voc� j� imaginou.
Sabe o que � isto?
- Deixe ver. - Espere.
- � um contracheque. - Exato. Quanto d� por hora?
- 8,50. - 8,50?
- Qual � a data? - 22 de dezembro de 1982.
Tem 17 anos.
H� 17 anos...
esse faxineiro ganhava 8,50, seguro sa�de...
ajuda doen�a, f�rias pagas.
Hoje, em Los Angeles, em 1999...
sem um acordo sindical, a gente ganha 5,75...
e mais nada.
Nos �ltimos 20 anos, eles tiraram bilh�es de d�lares dos mais pobres.
Bilh�es! Certo? N�s vamos reaver isso.
N�o milh�es, mas bilh�es de d�lares!
Acha que estou louco, que estou brincando?
- Eu acho voc� legal. - Voc� e qual ex�rcito...
Vai pegar esse dinheiro de volta?
Eu pergunto: a Rosa trabalha at� tarde?
N�o, ela n�o pode. Joga golfe.
Recebe hora extra?
Voc� fugiu do manic�mio?
Seguro sa�de, tratamento dent�rio.
N�o s� para ela, mas para a fam�lia toda.
Escute. Digamos que um dos seus filhos fique doente.
- Ou Rosa. - Papai est� doente.
- O qu�? - O papai est� doente.
Precisa de cirurgia, sen�o vai piorar.
- O que ele tem? - Diabetes. Os olhos dele est�o ruins.
- Olhe, esse � o meu problema. - Mentira.
- Veja como fala. - N�o quis ofender.
Voc� est� doente, certo?
Os meninos est�o mal. Tudo por causa desses canalhas...
Desculpe a linguagem, os safados l� da Angel que n�o querem pagar o seguro sa�de.
- Quanto custa a insulina? 250? 300? - �. Ele tamb�m n�o tem o kit teste.
- Se Rosa tivesse o seguro sa�de... - Se, se, se...
Se ouvir essa palavra de novo...
- Ele vai ser tratado. - Sem �se�!
Nos pr�dios sindicalizados do centro, todos t�m seguro sa�de.
Se n�o acreditam em mim, v�o l� ver.
Falem com eles. � uma boa ideia.
Faria isso?
- Acho que n�o. - Por que n�o?
Se conversar com alguns deles, lhe dir�o como fizeram...
passo a passo.
E se a companhia souber, est�o na rua, certo?
- Algu�m em quem confie. - N�o confio em ningu�m.
- V� a um lugar seguro... - Um erro, e estou na lista negra.
Faz ideia do que s�o esses canalhas?
- Tem de tentar. - H� toda a chance que eu seja...
despedida. J� vi isso antes. N�o me venha com essa merda.
Voc� vai pagar meu aluguel, sustentar meus filhos?
E trate de ficar longe deste palha�o!
- Nos despedem de qualquer jeito. - 3 meses aqui, e ela j� sabe tudo.
- N�o � isso... - Calma, m�e.
- Fa�a alguma coisa! - Fique quieta!
- Voc� sabe tudo at� ser despedida! - Eu n�o sei nada.
Eu lhe arrumo outro emprego. E voc�s, v�o fazer os deveres!
Calada! N�o temos mais tempo.
Temos muito que fazer, portanto saia.
Escutar n�o faz mal a ningu�m. S� pe�o isso.
Podemos estar na merda, mas fazemos o melhor que podemos.
� l� que ficaremos, se n�s os deixarmos � vontade.
N�s? N�s?
Quando foi a �ltima vez que trabalhou de faxineiro?
Voc� e seu sindicato, de caras brancos e gordos, universit�rios.
- O que voc� sabe? - Esta campanha � diferente.
Nunca diga �n�s�! N�o acredito em nada, em ningu�m.
A n�o ser nisto. Est� ouvindo, espertinho? D� o fora!
- Saia. Aqui � minha casa. - Obrigado pelo seu tempo.
Ande. Tenho muito que fazer.
Ningu�m pode me dizer o que fazer na minha casa.
Vai � merda! Todos falando juntos!
- Que h� com voc�? - Como assim?
- S� tinha que escutar. - CaIem-se todos.
- Ele n�o falou besteira. - Cale a boca, ou te ponho na rua.
Esqueceu uma coisa.
Obrigado.
- Lamento muito. - Tudo bem.
Nos veremos de novo.
Ligue para mim, se por acaso...
Todos estes livros!
H� 3 anos que ele � assim: chegando cedo.
- Mas por que tantos livros? - Ajude-o. Talvez voc� aprenda algo.
Sabe o que � melhor de tudo isto?
Ele copia tudo. Olhe. Copia o livro inteiro.
- E por que n�o? - E para qu�?
- D� uma chance para ele. - Ele � um cara inteligente.
S� n�o entendo uma coisa.
Por que n�o faz fotoc�pia de tudo?
Vem c�, vem c�. Voc� n�o.
Voc�, venha c�.
Que horas s�o?
- Que horas est�o no rel�gio? - Desculpe, o meu �nibus... atrasou.
N�o escuto.
- O �nibus. - Perguntei alguma coisa?
- N�o escuto. Qual � o problema? - Desculpe...
- Cad� seus �culos? - ...mas o �nibus...
- Onde est�o seus �culos? - Meus �culos?
- Se n�o v�, n�o trabalha. Que foi? - Esqueci-os em casa. desculpe.
Se n�o enxerga, n�o trabalha. O que est� fazendo aqui?
Desculpe, senhor.
Meu �nibus atrasou.
Mentira! Seu �nibus atrasou?
Todos chegaram na hora. O que houve?
- Perdeu o turno. - Desculpe, senhor.
E n�o volte sem os �culos. Onde est�o? N�o enxerga.
- Eu esqueci. - O que est� havendo?
- Desculpe... - Velhas e cegas.
Sabe o que mais? Arrume uns aleijados, uns leprosos.
Isto aqui � um neg�cio, n�o um asilo para paral�ticos.
Jesus Cristo!
- Fa�a um favor. N�o volte aqui! - Amanh� cedo...
N�o tem amanh�. N�o volte mais. N�o volte.
- Preciso trabalhar. - Voc� nunca termina na hora mesmo.
- Est� despedida. - Preciso trabalhar.
Nunca consegue terminar a tempo. V� fazer outra coisa.
Eu preciso trabalhar.
Cristo!
Preciso trabalhar.
Ela me faz lembrar tanto da minha m�e.
O que ela vai fazer?
- Preciso trabalhar. - Eu sei, eu sei.
Desculpe, � Sam Shapiro?
�, sou o Sam.
- Ol�, Sam. Eu sou a Maya. - Oi, Maya.
- Lembra-se de mim? - � claro. A turma da Rua Toluca.
Olhe, aconteceu uma coisa l� no trabalho.
Quer�amos conversar com voc�.
Este pr�dio, n�o sei se sabem...
� dos edif�cios mais importantes de Los Angeles no momento.
Certo? Isso porque a Companhia de Limpeza Angel...
� uma das maiores fornecedoras de servi�os de limpeza no pa�s...
porque conseguiram desbancar as companhias sindicalizadas...
E sabem como fizeram isso?
Cortando nossos sal�rios.
N�o pagam seguro sa�de. Voc�s t�m? N�o.
Eu explico. Vou fazer um diagrama.
- Tem caneta? - Eu tenho.
Muito bem, olhem. Peguem qualquer pr�dio, certo?
O seu pr�dio.
Tem os donos...
Depois voc�s t�m as contratadoras de servi�os, certo?
E depois tem os inquilinos, certo?
� a� que a coisa fica interessante...
porque os inquilinos... Quem s�o?
Os inquilinos t�m muitas coisas, certo? Corretoras, grandes bancos.
Alguns dos maiores bancos do pa�s...
operam neste edif�cio. Esses caras t�m tremenda reputa��o.
Eles n�o querem ter problemas, certo?
O que temos de fazer...
� pressionar estes caras...
a contratarem companhias sindicalizadas.
- Como pression�-los? - Como?
H� muitas maneiras de fazer isso.
Eu explico. � s� ir... Esperem um pouco.
As pessoas est�o interessadas em ouvir? Ent�o vamos falar, certo?
- Eu explico. - Estou ouvindo.
� s� fechar uma intersec��o...
� s� fechar alguns sinais de tr�nsito na hora de ponta.
J� imaginaram o efeito que isso ter� nessa gente?
Imaginem quantos advogados, secret�rias, contadores...
negociantes e banqueiros, quanta gente ser� afetada por isso.
Multipliquem isso pela cidade inteira.
Sai mais barato nos pagarem um sal�rio decente.
� verdade.
Voc� est� maluco?
Est� falando de qu�? Quem far� isso?
Quem? J� fizemos isso, e funcionou.
Temos um grupo de trabalhadores...
N�o deem ouvidos a esses idiotas.
�timo. N�o escutem, n�o, est� bem?
Falem com os seus colegas. Falem com os caras do sindicato.
Eles est�o fazendo reuni�es na garagem.
Se n�o fizermos, quem vai fazer?
� o que eles dizem. Se nos unirmos, nos organizarmos...
Que tem de errado conversar com os outros faxineiros? S� falar.
Est� bem, escutem. Eu sou trabalhadora, como voc�.
S� estou aqui h� 11 meses. Meu ingl�s � ruim, como o de voc�s.
N�o tinha nada na R�ssia. Mas aqui tenho emprego.
Sustento meus filhos, pago o aluguel, posso fazer tudo.
Talvez amanh� minha vida seja melhor que hoje.
- Acho que n�o. - Se o escutarmos...
... vamos arrumar confus�o. - O qu�? O que h� com voc�?
Ent�o, caIe-se. Vamos. Venham comigo.
Cale-se voc�. Voc� n�o manda aqui. � uma faxineira, como todo mundo.
Vamos logo, porque n�o quero nada com isto aqui.
Vamos encerrar a reuni�o.
- Queremos ouvir. - E nunca mais voltar�o.
Aonde vamos?
N�o seja impaciente.
- Ande, diga-me. - Calma, voc� j� vai ver.
Olhe.
Leia.
Pagou 1.600 d�lares?
Estou poupando h� anos. Adivinhe para qu�?
Vou para a universidade.
- Daqui? - Sim?
- Mas assim? - Eu pago 20%, eles os 80%.
- Eles quem? - Uma empresa.
S�o uns 16 mil d�lares!
16 mil malditos d�lares! Pense s�!
- � meu sonho, desde que cheguei. - Como conseguiu? Quem vai pagar?
Primeiro fiz um exame.
Na prova oral n�o fui t�o bem...
mas em matem�tica tirei primeiro lugar.
Mas ainda n�o me deram a bolsa. Sabe por qu�?
Porque n�o sou cidad�o americano.
Mas depois disso...
encontrei uma funda��o particular de dois irm�os mexicanos muito ricos.
Receberam mais de 800 inscri��es, mas adivinha quem escolheram?
- N�o! - Fui o primeiro, meu bem.
- E agora? - Agora � s� provar...
que paguei os 20% da taxa at� o primeiro dia do semestre.
S� sobraram 1.600 d�lares. S� isso.
- E pronto?! - � isso a�.
Parab�ns!
N�o d� para acreditar.
Querida m�e, hoje me mudei para o novo escrit�rio.
Mas as coisas n�o v�o t�o bem em casa.
� imposs�vel achar boas empregadas, hoje em dia...
muito menos uma boa cozinheira.
Tamb�m preciso de algu�m para levar o cachorro na rua.
Eu vou mandar o meu motorista, o Hector...
ir na cidade pegar voc�.
Ele tem instru��es para tranc�-la na mala se come�ar a criar caso.
- Maya? - Aqui.
Maya, venha, r�pido! O Perez est� zangado...
... e quer a gente l� embaixo agora. - Agora?
Agora mesmo.
J� temos problemas demais.
Voc�s se acham muito espertos, n�o?
N�o �, espertalh�es de merda?
Pensaram que n�o �amos descobrir sobre a sua reuni�o?
Sabem uma coisa? N�s somos mais espertos que voc�s.
Que � isto aqui no bolso de tr�s?
Algu�m j� viu isto? Olhem bem!
M�dia. Onde pensam que est�o, na Casa Branca?
Querem saber? Entrem para o sindicato...
e eles descontar�o 20% do seu maldito cheque.
Entrem para o sindicato, e eles conferir�o seus documentos.
Tem a imigra��o.
Entrem para o sindicato.
Eles tornar�o sua vida um inferno.
Olhem para mim.
Olhem para mim!
Nada da porra do sindicato, certo?
Certo?
E, j� vou avisando, se pegarmos voc�s...
conversando com esses filhos da puta, temos a seguran�a...
e c�meras de vigil�ncia por todo lado... Voc�s podem cair fora daqui.
Experimentem s�! Agora voltem ao trabalho.
Fora! N�o quero ver voc�s mais!
- Voltamos ao trabalho? - �, voltem a trabalhar.
Voltem!
Ainda t�m o hor�rio para cumprir. Fora daqui!
Eis o que eu penso do esquema de voc�s!
Deem o fora daqui. N�o quero ver voc�s mais.
- Berta. - Que foi?
Um minuto, por favor. Sente-se.
- Como vai? - Bem.
Tr�s andares e meio. N�o � mole.
Tr�s andares e meio � dureza.
� preciso muita energia.
N�o gostaria de umas f�rias? Que tal?
- �, eu gostaria. - Tirar uma semana de folga.
- E recebendo. 12,50 por hora. - Que �timo!
- Acha bom? - Acho �timo.
- Com seguro. - Tamb�m?
A companhia tem novos contratos.
Vamos ter muito trabalho.
Vamos precisar de gente, pessoas em quem possamos confiar.
Confiar muito.
- Gostaria de ser supervisora? - Eu?
Gostaria. Procuraria fazer o melhor que pudesse.
Voc� j� est� aqui h� muitos anos.
- Quantos? - 17 anos.
Acha que poderia ser supervisora?
Sim, acho.
Isso era tudo que queria saber. Obrigado.
Sente-se de novo.
Mais uma coisa.
Quem organizou a reuni�o com o sindicato?
Quem foi, Berta?
Voc� conhece?
Pode me dizer quem foi?
Entre.
- Que aconteceu? - Que aconteceu?
Que � isto?
- O que � isto? - N�o se lembra?
S�o 3 da manh�. Eu n�o sei.
Deixou l� no por�o...
e o Perez a achou.
- O supervisor. - Oh, n�o!
Faz ideia do que � ter esse cara nos perseguindo?
Posso perguntar uma coisa?
Voc� arrisca o qu�?
Quanto voc� recebe?
22.250 d�lares.
- O que aconteceu? Foi despedida? - N�o.
Despediram a Berta.
Merda.
Queriam saber quem organizou a reuni�o.
Mas ela n�o lhes disse.
Eu me sinto um idiota. Sei l�, eu estraguei tudo.
�, eu sei, mas...
ela tem a fam�lia toda em El Salvador...
e manda todo o dinheiro para l�...
h� 17 anos.
Ela estava poupando dinheiro para o casamento da filha.
- Que n�o v� h� 5 anos. - Lamento muito.
- Voc� n�o entende. - Calma, n�s vamos resolver isso.
Quer um drinque?
N�o sei o que mais lhe oferecer agora. Lamento.
Quero, obrigada.
Eu preciso de um.
Tome. Sente-se.
Obrigada.
N�o � l� grande coisa, mas serve.
Obrigada.
Desculpe.
N�o procure a Rosa nunca mais.
Ou ela lhe arranca os colh�es.
Que legal.
Ela � brava.
�s vezes...
eu...
fico com medo...
de que tudo d� errado.
�s vezes eu...
penso...
sobre o que ir� acontecer comigo.
E...
n�o tenho uma resposta.
Estou com medo.
Por favor.
Obrigado.
... nossos direitos...
Ele est� nos vendo.
Se ele disser alguma coisa, n�s falamos sobre o almo�o.
Muito bem, vamos l�.
Muito bem, vamos comer.
Aonde pensam que v�o?
- Dar uma volta. - Comprar �burritos�.
- � hora de almo�o. - Uma ova! Voltem para l�.
N�o. � hora de almo�o, n�o pode nos prender a� dentro.
- Quem disse isso? - Quem? � a lei. O tribunal.
Se ler essa senten�a...
Besteira! Quer ler isso? Quer? Leia.
- Todos temos c�pia. - Besteira, Oscar.
- Eu cago para o que voc�s t�m. - Leia. Leia.
Leia com cuidado. � sobre nosso direito de nos organizarmos.
- Certo? - Isso � besteira!
- Temos advogado. - T�m advogado, �?
Para nos informar nossos direitos.
Vamos, depressa.
Saia daqui!
- N�o fale assim... - Malditos arruaceiros.
Rosa, aonde vai?
Aonde vai? Tire suas m�os de mim!
Que est� fazendo?
Que merda � esta, Freddy?
N�o sei. Restringir e �coargir�.
- O qu�? - �Croargir�.
- Onde? - Que palavra � esta aqui?
- Coagir. - Coagir?
Isso � bom?
Acho que n�o.
Porra!
... e padre Greg�rio, da igreja de Pico Union.
Estamos aqui hoje para enviar uma mensagem muito importante...
a todos os donos dos pr�dios.
Os faxineiros desta cidade est�o preparados para lutar.
Faremos de tudo para conseguir melhores condi��es de trabalho.
especialmente em pr�dios como esse a� atr�s de voc�s...
que � limpo por uma companhia que n�o trata bem os trabalhadores.
� isso mesmo.
Estou contente em estar com voc�s.
Tenho boas not�cias.
Pela primeira vez temos aqui...
faxineiros n�o-sindicalizados do pr�dio 646.
Gostaria que viessem aqui e se apresentassem. Subam.
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
Boa noite.
Estou muito feliz em estar aqui.
E fico contente em ver que h� estudantes...
e outros trabalhadores de outros sindicatos.
Isto me faz lembrar de algo que �s vezes...
n�s esquecemos.
N�s sempre tivemos...
muito mais for�a do que pensamos.
Sempre!
Aprendi isso no meu pa�s...
quando organizei estudantes, camponeses, oper�rios...
l� em El Salvador.
Mas �s vezes a vida � muito dif�cil.
�s vezes perde-se quem a gente ama...
da sua fam�lia, um amigo...
a� a gente vem para este pa�s...
e �s vezes se sente triste...
zangado...
irritado, assustado...
e chega a perder a esperan�a.
Eu sinto a esperan�a voltar...
agora que estou aqui com voc�s. E lhes agrade�o por isso.
Justi�a! J�!
Faxineiros unidos jamais ser�o vencidos!
Estamos lutando por um pagamento justo para esta gente.
Sr. Griffin... oi.
O senhor � s�ndico do pr�dio 646, certo?
- Sou. Eu o conhe�o? - N�o, mas sei quem o senhor �.
- O que est� havendo? - Deixe perguntar uma coisa.
Consegue sobreviver com 5,75 por hora?
� isso que ganham os faxineiros do seu pr�dio.
N�o sou eu quem contrata os faxineiros.
Portanto, sugiro que leve isto aos empregadores deles...
... a Servi�os Angel. - Vinho do bom.
- Sabe, n�o devia contar historinhas. - O senhor � o s�ndico, certo?
- Leve o senhor. - Quem voc� pensa que �?
Vir aqui me dizer que preciso...
N�o, eu n�o preciso. Eu fa�o o que quero. Aqui � particular...
Coma os br�culos, Sr. Griffin, faz bem para o cora��o.
- Parece muito bom. - �, est� bonito.
Eu lhe digo o que � bom para o meu cora��o. � voc�s sa�rem daqui!
Minha costeleta! Tony!
O cara roubou minha costeleta do prato.
Que raio de lugar � este? Sempre comemos aqui.
A acusa��o dele... n�o sou ladr�o.
- Tem reserva? Me d� isso! - O Sr. Griffin me convidou.
Sabemos, Sr. Griffin, que � cheio de grana.
Assim n�o ajudam sua causa.
Ter�o not�cias dos meus advogados. Estou cansado de ser cercado...
de todo lado por voc�s.
Esta marcha aconteceu em Los Angeles em 1990...
Voc�s v�o v�-la, e depois falaremos sobre ela.
Para os faxineiros de Los Angeles, esta parecia ser outra manh� comum.
Eles cantariam, marchariam, alguns seriam presos.
Quando os manifestantes chegaram � entrada de Century City...
encontraram-se encurralados num filme, num filme ruim.
Duas vezes os manifestantes tentaram resistir � pris�o.
A pol�cia agiu por vingan�a.
Os manifestantes mal puderam procurar abrigo nas vizinhan�as.
Cinquenta deles foram presos.
E mais de 60 foram pararem hospitais e pronto-socorros.
Entre eles, duas mulheres gr�vidas.
Uma delas abortou.
Eu quero viver neste pa�s legalmente.
N�o estou roubando bancos nem fazendo nada errado.
Simplesmente s� estou pedindo um aumento de sal�rio.
E a pol�cia me bateu nas costas e na bacia...
e me jogou como seu eu fosse lixo. Me bateram para valer.
Comecei a aprender ingl�s por me sentir obrigado
Para poder me defender de um branco danado
Comecei a aprender ingl�s por me sentir obrigado
Para poder me defender de um branco danado
L� no trabalho, em mim s� queriam mandar
S� porque ingl�s eu n�o sabia falar
S� porque ingl�s eu n�o sabia falar
O branco danado dizia em ingl�s, enojado
O branco danado dizia em ingl�s, enojado
Voc�s, p�s-rapados, n�o entendem o que devem fazer
Voc�s, p�s-rapados, n�o entendem o que devem fazer
Voc�s, p�s-rapados, n�o entendem o que devem fazer
Claro que sim! Vamos continuar com a m�sica!
E isto que vem da ra�a e vai para a ra�a e diz assim:
Eu venho aqui para cantar sobre uma dif�cil situa��o
Criada pela Casa Branca e as leis de imigra��o
Todo o meu povo latino sofre discrimina��o
Nos tiram nossos direitos e nos entregam � imigra��o
Nos tiram nossos direitos e nos entregam � imigra��o
Eu nunca irei embora para sempre aqui ficarei
Daqui nunca sairei
ir embora jamais eu irei
Eu nunca irei embora Para sempre aqui ficarei
Eu nunca irei embora. Para sempre aqui ficarei
Isso eu digo cantando esta alegre melodia
Prefiro morrer lutando a ficar aos p�s de outros me ajoelhando
A luta continuaremos com as famosas palavras
Lend�rios... todos juntos!
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
Gritem! N�s conseguimos!
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
N�s conseguimos! N�s conseguimos!
Obrigado, obrigado!
Claro que continuamos. A� vai uma para esquentar!
Para os trabalhadores do Norte, l� vai!
Algu�m chame uma ambul�ncia!
Ei, m�e!
Chamem uma ambul�ncia.
- Ele precisa... - Precisamos de ajuda!
Senhora! Senhora...
Meu pai est� bem?
Ele est� bem. A diabetes � s�ria, mas n�o cr�tica.
Agora � est�vel, n�o se preocupem. Estava desidratado. Est� no soro.
- � muito comum em diab�ticos. - O que difere cr�tico de s�rio?
Tem uma disfun��o renal.
- Os rins? - E acho que est� com retinopatia.
- Seus olhos precisam de tratamento. - Ele pode ficar cego?
Precisa marcar uma consulta na cl�nica para diab�ticos.
- Eles far�o uns testes e ajudar�o. - N�o posso esperar mais.
Estamos esperando h� meses, e eles sempre transferem a data.
Agora estou dizendo... Merda!
- N�o posso esperar mais. - N�o posso fazer nada.
Lamento, mas vai ter que falar com eles.
Est� bem, espere. Quero falar com voc�. J� falo com voc�.
- Estou indo para uma reuni�o. - Venha c�.
Tr�s inje��es em 2 dias?
O que � isso?
Quer me dizer o que fazia em Beverly Hills � noite?
- Ora, � um pa�s livre. - N�o em Beverly Hills.
O que � isto? Cantando, dan�ando...
Isso foi uma cantiga de ninar para o Sr. Wallace.
- Quem �? - O diretor da Servi�os Angel.
Que � isso de entupir o escrit�rio dele com 400 fax por dia?
- Eu quero entrar em contato com ele. - Jesus Cristo! Que faz aqui?
Os advogados est�o ficando loucos. N�o entende?
A presid�ncia est� me apertando. � isso o que quer?
- Finalmente acordaram? - N�o v� at� l�.
Vamos ver onde estar� daqui a 10 anos, certo?
Temos que come�ar a falar sobre mudar de alvo.
O qu�?
Estamos neste pr�dio h� 4 meses. N�o h� como mudar o alvo.
O que tem para mostrar? Nada, Sam.
Est�o me esperando para uma reuni�o. Que quer que lhes diga?
- Procurem um alvo mais f�cil? - Um alvo melhor.
- Por favor, Steve. - Um alvo melhor e um objetivo melhor.
Diga-lhes isso.
Lembre-se de quem lhe paga.
Como nos velhos tempos? Recebendo, pagando, e fodam-se organizadores.
- � isso o que quer? - N�o venha com serm�es, safado!
Nem faz ideia das brigas que tenho enfrentado.
Mais uma destas e ficamos enterrados em d�vidas. Quer?
A�, n�o ter� os 40 milh�es para dar aos Democratas na pr�xima elei��o.
- Para jogarem na privada? - Sabe o que isso significa?
Ficarmos de m�os amarradas, � o que quer? Sujeitos �s ordens?
Mandados para as cucuias por causa de seu descuido? Sem organizadores?
Pense.
Continua...
N�s venceremos!
Se receber outro destes, enfio na sua bunda.
Esse cara est� me enfartando.
Lembram-se dos advogados do 27� andar?
Lembram-se deles?
N�s descobrimos que...
eles n�o s�o s� os maiores inquilinos do pr�dio.
Eles s�o os donos de 15% disto.
Eles n�o representam apenas os grandes astros, certo?
Eles investiram no pr�dio, certo?
Tamb�m descobrimos uma informa��o fresquinha...
V�o se associar a outra grande firma com clientes maiores.
O que vai torn�-los ainda mais poderosos. Entendem?
- O que � que tem isso? - Sim, o que...?
Eles v�o dar uma festinha, certo? Para comemorar.
V�o receber gente muito importante.
Grandes diretores, agentes, atores...
Alguns dos homens mais ricos da cidade v�o estar l�.
O que quer que n�s fa�amos?
Vamos acabar com a festa, certo? Com volunt�rios.
Mas precisamos entrar no pr�dio.
Esperem, vamos escutar o homem.
Qual o objetivo disso?
Objetivo?
Para come�ar, ningu�m mexe com as estrelas, certo?
� a regra n�mero um.
Eu pr�prio vou bagun�ar o coreto desses advogados, certo?
� s� me introduzirem no pr�dio.
Ser� o maior evento p�blico dos �ltimos anos. Entenderam?
Ou ganhamos ou perdemos tudo.
Para mim � complicado.
Tenho que lhe contar sobre a faculdade.
J� est� tudo pronto.
Vou pagar os 1.600 d�lares na data certa.
E ainda sobram 125.
Se n�o pagar em dia...
d�o a bolsa para o pr�ximo da lista de espera.
O que est� querendo dizer?
Que n�o vou fazer.
Fazer o qu�?
A verdade, Maya, � que...
n�o quero p�r em risco a bolsa.
N�o quero perd�-la. Sabe que me matei estes anos todos...
para consegui-la, e agora perd�-la assim, � toa.
Sem mais nem menos?
Nossas fam�lias n�o podem se dar ao luxo...
de perderem o dinheiro que lhes mandamos.
Isso � diferente, Maya.
N�o sei, mas acho que esse � o �nico jeito...
de fazer alguma coisa, sen�o ficamos como estamos.
Nada mudar�.
N�o fa�o s� por mim. � por voc�, tamb�m.
N�o diga isso.
Por que n�o, Maya?
Sabe que gosto de voc�.
E quero que fiquemos juntos.
Eu n�o sei o que quero.
� o Sam?
Gosto dele.
Ele � divertido.
Estou aprendendo com ele.
Ele acredita em algo.
E tamb�m � branco.
N�o comece com isso.
Eu n�o sei o que voc� tem em mente.
� por isso que voc� est� fazendo isso, n�o �?
Que foi que voc� disse quando aconteceu o lance da Teresa?
�Parecia minha m�e.�
�� por isso que eu fa�o.�
Eu estou fazendo porque minha irm� trabaIha 16 horas por dia...
desde que ela chegou aqui, porque seu marido n�o tem...
como pagar hospital, n�o tem assist�ncia m�dica...
como 40 milh�es de pessoas neste puto deste pa�s...
que � o mais rico do mundo!
Fa�o isto porque tenho de pagar ao Perez...
dois meses de sal�rio e implorar-lhe por um emprego.
Eu fa�o isto porque n�s alimentamos esses canalhas...
Limpamos as suas bundas, aprontamos tudo.
Criamos os filhos deles, e eles nem nos notam.
E, quem sabe, um dia eu tamb�m v� a escola?
Mas de que adianta, se voc� esquece tudo?
Como v�o? Obrigado por terem vindo.
- Sou amigo de Gavin. - Gavin? Claro. Prazer em v�-lo.
Oscar, vigie as sa�das de emerg�ncia.
T�m que ficar destrancadas. Ella, voc� fica no elevador.
Voc� traz os caras, certo?
Leve-os at� Ella, e pronto.
Voc� fica l� em cima. N�s esperamos os caras l� em cima.
Escutem! Olhem s�, eu tenho o r�dio.
Funciona muito bem. Fico escutando os guardas.
Se acontecer alguma coisa, eu aviso voc�s. Com anteced�ncia, est� bem?
Sou um grande f� dele. Ele � �tima pessoa, bom ator.
Senhoras e senhores, podem nos dar aten��o um momento?
Queremos agradecer a todos por terem vindo.
Hoje � um grande dia para o Ted e eu, juntando duas firmas.
Uma fus�o sempre � dif�cil, mas parece que conseguimos.
Sem d�vida. � um triunfo pessoal que, ap�s semanas...
de intensas negocia��es, decidimos qual nome vem antes.
Parab�ns aos dois. Meu amigo quer dizer uma palavrinha.
Importa-se? � uma ocasi�o muito especial.
� amigo de Gavin. Est� tudo bem.
- Por favor, apresente-se. - Ol�. Meu nome � Sam.
S� quero dizer que...
com grande brilho, os senhores representam os maiores atores.
Ao mesmo tempo que negociam estes contratos milion�rios...
os faxineiros no seu pr�dio ganham menos de 12 mil d�lares por ano.
Permitam-me apresentar-lhes...
o �peru dourado�, pela pior performance de um advogado.
A� est�.
Foi fant�stico. Formid�vel.
S� queremos ressaltar que os faxineiros do pr�dio,
propriedade desta firma, ganham uma mis�ria.
- E isso n�o � justo. - Ganhar 5,75 por hora.
- Agrade�o terem vindo... - Gostaria de esclarecer...
- Foi bom terem vindo... - Quero lhes dizer que...
tenho uma demonstra��o que talvez ajude voc�s a entenderem.
E � de gra�a, claro.
Podemos mostrar o bom servi�o que os faxineiros sindicalizados fazem.
Por isso...
apreciem o espet�culo.
Ernest, d� um pulo aqui em cima.
... advogados e executivos que trabalham nestes arranha-c�us...
entram e saem sem repararem nas pessoas que limpam seu lixo.
Esta noite, n�o puderam ignor�-los.
- Queremos justi�a! - Quando? Agora!
Eles exigiam justi�a para os faxineiros de um pr�dio...
que foi vendido meses atr�s.
75% do sal�rio � para aluguel. E temos de comprar comida.
E roupas para nossos filhos.
O porta-voz, Tony Rizzoli, diz que a empresa passa dificuldades.
Essa gente invadiu o pr�dio bagun�ando tudo...
e ligaram todos os aspiradores, gritando e xingando.
� uma vida dura, para trabalhadores n�o-qualificados...
com m�o-de-obra barata sobrando.
A Angel existe h� anos e nunca tivemos uma queixa...
quanto aos sal�rios e �s condi��es de trabalho.
Isto dura semanas, e eu j� estou farto.
O sindicato diz que os manifestantes voltar�o.
E a ger�ncia diz que, se invadirem de novo, ser�o presos.
Que foi? Espere um segundo. Oh, Jesus!
N�o posso fazer isto aqui.
Espere. Vou arrumar encrenca se for apanhado.
Voc� � bagunceira.
�s vezes.
Oh, merda!
Ainda vou arrumar confus�o. Vai dar uma merda danada.
Todo mundo alinhado. Andem!
Vamos l�, r�pido! Alinhados!
- Que est� havendo? - Tudo bem, merda.
Voc�, Ben... Voc�, Ruben...
Dolores... Voc�, Juan...
Oscar... E, finalmente, Ella.
T�m 2 minutos para pegarem suas coisas e ca�rem fora daqui.
V�o, antes que os atire fora.
Mas que � isso? N�s n�o fizemos nada.
- N�o fizeram nada? - N�o.
Deixaram gente n�o-autorizada entrar no pr�dio.
O que viola nossa pol�tica.
Isso nos permite despedi-los, seus putos.
Foi voc�, sua vaca! Voc�, Marina!
Calma, calma a�.
- Eu estou gr�vida, sua puta! - Est� � maluca!
- N�o sou maluca! - �, sim. N�o falei nada.
Calma, gente.
Elas n�o se envolveram. Eu sim.
- Calada! - Estou dizendo que fui eu...
O Ruben n�o fez nada. Ele vai perder a bolsa de estudos.
Que se dane. Tamb�m est� dispensada.
Eu posso ir, eles n�o.
- Podem ir todos embora. - Est� falando de qu�?
- N�o dou a m�nima! - O que fez, Marina? Por qu�?
N�o fui eu. E fique calada, Maya, por favor.
- J� chega! - N�o! Cad� a Rosa?
- Onde est� sua irm�? - N�o sei dela.
Est� cuidando do marido.
Gostaria de saber por que voc� diz isso.
Ela o avisou. � verdade.
- Do que est� falando? - Por que Rosa faria algo assim?
Ela ligou para ele dizendo que estava doente.
E depois ela disse quem estava envolvido.
- Cale a boca! - Do que est� falando?
- Voc� � uma mentirosa! - Merda! Cale a boca!
Pergunte-lhe quem vai ser a nova supervisora dos novos pr�dios.
O qu�? Marina...
Vai ser sua irm� Rosa.
- Por favor, acreditem. - N�o podemos. Pergunte-lhe.
N�o � a primeira vez que ela diz algo assim.
- O que houve com minha irm�? - N�o � da sua conta.
�, sim, porque vamos perder nossos empregos.
E fui eu que fiz isso, estou lhe dizendo. Quero saber a verdade.
Pergunte a ela, � sua irm�.
- Tire-os daqui. Fora! - Dane-se! Dane-se!
N�o pode fazer isso com as pessoas.
Por qu�?
Ella, a sua amiga...
Dolores... o Ben...
Ruben vai perder a bolsa da faculdade.
Ele nem estava l�.
- Cale essa matraca. - Dolores est� gr�vida.
Cala a boca! Perderiam os empregos, mais cedo ou mais tarde.
Ent�o, foi voc� mesmo?
Fui. E faria de novo.
N�o vou ficar vendo meu marido morrer...
enquanto espera numa fila. A gente vive agora!
Agora, idiota! Isto n�o � um conto de fadas!
- Por qu�? - �Por qu� o qu�?
Por que nos entregou?
Por que nos entregou?
Voc�s se entregaram. Voc� principalmente.
Voc� o fez. Sempre pensamos que vamos ganhar, certo?
Mas quando � que vamos nos dar conta...?
Que eles s�o muito mais fortes que a gente? Sempre foram.
Quantas vezes j� tentamos?
Pegue essa roupa.
Voc� � uma traidora, Rosa!
Uma maldita traidora, irm�.
Sou? Voc� acha que sou traidora?
� mesmo?
� o que voc� acha?
Enquanto eu alimentava voc�s todos?
Mandando dinheiro � mam�e e para voc�.
� o que acha?
Dando de comer a todos?!
Alguma vez perguntaram como a Rosa arrumava esse dinheiro?
Quantos anos eu tinha quando cheguei em Tijuana?
Era uma garota, n�o era?
Mas n�o se perguntaram como.
Para qu�? A Rosa lhes enchia as barrigas.
Sabe como eu fazia?
Trepando!
Eu era puta! Que tal?
- Eu n�o sabia. - Era puta, maninha, est�?
Para voc�s n�o morrerem de fome!
Durante 5 malditos anos em Tijuana, todas as noites.
- Sem falhar uma sequer... - Nunca soube disso.
... chupando o pau deles! Fode, Rosa, fode!
Porque sua fam�lia est� morrendo de fome.
Chupa o pau deles! Trepa! Trepa!
� feio, n�o �? Te d� nojo?
O que acha?
Ningu�m perguntava, certo?
Papai se foi, a quem cabe se foder?
Eu n�o sabia, Rosa, n�o sabia.
A Rosa que se foda! Ela que v� foder...
que chupe a pica de todo mundo! De negros, brancos...
porcos, sebentos, o que vier! Que foda com todo mundo!
- N�s n�o sab�amos. - Meu marido adoece, eu que me foda!
Quem se dana? A Rosa que se vire!
A Rosa que se vire o tempo todo, a idiota!
Fodendo com todo mundo, para que voc�s tivessem o que comer.
Eu odeio o mundo inteiro!
Tenho aguentado isto a minha vida inteira!
Est� tudo guardado aqui dentro!
E ent�o, gostou, Maya?
Vem c�.
- Estou falando com voc�. - Rosa, eu n�o sabia.
Sabe como conseguiu seu trabalho? N�o queria trabalhar?
�Arranje-me um trabalho, irm�, eu posso fazer de tudo.�
Sabe o que fiz?
Tive que foder com o Perez.
Fodi com ele por voc�! Pelo seu emprego!
Porque eu estou cansada!
Toda vida. Meu marido adoece, eu trepo. Papai se manda, eu trepo.
- Eu n�o sabia, n�o sabia. - Voc� quer um emprego, eu trepo.
Pelo amor de Deus, Rosa, eu n�o sabia.
N�o? Estavam todos cegos? Agora se sente mal?
Agora voc� se sente mal?
Tenho marido, dois filhos e que mais?
E sou uma puta.
Fui em Tijuana e continuo sendo aqui.
Voc� gostou, Maya?
Minha filha me pergunta onde est� o pai dela.
O que digo para ela, Maya? Nem me lembro da cara dele.
�N�o sei quem � teu pai. Nasceu num bordel, filha.�
Tem raz�o, Maya. Sou uma maldita traidora.
Uma traidora mentindo a mim mesma, � fam�lia, � filha.
Rosa, que foi que n�s fizemos com voc�?
Que me fizeram?
Eu n�o fazia ideia.
Senhor, posso usar o banheiro?
� esquerda, nos fundos. N�o perca a chave.
Tem um corpo aqui! Meu Deus!
Cad� o corpo? Que corpo?
Merda!
Abra a maldita porta!
Escute, dona...
� melhor abrir esta porta logo, ou j� vou dizendo...
... que vai ter confus�o. Abra a porta! - Tem um tarado...
no banheiro das mulheres com as cal�as arriadas.
- Ele arriou as cal�as? - Sim, foi horr�vel.
- Calma. Chame a pol�cia. - Obrigada.
- Eu cuido dele. - Muito obrigada.
- Ei, amigo. - Que foi?
- Por que n�o veste as cal�as? - Como?
Por que fica arriando as cal�as para as mulheres?
- O que voc� quer? Abra a porta! - A pol�cia est� vindo.
Que � isso?
Olhe...
Isto � uma brincadeira ou o qu�?
Come�a dia 12 de setembro.
Como conseguiu tanto dinheiro?
N�o pergunte.
Se voc� n�o se tornar o advogado mais importante deste pa�s...
eu nunca lhe perdoarei.
Nem sei o que dizer, Maya.
- V� para a faculdade. - Obrigado.
- O que queremos? - Justi�a!
- Quando a queremos? - J�!
- O que queremos? - Justi�a!
N�s conseguiremos! N�s conseguiremos!
Justi�a! Agora!
Justi�a! Agora!
Assim conseguiremos! Assim conseguiremos!
Assim conseguiremos! Assim conseguiremos!
- Quer jantar comigo? - Hoje? Quero.
- � claro. Onde? - Na minha casa.
- Vai fazer pizza? - N�o, vou cozinhar. Te pego �s 8.
Assim conseguiremos! Assim conseguiremos
Assim conseguiremos! Assim conseguiremos!
N�s queremos p�o... e rosas tamb�m!
Viva o sindicato!
Abaixo a explora��o!
Tudo bem, tudo bem. Est� bem.
Escutem aqui. Hoje...
� um grande dia para os faxineiros deste pr�dio, certo?
Temos que dizer aos donos dele que isto vai continuar...
at� que os colegas recuperem os empregos, certo?
Nos �ltimos meses...
vi voc�s serem insultados...
serem despedidos dos empregos.
Vi voc�s passarem por crises financeiras com suas fam�lias...
vi um monte de deporta��es e amigos se separarem por causa de trai��es.
Sa�do sua coragem.
Porque � preciso muita.
Estamos lutando pelo seguro de sa�de, certo?
Para sermos respeitados.
N�s queremos p�o, mas rosas tamb�m.
Queremos todas as coisas boas da vida. Veem aquela faixa?
Ela data de 1912...
de Lawrence, Massachusetts, quando 10 mil trabalhadores...
a maioria mulheres, tiveram de lutar contra sal�rios de mis�ria.
Foi uma disputa longa e violenta. E sabem o que aconteceu?
Eles venceram.
Ningu�m lhes d� rosas de gra�a.
Ningu�m. Sabem quando ganhar�o rosas?
Quando pararem de implorar...
e se organizarem.
E montarem um movimento mais forte, que consiga competir...
com essas poderosas companhias que controlam nossas vidas.
Lutem por seus direitos!
N�o,eles n�o nos mover�o!
Estamos bem organizados!
N�o nos mover�o!
Porque estamos no nosso direito
N�o nos mover�o
Porque somos latinos
N�o nos mover�o
Porque somos latinos.
N�o nos mover�o. Porque estamos no nosso direito.
N�o nos mover�o.
Nem a pol�cia nos mover�!
Por favor, prestem aten��o!
Aten��o, por favor!
T�m 30 segundos para dispersar.
Nem a pol�cia nos dispersar�!
Voc�s est�o invadindo. Est�o violando a lei.
V�o ter que dispersar.
T�m 3O segundos para sa�rem do pr�dio.
Tem problemas m�dicos?
- Reviste-a e tire as algemas. - Quer afastar suas pernas, por favor?
- N�o empurre, n�o empurre. - Sente-se.
Quem � Jos� Ramirez?
Jos�?
Como � o seu nome?
- O meu? - Sim, o seu.
Emiliano Zapata.
Augusto Sandino.
- Como � o seu nome? - Pancho Villa J�nior.
Me d� o seu dedo aqui.
Venha aqui para direita. Quero que olhe para o teto.
- Preencheu o formul�rio? - Escrevi tudo.
Estes s�o os dois �ltimos.
E a�, cara!
Qual canta melhor?
Quem n�o foi fotografado? Voc�, venha tirar o retrato.
Ei, escutem! Escutem!
Escutem aqui!
- A Angel quer negociar. - O qu�?
A Angel quer negociar.
Todos foram readmitidos. T�m seus empregos de volta.
V�o dar seguro sa�de, f�rias...
N�s vencemos! Acabou!
Como � que �? Como �?
N�o sei.
Os detetives querem ver voc�.
Eles querem conversar com voc�.
Suas impress�es combinam com a suspeita de um roubo.
O que foi? Para onde a est�o levando?
N�o sei.
Esperem!
O que est� acontecendo?
Acharam as impress�es dela no local de um assalto...
... a um posto de gasolina. - N�o pode ser.
Tem parentes morando nos Estados Unidos?
Minha irm�.
- Qual � a situa��o dela? - Como?
Ela est� legal? Tem documentos?
O sobrenome da m�e?
Hernandez.
Precisa assinar este formul�rio.
Vai ser levada � fronteira, em Tijuana.
Se voltar aos Estados Unidos...
ser� processada por roubo, artigo 47 do C�digo Penal.
Se condenada, estar� sujeita a uma pena de pris�o de 3 anos.
Entendeu?
Somos do governo dos Estados Unidos.
Estamos sendo ben�volos. Considere-se com sorte.
Deixe-a em paz.
A� v�m eles.
- Onde est� a Maya? - N�o a vejo.
- N�o est� a�? - N�o veem Maya a�?
- L� est� ela. - N�s estamos com voc�, Maya!
Sim, estamos com voc�. N�o se preocupe.
- Estamos aqui! - Estamos com voc�.
N�s vamos ajudar voc�.
N�o chore.
Adeus.
Cuide-se.
Cuide-se bem.
Eu te amo.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.