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POLÍCIA
Bandido, não és como a Mbali! Ela…
Polícia, apanhem-no! Apanhem-no!
Vigarista!
Então? Vem cá!
Vamos lá! Ele está deste lado! Vamos!
Está ali!
- Então? O que se passa? - Rápido!
Apanhem-no!
Tu aí! Para!
Apanhem-no ali!
O meu sangue…
… é o do meu irmão.
O IMPÉRIO DA LEI
Meritíssima.
O caso Meyer vs. Malan confirma
que este tribunal pode declarar a testemunha hostil
se a sua conduta for adversa…
Protesto, Meritíssima. A colega chamou a testemunha.
As respostas dele não a favorecem, mas isso não o torna hostil.
Atualmente, em questões de violência de género,
a teatralidade parece ter substituído a litigação adequada.
Basta, Dr. Schultz.
Este é um caso de violência de género.
O arguido é uma figura pública.
Os riscos não são apenas legais, mas também sociais.
A evasão da testemunha obstrui os tribunais, o sistema judicial
e a verdade a que as vítimas têm direito.
Isso, miúda!
Todos de pé.
O arguido é considerado culpado de todas as acusações.
A sentença irá refletir a gravidade desses crimes
e a dignidade devida às vítimas.
Mbali
Mbali Quem a conhece
- Nunca a viu assim - Mbali
Mbali
Quem a conhece nunca a viu assim
Nunca a viu assim
Nunca a viu
Admito que foi brilhante.
Obrigada. Não costumamos ter público.
É advogada?
Mais ou menos.
A lei está no contexto do que fazemos.
E acho que há um caso em que nos pode ajudar.
Eu trabalho para o Estado, não posso. Lamento.
Este caso é de interesse pessoal.
É o seu irmão.
O meu irmão morreu. Ele…
Ele morreu há 13 ou 14 anos.
Não compreendo.
MORRO PELA MAMÃ
Criámos a Gaz’lam para acabar com esta treta da droga!
Implorámos-te. Fomos pacientes.
Mas continuaste com esta treta!
Queres estragar-me o dia!
Cabrão! Não ouves!
Mos!
- Deixa o miúdo em paz. - Baza!
- Sai! - Põe-te a andar!
Mos. Calma, deixa o miúdo em paz.
Sais amanhã, certo?
A Gaz’lam continua mesmo depois de amanhã.
- Saudação! - Nunca acabará!
Mesmo fora da prisão, continuará a existir.
Saudação!
Baixem a cabeça!
Prisioneiros.
Grande Mos.
Chefão. Rei.
O famoso Moses. Saudações, maioral.
- Saudações! - Estão à tua espera.
Isto é para ti.
Obrigado.
Baixem a cabeça!
Prisioneiros.
Claro, chefe.
Olha para ti!
Já fumaste charutos cubanos?
- Olha-me este. - Esquece.
Vais ser libertado.
Agora a sério, Mos, meu irmão…
Vou ter saudades tuas!
Ele vai chorar. Vejam.
- Até está amuado. - Estás amuado.
Porque haveria de chorar?
- Então? - Vamos celebrar.
- Saudação. - Sim! Boa!
Saudação.
Olha o MaZet.
Deliciosa gelatina de framboesa.
Bem recheadinha.
- Eu sei que és um génio a planear. - Então?
Sim!
Olá!
- Sim! - Irmãos, ouçam-me.
Cala-te, cão!
Se fizesse as coisas à maneira do Scarra,
não usariam este uniforme feio, mas algo com estilo.
Vamos ouvir o que o general Moses tem a dizer.
O meu sangue…
… é o do meu irmão!
- O sangue do meu irmão… - … é o meu!
O meu sangue…
… é o do meu irmão!
Irmãos,
amanhã, aconteça o que acontecer,
a Gaz’lam continuará a existir.
Aqui e lá fora.
Hoje celebramos.
Vamos comer gelatina.
Vamos divertir-nos.
O meu sangue…
… é o do meu irmão!
O sangue do meu irmão…
… é o meu.
- O meu sangue… - … é o do meu irmão!
- Olá, irmãos. - Olá.
- Líder! - Baixinho.
Baixinho.
Vamos ter saudades tuas.
Borboleta.
O sangue do meu irmão…
- Vocês gostam daquilo. - Não.
Népia, mano. Não.
- Tu gostas. - É mais a tua cena, velhote.
Líder, não te esqueças de nós quando saíres, está bem?
- Vamos lá. - Saudação.
No teu lugar,
ia logo dar um mergulho na praia de Durban.
Não há cerveja fresca?
- Uma cerveja! - Bem gelada!
Cuidado!
Acaba com ele!
Dá-lhe!
DEUS É AMOR
- O Espírito está a despertar. - Senhor!
Espírito Santo. Todo-Poderoso.
Aleluia!
Ámen!
Irmãos!
- Ámen! - Oremos.
O Teu nome é poderoso.
Pedimos-Te neste momento…
Olá, religiosa.
- Anda cá. - Para! Céus.
- Com as cordas da igreja. - Comporta-te.
- Olha o meu novo penteado. - Deixa-me ver.
À Lebo Mathosa!
Vou levar a Ntombi e já volto, está bem?
O que foi? Estás bem?
É só um caso.
Já trazes casos para casa?
- É uma coisa de advogados? - Algo do género.
Não voltes tarde.
- Lá estás tu. Não és minha mãe. Adeus. - Fecha a porta.
Céus. Está bem, mãe.
Queres brincar com o teu irmão, Sphe?
Sim.
Mbali, traz também gelado para o Sphe.
Está bem.
Mbali!
Mbali!
Agnes.
Mereces nota máxima pelo teu engenho.
Estás a tremer… Como é que é?
Tremes?
- Temos um acordo. - Não, tínhamos um acordo.
Esqueces-te de quem manda aqui.
De tudo o que disseste, sabes pelo que mal posso esperar?
Para ver o que acontece amanhã.
Agnes, porque não me deixas ir?
Estou aqui há bastante tempo. Há 18 anos.
Não confio em ti.
Em breve, vais dizer-me que estou descontrolada.
Se não tivesses destruído o meu negócio,
estaríamos a falar de uma forma de avançar.
Já não sou um bufo.
Já não faço isso.
Se não fosse eu, seria outro.
Pensando bem,
és muito importante aqui.
Se te fores embora, quem lidará com estes arruaceiros?
Agnes.
Desanda!
Prisioneiro! Vem cá!
Diretora, vou sair?
Anda cá. Dá-me a tua mão.
Então? O que estás a fazer?
Sai! O que estás a fazer?
Anda cá.
Toma. Segura nisto.
Boa sorte no tribunal amanhã.
O meu sangue…
… é o do meu irmão!
- Agnes! - O meu sangue…
Agnes, por favor. Agnes!
Agnes!
Agnes!
Há vida eterna
- Eterna - Sim, há vida eterna
Há vida eterna
Eterna
- Sim, há vida eterna… - A missa acabou!
Céus.
O que se passa?
- Por favor, mãe. - Vai!
Sai da minha casa!
Não.
É esta pele que puseste na cabeça. Sai da minha casa. Vai!
- Por favor, mãe. - Humilhaste-me, filha.
O que pensarão os vizinhos?
O que pensarão os fiéis?
- Mãe, não faças isto. - Não me chames mãe!
- Não me chames mãe. - Para onde vou?
Os vossos filhos nunca fizeram nenhuma vergonha?
Vão! Não!
Pai, eu porto-me bem. Prometo.
Que queres que diga?
Ela tem mau feitio. Está furiosa.
- Querido! - Sim?
Vamos entrar e guardar as tuas coisas.
Sim, querida.
Sei que este sítio não é ideal,
mas vamos abancar aqui por uns tempos
e depois penso num plano.
- Está bem. - Está bem?
Pronto. Anda cá.
Olá, mana.
Mana, vem cá depressa.
Não tenhas medo.
Meu Deus. Só ias vender comida ao fim de semana.
Ainda nem temos a licença.
Sabes que ninguém quer saber de uma licença alimentar.
Eu sou procuradora. Eu quero saber.
É com isto que nos devíamos preocupar.
AVISO FINAL
Isto não é problema teu.
Mbali, vá lá.
Já tenho idade para substituir o pai.
Preocupas-te com isso quando acabares os estudos.
Não sabes que os chefes têm dificuldades nos primeiros anos?
Disseste que gostavas disto. Não podes desistir.
Eu resolvo isto.
Irmã Mbali.
Quando chegaste? É tarde.
Não! Vim ajudar o meu homem, sabes?
Amor, deixa-me provar as especiarias que misturaste
para ver se ficaram bem misturadas…
Querida, sabes que mais?
Despeja-me este óleo no ralo.
- Porque não o despejas tu, amor? - Querida, amor.
És tão irritante.
És tão chato.
Ela está sempre aqui metida.
Não faças nada que o padre não aprove.
O que estamos a fazer é tão bom. Já ouviste falar?
Chama-se relação. Experimenta.
Sphe.
Se te concentrares nos estudos…
Não estou preparada para ser tia.
Vamos, prisioneiro!
Anda.
Fica de olho nele, Nyaniso.
Quero isso feito até ao fim do dia.
Insira-o.
Aggie.
Não te preocupes, vai correr bem.
- Espero bem. - Vai.
Aproxime-se, para a foto.
Sr. Dlamini!
Será hoje que vai sair em liberdade condicional?
Fale connosco, Sr. Dlamini.
Porque deixa os outros entrar?
Mbali!
Vossa Excelência.
Moses Dlamini
é o líder da Gaz’lam,
um bando prisional infame, traiçoeiro e cruel.
Afirmam defender os direitos dos prisioneiros,
mas estão envolvidos em atividades ilegais.
De lavagem de dinheiro a roubos a carrinhas de valor.
Um informador conseguiu infiltrar-se no bando,
mas, infelizmente, foi brutalmente assassinado ontem.
Moses Dlamini.
- As impressões dele estão por todo o… - Objeção.
Temos a recusa da Comissão de Recurso
em dar liberdade condicional ao Sr. Dlamini.
A inclusão destas provas é irrelevante para este pedido.
Chamamos o Sr. Moses Dlamini para um depoimento oral.
E se agradar ao tribunal, ele tem uma declaração preparada.
Se houvesse justiça…
… verdadeira justiça…
… a Gaz’lam não existiria.
Meritíssima, quando se é torturado e preso mais tempo do que o devido
porque o sistema tira proveito disso,
enriquece à custa disso,
a quem recorremos?
A quem podemos recorrer?
Neste sistema prisional, há uma economia.
E os reclusos são os consumidores.
As autoridades são a cadeia de fornecimento.
Pode arranjar o que quiser.
Arranja tudo o que quiser.
Narcóticos, passados e embalados por aquela mulher, Agnes Khoza.
- Matou o Thuto para anular o julgamento. - Ouve lá!
Mas a justiça triunfará!
Não me acuses!
A justiça triunfará!
- Sim, Moses. - Ordem!
Ordem!
É inevitável.
O meu sangue…
… é o do meu irmão!
- O sangue do meu irmão… - … é o meu!
- O meu sangue… - … é o do meu irmão!
- O meu sangue… - … é o do meu irmão.
- Ordem! - O sangue do meu irmão…
- … é o meu! - Levem-no!
- O sangue do meu irmão… - … é o meu!
- O meu sangue… - Ordem!
Ordem! Levem-no!
- O meu sangue… - … é o do meu irmão.
Sabia que algo ia acontecer.
Mas isto devia ser para o Moses, porque o vamos usar para o Scarra?
Vão cair-lhe em cima depois do julgamento.
Ele disse que é a nossa única hipótese.
Está bem.
Dá cá.
Ouve,
se esta merda me matar, volto como fantasma
para te lixar e à diretora.
"Para te lixar."
Isto é amargo! Sabe a Mpesu.
A medicação nunca foi doce.
Então?
Respeita a fila.
Então?
Deitado, meu! Deitado!
Vai-te lixar!
- Vai-te lixar! - Sabem que mais?
Quando chegar a casa, planeio vir buscar-vos a todos.
Diretora!
Está aqui uma pessoa a morrer!
Esta pessoa está a morrer!
Ele vai morrer, ajudem-no. O que estão a fazer?
O que estão a fazer?
Merda!
Merda!
Então? Nada de gentilezas!
Vai-te lixar!
Presta atenção.
Um bandido bom
é um bandido morto.
Como tu.
Cobardolas.
Não disparem!
Socorro!
Não disparem!
Merda! Mãos no ar. Larga a arma!
Rápido! Solta-o!
Rápido!
Não dispares, irmão.
Imploro-te, não dispares.
Rápido! Não te mexas.
- Quieto. - Vai-te lixar!
- Sim? - Scarra, não dispares.
Fala agora! Vai-te lixar!
Fala! O que estavas a dizer?
O que estavas a dizer?
Um bom bandido é um bandido…
É um bandido morto?
- Sim? - É um bandido morto.
Deixa-me… cheirar a liberdade.
Toma!
É um bónus!
Posso?
Scarra.
Ativista, herói ou senhor do crime?
Afirma ser defensor dos direitos dos prisioneiros.
Mas a questão mantém-se.
Como escapou de uma prisão de segurança máxima?
E onde estará?
Exibicionista.
Envergonhas-me em tribunal perante toda a África do Sul.
Quem é espertinho agora?
Quem é espertinho agora?
Onde está o Scarra?
Onde está o Scarra?
Não querias direitos humanos?
- Aggie. - Disseste que querias direitos humanos.
Seu merdas!
Ora bem. Pronto, irmão Mos.
Ouve.
Em breve, serás considerado culpado de homicídio outra vez.
Não é nada bom.
Percebes? A não ser…
A não ser que nos ajudes a encontrar o Scarra.
Prometo que te vamos tratar bem.
Vamos arranjar-te uma cela VIP.
Podemos levar-te à Cidade do Cabo
para veres miúdas de biquíni, tubarões e golfinhos.
Vida.
Tenho cara de bufo? Idiota.
Kagiso! Nyaniso!
Vem ensinar modos a este cão.
Sim. Deixa-o cagar a informação toda.
Não lhe dês descanso.
Este cão tem de morrer.
Bom dia.
- Olá. - Irmã.
Mbali.
Bom dia. Bom dia, senhor.
- Desculpe. Olá. - Bom dia.
Li o ficheiro dele.
As coisas que ele fez.
Ainda não percebes, pois não?
O teu irmão não é nenhum santo.
Mas achas que ele é capaz de fazer as coisas que viste no ficheiro?
Estão todos metidos nisto.
Todos. A diretora, a comissão.
- Ele matou um recluso. - Foi incriminado.
A diretora quer que a Irmandade venda droga, o Moses recusa.
O teu irmão está a ser torturado.
Temos de agir antes que o matem.
Eu… Já tenho problemas que cheguem.
Está bem? Tenho uma vida.
Não te peço para ires a tribunal nem para o libertares.
Estou a pedir-te…
Estou a implorar-te para o tirares do Buraco, senão ele vai morrer.
É a Cici.
A filha dele.
A tua sobrinha.
Sou a Crystal, a mulher dele.
Fui enfermeira na prisão. Apaixonámo-nos e o resto é história.
Ela não merece crescer sem o pai.
Ele quer fazer o correto,
mas como pode fazê-lo quando o sistema está errado?
Tu e eu não somos assim tão diferentes.
Duas mulheres
num mundo de homens.
E essa merda fortalece-nos.
Mas também nos endurece, sabes?
Estou a pedir-te para seres forte.
Tira o Moses do Buraco.
Ou eles matam-no.
Não. A minha irmã vem aí. Esconde-te depressa.
- Ainda não comi… - Eu levo-te.
- Espera. - Por aqui.
Chegaste cedo.
Sim, sabes como é.
E este bufete?
Estou a estudar para os exames,
tenho de fazer muita comida para não ter fome.
Podemos falar?
Está bem.
Sabes que tudo o que faço é por ti, certo?
Que conversa é esta tão cedo?
Desculpa.
Tenho pensado no Moses.
Fez-me perceber que temos de nos manter unidos.
Aconteça o que acontecer.
Ou digam o que disserem.
Não, Mbali, não faças isto.
Estou aqui para ajudar.
Sphe, eu sei! É só que…
As coisas…
Mbali…
Estou aqui.
Olho para ti
e entendo-te.
Serás sempre o meu irmão mais novo.
Sim.
Vou voltar aos estudos.
Vai lá.
Está bem. Deixo-te esta sandes, está bem?
Obrigada.
Vou voltar ao trabalho.
Está bem.
Esqueci-me de uma coisa lá.
Tens o pré-pago?
Conforme pedido.
Vais dizer-me do que se trata?
Vamos fazer o seguinte.
Boa noite. Já vamos.
Boa noite.
Boa noite.
Vou fingir que tenho de fazer serão e esperar que os meus colegas saiam.
Depois, vou forjar uma carta de reclamação,
tentar entrar no gabinete do meu superior…
… e certificar os documentos.
Tenho de ligar aos membros da comissão de liberdade condicional.
Olá, sim.
Sim, fala a Cindy do Daily Journal.
Sim, estou a ligar do Daily Journal.
Divulgo todo o tipo de queixas e tudo o que sei sobre o Buraco.
Recebemos informação de irregularidades na condicional.
De certeza que vai resultar?
Vale a pena tentar, não?
- Presidente, não dorme? - Agnes, temos um problema.
Temos de falar logo de manhã.
Como?
BEM-VINDO AO CENTRO CORRECIONAL DE SUN CITY
Para cima!
Malas deste lado. Vejamos.
Então?
Olá, irmã chefe.
A procuradora chegou.
Obrigada, Chauke.
Certo.
Obrigada por me receber.
Tinha escolha?
O que se passa?
Sra. Khoza, sou da Procuradoria.
Recebemos informações
que resultaram nisto.
"Inquérito a queixas contra Agnes Khoza."
Sou eu.
As nossas fontes preferem manter o anonimato.
Mas algumas já mostraram interesse em falar oficialmente.
Fontes?
Isto deve ser grave. Parece ser alguém importante.
Deixe-me sentar.
De que se queixam?
Que os seus métodos são ilegais.
Isto é um hotel?
Uma fonte falou da tortura dos reclusos
no chamado Buraco.
Os reclusos são amarrados, espancados com um taco coberto de arame farpado.
Lérias.
Quem acreditaria nisso?
Está disposta a correr esse risco?
Retire o atual recluso do Buraco imediatamente.
Se o fizer, garantirei que mais ninguém vê estes documentos.
A influência da Gaz’lam está a crescer.
O recluso não vai a lado nenhum.
E digo-lhe outra coisa.
Chantagem?
Não me chantageie. A chantagem enlouquece-me.
Chantagem?
Não, irmã. Estou a propor um acordo.
Temos informação que a pode impedir
e aos seus não associados de serem detetados no futuro.
Mas compreendo se preferir arriscar
com uma investigação a sério.
É justo.
Uma mão lava a outra.
Hoje sou eu. Amanhã é você.
Mas, no final…
… apenas uma pessoa vencerá.
Quero vê-la a libertá-lo.
Vamos.
- Sr. Jomo, está bem? - Olá.
Bom dia.
Bom dia.
Bom dia.
Mna. Dlamini.
Segundo o artigo 62 do Código Penal,
falsificação, está detida.
Conhece esta lei. É advogada.
Detenham-na, por favor.
Não, isto é um engano.
Não me toque.
Isto é um engano. Com licença.
- Com licença. - Levem-na.
Sou uma funcionária pública.
Funcionária pública?
Não está autorizada a abrir queixas oficiais.
Despacha-te, mamã.
Vai-te lixar!
- Vai-te lixar. - Não fazes o meu género.
Vai-te lixar, puta.
Chama a Mbali.
Não o ouviste?
Tenho direito a um advogado.
Mna. Dlamini.
Podemos falar?
Não tenho nada para lhe dizer.
Meu Deus.
Ela diz que não tem nada para me dizer.
A famosa procuradora criminal da Procuradoria
diz que não tem nada para me dizer.
Está bem.
Muito bem.
O que foi?
Quer que lhe mostre quem sou?
Vou mostrar-lhe do que sou capaz.
Não há problema.
Levem-na.
Vai-te lixar! Cheguem-lhe!
Então?
- Vai-te lixar! - Então?
Pronto. Já chega.
Então…
Já está pronta para falar?
Não tenho nada comigo.
Não tens nada? Achas que sou parva?
- E isto? - Estão a incriminar-me.
Se não tens nada, o que é isto?
- Fala! - É mentira.
Tu aí!
Volta aqui!
Ainda estamos ocupados.
Estou bem.
Estou bem.
Como me tiraste daquele buraco?
Quem era a mulher com a Agnes?
A tua irmã.
Crystal.
Não.
Não tomas essa decisão sem mim.
Essa pessoa está do outro lado.
Não está, amor.
Não está do outro lado. Está do nosso lado e é brilhante.
E salvou-te a vida.
Ela salvou-te a vida, Moses.
Porque te preocupas com isso agora?
O Scarra anda a monte e é imprevisível.
Matou um guarda e um paramédico.
Não matamos pessoas.
Fala com o Scarra.
O teu Scarra?
Que não me dá ouvidos?
Diz ao Scarra que vocês estão ao mesmo nível.
Precisamos daquele dinheiro.
Tenho de sair daqui.
Esta gente vai matar-me.
Por favor.
E bem-vinda à minha…
Bem…
… humilde casa.
Certo.
Por favor, não toque em nada.
Não toque em nada.
A noite passada estava a correr bem, se é que me entende…
Não se preocupe com isso.
Meu Deus.
Estou a olhar para si.
Estou mesmo a olhar para si.
Pergunto-me
o que aconteceu?
Com todo o respeito, o que tem com isso?
Não é da sua conta.
A sério?
Sente-se, por favor.
Sente-se.
Ali.
Deixe-me relaxar um pouco.
- Cerveja? - Não, obrigada.
Ouça.
Demasiado quente, acho eu.
Bem, eu…
… sou polícia.
E o meu trabalho
é lidar com bandidos.
Pessoas que infringem a lei.
E o que fez…
Infringiu a lei, certo?
Infringi mesmo a lei?
Vejamos.
Fingir ser…
… a diretora nacional da Procuradoria?
Abrir casos sem permissão.
A passar por cima das pessoas
para ter o que quer.
Isso não é…
… infringir a lei?
Isso são boatos.
Não há provas contra mim.
Sim, claro.
Porque estava a pisar o risco, por assim dizer.
Bem…
Pelo menos, já não poderá exercer advocacia.
O que quer?
O que quero?
Gosto disso.
O que quero?
O que quero?
Siga-me.
Siga-me.
O que quero?
Ora bem,
não se trata do que eu quero.
SÓCIOS - ROUBO?
É quem eu quero.
BOMBA NO ATM? - GUERRAS DE BANDOS
E vai apanhá-lo por mim.
General.
O meu sangue…
… é o do meu irmão!
- O sangue do meu irmão… - … é o meu!
- O meu sangue… - … é o do meu irmão!
- O sangue do meu irmão… - … é o meu!
- O meu sangue… - … é o do meu irmão!
Vocês…
Todos vocês foram
batizados recentemente.
Sim.
São meus irmãos.
Renasceram.
Não serão controlados.
Estão acima da lei deles.
Sim, general.
Eles não mandam nada.
Exatamente!
A partir de hoje,
somos uma equipa.
- Sim! - Somos…
… uma família.
Sim, general.
Estamos ligados
por sangue.
Sim, general.
Estamos ligados…
… pelo serviço.
Sim.
Estamos ligados…
… por sangue.
Sim!
Estamos ligados…
… por serviço. - Sim, general.
O que queremos?
Justiça!
- O que queremos? - Justiça!
Quem for um bufo é morto.
Sim! É para matar!
- Os bufos morrem aqui. - É para matar!
Matem o bufo, matem-no!
Matem-no!
- Matem o bufo, matem-no! - Matem-no.
- Matem o traidor, matem-no! - Matem-no!
- Matem o traidor, matem-no! - Matem o cão!
Matem o traidor, matem-no!
Matem-no!
Queimem-no!
Matem o bufo!
Legendas: Nuno Oliveira
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