All language subtitles for Umthetho - 1x01 - Episode 1.WEB.9minus5in.pt

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Original subtitles

‎POLÍCIA

‎Bandido, não és como a Mbali! Ela…

‎Polícia, apanhem-no! Apanhem-no!

‎Vigarista!

‎Então? Vem cá!

‎Vamos lá! Ele está deste lado! Vamos!

‎Está ali!

‎- Então? O que se passa? ‎- Rápido!

‎Apanhem-no!

‎Tu aí! Para!

‎Apanhem-no ali!

‎O meu sangue…

‎… é o do meu irmão.

‎O IMPÉRIO DA LEI

‎Meritíssima.

‎O caso Meyer vs. Malan confirma

‎que este tribunal ‎pode declarar a testemunha hostil

‎se a sua conduta for adversa…

‎Protesto, Meritíssima. ‎A colega chamou a testemunha.

‎As respostas dele não a favorecem, ‎mas isso não o torna hostil.

‎Atualmente, ‎em questões de violência de género,

‎a teatralidade parece ter substituído ‎a litigação adequada.

‎Basta, Dr. Schultz.

‎Este é um caso de violência de género.

‎O arguido é uma figura pública.

‎Os riscos não são apenas legais, ‎mas também sociais.

‎A evasão da testemunha obstrui ‎os tribunais, o sistema judicial

‎e a verdade a que as vítimas têm direito.

‎Isso, miúda!

‎Todos de pé.

‎O arguido é considerado culpado ‎de todas as acusações.

‎A sentença irá refletir ‎a gravidade desses crimes

‎e a dignidade devida às vítimas.

‎Mbali

‎Mbali ‎Quem a conhece

‎- Nunca a viu assim ‎- ‎Mbali

‎Mbali

‎Quem a conhece nunca a viu assim

‎Nunca a viu assim

‎Nunca a viu

‎Admito que foi brilhante.

‎Obrigada. Não costumamos ter público.

‎É advogada?

‎Mais ou menos.

‎A lei está no contexto do que fazemos.

‎E acho que há um caso ‎em que nos pode ajudar.

‎Eu trabalho para o Estado, ‎não posso. Lamento.

‎Este caso é de interesse pessoal.

‎É o seu irmão.

‎O meu irmão morreu. Ele…

‎Ele morreu há 13 ou 14 anos.

‎Não compreendo.

‎MORRO PELA MAMÃ

‎Criámos a Gaz’lam ‎para acabar com esta treta da droga!

‎Implorámos-te. Fomos pacientes.

‎Mas continuaste com esta treta!

‎Queres estragar-me o dia!

‎Cabrão! Não ouves!

‎Mos!

‎- Deixa o miúdo em paz. ‎- Baza!

‎- Sai! ‎- Põe-te a andar!

‎Mos. Calma, deixa o miúdo em paz.

‎Sais amanhã, certo?

‎A Gaz’lam continua mesmo depois de amanhã.

‎- Saudação! ‎- Nunca acabará!

‎Mesmo fora da prisão, ‎continuará a existir.

‎Saudação!

‎Baixem a cabeça!

‎Prisioneiros.

‎Grande Mos.

‎Chefão. Rei.

‎O famoso Moses. Saudações, maioral.

‎- Saudações! ‎- Estão à tua espera.

‎Isto é para ti.

‎Obrigado.

‎Baixem a cabeça!

‎Prisioneiros.

‎Claro, chefe.

‎Olha para ti!

‎Já fumaste charutos cubanos?

‎- Olha-me este. ‎- Esquece.

‎Vais ser libertado.

‎Agora a sério, Mos, meu irmão…

‎Vou ter saudades tuas!

‎Ele vai chorar. Vejam.

‎- Até está amuado. ‎- Estás amuado.

‎Porque haveria de chorar?

‎- Então? ‎- Vamos celebrar.

‎- Saudação. ‎- Sim! Boa!

‎Saudação.

‎Olha o MaZet.

‎Deliciosa gelatina de framboesa.

‎Bem recheadinha.

‎- Eu sei que és um génio a planear. ‎- Então?

‎Sim!

‎Olá!

‎- Sim! ‎- Irmãos, ouçam-me.

‎Cala-te, cão!

‎Se fizesse as coisas à maneira do Scarra,

‎não usariam este uniforme feio, ‎mas algo com estilo.

‎Vamos ouvir ‎o que o general Moses tem a dizer.

‎O meu sangue…

‎… é o do meu irmão!

‎- O sangue do meu irmão… ‎- … é o meu!

‎O meu sangue…

‎… é o do meu irmão!

‎Irmãos,

‎amanhã, aconteça o que acontecer,

‎a Gaz’lam continuará a existir.

‎Aqui e lá fora.

‎Hoje celebramos.

‎Vamos comer gelatina.

‎Vamos divertir-nos.

‎O meu sangue…

‎… é o do meu irmão!

‎O sangue do meu irmão…

‎… é o meu.

‎- ‎O meu sangue… ‎- … é o do meu irmão!

‎- Olá, irmãos. ‎- Olá.

‎- Líder! ‎- Baixinho.

‎Baixinho.

‎Vamos ter saudades tuas.

‎Borboleta.

‎O sangue do meu irmão…

‎- Vocês gostam daquilo. ‎- Não.

‎Népia, mano. Não.

‎- Tu gostas. ‎- É mais a tua cena, velhote.

‎Líder, não te esqueças de nós ‎quando saíres, está bem?

‎- Vamos lá. ‎- Saudação.

‎No teu lugar,

‎ia logo dar um mergulho ‎na praia de Durban.

‎Não há cerveja fresca?

‎- Uma cerveja! ‎- Bem gelada!

‎Cuidado!

‎Acaba com ele!

‎Dá-lhe!

‎DEUS É AMOR

‎- O Espírito está a despertar. ‎- Senhor!

‎Espírito Santo. Todo-Poderoso.

‎Aleluia!

‎Ámen!

‎Irmãos!

‎- Ámen! ‎- Oremos.

‎O Teu nome é poderoso.

‎Pedimos-Te neste momento…

‎Olá, religiosa.

‎- Anda cá. ‎- Para! Céus.

‎- Com as cordas da igreja. ‎- Comporta-te.

‎- Olha o meu novo penteado. ‎- Deixa-me ver.

‎À Lebo Mathosa!

‎Vou levar a Ntombi e já volto, está bem?

‎O que foi? Estás bem?

‎É só um caso.

‎Já trazes casos para casa?

‎- É uma coisa de advogados? ‎- Algo do género.

‎Não voltes tarde.

‎- Lá estás tu. Não és minha mãe. Adeus. ‎- Fecha a porta.

‎Céus. Está bem, mãe.

‎Queres brincar com o teu irmão, Sphe?

‎Sim.

‎Mbali, traz também gelado para o Sphe.

‎Está bem.

‎Mbali!

‎Mbali!

‎Agnes.

‎Mereces nota máxima pelo teu engenho.

‎Estás a tremer… Como é que é?

‎Tremes?

‎- Temos um acordo. ‎- Não, tínhamos um acordo.

‎Esqueces-te de quem manda aqui.

‎De tudo o que disseste, ‎sabes pelo que mal posso esperar?

‎Para ver o que acontece amanhã.

‎Agnes, porque não me deixas ir?

‎Estou aqui há bastante tempo. Há 18 anos.

‎Não confio em ti.

‎Em breve, vais dizer-me ‎que estou descontrolada.

‎Se não tivesses destruído o meu negócio,

‎estaríamos a falar ‎de uma forma de avançar.

‎Já não sou um bufo.

‎Já não faço isso.

‎Se não fosse eu, seria outro.

‎Pensando bem,

‎és muito importante aqui.

‎Se te fores embora, ‎quem lidará com estes arruaceiros?

‎Agnes.

‎Desanda!

‎Prisioneiro! Vem cá!

‎Diretora, vou sair?

‎Anda cá. Dá-me a tua mão.

‎Então? O que estás a fazer?

‎Sai! O que estás a fazer?

‎Anda cá.

‎Toma. Segura nisto.

‎Boa sorte no tribunal amanhã.

‎O meu sangue…

‎… é o do meu irmão!

‎- Agnes! ‎- O meu sangue…

‎Agnes, por favor. Agnes!

‎Agnes!

‎Agnes!

‎Há vida eterna

‎- ‎Eterna ‎- ‎Sim, há vida eterna

‎Há vida eterna

‎Eterna

‎- ‎Sim, há vida eterna… ‎- A missa acabou!

‎Céus.

‎O que se passa?

‎- Por favor, mãe. ‎- Vai!

‎Sai da minha casa!

‎Não.

‎É esta pele que puseste na cabeça. ‎Sai da minha casa. Vai!

‎- Por favor, mãe. ‎- Humilhaste-me, filha.

‎O que pensarão os vizinhos?

‎O que pensarão os fiéis?

‎- Mãe, não faças isto. ‎- Não me chames mãe!

‎- Não me chames mãe. ‎- Para onde vou?

‎Os vossos filhos ‎nunca fizeram nenhuma vergonha?

‎Vão! Não!

‎Pai, eu porto-me bem. Prometo.

‎Que queres que diga?

‎Ela tem mau feitio. Está furiosa.

‎- Querido! ‎- Sim?

‎Vamos entrar e guardar as tuas coisas.

‎Sim, querida.

‎Sei que este sítio não é ideal,

‎mas vamos abancar aqui por uns tempos

‎e depois penso num plano.

‎- Está bem. ‎- Está bem?

‎Pronto. Anda cá.

‎Olá, mana.

‎Mana, vem cá depressa.

‎Não tenhas medo.

‎Meu Deus. ‎Só ias vender comida ao fim de semana.

‎Ainda nem temos a licença.

‎Sabes que ninguém quer saber ‎de uma licença alimentar.

‎Eu sou procuradora. Eu quero saber.

‎É com isto que nos devíamos preocupar.

‎AVISO FINAL

‎Isto não é problema teu.

‎Mbali, vá lá.

‎Já tenho idade para substituir o pai.

‎Preocupas-te com isso ‎quando acabares os estudos.

‎Não sabes que os chefes ‎têm dificuldades nos primeiros anos?

‎Disseste que gostavas disto. ‎Não podes desistir.

‎Eu resolvo isto.

‎Irmã Mbali.

‎Quando chegaste? É tarde.

‎Não! Vim ajudar o meu homem, sabes?

‎Amor, deixa-me provar ‎as especiarias que misturaste

‎para ver se ficaram bem misturadas…

‎Querida, sabes que mais?

‎Despeja-me este óleo no ralo.

‎- Porque não o despejas tu, amor? ‎- Querida, amor.

‎És tão irritante.

‎És tão chato.

‎Ela está sempre aqui metida.

‎Não faças nada que o padre não aprove.

‎O que estamos a fazer é tão bom. ‎Já ouviste falar?

‎Chama-se relação. Experimenta.

‎Sphe.

‎Se te concentrares nos estudos…

‎Não estou preparada para ser tia.

‎Vamos, prisioneiro!

‎Anda.

‎Fica de olho nele, Nyaniso.

‎Quero isso feito até ao fim do dia.

‎Insira-o.

‎Aggie.

‎Não te preocupes, vai correr bem.

‎- Espero bem. ‎- Vai.

‎Aproxime-se, para a foto.

‎Sr. Dlamini!

‎Será hoje que vai sair ‎em liberdade condicional?

‎Fale connosco, Sr. Dlamini.

‎Porque deixa os outros entrar?

‎Mbali!

‎Vossa Excelência.

‎Moses Dlamini

‎é o líder da Gaz’lam,

‎um bando prisional infame, ‎traiçoeiro e cruel.

‎Afirmam defender ‎os direitos dos prisioneiros,

‎mas estão envolvidos ‎em atividades ilegais.

‎De lavagem de dinheiro ‎a roubos a carrinhas de valor.

‎Um informador conseguiu ‎infiltrar-se no bando,

‎mas, infelizmente, ‎foi brutalmente assassinado ontem.

‎Moses Dlamini.

‎- As impressões dele estão por todo o… ‎- Objeção.

‎Temos a recusa da Comissão de Recurso

‎em dar liberdade condicional ‎ao Sr. Dlamini.

‎A inclusão destas provas ‎é irrelevante para este pedido.

‎Chamamos o Sr. Moses Dlamini ‎para um depoimento oral.

‎E se agradar ao tribunal, ‎ele tem uma declaração preparada.

‎Se houvesse justiça…

‎… verdadeira justiça…

‎… a Gaz’lam não existiria.

‎Meritíssima, quando se é torturado ‎e preso mais tempo do que o devido

‎porque o sistema tira proveito disso,

‎enriquece à custa disso,

‎a quem recorremos?

‎A quem podemos recorrer?

‎Neste sistema prisional, há uma economia.

‎E os reclusos são os consumidores.

‎As autoridades ‎são a cadeia de fornecimento.

‎Pode arranjar o que quiser.

‎Arranja tudo o que quiser.

‎Narcóticos, passados e embalados ‎por aquela mulher, Agnes Khoza.

‎- Matou o Thuto para anular o julgamento. ‎- Ouve lá!

‎Mas a justiça triunfará!

‎Não me acuses!

‎A justiça triunfará!

‎- Sim, Moses. ‎- Ordem!

‎Ordem!

‎É inevitável.

‎O meu sangue…

‎… é o do meu irmão!

‎- O sangue do meu irmão… ‎- … é o meu!

‎- O meu sangue… ‎- … é o do meu irmão!

‎- O meu sangue… ‎- … é o do meu irmão.

‎- Ordem! ‎- O sangue do meu irmão…

‎- … é o meu! ‎- Levem-no!

‎- O sangue do meu irmão… ‎- … é o meu!

‎- O meu sangue… ‎- Ordem!

‎Ordem! Levem-no!

‎- O meu sangue… ‎- … é o do meu irmão.

‎Sabia que algo ia acontecer.

‎Mas isto devia ser para o Moses, ‎porque o vamos usar para o Scarra?

‎Vão cair-lhe em cima depois do julgamento.

‎Ele disse que é a nossa única hipótese.

‎Está bem.

‎Dá cá.

‎Ouve,

‎se esta merda me matar, ‎volto como fantasma

‎para te lixar e à diretora.

‎"Para te lixar."

‎Isto é amargo! Sabe a Mpesu.

‎A medicação nunca foi doce.

‎Então?

‎Respeita a fila.

‎Então?

‎Deitado, meu! Deitado!

‎Vai-te lixar!

‎- Vai-te lixar! ‎- Sabem que mais?

‎Quando chegar a casa, ‎planeio vir buscar-vos a todos.

‎Diretora!

‎Está aqui uma pessoa a morrer!

‎Esta pessoa está a morrer!

‎Ele vai morrer, ajudem-no. ‎O que estão a fazer?

‎O que estão a fazer?

‎Merda!

‎Merda!

‎Então? Nada de gentilezas!

‎Vai-te lixar!

‎Presta atenção.

‎Um bandido bom

‎é um bandido morto.

‎Como tu.

‎Cobardolas.

‎Não disparem!

‎Socorro!

‎Não disparem!

‎Merda! Mãos no ar. Larga a arma!

‎Rápido! Solta-o!

‎Rápido!

‎Não dispares, irmão.

‎Imploro-te, não dispares.

‎Rápido! Não te mexas.

‎- Quieto. ‎- Vai-te lixar!

‎- Sim? ‎- Scarra, não dispares.

‎Fala agora! Vai-te lixar!

‎Fala! O que estavas a dizer?

‎O que estavas a dizer?

‎Um bom bandido é um bandido…

‎É um bandido morto?

‎- Sim? ‎- É um bandido morto.

‎Deixa-me… cheirar a liberdade.

‎Toma!

‎É um bónus!

‎Posso?

‎Scarra.

‎Ativista, herói ou senhor do crime?

‎Afirma ser defensor ‎dos direitos dos prisioneiros.

‎Mas a questão mantém-se.

‎Como escapou de uma prisão ‎de segurança máxima?

‎E onde estará?

‎Exibicionista.

‎Envergonhas-me em tribunal ‎perante toda a África do Sul.

‎Quem é espertinho agora?

‎Quem é espertinho agora?

‎Onde está o Scarra?

‎Onde está o Scarra?

‎Não querias direitos humanos?

‎- Aggie. ‎- Disseste que querias direitos humanos.

‎Seu merdas!

‎Ora bem. Pronto, irmão Mos.

‎Ouve.

‎Em breve, serás considerado ‎culpado de homicídio outra vez.

‎Não é nada bom.

‎Percebes? A não ser…

‎A não ser que nos ajudes ‎a encontrar o Scarra.

‎Prometo que te vamos tratar bem.

‎Vamos arranjar-te uma cela VIP.

‎Podemos levar-te à Cidade do Cabo

‎para veres miúdas de biquíni, ‎tubarões e golfinhos.

‎Vida.

‎Tenho cara de bufo? Idiota.

‎Kagiso! Nyaniso!

‎Vem ensinar modos a este cão.

‎Sim. Deixa-o cagar a informação toda.

‎Não lhe dês descanso.

‎Este cão tem de morrer.

‎Bom dia.

‎- Olá. ‎- Irmã.

‎Mbali.

‎Bom dia. Bom dia, senhor.

‎- Desculpe. Olá. ‎- Bom dia.

‎Li o ficheiro dele.

‎As coisas que ele fez.

‎Ainda não percebes, pois não?

‎O teu irmão não é nenhum santo.

‎Mas achas que ele é capaz de fazer ‎as coisas que viste no ficheiro?

‎Estão todos metidos nisto.

‎Todos. A diretora, a comissão.

‎- Ele matou um recluso. ‎- Foi incriminado.

‎A diretora quer que a Irmandade ‎venda droga, o Moses recusa.

‎O teu irmão está a ser torturado.

‎Temos de agir antes que o matem.

‎Eu… Já tenho problemas que cheguem.

‎Está bem? Tenho uma vida.

‎Não te peço para ires a tribunal ‎nem para o libertares.

‎Estou a pedir-te…

‎Estou a implorar-te para o tirares ‎do Buraco, senão ele vai morrer.

‎É a Cici.

‎A filha dele.

‎A tua sobrinha.

‎Sou a Crystal, a mulher dele.

‎Fui enfermeira na prisão. ‎Apaixonámo-nos e o resto é história.

‎Ela não merece crescer sem o pai.

‎Ele quer fazer o correto,

‎mas como pode fazê-lo ‎quando o sistema está errado?

‎Tu e eu não somos assim tão diferentes.

‎Duas mulheres

‎num mundo de homens.

‎E essa merda fortalece-nos.

‎Mas também nos endurece, sabes?

‎Estou a pedir-te para seres forte.

‎Tira o Moses do Buraco.

‎Ou eles matam-no.

‎Não. A minha irmã vem aí. ‎Esconde-te depressa.

‎- Ainda não comi… ‎- Eu levo-te.

‎- Espera. ‎- Por aqui.

‎Chegaste cedo.

‎Sim, sabes como é.

‎E este bufete?

‎Estou a estudar para os exames,

‎tenho de fazer muita comida ‎para não ter fome.

‎Podemos falar?

‎Está bem.

‎Sabes que tudo o que faço é por ti, certo?

‎Que conversa é esta tão cedo?

‎Desculpa.

‎Tenho pensado no Moses.

‎Fez-me perceber ‎que temos de nos manter unidos.

‎Aconteça o que acontecer.

‎Ou digam o que disserem.

‎Não, Mbali, não faças isto.

‎Estou aqui para ajudar.

‎Sphe, eu sei! É só que…

‎As coisas…

‎Mbali…

‎Estou aqui.

‎Olho para ti

‎e entendo-te.

‎Serás sempre o meu irmão mais novo.

‎Sim.

‎Vou voltar aos estudos.

‎Vai lá.

‎Está bem. Deixo-te esta sandes, está bem?

‎Obrigada.

‎Vou voltar ao trabalho.

‎Está bem.

‎Esqueci-me de uma coisa lá.

‎Tens o pré-pago?

‎Conforme pedido.

‎Vais dizer-me do que se trata?

‎Vamos fazer o seguinte.

‎Boa noite. Já vamos.

‎Boa noite.

‎Boa noite.

‎Vou fingir que tenho de fazer serão ‎e esperar que os meus colegas saiam.

‎Depois, vou forjar ‎uma carta de reclamação,

‎tentar entrar no gabinete do meu superior…

‎… e certificar os documentos.

‎Tenho de ligar aos membros ‎da comissão de liberdade condicional.

‎Olá, sim.

‎Sim, fala a Cindy do ‎Daily Journal.

‎Sim, estou a ligar do ‎Daily Journal.

‎Divulgo todo o tipo de queixas ‎e tudo o que sei sobre o Buraco.

‎Recebemos informação ‎de irregularidades na condicional.

‎De certeza que vai resultar?

‎Vale a pena tentar, não?

‎- Presidente, não dorme? ‎- ‎Agnes, temos um problema.

‎Temos de falar logo de manhã.

‎Como?

‎BEM-VINDO AO CENTRO CORRECIONAL ‎DE SUN CITY

‎Para cima!

‎Malas deste lado. Vejamos.

‎Então?

‎Olá, irmã chefe.

‎A procuradora chegou.

‎Obrigada, Chauke.

‎Certo.

‎Obrigada por me receber.

‎Tinha escolha?

‎O que se passa?

‎Sra. Khoza, sou da Procuradoria.

‎Recebemos informações

‎que resultaram nisto.

‎"Inquérito a queixas contra Agnes Khoza."

‎Sou eu.

‎As nossas fontes preferem ‎manter o anonimato.

‎Mas algumas já mostraram ‎interesse em falar oficialmente.

‎Fontes?

‎Isto deve ser grave. ‎Parece ser alguém importante.

‎Deixe-me sentar.

‎De que se queixam?

‎Que os seus métodos são ilegais.

‎Isto é um hotel?

‎Uma fonte falou da tortura dos reclusos

‎no chamado Buraco.

‎Os reclusos são amarrados, espancados ‎com um taco coberto de arame farpado.

‎Lérias.

‎Quem acreditaria nisso?

‎Está disposta a correr esse risco?

‎Retire o atual recluso ‎do Buraco imediatamente.

‎Se o fizer, garantirei ‎que mais ninguém vê estes documentos.

‎A influência da Gaz’lam está a crescer.

‎O recluso não vai a lado nenhum.

‎E digo-lhe outra coisa.

‎Chantagem?

‎Não me chantageie. ‎A chantagem enlouquece-me.

‎Chantagem?

‎Não, irmã. Estou a propor um acordo.

‎Temos informação que a pode impedir

‎e aos seus não associados ‎de serem detetados no futuro.

‎Mas compreendo se preferir arriscar

‎com uma investigação a sério.

‎É justo.

‎Uma mão lava a outra.

‎Hoje sou eu. Amanhã é você.

‎Mas, no final…

‎… apenas uma pessoa vencerá.

‎Quero vê-la a libertá-lo.

‎Vamos.

‎- Sr. Jomo, está bem? ‎- Olá.

‎Bom dia.

‎Bom dia.

‎Bom dia.

‎Mna. Dlamini.

‎Segundo o artigo 62 do Código Penal,

‎falsificação, está detida.

‎Conhece esta lei. É advogada.

‎Detenham-na, por favor.

‎Não, isto é um engano.

‎Não me toque.

‎Isto é um engano. Com licença.

‎- Com licença. ‎- Levem-na.

‎Sou uma funcionária pública.

‎Funcionária pública?

‎Não está autorizada ‎a abrir queixas oficiais.

‎Despacha-te, mamã.

‎Vai-te lixar!

‎- Vai-te lixar. ‎- Não fazes o meu género.

‎Vai-te lixar, puta.

‎Chama a Mbali.

‎Não o ouviste?

‎Tenho direito a um advogado.

‎Mna. Dlamini.

‎Podemos falar?

‎Não tenho nada para lhe dizer.

‎Meu Deus.

‎Ela diz que não tem nada para me dizer.

‎A famosa procuradora criminal ‎da Procuradoria

‎diz que não tem nada para me dizer.

‎Está bem.

‎Muito bem.

‎O que foi?

‎Quer que lhe mostre quem sou?

‎Vou mostrar-lhe do que sou capaz.

‎Não há problema.

‎Levem-na.

‎Vai-te lixar! Cheguem-lhe!

‎Então?

‎- Vai-te lixar! ‎- Então?

‎Pronto. Já chega.

‎Então…

‎Já está pronta para falar?

‎Não tenho nada comigo.

‎Não tens nada? Achas que sou parva?

‎- E isto? ‎- Estão a incriminar-me.

‎Se não tens nada, o que é isto?

‎- Fala! ‎- É mentira.

‎Tu aí!

‎Volta aqui!

‎Ainda estamos ocupados.

‎Estou bem.

‎Estou bem.

‎Como me tiraste daquele buraco?

‎Quem era a mulher com a Agnes?

‎A tua irmã.

‎Crystal.

‎Não.

‎Não tomas essa decisão sem mim.

‎Essa pessoa está do outro lado.

‎Não está, amor.

‎Não está do outro lado. ‎Está do nosso lado e é brilhante.

‎E salvou-te a vida.

‎Ela salvou-te a vida, Moses.

‎Porque te preocupas com isso agora?

‎O Scarra anda a monte e é imprevisível.

‎Matou um guarda e um paramédico.

‎Não matamos pessoas.

‎Fala com o Scarra.

‎O teu Scarra?

‎Que não me dá ouvidos?

‎Diz ao Scarra ‎que vocês estão ao mesmo nível.

‎Precisamos daquele dinheiro.

‎Tenho de sair daqui.

‎Esta gente vai matar-me.

‎Por favor.

‎E bem-vinda à minha…

‎Bem…

‎… humilde casa.

‎Certo.

‎Por favor, não toque em nada.

‎Não toque em nada.

‎A noite passada estava a correr bem, ‎se é que me entende…

‎Não se preocupe com isso.

‎Meu Deus.

‎Estou a olhar para si.

‎Estou mesmo a olhar para si.

‎Pergunto-me

‎o que aconteceu?

‎Com todo o respeito, o que tem com isso?

‎Não é da sua conta.

‎A sério?

‎Sente-se, por favor.

‎Sente-se.

‎Ali.

‎Deixe-me relaxar um pouco.

‎- Cerveja? ‎- Não, obrigada.

‎Ouça.

‎Demasiado quente, acho eu.

‎Bem, eu…

‎… sou polícia.

‎E o meu trabalho

‎é lidar com bandidos.

‎Pessoas que infringem a lei.

‎E o que fez…

‎Infringiu a lei, certo?

‎Infringi mesmo a lei?

‎Vejamos.

‎Fingir ser…

‎… a diretora nacional da Procuradoria?

‎Abrir casos sem permissão.

‎A passar por cima das pessoas

‎para ter o que quer.

‎Isso não é…

‎… infringir a lei?

‎Isso são boatos.

‎Não há provas contra mim.

‎Sim, claro.

‎Porque estava a pisar o risco, ‎por assim dizer.

‎Bem…

‎Pelo menos, já não poderá ‎exercer advocacia.

‎O que quer?

‎O que quero?

‎Gosto disso.

‎O que quero?

‎O que quero?

‎Siga-me.

‎Siga-me.

‎O que quero?

‎Ora bem,

‎não se trata do que eu quero.

‎SÓCIOS - ROUBO?

‎É quem eu quero.

‎BOMBA NO ATM? - GUERRAS DE BANDOS

‎E vai apanhá-lo por mim.

‎General.

‎O meu sangue…

‎… é o do meu irmão!

‎- O sangue do meu irmão… ‎- … é o meu!

‎- O meu sangue… ‎- … é o do meu irmão!

‎- O sangue do meu irmão… ‎- … é o meu!

‎- O meu sangue… ‎- … é o do meu irmão!

‎Vocês…

‎Todos vocês foram

‎batizados recentemente.

‎Sim.

‎São meus irmãos.

‎Renasceram.

‎Não serão controlados.

‎Estão acima da lei deles.

‎Sim, general.

‎Eles não mandam nada.

‎Exatamente!

‎A partir de hoje,

‎somos uma equipa.

‎- Sim! ‎- Somos…

‎… uma família.

‎Sim, general.

‎Estamos ligados

‎por sangue.

‎Sim, general.

‎Estamos ligados…

‎… pelo serviço.

‎Sim.

‎Estamos ligados…

‎… por sangue.

‎Sim!

‎Estamos ligados…

‎… por serviço. ‎- Sim, general.

‎O que queremos?

‎Justiça!

‎- O que queremos? ‎- Justiça!

‎Quem for um bufo é morto.

‎Sim! É para matar!

‎- Os bufos morrem aqui. ‎- É para matar!

‎Matem o bufo, matem-no!

‎Matem-no!

‎- Matem o bufo, matem-no! ‎- Matem-no.

‎- Matem o traidor, matem-no! ‎- Matem-no!

‎- Matem o traidor, matem-no! ‎- Matem o cão!

‎Matem o traidor, matem-no!

‎Matem-no!

‎Queimem-no!

‎Matem o bufo!

‎Legendas: Nuno Oliveira

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